Gorilas protegidos contra caçadores posam para “selfie”

Dois gorilas foram flagrados pela câmera do guarda florestal Patrick Sadiki, que compartilhou a imagem com a legenda “Another Day at the Office” (outro dia no escritório). Na “selfie”, chama atenção a postura dos animais, muito semelhante a humanos ao lado do seu protetor.

Foto: The Elite AntiPoaching Units And Combat Trackers/ Facebook

Os gorilas vivem no Parque Nacional de Virunga, que faz fronteira com o Parque Nacional dos Vulcões, área protegida mais antiga da África. Fundado em 1925 para defender sua rica biodiversidade, a região possui a presença dos últimos 880 gorilas-das-montanhas. Em 1979, foi classificado como Patrimônio Mundial pela UNESCO.

“Você pode fazer a diferença ao se juntar à nossa comunidade de pessoas dedicadas que visam proteger o mais antigo Parque Nacional da África e trazer paz e propriedade para quatro milhões de pessoas que dependem dele”, diz mensagem do site do parque.

Outro texto diz que parque foi “profundamente” impactado por guerras e conflitos armados nas últimas duas décadas e, portanto, o trabalho destemido dos guardas é crucial. No total, 179 guardas florestais morreram para proteger os animais na região.

Fonte: Terra

Como um pequeno país africano venceu a luta contra a caça de rinocerontes

Rinocerontes encontram um refúgio seguro em Eswatini | Foto: Getty

Rinocerontes encontram um refúgio seguro em Eswatini | Foto: Getty

O lugar mais seguro do mundo para um rinoceronte é um país, e também monarquia, africano chamado Eswatini, conhecido até recentemente como Suazilândia, governado por um leão e um elefante. O rei Mswati III , tem o título de reconhecimento de Ngwenyama, que significa leão e a rainha-mãe é reverenciada sob a alcunha de Ndlovukazi, que significa “matriarca elefanta”.

Qualquer um que ouse matar um rinoceronte por seu chifre nesta região, ou qualquer outra vida selvagem protegida, provavelmente será morto por guardas florestais ou preso por um período mínimo de cinco anos.

O criminosos também tem que pagar para substituir o animal, ou enfrentar mais dois anos de prisão. Como resultado, apenas três rinocerontes foram mortos por caçadores em 26 anos. Este é o número desses animais que são mortos por dia na África do Sul.

O notável sucesso de conservação da vida selvagem em Eswatini, deve-se em grande parte a Ted Reilly, o fazendeiro filho de um soldado britânico que permaneceu no local após lutar na Guerra Anglo-Boer, somado ao apoio do rei Mswati III e a aprovação da rainha-mãe.

Juntos eles transformaram um país não muito maior que Yorkshire na Inglaterra, de um matadouro de animais selvagens a um santuário onde os animais caminham livres de predadores humanos e estão contentes em compartilhar seu domínio com os visitantes. A terra do “rei leão” oferece alguns dos melhores encontros próximos da vida selvagem na África.

O Santuário de Mlilwane Wildlife é encantador, ele fica em pastos e florestas livres de malária, emoldurados por terras altas iluminadas pelo sol. Os únicos animais perigosos são alguns hipopótamos e crocodilos, que ficam descansando em grandes poças de lama.

Os visitantes são, portanto, livres para andar e percorrer o que é essencialmente um playground para criaturas inofensivas, de impalas a javalis e gnus a macacos. Os bosques estão cheios de “bambis” de todas as formas e tamanhos e o ar se enche de pássaros exóticos.

“É como um livro de ilustrações da selva africana e os animais não se incomodam quando os visitantes andam e pedalam entre eles. Os antílopes observam enquanto os turistas e os macacos conversam, mas a zebra decidida a pastar as gramíneas exuberantes do verão não se importava nem um pouco”, conta Reilly.

Mesmo um enorme crocodilo do Nilo cochilando em seu ninho perto de um rio não se move quando pessoas de bicicleta passam próximos a eles. “Eles nunca nos perseguem, mas é melhor ficar quieto”, diz ele.

Um capricho da história poupou este pequeno reino do apartheid quando o país optou por ser um protetorado britânico até alcançar a independência em 1968, e os EmaSwati, habitantes do local, são um povo digno e cortês, orgulhoso de sua cultura e tradições, sem nenhuma tensões raciais que acometem a África do Sul, segundo informações do The Telegraph.

