Dia do Advogado: profissão é usada para defender os direitos animais

A defesa pelos animais está presente em várias profissões. Uma delas é a advocacia. Por isso, é necessário que, neste Dia do Advogado, celebrado em 11 de agosto, a importância da profissão para a causa animal seja lembrada.

(Foto: ThinkStock)

Advogados lutam, no dia a dia das ONGs de proteção animal, para conseguir, por meio da Justiça, punir agressores e retirar deles a guarda de animais. São esses profissionais também que promovem eventos para discutir a evolução dos direitos animais no Brasil, fazendo com que a sociedade passe a ter mais contato com o tema. Essa discussão é importante porque o ordenamento jurídico caminha segundo os anseios sociais. Sendo assim, quanto mais a bandeira dos direitos animais for levantada, maior a chance de leis serem propostas e aprovadas pelo legislativo.

Ainda tratados como seres inferiores, de maneira claramente especista, os animais dependem da evolução do Direito Animalista para conquistar direitos e poder, enfim, viver em paz. Embora passos estejam sendo dados – como a constatação, pelo Supremo Tribunal Federal, de que a vaquejada é uma prática cruel e, portanto, inconstitucional -, ainda há muito o que evoluir.

A aprovação recente, por parte do Senado, de um projeto de lei que considera os animais sujeitos de direito, mas que impede, por meio de uma emenda, que essa proteção jurídica atinja animais explorados para consumo humano e para práticas como a vaquejada e os rodeios, é uma prova de que toda evolução conquistada até o momento deve, sim, ser comemorada, mas jamais sem esquecer que o caminho a percorrer ainda é longo.

A expectativa dos defensores dos animais é de que, no futuro, todos eles estejam verdadeiramente protegidos pela lei e que nenhum deles seja explorado ou morto sob qualquer justificativa especista.


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Advogados e juristas do mundo todo se reúnem em conferência para discutir os direitos animais

Foto: The Vegan Society

Foto: The Vegan Society

A proposta do parlamento europeu de proibir o uso de rótulos como ‘hambúrguer’ e ‘salsicha’ de serem usados para descrever produtos vegetarianos e veganos é uma das questões que serão discutidas por especialistas legais em uma conferência pioneira de direitos animais e veganos na Itália.

As propostas, se aprovadas, significariam que produtos como hambúrgueres vegetarianos e veganos poderiam ser chamados de “discos” e salsichas de “tubos”.

À luz dessas questões e assuntos semelhantes, advogados e juristas veganos de todo o mundo se reunirão em uma conferência jurídica anual para discutir como influenciar a lei em benefício dos animais e do planeta. O evento é organizado pela Aliança Internacional dos Direitos Veganos (IVRA) e pela The Vegan Society, com a primeira fusão oficial para se tornar a Rede Internacional de Direitos da Sociedade, no dia 31 de maio.

O tema da Conferência da IVRA deste ano – que acontece na Universidade de Milão, Itália, de 31 de maio a 1 de junho – é como os direitos veganos podem ajudar a criar uma sociedade que respeite, em vez de explorar, os animais.

A Dra. Jeanette Rowley, fundadora da IVRA, falará em seu discurso de abertura sobre o uso da lei dentro do movimento vegano e criticará as recentes propostas da UE para proibir certas denominações de produtos veganos.

A Dra. Rowley disse: “O veganismo na lei interrompe a ideia de direitos exclusivos de proteção apenas para os seres humanos.

“Ele enfatiza nossa capacidade natural de ser responsável, zeloso e compassivo em resposta à vulnerabilidade, injustiça, opressão e sofrimento dos animais.

“Promover o veganismo na lei ajudará a trazer a mudança de paradigma de que precisamos para garantir que os animais recebam a proteção de que precisam e merecem.”

A fundadora da IVRA também dirige o serviço de direitos da Sociedade Vegana, que ajudou com casos como na ajuda a crianças em idade escolar, pacientes de hospitais e prisioneiros a terem acesso a comida vegana; garantir permissões para os alunos usarem materiais amigáveis aos veganos em suas avaliações; e conseguir que os trabalhadores tivessem acesso a uniformes amigáveis aos veganos. Este é o único serviço legal gratuito dessa natureza atualmente em execução.

Louise Davies, Chefe de Campanhas, Políticas e Pesquisas da The Vegan Society, disse: “Estamos muito felizes por estar assumindo o importante trabalho da IVRA. “Esperamos trabalhar com toda a nova Rede Internacional de Direitos para liderar na defesa de veganos vulneráveis e, por extensão, proteger e promover os direitos dos animais”.

