Reservas de proteção vão começar a cortar os chifres dos rinocerontes para protegê-los

Foto: Kruger National Parks/Twitter

Foto: Kruger National Parks/Twitter

O grupo de Parques Nacionais da África do Sul (SANParks, na sigla em inglês) e os parceiros de conservação na região do Grande Kruger estão implementando colaborativamente uma série de intervenções como parte de uma abordagem integrada de gestão da vida selvagem para combater os efeitos assassinos da caça aos rinocerontes.

A SANParks é uma entidade pública sob a jurisdição do Departamento de Assuntos Ambientais da África do Sul. A administra um sistema de 19 parques nacionais funcionais em sete das nove províncias do país, com uma área total de pouco mais de 4 milhões de hectares 67% das áreas protegidas sob gestão estadual.

O órgão hoje é reconhecido como líder mundial em conservação e gerenciamento de áreas protegidas. Nas últimas duas décadas, sete novos parques nacionais foram estabelecidos, totalizando mais de 700 mil hectares.

Em uma triste reflexão sobre quão terrível é a situação, o Kruger National Park (KNP) um dos membros da entidade começará processo de corte seletivo chifres de rinoceronte do sexo feminino em certas áreas do parque, em um esforço para minimizar o impacto da caça de rinocerontes nos números das populações.

De acordo com uma declaração no site da SanParks, esta ferramenta de proteção anda de mãos dadas com o fortalecimento das medidas de segurança, compartilhamento de informações sobre incursões e inteligência, bem como a colaboração contínua com as agências de aplicação da lei.

Foto: Kruger National Parks/Twitter

Foto: Kruger National Parks/Twitter

A National Prosecution Authority (NPA), está sendo amplamente informada sobre a situação atual, a fim de entregar sentenças rígidas àqueles encontrados em posse de munição, rifles de alto calibre e invasão em uma área protegida com a intenção de cometer um crime.

Foi estabelecido que a perda de uma fêmea tem múltiplos efeitos, uma vez que também inclui a perda de filhotes dependentes e futuros bezerros. Os múltiplos efeitos fazem parte de vários fatores que afetam o crescimento populacional de rinocerontes brancos, além do efeito disruptivo imediato da caça.

De acordo com a SANParks, as fêmeas de rinoceronte são extremamente importantes para o desempenho geral da população e precisam ser protegidas pela introdução de sentenças mais duras em incidentes em que foram mortas por causa de seu chifre e um filhote é deixado órfão.

*Extinção em cinco anos*

A divulgação recente de fotos pungentes, mostrando rinocerontes mutilados sendo resgatados na África, após caçadores terem cortado seus chifres – que a ignorância popular acredita serem “curadores de câncer” – tem levantado questões sobre a ameaça contínua que paira sobre essa espécie.

Nas imagens um rinoceronte pode ser visto com os olhos vendados, dentro de um contêiner, enquanto é levado para um centro de resgate depois de ter sido mutilado por caçadores ávidos por dinheiro, responsáveis por alimentar um comércio cruel que movimenta em torno de um bilhão de libras.

Em outra foto é possível ver uma ativista pelos direitos animais alimentando um bebê rinoceronte com uma mamadeira gigante improvisada. Uma mãe rinoceronte cujo chifre foi cortado é vista protegendo seu filhote em outra imagem onde que os animais parecem estar em movimento.

Na década de 70, haviam milhares desses magníficos animais por toda a África, mas atualmente, os rinocerontes negros e brancos foram levados à beira da extinção pela caça implacável e cruel da espécie.

O fotógrafo conservacionista, Neil Aldridge, que atualmente mora em Bristol, na Inglaterra, mas cresceu na África do Sul, tem acompanhado a situação dos rinocerontes há anos e foi o responsável pelas fotos, reveladoras e tristes, tiradas na África do Sul e em Botsuana.

