Príncipe Harry e Meghan Markle declaram apoio a ONG de proteção aos leões

Foto: AFP Getty Images

Foto: AFP Getty Images

O Duque e a Duquesa de Sussex revelaram que estão apoiando a ONG Lion Guardians por meio de sua conta no Instagram.

Em um post na mídia social publicado no sábado, o príncipe Harry, 34, e sua esposa Meghan, 38, postaram uma foto de um leão atravessando a grama ao lado da legenda: “Hoje é #WorldLionDay (Dia do Leão) e neste mês pedimos que você sugerisse organizações que você acha que “fazem a diferença”.

Eles passaram a explicar que agora estão seguindo e apoiando a organização, que visa incentivar uma coexistência sustentável entre pessoas e leões em toda a África.

Foto: Daniel Fisher/Rex

Foto: Daniel Fisher/Rex

O casal real também incentivou seus seguidores a patrocinar um leão ou a se envolver em trabalhos de conservação.

O post, que desde então foi curtido 246 mil vezes e é acompanhado por seis fotos de uma entidade de conservação da vida selvagem, dizia: “Trabalhando de perto para entender o contexto cultural na África, esta organização ajudou a transformar ex-matadores de leão em rastreadores qualificados e em 2018 eles foram responsáveis por impedir 24 caças de leões”.

“Lion Guardians entendem a importância da conexão entre os animais e a comunidade e trabalham incansavelmente para criar uma relação harmoniosa na base entre o homem e o leão, a comunidade e a vida selvagem”.

Foto: @Cory Richards e John Hilton

Foto: @Cory Richards e John Hilton

O príncipe Harry e Meghan acrescentaram que estão “honrando” o trabalho da organização no Dia Mundial do Leão e “todos os dias” em uma tentativa de proteger as “belas espécies” – antes de adicionar detalhes sobre como os outros também podem patrocinar um leão ou se envolver na causa.

O casal real demonstrou um profundo interesse pela vida selvagem nos últimos meses – com o Palácio de Buckingham confirmando em junho que o casal viajará para a África do Sul em uma excursão real neste outono – com o bebê Archie.

Autoridades revelaram anteriormente que o príncipe Harry fará visitas adicionais a outros três países africanos como parte da mesma viagem.

Foto: PA Wire/PA Images

Foto: PA Wire/PA Images

Viajando sozinho, o príncipe visitará Angola, Malawi e Botswana, enquanto acredita-se que o bebê Archie, que terá cerca de cinco meses, permanecerá na África do Sul com Meghan, enquanto seu pai realiza tarefas reais em outros lugares.

Sussex Royal também confirmou que o menino vai se juntar aos seus pais na turnê, escrevendo em um post de Harry e Meghan: “Esta será sua primeira turnê oficial como uma família!”.

A região é um lugar querido do coração do casal que após seu casamento em maio de 2018, o duque e a duquesa passaram a lua de mel na África Oriental.

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Filhotes de leões e tigres são encontrados mortos em freezer de fazenda de caça

Foto: NSPCA

Foto: NSPCA

Ao total vinte filhotes de leões e tigres foram encontrados mortos em um freezer em durante uma inspeção surpresa em uma fazenda de caça na África do Sul.

Um vídeo com imagens fortes mostra dois filhotes de leão fatalmente doentes trancados dentro de uma aulade metal na Fazenda Pienika, na África do Sul.

Os jovens felinos foram encontrados estavam sofrendo de condições neurológicas graves e tiveram que ser sacrificados no local, de acordo com a LIO.

Incentivados a investigar mais, os inspetores da NSPCA descobriram os corpos sem vida de outros 20 leões e tigres de idades variadas em um freezer.

Cinco cadáveres foram removidos para exames post-mortem para determinar a causa da morte.

A NSPCA disse que eles vão adicionar mais acusações de abuso de animais às já existentes, contra os proprietários da fazenda.

