Governo alemão pretende aumentar imposto sobre a carne para ajudar a salvar o planeta

Foto: World Animal News

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Deputados alemães propuseram o aumento dos impostos sobre a carne no país para ajudar a salvar o planeta.

A carne é atualmente relativamente barata em toda a Alemanha e utilizada uma série de pratos tradicionais. O prato característico nacional, sauerbraten, é um assado de carne, e o país também é conhecido por seu gosto por alimentos como bratwurst (salsicha grelhada) e schnitzel (carne de porco ou frango à milanesa).

No entanto, o apetite alemão por carne tem um custo ambiental e, por causa disso, esses pratos podem ficar mais caros.

Políticos do partido Social-democratas e dos partido Verde propuseram aumentar o imposto sobre valor agregado (IVA) sobre a carne no início desta semana. Atualmente o produto é tributado a uma taxa reduzida de 7%, no entanto, alguns políticos querem ver esse valor elevado para 19%.

O bem-estar animal também é uma preocupação para alguns, que gostariam de ver o dinheiro extra de seus impostos devolvido aos animais. “Sou a favor de abolir a redução do IVA para a carne e de direcionar mais para o bem-estar animal”, disse Friedrich Ostendorf – porta-voz da política agrícola para o partido Verde – em um comunicado, informa o DW (Deutsh Welle).

Albert Stegemann – porta-voz do setor de agricultura da União Democrata Cristã (CDU) – também apoiou o imposto, mas quer ver o dinheiro devolvido aos agricultores. Ele disse, “a receita fiscal adicional deve ser usada para apoiar os pecuaristas para ajudá-los a se reestruturar”.

Impostos cobre a carne no mundo

A Alemanha não é o único país a considerar um imposto maior sobre a carne. No início deste ano, a parlamentar britânica Caroline Lucas pediu ao governo do Reino Unido que “considere seriamente” taxar a carne por razões ambientais.

Segundo ela, “melhor manejo do esterco e cuidadosa seleção de ração podem ajudar a reduzir as emissões de gases do efeito estufa, mas – mesmo correndo o risco de ser alvo da ira do secretário de energia, que disse recentemente que incentivar as pessoas a comer menos carne seria o pior tipo de atitude – reafirmo que precisamos de uma séria consideração sobre medidas como por exemplo um imposto sobre a carne”.

Algumas organizações são a favor de um imposto sobre a carne, mas por razões de saúde. Uma pesquisa publicada em 2018 revelou que um imposto global sobre carnes vermelhas e processadas poderia salvar mais de 200 mil vidas até 2020. Também poderia reduzir o custo dos cuidados de saúde em £ 30,7 bilhões (142 bilhões de reais).

Louis Meincke, do World Cancer Fund, disse que a pesquisa “poderia ajudar a reduzir o nível de consumo de carne, semelhante ao funcionamento de um imposto sobre bebidas açucaradas, além de compensar os custos do sistema de saúde e melhorar a sustentabilidade ambiental”.

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Ministra da Agricultura diz que mais agrotóxicos serão liberados para o Brasil ‘entrar na modernidade’

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou que mais agrotóxicos serão liberados. Segundo ela, isso é necessário para o Brasil “entrar na modernidade”. Apenas em 2019 foram registrados 290 pesticidas. Esses venenos colocam a saúde da população em risco, além de contribuírem para a devastação do meio ambiente.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“A aprovação de mais produtos mostra mais eficiência. São produtos menos tóxicos. Temos que continuar aprovando mais. Vocês vão ver cada vez mais acontecer registros, para entrarmos na modernidade e termos produtos cada vez menos tóxicos”, afirmou a ministra em entrevista a jornalistas durante um café da manhã com professores, especialistas e representantes de órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A reunião foi realizada para fazer um debate sobre os agrotóxicos, conforme informações do jornal O Estado de S. Paulo.

Tereza admitiu que não existe risco zero “para nada”, mas que no caso dos pesticidas, os riscos são calculados e semelhantes aos de outros países. Disse ainda que dos 290 agrotóxicos liberados, sete são novos e o restante equivalente ou genérico a produtos que já eram usados no país. Há ainda, segundo a ministra, uma fila com mais de 2 mil pedidos de liberação de novos pesticidas. De acordo com Tereza, nenhum registro concedido este ano começou a tramitar em 2019.