Alimentada pela demanda das classes médias cada vez mais ricas da China e do Vietnã, a caça aos rinocerontes por seus chifres tem crescido. Após cortado do corpo dos animais, o chifre é comercializado ilegalmente no mercado paralelo.

Alguns compradores ignorantemente acreditam que o item possa curar o câncer, enquanto outros querem o objeto apenas para ostentar como símbolo de status social. Acredita-se que esse comércio gere em torno de 13 bilhões de libras por ano.

O Projeto Botsuana de Conservação aos Rinos advertiu que se a caça ao animal continuar no ritmo atual, eles estarão extintos até 2024.

Investigação revela mais de 50 leões mortos em dois dias em fazenda de criação na África do Sul

Um dos leões mantidos em caixas de transporte sem poder sequer se levantar ou se mover | Foto: Lord Ashcroft

Um dos leões mantidos em caixas de transporte sem poder sequer se levantar ou se mover | Foto: Lord Ashcroft

Um fedor avassalador e um enxame de moscas deram a inspetora Reinet Meyer a certeza de que ela havia encontrado algo verdadeiramente repugnante.

Meyer é inspetora da Society for the Prevention of Cruelty to Animals (Sociedade para a Prevenção da Crueldade contra os Animais, na tradução livre) e foi avisada por uma denúncia que os leões estavam sendo mantidos em pequenas gaiolas na fazenda Wag-en-Bietjie, a 32 quilômetros de Bloemfontein, na província de Free State da África do Sul.

Sabendo que a cruel e vergonhosa indústria de criação de leões de seu país abastece o sujo comércio internacional de ossos de leões e troféus, ela já esperava o pior.
Mas nada poderia preparar a inspetora para a cena grotesca e macabra que encontraria dentro daquela fazenda anônima de aparência comum.

A construção estava sendo usada como matadouro de leões, um supervisor e oito trabalhadores estavam tirando a pele e a carne dos cadáveres frescos de um grupo de leões mortos recentemente quando ela chegou.

Muitos leões mortos jaziam no local, alguns esfolados e outros à espera de serem esfolados (ter a pele arrancada), todos espalhados pelo chão manchado de sangue. Uma pilha de entranhas com vísceras e ossos estava amontoada em outro canto, enquanto partes internas do corpo dos animais descartadas, estavam empilhadas em sacos de plástico pretos transbordantes em um trailer do lado de fora.

Troféus de leões | Foto: Lord Ashcroft

Troféus de leões | Foto: Lord Ashcroft

Fotografias tiradas por investigadores mostram uma cena sórdida e sangrenta. Muitas imagens são fortes demais para serem exibidas.

“Foi chocante”, disse Meyer. “Não conseguíamos acreditar no que estava acontecendo. Você podia sentir o cheiro do sangue. Os leões foram baleados no acampamento e todos foram trazidos para aquele quarto. O número de moscas e o cheiro eram terríveis.

“Para mim, um leão é um animal imponente, uma majestade da natureza. Aqui ele é massacrado pelas pessoas em troco de dinheiro, isso é absolutamente repugnante”.

A cerca de duzentos metros do matadouro, dois leões estavam presos em caixas de transporte de aço que eram pequenas demais para que eles se levantassem ou se virassem. Meyer disse que eles foram deixados nas caixas sem comida ou água por três dias.

Ela inicialmente até chegou a pensar que um deles estava morto pois o animal debilitado não estava se movendo. “O leão estava tão deprimido que nem se mexeu”.

“Foi um momento totalmente repugnante descobrir que os leões eram mantidos desta forma indigna”.

“Um leão é um animal selvagem, que nasceu para ser livre, mas ao contrário disso, é mantido em uma pequena gaiola por três dias. É absolutamente deplorável”.