A descoberta segue um incidente repugnante ocorrido em abril na mesma fazenda, na província do Noroeste.

Oficiais da Sociedade Nacional para a Prevenção da Crueldade contra os Animais da África do Sul descobriram 108 leões, tigres, leopardos e caracais negligenciados, vivendo em condições descritas por eles como “absurdamente terríveis”.

Os animais eram mantidos em pequenos recintos imundos, superlotados e privados de água.

Alguns dos animais estavam totalmente sem pelo por causa de infecções parasitárias e dois sofriam de condições neurológicas “susceptíveis de serem o resultado de reprodução” ou endogamia.

O inspetor da NSPCA, Douglas Wolhuter, disse: “Com o lançamento de O Rei Leão e a homenagem aos leões durante o Dia Mundial do Leão neste mês, o resto do mundo está celebrando essas criaturas majestosas.

Foto: NSPCA

Foto: NSPCA

“Aqui na África do Sul, onde os leões são endêmicos e uma parte enorme de nossa herança, estamos condenando milhares de leões a uma vida de cativeiro, onde suas necessidades básicas não estão sendo supridas, e estamos submetendo aquele que é mundialmente conhecido como “o rei” do reino animal a uma vida patética em uma gaiola, à espera da morte.

O chefe de Política da Fundação Born Free, o Dr. Mark Jones, disse Metro: “Os leões da África estão enfrentando uma crise sem precedentes. Há agora quase três vezes mais leões em cativeiro do que na natureza”.

“Esses animais têm uma vida curta e traumática resultado de uma indústria incrivelmente cruel e cínica”.

Falando ao The Sun, Eduardo Gonçalves, fundador da Campanha para Proibição da Caça ao Troféu, revelou que os grandes felinos estavam sendo criados em cativeiro para que pudessem ser acariciados por turistas, alimentados com mamadeira e, eventualmente, assassinados por troféus.

Gonçalves, disse: “A fazenda está em Lichtenburg, na Província Noroeste da África do Sul.

“Há cerca de 60 dessas instalações na África do Sul, criando grandes felinos para as pessoas acariciarem os animais, tirarem fotos dando mamadeiras para eles e depois matarem em troca de um troféu”.

“Os ossos desses animais são frequentemente vendidos a comerciantes desonestos na Ásia que fabricam medicamentos falsificados. Esta é a realidade da indústria de criação de felinos de grande porte na África do Sul”.

“É simplesmente obsceno. Os animais são mantidos em condições terríveis e seus exploradores fazem uma fortuna de seu sofrimento”.

Fazendas de criação de grandes felinos

Investigações denunciam que leões e tigres estão nascendo com deformidades dolorosas em centros de reprodução industrial, provavelmente causadas por endogamia. Nesses centros os animais são criados com o único objetivo de terem partes de seus corpos extraídas para serem vendidas no comércio abastecido pela demanda da “medicina” tradicional asiática, revelaram investigadores.

Grandes felinos foram encontrados com anormalidades no rosto, pés e pernas, e também podem vir a sofrer problemas de visão, audição, respiração e mastigação, segundo as informações contidas em um relatório detalhado.

Os animais estão entre os milhares de tigres e leões confinados em minúsculos cercados dentro de fazendas industriais, onde são mortos e têm partes de seu do corpo extraídas, que são fervidas ou picadas para fazer vinho de osso de tigre e remédios para condições de saúde que vão de artrite a meningite, expõe o documento.

O primeiro estudo global sobre a cadeia de suprimentos da “medicina” chinesa mostra como a fé em tratamentos não comprovados está causando diretamente o sofrimento e a morte de grandes felinos cativos em grande escala e também ameaçando sua existência na natureza.

Foto: Anonymous/Blood Lions

Foto: Anonymous/Blood Lions

Populações cada vez mais ricas na China e no Vietnã estão impulsionando a demanda por produtos de “medicina tradicional”, diz o relatório – e à medida que o tigre selvagem é levado à extinção, também leões, onças e leopardos estão sendo mortos pelo o mesmo fim.

