Maior apreensão já realizada intercepta 9 toneladas de marfim vindas da África para o Vietnã

Foto: WAN/Reprodução

Foto: WAN/Reprodução

Uma apreensão de mais de nove toneladas de marfim, realizada pela alfândega do Vietnã, em um carregamento de contêineres proveniente da República do Congo (África), esta sendo considerada, até o momento, a maior confisco de marfim já feito.

De acordo com a Agência de Investigação Ambiental (EIA, na sigla em inglês), a operação fornece ainda mais evidências de que sindicatos do crime organizados continuam a usar o Vietnã como um ponto chave para o tráfico de vida selvagem.

A descoberta teria sido feita por autoridades alfandegárias em Da Nang durante a inspeção de um contêiner que havia chegado da República do Congo.

O marfim encontrado representa mais de mil elefantes mortos e eleva o peso total do marfim apreendido no Vietnã desde 2004 para acima de 70 toneladas, o equivalente a mais de 10 mil elefantes mortos.

O Vietnã também foi ligado a apreensões de aproximadamente 24 toneladas de marfim na China, França, Quênia, Uganda e Reino Unido, representando mais de 3 mil e 500 elefantes mortos.

O papel fundamental do Vietnã no comércio de vida selvagem tem sido exposto várias vezes. Embora o país tenha feito diversas apreensões, pouca fiscalização tem sido registrada.

As investigações da EIA documentaram como a fraca aplicação da lei, a corrupção e uma acentuada falta de vontade política no Vietnã tornaram o país um atraente centro de operações para organizações criminosas especializadas em vida selvagem.

O recente relatório da organização, intitulado “Expondo a Hidra, revelou as operações dos sindicatos liderados pelos vietnamitas no roteiro de abastecimento ao tráfico de marfim e partes de outros animais selvagens da África para o Vietnã e China.

No entanto, até o momento, nenhuma ação de execução notável foi tomada no Vietnã contra os indivíduos identificados; em vez disso, a resposta do governo vietnamita tem sido rejeitar e negar as descobertas suportadas por evidências da investigação, junto com informações de outras fontes.

“Embora celebremos a apreensão de marfim no Vietnã, enfatizamos que sem esforços de acompanhamento que resultem em processos e penalidades apropriadas, as interceptações por si só não impedem a ação de criminosos envolvidos no tráfico de vida selvagens”, disse Mary Rice, Diretora Executiva do EIA em uma declaração.

Em um relatório publicado antes da 18ª Conferência das Partes (CoP18) da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Extinção (CITES) em maio, o Vietnã tem sido apontado como o principal destino do marfim ilícito.

Se os governos mundiais não usarem esse importante encontro para adotar medidas urgentes contra o comércio de animais selvagens, os elefantes, principalmente, têm poucas chances de sobrevivência.

Dois guepardos são flagrados ‘jogando bola’ com uma pequena pedra

Olhando para os majestosos guepardos, fica difícil imaginar que eles possam brincar como gatinhos domésticos. Mas dois desses felinos que foram flagrados ‘jogando bola’ mostram que isso é possível sim – eles se divertem com uma pedrinha rolando.

No vídeo, um dos um dos felinos ‘dribla’ uma pequena pedra com suas patas. O outro então entra na brincadeira rapidamente e depois se afasta.

A testemunha que gravou o vídeo disse: “Eu pude ver que eles tinham um olhar penetrante. O mesmo de quando você se prepara para uma brincadeira”. As informações são do Daily Mail.

“Eu avistei a pedra na estrada e imediatamente percebi que ela era o alvo deles”.

Quando perceberam que estavam sendo admirados, o jogo terminou e os dois correram para a mata.

O guepardo

Este grande felino é o animal terrestre mais rápido do planeta. O guepardo pode medir entre 110 e 150 centímetros de comprimento, sem contar os 60 ou 80 centímetros de seu rabo. Quando adultos chegam a pesar 60 quilos e sua altura pode atingir 90 centímetros.

Eles vivem nas planícies da África, onde caçam coelhos, javalis, gazelas e pássaros, entre outros.