Os participantes ouvirão especialistas veganos que viajam da Inglaterra, Escócia, Irlanda, Estados Unidos, Canadá, Itália, Portugal, Alemanha e França, e compartilharão suas experiências com lobby de vários governos e se envolverão em casos legais relacionados ao veganismo.

Os palestrantes da conferência também incluem Sandra Higgins da Go Vegan World, cuja campanha de cartazes “inumanos” foi aprovada pela Advertising Standards Authority e Mark Banahan, da The Vegan Society, falando sobre sua revolucionária campanha Catering for Everyone para opções veganas em cardápios do setor público.

Os detalhes da conferência podem ser encontrados nesta página e informações sobre a Rede Internacional de Direitos da Sociedade Vegana podem ser encontradas aqui.

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Juristas publicam livro sobre evolução da legislação sobre saúde animal

Os juristas Thiago Pires Oliveira, mestre em Direito e especialista em Direito do Estado, e Luciano Rocha Santana, doutor em Filosofia Moral e Jurídica, são os autores do mais novo livro sobre Direito Animal. “Direito da Saúde Animal” é um livro que aprofunda a discussão sobre os problemas sociais e sanitários presentes na relação entre seres humanos e animais. E para trazer mais informações sobre a obra, um dos autores, Luciano Santana, concedeu entrevista exclusiva à ANDA. Confira abaixo.

ANDA: Como surgiu a ideia de escrever o livro?

Luciano Rocha Santana: De certo modo, este livro já vem sendo escrito ao longo de mais de duas décadas, quando pela primeira vez intuímos transformar o conceito de posse em guarda responsável. Já no início de 2017, conversávamos, eu e Thiago, sobre a existência de certa lacuna na doutrina jurídica pátria, no tocante aos estudos até então existentes, com o propósito de aprofundamento do Direito Animal enquanto ramo autônomo das Ciências Jurídicas. E considerando que a academia e o mercado editorial brasileiro precisavam desenvolver pesquisas que abordassem com rigor científico os reais problemas sociais e sanitários decorrentes da relação dos seres humanos com os outros animais, ocorreu-nos a ideia de propor uma leitura diferenciada da saúde animal enquanto objeto da Ciência do Direito, nascendo assim nossa concepção da obra que ora trazemos à apreciação do público leitor e, em especial, da vasta gama de profissionais e especialistas nos diversos campos do saber relacionados com a temática aqui tratada.

ANDA: De que forma o livro aborda a guarda responsável?

Luciano Rocha Santana: Considerando que a obra “Direito da Saúde Animal” realiza uma exposição crítica acerca dos marcos regulatórios da saúde dos animais domésticos no Brasil, à luz da evolução da legislação, doutrina e jurisprudência, sem descurar de uma leitura constitucional dos institutos jurídicos postos em evidência na referida normativa, buscamos adotar a premissa segundo a qual a instituição da guarda responsável de animais domésticos constitui uma autêntica política pública de efetivação do Direito da Saúde Animal a ser implementada pelo Estado brasileiro.

Deste modo, a obra faz uma abordagem inédita, no Direito brasileiro, tomando por base o ordenamento jurídico pátrio, dos diversos instrumentos que se acham à disposição do gestor público, dentre os quais sistematizamos alguns deles, a saber: registro público de animais de estimação, vacinação, esterilização, controle do comércio, estímulo à adoção e educação voltada para guarda responsável, como institutos jurídicos que visam a eficiente implementação da metodologia da prevenção ao abandono, em substituição à metodologia da captura e extermínio de animais em situação de rua.

ANDA: Qual a diferença entre as obrigações do Poder Público e de particulares no que se refere à guarda responsável?

Luciano Rocha Santana: Em essência, não há diferença, visto que o dever ético e jurídico de guarda responsável visa a proteção da dignidade dos animais, não mais tidos como simples coisas nem meros recursos naturais renováveis, tampouco como uma espécie de recurso ambiental faunístico, senão, sobretudo, como seres sencientes e conscientes com valor inerente, ou seja, sujeitos-de-uma-vida.

Naturalmente, a interpretação normativa da justiça, denominada “visão da igualdade dos indivíduos”, de conformidade com a doutrina de Tom Regan, da qual deriva o direito a tratamento respeitoso atribuível a todos os sujeitos-de-uma-vida, sejam eles animais humanos ou não humanos, impõe, em contrapartida, um dever moral básico exigível de todos os agentes morais, que é o de respeitar os direitos concernentes à vida, à integridade e à liberdade destes seres.