Um total de 54 leões foram mortos na fazenda em apenas dois dias. Eles foram acertados pela primeira vez com dardos tranquilizantes antes de serem mortos a tiros com um rifle calibre 22. Entende-se que as balas foram disparadas através do ouvido e chegaram diretamente no cérebro porque os compradores estrangeiros não pagarão pelos crânios danificados.

Acredita-se que alguns dos leões tenham sido transportados em caminhões por cerca de 400 quilômetros até a fazenda, a partir de um “parque de safári” próximo a Johanesburgo.

Absurdamente, os trabalhadores da fazenda Wag-‘n-Bietjie tem permissão do governo para matar leões. O local, de propriedade do criador de leões Andre Steyn, faz parte de uma série de matadouros de leões licenciados na África do Sul que suprem a enorme demanda por ossos de leões do Sudeste Asiático.

O país permite que 800 esqueletos de leões criados em cativeiro sejam exportados a cada ano, mas os ativistas acreditam que muitos mais sejam mortos sem registro para alimentar o comércio nojento, mas lucrativo.

Wag-‘n-Bietjie, que se autodenomina uma “fazenda ecológica” que coloca “a natureza em primeiro lugar”, parece ter recebido as permissões relevantes do Free State (Estado Livre).

Steyn, ex-membro do Conselho da South African Predator Association, uma organização comercial que atua para a indústria de reprodução em cativeiro, deu a Meyer acesso irrestrito à sua propriedade.

Mas junto com seu capataz, Johan van Dyke, ele agora enfrenta acusações relacionadas ao bem-estar animal sobre os dois leões mantidos em pequenas jaulas, e pode enfrentar ainda mais acusações ligadas à maneira como os leões estavam sendo mortos e à condição de fome e inanição em que os animais são mantidos.

O que acontecerá aos 246 leões encontrados na fazenda ainda não está claro. Cerca de 100 foram declaradamente marcados para morrer, mas as permissões da fazenda foram revogadas. Seu destino não será decidido até que o processo judicial de Steyn e Van Dyke seja concluído.

Em uma reviravolta sinistra no comércio de “criação de leões” da África do Sul, alguns operadores importaram tigres, que não têm lugar no continente africano, para se reproduzir com leões e produzir “ligers” (quando o pai é um leão) ou “tigons” ( quando o pai é um tigre).

Leões e tigres sendo mantidos juntos em reserva | Foto: Lord Ashcroft

Leões e tigres sendo mantidos juntos em reserva | Foto: Lord Ashcroft

Um liger de três anos de idade ou tigon pode ser do mesmo tamanho de um leão de nove anos de idade, produzindo assim mais peso ósseo – e maiores lucros – uma vez mortos.

Ligers tem o maior valor financeiro: eles pesam uma média de 71 libras e alcançam quase 12 pés de altura apoaiados em suas patas traseiras.

Especialistas dizem que o processo de criação abusivo freqüentemente resulta em defeitos congênitos e morte prematura de filhotes, bem como complicações para as mães, porque elas têm que dar à luz filhotes superdimensionados.

Um relatório de quatro anos atrás estimou que havia 280 tigres na África do Sul em 44 locais. A investigação da ONG, no entanto, sugere que esta é uma subestimava dramática, com cerca de 50 tigres que se acredita estarem em apenas um local.

Em outra instalação de vida selvagem na província de Free State, os investigadores fizeram uma descoberta perturbadora. Em um cativeiro cercado, um grupo de três tigres e cinco leões estavam deitados juntos na sombra. No mesmo recinto, outro leão e um tigre foram encontrados juntos perto da cerca do perímetro.

Um dos investigadores descreveu a experiência como “perturbadora”, acrescentando: “Não é algo que você espera ver. Nós estávamos pensando: “para que eles estão aqui, para onde eles estão indo?”

Os funcionários do parque disseram aos investigadores que os leões e os tigres só eram mantidos juntos até atingirem a idade de reprodução por volta dos dois anos de idade. O parque na semana passada não respondeu quando perguntado se os animais eram reproduzidos entre si.