Populações de girafas caem cerca de 40% na África

Foto: AP Photo/Michael Probst

Foto: AP Photo/Michael Probst

Medidas urgentes são necessárias em caráter de urgência em relação ao comércio internacional de ossos e pele de girafa, de acordo com uma coalizão de países africanos.

Populações de girafas caíram até 40% nos últimos 30 anos, em consequência da caça, perda de habitat e conflitos humanos que atingiram grande parte de sua área de circulação e habitação, de acordo com o jornal The Independent.

Mas, enquanto o comércio de produtos de elefantes e rinocerontes enfrentam controles cada vez mais rígidos, a “extinção silenciosa” das girafas até agora tem sido negligenciada.

Ativistas alertam que a enxurrada de troféus de caça, ornamentos de ossos de girafas e comércio de peles tem contribuído para a sua morte.

Um grupo de 30 estados africanos preocupados com a situação está fazendo pressão para que as girafas recebam proteção especial sob o CITES, um tratado internacional que controla o comércio de espécies ameaçadas de extinção.

Os membros da Coalizão de Elefantes Africanos – incluindo estados de ocupação de girafas, como Quênia, Chade e Níger – estão pedindo à UE que apoie sua proposta.

Abba Sonko, líder das atividades da CITES na coalizão representando o Senegal, disse que um item (apêndice II) da regulamentação já estabeleceria “o tão necessário controle” sobre o comércio internacional de produtos de girafa.

“Queremos fazer tudo o que pudermos para ajudar a proteger as girafas em nossos países e impedir a extinção da espécie”, disse ele. “A extinção das girafas já se tornou uma realidade no Senegal, infelizmente.”

Do jeito que está, o grupo não deve convencer a maioria necessária de dois terços na próxima reunião da CITES em maio para apoiar o movimento, mas o apoio do bloco europeu pode fazer a campanha ganhar força.

“A EU (União Europeia) é um influenciador de peso para que qualquer proposta seja aprovada”, disse o especialista em tráfico de vida selvagem pela Humane Society Internacional, Adam Peyman, que apoia a proposta.

A classificação da CITES não significa uma proibição total do comércio de produtos de girafa, mas permitiria que as autoridades rastreassem seus movimentos e garantissem que eles não estivessem contribuindo para o declínio das populações selvagens.

Até agora, a relutância da UE em apoiar a medida baseia-se, em parte, na falta de apoio de todos os países africanos e no fato de que o comércio de partes de girafas geralmente se origina em nações onde as populações são relativamente estáveis.

No entanto, a HSI disse que há evidências de produtos de girafas sendo transferidos de países com baixa população (de girafas) para países com população elevada antes de serem enviados para mercados estrangeiros.

Durante a última década, 40 mil itens de partes de girafa foram exportadas para os EUA, as investigações também revelaram demandas no Reino Unido e em outras partes da Europa.

Ao contrário de outros produtos exóticos, como o marfim – que tem sido objeto de proibições muito rigorosas no Reino Unido e na UE – os ossos e a pele de girafa não estão sujeitos a controle.

“A demanda por partes de girafa têm aumentado exatamente porque não há regulamentações protegendo esse animal – são itens fáceis de serem obtidos, você não precisa de uma permissão ou qualquer coisa para comprá-la”, disse Peyman.

A Comissão Europeia e os estados membros estão avaliando seu apoio potencial à proposta, com um prazo estabelecido para o final de março.

Quênia anuncia pena de morte aos caçadores de animais em extinção

Com menos mil rinocerontes negros na natureza e menos de 30 mil elefantes ambas as espécies estão em risco | Foto: Global March for Elephants

Com menos mil rinocerontes negros na natureza e menos de 30 mil elefantes ambas as espécies estão em risco | Foto: Global March for Elephants

No Quênia convive uma gama variada e rica de animais que vão desde elefantes, rinocerontes, girafas, até leopardos e chitas. Os dois primeiros estão entre os mais ameaçados em função de suas presas e chifres os tornarem alvos perseguidos incansavelmente por caçadores.

No país é ilegal matar animais em extinção, a Lei de Conservação da Vida Selvagem, criada em 2013, prevê uma sentença de prisão perpétua e multa de 200 mil dólares (aproximadamente 700 mil reais) para infratores, porém as mortes continuam acontecendo dia a dia.

