‘Pais’ de cachorros deixam a solidão de lado ao dividir a vida com os animais

Neste Dia dos Pais, as histórias de tutores de cachorros que se transformaram em verdadeiros “pais” de cães mostram o quanto a companhia de um animal pode transformar a vida de uma pessoa. Antes solitários, esses homens encontraram uma nova alegria em suas vidas e deram adeus à solidão.

Jesse e Shurastey (Foto: Reprodução / Instagram)

Um deles decidiu viajar pelas Américas e levou consigo o amor incondicional que conheceu ao passar a dividir a vida com Shurastey, um golden retriever. Há dois anos, Jess Kos, 26, largou o emprego, vendeu a moto, comprou um fusca 1978 e começou a viajar. No Instagram, ele mostra as aventuras que vive ao lado do cachorro. As informações são do portal Correio 24 Horas.

João Gabriel Galdea, 35 e Leandro Garcia, 37, são outros dois “pais” de cachorro que tiveram suas vidas transformadas. Eles moravam sozinhos em seus apartamentos e tinham uma rotina entediante, que foi completamente mudada quando Pandora, uma cadela sem raça definida, e a golden retriever Lara chegaram.

Confira abaixo os emocionantes relatos dos três e entenda porque adotar um animal é uma das melhores decisões que você poder tomar na vida.

Jesse e Shurastey – depoimento retirado do perfil @shurastey_ no Instagram.

Que amizade é essa que move essa viagem maluca há mais de 2 anos pela América? Que amizade é essa que não precisa de uma só palavra para se entender! As vezes vejo ele olhando fixamente pra mim como que tivesse querendo me dizer algo. Quase sempre é quando não estamos fazendo nada. Ele olha fixamente e esse olhar entra na alma.

Parece sempre dizer a mesma coisa: “Qual, é! Meu tempo aqui é curto. Bora brincar, correr, nadar. Sai dessa moleza, joga a bolinhaaaa”.

Às vezes eu tô na minha querendo fazer nada e lá vem ele, senta na minha frente e fica me olhando bem no olho. As vezes ele pega a bolinha e simplesmente joga em cima da mão que está o celular. E em lugares como esse onde estamos em Cartagena, se nada disso funciona ele vai sozinho pro mar como quem diz “Vá a merda, marzão desse aí, um calor do carvalho. Se você não quer ir eu to indo”.

Jesse e Shurastey (Foto: Reprodução / Instagram)

Além disso, muitas vezes em que estive mal, ele não saía de perto, deitava nos meus pés e ficava ali comigo até eu melhorar! Nas alegrias e em todas as manhãs a festa é garantida, sempre que acordo ele festeja o novo dia e a nova possibilidade de estar comigo o dia inteiro!

Viajar sozinho é duro, nós seres humanos não fomos feitos pra sermos sozinhos, vivemos em comunidades desde sempre, com a companhia de outras pessoas, e eu nesses mais de 2 anos viajando sozinho só consegui porque escolhi levar comigo o Shurastey. Creio que sozinho mesmo eu não teria vindo tão longe!

Uma das coisas que move essa loucura é a nossa amizade!

João e Pandora

Mês passado fez dois anos que Pandora abriu sua caixinha de surpresas aqui em casa. Em 2017, eu tinha acabado de completar 10 anos morando sozinho e além de habituado com a solidão voluntária, gostava da paz e silêncio do lar. Até que essa criatura, resgatada no meio da rua, me foi oferecida por uma vizinha, que não escondeu o prenúncio de barulho. Narrou mais ou menos assim o salvamento de Dorinha: “amarraram no meio do mato, e talvez fosse morrer de fome, mas ela latiu tanto e tão alto que alguém ouviu, tirou ela de lá e amarrou num latão de lixo em frente a um prédio no Bairro da Paz. Quando a gente passou pelo lugar, ela tava latindo tanto que a gente foi ver se tinha algo errado, mas o povo contou a história e disse que a gente podia levar”. Trouxe, botou na minha porta, ela já entrou e tomou conta.

