Águia dourada pioneira é encontrada morta por envenenamento em reserva americana

Foto: National Park Service

Foto: National Park Service

A águia dourada pioneira retornou aos céus do parque nacional de Yellowstone no último outono e voou para o norte, para áreas onde os humanos caçavam. Alguns meses depois, retornou ao parque e foi encontrada no chão, morta.

Cientistas que realizaram uma necropsia na ave, que foi a primeira a ser marcada com um transmissor de rádio no parque, fizeram uma descoberta infeliz: ela havia sido envenenada por chumbo. Eles agora estão levantando questões preocupantes sobre a segurança dos parques nacionais dos EUA para a vida selvagem.

“Este pássaro tinha uma quantidade substancial de chumbo circulando em seu sistema sanguíneo de uma forma muito rápida”, disse Todd Katzner, biólogo de pesquisa da vida selvagem do US Geological Survey. “Você não consegue isso apenas respirando chumbo. Ele ingeriu alguma coisa certamente”.

A ave provavelmente teria comido fragmentos de munição de chumbo de cadáveres de outros animais deixados por caçadores. Além de prejudicar os animais matando-os de forma covarde, a caça ainda leva suas fatalidades mais além, causando envenenamento de outras espécies que não diretamente envolvidas em seus ciclos de morte.

O tópico polêmico envolvendo a munição de chumbo também se tornou um ponto de disputa na política interna do país. No início de 2017, um dia antes de o ex-presidente Barack Obama deixar o cargo, seu governo assinou uma ordem de eliminação gradual do uso de munição de chumbo e equipamento de pesca na maioria das terras federais administradas pelo Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA. A proibição foi anulada menos de dois meses depois pelo ex-secretário do Interior, Ryan Zinke.

É a terceira vez que uma águia acompanhada para pesquisa na região norte de Yellowstone morre de envenenamento por chumbo nos últimos oito anos.

“Sabemos que o envenenamento por chumbo é uma ameaça substancial às de aves de rapina em todo o mundo”, disse Katzner, pesquisador de biologia da vida selvagem do Serviço Geológico dos Estados Unidos. “E agora sabemos que a ameaça foi estendida às aves que estão em áreas protegidas, como Yellowstone”.

Mark Oliva, gerente de assuntos públicos da Fundação Nacional de Tiro Esportivo, disse que, diante dos parques eólicos e da perda de habitat, a munição de chumbo não é uma grande ameaça. “Caçadores também podem enterrar pilhas de tripas se tiverem medo de que isso seja uma ameaça ao meio ambiente”, disse ele de forma irônica.

Em Yellowstone, a população de águias douradas é estável e possui grandes números, particularmente nas regiões do norte do parque. Mas a reprodução é excepcionalmente pobre, disse Doug Smith, biólogo sênior de vida selvagem em Yellowstone ao The Guardian.

Em um estudo inédito no parque, Smith e um estudante de pós-graduação em Montana colocaram um transmissor de rádio em uma águia dourada em agosto e mais cinco no início de 2019 para descobrir o motivo.

Smith não sabe dizer se o envenenamento por chumbo a partir de munição de armas é uma ameaça geral para a população de águias douradas do Yellowstone ou a causa da baixa reprodução. O estudo ainda está em seus primeiros estágios. Mas o cientista queria que o público soubesse que uma espécie apreciada vivendo em uma área protegida como Yellowstone pode morrer em razão da atividade humana realizada fora dos limites do parque.

“O Yellowstone está tão protegido quanto pensávamos?”, conclui com esse questionamento o biólogo.

O Parque Nacional de Yellowstone foi designado como Reserva da biosfera, em 1976. Em 8 de Setembro de 1978 foi designado como Patrimônio Mundial, pela UNESCO.

Esquilo enfrenta águia com o dobro do seu tamanho e sai vitorioso

Foto: Roger Stevens Jr.

Foto: Roger Stevens Jr.

Um fotógrafo especializado em imagens da natureza testemunhou uma virada inesperada no reino animal na segunda-feira (11), quando um esquilo saiu vitorioso em uma batalha com uma águia enorme.

Roger Stevens Jr. estava passando por uma loja da Rite Aide em Lincoln, Maine (EUA), quando olhou pela janela do carro e viu uma águia careca empoleirada no topo de uma árvore.

Notando que o pássaro estava agindo estranhamente, Stevens – que nunca sai de casa sem sua câmera – saiu do carro para tirar algumas fotos da belíssima ave.

Foto: Roger Stevens Jr.

