Queda na quantidade de gelo nas águas no Alasca preocupa cientistas

Todos os anos, o Ártico perde uma área de gelo maior que o tamanho da Escócia. Ursos polares usam este lençol de gelo para caçar | Foto: Getty Images

Todos os anos, o Ártico perde uma área de gelo maior que o tamanho da Escócia. Ursos polares usam este lençol de gelo para caçar | Foto: Getty Images

As águas do Alasca estão agora completamente livres de gelo, com a plataforma de gelo mais próxima a mais de 240 km de distância, alertaram os cientistas.

Após o mês mais quente de julho, o gelo do Ártico ficou 2 milhões de quilômetros quadrados abaixo da média de longo prazo. Cientistas alertam que este último encolhimento é parte de um fenômeno que vai levar a verões livres de gelo todos os anos.

Rick Thoman, especialista em clima do Centro de Avaliação e Políticas Climáticas do Alasca, twittou: “As águas do Alasca agora estão completamente limpas do gelo marinho, enquanto o último gelo no mar de Beaufort, no mar da baía de Prudhoe, se dissolveu.

“O gelo mais próximo do Alasca está a cerca de 240 quilômetros a nordeste de Kaktovik”.

Em média, o gelo marítimo de setembro declinou mais de 13% por década nos últimos 40 anos, desde o início dos registros de satélite.

“Este é um declínio de cerca de 85 mil quilômetros quadrados por ano – o equivalente a perder uma área de gelo marinho a cada ano maior que o tamanho da Escócia”, disse Ed Blockley, um especialista do Met Office no gelo marítimo do Ártico.

O derretimento do gelo marinho no Ártico não é necessariamente uniforme e o derretimento dos mares Chukchi e Beaufort, no nordeste do Alasca, tem sido particularmente preocupante.

Verões sem gelo

O declínio geral é consistente com as mudanças preocupantes observadas nas últimas décadas.

O professor Peter Wadhams da Universidade de Cambridge disse: “Nesta época do ano ‘normalmente’ (ou seja, 30 anos atrás) haveria gelo marinho nas águas do sul do Alasca, mas, mais importante, gelo marinho na costa norte do Alasca, deixando apenas um estreito entre o gelo e a terra para os navios que tentam uma passagem noroeste”.

“O último encolhimento do gelo é parte de um fenômeno do Ártico que está levando a um verão sem gelo como a norma futura”, disse ele.

No futuro imediato, o aquecimento das temperaturas oceânicas está levando a rápidas mudanças ambientais e ecológicas que podem ameaçar a subsistência das pessoas que vivem em comunidades costeiras.

Especialistas dizem que muitas comunidades costeiras já estão olhando para a possibilidade de se mudar devido ao aumento das inundações.

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Filhotes de leão seguem a mãe atravessando um riacho pela primeira vez

Foto: Storyful

Foto: Storyful

Quatro filhotes de leão provaram que o estereótipo que diz que os felinos odeiam água não é tão verdadeiro quanto as pessoas acreditam.

Os quatro foram vistos em uma excursão familiar pelo guarda florestal, Cameron Inggs, 28 anos, que trabalha na reserva de Mala Mala na África.

A leoa segue caminhando e passa através da água, decidida e ela mal se incomoda com os dedos molhados, enquanto a bela criatura envia respingos de água que caem na margem do rio.

Os filhotes são rápidos em se organizar para seguir mãe, olhando brevemente um para o outro enquanto o mais corajoso entra, copiando sua mãe.

A água parece um pouco profunda demais para ele, enquanto o pequeno luta para manter o queixo acima da água, saltando e dando pulos para sair da corrente fria o mais rápido que pode.

Seus irmãos não ficam muito atrás – com um ligeiro grito o segundo segue a linha definida pelo líder, copiando seu método de saltos rápidos através do fluxo.

O terceiro segue avidamente os demais, deixando o quarto para trás, que faz uma pausa, soltando um chiado nervoso antes de corajosamente começar a se mover pela água.

Com tudo o último filhote dá uma sacudida rápida de sua pele, aliviado que a provação molhada finalmente acabou.

Foto: Storyful

Foto: Storyful

Cameron pode ser ouvido rindo enquanto o riacho fica calmo novamente, deixando apenas uma visão pacífica da savana africana.

Os leões, ao contrário dos tigres, são mais reservados quando se trata de água, enquanto eles podem nadar se precisarem, eles preferem estar em terra firme.