Do mesmo modo que sucede com este dever universal de respeito e cuidado – exatamente como a luz solar ao passar por um prisma se decompõe em uma série infindável de radiações de amplo e variado espectro, se me permite esta metáfora – ao se expandir por uma série de obrigações morais e jurídicas, negativas e positivas, abstratas e concretas, conforme os costumes, as leis e as circunstâncias de tempo e lugar, assim também acontece com a incidência do instituto da guarda responsável, enquanto feixe imbricado e complexo de obrigações e direitos correlativos devidos aos animais, desde o âmbito dos macrossistemas denominados Estados, Comunidades de Estados, corporações transnacionais, nacionais e locais, até o nível mais elementar das microrrelações interespecíficas individuais de uma cidadania, por assim dizer, planetária, ecológica e animalista.

ANDA: Além da guarda responsável, quais outros temas são abordados no livro?

Luciano Rocha Santana: Inicialmente a obra apresenta a indagação sobre se o Direito da Saúde Animal é um novo ramo do Direito. Diante disto, faz-se um esboço da evolução histórica da legislação pertinente à saúde animal, bem como das políticas públicas de proteção da saúde animal e sua interface com a saúde humana. Posteriormente, aborda-se a saúde animal como preocupação do Direito em si, arguindo a respeito do tratamento conferido a esta temática por parte do Direito brasileiro, notadamente a disciplina jurídica da saúde dos animais de produção e a proteção jurídica da saúde dos animais de companhia, esta última confrontada com o Direito Comparado, contextualizando-o então com os ordenamentos jurídicos da Itália, Suíça, Argentina e Chile.

ANDA: De que forma você avalia a evolução da jurisprudência brasileira em relação aos animais?

Luciano Rocha Santana: Como um círculo moral e jurídico quase sempre em expansão, a jurisprudência pátria vem se aperfeiçoando em argumentação e se estendendo a temas cada vez mais diversificados, que vão do Direito Público ao Direito Privado, buscando neste processo histórico em espiral atender às demandas cada vez mais complexas e diversificadas existentes na realidade brasileira em que se distingue a relação de humanos com animais.

A título ilustrativo, aí se acham ações e decisões favoráveis ao tratamento dos animais como sujeitos de direito, a exemplo do Habeas Corpus da Chimpanzé Suíça, protagonizado por Dr. Heron Gordilho, aqui no Brasil, cujo precedente serviu de modelo para casos similares na Argentina e nos Estados Unidos da América.

ANDA: Que conquistas ainda faltam para os animais no meio jurídico?

Luciano Rocha Santana: O caminho é longo, os primeiros passos já foram dados, o futuro do Direito Animal está sendo construído agora. Se me fosse dado o dom da clarividência, diria que o próximo passo será o pleno reconhecimento por parte do sistema jurídico da condição dos animais enquanto seres sensíveis e, mais adiante, sujeitos-de-uma-vida, como de fato o são por direito próprio.

ANDA: Qual a importância de conseguir que o ordenamento jurídico considere os animais como sujeitos de direito?

Luciano Rocha Santana: Vivemos em uma época de transição e, neste sentido, mesmo persistindo a relação jurídica de propriedade entre o ser humano e o animal, o ordenamento jurídico disponível no Brasil – como pode ser visto no artigo 32 da lei federal nº 9.605/1998, e demais legislações que protegem os animais, em especial, a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 225, o decreto-lei federal n° 24.645 de 1934 e a lei federal n° 5.197/1967 – já possibilita visualizar a redução de casos de crueldade e maus-tratos, além de funcionar como uma espécie de janela, permitindo lançar um jato de luz sobre este cenário até certo ponto ainda dantesco, no que tange à exploração institucionalizada dos animais.

Desta forma, quando o ordenamento jurídico permite vislumbrar os animais como sujeitos de direito, por meio destas leis que os protegem, ainda que de forma incipiente, isto implica antever uma revolução sem precedentes no dominante paradigma ético e jurídico fortemente antropocêntrico, cujas consequências são, aqui e agora, inimagináveis.

ANDA: Qual é a sua trajetória de trabalho com o meio ambiente e os direitos animais?

Luciano Rocha Santana: Na qualidade de membro do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), ocupo o cargo de Primeiro Promotor de Justiça de Meio Ambiente da Comarca de Salvador, desde julho de 1996. Considerando que a missão do Ministério Público é defender a sociedade e o regime democrático para garantia da cidadania plena, resolvi aprofundar a leitura para melhor embasar a tomada de decisão em casos sobre danos ambientais e animalistas.