João e Pandora (Foto: Fernanda Souza/Acervo pessoal)

Desde então, a casa é mais de Dora que minha. As marcas de patas nas paredes, os bolos de pelos na vassoura, os grãos de ração no chão da cozinha, as marcas da destruição que deixou quando era pequenininha… Há Dora por todos os lados, em todos os momentos, e isso é maravilhoso. Sou doido por ela, adoro as maluquices e gaiatices, as correrias e manias. Sim, porque ela é cheia de leutria. Tem mais personalidade que muita gente: tem dia que tá agitada ou mal humorada, mas na maioria das vezes é engraçada, conta piadas, inventa caprichos que sinto prazer em atender. Sou um pai de cachorro dedicado e orgulhoso, que enche essa pentelha barulhenta de beijos mesmo quando ela apronta alguma estripulia. Não tem como não adorar minha Dorinha.

João e Pandora (Foto: Fernanda Souza/Acervo pessoal)

Léo e Lara

Sempre fui apaixonado por animais e um dia queria realizar meu sonho em ter um cão da raça Golden Retriever para me fazer companhia. Moro sozinho há 8 anos. Sempre tive uma rotina muito cansativa e árdua por conta dos empregos. Desta forma, passava muito tempo no trabalho e quando chegava em casa só queria descansar. Aí vem os problemas do dia a dia, estresse, cansaço físico e mental. Então, em 2018, resolvi diminuir minha ocupação profissional e ganhar mais tempo pra mim.

Passei a ter tempo livre e achei que havia chegado a hora.

Em outubro de 2018, Lara chegou. Sem dúvida, foi a melhor escolha que fiz na vida. Fui questionado por amigos e familiares quanto ao trabalho que teria. Que pena tenho de quem nunca teve o amor de um cão. O trabalho se tornaria prazer!

Léo e Lara (Foto: Acervo Pessoal / Divulgação)

Somos companheiros inseparáveis. Você muda toda a sua rotina sem perceber. O happy hour após o trabalho já não existe mais, a saudade de estarmos juntos é maior. A felicidade e o amor puro ao chegar em casa é indescritível. Se tem festa, praia, aniversário, barzinho, viagem, procuro as opções Pet Friendly e os amigos já sabem que Lara vai tá presente.

Se adoece, a preocupação é intensa, liga pra mãe, amigos, veterinário, não dorme direito, chora. É um sentimento mútuo. Quando sou eu que estou cansado, chateado, ela parece perceber e se aproxima mais ainda de mim, oferecendo carinho. As vezes paro e percebo que estou conversando com ela. Me pergunto se estou ficando louco. A resposta é não! Eu apenas sou pai de cachorro!


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Cães amam seus tutores e os veem como membros da família, diz estudo

Um estudo feito pela Emory University, localizada nos Estados Unidos, concluiu que os cachorros amam seus tutores e os consideram membros da família.

Foto: Pixabay

“Esse é um amor indiscutível, mas a grande curiosidade das pessoas é saber como os seus animais percebem essa relação”, conta o veterinário da Nutrire – indústria de alimentos de alta performance para animais -, Dr. Cleiton Rupolo, em entrevista ao Metro Jornal.

Exames de ressonância magnética feitos no cérebro de alguns cachorros concluíram que a reciprocidade no afeto entre esses animais e os humanos é identificada pelo olfato na atividade cerebral dos cães. De acordo com o estudo, os cachorros diferenciam odores e reconhecem seus tutores por meio deles.

“Ou seja, quando o odor característico do tutor se aproxima, o cérebro do animal é acionado e a sensação de felicidade e recompensa é ativada”, explica Rupolo.

O sentimento de recompensa é ativado apenas pelo cheiro do tutor do animal. O estímulo não acontece com outros odores. “Muitos pensam que os cães amam seus tutores pela comida ou pelos agrados que recebem, mas essa relação vai muito além disso. Os animais sentem amor por seus tutores pelo simples fato de ficarem próximos, juntos, unidos”, diz.