A ministra afirmou também que há pesticidas que são usados aqui e proibidos na Europa porque os dois países “não têm a mesma cultura”. Ela alegou ainda que “nosso alimento é absolutamente seguro” e que “o consumidor brasileiro não está sendo impactado, a não ser pelo mau uso (de agrotóxicos)”.

No entanto, especialistas discordam da alegação da ministra e reforçam, com base em dados científicos, que os agrotóxicos adoecem as pessoas e destroem o meio ambiente. Casos de mortes, tanto de humanos quanto de animais, também ocorrem.

A coordenadora da campanha de Agricultura e Alimentação do Greenpeace, Marina Lacôrte, afirmou ao portal Brasil de Fato que “não existe agrotóxico que não apresente nenhum tipo de perigo”. O argumento de Lacôrte é confirmado pelo o engenheiro agrônomo Leonardo Melgarejo, da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida.

“Nós imaginamos que não exista nenhum brasileiro que não saiba que os agrotóxicos são perigosos. O que existe é uma grande parcela da população que acredita que esse perigo é para os outros, não para ela. Acredita que é perigoso pra quem aplica [produtos na lavoura], pra quem mora no interior e também que, comprando parte da sua alimentação em feiras orgânicas, isso resolve o conjunto da sua alimentação. É uma visão ingênua, equivocada essa de acreditar que os limites são seguros pelo fato de existir algum controle em alguns produtos”, disse Melgarejo ao Brasil de Fato.

O especialista lembrou também que os efeitos negativos dos agrotóxicos se estendem para além do ambiente de produção agrícola. Isso porque, segundo ele, os restos desses produtos são canalizados para outros espaços.

“Não podemos desprezar, por exemplo, que todos nós bebemos água e que o veneno aplicado no interior termina chegando naquilo que a gente bebe porque ele contamina o solo, os rios, etc. Se a água está envenenada, esses resíduos [de agrotóxico] vão parar dentro do organismo humano porque todos nós somos formados também por água. É sempre importante esclarecer isso”, concluiu.


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Relatório aponta que a maioria da carne consumida em 2040 não virá de animais

A maioria da carne que as pessoas comerão em 2040 não virá de animais mortos, de acordo com informações de um relatório que prevê que 60% da carne no futuro será cultivada em laboratório ou substituída por produtos à base de vegetais que têm aparência e gosto de carne.

O relatório da consultoria global AT Kearney, foi feito com base em entrevistas com especialistas e destaca os fortes impactos ambientais da produção de carne convencional e as preocupações que as pessoas estão passando a ter sobre o bem-estar dos animais sob a agricultura industrial.

“A indústria pecuária em larga escala é vista por muitos como um mal desnecessário”, diz o relatório. “Com as vantagens de novos substitutos de carne vegana e a carne cultivada em relação à carne produzida convencionalmente, é apenas uma questão de tempo até que eles conquistem uma fatia substancial do mercado”.

A indústria de carne convencional cria bilhões de animais e gera mais de 1 trilhão de dólares por ano. No entanto, os enormes impactos ambientais decorrentes dessa prática foram comprovados e evidenciados em estudos científicos recentes, desde as emissões que impulsionam a crise climática até os habitats silvestres destruídos para a agricultura e a poluição dos rios e oceanos .

Empresas como Beyond Meat, a Impossible Foods e a Just Foods que usam ingredientes vegetais para criar hambúrgueres alternativos a carne de origem animal, ovos mexidos e outros produtos estão crescendo rapidamente. A AT Kearney estima que 1 bilhão de dólares tenha sido investido em produtos veganos, inclusive pelas empresas que dominam o mercado convencional de carne. A Beyond Meat levantou 240 milhões de dólares ao abrir o capital em maio e suas ações mais do que dobraram desde então.

Outras empresas estão trabalhando no cultivo de células de carne em laboratório, para produzir carne de verdade sem a necessidade de criar e matar animais. Nenhum desses produtos atingiu ainda os consumidores, mas a AT Kearney prevê que a carne cultivada dominará o mercado a longo prazo porque reproduz o sabor e a sensação da carne convencional de forma mais real do que as alternativas à base de vegetais.

