Conheça oito razões para adotar o veganismo e combater a crise da água

Foto: Truth or Drought/Reprodução

Foto: Truth or Drought/Reprodução

Assegurar o fornecimento de água é um dos maiores desafios que o planeta enfrenta, por isso o Dia Mundial da Água é a oportunidade ideal para enfrentar uma das maiores causas de utilização da água – produção de carne, laticínios e ovos. Foi pensando nisso que a ONG Humane Society Internacional (HSI), desenvolveu uma lista de oito motivos que mostram a importância de uma alimentação a base de vegetais para reduzir os danos que a indústria de criação de animais causa ao planeta.

Com mais de 83 bilhões de animais criados e mortos para a indústria alimentícia mundial a cada ano, a agricultura animal em escala industrial afeta nosso meio ambiente de maneiras extremamente prejudiciais.

Não é apenas uma das principais causas da a mudança climática e do desmatamento, mas também é responsável pelo uso de grandes quantidades de água.

Pesquisas mostram que mudar para uma dieta mais rica em vegetais e legumes pode reduzir a pegada hídrica de um indivíduo ao meio, então ao reduzir ou substituir a carne, os laticínios e os ovos por alimentos à base de vegetais mais “água-amigáveis”, todos podemos ajudar a preservar a água do mundo todo.

Oito motivos para adotar uma alimentação baseada em vegetais em nome do Dia Mundial da Água:

1. A agropecuária (animais e plantas) é responsável por cerca de 70% da água utilizada no mundo hoje, até 92% da água doce, com quase um terço disso relacionado à pecuária e ao cultivo de plantações que alimentam esses animais.

2. A maior parte do volume total de água utilizada na pecuária (98%) refere-se à pegada hídrica dos alimentos para animais. Cerca de um terço dos grãos e 80% da soja do mundo são fornecidos aos animais que criados para alimentação.

3. A criação intensiva de animais pode causar uma grave poluição da água, como a eutrofização, uma quantidade excessiva de algas na água causada pelo escoamento de fezes de animais e restos de comida, muitas vezes levando à morte de peixes e outros animais aquáticos.

4. Em média, são necessários entre 15 mil e 20 mil litros de água para produzir um quilo de carne bovina, que requer cerca de 3 mil litros de água para produzir um hambúrguer de 200g – o equivalente a 30 x 5 minutos de chuva. (1 hambúrguer de carne de 200g = 30 banhos de chuveiro de 5 minutos).

5. 96% dos peixes consumidos na Europa provêm da criação de peixes de água doce, mas a grande quantidade de excremento de peixe e restos de comida desses animais ficam depositadas no leito das lagoas cria o ambiente perfeito para a produção dos gases metano que contribuem para efeito de estufa.

6. Uma dieta sem carne pode reduzir nossa pegada hídrica pela metade. Estudos mostram que uma dieta saudável sem carne reduz nossa pegada hídrica em até 55%.

7. A Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente diz que os hambúrgueres à base de vegetais requerem entre 75% a 99% menos água; de 93% a 95% menos terra; e geram de 87% a 90% menos emissões de carbono que os hambúrgueres de carne bovina.

8. “Um estilo de vida vegano é provavelmente a maior maneira de reduzir seu impacto sobre o planeta Terra, não apenas em relação aos gases de efeito estufa, mas a acidificação global, a eutrofização, o uso da terra e o uso da água. Isso tem um impacto muito maior do que reduzir seus voos ou comprar um carro elétrico”, disse Joseph Poore, da Universidade de Oxford, que liderou a análise mais abrangente dos danos que a agropecuária faz ao planeta.

“Com bilhões de pessoas em todo o mundo lutando para lidar com a escassez severa de água, é obrigação de toda a humanidade procurar reduzir sua pegada hídrica. Uma das maneiras mais efetivas de economizar água é reduzir ou substituir a carne e os laticínios por produtos à base de vegetais”, disse Kitty Block, presidente da HSI, em um comunicado.

“A enorme quantidade de água usada pela agricultura animal para cultivar ração animal, hidratar bilhões de animais, desinfetar equipamentos de abate e processar produtos de origem animal estão contribuindo para a escassez de água em nosso planeta. Além do prejuízo ao bem-estar animal e dos benefícios para a saúde humana ao cortar a carne da alimentação, proteger os escassos recursos do planeta é uma razão mais do que convincente para mudar para uma dieta à base de vegetais pelo o Dia Mundial da Água”, disse Kitty.