As pessoas acreditam que remédios feitos a partir de partes de grandes felinos podem tratar doenças como artrite e reumatismo, promover força e aumentar o vigor sexual.

A maioria dos entrevistados em ambos os países prefere que os animais sejam tirados da natureza em vez de criados em cativeiro, acreditando que os produtos são mais eficazes, de acordo com a World Animal Protection (WAP), que produziu o relatório.

Os pesquisadores também encontraram evidências de que a endogamia e reprodução em alta velocidade deixam alguns animais com problemas de saúde dolorosos, incluindo deformidades, e podem também sofrer problemas de visão, audição, respiração e mastigação.

A China tem até 6 mil tigres à espera da morte, a África do Sul até 8 mil leões e a Tailândia 1.500 tigres. O Laos e o Vietnã também criam e reproduzem leões e tigres em fazendas, afirma a ONG.

Os grandes felinos são arrancados de suas mães na natureza ou nascem em fazendas de reprodução – uma tendência crescente, uma vez que a demanda por produtos de tigre aumentou muito nos últimos anos.

Foto: World Animal Protection

Foto: World Animal Protection

Na China, os investigadores encontraram longas filas de gaiolas ao estilo de fazendas de criação em larga escala, abrigando centenas de tigres e leões e fornecendo apenas comida e água mínimas. Muitos animais estavam desnutridos, com suas costelas e coluna vertebral altamente visíveis, disseram as testemunhas.

O maior centro tinha mais de mil grandes felinos em “gaiolas mínimas, sombrias e de concreto – ambientes hostis e distantes, tão distantes de seus lares naturais e selvagens”. Muitos andavam de um lado para o outro, demonstrando estresse.

O relatório também destaca como os “medicamentos” ameaçam a existência de grandes felinos, dizendo: “É provável que leões selvagens sejam ilegalmente traficados por sindicatos do crime organizado para a África do Sul a partir de países vizinhos como Zimbábue e Botsuana e adicionados às populações de fazendas de leões”.

Populações de tigres selvagens estão à beira da extinção, com menos de 4 mil restantes em todo o mundo.

Foto: World Animal Protection

Foto: World Animal Protection

Especialistas há muito alertam que “medicamentos tradicionais” não têm benefícios médicos comprovados.

Mas as pesquisas da ONG WAP descobriram:

• No Vietnã, quase 90% dos consumidores de tais medicamentos acreditam em sua eficácia, e um quarto da população usa produtos feitos com membros da vida selvagem, como “emplastros de tigre”.

• Um número similar de consumidores preferem produtos de animais capturados na natureza

• Na China, duas em cada cinco pessoas já usaram drogas ou produtos para a saúde que continham produtos feitos de grandes felinos.

Mas a pesquisa também descobriu que dois terços dos entrevistados vietnamitas estavam dispostos a tentar alternativas herbáceas ou sintéticas, com metade dizendo que isso dependia do preço.

O relatório, que será lançado em uma importante reunião da Cites no mês que vem, descreve as leis internacionais e domésticas como “inadequadas”.

Segundo as leis vigentes fazendas de criação de animais da África do Sul, que abastecem a indústria de caça “enlatada”, são perfeitamente legais, e ossos de animais são exportados dentro de cotas.

Foto: Getty

Foto: Getty

O dr. Jan Schmidt-Burbach, consultor de fauna silvestre da WAP, disse: “Esses grandes felinos são explorados por ganância e dinheiro – para remédios que nunca foram comprovados como tendo propriedades curativas. Só por essa razão, é inaceitável”.

“Mas, dado o fato que eles sofrem imensamente durante toda a sua curta vida – isso torna-se um ultraje absoluto”.