Foto: Roger Stevens Jr.

Quando ele se aproximou, avistou outra criatura, um pequeno esquilo cinzento, sentado em um galho paralelo, olhando para o pássaro que se aproximava dele.

Nos 10 minutos seguintes, os adversários improváveis se enfrentaram em uma batalha épica, com o esquilo aparentemente não se abalando com o olhar ameaçador do predador enorme.

O esquilo ficava apenas testando o quão próximo ele poderia chegar da águia sem ser pego. Isso foi percebido pela ave, que não tirava os olhos dele, enquanto o esquilo continuava apenas provocando de forma ousada, conta Stevens ao Bangor Daily News.

“Aquele esquilo esperto parecia saber o quão perto ele poderia chegar da águia para realmente deixá-la louca”, disse ele.

Correndo para cima e recuando, bem na frente da águia, entre avanços e retornos, o esquilo parecia determinado a afastar o pássaro de seu território.

Em certo ponto, o roedor pareceu perder terreno no duelo, quando foi obrigado a procurar abrigo em uma cavidade no tronco da árvore, depois que a águia abriu suas asas em sinal de alerta.

Foto: Roger Stevens Jr.

Foto: Roger Stevens Jr.

Mas notavelmente, a criatura teimosa emergiu mais uma vez e aumentou seus esforços para insultar e confrontar a águia.

Stevens diz que o esquilo subiu pela árvore três ou quatro vezes e ficou cara a cara com a águia.

E incrivelmente, a persistência da pequena criatura foi recompensada quando a ave de rapina se submeteu ao ataque do esquilo e finalmente voou para longe, desistindo do território.

Acreditando que a batalha representasse a versão da natureza de Davi e Golias, Stevens compartilhou uma série de imagens no Facebook.

“É como o garotinho mais novo enfrentando o grandalhão mais forte”, disse ele à CBS. “Isso é um tipo de comportamento que você simplesmente não vê com frequência”.

Stevens acrescentou que o esquilo estava realmente agindo para proteger seu lar do pássaro.

Fotógrafo há 21 anos, Stevens descreveu o evento como um encontro raro, “coisa de uma vez na vida inteira”. Ele tem sete livros publicados e um oitavo sobre águias, que contará com essas imagens, a ser lançado em breve.

 

Nota da Redação: Ressaltamos que a águia estava apenas seguindo seu instinto, o que é muito natural sendo ela uma ave territtorialista. Não há vilões nessa história, pois a natureza equilibra e resolve as situações de convivência entre as espécies sozinha e sempre da melhor forma, desde que não haja interferência humana.

Águia não consegue voar após ter penas congeladas nos EUA

Os animais também foram atingidos pela onda de frio que atinge o meio oeste dos EUA.

Foto: BBC

Essa águia-americana não está se refrescando, está congelada e não consegue voar.

A ave de rapina tem uma bola de gelo presa às suas penas que a impede de levantar voo.

Felizmente, ela conseguiu ajuda nesse santuário animal no Estado do Michigan.

Um enxágue rápido com água morna e a bola de gelo de 20 cm foi derretida.

A equipe de resgate acredita que a ave se molhou tentando pegar um peixe em um lago e depois acabou ficando congelada no tempo frio.

Livre do gelo, a águia foi devolvida à natureza.

Fonte: G1

Águia ferida por linha de pipa é resgatada no Rio de Janeiro

Águia foi resgatada na Zona Oeste do Rio Foto: Divulgação

Uma águia foi resgata por agentes da Patrulha Ambiental da prefeitura, na Zona Oeste do Rio. Segundo a Guarda Municipal, a ave tinha um ferimento provocado por uma linha de pipa. A ação aconteceu na última quarta-feira (30).

O trabalho foi realizado em conjunto com o Corpo de Bombeiros — os militares encontraram a águia-pescadora em Guaratiba, e solicitou apoio para que ela fosse levada até o Centro de Recuperação de Animais Silvestres (CRAS) da Universidade Estácio de Sá.

De acordo com a Guarda Municipal, o veterinário que atendeu o animal confirmou que o ferimento tinha características de ter sido provocado por linha de pipa. A águia permaneceu no local para receber os cuidados necessários.

Por meio de nota, o órgão ressaltou que “no município do Rio é proibido o uso e a comercialização das linhas chilena e com cerol ou de outros materiais cortantes em pipas, papagaios, pandorgas e semelhantes, que podem provocar acidentes graves e até fatais em animais e também em pessoas.”

Fonte: Extra