Vídeo mostra burros sendo espancados e forçados a transportar turistas na Grécia

Por Rafaela Damasceno

Santorini, uma das ilhas gregas mais visitadas pelos turistas, usa os animais como parte da atração. As mulas e os burros são usados como transporte, mesmo quando as temperaturas regularmente chegam a mais de 30°C. Além do grande calor, os animais ainda são forçados a carregar muito peso diversas vezes ao dia, subindo e descendo os 520 degraus do caminho lateral no penhasco que leva à cidade de Fira.

Burros carregando pessoas

Os burros são forçados a carregar peso por longas distâncias | Foto: PETA

Nos últimos anos o número de burros que sofrem lesões na coluna vertebral, adquirem feridas chegam à exaustão aumentou. Muitos daqueles que já estão cansados demais ou fracos para servirem de montaria são deixados para morrer, segundo o grupo ativista Peta.

Quando um teleférico foi instalado na ilha, os burros foram usados com menos frequência pelos turistas para subirem os degraus. Mas o turismo cresceu muito nos últimos anos, o que tornou a aumentar a demanda pelos animais.

O vídeo, divulgado pelo Peta, mostra cenas de maus-tratos graves. Os condutores batem com varas nos animais que se recusam a se mexer, deixando feridas abertas na pele. As rédeas são puxadas violentamente para tentar fazê-los obedecer. Eles são forçados a carregarem muito mais peso do que deveriam, entre quatro e cinco vezes ao dia, ida e volta. Chicotes também são usados nas agressões.

O grupo de defesa dos direitos dos animais acusa os oficiais de violarem claramente as leis de bem-estar do animal, negando água e descanso para os burros, além das agressões frequentes. Ele também afirmou que as autoridades estão bloqueando suas campanhas para espalhar cartazes que relatam os maus-tratos e pedem para que os turistas não montem nos animais.

As pessoas tentam parar a exploração dos burros em Santorini já há algum tempo. No ano passado, mais de 108 mil pessoas assinaram uma petição online contra os maus-tratos dos animais utilizados como transporte na ilha.

Ferida exposta e coberta de moscas

As feridas causadas pelos condutores ficam expostas | Foto: PETA

Em resposta às imagens dos burros carregando pessoas acima do peso, que causou comoção na internet, o governo da Grécia introduziu uma legislação no ano passado que torna ilegal sobrecarregá-los com mais de 100kg ou um quinto do seu peso corporal.

Apesar da restrição, isso não protege os animais, que continuam carregando peso e sofrendo maus-tratos.

 

 

Jovem mata cachorro com seis facadas em Campo Grande (MS)

Um jovem de 19 anos foi detido pela 6ª Companhia Independente da Polícia Militar no início da tarde deste sábado (13) por matar o cachorro dos avós com seis facadas depois de chegar em casa embriagado, na região do Vilas Boas, em Campo Grande (MS). Ele foi encaminhado à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) da Vila Piratininga, ouvido e liberado.

Foto: Divulgação

Segundo boletim de ocorrência, uma mulher de 60 anos acionou a PM informando que o neto havia matado o animal. Ela relatou aos policiais que o rapaz chegou por volta do meio dia, bastante alterado, aparentando estar embriagado ou sob efeito de drogas.

Ele teria ido para o quarto, onde chutou a porta do guarda-roupas. O cão estava próximo, se assustou com o barulho e instintivamente reagiu, mordendo o rapaz no calcanhar. O autor então deu um soco no animal, se armou com uma faca e desferiu vários golpes até matá-lo.

À polícia, o rapaz disse que não consumiu drogas e que havia apenas ingerido bebida alcoólica. Ele se justificou alegando que o cão era bravo e que foi mordido logo ao entrar no quarto. Diante dos fatos, os policiais apreenderam a faca usada na ação e conduziram o suspeito para a delegacia, pelo crime de maus-tratos a animais.

Antes, ele foi levado até à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro Universitário, onde passou por atendimento médico por conta de uma lesão na mão em razão do soco e do pequeno ferimento provocado pelo animal. A responsável pelo cão foi orientada a encaminhar o corpo para o Centro de Zoonoses. Depois de prestar esclarecimentos, o jovem foi liberado pela Polícia Civil.