“Muitos desses animais só verão o mundo através de barras de metal, eles apenas sentirão o concreto duro sob suas patas e nunca poderão experimentar seu instinto predatório mais básico – uma caçada.

“Esses animais são majestosos – eles não são brinquedos – nem são remédios”.

No ano passado, a World Animal Protection descobriu que onças-pintadas estavam sendo caçadas na América do Sul para abastecer o comércio de itens medicinais.

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Gangue de criminosos mata 40 cães envenenados em uma única noite

Foto: James Pyatt/News LTD

Foto: James Pyatt/News LTD

Criminosos matam mil cães por semana na África do Sul, para que possam invadir casas e roubar os donos das residências sem serem atacados por seus leais animais domésticos.

Cerca de 40 cães foram envenenados em uma cidade durante uma única noite na semana passada.

Imagens chocantes foram divulgadas mostrando como cães fiéis estão sendo massacrados por gangues nos jardins da frente e dos fundos de suas próprias casas.

O Dr. Gerhard Verdoon, diretor do Griffon Poison Information Centre, em Port Elizabeth, revelou que os cães estão sendo alimentados com carne contaminada com veneno mortal.

Foto: James Pyatt/News LTD

Foto: James Pyatt/News LTD

O especialista observou que o veneno é tão poderoso que mata um cão pequeno em apenas 5 minutos e um cachorro grande em menos de 15 minutos.

Ele acrescentou que poucos animais domésticos sobrevivem a uma dose do veneno.

“O veneno usado é muito potente – cerca de 97% dos animais envenenados morrem”, disse Verdoon.

“Eles usam o Aldicarb, conhecido como ‘two-step’ (dois passos, na tradução livre), porque você come, dá dois passos e morre.

“Os criminosos geralmente colocam o veneno em cachorros-quentes ou misturam com picadinho e dão para os cães comerem. Depois que os cães morrem, as casas são alvos fáceis de invasão ou roubo.

Foto: James Pyatt/News LTD

Foto: James Pyatt/News LTD

“O veneno é normalmente usado em cães que dormem fora, no quintal, para proteger a família e, nas primeiras horas da manhã, jogam a carne por cima da cerca e observam enquanto o cão come a carne”.

“Eles deixam o veneno agir por uma hora para se certificar de que quando voltarem para realizar um assalto à mão armada ou um roubo, muitas vezes atacando os moradores da residência e roubando dinheiro, valores e carros.

“O número de até 1000 cachorros mortos por semana é extremamente absurdo e cruel e está aumentando”, disse ele.

Verdoon disse que o veneno é proibido na África do Sul, mas é contrabandeado através da fronteira do Zimbábue por sindicatos do crime e vendido ilegalmente a criminosos para matar cães.

Ele continuou: “O que acontece é que o sistema nervoso do animal é desligado e o cão fica paralisado e então ele sufoca até a morte. É uma maneira muito sofrida de um cachorro morrer”.

Foto: James Pyatt/News LTD

Foto: James Pyatt/News LTD

“Isso está afetando todo o país pois o veneno é usado em ataques em fazendas também”, disse ele.

Cora Bailey, diretora do Community Led Animal Welfare, disse que 40 cães foram mortos na Flórida, um subúrbio de Johanesburgo, na última quarta-feira por criminosos que invadiram casas.

“Os criminosos não querem entrar em uma propriedade onde um cachorro pode alertar os moradores”, disse ela.

A África do Sul é classificada como um dos países mais perigosos do mundo para se viver, com quase 20 mil assassinatos por ano, 50 mil estupros e 275 mil roubos e assaltos em casas particulares.

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Grupo de 16 rinocerontes negros é transportado para reserva em Eswatini

Uma mãe e seu filhote, "deschifrados" por segurança em sua nova casa | Foto: BG Parks

Uma mãe e seu filhote, “deschifrados” por segurança em sua nova casa | Foto: BG Parks

Cerca de 80% dos rinocerontes do mundo vivem na África do Sul – e o país foi duramente atingido pela caça a esses belos animais e seus chifres. Em um esforço para conservar o número cada vez menor de rinocerontes negros restantes, uma equipe de especialistas transferiu recentemente 16 membros das espécies criticamente ameaçadas da África do Sul para um território mais seguro em Eswatini, como relata a Reuters.