Najib Balala, secretário de gabinete do Ministério do Turismo do país, declara que “as punições vigentes não tem conseguido o resultado esperado, ou seja, deter os caçadores”, o que resultou no anúncio de uma sentença bem mais dura aos infratores: a pena de morte. A medida gerou elogios daqueles que pediam por uma medida com impacto suficiente para salvar essas espécies de extinção, mas também críticas dos que são contra pena de morte.

A caça entrou em declínio no Quênia graças ao aumento da atenção dada a este assunto e aos esforços dedicados à aplicação da lei de proteção à vida selvagem. Em comparação com 2012 e 2013, a caça de rinocerontes na área diminuiu em 85% e a caça de elefantes em 78%. Mesmo com essa melhora, os animais ainda estão em perigo.

O número de rinocerontes negros no Quênia está abaixo de mil, enquanto a população de elefantes gira em torno de 34 mil animais. Em 2017, nove rinocerontes e 69 elefantes foram mortos por caçadores, o que já é suficiente para “virtualmente cancelar a taxa de crescimento da população em geral”, segundo a Save the Rhino (Salve os Rinocerontes, na tradução livre).

Os elefantes infelizmente são um dos alvos mais procurados pelos caçadores, pois suas presas de marfim são utilizadas em jóias, peças de decoração, estatuetas religiosas e outros objetos no Extremo Oriente.

Segundo a African Wildlife Foundation (AWF), até 70% do marfim traficado termina na China, onde é vendido por até mil dólares s libra (450 gramas). A China adotou uma proibição ao comércio de marfim que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2018, mas os mercados negros ainda resistem.

Os chifres de rinoceronte também são muito procurados por caçadores, pois crendices populares pregam de forma ignorante que eles teriam o poder de curar impotência, febre, câncer, ressaca e outras condições médicas.

Na realidade tudo isso não passam de crenças vazias, eles não curam nada disso, são feitos de queratina, mesmo material das unhas humanas. Chifres de rinocerontes são vendidos por cerca de 30 mil dólares (aproximadamente 100 mil reais) a libra (450 gramas). De acordo com AWF no ritmo de mortes que vêm acontecendo por caçadores, elefantes, rinocerontes e outras espécies da vida selvagem estarão extintos em algumas décadas.

Ajuda da Tecnologia

A caça na África é resultado de sindicatos do crime organizado, que “usam tecnologia de ponta e armas de alta potência para rastrear e matar muitos animais sem serem detectados”, afirma a AWF.

Óculos de visão noturna, lançadores de granadas e AK-47 , GPS e helicópteros de baixa altitude são todos equipamentos utilizados na matança.

Em um esforço único para revidar essas ofensivas, além de fazer da caça um crime punível com pena de morte, o Serviço de Prteção à Vida Selvagem do Quênia (KWS) planeja aumentar também o número de promotores dos crimes contra a vida selvagem.

Atualmente, apenas dois procuradores são responsáveis pelo país todo. Mas projetos anunciados prevêm que o número seja aumentado para 14, permitindo assim que os criminosos sejam apropriadamente processados. A medida sófoi possível graças a uma colaboração entre o Ministério Público do Quênia e a organização de conservação da vida selvahem Space for Giants (Espaço para os Gigantes, na tradução livre).

“Agora não só o KWS pode pegar os caçadores que exterminam a vida selvagem do Quênia, como será possível garantir que esses criminosos sejam condenados pelas leis do país”, disse Max Graham, da Space for Giants.

“Um guarda no exercício de sua função não deveria jamais ter que experimentar a frustração de confrontar um caçador preso por ele uma semana antes, andando livre novamente por causa de uma absolvição. Este é um passo crítico na batalha contra o comércio ilegal da vida selvagem”, desabafa ele.

Alguns animais, como os rinocerontes negros, estão tão criticamente ameaçados que as populações restantes foram enviadas para santuários, sob a proteção de guardas florestais armados.

Alguns guardas quenianos já estão trabalhando equipados com tecnologia avançada, como câmeras infravermelhas e térmicas, tanto portáteis quanto equipadas aos seus carros. As câmeras permitem que eles identifiquem caçadores e animais pelo calor de seus corpos a quase duas milhas de distância.