Esse amor explica, por exemplo, a felicidade que os cães demonstram no momento em que o tutor volta para casa após o trabalho, um passeio ou uma viagem.

“As atividades cerebrais pesquisadas durante esses momentos são muito semelhantes às que nós sentimos quando reencontramos alguém que amamos”, explica o veterinário.

A interação dos cães com os tutores é, inclusive, bastante semelhante a de bebês humanos com seus pais. “Isso explica porque o cachorrinho corre para o colo do tutor quando se assusta ou quando está com medo”, completa o especialista.

A relação de amor entre tutor e animal é criada nos primeiros meses de vida do cachorro ou logo após a chegada dele ao novo lar. Além disso, os primeiros seis meses de vida do cão é bastante importante para seu desenvolvimento, já que o cérebro do filhote é receptivo o bastante para que as ações ocorridas nesse período influenciem as próximas fases de sua vida. Por isso que, por exemplo, filhotes criados por homens tendem a se sentir mais confortáveis na presença masculina e vice-versa.

“Para toda regra sempre há exceções, claro, mas estamos falando do que geralmente acontece com a maioria dos cães. Por isso, é tão importante que os tutores interajam com seus animais, passeando, brincando e se divertindo com eles”, aconselha.


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Cães esperam por tutora internada há uma semana em frente a hospital

Dois cachorros esperam há uma semana pela tutora em frente ao Hospital São Paulo, em Xanxerê (SC). Roseli vive em situação de rua com os animais, que são seus companheiros.

Foto: Reprodução/NSC TV

O caso comoveu a comunidade e os funcionários do local, que acionaram uma ONG de proteção animal para pedir ajuda. Desde então, voluntários da entidade passaram a ir ao hospital diariamente para cuida dos cães.

“Chamou a atenção porque eles estavam querendo adentrar na porta de emergência. É como nós humanos, né? A gente espera que nossos familiares saiam, voltem ao contexto familiar”, disse ao G1 a assistente social do hospital, Maquieli Casaril.

O voluntário Vagner Ribeiro contou que, apesar dos cuidados que estão recebendo, os cachorros estão se negando a comer por estarem deprimidos, com saudade da tutora. “Viemos aqui para dar uma manutenção neles, trocar a coleirinha, botar antipulgas, dar vermífugo para eles, manter a saúde deles boa”, disse Ribeiro.

“A gente reza muito que ela se recupere, até porque é uma saúde, é uma vida e esses cães aqui até ultimamente não têm comido. A gente vê vários pontos de ração aqui em volta do hospital, mas eles não comem, eles querem a dona deles”, completou o voluntário.

Roseli está internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde que foi levada ao hospital, no dia 20 de julho.


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Acariciar animais reduz níveis de estresse, revela estudo

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, concluiu que acariciar animais diminui os níveis de estresse das pessoas. Apenas 10 minutos fazendo carinho em um cachorro ou gato são suficientes para reduzir o cortisol, principal hormônio ligado ao estresse.

Foto: Pixabay

Para o estudo foram observados 249 universitários, divididos em quatro grupos. Um deles interagiu com animais por 10 minutos, outro apenas observou. O terceiro grupo viu fotos de animais em um slideshow e o quarto ficou na lista de espera sem ter contato com os animais, mas tendo ciência de que se aproximariam deles em breve.

Os pesquisadores analisaram a saliva dos participantes antes e depois de instruções serem passadas a eles. Todos os grupos registraram redução do cortisol, mas o que apresentou maior diminuição dos níveis do hormônio foi o que teve contato direto com os animais. As informações são do portal Metrópoles.

“Nós já sabíamos que os alunos gostam de interagir com os animais e que isso os ajuda a experimentar emoções mais positivas”, disse a coautora do estudo Patricia Pendry, em entrevista ao site oficial da universidade.

Segundo ela, a novidade do estudo está em mostrar que o contato com animais tem efeitos que não são apenas subjetivos. “Isso é empolgante porque a redução dos hormônios do estresse pode, ao longo do tempo, ter benefícios significativos para a saúde física e mental”, afirmou.