Entre os rinocerontes realocados estão animais do sexo feminino e masculino em idade de reprodução, adultos, jovens e filhotes, tornando-se um “grupo demograficamente completo”, disse a BG Parks, uma organização privada que promove tanto o ecoturismo quanto a conservação, em um comunicado.

Os animais já haviam sido mantidos em um rancho na África do Sul, mas a ameaça dos caçadores levou o custo de proteger os animais a “níveis insustentáveis”, explicou a ONG .

Somente em 2018, 769 rinocerontes foram mortos na África do Sul, de acordo com a Save the Rhino – um declínio acentuado em relação a 2017, quando 1.028 rinocerontes foram caçados, mas ainda um número desconcertantemente alto.

Eswatini, um país sem litoral, rodeado pela África do Sul e Moçambique, tem um histórico melhor; apenas três rinocerontes foram perseguidos nos últimos 26 anos, graças a leis “muito rigorosas” e “sólida vontade política e apoio à conservação da vida selvagem”, disse BG Parks.

Os rinocerontes-negros, o menor das duas espécies de rinocerontes africanos, foram levados à beira da extinção por caçadores e colonos europeus no século 20, de acordo com o World Wildlife Fund. Em 1995, seus números caíram 98%, para menos de 2.500. Esforços de conservação continuados trouxeram a população de volta para entre 5 mil e 5.455 indivíduos, mas a espécie ainda é considerada criticamente ameaçada. A caça visando o comércio internacional de chifres de rinocerontes permanece a maior ameaça à espécie.

O esforço para transportar os 16 rinocerontes da África do Sul para Eswatini levou 11 meses de planejamento. Outras relocações recentes de rinocerontes negros não foram tão bem sucedidas. No ano passado, 10 dos 11 rinocerontes negros morreram enquanto eram transportados para um parque de vida selvagem no Quênia, e o único sobrevivente foi atacado por leões.

Para a realocação da Eswatini, a equipe trabalhou cuidadosamente para garantir que os animais fossem transportados com segurança e com o mínimo de estresse. Especialistas em rinocerontes e translocadores participaram da iniciativa, e a polícia de Eswatini estava à disposição para escoltar os rinocerontes até seu novo lar. A BG Parks observa que filhotes com menos de seis meses foram transportados e reunidos a suas mães sem ferimentos – um sinal do sucesso do esforço.

Os 16 rinocerontes viverão agora em um parque nacional recomendado pelo Grupo de Especialistas em Rinocerontes Africanos da IUCN. Antes de serem libertados, os animais foram desmamados, para desencorajar os caçadores a atacá-los. Mas o trabalho para manter os rinocerontes seguros será contínuo.

“A realocação da última semana marca o fim da primeira fase deste projeto”, disse Ted Reilly, executivo-chefe da BG Parks. “Com todos os 16 rinocerontes transportados com segurança na África do Sul, levados por mais de 700 km através de uma fronteira internacional, “deschifrados” e lançados em segurança em habitat privilegiado, a segunda e mais árdua fase de monitoramento e segurança está apenas começando!”

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Cadela abandonada após viver 10 anos com tutores tem a vida transformada

Esther foi abandonada na rua após se dedicar e amar sua família por longos 10 anos. Descartada como lixo, a cadela foi deixada na rua. Desamparada, ela sofreu, passou fome, teve sarna, carrapatos e perdeu os dentes.

Foto: Sidewalk Specials

O destino da cadela, no entanto, transformou-se quando foi encontrada por integrantes da Sidewalk Specials, da Cidade do Cabo, na África do Sul.