“A mudança para estilos de vida flexitários, vegetarianos e veganos é inegável, com muitos consumidores reduzindo seu consumo de carne como resultado de se tornarem mais conscientes em relação ao meio ambiente e ao bem-estar animal”, disse Carsten Gerhardt, sócio da AT Kearney.

“Para comedores de carne apaixonados, o aumento previsto de produtos de carne cultivados significa que eles ainda conseguirão desfrutar da mesma dieta que sempre tiveram, mas sem o mesmo custo ambiental e animal associado a isso”.

O relatório estima que 35% de toda a carne será cultivada em 2040 e 25% serão opções alternativas veganas. O estudo destaca a eficiência muito maior das alternativas à carne convencional.

Quase metade das plantações do mundo são usadas como alimento para os animais de criação e fazenda, mas apenas 15% das calorias das plantas acabam sendo comidas pelos humanos como carne. Em contraste, o relatório diz que a carne cultivada e a carne vegana retêm cerca de três quartos de seus nutrientes.

O potencial desconforto do cliente com carne cultivada (falta de costume, novidade) não será uma barreira, diz o relatório, citando pesquisas nos EUA, China e Índia: “A carne cultivada ganhará a longo prazo. No entanto, novos substitutos de carne vegana serão essenciais na fase de transição.

Rosie Wardle, da Jeremy Coller Foundation, uma organização filantrópica focada em sistemas alimentares sustentáveis, disse: “De filés a frutos do mar, um espectro completo de opções está surgindo para substituir os tradicionais produtos de proteína animal por tecnologias de carne baseadas em vegetais e células cultivadas”.

“A mudança para padrões mais sustentáveis de consumo de proteína já está em andamento, impulsionada por consumidores, investidores e empresários, e até mesmo atraindo as maiores empresas de carne do mundo. As previsões de que 60% da ‘carne’ do mundo não virá de animais em 20 anos pode, inclusive, ser uma subestimação”.

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Desaparecimento das áreas de pastagem do planeta ameaça sobrevivência de muitas espécies

A primeira vista os pastos parecem habitats bastante simples. Os animais que vivem nas pastagens têm vastas extensões planas de terra para caminhar, alimentar-se, dormir e conviver. Eles não precisam se locomover por altitudes extremas e temperaturas congelantes de montanhas escarpadas, ou lidar com perigos do oceano, como detritos de plástico e águas mais quentes que o usual, segundo informações do National Geographic.

Mas são as características peculiares a essas paisagens que as tornam atraentes e as colocam em risco. Planas e frequentemente muito férteis, elas são propensas a serem utilizadas para agricultura, pecuária e desenvolvimento em geral. Elas também são terras expostas, o que as torna ideais para os caçadores fazerem suas vítimas. Toda essa invasão humana nas pastagens põe em risco esses ricos habitats que os animais, de guepardos passando por caribus e até galinhas-da-pradaria, chamam de lar.

Foto: Conservation Institute

Foto: Conservation Institute

Pradarias de clima temperado – aquelas que ficam mais frias no inverno – são especialmente atingidas pela ação humana. Encontradas em todos os continentes, exceto Antártida, os campos temperados são responsáveis por oito por cento das terras do planeta. Eles são reconhecidos como um dos ecossistemas mais ameaçados da Terra, de acordo com o Grupo de Especialistas em Pastagens da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), a autoridade global sobre o status de conservação de animais selvagens e habitats selvagens.

Conhecidas como pradarias ou planícies na América do Norte, savanas na África do Sul e pampas na América do Sul, as pastagens temperadas têm solo rico em vitaminas. São tão atraentes como terras agrícolas que 40% dessas pastagens já foram desenvolvidas e são atualmente usadas para a agricultura. Outros quase 14% foram utilizados para a construção de infraestrutura urbana ou industrial. Apenas metade dos campos temperados da Terra permanecem intactos, em seu estado natural, de acordo com dados da IUCN.

Foto: WWF

Foto: WWF

E essas terras estão em grande parte desprotegidas. De acordo com a IUCN, menos de 5% das pastagens temperadas são designadas reservas naturais ou parques nacionais, o que não é suficiente para garantir a sobrevivência das espécies que crescem e vivem nelas.