A maioria dos leões só vai se aproximar da água se ela os beneficiar para caçar ou se precisarem beber para se refrescar.

No entanto, alguns leões no Botswana começaram recentemente a fazer uma espécie nado “estilo cachorrinho” para atravessar porções de zonas úmidas.

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Casal de turistas salva tartaruga gigante presa entre as rochas em praia

Foto: Newsflare/Charlotte_Young_@Ocean_magpie

Foto: Newsflare/Charlotte_Young_@Ocean_magpie

Dois turistas britânicos tiveram que suspender suas férias no mês passado para resgatar uma tartaruga gigante em apuros.

Charlotte Young, 27, bióloga marinha natural de Bristol (Inglaterra), estava de férias com o namorado George Chislett, caminhando ao longo da costa da praia de Ras Al Jinz, quando se depararam com o animal preso.

Tendo conseguido ficar preso entre as rochas de um penhasco, a criatura marinha pode ser vista agitando-se desesperadamente, tentando sair das rochas.

A bióloga marinha, Charlotte ficou desesperada para ir ao auxílio do réptil.

A dupla fez uma tentativa infrutífera de resgate de 30 minutos, mas a tartaruga, cuja espécie pode pesar até 130 kg quando totalmente crescida, não se mexeu.

Depois de pensar rápido e contar também com a sorte, Charlotte retorna com um pedaço de madeira que estava flutuando e começa a tentar tirar a tartaruga das rochas enquanto o namorado George usa sua força e tenta levantar a tartaruga, lutando para segurar a concha lisa do animal.

Foto: Newsflare/Charlotte_Young_@Ocean_magpie

Foto: Newsflare/Charlotte_Young_@Ocean_magpie

Com grunhidos causados pelo esforço e um pouco de gritos, o animal desliza livre, as nadadeiras girando, desesperadas para fugir. O resgate heroico aconteceu em 1 de julho.

No post onde publica o vídeo no Instagram, Charlotte disse: “Nunca senti uma sensação de pura alegria e desejo irresistível de chorar ao mesmo tempo em um momento”.

Foto: Newsflare/Charlotte_Young_@Ocean_magpie

Foto: Newsflare/Charlotte_Young_@Ocean_magpie

“Nós a vimos desaparecer de volta ao mar e observamos o nascer do sol enquanto respirávamos e digeríamos o que havíamos acabado de realizar.”

Foto: Newsflare/Charlotte_Young_@Ocean_magpie

Foto: Newsflare/Charlotte_Young_@Ocean_magpie

Tartarugas marinhas verdes passam a maior parte de suas vidas na água, mas são conhecidas por nidificarem em praias colocando seus ovos em mais de 80 praias ao redor do mundo.

A tartaruga estava retornando ao mar depois de colocar ovos como época de acasalamento para a espécie é de junho a setembro.

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Feridos e debilitados, cães são encontrados sem comida e água no Paraná

Três cachorros, sendo um macho e duas fêmeas da raça pit bull, foram resgatados pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) após serem encontrados em situação de maus-tratos no bairro Boqueirão, em Curitiba. Um homem de 48 anos foi detido.

Foto: Reprodução/XV Curitiba

Na casa, as fêmeas eram mantidas presas em um canil insalubre, sem água e comida. O macho estava amarrado a uma corrente, também faminto e com sede, e com ferimentos abertos pelo corpo.

Todos os animais estavam visivelmente debilitados e não recebiam os cuidados necessários. As informações são do portal XV Curitiba.

Levado à delegacia, o tutor dos animais assinou um temo circunstanciado de ocorrência. Ele responderá pelo crime de maus-tratos a animais e, se for condenado, poderá ser punido com até um ano de detenção, além de multa.

A condenação, no entanto, tende a ser revertida em prestação de serviços comunitários por se tratar de um crime considerado pelo ordenamento jurídico como de menor potencial ofensivo.


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Treinadora de golfinhos é acusada de maus-tratos após sentar em cima dos animais

Foto: Instagram/Cetacean.inspiration

Foto: Instagram/Cetacean.inspiration

Uma “treinadora de golfinhos” do Dubai Dolphinarium está sendo investigada por abusos de animais após um vídeo ter sido divulgado nas redes sociais mostrando a instrutora sentada nas costas de um dos animais.

As imagens, filmadas nos Emirados Árabes Unidos na semana passada, mostram a treinadora sentada nas costas de um golfinho por cerca de seis segundos antes de mergulhar em uma piscina.