Fonte: Conteúdo MS


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Touro morre após ser torturado em Festa do Leite de Batatais (SP)

Um touro morreu após ser torturado durante a Festa do Leite de Batatais, no interior de São Paulo. O evento é realizado do dia 5 a 14 de julho e conta com shows musicais e com exposição de animais.

Foto: Reprodução

Na última terça-feira (9), um dos touros explorados pelo evento se negou a entrar em um caminhão de transporte após ser retirado do recinto principal do local. O animal deitou no chão e, desse momento em diante, passou a ser torturado.

Os responsáveis por retirar o animal do recinto passaram a dar choques nele usando um bastão elétrico e a chutá-lo para tentar fazê-lo levantar do chão. Um dos homens chegou a tapar o nariz do touro com as duas mãos para que ele sentisse falta de ar, ficasse incomodado e se levantasse.

Após ser agredido, o boi levantou assustado e correu em direção ao caminhão de transporte. Em seguida, o animal bateu a cabeça no veículo e morreu.

A morte foi confirmada pela prefeitura da cidade, que divulgou uma nota sobre o caso. No comunicado, a prefeitura tratou de culpabilizar o animal pela própria morte, retirando a responsabilidade da equipe pela tortura promovida contra o touro.

“A Prefeitura vem publicamente lamentar o fato ocorrido. O animal, que estava em exposição no evento 44ª Festa do Leite de Batatais apresentava comportamento agressivo e, por essa razão, foi solicitada a retirada do recinto. O proprietário foi acionado e, acompanhado de sua equipe, fez a retirada do animal. No momento do embarque, o boi investiu contra a carroceria do veículo de transporte, colidindo a cabeça nas ferragens e o levando a óbito”, diz a nota.


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Cachorro que teve o corpo todo coberto por cola é adotado e vence o trauma

Foto: He'Art of Rescue

Foto: He’Art of Rescue

Quando as equipes de resgate da Turquia finalmente chegaram até Pascal, o filhote de cachorro, ele estava tão rígido que parecia uma estátua. Mas o pobre animal não estava congelado de medo; a um grupo de crianças cruéis tentou afogar o inofensivo filhote em cola antes de arrastá-lo pela lama.

Eles então deixaram Pascal lá para morrer enquanto a cola se tornava cada vez mais sólida, dificultando a movimentação do cachorrinho. Ele estava perdendo o suprimento de sangue para uma de suas orelhas, já que a cola havia endurecido em sua pele. Ele também estava tendo problemas para respirar e não teria sobrevivido por muito mais tempo se não fosse pelos socorristas.

Assim que a equipe de resgate o levou de volta à clínica do He’Direct of Rescue, eles começaram a raspar toda o pelo emaranhado de Pascal que estava colado. Infelizmente, a cola se espalhou por todo o seu pelo, então eles não tiveram escolha a não ser raspar sua pele toda. Sua pele estava extremamente danificada pelos produtos químicos da cola, então eles lhe deram banhos medicinais para ajudar a aliviar a dor.

Foto: He'Art of Rescue

Foto: He’Art of Rescue

A infecção da pele e o corpo ferido foram os piores dos seus problemas. Ele era um filhote normal e saudável, tirando a agressão que havia sofrido. Agora era hora do pequeno Pascal se curar.

Foto: He'Art of Rescue

Foto: He’Art of Rescue

Como Pascal foi completamente traumatizado por essas crianças, ele hesitava em confiar nas pessoas. Mas com o tempo, ele entendeu que nem todos estavam lá para machucá-lo. A equipe da ONG o encheu de amor e, finalmente, ele começou a se curar de dentro para fora.

Foto: He'Art of Rescue Internacional Facebook

Foto: He’Art of Rescue Internacional Facebook

Adoção

Quando ele começou a curar sua alma, o mesmo aconteceu com seu corpo. Seu pelo começou a crescer e ele se tornou um cão completamente diferente. Uma vez que ele ficou saudável o suficiente, o veterinário deu alta a Pascal e ele foi morar em um lar temporário.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Logo depois, ele foi adotado por uma família amorosa na Espanha! Pascal agora tem um novo irmão, um cachorrinho lindo e ele está aproveitando sua nova vida.

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Câmera flagra mulher jogando gato violentamente contra uma porta

Foto: SWNS

Foto: SWNS

As imagens mostram o momento em que um gato foi arremessado a sete metros de distância contra uma porta por uma mulher.

