Elefantes jovens formam grupos para se proteger de caçadores e fazendeiros

Foto: FEP/Nishant Srinivasaiah

Foto: FEP/Nishant Srinivasaiah

Elefantes asiáticos ameaçados de extinção estão formando “gangues” para se proteger de caçadores e fazendeiros quando procuram por comida, dizem especialistas.

Os animais, que em sua maioria são adolescentes, estão formando grupos exclusivamente de elefantes do sexo masculino para entrar em áreas onde o risco de contato com humanos é alto – como em áreas de cultivo de colheitas ou de desmatamento.

Além de se protegerem, o extraordinário desenvolvimento evolucionário também ajuda a garantir sua capacidade reprodutiva, afirmam os pesquisadores.

Os cientistas dizem que os corpos dos elefantes mais jovens são mais atraentes para as elefantas do que para os seus pares mais velhos, e que o agrupamento em grupos os torna mais visíveis.

Foto: FEP/Vinod Kumar

Foto: FEP/Vinod Kumar

O estudo inovador, conduzido pelo Instituto Nacional de Estudos Avançados em Bengaluru, na Índia, foi baseado em uma análise de 1.445 fotografias de 248 indivíduos do sexo masculino.

As imagens – coletadas no sul da Índia durante dois anos – mostram os jovens animais formando grandes grupos de machos ao entrar em áreas não-florestais e fazendas.

Os jovens sexualmente imaturos viviam principalmente em grupos mistos, enquanto os machos adultos eram em sua maioria solitários – de acordo com a reputação dos elefantes machos como solitários e anti-sociais.

O biólogo especialista em elefantes Nishant Srinivasaiah, doutorando no instituto, é o responsável pela da pesquisa.

Ele disse: “Os elefantes asiáticos machos são conhecidos por adotar uma estratégia de busca por alimento (forrageamento) de alto risco (e alto retorno), aventurando-se em áreas agrícolas e alimentando-se de colheitas com itens nutritivos, a fim de melhorar sua aptidão reprodutiva.

Foto: FEP/Nishant Srinivasaiah

Foto: FEP/Nishant Srinivasaiah

“formulamos uma hipótese com os altos riscos para a sobrevivência causados pelo aumento da urbanização e, muitas vezes, as paisagens imprevisivelmente transformadas em campos de produção de alimentos podem exigir o surgimento de estratégias comportamentais que permitam que os elefantes machos persistam em tais lugares”.

Srinivasaiah disse que os maiores grupos de elefantes adolescentes foram encontrados onde havia abundância de culturas e água.

“Esses indivíduos tendem a ter melhor condição corporal em comparação com homens adultos solitários”, disse o biólogo.

“Isso indica que a formação de grupos em jovens do sexo masculino pode ser um comportamento adaptativo para melhorar a aptidão reprodutiva em áreas com ótimos recursos, mas com alto risco de contato humano”.

“Também descobrimos que esses machos, quando não estão em risco, permanecem em grande parte solitários em habitats florestais, o que está de acordo com estudos anteriores sobre elefantes asiáticos”, disse Srinivasaiah.

Na sociedade dos elefantes, ao atingir a adolescência, os machos normalmente deixam a família em busca de fêmeas sem vínculo consanguíneo para se relacionarem sexualmente em áreas ricas em comida e bebida, onde possam se estabelecer.

Foto: FEP/Nishant Srinivasaiah

Foto: FEP/Nishant Srinivasaiah

Mas isso está mudando, devido à atividade humana. O estudo foi realizado em uma região próxima das principais cidades e vilas, como Bangalore – apelidada de “Vale do Silício da Índia”.

O local sofreu grandes alterações no uso da terra com o aumento da população, agricultura, construção de estradas e expansão urbana – tudo em detrimento da cobertura florestal e dos habitats naturais de elefantes.

A engrenagem social dos elefantes também foi encontrada em gangues que buscavam por alimento em terras cultivadas. Esta “estratégia” de gerenciamento de risco melhora a chance de sobrevivência.

Compreender a evolução do comportamentos dos animais pode ajudar nos conflitos entre humanos e elefantes – e consequentemente evitar a perda dos animais ameaçados, disseram eles.

Srinivasaiah disse: “Nós mostramos que os elefantes asiáticos exibem um comportamento sensível à socialização, particularmente a formação de grupos masculinos estáveis e de longo prazo, tipicamente em áreas que não possuem presença de florestas ou que sofreram modificação pela ação humana ou são altamente fragmentadas.

“Eles continuam solitários ou associados em grupos mistos, no entanto, dentro de habitats florestais”.

Esses novos e grandes grupos exclusivamente masculinos podem constituir uma estratégia única de história da vida para os elefantes machos nas paisagens de alto risco, mas também de excelentes recursos do sul da Índia.

Isso pode ser especialmente verdadeiro para os adolescentes, que pareciam efetivamente melhorar sua condição corporal ao explorar cada vez mais os recursos disponibilizados pelo homem, quando reunidos em grupos masculinos.