Outros benefícios vêm da redução ou substituição de carne e laticínios em nossa dieta. Vários estudos indicam que uma dieta rica em vegetais e legumes traz benefícios consideráveis para a saúde.

A Organização Mundial da Saúde estima que a obesidade mundial triplicou desde 1975, com mais de 1,9 bilhões de adultos acima do peso e 381 milhões de crianças com sobrepeso ou obesidade.

Estudos mostram que pessoas que consomem menos produtos de origem animal têm taxas menores de obesidade, pressão alta, diabetes, artrite e câncer. Substituir a carne, o leite e os ovos produzidos pela agricultura industrial também beneficia animais de criação, bilhões dos quais passam a vida inteira em gaiolas ou caixotes, onde são incapazes de se exercitar, exibindo comportamentos não-naturais e muitas vezes não conseguem nem se virar por causa da falta de espaço.

ONU recomenda diminuir o consumo de carne para economizar água

Foto: Pixabay

A campanha #SolveDifferent é mais uma tentativa da ONU de mostrar as consequências desastrosas da agricultura animal para o planeta.

Para produzir um hambúrguer com bacon e queijo, são necessários cerca de 3.140 litros de água. A carne bovina é ainda pior, com um único hambúrguer utilizando 2.500 litros.

Na tentativa de frear os efeitos destes desperdícios, a ONU pede que as pessoas consumam mais alimentos à base de plantas . De acordo com a organização, um hambúrguer vegano ou vegetariano usa de 75 a 95% menos água do que carne bovina, também reduz de 87 a 90% as emissões de gases , e utiliza de 93 a 95% menos terra. As informações são do LiveKindly.

Outro alerta

Em dezembro do ano passado, a ONU apontou a agricultura animal como um dos problemas mais urgentes do mundo já que o consumo de carne “nos levou à beira da catástrofe”.

O setor agropecuário é o maior responsável pelas emissões de gases de efeito estufa no mundo, gerando mais emissões do que todos os meios de transporte juntos. Além do dióxido de carbono, as vacas produzem 567 bilhões de litros de gás metano por dia.

Esforços somente no setor agrícola poderiam reduzir as emissões de metano e óxido nitroso até 15% nos próximos 30 anos. E se as pessoas em países “extra-consumistas” fizerem mudanças em suas dietas, as emissões totais poderão cair mais 23%.

Time de futebol arrecada ração e água para animais de Brumadinho (MG)

O Cruzeiro Esporte Clube e o Instituto 5 Estrelas estão arrecadando ração e água para os animais afetados pelo rompimento de uma barragem da Vale em Brumadinho (MG). Os pontos de arrecadação estão na cidade de Belo Horizonte.

Cão resgatado em Brumadinho (Foto: Alexandre Guzanshe/EM)

A água será destinada, também, às pessoas da cidade. O time de futebol já havia anunciado, no sábado, a doação de R$ 50 mil para atender as necessidades básicas dos moradores de Brumadinho. No mesmo dia, o Instituto 5 Estrelas doou R$ 20 mil. As informações são do portal Super Esportes.

Antes do último jogo de domingo (27), entre Cruzeiro e Atlético, foram coletados itens como água mineral, alimentos não perecíveis e alimentos prontos para consumo que não exijam preparo.

Em Belo Horizonte, há quatro pontos de coleta de ração e água. São eles:

  • Sede Administrativa do Cruzeiro: Rua dos Timbiras 2903
  • Sede Social Clube Barro Preto: Rua dos Guajajaras, 1722, Barro Preto.
  • Sede Social Campestre: Rua das Canárias, 254, Pampulha.
  • Comunidade Evangélica Nova Vida: Avenida Clóvis Salgado, 401, Bandeirantes.

Voluntários alimentam bezerro para mantê-lo vivo em Brumadinho (MG)

Um bezerro que está isolado na lama de rejeitos, após rompimento de barragem da Vale, em Brumadinho (MG), passou a receber cuidados de voluntários de grupos de proteção animal, que estão levando água e feno para o animal, na intenção de mantê-lo vivo para que ele possa ser resgatado.

Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

No último domingo (27), uma vaca que estava perto dele foi sacrificada após uma tentativa de resgate. A esperança dos voluntários é de que o bezerro tenha um destino diferente e consiga sair do local sozinho, já que a lama começa a secar. As informações são do portal O Globo.