“No passado, nunca teríamos encontrado essas pessoas”, afirma Brian Heath, ativista e diretor do grupo de conservação em prol da vida selvagem Mara Conservancy. “Agora os caçadores estão dizendo por aí que não vale a pena sair à caça, porque a chance de ser pego está ficando cada vez maior.

Estas medidas se tornaram um grande obstáculo a ação dos criminosos”. Em outras áreas, como na África do Sul, onde vivem a maioria dos rinocerontes, eles foram transportados de avião das áreas propensas à caça para locais mais seguros, como o Botsuana.

Qual o futuro dos rinocerontes e elefantes ameaçados de extinção? 

Outra ameaça para os rinos e elefantes além da caça, é a perda de habitat. Estimativas apontam que estas espécies e outros herbívoros de grande porte, como os hipopótamos, estão em apenas 20% dos números que um dia já representaram na África.

Estas espécies requerem grandes extensões de terra para habitar e tem dificuldade em sobreviver em áreas fragmentadas. Mas seus habitats estão sendo destruídos pela ocupação humana incluindo contração de rodovias, áreas ocupadas para pecuária, cultivo de alimentos, etc..

Como seria o mundo sem elefantes e rinocerontes? O melhor seria nem ter que passar por isso, mas esta seria uma perda devastadora, já que ambas as espécies fornecem benefícios valiosos para o meio ambiente. Os elefantes, por exemplo, dispersam sementes em suas fezes enquanto viajam por longas distâncias, e os rinocerontes pastam em grandes quantidades de grama, ajudando a mantê-las curtas e facilitando o acesso aos alimentos a impalas, gnus e zebras.

Através de sua urina e fezes, elefantes e rinocerontes também deixam fontes de nutrientes concentrados no meio ambiente, beneficiando toda a paisagem.

Quanto ao que o futuro reserva, muitos estão esperançosos de que a posição do Quênia contra a caça transformará o país em um líder global de conservação no continente, ajudando a salvar essas espécies magníficas.

As informações acima foram consultadas nos sites The Independent e The Health Pet.

 

Veterana do exército se une a grupo de proteção da vida selvagem africana

Foto: Instagram

Fundada por dois veteranos do pós 11 de setembro, Ryan Tate e Lynn Westover, a Empowered to Protect African Wildlife (VETPAW) tem a missão de proteger rinocerontes e elefantes africanos, entre outras espécies ameaçadas, da caça e do comércio.

O grupo usa suas “habilidades e experiência incomparáveis” para treinar guardas-florestais locais a serem “melhores, mais espertos e mais rápidos” usando as mais recentes técnicas disponíveis contra a caça.

“Aprender sobre a gravidade da caça e saber que os guardas-florestais que estão morrendo para proteger a vida selvagem, me desnorteou mais do que qualquer coisa que eu já vi – e eu vi algumas coisas malucas”, diz Tate no site da VETPAW .

“Percebi que tenho as habilidades necessárias para ajudar a salvar os animais e as pessoas que arriscam suas vidas diariamente”. As informações são do LiveKindly.

Representatividade feminina

Kinessa Johnson, uma veterana do Afeganistão, que trabalhou como instrutora de armas e mecânica para o exército dos EUA por quatro anos, voltou sua atenção para os animais (embora ela esteja tendo uma folga enquanto se recupera de uma cirurgia no pescoço).

Em seu Instagram, ela publicou uma foto segurando um rifle mas ela afirma que a intenção do VETPAW não é prejudicar ninguém.

Foto: Instagram

Johnson disse ao 11 Alive: “Estamos aqui para treinar guardas-florestais para que eles possam rastrear e deter caçadores. Na maioria das vezes, qualquer pessoa que esteja em uma reserva com uma arma é considerada uma ameaça e pode ser baleada se os guardas se sentirem ameaçados”.

“Nosso objetivo é evitar o acionamento de gatilhos através de movimentos estratégicos e métodos de prevenção”, continuou ela.

Johnson acrescentou que alguns questionaram suas habilidades com base em seu gênero, comentários que ela considera “desanimadores”.

“Eu trabalho com tantas guardas do sexo feminino incríveis e capazes aqui na África, que colocam suas vidas em risco todos os dias ao lado de guardas florestais do sexo masculino”, explicou ela. “Esses comentários também são desrespeitosos com essas mulheres incríveis.”