Os pesquisadores consideraram os resultados do estudo bastante positivos. Eles pretendem publicar um artigo sobre o assunto até o final de 2019.


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Gato rejeitado por ter deficiência faz amizade com menino que o visita diariamente

Um gato rejeitado pela maioria das pessoas por não ter um olho foi acolhido por um garotinho que se encantou por ele. O animal tem um lar, mas as crianças da vizinhança costumam fugir quando o encontram por temerem a deficiência dele. Com o menino, no entanto, o desfecho foi outro.

Foto: YouTube/Norma Maikovich

Ace, como é chamado o gato que foi resgatado da rua, perdeu um dos olhos por causa de uma infecção que sofreu. A deficiência, no entanto, não o impede de viver normalmente, nem de ser um gato doce e carinhoso. As informações são do portal I Love My Dog.

Os tutores de Ace o amam, mas sempre souberam que as pessoas costumam estranhar a aparência dele, especialmente as crianças. Por essa razão, eles ficaram surpresos ao assistir as imagens da câmera de segurança da residência onde vivem e notar que um menino visita o gato com frequência e fica brincando com ele.

Foto: Norma Maikovich

E o carinho que o menino sente por Ace é recíproco. A amizade que eles criaram é tão especial que o gato passou a sentar em frente à casa onde mora para esperar o garoto chegar. Quando ele aparece, Ace corre na direção dele.

A família do gato ficou tão feliz ao saber da interação do menino com o animal que procurou o garoto e disse que ele é sempre bem-vindo na casa, deixando claro que ele não precisa se esconder para fazer carinho em seu amigo de quatro patas.

Nota da Redação: apesar da linda mensagem presente na notícia acima, é importante ressaltar que animais domésticos não devem ter, em hipótese alguma, acesso à rua. Deixar que eles saiam sozinhos de suas casas, mesmo que para ficar apenas em frente a elas, os submete a riscos. Eles podem contrair doenças, ser vítimas de envenenamento e atropelamento ou ainda, no caso dos que não são castrados, procriar, contribuindo para o aumento do abandono com o nascimento de filhotes na rua. Por isso, a ANDA recomenda aos leitores que mantenham cachorros em quintais com muros e portões altos e que coloquem telas no portão, quintal ou janelas para impedir a saída dos gatos e dos cães de porte pequeno ou daqueles que ainda são filhotes e conseguem passar pelas grades do portão.


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Cachorrinha desenganada e abandonada pela família é curada por veterinário

Foto: Piper Wood

Foto: Piper Wood

Quando a filhotinha de cachorro de apenas 6 semanas de idade que vivia com sua família adotiva na Califórnia (EUA) perdeu a capacidade de andar, ela parecia também ter perdido sua chance na vida. Seus tutores, convencidos de que a cachorrinha estava paralisada para sempre, levaram-na ao veterinário local e perguntaram se o filhote poderia ser colocado para dormir.

Mas o veterinário, no entanto, não foi tão rápido quanto a família da cachorrinha para fazer um diagnóstico.

O profissional fez uma série de testes na pequena filhote, originalmente chamada de Bo, e os resultados foram reveladores. Não só Bo não estava paralisada, mas sua condição era facilmente tratável e reversível. Não havia absolutamente nenhum motivo para este filhote ser condenado à morte.

Foto: Piper Wood

Foto: Piper Wood

Bo, que foi logo rebatizada como Bella, teve hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue). O veterinário então entrou em contato com Piper Wood, fundador da organização de resgate da Califórnia, Hand in Paw, explicou a situação do filhote. Wood imediatamente concordou em levá-la aos cuidados do centro de resgate.

Mas por que o filhote desmaiou, então? “Talvez eles não estivessem alimentando-a o suficiente”, sugeriu Wood ao The Dodo, “e seu nível de açúcar no sangue acabou ficando muito baixo”.