Em outro parque de vida selvagem perto de Joanesburgo, um dos investigadores encontrou um enorme tigre do sexo feminino grávida, esperando uma ninhada de filhotes.

Sem realizar testes de DNA, os pesquisadores não conseguiram provar cruzamentos em nenhum centro individual, mas os conservacionistas acreditam que a endogamia na África do Sul é “desenfreada”. Enquanto isso, os turistas estão, inadvertidamente, alimentando tanto o comércio de ossos quanto a caça de troféus, pagando para ter filhotes de leão de estimação ou para viverem experiências como “caminhar com leões”.

A reserva de Ukutula, a cerca de 80 quilômetros a noroeste de Pretória, cobra aos visitantes £ 46 por uma “caminhada de enriquecimento” de uma hora com os leões. Os visitantes devem assinar um acordo de que as fotografias tiradas são para uso privado.

O porta-voz Willi Jacobs disse: “Ukutula conduz essas caminhadas para enriquecer as vidas de animais que, de outra forma, ficariam confinados em seus recintos. A receita gerada nos permite apoiar projetos de pesquisa que contribuem significativamente para a conservação”.

A Grã-Bretanha, no entanto, continua a oferecer permissões aos caçadores para importar peles e cabeças de leão, desde que o troféu tenha sido obtido de uma operação de caça “sustentável”.

Em dezembro passado, uma investigação revelou como o número de partes de corpos de leões enviados para a Grã-Bretanha disparou.

E hoje revelações mostram como essa brecha pode ser explorada por caçadores determinados a desrespeitar a proibição dos EUA também.

Um dos investigadores da ONG disfarçados gravou Adrian Sailor, um representante do Reino Unido dos Settlers Safaris na África do Sul, explicando como uma pele de leão poderia ser contrabandeada para os EUA via Grã-Bretanha, escondendo-a em uma pele de veado.

Sailor admitiu que a questão era “tão quente, na imprensa e em todo o resto”, acrescentando: “Eles querem que tudo seja feito corretamente”.

Mas para contornar a lei dos EUA, Sailor sugeriu legalmente importar a pele através do Reino Unido, atirando um cervo vermelho na Escócia, então “você enfia a pele de leão dentro do cervo sangrento, você só precisa enrolar tudo, e depois apenas exporta a mercadoria como um simples veado vermelho”.

“É um pouco desonesto, mas você sabe. Está tudo dobrado, o cadáver está duro, você não pode abri-lo. Tudo é salgado e duro como pedra. Quero dizer, um leão é uma coisa grande, para entrar ali, mas a única coisa que você não consegue enfiar ali é um crânio.

Quando confrontado pelo The Mail, Sailor não negou seu discurso, mas salientou que “nenhum crime foi cometido” e que “tudo é feito legalmente”.

Ele disse que não negocia com ninguém nos EUA, acrescentando: “Como um leão caberia dentro de uma pele de veado? Grande diferença de tamanho”.

Caçadores de rinocerontes são condenados a 25 anos de prisão na África do Sul

Foto: Ben Wallace Photography/ Facebook and Instagram

Foto: Ben Wallace Photography/ Facebook and Instagram

Depois de uma longa e penosa espera que durou quase 4 anos, a justiça decidiu por um condenação sem precedentes em desa dos animais e ao lado de conservacionistas e defensores dos direitos animais. Uma gangue de caçadores da África do Sul recebeu recentemente uma série de sentenças pesadas, encerrando um processo judicial que durou quase três anos.

Três homens da chamada “Gangue Ndlovu” foram condenados a 500 anos de prisão por mais de 55 casos envolvendo rinocerontes em quatro anos, de acordo com um comunicado do Serviço de Polícia da África do Sul. No entanto, como as sentenças serão executadas simultaneamente, e cada um dos homens efetivamente cumprirá 25 anos.