Especialistas dizem que o golpe poderia facilmente ter danificado os órgãos do golfinho pois os mamíferos não suportam o próprio peso do corpo fora da água, portanto, acrescentar o peso de um ser humano a esse risco pode causar sérios danos aos mamíferos marinhos.

Ativistas identificaram duas treinadores que foram acusadas de serem as responsáveis pelo vídeo, as quais, desde então, excluíram suas contas na rede social.

Um porta-voz do Dolphinarium, inaugurado em 2008, confirmou que uma investigação estava em andamento, mas se recusou a discutir mais.

“A gerência está investigando o vídeo. Não podemos falar sobre as imagens enquanto a investigação estiver em andamento “, disse a atração em um comunicado.

Elsayed Mohammad, diretor regional do Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal, disse ao Gulf News: “É bem sabido que o corpo dos golfinhos é muito sensível”.

“O corpo do golfinho não é adaptável a qualquer pressão fora da água. Pressionar o abdômen do golfinho no chão pode facilmente prejudicar seus órgãos internos”.

“Se você der um soco no abdômen de uma pessoa, pode imaginar como é doloroso”.

“Independentemente de saber se são alguns segundos ou não, está errado. É crueldade contra animais”.

Foto: Instagram/Cetacean.inspiration

Foto: Instagram/Cetacean.inspiration

O Dubai Dolphinarium é uma pretensa atração turística que explora os animais vendendo ao público “a chance de assistir a golfinhos e focas realizarem truques em estilo de circo em shows diários”. O que a maioria das pessoas ignora é que esses animais realizam os truques em troca de comida, vivem famintos, infelizes, presos e sob tortura, privados da imensidão do oceano e da companhia de seus iguais.

Esses animais muitas vezes desenvolvem doenças compulsivas de fundo mental como a zoocose. O sofrimento desses seres é tamanho que eles batem suas cabeças nos portões ou mesmo nas grades de seu cativeiro, auto mutilando-se. A repetição de movimentos compulsivos sem finalidade, como nadar a deriva nos taques também esta entre os sintomas da doença.

As apresentações de 45 minutos incluem os animais dançando, cantando, fazendo malabarismo, jogando bola e pulando através de aros.

Os hóspedes também podem pagar mais por uma experiência de “nadar com golfinhos”, que envolve ser transportado segurando nas barbatanas da barriga do animal ou na barbatana dorsal.

Os clientes também são informados de que conseguirão abraçar, beijar e dançar com os animais.

Nascidos livres no oceano, esses animais jamais serão felizes em cativeiro. Acostumados a nadar quilômetros em altas velocidades, ao ficarem confinados a tanques artificiais eles perdem a vontade de viver e muitos morrem porque param de comer ou mesmo de respirar.

Foto: Gulf News

Foto: Gulf News

Animais extremamente inteligentes e capazes de vínculos sociais sólidos e profundos, seu sofrimento só se torna ainda maior em função de suas habilidade cognitivas e da compreensão do mundo ao seu redor.

Grupos de defesa dos direitos animais pedem o fim de todos os shows de animais em cativeiro, denunciando a crueldade e o abuso por trás desses espetáculos.

No mês passado, a Virgin Holidays anunciou que deixaria de oferecer viagens de férias organizadas para cinco resorts que incluem experiências com baleias e golfinhos em cativeiro.

Enquanto isso, a Seaworld anunciou em 2016 que estava cancelando os espetáculos com orcas e acabando com seu programa de reprodução em cativeiro após a reação em massa do público pedindo o fim das atividades.

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Moradores constroem casinha para cães abandonados em Guaçuí (ES)

Cachorros em situação de rua de Guaçuí (ES) ganharam um presente para combater o frio: uma casinha feita por moradores da cidade. Comovidos com a situação dos cães, José Roberto Pereira e Joseph Costa se uniram para ajudá-los. Os amigos construíram uma casinha de metal para abrigar os animais, que também recebem água e alimento com a ajuda de outros voluntários.

Foto: Reprodução/TV Gazeta

A ideia foi de José Roberto e surgiu após o morador observar os cachorros vivendo na rua. “Passando aqui num belo dia, nesse tempo frio, vendo esses cães em situação de rua deitados nesse gramado aqui, pensei no que eu poderia estar fazendo para ajudar eles. Aí tive a iniciativa de fazer um abrigo para eles e conversei com um amigo meu para ele ajudar”, explicou ao G1.