Esse povo vive em uma terra extraordinariamente rica em beleza, com planaltos férteis e savanas subtropicais, em harmonia com rinocerontes e elefantes que andam despreocupados pelos campos verdes de mato baixo sob o olhar atento de guardas florestais armados. Sinais na entrada principal da Reserva de Mkhaya dão um aviso: os caçadores serão presos e os drones serão abatidos.

Neste ponto repousa Somiso, relaxando sob uma árvore de acácia com seu irmão e um amigo. Somiso é um rinoceronte órfão de três anos, criado na infância por mulheres locais. Ele é agora um animal robusto, e quando anda de um lado para o outro para dar uma esticada, é possível ver seu imenso porte. O guia conta que ele é uma criatura gentil, um adolescente enorme, disfarçado em “um tanque de quatro patas”.

Turistas passam dias no Parque Nacional Kruger sem ver um rinoceronte, mas em uma manhã em Eswatini, é possível encontrar mais de uma dúzia deles em grupos familiares, vasculhando arbustos e chafurdando em poças de lama. Eles são rinocerontes brancos, maiores, mas menos agressivos que seus primos negros, e mostram pouco interesse pelos visitantes. Seguros em seu refúgio, eles estão relaxados e protegidos.

Fotógrafo registra luto de gorilas após morte de membros da família

Um fotógrafo registrou um momento de luto vivenciado por gorilas após a morte de membros da família no Parque Nacional dos Vulcões, em Ruanda, na África. As imagens mostram a dor do grupo após uma fêmea e um macho do grupo morrerem.

Foto: Reprodução / Hypeness

Os gorilas cheiraram, manipularam, lamberam e se sentaram ao lado dos corpos, como numa espécie de ritual de despedida. Os animais morreram em decorrência de uma doença. As informações são do portal Hypeness.

De acordo com os cientistas da Dian Fossey Gorilla Fund, instituição que protege gorilas e seus habitas, esses animais constroem laços afetivos e sociais reconhecíveis diante da morte. Segundo eles, quanto mais forte o laço com os animais mortos, mais intensa e duradoura é a interação com os cadáveres. É possível, inclusive, que a despedida dure mais de um dia.

No caso dos animais do Parque Nacional dos Vulcões, o filho da gorila fêmea tentou mover a cabeça dela e até mesmo mamar, apesar de já ter passado do período do desmame há bastante tempo.

Foto: Reprodução / Hypeness

Não é a primeira vez que gorilas realizam um ritual de luto junto de familiares mortos. É comum, inclusive, que eles gritem e batam no próprio peito enquanto assimilam a morte de um integrante do bando.

A preocupação dos cientistas, no entanto, é que, em caso de morte por doenças, como aconteceu com os gorilas do parque em Ruanda, os animais vivos acabem se contaminando e adoecendo após entrar em contato com os corpos para se despedir dos companheiros.

Autoridades de Cingapura interceptam rota de tráfico de escamas de pangolim

Foto: Maria Diekmann

Foto: Maria Diekmann

No início da semana, o Conselho de Parques Nacionais (NParks) e a Alfândega de Cingapura apreendeu 12,9 toneladas de escamas de pangolim em um carregamento que seguia para o Vietnã vindo da Nigéria.

O pangolim é o animal mais traficado do mundo justamente pelo preço que suas escamas alcançam no mercado paralelo. A espécie encontra-se severamente ameaçada de extinção.

Segundo informações da BBC News mais de 100 mil pangolins são mortos por ano por traficantes em busca de suas escamas para revender na China e no Vietnã.

Nesses dois países, a carne dos pangolins é considerada uma iguaria, e suas escamas são muito procuradas por causa de uma crença popular de que teriam propriedades medicinais.

Já não existem mais pangolins em grandes áreas do Sudeste da Ásia, então o alvo agora tem sido os pangolins da África. Todas as oito espécies do mamífero estão ameaçadas de extinção.

As escamas apreendidas estavam escondidas em 230 sacos usados para transportador carne bovina congelada, as escamas de pangolim são estimadas 38,7 milhões de dólares.

Foto: WAN/Reprodução

Foto: WAN/Reprodução

A remessa também incluía 177 kg de marfim de elefante cortado e esculpido, avaliado em aproximadamente 88.500 mil dólares

Usar embalagens de carne congelada para esconder escamas de pangolim está se tornando comum entre os contrabandistas de vida selvagem. Recentemente, em fevereiro, trinta toneladas de pangolins embalados junto com em carne congelada foram encontradas em Sabah, na Malásia.