A polícia sul-africana prendeu os membros da gangue em 2016 como parte de uma campanha para combater a caça em Cabo Oriental, batizada de Operação Lua Cheia. Os suspeitos – Esqueça Ndlovu, 43, Jabulani Ndlovu, 41 e Sikhumbuzo Ndlovu, 40 – estavam ligados a pelo menos 10 incidentes de caça, incluindo um relato na Reserva de Caça Privada de Buckland, onde um rinoceronte pode ter sido atacado.

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

Durante a prisão, a polícia teve acesso a uma série de provas, incluindo um chifre de rinoceronte recentemente arrancado avaliado em aproximadamente 85 mil dólares, drogas veterinárias usadas para derrubar os animais, uma arma de dardos e dardos individuais que combinavam com os encontrados em outras cenas de crime, um rifle, serras e facas.

A gangue era famosa por se passar por convidados em alojamentos, e são os únicos caçadores na África do Sul que se tem conhecimento de terem usado drogas veterinárias para derrubar e matar rinocerontes nos últimos anos.

O veterinário especializado em vida selvagem, Dr. William Fowlds, que conduziu a maioria das análises pós-mortem nos rinocerontes vitimados, descreveu o resultado de hoje como “um momento incrível para a comunidade de rinocerontes e pessoas em todo o país”.

Os agentes da lei também receberam bem a sentença.

“Desde a detenção do criminosos, a região de Eastern Cape não teve mais incidentes de caça a rinocerontes onde o animal é derrubado por dados com tranquilizantes”, disse o comissário da província, o tenente-general Liziwe Ntshing, em um comunicado. “Continuaremos a prender e trabalhar para quebrar a espinha dorsal dos caçadores de rinocerontes na província, e felizmente temos muitos outros suspeitos aparecendo em tribunais diferentes para casos semelhantes”.

Os esforços anti-caça parecem estar dando resultado, já que os números de caçadores de rinocerontes vêm caindo a cada ano desde 2016. No entanto, o país ainda está no meio de uma crise – ou seja, pelo menos dois rinocerontes são mortos todos os dias.

Foto: Jason Florio

Foto: Jason Florio

Ben Wallace, que tirou fotos do julgamento e compartilhou a notícia no Facebook, também publicou as imagens de um rinoceronte branco do sexo feminino que ele diz ter sido “impiedosamente morta por caçadores”

Vários outros casos importantes de caça aos rinocerontes que vão à julgamento foram adiados, aguardando o resultado deste caso, que alguns acreditam que estabelecerá um precedente legal e atuará como um impedimento para caçadores de rinocerontes na África do Sul.

“A sentença que foi imposta hoje passa uma mensagem muito forte para os caçadores de rinocerontes. Esses criminosos enfrentarão penalidades muito severas, e temos esperança que isso ajude a proteger nossos rinocerontes”, disse o advogado de acusação, Buks Coetzee.

Espécie a beira da extinção

Alimentada pela demanda das classes médias cada vez mais ricas da China e do Vietnã, a caça aos rinocerontes por seus chifres tem crescido. Após cortado do corpo dos animais, o chifre é comercializado ilegalmente no mercado paralelo.

Alguns compradores ignorantemente acreditam que o item possa curar o câncer, enquanto outros querem o objeto apenas para ostentar como símbolo de status social. Acredita-se que esse comércio gere em torno de 13 bilhões de libras por ano.

O Projeto Botsuana de Conservação aos Rinos advertiu que se a caça ao animal continuar no ritmo atual, eles estarão extintos até 2024.

Dados da Internacional Rhinos Foundation apontam que de um a três rinocerontes são mortos por dia no país.

 

Caçador pisoteado por elefante é comido por leões na África do Sul

Um caçador de rinocerontes foi pisoteado por um elefante e, em seguida, comido por um grupo de leões no Parque Nacional Kruger, na África do Sul.