Por exemplo, os furões de patas negras e os cães da pradaria, cuja alimentação é feita inteiramente nessas terras foram duramente atingidos pelo desenvolvimento e utilização do solo. Nos séculos XVIII e XIX, quando vastas áreas das pradarias norte-americanas foram transformadas em terras agrícolas, as populações de cães-pradaria despencaram.

Foto: Furão de patas pretas/Divulgação

Foto: Furão de patas pretas/Divulgação

Eles foram mortos em massa porque suas tocas dificultavam o cultivo. Como resultado, os furões de patas negras quase foram extintos. Enquanto furões de patas negras foram reintroduzidos com sucesso na natureza em vários estágios entre 1994 e 2009, suas populações ainda lutam para crescer. Cães de pradaria, amplamente vistos como pragas agrícolas, continuam sujeitos a campanhas cruéis de erradicação.

Várias pesquisas e estudos tem examinado diferentes habitats de animais através das lentes da hostilidade ou seja, a investigação sobre os motivos que tornam um ecossistema hostil para as espécies que vivem lá. Uma resposta após a outra, das montanhas ao oceano, às pastagens, o denominador comum em todos os casos é a presença humana.

Agricultura orgânica é chave para alimentar o mundo, dizem os cientistas

Foto: Fernando Dias/ Divulgação

Foto: Fernando Dias/ Divulgação

Pesquisadores da Universidade Estadual de Washington concluíram que alimentar a população global, em constantemente crescendo, com metas de sustentabilidade em mente é possível.

A equipe de estudiosos realizou uma revisão de centenas de estudos publicados que fornece evidências de que a agricultura orgânica pode produzir rendimentos suficientes, ser lucrativa para os agricultores, proteger e melhorar o meio ambiente e ser mais segura para os trabalhadores agrícolas.

O estudo de revisão, intitulado “Agricultura Orgânica no Século 21”, é apresentado como matéria de capa da edição de fevereiro da revista Nature Plants e é de autoria de John Reganold, professor de ciência do solo e agroecologista e do doutorando Jonathan Wachter, segundo informações do Science Daily.

É o primeiro estudo desse tipo a analisar 40 anos de ciência comparando a agricultura orgânica e a convencional entre os quatro objetivos de sustentabilidade identificados pela Academia Nacional de Ciências: produtividade, economia, meio ambiente e bem-estar comunitário.

“Centenas de estudos científicos mostram agora que a agricultura orgânica deve desempenhar um papel na alimentação do mundo”, disse Reganold, principal autor do estudo. “Trinta anos atrás, havia apenas alguns poucos estudos comparando a agricultura orgânica com a convencional. Nos últimos 15 anos, esse tipo de estudo disparou”.

A produção orgânica atualmente representa apenas um por cento de todas as terras usadas para agricultura no mundo, apesar do rápido crescimento nas últimas duas décadas.

Foto: Nossa Causa/ Divulgação

Foto: Nossa Causa/ Divulgação

Os críticos argumentam há muito tempo que a agricultura orgânica é ineficiente, exigindo mais terras para produzir a mesma quantidade de alimentos. O artigo de revisão descreve casos em que os resultados do cultivo orgânico podem ser superiores aos métodos convencionais de cultivo.

“Em condições severas de seca, que devem aumentar com a mudança climática, as fazendas orgânicas têm o potencial de produzir excelentes colheitas por causa da maior capacidade de retenção de água dos solos organicamente cultivados”, disse Reganold.

No entanto, mesmo quando os rendimentos forem menores, a agricultura orgânica ainda é mais lucrativa para os agricultores pois os consumidores estão dispostos a pagar mais. Preços mais altos podem ser justificados como forma de compensar os agricultores por fornecer serviços ecossistêmicos e evitar danos ambientais ou custos externos.

Numerosos estudos na revisão também comprovam os benefícios ambientais da produção orgânica. No geral, fazendas orgânicas tendem a armazenar mais carbono do solo, têm melhor qualidade do solo e reduzem a erosão do solo.

A agricultura orgânica também cria menos poluição no solo e na água e reduz as emissões de gases de efeito estufa. Além de ser mais eficiente em termos energéticos porque não depende de fertilizantes sintéticos ou pesticidas.

