Gatinha perde a pata após ter um rojão amarrado ao membro

Um gato foi encontrado à beira da morte, abandonado e sofrendo de fortes dores após um rojão ter sido amarrado à sua pata. O animal foi resgatado, passou por cirurgia, porém o membro teve que ser amputado.

A gatinha, que foi chamada Pickles pelas equipes de resgate, teve sua pata esquerda completamente destruída pela explosão do rojão, o crime ocorreu em Pittsburgh, Pensilvânia nos EUA, no início do mês.

Pickles sofreu quase duas semanas antes que alguém a socorresse e a levasse até o abrigo da cidade, o Humane Animal Rescue

O diretor médico do centro, Jamie Wilson, disse que quando a gata chegou quase já não havia mais quase nenhuma pata no corpo do animal: “O que restava da pata mal se segurava no corpo do animal, o osso dela estava exposto e ela estava severamente desidratada”.

“Eu tive que impedi-la de comer e beber rápido demais para que ela não passasse mal”, disse Wilson.

Foto: The Humane Center

Foto: The Humane Center

A gravidade do ferimento de Pickles e o tempo que ela passou sem tratamento depois da agressão fizeram com que os veterinários decidissem o melhor curso de ação fosse a amputação completa do membro.

Felizmente, o procedimento foi um sucesso. Pickles está agora a caminho da recuperação, e será colocada para adoção assim que ela estiver bem o suficiente para voltar pra casa.

Os amigos Kenny e Kellie, que encontraram Pickles e ajudaram a salvar sua vida, disseram: “Tivemos que ajudar. Ela ficou gravemente ferida e não pudemos deixar nenhum animal sofrer assim ou fingir que não vimos nada”.

“Nós nos sentimos tão aliviados, sabendo que ela está em boas mãos, e que nós desempenhamos um papel na salvação de sua vida”, disseram eles.

“Queríamos poder ajudar mais animais em necessidade.”

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Fotógrafo da vida selvagem flagra elefantes sendo maltratados em reserva indiana

O fotógrafo jurou nunca mais retornar a uma reserva natural na Índia depois de testemunhar o abuso de elefantes | Foto: Mercury/Norman Watson

O fotógrafo jurou nunca mais retornar a uma reserva natural na Índia depois de testemunhar o abuso de elefantes | Foto: Mercury/Norman Watson

Um fotógrafo da vida selvagem compartilhou fotos fortes e revoltantes nas mídias sociais mostrando elefantes acorrentados sendo espancados com bambus no Parque Nacional Bandhavgarh, em Madhya Pradesh, na Índia.

Norman Watson, de 47 anos, viajou para a reserva natural com o objetivo de fotografar tigres selvagens mas ao se deparar com a agressão praticada contra os elefantes resolveu divulgar as fotos na intenção de aumentar a conscientização sobre o abuso de animais.

Apesar dos tigres serem bem cuidados e autorizados a caminhar livremente na reserva natural, Norman disse que ficou chocado ao encontrar um grupo de elefantes, alguns apenas bebês, sendo acorrentado por guias que os usavam para passeios turísticos.

Norman Watson tirou fotos depois de testemunhar os elefantes sendo chicoteados com bastões de bambu de 1,5m | Foto: Mercury/Norman Watson

Norman Watson tirou fotos dos elefantes sendo espancados com bastões de bambu de 1,5m | Foto: Mercury/Norman Watson

Ele testemunhou os animais enormes sendo espancado com bambus de cerca de um metro e meio pés enquanto “gritavam em agonia”. Norman também alega ter visto elefantes bebês famintos e magros acorrentados a árvores e gaiolas durante sua viagem de trabalho a um dos parques nacionais mais populares da Índia.

Norman, que reside em Aberdeen, na Escócia, disse: “Eu senti muita raiva, havia cinco pessoas no grupo e elas testemunharam tudo, sentindo o mesmo que eu. “Ficamos chocados e paralisados”.

“Os gritos dos elefantes enquanto eram chicoteados causaram um arrepio na minha espinha. “Eles estavam com tanto sofrimento que estavam ferindo a si mesmos tentando evitar os golpes – enquanto estávamos a cerca de 100 metros de distância, gritando para que aquilo parasse”.

O fotógrafo afirma ter visto filhotes de elefantes que pareciam estar desnutridos | Foto: Mercury/Norman Watson

O fotógrafo afirma ter visto filhotes de elefantes que pareciam estar desnutridos | Foto: Mercury/Norman Watson

O fotógrafo fez sua viagem em abril deste ano visando fotografar os tigres, mas disse que se sentiu compelido a compartilhar o abuso sofrido pelos elefantes, pois não podia acreditar que aquilo estava acontecendo em um lugar protegido e popular entre os amantes dos animais.