Câmeras de vigilância flagraram April Hawes, de 38 anos, jogando Shadow, um gato de oito meses de idade, na porta da casa de seus vizinhos, enquanto gritava descontrolada “eu vou acabar com ela”.

A mulher alega que estava furiosa porque o gato continuava entrando em seu jardim. O gato aterrorizado pousou na calçada e sofrendo danos nos tecidos moles (ligamentos).

Hawes compareceu ao tribunal do condado de King’s Lynn, em Norfolk, Inglaterra, onde admitiu ter pego o gato e arremessado o animal na casa de seu vizinho.

O tribunal ouviu sua confissão de culpa e admissão do crime crueldade ao causar sofrimento a um animal protegido em 1 de março, em uma audiência anterior.

Imagens de vídeo mostraram Hawes gritando que ela esperava que os tutores do gato, Kevin Yarham, 33, e sua parceira Sophie Baker, 26 anos, pudessem ver a cena nas câmeras.

Kevin, que é ajudante de loja de Dereham, Norfolk disse: “April Hawes jogou Shadow contra a porta não uma, mas duas vezes. Ela pegou o gato pela nuca e atirou-o violentamente duas vezes. Você pode ouvi-la gritando enquanto fazia isso”.

O tribunal ouviu de Hawes que ela estava estava irritada porque os gatos continuavam entrando em sua casa.

Mas em uma entrevista, Hawes disse que não queria causar sofrimento ao gato e ficou com remorso de seus atos, foi dito à corte.

Kevin acrescentou: “Shadow estava farejando perto de sua casa. Os gatos fazem o que fazem, são animais que exploram e estão em liberdade de circular. Ela acabou de pegá-lo e já o jogou com toda força enquanto ele estava apenas farejando – eu não tenho ideia do por que ela fez isso”.

Kevin disse que após a agressão Shadow sofreu danos nos tecidos moles (ligamentos) e agora está “muito nervoso quando fica próximo de mulheres”.

Magistrados condenaram Hawes a uma sentença comunitária de 12 meses com 30 dias de atividade de reabilitação.

Ela também foi condenada a pagar £ 85 em custos e uma sobretaxa de vítima de £ 85.
Kevin disse: “Eu descreveria essa condenação como um insulto a todos os tutores de animais, é uma desgraça e muito fraca”.

“É um insulto a todas as pessoas que amam animais, não há desculpa para o que ela fez”.

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Após denúncia, cão é resgatado com ferimento na cabeça em Itapema (SC)

Um cão foi resgatado na manhã deste sábado (29) pelo Grupo de Operações e Resgate (GOR) com um ferimento profundo na cabeça, no bairro Jardim Praia Mar, em Itapema, no Litoral Norte catarinense. A equipe chegou ao local após denúncia de moradores.

Segundo o GOR, a suspeita é de que o animal tenha sido atingido por paulada.

Foto: GOR/ Divulgação

A equipe recolheu o animal e encaminhou para a clínica conveniada para ser tratado. O agressor não foi encontrado.

Maus-tratos

Pela lei nº 9.605/98, praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos pode resultar em prisão de 3 meses a um ano e multa. A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.

Em dezembro do ano passado, o Senado aprovou um projeto que aumenta para até quatro anos a pena para quem maltratar animais. A pena pode aumentar em até um terço (mais de um ano) se o animal morrer. O texto seguiu para análise da Câmara dos Deputados.

Fonte: G1


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Porcos são mortos a pauladas em matadouros na Tailândia

Imagens de câmeras escondidas feitas no matadouro central da Tailândia e compartilhadas com o jornal The Guardian mostram funcionários do local matando porcos a pauladas com bastões de madeira e acertando os animais nos olhos com o que parecem ser máquinas de atordoamento caseiras.

O ideal seria jamais tirar a vida de um animal, seja ele humano ou não humano, mas a Tailândia nesse caso, ainda tem diretrizes específicas para os matadouros de porcos – que exigem que os animais sejam mortos “sem sofrer” – práticas humanitárias de morte nos matadouros de pequeno e médio porte do país budista são praticamente inexistentes, afirmam ativistas pelos direitos animais.

“O público tailandês, em geral, não está ciente da necessidade de práticas de morte humanitária”, disse o ativista dos direitos animais Wadchara Pumpradit.

Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals

Jo-Anne McArthur/We Animals

“As pessoas acreditam que os animais de criação nascem para serem mortos e comidos e as pessoas não consideram suas necessidades ou seu direito de serem respeitados”.

Infelizmente a carne de porco é considerado um ingrediente básico nas receitas tailandesas, desde a cozinha doméstica normal até as barracas de rua do país. Aproximadamente 18 milhões de porcos são criados por ano por produtores no país, variando de cerca de 200 mil pequenos proprietários a gigantes multinacionais, em uma indústria avaliada em cerca de 3,5 bilhões de dólares construída sobre a exploração desses animais indefesos.

Em um matadouro no centro da Tailândia, onde 500 porcos são mortos a cada dia, a fotojornalista e ativista Jo-Anne McArthur documentou recentemente os animais chegando aos montes em picapes. Ela então seguiu o processo de morte deles, e assistiu quando eles foram golpeados com um grande bastão de madeira, abertos com uma faca, deixados para sangrar e finalmente arrastado para um tanque de água fervente.

Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals

Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals

Do início ao fim, as práticas do matadouro são representativas das operações em matadouros em toda a região, disse a consultora mundial de animais de criação Kate Blaszak da organização internacional de proteção dos animais (World Animal Protection – WAP).

O uso gaiolas é um modo comum de transporte de animas no sudeste da Ásia. Normalmente, os animais chegam abarrotados, desidratados, exaustos e gravemente queimados pelo sol, se forem transportados durante o dia, muitas vezes através das fronteiras estaduais”, disse Blaszak.

“Você vê um péssimo cuidado com os animais: porcos caindo e escorregando, ou sendo derrubados, arrastados, espancados e chutados. Pauladas são uma tentativa manual de atordoar um animal – para deixá-lo inconsciente antes de matá-lo com faca (deixando para sangrar)”.

Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals

Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals

“A velocidade simples da pancada manual não pode suprir a energia necessária para um atordoamento efetivo. Uma paulada com um bastão de madeira apenas acerta e causa contusões e abusos nos animais”.

É desumano e cruel.

Imagens secretas de um matadouro a céu aberto em Phnom Penh, onde os porcos são agredidos violentamente à vista dos prédios ao redor, provocaram pedidos de ativistas para que o governo implementasse leis mais rigorosas sobre o bem-estar dos animais.

Engatinhando em relação aos direitos animais

Em 2014, a Tailândia aprovou seu primeiro ato de bem-estar animal, que abrange animais domésticos, animais de trabalho e animais para alimentação. As exceções incluem animais mortos por motivos esportivos e religiosos tradicionais.

Em 2016, uma mulher de 23 anos foi a primeira pessoa a ser processada sob a lei depois que ela jogou o chihuahua de sua colega de quarto na janela do apartamento no 5º andar em Bangcoc.

Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals

Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals

O incidente provocou indignação nas mídias sociais, mas em uma nação notória por seus conturbados templos de tigres, santuários de elefantes e tráfico de animais selvagens, o conceito do que constitui a crueldade contra os animais é evidentemente pouco claro.

Grupos de assistência social, juntamente com a Sociedade Tailandesa para a Prevenção da Crueldade contra os Animais (TSPCA), esperam trabalhar em conjunto com o governo tailandês para fortalecer o papel da aplicação da lei. Mas Pumpradit não está esperando milagres imediatos.

“A TSPCA foi a primeira a introduzir o ato de bem-estar animal, e isso levou cerca de 20 anos”, disse Pumpradit.

“Será uma longa batalha. Lei e regulamentação são uma coisa, mas a aplicação da lei é o mais desafiador. Se você pune exemplarmente, as pessoas provavelmente não cumprirão a lei quando estiverem a portas fechadas”.

A necessidade de uma reforma nas leis visando o bem-estar animal em toda a região é urgente, disse Blaszak, acrescentando que os porcos são animais altamente inteligentes, capazes de sentir dor e sofrimento intensos.