Possivelmente, o filhote também foi retirado de sua mãe cedo demais, uma maneira infalível de evitar muitos problemas de saúde é o leite materno. A Healthy Pets recomenda que os filhotes permaneçam com suas mães por pelo menos dois meses antes de serem adotados.

“Ela estava muito quieta, especialmente para um filhote”, explicou Wood. “Você poderia dizer que ela estava com muito medo”, acrescentou a salvadora da cachorrinha, tendo observado que viu o filhote abandonado tremendo em sua gaiola.

No entanto, depois de apenas duas horas na clínica veterinária, algo incrível aconteceu com Bella. “Ela foi capaz de se levantar”, exclamou Wood. “Ela estava um pouco instável, mas ela estava de pé e comendo sozinha.” Bella tinha mais uma doença menor para consertar: um caso de “estrangulamento de cachorro”, uma condição de pele incomum, mas tratável.

Ela recebeu fluidos intravenosos e o amor que ela precisava para se sentir confortável e segura. Bella teve uma rápida recuperação. “Foi uma solução bem simples”, Wood disse. Tudo o que a pequena filhote realmente precisava era de um diagnóstico preciso e dos cuidados e atenção certos.

Quando ela se curou, a confiança da doce cachorrinha voltou. Hand in Paw compartilhou atualizações com seus amigos, fãs e seguidores no Facebook. Mas a melhor notícia foi que Bella rapidamente a encontrou sua nova família.

Wood acompanhou o filhote até sua nova morada e descreveu o prazer de ver Bella brincando alegremente pela primeira vez. “Ela estava brincando com 10 brinquedos diferentes ao mesmo tempo”, Wood compartilhou no Facebook, “correndo e se divertindo, ela estava tão feliz. Ela se sente em casa agora”.

Foto: Piper Wood

Foto: Piper Wood

Depois da reviravolta extraordinária de Bella, Wood tinha alguns conselhos sérios, para outros tutores de animais: “é imperativo explorar a saúde do seu animal doméstico com um veterinário antes de tomar decisões. Muitos animais são abandonados e até mortos por condições médicas facilmente tratáveis, e não precisa ser assim”.

“Se você vai adotar um cachorro ou qualquer animal, saiba que eles são um membro da família”, aconselhou Wood. “Se você não está preparado para lidar com problemas de saúde que surgem e não está preparado para dar a eles o que eles precisam, então você provavelmente não deveria adotar um animal”.

“A pequena Bella é um exemplo brilhante dos milagres que podem acontecer se assumirmos nossas responsabilidades como guardiães de animais domésticos. Animais de estimação são vulneráveis, e nós lhes devemos amor, cuidado e atenção quando as coisas dão errado. Graças à suspeita de um veterinário de que Bella estava bem, a cachorrinha agora tem uma ‘vida linda e cheia pela frente’, disse Wood.

Muitos outros animais merecem o mesmo final feliz.

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Clínica veterinária tem suíte para garantir a animal direito a acompanhante

Uma clínica veterinária no Rio de Janeiro oferece uma suíte no local para que o responsável pelo animal internado possa ficar com ele na clínica. No cômodo, no qual o tutor pode permanecer 24 horas, tem frigobar, ar-condicionado e TV a cabo.

A ideia de criar a suíte surgiu após a médica veterinária Andréia Rzezinski, responsável pela internação da clínica Intergávea, observar o comportamento dos tutores de animais que estavam internados no estabelecimento.

Foto: Reprodução / Portal Notisul

“Era comum ficarem lá, sentados, aguardando o horário das duas visitas diárias. Me lembro de uma senhora que chegava pela manhã e só ia embora à noite, quando a clínica fechava. Queria estar perto”, conta a veterinária. As informações são do portal Notisul.

A situação dos clientes que levavam animais à clínica comoveu Andréia. Ela é tutora de três cães e de um filhote de gato, resgatado recentemente. E ao pensar em Mel, sua cadela mais velha, de 17 anos, a veterinária notou que também gostaria de estar na companhia dela caso precisasse de internação.