Para construir a casinha, a dupla usou pedaços de telhas de metal, isopor e peças de ferro recicladas. Pedaços de pano e cobertores foram colocados dentro do abrigo para aquecer os animais. Parte do material veio de doação e o restante foi comprado pelos voluntários. A execução do projeto foi feita por Joseph.

“Usamos restos de telhas, todo o material de ferro foi galvanizado para aguentar o tempo, nos preocupamos com o forro de isopor por causa da temperatura, se ela ficasse no sol. Ela foi feita toda em aço também na preocupação do vandalismo e madeira também não aguenta no tempo. A preocupação foi dar um conforto melhor e também a durabilidade do material”, contou.

A atitude de Joseph e José Roberto foi vista com bons olhos pela comunidade. Uma das pessoas que elogiou o projeto foi a estudante Luiza Magno, que também costuma ajudar os cães que vivem na rua.

“Espero que as pessoas espalhem essa ideia para outros bairros. Meu pai também contribui, dá ração, dá carinho e as pessoas vendo isso podem um incentivar o outro. Espero que isso se espalhe não só na cidade, mas também por toda região”, incentivou.

O abrigo feito para os animais também foi aprovado pela estudante Mirela, de 10 anos. “Achei a casa maneira. Os cães podem dormir confortáveis, não ficam mais na rua e podem dormir ali”, disse.

Para garantir a manutenção da casinha e os cuidados aos cães, José Roberto e Joseph pedem a ajuda da sociedade. Interessados em colaborar com doações devem entrar em contato pelo telefone: (27) 99921-6090.


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Cachorrinha exausta e doente entra sozinha no abrigo e adormece na sala de espera

Foto: Humane Society International India

Foto: Humane Society International India

Era um dia típico de março na Humane Society International (HSI) na Índia, e todos os funcionários no abrigo estavam ocupados aquele dia. A certa altura, uma cachorrinha em situação de rua muito doente passou pela porta da ONG – e por algum motivo achou que parecia um lugar seguro para ficar por um tempo.

Ela decidiu dar uma olhada, então entrou silenciosamente, rapidamente encontrou um sofá, enrolou-se e foi direto dormir. Demorou um pouco antes que alguém notasse que ela estava lá, e com isso o quanto ela precisava da ajuda deles.

“Nós não teríamos notado ela, se não fosse pelo mau cheiro que a pobrezinha exalava”, disse Alokparna Sengupta, vice-diretor da HSI India, ao The Dodo. “Sua condição de pele era séria – ela tinha sarna e as orelhas estavam sangrando”.

Foto: Humane Society International India

Foto: Humane Society International India

Quando as pessoas no escritório finalmente notaram a pobre cachorrinha, mais tarde chamada de Fada, correram para dar a ela um pouco de comida e água, mas todo o movimento e comoção a assustaram e a cachorrinha rapidamente fugiu. Todos ficaram chateados porque não puderam ajudá-la – mas no dia seguinte, no mesmo horário, ela voltou e, dessa vez, os funcionários estavam preparados.

Assim que viram Fada toda enrolada em si mesma, escolhida e dormindo no sofá, eles fecharam a porta da frente para que ela não pudesse fugir novamente. Eles então imediatamente lhe deram um pouco de comida e água, e se prepararam para levá-la ao veterinário. Sua sarna era incrivelmente severa, e parecia que ela vinha sofrendo há vários meses. A cachorrinha mal tinha pelo em todo o corpo, além de um pequeno tufo em volta do pescoço. Apesar de estar com medo, ela obviamente sabia que precisava de ajuda, e de alguma forma sentiu que dentro daquele local havia pessoas que queriam desesperadamente ajudá-la.

Foto: Humane Society International India

Foto: Humane Society International India

“Quando fui buscá-la para levá-la ao médico, sua pele estava descascando”, disse Sengupta. “Mas ela era e é um anjo. Nenhuma queixa ou estresse. Eu acho que o destino a trouxe para o lugar certo e ela sabia disso”.

Fada foi levada ao veterinário e recebeu tratamento para a sarna imediatamente. Além da horrível condição de sua pele, ela felizmente não tinha nenhum outro problema, e estava em boa saúde. Depois de realizados testes sobre a infecção em sua pele, foi determinado que ela estava sofrendo há muito tempo e, no entanto, de alguma forma, ninguém jamais tentou ajudá-la antes.

Foto: Humane Society International India

Foto: Humane Society International India

“Ela provavelmente estava sofrendo há alguns meses e foi enxotada por causa de sua aparência doentia”, disse Sengupta.