Foto: Organicsnet/Reprodução

Foto: Organicsnet/Reprodução

O modo de produção também está associado à maior biodiversidade de plantas, animais, insetos e micróbios, bem como à diversidade genética. A biodiversidade aumenta os serviços que a natureza oferece, como a polinização, e melhora a capacidade dos sistemas agrícolas de se adaptarem às mudanças de condições.

Reganold disse que alimentar o mundo não é apenas uma questão de produção elevada, mas também requer o exame do desperdício de alimentos e a distribuição da comida.

“Se você analisar a produção de calorias per capita, estamos produzindo comida mais do que suficiente para 7 bilhões de pessoas agora, mas desperdiçamos de 30% a 40% disso”, disse Reganold. “Não é apenas uma questão de produzir o suficiente, mas tornar a agricultura ambientalmente correta e garantir que a comida chegue àqueles que precisam dela”.

Reganold e Wachter sugerem que nenhum tipo de agricultura pode alimentar o mundo. Em vez disso, o que é necessário é um equilíbrio de sistemas, “uma mistura de orgânicos e outros sistemas agrícolas inovadores, incluindo sistemas agroflorestais, agricultura integrada, agricultura de conservação, culturas mistas e sistemas ainda a serem descobertos”.

Reganold e Wachter recomendam mudanças nas políticas para lidar com as barreiras que impedem a expansão da agricultura orgânica. Tais obstáculos incluem os custos da transição para a certificação orgânica, falta de acesso a mão-de-obra e mercados, e falta de infraestrutura apropriada para armazenar e transportar alimentos. Ferramentas legais e financeiras são necessárias para incentivar a adoção de práticas agrícolas inovadoras e sustentáveis.

Agricultores são obrigados a retirar anúncios falsos de laticínos que dizem ‘não contém hormônios de crescimento’

Foto: Plant Based News

De acordo com o Conselho de Alimentos Vegetais, todos os laticínios contêm naturalmente o fator de crescimento 1 (IGF-1), que promove o rápido crescimento de bezerros e também grandes quantidades de estrogênio e progesterona produzidos quando as vacas são ordenhadas durante as gestações. Além disso, contém somatropina bovina (BST).

Leite e hormônios

Anna Pippus, advogada e diretora do Centro de Políticas Vegetais disse: “Embora o hormônio de crescimento bovino sintético seja proibido principalmente no Canadá por causa do dano que causa às vacas, o leite canadense contém vários hormônios”.

“Como todo o leite de mamíferos, o leite de vaca é destinado a promover o rápido crescimento nos filhotes. O leite contém hormônios de crescimento naturais para ajudar a alcançar isso. O leite também contém altos níveis de estrogênio e progesterona. Em fazendas leiteiras modernas, as vacas são mantidas em um estado de gravidez quase constante para garantir a continuidade da lactação.

“A maior parte do leite vem de vacas prenhes. O anúncio de que o leite canadense contém zero hormônios de crescimento é falso, o que viola os padrões de publicidade”. As informações são do Plant Based News.

Laticínios no Canadá

A proibição é mais um alerta para os produtores de leite canadenses, que veem o consumo de leite cair desde 2009 à medida que as alternativas à base de plantas se tornaram mais populares.

O recém-lançado New Canada Food Guide revisou as sugestões dietéticas dramaticamente – abandonando os laticínios e aconselhando os canadenses a comer mais alimentos vegetais e menos carne.

Agricultura e veganismo

O crescimento do veganismo tem abalado a indústria de laticínios e vários diretores das maiores empresas e fábricas de laticínios expuseram os problemas enfrentados, culpando o crescimento do veganismo entre a população, assim como o movimento pelos direitos animais.

Há poucos dias, a Blue Heron, uma loja independente de queijos veganos no Canadá que terá que deixar de usar a palavra “queijo” para comercializar seus produtos que são feitos de leite de coco, castanha de caju e amêndoas.

A Agência Canadense de Inspeção de Alimentos enviou um e-mail à Blue Heron em Vancouver no final do mês passado, dizendo que recebeu reclamações sobre “produtos sendo rotulados como ‘queijo’ quando supostamente não são”.