Resgatada, Esther comeu sua primeira refeição em muito tempo e passou a receber todos os cuidados necessários. A equipe do abrigo, no entanto, acreditou que seria difícil encontrar um novo lar para a cadela, devido à idade avançada dela. As informações são do portal I Love My Dog.

Foto: Sidewalk Specials

O pensamento dos integrantes da entidade, porém, não se confirmou e logo uma família interessada em Esther apareceu. Desde então, a cadela divide a vida com sua irmã canina Lulah e recebe todo o amor que sempre mereceu.

Esther hoje vive cercada de mimos, adora brincar com Lulah, passear e ficar na companhia de seus tutores.

A cadela se transformou completamente: o pelo falhado deu lugar a uma pelagem bonita e saudável e o semblante triste, de quem estava desolada após ter sido abandonada, ficou no passado.

Foto: Sidewalk Specials


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Fotógrafa faz ensaio fotográfico para incentivar a adoção de animais pretos

Para incentivar a adoção de animais pretos, frequentemente preteridos pelos adotantes, a fotógrafa Emma O’Brien decidiu fazer um ensaio fotográfico. Os retratos exaltam a beleza de cães e gatos de pelagem preta.

Emma, que se apresenta no Instagram como uma “fotógrafa para as pessoas cujos animais são família”, quis sensibilizar seus seguidores sobre o drama vivido pelos cachorros e gatos pretos – os segundos, ignorados por adotantes que acreditam na falsa superstição de que eles dão azar. As informações são do portal Observador.

Moradora da África do Sul, Emma criou o ensaio fotográfico e deu a ele o nome de “Black Series Rescue”. Com os retratos, a fotógrafa espera conseguir aumentar as chances dos animais pretos encontrarem novos lares.

Confira abaixo algumas fotos do projeto.


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Babuínos são flagrados brincando na piscina de uma residência

Foto: Kalliste an exclusive retreat

Foto: Kalliste an exclusive retreat

Esta semana, Garth Bradley, 50 anos, estava trabalhando em sua mesa dentro de casa, na província de Western Cape na África do Sul, quando algo que acontecia da residencia e podia ser visto pela janela chamou sua atenção.

Lá fora, um par de babuínos selvagens que desceram das encostas montanhosas vizinhas atravessavam sua propriedade, evidentemente já com uma coisa em mente – se divertir.

Enquanto Bradley observava com admiração (e talvez um pouco de inveja, porque ele precisava trabalhar e não podiaa se divertir como os animais), os visitantes inesperados começaram a fazer pleno uso de sua piscina – pulando e rolando, mergulhando, aparentemente sem nenhum cuidado com o mundo exterior.

Foto: The Dodo

Foto: Foto: Kalliste an exclusive retreat

Os babuínos claramente sabiam como se divertir.

“Foi emocionante vê-los se divertindo”, disse Bradley ao The Dodo. “É como ver crianças humanas brincando ao redor da piscina: ternura”.

Aqui está um vídeo feito por Bradley da cena inusitada:

Mas esses babuínos não são totalmente estranhos para Bradley; eles fazem parte de um grupo que às vezes aparece em sua propriedade para se alimentar em seu jardim natural. No entanto, o desejo de dar um mergulho durante esta recente visita foi aparentemente muito tentador para deixar passar.

“Esta é a primeira vez que eles nadaram na piscina”, disse Bradley.

Embora sua propriedade, que tem um cenário belíssimo, seja geralmente reservada para hóspedes que pagam, não incomodou Bradley nem um pouco, ver aqueles habitantes locais tão joviais, se divertindo com as opções de lazer de sua acomodações sem nenhum custo.

“Nós escolhemos viver nesta área por sua beleza natural”, disse Bradley. “Nós nos mudamos para o espaço deles, eles não se mudaram para o nosso. É sobre a tolerância. Seria tolice da nossa parte não esperar visitantes da natureza”, diz o dono da propriedade com consciência.