Foto: BBC

O caso foi descoberto após outro caçadores avisarem à família do homem que ele havia morrido após ser pisoteado pelo elefante. Os familiares notificaram a guarda florestal que, após iniciar buscas, encontrou um crânio humano e um par de calças dois dias depois, na última quinta-feira (4).

“Entrar no Parque Nacional Kruger ilegalmente e a pé não é (uma decisão) inteligente”, afirmou um representante da direção do parque. “Há muitos perigos e esse incidente é prova disso”, completou. As informações são do portal UOL.

O parque tem sofrido com a presença de caçadores que matam rinocerontes para comercializar os chifres desses animais em países asiáticos, onde se acredita que esses itens tenham propriedades medicinais.

No último sábado (6), o maior chifre de rinoceronte dos últimos cinco anos foi apreendido por autoridades aeroportuárias de Hong Kong, na China. O chifre está avaliado em US$ 2,1 milhões (R$ 8,14 milhões).

Vídeo flagra momento em que elefantes se unem em defesa de seus filhotes

Foto: ViralHog/Reprodução

Foto: ViralHog/Reprodução

Uma manada de elefantes foi filmada protegendo de forma feroz seus filhotes de um bando de cães selvagens na África do Sul, segundo informações do jornal Daily Mail.

Brent Leo-Smith guia que acompanhava uma excursão foi supreendido com a cena na Reserva de Caça Djuma, em Sabi Sands, no nordeste do país.

O guia de turismo lentamente segue os cães selvagens por trás, em um veículo motor.

Os cães estavam descendo uma estrada no parque quando, de repente, os elefantes surgem do meio dos arbustos.

Os nove cães são superados largamente em número pelos seus adversários gigantescos que avançam em sua direção, rugido e intimidando-os.

Os elefantes agem em grupo e marcam seu território enquanto os cães fogem um por um aterrorizados. Dotados de inteligência social, cognição avançada e um reconhecido senso de família, esses animais são capazes de criar laços duradouros e sólidos entre os seus.

Até mesmo o elefante mais novo ataca ao lados dos demais que juntos formam um anel protetor em torno do animal mais vulnerável.

ViralHog/Reprodução

ViralHog/Reprodução

Os elefantes notoriamente não aceitam predadores e não estavam satisfeitos com os cães selvagens entrando em seu espaço.

Os cães caçam em bandos, mas, de acordo com o guia, é improvável que eles matem os elefantes.

Leo-Smith afirma que os cães selvagens não representam uma ameaça real aos elefantes, ele mesmo nunca ouviu falar de um cão selvagem atacando um filhote de elefante.

“Mas os elefantes reagem negativamente a qualquer predador”, conclui ele.

Queda na população de elefantes do Zimbábue preocupa grupos de proteção aos animais

Elefantes no Zimbábue | Foto: Alamy

Elefantes no Zimbábue | Foto: Alamy

A população de elefantes do Zimbábue na África do Sul, caiu cerca de 10% nos últimos 8 anos segundo informações do Zambezi Elephant Fund (ZEF).

Em um comunicado divulgado na semana passada para marcar o Dia Mundial da Vida Selvagem, o ZEF, que foi formado em 2015 para combater ativamente a caça no Vale do Zambeze, declarou que os elefantes estavam agora sob crescente ameaça

“O Zimbábue abriga a segunda maior população de elefantes africanos do mundo e, ainda assim, a população total de elefantes do Zimbábue diminuiu em 10% desde o censo de 2011 realizado pela fundação Paul G. Allen do Great Elephant Census.

No Vale do Zambeze, os elefantes africanos, entre outras espécies, estão seriamente ameaçados pela caça. Nos últimos 13 anos, 60% dos elefantes do Vale do Zambeze foram mortos”, dizia parte do comunicado.

O ZEF, que trabalha em colaboração com a Departamento de Parques e Vida Selvagem do Zimbábue, ONGs e setor privado na luta contra a caça de elefantes, acrescentou que permanecerá empenhado em colaborar com outras organizações anti-caça.