“Os pangolins são traficados particularmente por suas escamas”, observou a NParks em um post na sua página no Facebook. “Assim, apesar de estarmos tristes com a morte desnecessária de aproximadamente 17 mil pangolins, ficamos felizes que essas escalas não chegarão ao seu destino final, interrompendo assim esse comércio”.

Cingapura faz parte da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Extinção (CITES) e está comprometida com os esforços internacionais para coibir o comércio ilegal de vida selvagem. Elefantes e pangolins são espécies protegidas sob a legislação da CITES. O comércio internacional de marfim de elefante e pangolim é proibido pelas regras da CITES.

“O governo de Cingapura adota uma postura de tolerância zero quanto ao uso do país como canal para contrabandear espécies ameaçadas e suas partes e derivados”, disse o departamento de alfândega em um comunicado em seu site. “Nossas agências continuarão colaborando e mantendo a vigilância para enfrentar o comércio ilegal de vida selvagem”.

Sob a Lei de Espécies Ameaçadas, a pena máxima para importação, exportação e reexportação ilegal de animais selvagens é uma multa de até 500 mil dólares e/ou 2 anos de prisão.

As mesmas penalidades aplicam-se ao trânsito ou transbordo de espécies ilegais de animais selvagens, incluindo suas partes e derivados delas.

Centros de apoio atendem animais afetados pelo ciclone Idai na África

“Em Moçambique, entre Chimoio e Beira, cuidamos dos animais machucados e fornecemos medicamentos e suplementos veterinários (Foto: WAP/Divulgação)

De acordo com informações da organização World Animal Protection (WAP), quatro centros de apoio estão atendendo animais afetados pelas inundações do ciclone Idai em Moçambique e Malawi. Até o momento, já atenderam mais de 20 mil animais, entre bois, ovelhas, cabras, porcos, gatos e cachorros.

“Em Moçambique, entre Chimoio e Beira, cuidamos dos animais machucados e fornecemos medicamentos e suplementos veterinários como vermífugos, antibióticos, analgésicos, vitaminas e minerais”, informa a WAP.

Veterinários de quatro províncias receberam orientação sobre como prestar socorro aos animais em situação de desastre. “Também recrutamos voluntários para prestar assistência básica aos mais necessitados”, garante.

A prioridade no momento é ajudar os animais que estão em situação de extrema necessidade em relação à fome, desidratação e alto risco de contaminação. A ajuda também está sendo oferecida no Zimbábue.

Fotógrafo flagra momento em que girafa dá à luz em reserva africana

Foto: Richard Lane

Foto: Richard Lane

As imagens acima mostram o momento único e belo em que um filhote de girafa é recebido por sua mãe com lambidas estimulantes e higiênicas assim que chega ao mundo, logo antes de dar os primeiros passos cambaleantes, durante uma cena que foi descrita pelo autor das imagens, como “única na vida”.

O fotógrafo especializado em vida selvagem Richard Lane, de 46 anos, esperou duas horas de trabaho de parto para que a girafa desse à luz, depois que o guia que o acompanhava percebeu que ela estava entrando em trabalho de parto, em Masai Mara, no Quênia (África).

O pequeno filhote caiu de um altura de seis pés no chão (do ventre da mãe) antes que ela começasse o processo de limpeza do animal, dando-lhe um banho com a língua e protegendo-o até que ele estivesse pronto para dar os primeiros passos.

Depois de uma hora, o recém-nascido começou a equilibrar-se de pé e andar devagar, marcando o início de sua vida na natureza.

Foto: Richard Lane

Foto: Richard Lane

Richard, de Westbury, Wiltshire (Inglaterra), tirou as fotos em novembro do ano passado.

Ele disse: “Ficamos impressionados com a beleza do momento – a maioria das pessoas nunca conseguirá ver isso”.

“Essa foi uma oportunidade única na vida de ver um evento natural tão incrível. Ver o bebê emergir de dentro de sua mãe foi um momento mágico”, confessou o fotógrafo.

“Estávamos observando e esperando silenciosamente há duas horas depois que a girafa mostrou sinais de estar em trabalho de parto”, conta Richard.