“Eu sabia de algumas clínicas em São Paulo que permitiam ao acompanhante ficar em poltronas, ao lado da ‘gaiolinha’ onde está o animal, mas achava desconfortável”, disse.

Foi então que, em setembro de 2018, quando a clínica onde Andréia trabalha se mudou para um espaço maior, que ela conseguiu colocar em prática o plano de construir uma suíte para os tutores. O ambiente, que fica ao lado da sala de internação – com 26 leitores para cães e 6 para gatos -, é o primeiro do tipo no Rio de Janeiro e, provavelmente, do Brasil.

Outros veterinários alertaram Andréia sobre o risco dos tutores, aflitos, ficarem fazendo solicitações a cada minuto devido à proximidade que a suíte permitiria que eles tivessem com os animais e com a própria veterinária. “Mas não vejo isso. Aliás, o tutor por perto às vezes até facilita o meu trabalho”, explicou.

Um dos casos que obteve sucesso devido à presença da tutora é o de Babi, uma cadela com diabetes e problemas renais que foi levada de Juiz de Fora (MG) para o Rio de Janeiro para que pudesse receber tratamento veterinário adequado. O animal precisava comer a cada três horas e passear na rua diversas vezes ao dia para fazer xixi – o que, na rotina intensa de uma clínica, é complicado.

Durante o tratamento, Babi precisou ser submetida à hemodiálise e foi transferida por três dias para outra clínica, sem a tutora. “Ela se descompensou toda: não comia e, como só aceitava fazer o xixi na rua, prendeu tanto no leito que ficou com pressão alta e aumento da frequência respiratória por dor e desconforto”, contou a veterinária. Depois desse período, a cadela voltou para a Intergávea, recuperou-se e retornou a sua cidade de origem.

Saúde estável

A suíte, no entanto, não é destinada para qualquer animal. Nela, só pode ficar aquele cachorro ou gato que esteja com a saúde estável, sem necessidade de monitoramento constante de pressão ou frequência cardíaca com uso de aparelhos. Ainda assim, mesmo tendo liberação para estar na suíte, o animal precisará ser submetido a alguns procedimentos na sala de internação.

“Por exemplo, tivemos um cachorro que precisou fazer transfusão de sangue. Levamos para dentro da sala de internação no início para acompanhar todos os parâmetros clínicos. Como estava bem, voltou para a suíte e terminou o procedimento ao lado dos tutores”, relatou Andreia.


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‘Melhor antidepressivo’, diz mulher que enfrenta doença degenerativa com ajuda de cachorro

Barnabé é o companheiro de quatro patas da relações públicas e acadêmica de Filosofia Rosy Mamede, de 48 anos. Membro da família, o cachorro ajuda a tutora a superar as dificuldades de enfrentar uma doença degenerativa. Segundo Rosy, Barnabé é o melhor antidepressivo que existe.

Foto: Rosy Mamede/Arquivo Pessoal

“Eu tenho uma doença degenerativa, que é a esclerose múltipla. E o Barnabé me acompanha há 13 anos. Agora ele está usando óculos porque está velhinho, com 13 anos. Só que os acessórios ele usa desde sempre. Eu curto muito cada momento, ele adora passear de carro, curte o vento e vai até à faculdade comigo”, contou Rosy ao G1.

Rosy mora com o filho e com o cachorro em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. “Eu sou divorciada e Barnabé também é o xodó do meu filho. Todos os dias, saio de carro com ele e acho que é por isso que tem muito campo-grandenses vendo ele por aí. Meus amigos também insistiam que queriam ver fotos, saber mais da rotina, por isso fiz o Instagram dele. Agora ele está famoso e eu preciso fazer os stories em inglês e em português. Só que, muito mais do que tudo isso, tenho nele um apoio emocional fundamental na minha vida”, disse.

Os sintomas da esclerose múltipla começaram a surgir em 2004. O diagnóstico, porém, só veio dois anos depois. “Foi difícil, demorou para saber o que eu tinha. No mesmo ano, nasceu o Barnabé e eu o ganhei de presente. Ele veio depois, como um anjinho para me ajudar. Tenho o meu filho, que é o número um na minha vida, depois o Barnabé”, comentou.

