Mais de 30 cutias mantidas em cativeiro são resgatadas em Arapiraca (AL)

A equipe Fauna da Fiscalização Preventiva Integrada da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (FPI do São Francisco) resgatou 38 cutias nesta quinta-feira (8) nos fundos de um hotel no bairro Planalto, em Arapiraca (AL). Um dos animais estava morto.

FOTO: JONATHAN LINS

De acordo com o coordenador da equipe Fauna, Epitácio Correia, as cutias estavam em um recinto coletivo e a maior parte delas demonstrava muito estresse. Elas foram devolvidas à natureza no mesmo dia do resgate em uma região de Mata Atlântica.

O animal morto estava em estado adiantado de putrefação e, segundo especialistas, havia morrido entre três a cinco dias. As informações são da Gazeta Web.

O hotel foi autuado por manter animais silvestres em cativeiro e por falta de licença ambiental. Um Termo Circunstancial de Ocorrência (TCO) foi feito na Delegacia Regional de Arapiraca.

A 10ª etapa da FPI do São Francisco resgatou cerca de 360 animais, sendo que 120 já foram devolvidos à natureza.

Antes de serem soltos, os animais são submetidos à avaliação. Caso não estejam saudáveis, eles recebem tratamento, incluindo avaliação física e comportamental, além de cuidados veterinários.


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Peixe-boi Paty se prepara para retornar à natureza

Por David Arioch

A fêmea com quatro anos e nove meses foi levada, entre os dias 29 e 30 de julho, para o cativeiro de aclimatação em Porto de Pedras, em Alagoas (Foto: Michelly Gadelha)

De acordo com informações do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o peixe-boi Paty está se preparando para voltar para casa. A fêmea com quatro anos e nove meses foi levada, entre os dias 29 e 30 de julho, para o cativeiro de aclimatação em Porto de Pedras, em Alagoas, na Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais.

Lá, ela será preparada para a soltura, devendo se adaptar às variações das marés, interagir com outros animais do manguezal e receber alimentação natural. Paty é o primeiro encalhe de filhote vivo de peixe-boi em Alagoas, ocorrido em outubro de 2014, na praia de Pratagy em Maceió. Durante os anos de permanência no cativeiro, o animal se desenvolveu bem e hoje tem 2,48 metros de comprimento, pesando 317 quilos.

Na época, o peixe-boi foi resgatado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA) e pelo Instituto Biota de Conservação, e foi transportado para o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres – CRAS/ICMBio em Itamaracá (PE). As equipes ainda tentaram encontrar a mãe do filhote recém-nascido, mas ela não foi localizada.

Segundo a coordenadora-substituta do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Nordeste (Cepene) e responsável pelas ações de conservação do peixe-boi marinho, Iara Sommer, é uma fêmea com comportamento bastante sociável com as outras fêmeas, contudo, mantém uma postura arisca quando se sente ameaçada, demonstrando que, apesar do tempo em cativeiro, apresenta características positivas para um animal que em breve será reintroduzido.

O transporte do peixe-boi Paty da base avançada do Cepene até o cativeiro natural em Porto de Pedras, na APA Costa dos Corais, foi realizado por via terrestre utilizando um caminhão munck, em uma piscina forrada com colchões umedecidos. A ação teve início na segunda às 23h30, com a retirada do animal do recinto, estabilização na piscina e formação do comboio com seis veículos, incluindo dois batedores e o caminhão.

O trajeto durou mais de cinco horas e durante todo o período o animal teve sua temperatura, frequência cardíaca e comportamento monitorados por uma equipe composta pela veterinária Michelly Gadelha, biólogos e tratadores.


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Cães e gatos não vão receber vacina contra raiva este ano em Alagoas

Os cachorros e gatos de Alagoas não irão receber vacina contra a raiva este ano. A campanha de vacinação não tem data para ser realizada, mas deve acontecer apenas no primeiro trimestre de 2020.

O Ministério da Saúde (MS) suspendeu o envio de um novo lote de vacinas, conforme foi confirmado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

Foto: Pixabay

O órgão é o responsável por adquirir e distribuir as vacinas para os estados brasileiros. O motivo que levou à suspensão não foi declarado. As informações são do portal OP9.

De acordo com a Sesau, o estoque de vacinas antirrábicas em Alagoas é de 20 mil doses. O número está bem abaixo da quantidade necessária para realizar a campanha, de 350 mil doses.

A Secretaria de Saúde afirmou que o último registro da doença em animais domésticos no estado foi registrado há 11 anos e que a suspensão da campanha não coloca a saúde dos cães e gatos em risco.