Eu sabia que quando ele começasse a nascer, eu teria apenas alguns segundos para capturar toda a sequência.

Uma vez que o pequeno nasceu, sua mãe o limpou inteiro e encorajou-o a ficar de pé. Demorou pouco mais de uma hora até que o pequenino desse seus primeiros passos vacilantes.

Enquanto observávamos o animal dando à luz, estávamos todos muito tensos.

“Estávamos torcendo para que isso acontecesse com relativa rapidez, pois era nossa última manhã na reserva e tínhamos um voo para pegar”.

Enquanto Richard e seu guia de safári observavam o nascimento, ambos ficaram encantados com a visão “deslumbrante”.

Foto: Richard Lane

Foto: Richard Lane

Richard disse: “Ter a oportunidade de testemunhar essa cena em sua totalidade é algo muito raro – mesmo nosso guia, que esteve lá todos os dias do ano, nunca tinha testemunhado isso antes”.

“Estávamos tomando café da manhã em um local próximo ao rio Mara quando outro guia nos disse que uma girafa parecia estar prestes a dar à luz. Nós corremos imediatamente para lá para ter certeza de que conseguiríamos testemunhar isso”, conta o fotógrafo.

“Eu não podia acreditar em quão silencioso todo o processo foi, a mãe não emitiu um som durante as três horas inteiras de trabalho de parto”.

“Isso é para que ela não atraia predadores – foi um exemplo real de graça natural”.

Richard conta que até hoje as pessoas ficam maravilhadas ao ver as imagens feitas por ele e ter o privilégio de compartilhar o precioso momento com outros.

“Um evento comum na natureza como este torna-se realmente mágico ao ser assistido por um ser humano – nascimentos são raramente vistos na selva por olhos humanos”.

“Sentimos muita falta disso [na vida cotidiana] porque não conseguimos presenciá-los mesmo que aconteçam ao nosso redor no mundo selvagem, muitas vezes eles acontecem escondidos, no silêncio da natureza”m conclui ele.

Baleia fica presa em rede de pesca e é libertada por voluntários

Foto: NSRI

A pesca além de matar milhões de animais marinhos por ano, também é responsável por ferir milhares de outros como, baleias, focas e golfinhos que ficam presos nos equipamentos.

Uma jovem baleia que passou seis semanas enrolada em uma rede de pesca foi finalmente libertada depois que voluntários cortaram as cordas. A filhote de baleia-franca-austral, que mede 9 metros de comprimento, tinha seis cordas enroladas em torno de seu corpo e três em torno de sua cauda.

Antes do resgate, ela foi vista pelo menos quatro vezes fora da Cidade do Cabo, na África do Sul,mas desaparecia quando os socorristas chegavam.

François Stapelberg da Eagle Maryine Marine Eco Tours foi quem avistou a baleia por volta das 14h30 da sexta-feira e alertou a SA Whale Disentanglement Network.

Voluntários foram para o local ao lado do National Sea Rescue Institute (NSRI), onde encontraram a baleia em desespero. As duas equipes passaram 20 minutos cortando as cortas que prendiam o animal. As informações são do Daily Mail.

Foto: NSRI

Mike Meyer, da SA Whale Disentanglement Network, disse: “A baleia estava realmente muito cansada, mas os outros dois ficaram ao lado dela, o que realmente contribuiu para as emoções.

“Estávamos determinados a libertar a baleia hoje, como também em Table Bay, Clifton e na Costa Oeste, mas ela sempre fugia quando tentamos resgatá-la.”

“O peso da rede forçou a cauda a ficar abaixo da superfície da água, mas em uma operação que durou 20 minutos, conseguimos soltar todas as linhas emaranhadas.”

“Recolhemos todas as cordas e redes de pesca e boias para um descarte seguro, enquanto a baleia  e seus dois companheiros voltavam alegremente para o mar novamente.”

“Estamos confiantes de que a baleia enredada sobreviverá à sua provação”, disse ele.

Voluntários da rede, que já ajudaram 174 baleias desde 2006, estavam em busca da baleia desde que foi vista enredada em equipamentos de pesca em fevereiro.

As baleias-francas-austrais vivem nos mares do sul do continente meridional e sua população atual é de aproximadamente 10 mil indivíduos.