“Essa observação reforça nossa hipótese de que tais comportamentos emergentes provavelmente constituem uma estratégia adaptativa para os elefantes asiáticos machos que podem ser forçados a enfrentar cada vez mais ambientes intrusivos provocados pelo homem”.

O elefante asiático é encontrado em todo o subcontinente indiano e sudeste da Ásia – incluindo Nepal, Sumatra e Bornéu.

Ele foi declarado em perigo pela Lista Vermelha da IUCN desde 1986. A população da espécie diminuiu em pelo menos 50% nas últimas três gerações devido à perda de habitat e à caça.

O elefante asiático é menor do que o seu homólogo africano, que é classificado como vulnerável.

As conclusões completas do estudo foram publicadas na revista científica Scientific Reports.

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Alunos agridem e jogam cão do segundo andar de escola em Canoas (RS)

Dois alunos, de 13 e 16 anos, agrediram um cachorro com chutes e pontapés e, em seguida, o arremessaram do segundo andar da escola Thiago Wurth, no bairro Mathias Velho, em Canoas, no Rio Grande do Sul. O cão foi resgatado, nesta quarta-feira (5), com ferimentos e encaminhado a uma clínica veterinária. O resgate foi feito por professores da instituição.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Apesar dos maus-tratos que sofreu, o animal não corre risco de morte e está em observação na clínica. Ele era conhecido dos alunos e funcionários da escola, já que vivia no local há algum tempo. As informações são do portal Correio do Povo.

Os jovens que agrediram o animal foram detidos pela polícia e levados para a Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente de Canoas. Eles confessaram o crime. Depois dos maus-tratos que cometeram, os adolescentes tiveram que ser protegidos pela polícia, já que outros alunos, revoltados com o caso, tentaram linchá-los.

“Foi uma crueldade absurda. A queda foi de cerca de sete metros. Os dois assumiram o que fizeram, inclusive coletamos a informação que, depois de terem cometido a série de agressões ao animal, ameaçaram professores e outros alunos que estavam próximos”, contou o delegado regional da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (2ª DPRM), Mario Souza.

Souza disse que a crueldade dos adolescentes chama a atenção. “Não é comum um caso desse tipo, com tamanha violência. Cometeram maus-tratos simplesmente para agredir, por pura maldade”, disse.

Aos policiais, testemunhas afirmaram que os dois jovens costumam maltratar cães abandonados na cidade. Eles irão responder por um ato infracional por crueldade contra animais e ameaça. “A direção da escola fez muito bem em nos acionar. Os pais dos envolvidos serão chamados à delegacia para que possam colaborar com o caso”, afirmou.

De acordo com o delegado, a ação foi realizada dentro da Operação Arca, criada para proteger os animais nas cidades de Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, Eldorado do Sul, Guaíba e Nova Santa Rita. “Quando chegamos havia muitas denúncias de maus-tratos de forma geral, então resolvemos montar a inteligência e apurar, imediatamente, toda denúncia que chega”, disse Souza.

Denúncias de maus-tratos a animais na região podem ser feitas para a Polícia Civil pelo telefone 3425-9063 ou através do WhatsApp no número 98459-0259.


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Segundo pesquisa, 70% dos britânicos de 8 a 16 anos querem mais opções veganas e vegetarianas nas escolas

Por David Arioch

A conclusão é baseada em um questionário respondido por mil jovens (Foto: Getty)

Uma pesquisa conduzida pela empresa de produtos vegetarianos Linda McCartney Foods revelou que 70% dos britânicos na faixa etária de 8 a 16 anos querem mais opções veganas e vegetarianas nas escolas. A conclusão é baseada em um questionário respondido por mil jovens.

Entre os jovens que não consomem carne, 44% afirmaram que a principal motivação é ser “mais gentil com os animais”. Já 31% apontaram em primeiro lugar a preocupação com o meio ambiente, seguido por 19% que justificaram a abstenção como sendo uma questão de saúde.

A pesquisa também foi realizada com pais de alunos – 81% alegaram que não há opções vegetarianas saudáveis e saborosas o suficiente nas escolas. Além disso, 45% dos pais disseram não ver problema caso o filho queira se tornar vegetariano, desde que leve uma vida saudável.

Linda McCartney lança versão vegetariana da linguiça lincolnshire

A Linda McCartney Foods lançou no mês passado uma versão vegetariana da linguiça inglesa do tipo lincolnshire. A principal diferença é que o alimento é baseado em proteína de ervilha.

Com aroma de cebola e sálvia, o produto começou a ser comercializado hoje em embalagens com seis unidades nas lojas da Tesco no Reino Unido.

Na divulgação do lançamento do produto, a marca lembrou que a empreendedora, ativista e fotógrafa Linda McCartney fundou a empresa em 1991, com o intuito de estimular as pessoas a buscarem mais alternativas vegetais.