Outro grupo que luta contra a caça na África é o Zimbabwe’s Akashinga. Apoiado pela Fundação Internacional Anti-Caça Furtiva, é um grupo de mulheres veganas, armadas com rifles, que estão unidas com o objetivo de salvar animais no baixo Vale do Zambeze, a linha de frente da caça na África .

De acordo com o The Guardian, “essas mulheres são um esquadrão crescente de tropas de choque ambiental para um novo tipo de ofensiva de desenvolvimento comunitário”.

Veteranos do Exército dos EUA criam grupo para combater caçadores na África

Veteranos do Exército dos EUA criaram um grupo para combater caçadores na África Oriental. O objetivo do Empowered to Protect African Wildlife (VETPAW), uma organização sem fins lucrativos, é garantir a proteção de espécies de animais selvagens vítimas da caça furtiva – como elefantes, rinocerontes, hipopótamos, etc.

(Foto: VETPAW)

Atualmente o grupo está treinando guardas florestais, visando garantir resultados mais eficazes que possam coibir a caça. Um dos fundadores do grupo, Ryan Tate conta que eles não poderiam ficar de braços cruzados enquanto animais selvagens morrem em decorrência da ganância humana e pessoas são assassinadas tentando proteger a vida selvagem.

“Percebi que tenho as habilidades necessárias para ajudar a salvar os animais e as pessoas que arriscam suas vidas diariamente”, publicou Ryan Tate no site da VETPAW. Uma veterana do Exército que atuou como instrutora de armas por quatro anos, Kinessa Johnson relatou ao 11 Alive que eles estão trabalhando lado a lado com os guardas florestais.

“É realmente uma experiência de aprendizado não apenas para os guardas do parque, mas também para nossa equipe. Nossa intenção não é prejudicar ninguém; estamos aqui para treinar guardas florestais para que possam rastrear e deter caçadores e, finalmente, impedir a caça furtiva”, justificou Kinessa, acrescentando que o trabalho do grupo é mais estratégico.

Por David Arioch – jornalista, historiador e especialista em jornalismo cultural, histórico e literário.

Fotógrafa regista imagens encantadoras de 2 bebês elefantes brincando

Dois filhotes de elefante foram vistos brincando no Kruger National Park, na África do Sul.

Um dos jovens elefantes se deita enquanto o outro sobe nele.

 

As fotos alegres mostram amor e carinho entre os dois jovens elefantes enquanto brincam.

Os bebês subiam um no outro, faziam carinho e andavam juntos alegremente.

Eles pareciam ignorar a presença do carro nas proximidades e continuavam brincando.

Inez Allin-Widow, 32 anos, estava visitando o parque quando se deparou com os dois filhotes e parou para fazer os encantadores registros.

A fotógrafa disse que as fotos mostram que os elefantes estavam se divertindo.

 

Ela disse que a queda dos elefantes a fez rir enquanto tirava a foto.

 

Uma das fotos mostra os jovens elefantes caminhando juntos pelo parque nacional.

A fotógrafa holandesa disse: “Nós nos deparamos com uma manada de elefantes e esses dois bebês”.

“Eu gosto de observar elefantes, especialmente os jovens, pois eles sempre me fazem rir – então eu sabia que eles deveriam olhar para a câmera.

“Eles não se importaram em nos ver no carro e continuaram brincando. Acho que as fotos mostram perfeitamente que os elefantes estavam se divertindo muito”. As informações são do Daily Mail.

Eles se depararam com uma manada de elefantes, incluindo os dois jovens.

“A queda deles realmente me fez rir. Eu senti muito calor, amor, carinho e alegria”.

“Tenho muito respeito e amor por eles e essas fotos mostram exatamente o porquê eu os amo”.

 

 

Três guardas de parques são presos por caça de rinocerontes

Em grande perigo de extinção, os rinocerontes são implacavelmente caçados. Este flagelo é alimentado pela demanda de seus chifres na Ásia, onde acredita-se que eles são capazes de curar o câncer e aumentar a virilidade – alegações para as quais não há provas científicas.