Uma outra loja de queijos veganos, desta vez em Londres , no Reino Unido, também enfrenta atualmente pedidos semelhantes para abandonar a nomenclatura relacionada a produtos lácteos. A La Fauxmagerie, inaugurada recentemente em Brixton, foi alvo da organização agrícola Dairy UK, que ameaçou com ações legais caso a loja não deixe de usar a palavra-chave.

Agricultores definem metas para acabar com as emissões de gases do efeito estufa

Foto: Thinkstock

A presidente da National Farmers Union, Minette Batters, definiu as metas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa do setor agrícola para zero em 2040, com uma série de práticas que a indústria acredita que podem ser alcançadas.

Estas incluem esquemas que poderiam também melhorar o campo para a vida selvagem, como deixar as sebes crescerem, com estimativas de que duplicar o volume de 10% das coberturas britânicas poderia capturar quase 5% das emissões agrícolas.

O plantio de novas madeiras agrícolas e a introdução de melhores formas de manejar o solo, de modo a armazenar mais carbono, também ajudará a reduzir as emissões globais, além de beneficiar a natureza e as paisagens.

A agricultura mais eficiente também poderia ajudar a reduzir as emissões da agricultura, por exemplo, usando a aplicação precisa de fertilizantes nitrogenados.

Melhorar a saúde animal vai ajudar o gado a produzir menos emissões, como o metano, ao longo de suas vidas, reduzir o número de animais que precisam ser mantidos e ganhar mais dinheiro – entregando um “resultado triplo”, afirmou Andrew Clark, diretor de política na NFU.

Há planos para cultivar plantas para esquemas de “captura e armazenamento de carbono de bioenergia”, onde as plantas armazenariam carbono à medida que crescessem e seriam queimadas para energia, com as emissões capturadas e permanentemente armazenadas.

A agricultura é responsável por cerca de um décimo dos gases de efeito estufa domésticos do Reino Unido, e enquanto eles caíram 16% desde 1990, eles subiram ligeiramente em 2017.

O Dr. Clark disse: “Estamos na linha de frente em termos de mudança climática, os agricultores a vêem dia após dia, é crucial para nós não ficarmos sentados, fazendo nada”.

Mas ele alertou que a implementação de medidas para reduzir as emissões exigiria políticas governamentais que encorajem e capacitem os agricultores a fazer a mudança, incluindo regulamentação, orientação e incentivos.

Atualmente, os esquemas do ambiente agrícola pagam por fazer uma coisa, mas os benefícios totais da ação de conservação precisam ser contados, sugeriu ele.

Por exemplo, o plantio de uma faixa rica em flores ao longo de um campo para ajudar os polinizadores também poderia armazenar mais carbono no solo e proteger a água das proximidades do escoamento de pesticidas.

“Se você vai conseguir a conservação como uma cultura, tem que ser um reconhecimento dos benefícios ambientais totais, tem que ser renda, não renda perdida.”

O governo está propondo um novo sistema de pagamentos de “dinheiro público para bens públicos”, incluindo medidas para ajudar a vida selvagem e armazenar carbono para substituir os subsídios agrícolas da União Europeia, quando o Reino Unido sair do bloco.

O Dr. Clark disse que espera que os pilotos planejados do novo sistema comecem a testar algumas das medidas que os agricultores pretendem implementar.

E ele alertou que as emissões líquidas zero da agricultura não seriam alcançadas exportando a produção de alimentos para outros países.

“É uma ambição, mas não é a todo custo, sendo um deles sobre a produção de alimentos”.

“É o que achamos que um setor agrícola socialmente responsável deveria estar fazendo, achamos que isso trará grandes benefícios, não apenas emissões de gases de efeito estufa, mas também outros resultados ambientais, e achamos que é um verdadeiro fator de mudança da realidade. As informações são do Daily Mail.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Agricultores que se tornaram veganos fazem palestra em conferência sobre alimentação

Recentemente, a ANDA noticiou o caso de um agricultor que entregou seus carneiros um santuário e se tornou vegano por não suportar mais ver o sofrimento e a tristeza dos animais sendo mortos para consumo humano. Mas ele não é o único a abandonar a cruel prática e abraçar a causa animal.