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Alunos agridem e jogam cão do segundo andar de escola em Canoas (RS)

Dois alunos, de 13 e 16 anos, agrediram um cachorro com chutes e pontapés e, em seguida, o arremessaram do segundo andar da escola Thiago Wurth, no bairro Mathias Velho, em Canoas, no Rio Grande do Sul. O cão foi resgatado, nesta quarta-feira (5), com ferimentos e encaminhado a uma clínica veterinária. O resgate foi feito por professores da instituição.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Apesar dos maus-tratos que sofreu, o animal não corre risco de morte e está em observação na clínica. Ele era conhecido dos alunos e funcionários da escola, já que vivia no local há algum tempo. As informações são do portal Correio do Povo.

Os jovens que agrediram o animal foram detidos pela polícia e levados para a Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente de Canoas. Eles confessaram o crime. Depois dos maus-tratos que cometeram, os adolescentes tiveram que ser protegidos pela polícia, já que outros alunos, revoltados com o caso, tentaram linchá-los.

“Foi uma crueldade absurda. A queda foi de cerca de sete metros. Os dois assumiram o que fizeram, inclusive coletamos a informação que, depois de terem cometido a série de agressões ao animal, ameaçaram professores e outros alunos que estavam próximos”, contou o delegado regional da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (2ª DPRM), Mario Souza.

Souza disse que a crueldade dos adolescentes chama a atenção. “Não é comum um caso desse tipo, com tamanha violência. Cometeram maus-tratos simplesmente para agredir, por pura maldade”, disse.

Aos policiais, testemunhas afirmaram que os dois jovens costumam maltratar cães abandonados na cidade. Eles irão responder por um ato infracional por crueldade contra animais e ameaça. “A direção da escola fez muito bem em nos acionar. Os pais dos envolvidos serão chamados à delegacia para que possam colaborar com o caso”, afirmou.

De acordo com o delegado, a ação foi realizada dentro da Operação Arca, criada para proteger os animais nas cidades de Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, Eldorado do Sul, Guaíba e Nova Santa Rita. “Quando chegamos havia muitas denúncias de maus-tratos de forma geral, então resolvemos montar a inteligência e apurar, imediatamente, toda denúncia que chega”, disse Souza.

Denúncias de maus-tratos a animais na região podem ser feitas para a Polícia Civil pelo telefone 3425-9063 ou através do WhatsApp no número 98459-0259.


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Ativistas denunciam agressão durante ação em matadouro em Carapicuíba (SP)

Mais de 20 ativistas participaram, na sexta-feira (31), de um ato pacífico em prol dos animais no matadouro Rajá, em Carapicuíba (SP). Os manifestantes afirmam ter sido agredidos por seguranças do local e mostram machucados pelo corpo.

Foto: Divulgação

Trata-se do mesmo matadouro para onde seriam levadas as porcas que foram resgatadas, em 2015, no Rodoanel, em São Paulo, após um acidente com a carreta que as transportava. Desde então, as porcas vivem em um santuário em São Roque (SP).

Segundo o grupo, esta foi a “primeira entrada pacífica em matadouro registrada na América latina”. O Rajá mata centenas de porcos por dia e os corpos dos animais mortos dão origem a produtos destinados a consumidores da Grande São Paulo. O local também é alvo de reclamações da população que, insatisfeita com o forte odor, o barulho e a poluição dos rios gerada pelo estabelecimento, fez um abaixo-assinado – que até o momento reúne mais de 3 mil assinaturas – pedindo a interdição da empresa no município.

Imagens que compravam o confinamento de porcos em espaços superlotados foram registradas. Os ativistas fotografaram ainda animais feridos, com tumores, doentes e fêmeas em lactação.

Foto: Divulgação

O grupo diz que explicou para os seguranças que o ato era pacífico, mas que, ainda assim, sofreu agressões. Segundo os ativistas, lesões corporais foram causadas pelos “inúmeros golpes deferidos”, além de “danos morais devido ao despreparo e ação inédita no matadouro”.

Os ativistas afirmam ainda que o objetivo da manifestação é “conscientizar a sociedade” e que a luta do grupo “é pela libertação de todas as espécies”.

Foto: Divulgação

Uma ativista que participou da ação, revelou o horror encontrado no local. “Hasteamos a bandeira do veganismo, parte do grupo ali permaneceu e eu com outra ativista seguimos buscando o corredor da morte, encontramos a ala deprimente do lugar, a sala de matança e as carcaças dos corpos abertos dos animais, além de todos os equipamentos em um vai e vem de escadas metálicas e corredores escuros”, disse. “Dos maus-tratos e inconformidades: porcos que não conseguiam ficar em pé, fêmeas com sinais de gestação e amamentação em função do tamanho das mamas, hematomas, patas inchadas, marcas de abuso com eletrochoque no dorso dos animais”, completou. Ela disse ainda que o chefe da segurança do local recebeu os ativistas “batendo forte nas costas, braços e cabeça”.