Foto: Pixabay

Na última sexta-feira (18), os Parques Nacionais da África do Sul (SANParks) anunciaram que os três guarda foram presos no início daquela semana por suspeita de caça de rinocerontes, no Kruger National Park ( KNP).

Os homens, que estavam baseados na Crocodile Bridge, foram detidos e mantidos em custódia para mais investigações.

Segundo a World Animals News, Lucky Mkansi, de 30 anos, e Nzima Joe Sihlangu, de 32 anos, compareceram ao Tribunal de Magistrado de Skukuza. Eles foram libertados sob fiança fixada em R10.000, cada um com condições estritas, que incluem; não viajar sem informar o escritório de investigação, a proibição do contato físico ou eletrônico com guardas florestais, além de estar sob 24 horas em prisão domiciliar.

O terceiro guarda florestal preso ficou comparecer ao Tribunal em breve.

“É sempre muito triste quando sua própria equipe se envolve na caça, no entanto, queremos parabenizar os investigadores da SANParks e da SAPS por seu trabalho diligente em trazer esses membros para a reserva. Lenta mas seguramente, estamos lidando com pessoas dentro de nossas estruturas que estão sabotando nossos esforços nesta campanha”, disse o executivo-chefe da KNP, Glenn Phillips.

“Ainda temos confiança naqueles que são comprometidos e leais; e gostaria de incentivá-los a continuar com seu excelente trabalho. Nós não seremos desmotivados para assegurar que somos bem sucedidos em continuar a luta contras os crimes com a vida selvagem no PNK. ”

Procedimentos disciplinares internos contra os guardas corruptos também estão em andamento e a SANParks garante que continua comprometida em fazer tudo o que estiver ao seu alcance para combater a caça dos rinocerontes e de outros animais.

 

 

 

Alfândega africana apreende US $ 1,7 milhão em chifre de rinoceronte com destino a Dubai

Autoridades da alfândega da África do Sul disseram na quinta-feira (10) que apreenderam 36 chifres de rinoceronte no valor de US $ 1,7 milhão, com destino a Dubai, no aeroporto internacional de Johanesburgo.

Cerca de um quarto da população mundial de rinocerontes foi morta na África do Sul nos últimos oito anos, devido à demanda por seu chifre

Cães farejadores detectaram algo suspeito no dia anterior em oito caixas embrulhadas em bolha rotuladas como contendo “itens decorativos” em um depósito de armazenagem para carga de saída.

Em uma inspeção mais profunda, a polícia encontrou chifres pesando 116 quilos, embalados individualmente.

A África do Sul está lutando contra um flagelo da caça ilegal de rinocerontes, em alto risco de extinção, alimentada pela demanda insaciável por chifre na Ásia, onde acredita-se que cura o câncer e aumenta a virilidade – alegações para as quais não há provas científicas.

O chifre de rinoceronte é composto principalmente de queratina, a mesma substância que compõe as unhas humanas, e normalmente é vendida em pó.

A demanda colocou a África no epicentro de uma crise global de caça e tráfico.

Nos últimos oito anos, cerca de um quarto da população mundial de rinocerontes foi morta na África do Sul, onde vivem 80% dos animais restantes.

Rinoceronte africano. Foto: Pixabay

O país perdeu 1.028 rinocerontes para a caça furtiva em 2017.

O tráfico de animais na Ásia

A exploração de rinocerontes e tigres continua sendo ilegal na China e proíbe a exploração, comércio, transporte e exibição desses animais. Esta lei existe há vinte e cinco anos.

Em outubro do ano passado, ela foi revogada abrindo uma exceção que permitia o uso de partes de rinocerontes e tigres para fins medicinais. A decisão causou revolta a grupos de ativistas, como a fundação WWF e a Humane Society International.

De acordo com Huang Caiyi, porta-voz do Departamento Nacional de Gestão Ambiental, a repressão ao comércio ilegal de rinocerontes e tigres, assim como suas partes, ocorre em todo o país.

Uma ameaça crescente à vida selvagem: eletrocussão

A África do Sul é um país de fazendas, reservas e parques nacionais, muitos deles cercados por quilômetros de cercas elétricas. O bloqueio impede a entrada de animais e humanos indesejados e protege o gado e a vida selvagem que ali habita mas também tem um efeito colateral letal: ela mata pequenos animais, particularmente pássaros e répteis, primatas, girafas , elefantes africanos , leopardos , búfalos e rinocerontes brancos.