Pesquisa aponta crescimento da comunidade vegana na África do Sul

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

A comunidade vegana da África do Sul está crescendo cada vez mais, com um aumento de pessoas recorrendo a alimentos baseados em vegetais em cidades grandes e populosas como Joanesburgo.

Em uma análise dos países mais populares onde as pessoas se alimentam a base de vegetais e sem crueldade, o país ficou entre os 30 melhores do mundo.

O veganismo está na “maior alta de todos os tempos” na África do Sul, de acordo com o site de culinária Chef’s Pencil. O site reuniu dados do Google Trends (Google Tendências, na tradução livre) para analisar o movimento vegano na África, que é o segundo maior continente do planeta.

O site analisou pesquisas sob a categoria de veganismo, incluindo “o que é vegano”, “restaurantes veganos” e “receitas veganas”. De acordo com o Chef’s Pencil, o Google distribui pontos para vários locais com base no nível de interesse mostrado em um tópico ao avaliar as pesquisas que estão sendo feitas. O Google compara as pesquisas feitas sobre um determinado tópico a todas as pesquisas demais feitas nesse local.

Os dados do Google Trends colocaram a África do Sul como o 23º país do mundo em termos de interesse pelo veganismo. É o único país da África com “seguidores veganos consideráveis”, disse a Chef’s Pencil, com países como o Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia e Suécia ocupando os primeiros lugares. Stellenbosch, Joanesburgo e Cape Town, todos classificados nas dez melhores cidades sul-africanas para o veganismo.

O site Chef’s Pencil apontou que enquanto algumas palavras-chave são provavelmente pesquisadas por curiosidade, outros – como “receitas vegana” e “restaurantes veganos” – refletem uma “forte intenção de seguir uma dieta vegana”.

Os dados do Google sugerem que a atração da África do Sul pelo veganismo só tem crescido. Em 2008, o país teve uma pontuação de 12 pontos em “interesse pelo veganismo”. Esse índice tem aumentado constantemente na última década, com a África do Sul atingindo 100 – o pico de popularidade – em janeiro deste ano.

Veganismo na África do Sul

Chef’s Pencil não é o primeiro a identificar o crescente interesse da África do Sul em alimentos à base de vegetais. No ano passado, a Org de Rac, uma vinícola orgânica em Swartland, no Cabo Ocidental, prometeu tornar-se vegana para atender à “enorme demanda” de clientes adeptos da filosofia.

Org de Rac prometeu remover produtos animais – como óleo de peixe, medula óssea, gelatina e cola de peixe (gelatina de bexigas de peixe), que são todos usados no processo de refinamento do vinho – de seus produtos.

O mestre da adega de Org de Rac, Frank Meaker, disse: “Tendo mantido um olhar atento sobre o mercado de vinho local e internacional, não há como duvidar do enorme aumento do veganismo como um modo de vida, especialmente entre a chamada “geração milenium”.

Veganismo está ganhando espaço na África do Sul

Por David Arioch

Scheckter’s Raw na Cidade do Cabo, na Regent Street, em Sea Point, uma das opções para veganos (Foto: Inside Guide)

De acordo com informações do Google Trends, a África do Sul é um dos 30 principais países onde o veganismo está se tornando mais popular atualmente. Ocupando a 23ª posição, a África do Sul é uma nação onde o veganismo está ganhando mais espaço.

Para se ter uma ideia, em 2014 a pontuação da África do Sul tratando-se de veganismo era de 14 e no ano passado já subiu para 27, ou seja, quase o dobro em quatro anos. Segundo o Google, as províncias do Cabo Ocidental e do Cabo Oriental concentram o maior número de veganos.

Entre as cidades mais indicadas para quem busca opções veganas na África do Sul, considerando pontuação de 100 a 54 pontos, estão Stellenbosch, Randburg, Cidade do Cabo, Sandton (na Região Metropolitana de Joanesburgo) e Porto Elizabeth.