Essa proteção que a secretaria garante existir em Alagoas, no entanto, não funcionou em Minas Gerais. O estado não havia registrado raiva em gatos desde 1984 e em cães desde 1989. Mesmo assim, neste mês um gato diagnosticado com a doença morreu em Itaú de Minas, cidade que não tinha registro da doença em gatos há 16 anos.


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Falta de recursos pode levar animais de abrigo para a rua em Maceió (AL)

O Centro de Recuperação Animal Esperança (Crae), de Maceió (AL), pode encerrar as atividades devido à falta de apoio financeiro. O local abriga 270 animais, sendo 216 cães e 50 gatos, e funciona há cinco anos no bairro do Village Campestre II.

FOTO: ARQUIVO PESSOAL

Representante do abrigo, Mary Nogueira afirma que o local necessita do apoio da população e de entidades públicas para se manter aberto. As informações são do portal Gazeta Web.

“Os animais precisam todos os dias se alimentar, precisam de remédio, de cuidados, não adianta acumular animais sem ter condições de mantê-los. Nós não temos condições nem de comprar remédio e nem dar comida de qualidade”, lamentou Mary.

No abrigo, são gastos cerca de R$ 11 mil mensais. Porém, Mary tem conseguido arrecadar por mês no máximo R$ 2 mil e, segundo ela, “às vezes nem isso”.

FOTO: ARQUIVO PESSOAL

Sem ajuda para manter o abrigo, a fundadora do local lembra que os cães e gatos podem acabar voltando para as ruas. Ela critica o descaso da população e dos órgãos públicos diante do caso.

“Uma grande parte das pessoas não castra seus animais e acha que jogá-los nas portas do abrigo é uma solução. Conseguimos recursos para pelo menos transformar o Crae em instituto, mas não temos recursos para manter os cuidados dos animais. Já fomos no Ministério Publico, na prefeitura, já fui em todos os lugares”, disse.

Interessados em fazer doações ao abrigo, diretamente na unidade da entidade ou através de transferência bancária, pode entrar em contato com Mary através do número (82) 9929-0761.


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Desempregada, mulher se vira com o namorado para cuidar de animais resgatados das ruas

Mesmo sem emprego há dois anos, uma mulher cuida de animais retirados das ruas de Alagoas. Salete Barros mora no bairro Cacimbas em Arapiraca, onde vive com boa parte dos animais. O restante fica em uma outra casa em um bairro de Maceió, que o namorado dela ajuda a cuidar.

Foto: Arquivo Pessoal/Salete Barros

Para tentar arrecadar dinheiro e continuar com a causa, Salete vai fazer um bazar solidário nos dias 25 e 26 de maio na capital, onde vai vender roupas e artigos para casa que ela mesma faz.

“Os animais que tenho são todos das ruas, venho desempregada há quase dois anos, lutando duro para ajudar nas despesas junto com ele. O bazar é para dar assistência a alguns que aguardam castração, tratamento, vacinas e alimentação, que são muito caros”, disse.

Ela conta que na casa dela casa tem 4 cachorros e 23 gatos. Já na casa de Maceió tem 15 cachorros e 7 gatos. “Só de ração eu devo gastar por mês R$ 1.500. Colocando as outras despesas eu nem sei calcular”, afirmou.

Salete ressalta que é protetora independente de animais, que é uma voluntaria que mantém sob sua responsabilidade animais retirados de situações de abandono e maus-tratos e promovendo o bem-estar dele. O cuidado pode ser feito em casa, ou em imóveis de apoio, como ONGs, por exemplo.

Ela relembra que tudo começou com poucos animais. “Eu já tinha [animais], porém eram apenas uma cachorra e três gatos, e em três anos o número subiu muito. Inclusive agora, dei uma parada nos resgates, pois não posso salvar uns e empurrar com a barriga outros que chegaram primeiro”, falou a protetora.

Bazar

O bazar solidário vai acontecer em Maceió em 2 dias distintos:

Evento 1

Dia: 25/05
Hora: 11h às 19h
Local: Posto 7, Jatiúca
Evento 2

Dia: 26/05
Hora: 11h às 19h
Local: Praça Gogó da Ema, Ponta Verde

Fonte: G1

Tartaruga é encontrada morta no calçadão da Praia de Jatiúca, em Maceió (AL)

Uma tartaruga foi encontrada morta na manhã deste sábado (4) no calçadão da Praia de Jatiúca, em Maceió, no estado de Alagoas.

Foto: Arquivo Pessoal/Carlos Eduardo Costa

O animal é da espécie Verde e estava em avançado estado de decomposição.

Técnicos do Instituto Biota de Conservação foram ao local para recolher o animal e fazer a perícia para identificar a causa da morte.

Fonte: G1

Cinco tartarugas marinhas são encontradas mortas em praia em Alagoas

Cinco tartarugas marinhas foram encontradas mortas na praia do Boqueirão, no município de Japaratinga, no litoral norte do estado de Alagoas, nesta quinta-feira (31).