Égua grávida sofre aborto após ser montada e obrigada a correr por adolescentes

Foto: APEX NEWS

Foto: APEX NEWS

A foto acima mostra o momento terrível em que uma égua da raça “pônei de Shetland”, grávida, cai no chão e perde seu bebê depois de ter sido montada e obrigada a correr por um adolescente desumano.

As imagens , compartilhadas no Snapchat, mostram o adolescente sobre o animal acenando para a pessoa que está filmando, pelas imagens as autoridades locais afirmaram que o fato ocorreu em Bodmin Moor, na Cornualha (Inglaterra).

A égua cai no chão depois de lutar sofregamente para aguentar o peso do rapaz e sofre um aborto espontâneo.

Foto: APEX NEWS

Foto: APEX NEWS

Fotos da égua deitada exangue ao lado de seu filho morto foram compartilhadas nas mídias sociais na forma de um apelo para levar os culpados do crime à justiça, segundo informações do Daily Mail.

O jovem fazendeiro Hollie Cornelius, de Saint Breward, também na Cornualha, escreveu no Facebook: “Para os monstros que acham engraçado pegar e montar em cavalos miniaturas, os ponêis de Shetland, esse aborto é resultado de suas ações”.

“A égua claramente não aguentou o peso do corpo do criminoso e caiu no meio do vídeo”, escreveu ele.

“Agora temos um potro morto e provavelmente também uma égua morta pela manhã!”

“Espero que tenha valido a pena matar um bebê “para postar no Snapchat” e espero que vocês estejam felizes consigo mesmos e com suas vidas vazias!”

Foto: APEX NEWS

Foto: APEX NEWS

“Eu só gostaria de pedir a todos que sejam atenciosos e cuidem dos animais na região de moors, por favor, eles são vidas e não são brinquedos para diversão de pessoas doentes”.

As fotos foram compartilhadas mais de 14 mil vezes e milhares de usuários revoltados e chocados do Facebook responderam comentando no post, pedindo que a polícia fosse contatada e que algo fosse feito”.

Um porta-voz das polícias de Devon e Cornwall disse: “A polícia está investigando relatos de maus-tratos, crueldade e sofrimento causado a um animal em Bodmin Moor entre sexta-feira 5 e segunda-feira, 8 de abril”.

“Foi relatado que o pônei havia sido montado por um adolescente, fazendo com que ela caísse por não suportar o peso dele”.

“Mais tarde, a égua abortou o potro que esperava. As investigações policiais continuam em andamento neste momento”.

A ONG RSPCA, maior entidade de defesa dos direitos animais no Reino Unido, já esta investigando o caso em paralelo a polícia.

Até o momento nem a polícia de Devon ou da Cornualha nem a RSPCA encontrou relatos do incidente em função da ausência de um local ou data precisos. Foi aberto um canal de denúncias especialmente para este caso.

O pônei de Shetland

O pônei Shetland é uma raça de min-cavalos britânica originária das ilhas Shetland, na Escócia. Os pôneis variam em altura de aproximadamente 70 cm até um máximo de 107 cm. Eles têm uma pelugem pesada e farta, pernas curtas e são considerados muito inteligentes.

Pequenos porém fortes esses animais são muito amigáveis e interagem muito bem com crianças segundo a Associação de Pôneis de Shetland.

Um animal de tais proporções, pequena, dócil, frágil e ainda por cima fragilizada pela gravidez, ao ser montada e obrigada a correr por um monstro sem ter como se defender ou pra onde fugir, não teria como manter seu bebê.

Uma vida perdida de forma nauseante pela irresponsabilidade criminosa e doente de jovens seres humanos cujo comportamento chega a assustar na medida em que ele envolve a exposição orgulhosa de um ato condenável como motivo de glória e aplausos.

Adolescentes são detidos por sequestro de cachorro em Chapecó (SC)

Dois adolescentes, de 13 e 17 anos de idade, foram detidos pelo sequestro de um filhote de cachorro na cidade de Chapecó, em Santa Catarina. O caso aconteceu no bairro Vila Real, na última sexta-feira (5).

Foto: Polícia Militar/ Divulgação

O tutor do cachorro identificou os adolescentes ao observar imagens das câmeras de segurança da residência onde mora com o animal. Ele acionou a Polícia Militar, que encontrou os jovens.

O sequestro aconteceu na última quinta-feira (4). Os vizinhos informaram a polícia sobre o paradeiro do cachorro levado pelos adolescentes. As informações são do portal G1.

Com o endereço dos jovens, os policiais se deslocaram até a residência do adolescente de 17 anos, onde o cachorro foi encontrado. O animal estava nos fundos da casa. Ao ser questionado sobre o crime, ele indicou o outro rapaz que participou da ação.

Os dois adolescentes foram encaminhados a uma delegacia, na companhia dos responsáveis. O filhote foi resgatado pelos policiais e devolvido ao tutor.