Jay Wilde – personagem principal do documentário “73 vacas”

Outros dois ex-criadores de animais também mudaram para a agricultura vegetal, Jay Wilde – personagem principal do documentário “73 vacas” e Colm O’Dowde e Colm O’Dowde, o agricultor orgânico da Iain Tolhurst. Ambos serão palestrantes da conferência The Grow Green, na Biblioteca Britânica, em abril deste ano.

Eles vão abordar as muitas questões em torno do porquê e como os agricultores podem se afastar da agricultura animal e procurar oportunidades no setor de plantas.

Tópicos da conferência

A conferência, organizada pela The Vegan Society, abordará as implicações do aumento de alimentos vegetais para o meio ambiente, o uso da terra e os agricultores britânicos. Ele também irá explorar como um futuro forte para as plantas pode ajudar a cumprir as metas da mudança climática e quais políticas podem apoiar uma transição para isso.

Haverá painéis de discussão cobrindo outros tópicos, tais como barreiras políticas para a uma forte produção de plantas; fazer o melhor uso da terra no Reino Unido; e garantir que a demanda por produtos vegetais seja atendida pela produção.

Entre os principais oradores estão a Dra. Helen Harwatt, Farmed Animal Law e Policy Fellow da Universidade de Harvard; Natalie Bennett, ex-líder do Partido Verde; e Marcela Villarreal, diretora de Cooperação Sul-Sul da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura.

Futuro vegano

“O interesse em alimentos à base de plantas aumentou exponencialmente nos últimos anos”, disse Louise Davies, da The Vegan Society. As informações são da Plant Based News .

“Junto com isso, cientistas e acadêmicos estão confirmando que precisamos reduzir nosso consumo de produtos animais”.

“Esta importante conferência discutirá as implicações da mudança de dietas para a produção de alimentos, nossa terra e o meio ambiente, e explorará os desafios e oportunidades que isso representa para os produtores britânicos”.

“A Vegan Society está empenhada em colaborar com o setor agrícola e garantir que os agricultores britânicos possam se beneficiar do aumento da ingestão de vegetais”.

Mudanças na agricultura

“A ciência é clara e consistente sobre a necessidade de reconfigurar os sistemas alimentares para atender aos limites ambientais, ao mesmo tempo em que aborda uma miríade de problemas de saúde pública”, acrescentou Helen Harwatt.

O Dr. Harwatt lançará as descobertas da pesquisa do Programa de Lei e Política Animal da Harvard Law School, modelando a produção agrícola alternativa no Reino Unido, no evento.

Ela acrescentou: “A mudança necessária para o uso atual de terras agrícolas para limitar a elevação da temperatura global a 1,5ºC e enfrentar a crise da vida selvagem é vasta e sem precedentes”.

“A boa notícia é que existem soluções para ajudar a resolver esses problemas simultaneamente. Nossa próxima pesquisa demonstra uma oportunidade para o setor agrícola do Reino Unido liderar o caminho.”

Fazendeiros torturam bois com coleiras de choque elétricos

As crueldades na indústria da carne e a rotina aterrorizante infligida aos animais diariamente já são conhecidas. Mas parece que a maldade humana não tem limites.

Agricultores do Território do Norte, na Austrália, estão sendo acusados pelos ativistas da PETA de torturar os animais com uso das coleiras de choque elétrico para que eles não desgarrem.

Infelizmente, a tecnologia tornou-se legal no território, na última segunda-feira (14) e a ministra da Indústria Primária, Nicole Manison, divulgou uma isenção ao ato de bem-estar animal que permitiria aos agricultores o uso dos colares por um ano se tivessem uma licença.

Ashley Manicaros, chefe-executivo da Associação de Criadores do Território do Norte, disse que os colares são uma ferramenta útil para impedir que o gado ande por estradas sem proteção, onde eles são um perigo para as pessoas e para eles mesmos.

“Por causa da vastidão do Território do Norte, a capacidade de mover, rastrear e controlar o gado é vital”, disse ele.

Os colares eShepard são movidos a energia solar e funcionam com tecnologia GPS. Se um animal vagueia fora de uma linha de cerca virtual, o eShepard envia um aviso de áudio e, em seguida, um choque elétrico ‘suave’ no indefeso animal. As informações são do Daily Mail.