“Nós do ZEF reafirmamos nosso compromisso de trabalhar com as autoridades locais, bem como em uma colaboração ampla em grupo com parceiros ligados a causa, para assegurar a proteção e preservação a longo prazo do Vale do Zambeze, seus habitats e sua vida selvagem”, declarou a instituição.

A entidade declara que dada a importância dos elefantes, não apenas como uma espécie-chave para a sobrevivência e biodiversidade dos ecossistemas da África, mas símbolo e identidade do país, é vital que sejam tomadas medidas urgentes para garantir a proteção dessas criaturas inteligentes.

Embora os resultados alcançados até aqui sejam significativos e as realizações desde que o grupo foi criado não tenham sido poucas, a entidade pede a ajuda a todos os que se comprometem com a preservação da vida selvagem para se associarem ao grupo na luta contra a caça na região. “Em apenas oito anos, uma perda de 10% do número total de elefantes, é uma perda significativa, estamos solicitando o apoio do Departamento de Gestão de Parques e Vida Selvagem do Zimbábue e reforçando os esforços de várias organizações parceiras no sentido de proteger essa espécie.

“Há, no entanto, mais do que estamos fazendo, e ainda muito mais que podemos fazer e para isso precisamos mobilizar pessoas”, disse Richard Maasdorp coordenador do grupo de proteção aos elefantes

homem tentando puxar o golfinho de volta para a água

Vídeo mostra homem tentando salvar golfinho encalhado na praia

Paul Gardiner, de 45 anos, avistou o animal se contorcendo em agonia enquanto corria perto de uma praia em Kleinemond, no Cabo Oriental da África do Sul.

homem tentando puxar o golfinho de volta para a água

Foto: Caters News Agency

Gardiner, que atualmente vive em Surrey e trabalha na Academia de Sobrevivência Bear Grylls, disse que só pensava no bem-estar do golfinho quando foi salvá-lo, embora a costa onde o animal estava encalhado fosse extremamente perigosa.

Após passar 90 minutos desesperadamente tentando levar o golfinho de volta para a água, os maiores esforços de Gardiner não foram suficientes visto que o animal infelizmente morreu de exaustão.

“Eu estava a cerca de seis quilômetros da minha corrida quando notei o golfinho encalhado na areia. O tempo estava muito tempestuoso, então presumi que foi o causou o infeliz acontecimento e achei que estava morto.”

“Mas quando subi e vi que ainda estava vivo, foi meu instinto natural ajudá-lo apesar dos perigos potenciais.

“Apenas 20% dos animais selvagens continuam a viver depois de encalhados na praia. Eu cresci em torno de animais, então fico facilmente ligado a eles. Eu fiquei muito emocionado quando não consegui, foi muito difícil ir embora.”

Rainer Schimpf, da AB Marine and Expert Tours, ouviu falar do caso infeliz e aplaudiu os esforços de Gardiner para salvar o golfinho.

Ele disse: “Paul fez o melhor que pôde, mas segurança para humanos é sempre o número um – ele teria colocado sua própria vida em perigo se tivesse nadado com o golfinho mais fundo na água.”

“Este vídeo mostra que existe uma conexão entre os golfinhos e os seres humanos e que podemos sempre tentar fazer o nosso melhor ajudando uns aos outros.”

Cão esfaqueado na cabeça durante assalto volta para a casa do tutor

Um cachorro da raça pastor alemão que foi esfaqueado na cabeça durante um assalto na Cidade do Cabo, na África do Sul, voltou para casa. Duke foi agredido ao tentar proteger o tutor de um criminoso que queria roubá-lo.

(Foto: Reprodução / Facebook)

De acordo com o tutor, Gino Wentzel, de 40 anos, um homem se aproximou dele com uma faca enquanto ele caminhava com o cachorro. Imediatamente, Duke começou a latir, correndo na direção do criminoso, que se irritou e esfaqueou o animal. As informações são do portal IstoÉ.