Foto: Divulgação

“Saímos e nos abraçamos. Missão parcialmente cumprida, já que deixamos para trás os olhares daqueles que morreriam horas depois. Mas seguiremos agora no esforço de fazer cumprir a lei. O Rajá é o único matadouro em área urbana no estado de SP, possui dívidas fiscais desde os anos 80 e se mantém contrariando leis federais e estaduais, já que o município nem plano diretor possui”, disse a ativista, que lembrou que a ação teve o objetivo de “expor um matadouro por trás das fachadas” e também “estimular o Ministério Público a dar ritmo às ações e processos que ultrapassam os 3 dígitos contra a empresa”.

Processos judiciais

O matadouro Rajá está envolvido em 98 processos judiciais, conforme consta no site do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Na maioria dos processos, a empresa é parte requerida.

Grande parte destes processos se referem a ações de execução fiscal (débitos de ICMS, ISS, IRPJ, FGTS, contribuições sociais, multas, entre outros). Um deles, o processo nº 0006089.61.2014.8.26.0127, em trâmite perante o Serviço de Anexo Fiscal de Carapicuíba, versa sobre dívida tributária (Imposto de Renda sobre Pessoa Jurídica – IRPJ), no valor de quase R$ 37 milhões.

Foto: Divulgação

No site Dívida Ativa, é possível encontrar também uma dívida que beira o R$ 60 milhões, junto à Fazenda do Estado de São Paulo, referente a débitos originados desde a década de 80, o que indica que a empresa está, há mais de trinta anos, inadimplente com suas obrigações legais.

Além disso, o matadouro está localizado em área urbana, o que também é ilegal.

Foto: Divulgação

Confira abaixo vídeos que mostram a ação dos ativistas no matadouro:


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Polícia investiga denúncia de agressão que teria levado cão a perder a visão

A Polícia Civil está investigando uma denúncia de agressão contra um cachorro que perdeu a visão de um dos olhos em Governador Valadares, no estado de Minas Gerais. Logan, como passou a ser chamado, foi resgatado por protetores independentes, que registraram um boletim de ocorrência alegando maus-tratos.

Foto: Cristiano Dias/Inter TV dos Vales

“As pessoas nos relataram que um homem estava dentro de um carro e parecia discutir com uma mulher. Exaltado, ele saiu do carro e começou a agredir o cachorro com chutes. A agressão foi tão violenta que o globo ocular do cachorro saiu do lugar”, afirma ao G1 a protetora Ailza Chavier. O possível agressor não foi identificado.

Logan permanece internado, sem previsão de alta. “Ele teve uma lesão muito séria no globo ocular, um deslocamento. Ele perdeu a visão nesse olho, mas já está bem melhor com os remédios. Assim que estiver melhor vamos arrumar um lar para ele”, diz a veterinária Patrícia Zanini.

A polícia trabalha com duas possíveis versões para o caso: atropelamento e agressão. “Esse cachorro ficava aqui pelas ruas e no domingo ele foi atropelado por um carro que passou um pouco mais rápido. O cachorro estava atravessando a rua”, explica o ambulante Álvaro Bezerra.

A polícia, agora, inicia uma investigação e polícia busca ouvir mais testemunhas para descobrir o que, de fato, aconteceu. “Maus-tratos contra animais é crime. Se for enquadrado nesse caso, o responsável pode ser preso. Quem viu o que aconteceu no domingo pode entrar em contato com a polícia; o sigilo é garantido. A ajuda da população é fundamental para conseguirmos resolver esse caso”, diz o tenente Lucas de Castro.

O Conselho Municipal de Proteção Animal de Governador Valadares pediu que o caso seja solucionado rapidamente. “É muito triste ver que um animal indefeso, e que não faz mal a ninguém, sofra esse tipo de agressão. Nós vamos continuar trabalhando para melhorar o bem-estar dos animais e lutar para que eles tenham qualidade de vida”, afirma Rosângela Villas Boas, presidente do Conselho.