A PETA se referiu à tecnologia como “dispositivos de tortura” e disse que “algumas pessoas” as compararam a causar dor equivalente a “uma facada no pescoço”.

O fabricante do produto diz que é muito mais seguro do que cercas elétricas.

“O eShepherd é muito mais seguro do que cercas elétricas porque os animais não estarão  sujeitos a tomarem choques descontrolados, o que aconteceria caso ficassem presos nas cercas”, diz o site da empresa.

Seja qual for a “solução” para manter o gado dentro do pasto, sendo criado até o momento abate, ela é cruel e desumana para eles. O confinamento traz consequências irreversíveis para a saúde física e mental destes animais, que após tanto sofrimento são mortos para o consumo humano.

 

Mark Zuckerberg apoia agricultura celular para fabricar couro livre de crueldade

A startup de biotecnologia vegana Modern Meadow, que usa a agricultura celular para fabricar couro sem crueldade, está pronta para interromper a indústria de couro animal de US $ 100 bilhões.

Inspirada no couro, a Zoa ™ é a primeira geração de materiais da Modern Meadow criada com proteína de colágeno projetada.

Segundo o The Telegraph, a empresa atraiu uma série de apoiadores de alto nível, incluindo a firma de investimentos privada Iconiq Capital e a Horizon Ventures, que administram Mark Zuckerberg e a riqueza do homem mais rico de Hong Kong, Li Ka-Shing. A Temasek, um fundo de fortunas com sede em Cingapura que investiu na marca de leite sem animais Perfect Day , também é investidora. Desde a sua fundação em 2014, a Modern Meadow garantiu cerca de US $ 54 milhões em financiamento.

Foto: Paul Marotta

“Isso não é sobre criar couro artificial . É sobre pegar o que amamos em materiais naturais e melhorá-los ”, disse o fundador e CEO da Modern Meadow, Andras Forgacs.

Couro de alta tecnologia e sem cureldade

Os produtos revolucionários da Modern Meadow, sediada em New Jersey, são feitos em laboratório porque a empresa acredita em “um futuro onde os produtos animais são livres de animais”.

O novo couro vegano da empresa, feito com uma forma de levedura bioengenharia através de um processo similar ao cerveja cerveja, terá uma semelhança impressionante, em termos de cheiro e textura, a pele de animal.

“Nós projetamos uma variedade de levedura – como um primo do que você usaria para fabricar cerveja – que pode produzir colágeno através da fermentação”, disse Forgacs à CNBC em março do ano passado. “Colágeno, que é encontrado em peles de animais, é o principal bloco de construção biológica do couro. Nós o montamos em uma variedade de materiais que se tornam o nosso ‘Zoa bioleather’ ”. As informações são do Live Kindly.

O couro produzido em laboratório é muito mais eficiente para produzir do que o couro de origem animal ; enquanto este novo produto leva apenas duas semanas do início ao fim, produzir couro tradicional leva anos – os animais devem ser criados e abatidos. Outro processo de várias semanas é necessário para processar a pele e transformá-la em um produto utilizável. Além disso, a bioleather do Modern Meadow pode ser feita para qualquer cor, espessura ou textura especificada.

Foto: Modern Meadow

Em março passado, a Modern Meadow se uniu à Evonik Industries, uma empresa química européia. A parceria com a Evonik ampliará a produção e tornará os produtos de bioleather da Zoa acessíveis aos designers de luxo, disse Dave Williamson, diretor de tecnologia da Modern Meadow à CNBC. A empresa vem recebendo centenas de consultas de designers de diversos setores, como automotivo , moda e esportes, acrescentou Forgacs.

A Modern Meadow recentemente refinou sua tecnologia, tornando-a de ponta e mais industrializada. Agora, o couro pode ser fabricado com equipamentos de fermentação comercial em grande escala, o que significa que os produtos passarão pelos padrões alimentares e produtos médicos.

A empresa de produtos sustentáveis ​​já fez sua primeira aparição mainstream. No ano passado, o Museu de Arte Moderna de Nova York (MOMA) exibiu uma camiseta gráfica feita pela Modern Meadow. Embora destinada a uma exibição de curto prazo, a camisa está agora em exibição permanente.