Uma mulher rezou sobre os corpos de dois elefantes asiáticos que foram eletrocutados em Siliguri, na Índia. Foto: Diptendu Dutta / Agência France-Presse – Getty Images

Os Tripwires são grandes vilões nos incidentes. Posicionados a cerca de meio pé do chão, os fios enviam um zumbido para leões famintos e suínos selvagens.

Mas nem todas as criaturas simplesmente dão as costas. As tartarugas que atingem um tripwire retiram seus cascos em vez de recuar, os pangolins enrolam-se sobre o arame como uma bola. Os animais ficam parados, chocados até que seus corações parem. As informações são do The New York Times.

“Os agricultores que caminham ao longo de cercas e encontram de seis a oito tartarugas mortas em 100 metros”, disse Luke Arnot, cirurgião veterinário e professor da Universidade de Pretória. “Com as tartarugas, tendemos a pensar em caça furtiva e incêndios florestais, mas as cercas elétricas são tão grandes, se não um problema maior.”

Um estudo de 2008 , cerca de 21.000 répteis na África do Sul são mortos a cada ano após entrarem em contato com cercas elétricas. O Dr. Arnot tenta alertar, publicando artigos em revistas agrícolas e de pecuária que detalham soluções práticas e baratas e elaborando diretrizes amigáveis ​​para a vida selvagem na  instalação de cercas elétricas.

As soluções são simples: por exemplo, elevar os tripwire para fora do chão, ou transmitir a corrente sonora somente à noite, quando há predadores por perto.

“Essas cercas têm a capacidade de dizimar populações inteiras e estão fazendo isso”, disse ele. Mas a ameaça à vida selvagem “ainda não é algo que muita gente pensa”.

De acordo com o The New York Times, a África do Sul não é o único país que enfrenta o problema e não são apenas as cercas que matam. As linhas de energia estão sendo amarradas aleatoriamente nos países pobres; estes também eletrocutam animais e as colisões, por si só, costumam ser fatais para as aves.

“Há estudos de todo o mundo que documentaram isso como um problema”, disse Scott Loss, ecologista da Universidade Estadual de Oklahoma.

A eletrocussão afeta uma variedade diversa de espécies e pode comprometê-las. Nos países do sul da África, a eletrocussão é considerada uma das principais ameaças aos abutres-do-cabo ameaçados de extinção e aos abutres de dorso branco, extremamente ameaçados.

Na Ásia Central, a eletrocussão mata cerca de 4.000 falcões Saker ameaçados a cada ano. Nos Estados Unidos, Dr. Loss e seus colegas estimaram que dezenas de milhões de aves são mortas por linhas de energia a cada ano.

Os cientistas ainda não estão certos do quanto uma eletrocussão representa de ameaça para muitas das espécies afetadas. “Aves de conservação, como os falcões de cauda vermelha e águias-douradas, estão morrendo de eletrocussão, mas não temos uma ideia concreta de como essa fonte de mortalidade está contribuindo para as mudanças nas populações dessas espécies, se for o caso”, disse Dr. Perda disse.

Fazer estimativas confiáveis ​​é especialmente difícil em áreas mais selvagens, porque os predadores rapidamente farejam as carcaças, disse Simon Thomsett, um ornitólogo e administrador do Bird of Prey Trust do Quênia.

“Em áreas de vida selvagem no Quênia, hienas e outros animais fazem caminhos para as linhas de energia para chegar às aves mortas”, disse ele.

Animais eletrocutados também não são necessariamente mortos no local. As aves podem ser atingidas, disse Thomsett, e depois voar a centenas de quilômetros de distância para morrer uma ou duas semanas depois, quando seus membros danificados se atrofiam e se tornam necróticos.

“Isso torna impossível enumerar o número de mortes”, disse Thomsett. “Mas eu acho que esta é uma ameaça crescente e que é enormemente subestimada pela maioria dos conservacionistas da vida selvagem, guardas e gerentes de conservação.”