Foto: Rosy Mamede/Arquivo Pessoal

O amor que a família sente por Barnabé é tamanho que, há algumas semanas, o cão ganhou uma festa. “A gente tem que ficar inventando coisas para fugir do foco da doença, então teve recentemente até aniversário e inclusive estamos saindo de férias daqui a 10 dias. Ele não gosta de viajar de avião, tive um experiência horrível quando levei ele para São Paulo há algum tempo e ele não gostou. Barnabé só não está comigo quando vou ao tratamento ou preciso ficar internada”, afirmou a tutora.

Fama dentro e fora da internet

Depois que Rosy fez um Instagram para Barnabé, o cachorro ficou famoso. Atualmente, ele é tão conhecido na rede social que a tutora passou a usar expressões próprias para se referir a situações relacionadas ao animal, dentre elas “barnafriends” para falar dos amigos do cão. A escola para onde ele vai é a “barnaschool”. O “barnabday” se refere à comemoração de aniversário de Barnabé que, quando passeia, está “barnabezando”. O “barnaTBT” é usado para relembrar momentos no Instagram e o “barnacare” se refere aos cuidados e mimos que ele recebe.

Foto: Rosy Mamede/Arquivo Pessoal

 

A fama, porém, não se restringe à internet. Em Campo Grande, Barnabé já foi reconhecido na rua. Uma das pessoas que o reconheceu é a professora de História Karla Winckler, de 32 anos. Ela conta que o encontrou no trânsito, recentemente. “Eu e o meu marido estávamos saindo do shopping quando encontramos com ele na avenida Ernesto Geisel. A tutora estava no carro, passeando com ele todo faceiro. Achei um fofo, a coisa mais linda e eu fiz stories com ele, todo trajado, até pra ele se proteger acho, porque é idosinho”, afirmou Karla.

O cachorro também já foi reconhecido pela jornalista Maria Caroline Palieraqui, de 25 anos. “Foi no domingo de Páscoa, estava indo pra missa. No trajeto, me deparei com ele na janela do motorista: de roupinha, boné e óculos super estiloso, lançando tendência. Minha mãe estava dirigindo e eu tentei pegar o celular para tirar foto e não consegui, só que da segunda vez que o vi deu certo”, comentou.

Segundo Maria, todos prestam atenção em Barnabé. “Naquele dia, lembro que ele virou assunto do nosso almoço de Páscoa. Depois, uma colega postou que vi ele e recentemente eu o vi novamente, só que desta vez eu estava saindo da igreja”, concluiu.


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‘Afirmativa que gatos não se importam com tutores é mito’, diz veterinário

Os gatos são vítimas de preconceito. É comum que pessoas afirmem que eles não gostam dos tutores, o que reforça a antipatia da sociedade em relação a eles e dificulta a adoção. Disposto a por fim a essa ideia preconceituosa, o médico veterinário Renald Giovanni lembra o quão carinhosos e companheiros os gatos são.

Boris é um dos gatinhos do Tiago, que costuma criar felinos desde os cinco anos de idade — Foto: Tiago Fonseca/Arquivo pessoal

“A afirmativa que os gatos não se importam com os tutores é um mito porque, na verdade, quando as pessoas falam isso do gato é comparando ao comportamento dos cachorros. Temos que lembrar que os dois animais são espécies diferentes, com evoluções diferentes em relação ao convívio com o ser humano e características particulares”, explica o veterinário. As informações são do portal G1.

Segundo o especialista, os gatos têm hábitos de caça ao alimento, o que é feito de forma solitária, são independentes, autônomos e mais autossuficientes. Isso, no entanto, não quer dizer que eles dispensem o convívio humano. Pelo contrário, os gatos amam os tutores da mesma forma que os cães, mas demonstram esse sentimento de maneira diferente.