O animal está fraco e nervoso, segundo a medica veterinária Amélia Oliveira, que trabalhou no resgate de animais quando ocorreu um crime ambiental na cidade de Mariana (MG). De acordo com ela, o bezerro não tem condições de ser sedado para ser transportado de helicóptero.

(Foto: Divulgação)

“A lama começa a secar e pode ser que ele tenha forças para se libertar da lama e escapar por conta própria”, disse a veterinária.

Na segunda-feira (28), os voluntários comemoraram o resgate de um cachorro. “Ele passa horas parado no mesmo lugar e tenta impedir que se aproximem. E sabemos que há corpos nessa área. Achamos que o tutor está lá”, afirmou Amélia. Após receber cuidados e ser alimentado, o cachorro será solto.

Dezenas de cavalos selvagens morrem por causa do calor escaldante

Temperaturas escaldantes foram culpadas por desencadear a morte em massa de dezenas de cavalos selvagens que foram encontrados em um poço seco.

Ralph Turner, um artista de Arrernte e oficial de engajamento de atividades, encontrou na semana passada os cavalos em Deep Hole, cerca de 20 km a nordeste de Santa Teresa, no Território do Norte, Austrália,

As fotos chocantes, postadas no Facebook, mostram cerca de duas dúzias de cavalos parcialmente decompostos espalhados dentro no poço,  informou a ABC News .

Turner fez a descoberta sombria durante uma viagem ao local para avaliar como a onda de calor do “Centro Vermelho” afetou os níveis de água. As informações são do Daily Mail.

“Eu não pude acreditar que algo assim aconteceu aqui, a primeira vez”, disse Turner.

O Red Centre tem chegado a alguns dos seus dias mais quentes ultimamente, com um recorde de 12 dias com temperaturas acima dos 42°C.

A cerca de 80 quilômetros de Santa Teresa, o aeroporto de Alice Spring registrou na última terça-feira (22) o maior número de dias acima de 42°C desde que a estação meteorológica foi inaugurada em 1940.

Temperaturas escaldantes foram responsabilizadas pelo desencadeamento da morte em massa dos animais.

O mentor de mídia de Santa Teresa, Rohan Smyth, disse que os cavalos podem ter morrido como resultado da desidratação severa, devido ao clima extremo que a comunidade experimentou recentemente.

“Os cavalos selvagens foram até lá procurando por água, que normalmente estaria lá. Então, basicamente, eles simplesmente não tinham mais para onde ir”, disse Smyth.

Ele acrescentou que os moradores de Santa Teresa estão profundamente preocupados com o bem-estar dos cavalos pela forte ligação que eles têm com os animais.

“Eles são animais selvagens, então, têm um impacto do meio ambiente”, disse ele.

 

 

 

Lei garante água e ração para animais abandonados em Itapevi (SP)

Um projeto de lei de autoria do vereador Denis Lucas de Oliveira (PRB), que autoriza o poder público a firmar parcerias para implantação de comedouros e bebedouros para animais abandonados em Itapevi (SP), foi promulgado pelo presidente da Câmara, o Professor Rafael (Pode). O projeto foi denominado AlimentaCão.

(Foto: Vitor Seta / Imagem Ilustrativa)

O texto da lei estabelece que a construção, o abastecimento, a limpeza e a manutenção dos comedouros e bebedouros serão de responsabilidade da comunidade, assim como de instituições privadas, ONGs de proteção animal e pessoas físicas previamente selecionadas e cadastradas por órgão responsável. As informações são do portal Web Diário.

Os equipamentos destinados aos animais serão fiscalizados pelo poder púbico. Parcerias com escolas, presídios e instituições de recuperação de jovens, públicas ou privadas, poderão ser firmadas para a implementação do projeto. Essas parcerias também poderão ser feitas para arrecadação de ração para abastecimento dos comedouros.

A lei determina penalidades para pessoas que forem flagradas danificando os comedouros e bebedouros. A infração será punida com multa de R$ 500. O valor será revertido à causa animal.

A medida foi promulgada pela Câmara porque não foi submetida à análise do prefeito Igor Soares dentro do prazo regimental, após aprovação dos vereadores. Para impedir que o projeto fosse inviabilizado, o Legislativo fez a promulgação.