Logo no ano seguinte à minha assunção ao cargo, verifiquei que os conflitos envolvendo malefícios aos animais vinham surgindo com maior frequência, demostrando uma demanda pungente nesta área de conhecimento e atuação, ainda pouco discutida academicamente na década de noventa do século passado. Por isto, entendi que poderia melhor contribuir com a sociedade ao estudar este campo emergente da Ética e do Direito, ou seja, o Direito Animal, de modo a gradativamente ampliar as fronteiras da comunidade moral e dos direitos para além do humano.

A propósito, devo enumerar as seguintes funções e tarefas acadêmicas e profissionais: mestrado e doutorado no programa Passado e Presente dos Direitos Humanos, pelo Departamento de História do Direito e Filosofia Jurídica, Moral e Política da Faculdade de Direito da Universidade de Salamanca/Espanha (USAL/ES), publicação de livros e artigos filosóficos e jurídicos sobre Direito Ambiental e Animal, fundador do Núcleo de Pesquisa em Direito dos Animais, Meio Ambiente e Pós-modernidade (NIPEDA) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), da Revista Brasileira de Direito Animal (RBDA), do Instituto Abolicionista Animal (IAA) e da Asociación Latinoamericana de Derecho Animal (ALDA), pesquisador do International Center for Animal Law and Policy (ICALP) da Universidade Autônoma de Barcelona/Espanha (UAB), presidente honorário da Asociación Human Animal Liberation Time (HALT), e atual presidente do IAA. Finalmente, tais encargos, repito, têm constituído meu itinerário de luta em defesa do meio ambiente ecologicamente equilibrado, da dignidade e saúde dos animais, desenvolvendo assim o debate filosófico e o embate jurídico acerca destes novos valores morais e jurídicos extensivos a nossos irmãos evolucionais.

Primeiro escritório de advocacia de proteção animal será lançado no Reino Unido

Foto: Pixabay

De acordo com a Advocates for Animals, esta é hora certa para lançar este tipo de organização no Reino Unido, com o crescente interesse no bem-estar dos animais em todos os níveis.

“As práticas de direito animal já existem em outras jurisdições, por exemplo, o Animal Legal Defense Fund nos EUA e no Canadá Animal Justice”, disse a organização em um comunicado.

“Como o Reino Unido é frequentemente visto como o líder global em proteção animal, é justo que o Advocates for Animals seja adicionado a essa lista.

“A cada ano no Reino Unido nós cultivamos e abatemos 1 bilhão, 4 milhões em pesquisa, sem mencionar os 60.000 mantidos em zoológicos e os milhões de animais selvagens comercializados através dos mares e caçados. Isso está além dos níveis preocupantes de crueldade doméstica”.

“A lei de proteção animal é agora uma disciplina séria, ensinada em universidades e com um quadro enorme e crescente de legislação e acordos internacionais e nacionais. No entanto, ela é frequentemente subutilizada por ONGs de proteção animal”.

Levando a sério

“Tenho a honra de fazer parte do movimento, tanto nacional como internacionalmente, que trabalha no sentido de dar aos animais a proteção que eles merecem na lei. É crucial que os interesses dos animais sejam levados a sério”, disse Edie Bowles, co-fundador e procurador.

“É um pensamento salutar que, devido aos avanços tecnológicos aliados ao sigilo comercial e ao enorme comércio internacional, a humanidade sem dúvida causa muito mais sofrimento aos animais do que 200 anos atrás, quando um homem podia espancar seu cavalo até a morte simplesmente porque era dele”.

“Os advogados podem ajudar a restabelecer o equilíbrio”, acrescentou David Thomas, outro co-fundador e procurador. As informações são do Plant Based News.

Legislação brasileira

Teoricamente, o Brasil possui legislação e autoridades competentes que são responsáveis pela punição de crimes contra animais, porém ela fraca, ineficaz e falha.

A denúncia de maus-tratos é legitimada pelo Art. 32, da Lei Federal nº. 9.605, de 12.02.1998 (Lei de Crimes Ambientais) e pela Constituição Federal Brasileira, de 05 de outubro de 1988.