Apesar de sua condição e toda a dor que ela sentia, Fada foi uma paciente perfeita, dócil e receptiva desde o início. Ela deixou todo mundo no abrigo tratar e cuidar dela, nunca reclamou ou resistiu nem um pouco. Ela parecia extremamente grata por finalmente encontrar pessoas que estavam dispostas a lhe dar amor e atenção.

Foto: Humane Society International India

Foto: Humane Society International India

“Ela tem sido um cão extremamente paciente e feliz”, disse Sengupta. “Depois do segundo dia no canil, ela imediatamente confiou nos voluntários e pacientemente tomou banho todas as semanas. Depois de sua recuperação, percebemos o quão feliz e amigável ela era. ”

Demorou seis meses para que Fada se recuperasse completamente. Depois de três meses no abrigo, ela já tinha uma família interessada em adotá-la, mas seus resgatantes queriam esperar até que ela estivesse completamente curada antes de mandá-la para casa. Ela foi tão doce e amorosa desde o começo, então todos no abrigo sabiam que ela faria muito bem a quem acabasse adotando-a, e agora que ela já está em seu novo lar, ela está absolutamente desabrochando.

Foto: Humane Society International India

Foto: Humane Society International India

Fada agora tem muito espaço para correr e brincar, e para as pessoas para a abraçarem e acariciarem quando ela quiser. Ela pode ter tido um começo difícil de vida, mas de alguma forma ela sabia exatamente onde procurar ajuda, e agora ela está vivendo a melhor vida possível, graças a seus salvadores.

Foto: Humane Society International India

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Homem cria “cadeira de rodas flutuante” para salvar a vida de peixinho-dourado

Foto: Caters

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Muitas pessoas preferem a companhia animais fofinhos e peludos, mas não todos, há também aqueles que amam os animais domésticos que vivem a água, como os peixinhos-dourados.

Embora seus tutores não possam realmente acariciá-los como a um cão ou um gato, isso não significa que eles não amem seus minúsculos companheiros. Tomemos por exemplo, o estilista de 32 anos Henry Kim, da Coréia do Sul, que tem um amor inegável pelo seu peixinho-dourado.

O homem de bom coração e apaixonado por peixes garante que nenhum animal é deixado para trás quando se trata de cuidado e atenção, seja marinho ou terrestre. Então, depois de perder alguns deles para uma doença, Henry inventou uma “cadeira de rodas flutuante” que salvou a vida de seu amado peixe.

Foto: Caters

Foto: Caters

Infelizmente, peixinhos-dourados são conhecidos por serem comumente afetados pela doença da bexiga natatória. Esta doença perturba sua capacidade de regular adequadamente o ar que entra e sai da bexiga natatória, fazendo com que os peixes nadem de lado ou de cabeça para baixo.

“A desordem da bexiga pode ser causada por muitas razões, como comer demais ou por nadar em águas impuras. Eu normalmente a encontro em peixes que vem da Tailândia ou da China para a Coréia ”, disse Henry.

Foto: Caters

Foto: Caters

Para ajudar o peixe, Henry teve uma ideia brilhante. Ele decidiu criar um dispositivo minúsculo que faz com que o peixe permaneça em uma posição correta enquanto estiver debaixo d’água.

Depois de passar inúmeras horas on-line procurando idéias e pesquisando maneiras de resolver o problema, Henry inventou algo que ele chama de “cadeira de rodas flutuante” – um dispositivo de flutuação feito de plástico que permite que os peixes afetados nadem normalmente.

Foto: Caters

Foto: Caters

“Peixes com esse problema só vivem alguns meses, mas graças a esse dispositivo, um dos meus peixes viveu até os cinco meses de idade. Minha cadeira de rodas “flutuável” os ajuda a se manter à tona e ter uma vida mais longa ”, disse Henry.

Henry Kim | Foto: Caters

Henry Kim | Foto: Caters

Assista ao vídeo do peixe dourado aproveitando a invenção de Henry abaixo:

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Campus da USP em Bauru (SP) inicia ação para combater abandono de animais

O campus da USP em Bauru, no interior de São Paulo, realiza um projeto para combater o abandono de animais no local. A ação, criada em 2018, tem focado no momento nos gatos e é executada por representantes da Prefeitura do Campus (PUSP-B), da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) e do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC).

Foto: Denise Guimarães

O projeto gira em torno de questões como o abandono, o manejo, a importância do CED (capturar, esterilizar, devolver) e da alimentação coordenada e organizada de animais ferais – isso é, que não estão domesticados.