O técnico em informática Lucas Fonseca Gomes sempre dizia que não gostava de gatos. O discurso dele mudou em 2011, quando ele acolheu uma gata que apareceu na casa dele. Abandonada e grávida, ela foi adotada por ele e teve quatro filhotes.

Depois da experiência de acolher uma gata com filhotinhos, Lucas se apaixonou pelos felinos — Foto: Lucas Fonseca/Arquivo pessoal

“Não gostava de gatos por falta de convívio. Nunca tinha criado um até que dei abrigo a uma gata que estava esperando filhotes. Acabei por cuidar deles quando nasceram. Eu percebi que são animais dóceis e fáceis de cuidar. Eles são muitos apegados a mim. Na hora de dormir, por exemplo, se não fechar a porta do quarto, minha cama enche de gato”, brinca.

Depois da primeira adoção, Lucas se apaixonou completamente por gatos e já chegou a tutelar 13 ao mesmo tempo. Atualmente, ele tem cerca de 10 gatos na casa onde vive, em Montes Claros (MG). Entre eles estão Severó, Rodolfinho, Kita e Piscainha.

Tiago ao lado do gato Pink — Foto: Tiago Fonseca/Arquivo pessoal

A história do músico Tiago Rodrigues Santos, de 28 anos, é diferente. Tutor dos gatos Pink, Loki e Boris, ele ama gatos desde a infância. Aos cinco anos, ele adotou o primeiro animal da espécie. A paixão dele pelos gatos é tamanha que contagiou o restante dos moradores da casa.

“Eles são bem mimados por todos da casa. Adoro gatos! Admiro demais a beleza, esperteza e autossuficiência deles”, conta.

Tutores com problemas de saúde constroem forte vínculo com animais

Um estudo realizado pelo Instituto Ipsos para a Boehringer Ingelheim Saúde Animal concluiu que pessoas com problemas de saúde constroem fortes vínculos com os animais. A pesquisa envolveu 3 mil tutores de cachorros e gatos na França, Grã-Bretanha, Alemanha, Itália e Espanha. Em cada país foram ouvidos 300 tutores de gatos e 300 de cachorros.

Participaram do estudo tutores saudáveis, com problemas de saúde e também aqueles que têm crianças com problemas de saúde na família. As informações são do blog Bom Pra Cachorro, da Folha de S. Paulo.

Foto: Fotolia

Primeiramente, os pesquisadores fizeram uma pesquisa qualitativa sobre relação diária e os laços com os animais. Depois, foi realizada uma consulta para quantificar o relacionamento e os benefícios dos animais para cada um deles.

A maior parte dos entrevistados considera o animal como membro da família e afirma que a presença dele traz benefícios, proporcionando mais relaxamento e contribuindo para a prática de exercícios físicos, devido à necessidade de levá-lo para passear.

De acordo com os resultados da pesquisa, 96% dos tutores de cachorros e 91% dos tutores de gatos afirmam que os animais têm impacto positivo na vida diária e 66% os considera membros da família. Para 55% dos entrevistados, os animais melhoram o estado de saúde do tutor e proporcionam relaxamento. Já 43% afirma que ter um animal contribui para aumento da prática de exercícios físicos.

Ainda segundo a pesquisa, 7% dos tutores diminuíram o uso de medicamentos – relaxantes, depressivos e sedativos – devido à convivência com um animal. O estudo concluiu também que pessoas com problemas de saúde passam mais tempo com o animal e estão mais envolvidos emocionalmente com ele. Para 80% dos entrevistados, amor incondicional e confiança estão relacionados aos animais.

Mais um resultado obtido pela pesquisa é o de que entrevistados com filhos que sofrem de doença grave ou crônica são mais conscientes do vínculo existente entre animais e humanos do que os outros dois grupos que participaram do estudo.

O interesse da Boehringer Ingelheim em contratar a pesquisa tem relação com o evidente aumento do vínculo das pessoas com os animais e a interferência disso na saúde dos tutores. De acordo com a empresa, o benefício dessa ligação entre animal e humano ganha cada vez mais reconhecimento de especialistas, especialmente no que se refere a crianças doentes.