A pena para quem pratica ato de abuso, maus-tratos, fere ou mutila animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos e de detenção, de três meses a um ano, e multa que, na prática, parece não surtir efeitos significativos.

homem e vaca

Nova iniciativa ajuda pessoas a encontrarem advogados especialistas em direitos animais

Criado pela organização Attorneys for Animals, o Animal Friendly Attorneys Program oferece uma lista de advogados que demonstram um compromisso com os direitos animais em suas vidas pessoais e profissionais.

homem e vaca

Foto: Farm Sanctuary

Alguns dos advogados são veganos ou vegetarianos, o que é indicado por uma folhinha verde ao lado do nome, mas todos prometeram administrar sua prática de uma forma que beneficie os animais. Eles também prometeram seguir e aprofundar a missão da Attorneys for Animals que afirma que “os animais têm um propósito próprio e inerente”.

Beatrice M. Friedlander, presidente da Attorneys for Animals, segue uma dieta sem carne desde 1988 e é vegana desde 2000. Ela falou sobre o novo programa e explicou que ele foi projetado para “clientes preocupados com animais” e poderia ser o primeiro programa do tipo a existir.

Segundo Friedlander, a Attorneys for Animals inspirou-se na morte do leão Cecil, um evento trágico que provocou indignação em todo o mundo. O assassino responsável foi identificado como um dentista de área de Minneapolis, no estado de Minnesota, EUA. Ela lembrou que um membro da organização começou a imaginar como se sentiria se descobrisse que seu próprio dentista havia “cometido um ato tão contrário às suas próprias crenças sendo indiretamente patrocinado por ela”.

Eles então começaram a considerar como as crenças e valores pessoais de um advogado interagem com suas práticas e em como os clientes poderiam usar seu dinheiro para encorajar seus próprios valores.

Os clientes podem acessar e contratar profissionais da lista, independentemente do tipo de serviço que precisarem, as questões jurídicas não precisam envolver animais ou leis relacionadas a animais. Na verdade, os advogados da recém-anunciada lista trabalham em 13 áreas de atuação, incluindo litígios civis, processos criminais, planejamento imobiliário, direito familiar, imigração e direito animal.

Advogados pelos interesses dos animais

O conceito de advogados para animais nasceu no início dos anos 1990, quando a advogada Wanda Nash publicou um anúncio no Michigan Bar Journal buscando “advogados interessados ​​em leis animais”. Cerca de 20 pessoas responderam, incluindo Friedlander, e a Attorneys for Animals foi criada.

“A Attorneys for Animals preencheu essa lacuna para muitos de nós durante um período em que a lei animal era relativamente desconhecida”, acrescentou Friedlander.

Os membros fundadores tinham duas metas principais; a primeira foi formar uma seção de legislação animal em todo o estado no jornal Michigan Bar para aumentar a visibilidade do direito animal. A segunda era coletar e publicar todas as leis relacionadas a animais em Michigan em um só lugar para informar e educar a população, explicou Friedlander. Ambas já foram alcançadas, mas as metas “continuam sendo importantes e relevantes”.

O papel da Attorneys for Animals cresceu bastante desde a sua criação nos anos 90. A organização agora ajuda os legisladores que procuram criar projetos de lei relacionados ao bem-estar animal e oferece uma perspectiva dos direitos animais para a mídia quando necessário.

Aumento do interesse público no bem-estar animal

A Attorneys for Animals também ajuda o público, que, segundo Friedlander, é “sedento por informação” quando se trata de direito animal.

O conselho da organização chegou a tomar uma “decisão estratégica” para incluir defensores de animais que não fossem advogados em sua organização, criando uma categoria de defensores leigos na organização. Programas educacionais são oferecidos aos membros e há alguns anos a Attorney for Animals elegeu seu primeiro membro leigo para o conselho. A organização agora tem um número praticamente igual de advogados/estudantes de direito e defensores leigos. No ano passado, houve uma maior adesão entre defensores leigos do que entre advogados.

Cada vez mais pessoas estão se preocupando com o bem-estar dos animais e com as leis que lhes dizem respeito. Em Nova York, EUA, a Farm Sanctuary está ajudando a promover leis e políticas que apoiam o bem-estar de todos os animais. Como a Attorneys for Animals, a Farm Sanctuary se concentra na educação do público, lançando seu programa educativo “Cultivating Compassion” em algumas cidades norte-americanas, incluindo Nova York, Nova Jersey e Los Angeles.

Em 2019, a Attorneys for Animals continuará seu trabalho na legislação e na educação, realizando mais eventos, nos quais são servidas apenas refeições veganas, e aumentando a visibilidade da causa. Em março, a organização irá realizar um workshop ensinando a maneira mais eficaz de se comunicar com oficiais do governo sobre questões relacionadas a animais.