Até mesmo grandes animais estão ameaçados. Mais de 100 elefantes asiáticos em risco de extinção já foram mortos por eletrocussão no estado de Odisha, na Índia, durante 12 anos, principalmente por contato com linhas de energia. Girafas , elefantes africanos , leopardos , búfalos do Cabo e rinocerontes brancos também foram eletrocutados em vários países.

Primatas são vítimas frequentes. Pelo menos 30 espécies e subespécies, metade das quais estão ameaçadas de extinção, são afetadas por eletrocussão na Ásia, África e América Latina. “Este é um problema generalizado, mas também é pouco notificado e estudado, para que se possa saber sobre mais espécies afetadas”, disse Lydia Katsis, recém-formada pela Bristol Veterinary School, na Grã-Bretanha.

Em julho, Katsis publicou uma pesquisa no International Journal of Primatology identificando os principais pontos de eletrocussão para cinco espécies de primatas em Diani Beach, no Quênia. A eletrocussão é responsável por até 20% dos casos de mortalidade e lesão de primatas registrados na Colobus Conservation, um grupo sem fins lucrativos com sede na cidade.

Em geral, os primatas que são eletrocutados morrem na hora ou pelo impacto de uma queda, mas se eles sobreviverem ao choque inicial, eles podem sucumbir mais tarde a infecções secundárias de ferimentos horríveis causados ​​pelo choque, disse Katsis.

Além dos custos de conservação, os animais que entram em contato com linhas de energia ou outras infraestruturas elétricas extraem um custo econômico significativo. Em 2016, por exemplo, um macaco vervet causou um blecaute nacional no Quênia depois de tropeçar em um transformador, cortando energia para cerca de 4,7 milhões de residências e empresas.

“Os animais causaram interrupções e danos à infra-estrutura no valor de bilhões de dólares”, disse Constant Hoogstad, gerente sênior de parcerias do setor no Endangered Wildlife Trust, uma organização de conservação sem fins lucrativos na África do Sul. “Estimamos que 60% das falhas e interrupções na linha na África do Sul estão relacionadas à vida selvagem.”

Hoogstad e seus colegas trabalham diretamente com a Eskom, fornecedora estatal de eletricidade da África do Sul, para realizar várias estratégias de mitigação. Isso inclui tornar as linhas de energia mais visíveis para os pássaros, isolar os condutores nos topos dos postes e projetar postes para que as aves não possam entrar em contato com os componentes ativos.

“É realmente importante ressaltar esse problema”, disse Hoogstad.

Os resultados são imprevisíveis. Para algumas espécies, como a abetarda de Ludwig, as intervenções para reduzir as colisões com linhas de força tiveram pouco sucesso. Para outros, incluindo guindastes azuis e flamingos, a mortalidade pode ser reduzida em 90% ou mais.

Por que essas medidas funcionam para algumas espécies e não para outras é “a pergunta de um milhão de dólares”, disse Hoogstad, que seus colegas de pesquisa estão trabalhando para responder.

Os esforços da Endangered Wildlife Trust estão sendo replicados na Jordânia, Namíbia, Tanzânia e Austrália. Nos Estados Unidos, o Comitê de Interação da Linha de Energia Aviária, uma organização sem fins lucrativos cujos membros incluem mais de 50 empresas de serviços públicos, também trabalha para reduzir as mortes de aves.

A maioria dos outros países não possui tais iniciativas e em muitos lugares o problema só piora, alertou Thomsett.

No Quênia, por exemplo, as linhas de energia estão sendo instaladas rapidamente, geralmente em áreas protegidas e ao longo das principais rotas de migração usadas ​​por aves. Em outubro de 2018, os colegas de Thomsett encontraram os restos eletrocutados de uma águia marcial ameaçada de extinção – a maior águia da África – sob as linhas de energia recém construídas perto da Reserva Nacional Masai Mara.

A jovem ave era uma das que os conservacionistas conheciam: eles haviam marcado apenas sete meses antes, como parte de um estudo de longo prazo sobre a ecologia e a sobrevivência da espécie no Quênia.

“O terrível das linhas de energia é que cada uma delas vai matar”, disse Thomsett. “Mas as pessoas daqui dizem que não se importam porque precisamos desenvolver nosso país”.