 

Especialistas alertam que rinocerontes podem estar extintos em cinco anos

Foto: Neil Aldridge

Foto: Neil Aldridge

A divulgação recente de fotos pungentes, mostrando rinocerontes mutilados sendo resgatados na África, após caçadores terem cortado seus chifres – que a ignorância popular acredita serem “curadores de câncer” – tem levantado questões sobre a ameaça contínua que paira sobre essa espécie.

Nas imagens um rinoceronte pode ser visto com os olhos vendados, dentro de um contêiner, enquanto é levado para um centro de resgate depois de ter sido mutilado por caçadores ávidos por dinheiro, responsáveis por alimentar um comércio cruel que movimenta em torno de um bilhão de libras.

Em outra foto é possível ver uma ativista pelos direitos animais alimentando um bebê rinoceronte com uma mamadeira gigante improvisada. Uma mãe rinoceronte cujo chifre foi cortado é vista protegendo seu filhote em outra imagem onde que os animais parecem estar em movimento.

Na década de 70, haviam milhares desses magníficos animais por toda a África, mas atualmente, os rinocerontes negros e brancos foram levados à beira da extinção pela caça implacável e cruel da espécie.

O fotógrafo conservacionista, Neil Aldridge, que atualmente mora em Bristol, na Inglaterra, mas cresceu na África do Sul, tem acompanhado a situação dos rinocerontes há anos e foi o responsável pelas fotos, reveladoras e tristes, tiradas na África do Sul e em Botsuana.

Alimentada pela demanda das classes médias cada vez mais ricas da China e do Vietnã, a caça aos rinocerontes por seus chifres tem crescido. Após cortado do corpo dos animais, o chifre é comercializado ilegalmente no mercado paralelo. Alguns compradores ignorantemente acreditam que o item possa curar o câncer, enquanto outros querem o objeto apenas para ostentar como símbolo de status social. Acredita-se que esse comércio gere em torno de 13 bilhões de libras por ano.

O Projeto Botsuana de Conservação aos Rinos advertiu que se a caça ao animal continuar no ritmo atual, eles estarão extintos até 2024.

Hora de um novo lar: Um rinoceronte branco é mostrado em um contêiner sendo resgatado em Botsuana. O animal compreensivelmente esta aterrorizado por seus salvadores humanos, sem perceber que esta sendo levado para um lugar seguro

Uma mãe rinoceronte cujo chifre foi cortado é protege seu filhote | Foto: Neil Aldridge.

Uma mãe rinoceronte cujo chifre foi cortado é protege seu filhote | Foto: Neil Aldridge

 

Jovem rinoceronte que teve o chifre cortado preparado para ser libertado : Foto: Neil Aldridge

Jovem rinoceronte que teve o chifre cortado preparado para ser libertado : Foto: Neil Aldridge

 

O que restou do chifre de um rinoceronte pode ser visto nesta foto que mostra a equipe de resgate, incluindo o diretor do RCB Map Ives (à direita), tentando ajudar o animal | Foto: Neil Aldridge

O que restou do chifre de um rinoceronte pode ser visto nesta foto que mostra a equipe de resgate, incluindo o diretor do RCB Map Ives (à direita), tentando ajudar o animal | Foto: Neil Aldridge

 

Voluntária alimenta um bebê rinoceronte em Botsuana. África do Sul e Quênia têm os níveis mais altos de caça à espécie, com 95% das mutilações e mortes ocorrendo nesses dois países em 2013 | Foto: Neil Aldridge

Voluntária alimenta um bebê rinoceronte em Botsuana. África do Sul e Quênia têm os níveis mais altos de caça à espécie, com 95% das mutilações e mortes ocorrendo nesses dois países em 2013 | Foto: Neil Aldridge

 

Chifres de rinoceronte podem crescer até mais de um metro de comprimento como mostrado na imagem. Cerca de três rinocerontes por dia são mortos por seus chifres | Foto: Neil Aldridge

Chifres de rinoceronte podem crescer até mais de um metro de comprimento como mostrado na imagem. Cerca de três rinocerontes por dia são mortos por seus chifres | Foto: Neil Aldrige

 

O quilo de chifre de rinoceronte pode chegar a valer 50 mil libras no mercado paralelo, tornando-se um dos produtos naturais mais valiosos do mundo - valendo mais do que ouro | Foto: Neil Aldridge

O quilo de chifre de rinoceronte pode chegar a valer 50 mil libras no mercado paralelo, tornando-se um dos produtos naturais mais valiosos do mundo – valendo mais do que ouro | Foto: Neil Aldridge