Levado a um centro de proteção animal, o cachorro recebeu os cuidados necessários. Segundo o veterinário que o atendeu, a lâmina da faca ficou presa no crânio de Duke a dois centímetros de distância do cérebro.

Apesar do susto, o cachorro está se recuperando bem. Para o tutor, a recuperação é um milagre. “Ele veio para após uma longa semana de antibióticos e remédios para dor. Não há sinais óbvios de complicações e desconfortos”, afirmou. “Ele está indo bem e me segue em todos os lugares”, completou.

cidade do cabo

África do Sul terá seu primeiro festival de comida vegana

A Cidade do Cabo, capital da África do Sul, sediará o primeiro festival de comida vegana no país. O festival acontecerá no dia 2 de março, no 14 Hope Street Gardens, mostrando a crescente demanda da população por culinária baseada em vegetais.

cidade do cabo

Cidade do Cabo. Foto: Adobe

O evento acontecerá das 10:00 às 17:00 e apresentará uma variedade de queijos, leites, iogurtes e sorvetes inteiramente livres de ingredientes de origem animal. O festival também oferecerá vinhos, cerveja e outras bebidas veganas.

Aqueles que comparecerem ao festival também receberão uma sacola gratuita com uma revista, cupons de desconto e uma seleção de produtos veganos.

Garth Tavares, conhecido como “Cape Town Vegan” no Instagram, disse: “É uma oportunidade fantástica para os empresários se familiarizarem com o que é oferecido localmente.”

“Qualquer estabelecimento na província do Cabo Ocidental que não esteja pensando seriamente em oferecer opções veganas está potencialmente se recusando a acompanhar uma tendência que sobreviverá a qualquer modelo de negócios atual.”

“Idealmente, isso também encoraja os consumidores não-veganos a encontrar alternativas baseadas em vegetais com bastante facilidade em um evento ‘one-stop-shop'”.

Estudante arrisca a própria vida ao salvar 33 tartarugas de um incêndio

Um estudante do ensino médio chamado Corne Uys foi elogiado por sua bravura e compaixão depois do arriscado resgate de animais durante um incêndio de grandes proporções na África do Sul. Ele conseguiu salvar mais de 30 tartarugas.

Foto: Butterfly World Animal Sanctuary South Africa

De acordo com Corne Uys, ele foi evacuado junto com outros alunos, após um grande incêndio na cidade de Hermanus. Depois de deixar o prédio da escola, Uys se juntou ao pai para resgatar tartarugas e outros animais selvagens do fogo.

“Das centenas de animais que morreram, eu consegui salvar um total de 33 tartarugas, enquanto meu pai me levou de carro por entre o caos de pessoas desesperadas no incêndio”, disse ele.

“Ficamos sem energia elétrica durante dois dias após o incêndio, que se espalhou ao longo de toda a cadeia de montanhas. Eu gostaria de poder ter feito mais. Felizmente conseguimos salvar alguns animais e os soltamos de manhã na reserva natural.”

“A maior parte do fogo foi apagada, mas uma parte da montanha ainda está em chamas. Meus sinceros pêsames a todos os animais que perderam suas vidas. Um enorme ‘obrigado’ aos nossos incríveis bombeiros que protegeram nossas casas de serem completamente destruídas pelo fogo.”

A Butterfly World Animal Sanctuary South Africa postou sobre o resgate ousado em sua página no Facebook, elogiando Corne Uys por sua bravura e convidando-o para visitar o santuário para que eles possam conhecê-lo.

“Ele diz que ele gostaria de ter feito mais”, disse a instituição. “Jovem, você tem o mais brilhante dos futuros à sua frente porque você carrega o que ninguém pode tirar de você: caráter, compaixão e coragem para agir.”