Foto: Divulgação/Instituto Biota

Da espécie C.mydas, as tartarugas estavam em um trecho curto da areia da praia. O Instituto Biota da Conservação foi acionado e enviou biólogos ao local. As informações são do portal G1.

De acordo com o biólogo Bruno Stefanis, presidente do Instituto, dados biométricos dos animais foram coletados. Em seguida, as tartarugas foram enterradas.

 

“Não estamos mais realizando necropsias para diagnóstico de causa morte devido ao fim do projeto”, informou Stefanis.

dogão

Cão enterrado vivo em Alagoas morre devido a complicações na saúde

Dogão, o cão da raça rotweiller, morreu na manhã da última segunda-feira (21). Ele havia sido resgatado por voluntários da ONG Projeto Acolher após ter sido enterrado vivo em um terreno baldio na Barra de São Miguel, em Alagoas (AL).

dogão

Foto: Facebook | Reprodução

O cachorro foi salvo no dia 8 de janeiro, depois que moradores da região ouviram seu choro e o resgataram, a partir daí, o cão passou para os cuidados do Projeto Acolher. De acordo com a ONG, o cão morreu devido a complicações em seu estado de saúde.

À época de seu resgate, os voluntários do Projeto Acolher disseram que o estado de Dogão era gravíssimo, chegando a suspeitar que o cão sofria de cinomose, mas a hipótese foi descartada por exames. Até esta segunda-feira (21), não houve nenhum diagnóstico preciso sobre a doença da qual sofria Dogão, cujo corpo apresentava inúmeras feridas e infestação de carrapato.

A ONG informava aos seguidores do Instagram sobre o quadro de saúde do animal. “Pessoal, o Dogão está muito ruim! O xixi dele é só pus! Ele parece não querer viver. Imploramos por muita oração pelo nosso Dogão!”, escreveu o Projeto Acolher no final da noite de domingo (20).

O criminoso que enterrou o cachorro vivo foi indiciado pela Polícia Civil de Alagoas por maus-tratos. O inquérito foi concluído e será remetido para análise ao Ministério Público.

Punição para o crime

Em dezembro de 2018, foi aprovado um projeto de lei que aumenta a pena para crimes de maus-tratos contra animais. Atualmente, a pena para esse crime é de dois meses a um ano de prisão.

O projeto de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) pretende aumentar a pena entre um a quatro anos de prisão, além de uma multa de até mil salários mínimos. O projeto ainda aguarda aprovação da Câmara dos Deputados

Tartaruga é encontrada descarnada em praia de Feliz Deserto (AL)

Uma tartaruga foi encontrada descarnada na praia de Feliz Deserto, no Litoral Sul de Alagoas, na manhã de ontem(19).

Tartaruga descarnada é encontrada na praia de Feliz Deserto, em AL — Foto: Instituto Biota/Divulgação

A tartaruga  era da espécie Verde e pode ter sido morta na sexta (18), segundo Bruno Stefanis, presidente do Instituto Biota de Conservação.

De acordo com ele, casos como esse têm sido recorrentes na região. “Nos últimos dias temos encontrado vários animais naquela região. Toda semana encontramos algum, eles podem estar sendo mortos para consumo. Nós vamos buscar as autoridades”, afirmou Stefanis.

Na sexta-feira (17) dois golfinhos foram encontrados mortos na mesma praia. Eles eram da espécie boto-cinza e mediam por volta de 120 cm cada.

Na semana passada, um outro golfinho foi achado esquartejado no mesmo local.

Fonte: G1

Golfinhos são encontrados mortos em praia de Feliz Deserto (AL)

Dois golfinhos foram encontrados mortos na praia do município de Feliz Deserto, Litoral Sul de Alagoas, no final da tarde da última sexta-feira (18).

Golfinhos foram encontrados por volta de 150 metros um do outro em praia de Feliz Deserto, AL — Foto: Divulgação/Biota

 

Animais encontrados na praia de Feliz Deserto, AL, são da espécie boto-cinza — Foto: Divulgação/Biota

Na semana passada, um outro golfinho foi achado esquartejado no mesmo local.

Segundo o Instituto Biota de Conservação, os animais eram da espécie boto-cinza e mediam por volta de 120 cm cada.

Eles foram encontrados há 150 metros de distância um do outro. Ainda não se sabe o motivo da morte dos golfinhos.

Marcas de rede de pesca foram encontradas nos golfinhos mortos em praia de Feliz Deserto, AL — Foto: Divulgação/Biota

O Instituto Biota disse ainda que marcas de rede de pesca foram encontradas nos animais.

Fonte: G1