 

Um jovem rinoceronte branco mutilado é retratado em uma carroceria, vendado e parcialmente drogado após uma longa viagem da África do Sul, antes de ser libertado na natureza em Botsuana | Foto: David Aldridge

Um jovem rinoceronte branco mutilado é retratado em uma carroceria, vendado e parcialmente drogado após uma longa viagem da África do Sul, antes de ser libertado na natureza em Botsuana | Foto: David Aldridge

 

"Eu não vejo apenas uma história sobre rinocerontes, vejo uma história sobre pessoas, as melhores pessoas”, elogia o fotógrafo | Foto: Neil Aldridge

“Eu não vejo apenas uma história sobre rinocerontes, vejo uma história sobre pessoas, as melhores pessoas”, elogia o fotógrafo | Foto: Neil Aldridge

 

"Os sindicatos de caçadores são incrivelmente bem financiados, então para vencê-los precisamos apoiar esses grandes projetos", diz Aldridge | Foto: David Aldridge

“Os sindicatos de caçadores são incrivelmente bem financiados, então para vencê-los precisamos apoiar esses grandes projetos”, diz Aldridge | Foto: David Aldridge

 

Os olhos vendados e as drogas aliviam qualquer desconforto que os rinocerontes poderiam sentir quando são levados para tratamento e depois soltos na natureza | Foto: David Aldridge

Os olhos vendados e as drogas aliviam qualquer desconforto que os rinocerontes poderiam sentir quando são levados para tratamento e depois soltos na natureza | Foto: David Aldridge

 

Rinocerontes protegidos se alinham no cocho para tomar água no santuário | Foto: David Aldridge

Rinocerontes protegidos se alinham no cocho para tomar água no santuário | Foto: David Aldridge

 

Um rinoceronte protegido, com seus chifres totalmente intactos nas planícies onde fica projeto Botsuana da Rhino Conservation (RCB) | Foto: David Aldridge

Um rinoceronte protegido, com seus chifres totalmente intactos nas planícies onde fica projeto Botsuana da Rhino Conservation (RCB) | Foto: David Aldridge

 

Um impressionante close de um imenso rinoceronte. Aldridge conclui: "Quero que as pessoas saibam que existem pessoas dedicadas lutando por esses animais" | Foto: David Aldridge

Um impressionante close de um imenso rinoceronte. Aldridge conclui: “Quero que as pessoas saibam que existem pessoas dedicadas lutando por esses animais” | Foto: David Aldridge

Estudo revela que aumento da ocupação humana está causando uma rápida queda na vida selvagem

A invasão de pessoas esta ameaçando um dos ecossistemas mais importantes da África, a crescente ocupação humana tem “espremido a vida selvagem em seu âmago”, prejudicando habitats e interrompendo rotas migratórias de animais, concluiu um amplo estudo internacional.

Áreas de fronteira na região de Serengeti-Mara, na África Oriental, tiveram um aumento de 400% na população humana na última década, enquanto mais de três quartos das populações de algumas das espécies de animais migratórios de porte maior, como gnus, zebras e gazelas, foram “empurrados pra fora de seus lares”, conforme informações reveladas pelos cientistas, após a análise de 40 anos de dados.

Apesar de ser um dos ecossistemas mais protegidos da Terra, a invasão de pessoas e animais de criação (fazendas de bois e vacas) ao redor de Serengeti e Masai Mara gerou um impacto negativo sobre as plantas, animais selvagens e solo, de acordo com informações do jornal Independent.

Isso ocorreu de duas maneiras principais, segundo as descobertas apontadas pelo estudo. Em primeiro lugar, as áreas protegidas ou “zonas de amortecimento”, onde mais bois, vacas e demais animais de criação estão sendo mantidos, tem deixado cada vez menos capim para gnus, zebras e gazelas pastarem.

Em segundo lugar, a presença de pessoas e animais de criação também reduziu a frequência de incêndios naturais, o que, por sua vez, afeta a variedade de vegetação, alterando as oportunidades de pastoreio (alimentação) para animais selvagens no coração das áreas protegidas.

No artigo sobre o estudo, os autores afirmaram que os impactos estavam se espalhando pela cadeia alimentar em efeito dominó.