Ele alega que os guias, conhecidos como mahouts (manipuladores locais de elefantes), repetidamente acertam os elefantes e os chicoteiam com bambu enquanto os montam, às vezes permitindo que seis pessoas de cada vez se sentem em um elefante de uma só vez.

Norman disse que os guias que estavam abusando dos elefantes eram responsáveis por levar os fotógrafos até os tigres para ajudar a preservá-los.

Norman disse que ele e outros fotógrafos ouviram alguns dos animais gritando em agonia | Foto: Mercury/Norman Watson

Norman disse que ele e outros fotógrafos ouviram alguns dos animais gritando em agonia | Foto: Mercury/Norman Watson

Ele disse: “Eles deveriam ser proibidos de manter qualquer tipo de animal e principalmente elefantes, não presenciamos outros animais na reserva sofrendo abuso ou crueldade para podermos acusar”.

“Elefantes não devem ser retirados da natureza ou serem montados por pessoas. Eles devem receber proteção em toda a Ásia”.

“Durante um dos piores incidentes que presenciamos, ouvimos o elefante em perigo realmente gritando desesperado. Havia dois elefantes jovens, com cerca de cinco anos de idade, com as pernas acorrentadas tão juntas que, na verdade, pulavam enquanto tentavam escapar de um mahout que batia neles com uma vara de bambu”.

O fotógrafo disse que os mesmos guias encarregados dos elefantes os levaram para ver tigres | Foto: Mercury/Norman Watson

O fotógrafo disse que os mesmos guias encarregados dos elefantes os levaram para ver tigres | Foto: Mercury/Norman Watson

“O episódio evoluiu para um mahout puxando os elefantes por suas caudas, enquanto o outro tinha uma ferramente com um gancho afiado na ponta sobre a orelha deles. “Eles viraram os elefantes de lado e bateram nos animais por cerca de 10 minutos, parando apenas porque estavam exaustos de balançar a vara de bambu”.

Norman, que viajou pelo mundo tirando fotos de animais, disse que a Índia era um ótimo lugar para se visitar, mas ele não voltaria a Bandhavgarh até que o abuso parasse.

Ele acrescentou: “A Índia é um ótimo lugar, pessoas amigáveis, mas eu não voltarei a Bandhavgarh até que esse abuso tenha parado.

“Somente o poder das pessoas pode mudar o abuso da vida selvagem e a crueldade contra os animais”, concluiu o fotógrafo.

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Documentário retrata os 6 meses de vida e a agonia dos porcos explorados para consumo

Seis meses é a idade máxima que um porco alcança na criação industrial quando é morto para consumo. É também o título do curta-metragem que a holandesa Eline Helena Schellekens estreou com o apoio da organização espanhola Igualdad Animal. O filme relata a vida de um leitão desde o nascimento até ser levado para o matadouro. Assista ao trailer no final do texto.

Foto: Igualdad Animal

M6NTHS ganhou o Prêmio Panda, tido como a premiação mais importante atribuída a filmes sobre animais, também chamado de “Green Oscar”.

O que motivou Eline Helena a fazer esse vídeo foi a luta contra a criação de animais em jaulas. “Os nossos desejos, enquanto consumidores, de conseguirmos muito por pouco são os culpados dessa vida; você tomaria as mesmas decisões se pudesse olhar nos olhos do animal?”, questiona a cineasta.

Aproveitando a coincidência do projeto com o ano chinês do porco, Eline Helena decidiu conhecer melhor o animal e segui-lo com uma câmera durante os seis meses da sua vida, através do seu ponto de vista, sem acrescentar comentários nem locuções. O som que se ouve é o que o animal também ouve.

O filme traz sequências duras, como as de porcas sendo obrigadas a cuidar dos seus leitões em pequenas jaulas; o momento em que lhes são mutilados os genitais e administrados todo o tipo de antibióticos e remédios; bem como a agonia de habitarem um espaço reduzido à espera de serem mortos.

Com o objetivo de acabar com a criação enjaulada, a Igualdad Animal colocou em marcha essa iniciativa de âmbito europeu, com a qual pretende conscientizar os cidadãos para o enorme sofrimento dos animais quando lhes é vedado o desenvolvimento de quase todos os seus comportamentos naturais.

Com suas imagens, M6nths pretende dar visibilidade a uma realidade e convidar o espectador a refletir sobre a forma como tratamos os animais explorados para consumo. Com essa sensibilização, a Igualdad Animal quer que, enquanto consumidores, mudemos os nossos hábitos alimentares para acabar de uma vez por todas com estas ações tão cruéis.

Assista ao trailer:

Fonte: VICE