“As ações propostas são baseadas em experiências de outros campi, trabalhos acadêmicos e parcerias com a Prefeitura Municipal de Bauru, entre outras. Foi entendido que o controle populacional organizado é a melhor solução para o caso”, informa o arquiteto Vítor Locilento Sanches, chefe Técnico da Divisão de Manutenção e Operação da PUSP-B e presidente da Comissão de Manejo de Animais do Campus USP de Bauru.

Desde que o projeto foi iniciado, não foram encontradas novas ninhadas no campus, nem ocorreu aumento populacional dos animais. Sanches considera o resultado positivo e defende que o trabalho continue sendo realizando. As informações são de Luis Victorelli, do Jornal da USP.

“É importante ressaltar que o grupo não completou um ano de trabalho e, segundo relatório realizado pela Esalq [Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP], a experiência de resultados em ação similar na Universidade da Flórida (EUA) levou 11 anos para ser considerada com sucesso”, comenta.

A comissão não executa ações, mas assessora dirigentes em decisões sobre a definição de metodologias. “O trabalho de alimentação, cuidados com água e captura dos animais para castração é feito por voluntários que já realizavam essas atividades antes da comissão”, diz Sanches, que lembra ainda que o campus não é o local adequado para os gatos viverem.

A alimentação dos animais está sendo custeada por voluntários que se sensibilizam com a situação de abandono. De acordo com o presidente da comissão de manejo, não impedir o aumento da população dos animais somente sobrecarregaria os custos que essas pessoas têm.

Ao encontrar cachorros, gatos ou outros animais precisando de ajuda, a comissão recomenda que a pessoa os encaminhe para o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) ou para ONGs para que situações de doença e abandono sejam resolvidas e os animais sejam disponibilizados para adoção.

Orientados pela comissão, os voluntários passaram a oferecer apenas ração seca aos animais e a dispor os potes com o alimento em pontos pré-estabelecidos para evitar acidentes entre eles e automóveis das pessoas que circulam pelo estacionamento. Eles também mantêm as vasilhas de água limpas para evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti.

Capturar, esterilizar e devolver

Uma metodologia internacional de controle populacional de gatos, denominada “capturar, esterilizar e devolver (CED)”, está sendo utilizada no campus. Marcações são feitas, como forma de controle, na orelha dos gatos castrados – sem dor ou prejuízo ao animal – para que ele não seja capturado duas vezes para castração.

Por não estarem domesticados, alguns animais são extremamente ariscos e não podem ser encaminhados para adoção. Por isso, após serem castrados, são devolvidos ao campus. Por serem territorialistas, os gatos não permitem novos membros no grupo com facilidade e, por isso, após serem feitas as esterilizações que impedem a procriação, o número de animais tendem a se manter fixo.

Parte dos animais foi castrada por meio de financiamento coletivo feito pelos voluntários que os alimentam e o restante através de parceria entre a USP, em Bauru, e o Centro de Controle de Zoonoses de Bauru, sem qualquer custo.

Nos edifícios da universidade que estão voltados para a rua foram afixadas placas que alertam que o abandono de animais configura crime e está previsto na Lei Federal nº 9605/1998, com punição de detenção de até um ano, além de multa.


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Assembleia mantém proibida a alimentação de animais abandonados em Portugal

A Assembleia da República de Portugal manteve uma medida que proíbe que animais abandonados sejam alimentados e recusou um projeto de lei do partido político PAN que visava por fim à proibição vigente em muitos municípios do país.

Foto: Pixabay

A proposta recebeu votos contrários dos partidos PSD, do CDS e do PCP, abstenção do PEV e votos favoráveis do PAN, do PS e do BE. As informações são do portal Público.

O projeto foi apresentado à assembleia em junho de 2018. Na época, o PAN argumentou que “a grande maioria dos municípios em Portugal estabelece, através de regulamento próprio, a proibição de alimentar animais na via pública, ignorando quaisquer circunstancialismos pertinentes, como os casos das colônias de gatos controladas por programas de esterilização municipais”.

“O PAN defende que não faz sentido o Estado investir na esterilização e tratamento dos animais, determinando simultaneamente que os mesmos devem morrer de fome”. O projeto do partido previa a instalação de “abrigos e comedouros”.

“Não é moralmente defensável, na época que vivemos, ordenar uma população, que se quer mais sensível e compassiva, a abster-se de alimentar um animal, agindo contra uma das cinco liberdades básicas de bem-estar animal: a de não ter fome e sede”, salientou o partido.


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