Infelizmente, a capital sul-africana não está entre as cidades mais populares entre veganos, segundo o Google. Joanesburgo obteve apenas 35 pontos, ficando atrás de Roodepoort, Kempton Park, Centurião e Midrand.

Depois da África do Sul, há alguns países insulares do continente onde o veganismo não é uma filosofia de vida tão desconhecida – como Seychelles, Namíbia, Maurício, Ilha da Reunião e Botsuana.

Embora a Etiópia não apareça nas pesquisas, o país é conhecido por oferecer inúmeras opções alimentícias para veganos. Exemplos? Basta considerarmos alimentos como o Injera, um tipo de pão ázimo sem glúten; e Shiro, um prato à base de pó de grão-de-bico cozido com o típico molho berbere vermelho.

Outras opções são o Atkilt Wot, um combinado de repolho, cenoura e batatas cozidas em um molho leve; Azifa, uma salada de lentilhas; e Gomen, à base de couve e especiarias cozidas, além de muitos outros pratos.

Claro, embora os dados do Google Trends sejam uma boa referência para viajantes e curiosos, é possível encontrar mais opções em outros países e regiões do continente africano que não entram nas estatísticas do Google.

Após denúncias, fazenda com leões explorados na África do Sul é investigada

Leões contraíram sarna, filhotes não andavam devido a problemas neurológicos, tudo causado pela negligência do proprietário do local.

A organização internacional de proteção à vida selvagem Born Free Foundation informou recentemente que acusações criminais contra o responsável pela fazenda onde foram encontrados mais de 100 leões vivendo em condições precárias já estão sendo iniciadas.

Dentre muitas outras doenças, foi diagnosticado que os mamíferos sofriam com severas infecções parasitárias, como a sarna, devido a falta de higiene do local onde eram viviam. Dois dos filhotes eram incapazes de andar devido a problemas neurológicos, e todos eram mantidos em cercas superlotadas e extremamente imundas.

Fotos chocantes, providas de fontes anônimas, revelaram as condições deploráveis em que os animais foram forçados a enfrentar nas instalações encardidas. O local facilitou a reprodução e o surto de parasitas, causando a proliferação de sarna, deixando os leões quase totalmente sem pelos.

Estes grandes felinos faziam parte da indústria do “snuggle scam” do país (esquema do aconchego, na tradução livre), como chama a Humane Society International/Africa. Esse tipo de indústria se mantem com o dinheiro de turistas que pagam para ter uma interação artificial com os leões, como acariciar, tirar selfies abraçados com os felinos, sem saber como essas fazendas tratam estes animais, para deixá-los no estado submisso em que se encontravam, como foi informado pelo The Independent.

A fazenda Pienika que está sob investigação liderada por autoridades da National Society for the Prevention of Cruelty to Animals (NSPCA), foram encontrados 108 felinos negligenciados pela administração da propriedade, entre eles haviam leões, tigres, linces-do-deserto e leopardos. A HSI/África, que apoia assiduamente o fim da indústria de cruzamento de leões encarcerados, elogiou os inspetores da NSPCA pela atitude.

Segundo artigo publicado no último sábado (4), a fazenda Pienika é alegadamente propriedade do membro da South African Predator Association (SAPA), Jan Steinman. Associação esta que, por muitos e muitos anos, apoiou a indústria do “snuggle scam”.

A NSPCA prestou acusações de transgressão do Ato 71 de Proteção Animal de 1962 contra Steinman na última quinta (2). “Frente a tantas evidências de apoio às atrocidades dos direitos animais e atividades ilegais, incluindo os falsos padrões da indústria, o governo sul-africano não pode ficar parado”, afirma Audrey Delsink, diretor da HSI/Wildlife. “Nós exigimos que o governo feche esta indústria de uma vez por todas; este é o único jeito da África do Sul conseguir se recuperar e redimir diante flagelo.”