Os animais foram forçados a ingerir plantas menos palatáveis e, portanto, as interações benéficas entre as plantas e os microrganismos que permitiam o florescimento do ecossistema estavam sendo alteradas. Ou seja, comendo menos nutrientes, ao devolvê-los à natureza por meio de seu ciclo orgânico, o florescimento de novas plantas também foi prejudicado.

“Há uma necessidade urgente de repensar a maneira como administramos os limites das áreas protegidas para conservar a biodiversidade”, disse o principal autor do estudo, Dr. Michiel Veldhuis, da Universidade de Groningen. “O futuro de uma das áreas protegidas mais importantes do mundo e suas populações humanas associadas, podem depender disso”.

Os efeitos podem acabar tornando o ecossistema potencialmente menos resistente a choques futuros, como a seca ou outras mudanças climáticas, alertaram os cientistas.

Eles também recomendaram a consideração de estratégias alternativas para manter a coexistência e a subsistência das populações locais e da vida selvagem nos territórios ao redor das áreas protegidas.

“A atual estratégia de expansão dos limites pode ser um grande risco tanto para as pessoas como para a vida selvagem”, disseram eles.

Outra integrante da equipe, Dra. Kate Parr, da Universidade de Liverpool, disse: “Nossos resultados mostram que não podemos confiar na extensão das áreas protegidas para conservar a biodiversidade, os impactos humanos são profundos e ameaçam até mesmo nossas reservas mais emblemáticas”.

Simon Mduma, diretor do Instituto de Pesquisa sobre a Vida Selvagem do governo da Tanzânia, acrescentou: “Esses resultados chegam na hora certa, pois o governo da Tanzânia está tomando agora medidas importantes para lidar com essas questões de fronteira em nível nacional. Este documento fornece evidências científicas fundamentais sobre as consequências de longo alcance das crescentes pressões humanas em torno do ecossistema, informações que são urgentemente necessárias para que políticos e legisladores possam agir”

Diversidade genética dos leões sofre impacto de mais de cem anos de caça

Foto: Getty Images/Reprodução

Foto: Getty Images/Reprodução

Ainda aclamado como o rei da selva, as populações de leões têm entrado em um declínio rápido e alarmante em sua composição genética herdada de seus ancestrais, que viveram há mais de 100 anos.

Um estudo realizado por pesquisadores da Zoological Society of London, mostra o impacto que a caça de grandes felinos tem causado uma queda e um enfraquecimento preocupantes em seu status genético.

De acordo com a pesquisa, o declínio em sua força física ao longo de um século foi provavelmente em função do impacto causado pela caça incessante de animais selvagens na África.

O estudo, intitulado “Um século de declínio: Perda de diversidade genética no leão da África do Sul”, tinha como objetivo analisar “a mudança na diversidade genética sobre uma área definida” e trazer a luz sobre o declínio das populações de leões.

Foto: Getty Images/Reprodução

Foto: Getty Images/Reprodução

Para analisar o declínio, a equipe de especialistas em animais comparou as amostras de leões antigos e atuais da região do Kavango-Zambeze.

O principal autor e biólogo conservacionista da Sociedade Zoológica de Londres, Simon Dures, disse: “Nossa análise demonstra que, no último século, a população de leões da região do Kavango-Zambeze perdeu muito de sua diversidade genética”.

Além de coletar o DNA de leões selvagens da área de conservação de Kavango-Zambeze, os pesquisadores também coletaram amostras de pele e osso de leões que haviam sido mortos entre os anos de 1879-1935 e enviados para o Museu de História Natural.

No relatório, Dures acrescentou: “O rápido declínio observado na riqueza alélica e nos níveis mais altos de diferenciação genética coincide com a chegada dos primeiros colonos ocidentais em 1890 e o subseqüente aumento da presença humana na região após o fim das Guerras Matabele em 1897.

Além disso, as armas de fogo modernas tornaram-se mais presentes durante a colonização europeia e os animais eram frequentemente perseguidos e mortos em profusão, o que provavelmente contribuiu para o declínio precoce dos leões na região do estudo.

“Enquanto o tempo de declínio genético e os assentamentos da colonização forem compatíveis o suficiente para sugerir a causa, a evidência não é conclusiva”, esclarece o biólogo.

O novo estudo fornece mais evidências sobre a importância de proteger as espécies de animais selvagens dos caçadores e sobre os efeitos das mudanças climáticas.