Cientistas do Alasca revelam o aumento de encontros entre ursos polares e humanos

Foto: Artyom Geodakyan/TASS

Foto: Artyom Geodakyan/TASS

Cientistas do Alasca dizem que as chances de encontrar um urso polar na região aumentaram, a informação se baseia em pesquisas recentes que revelarem que os ursos estão chegando mais cedo à costa do país e permanecendo em terra por mais tempo.

Cientistas do departamento de Pesquisa Geológica dos EUA descobriram que mudanças no habitat do gelo marinho coincidiram com evidências de que o uso e o tempo de terra pelos ursos polares está aumentando, informou o Anchorage Daily News no sábado.

Os ursos polares chegam à terra pelo o mar de Beaufort durante a estação de derretimento de gelo, quando o gelo do mar se rompe no verão e recongela no outono, disseram cientistas.

A duração média da estação de degelo aumentou 36 dias desde o final dos anos 90, disseram os pesquisadores.

Os ursos estão chegando “um pouco antes do previsto”, disse Todd Atwood, biólogo especializado em pesquisas sobre a vida selvagem que lidera o programa de pesquisa de ursos polares do US Geological Survey.

Os ursos polares geralmente chegam à costa em meados de agosto, mas os moradores relataram aparições já em maio em Kaktovik, uma pequena cidade a cerca de 1.040 quilômetros ao norte de Anchorage, disseram biólogos.

A residente Annie Tikluk foi uma das poucas que encontrou um urso na segunda-feira antes que os vizinhos o assustassem e o animal fugisse com medo.

Sua filha e duas sobrinhas estavam brincando do lado de fora quando “viram o urso e saíram correndo”, disse Tikluk.

“A questão principal é que os ursos do sul de Beaufort estão usando a terra até um ponto em que não a usam historicamente”, disse Atwood. “E aumentando as atividades no Ártico, particularmente aquelas relacionadas ao desenvolvimento, a principal consideração a ser levada adiante provavelmente será como os ursos e os humanos estão compartilhando esses espaços.”

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Queda na quantidade de gelo nas águas no Alasca preocupa cientistas

Todos os anos, o Ártico perde uma área de gelo maior que o tamanho da Escócia. Ursos polares usam este lençol de gelo para caçar | Foto: Getty Images

Todos os anos, o Ártico perde uma área de gelo maior que o tamanho da Escócia. Ursos polares usam este lençol de gelo para caçar | Foto: Getty Images

As águas do Alasca estão agora completamente livres de gelo, com a plataforma de gelo mais próxima a mais de 240 km de distância, alertaram os cientistas.

Após o mês mais quente de julho, o gelo do Ártico ficou 2 milhões de quilômetros quadrados abaixo da média de longo prazo. Cientistas alertam que este último encolhimento é parte de um fenômeno que vai levar a verões livres de gelo todos os anos.

Rick Thoman, especialista em clima do Centro de Avaliação e Políticas Climáticas do Alasca, twittou: “As águas do Alasca agora estão completamente limpas do gelo marinho, enquanto o último gelo no mar de Beaufort, no mar da baía de Prudhoe, se dissolveu.

“O gelo mais próximo do Alasca está a cerca de 240 quilômetros a nordeste de Kaktovik”.

Em média, o gelo marítimo de setembro declinou mais de 13% por década nos últimos 40 anos, desde o início dos registros de satélite.

“Este é um declínio de cerca de 85 mil quilômetros quadrados por ano – o equivalente a perder uma área de gelo marinho a cada ano maior que o tamanho da Escócia”, disse Ed Blockley, um especialista do Met Office no gelo marítimo do Ártico.

O derretimento do gelo marinho no Ártico não é necessariamente uniforme e o derretimento dos mares Chukchi e Beaufort, no nordeste do Alasca, tem sido particularmente preocupante.

Verões sem gelo

O declínio geral é consistente com as mudanças preocupantes observadas nas últimas décadas.

O professor Peter Wadhams da Universidade de Cambridge disse: “Nesta época do ano ‘normalmente’ (ou seja, 30 anos atrás) haveria gelo marinho nas águas do sul do Alasca, mas, mais importante, gelo marinho na costa norte do Alasca, deixando apenas um estreito entre o gelo e a terra para os navios que tentam uma passagem noroeste”.

“O último encolhimento do gelo é parte de um fenômeno do Ártico que está levando a um verão sem gelo como a norma futura”, disse ele.

No futuro imediato, o aquecimento das temperaturas oceânicas está levando a rápidas mudanças ambientais e ecológicas que podem ameaçar a subsistência das pessoas que vivem em comunidades costeiras.

Especialistas dizem que muitas comunidades costeiras já estão olhando para a possibilidade de se mudar devido ao aumento das inundações.

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Caçadores matam ursa e filhotes indefesos que estavam hibernando no Alasca

“Você e eu fazemos o que queremos”, diz o rapaz (Foto: Reprodução)

Esta semana a Humane Society International divulgou um vídeo em que pai e filho matam ilegalmente uma ursa negra que estava hibernando com seus dois filhotes na Ilha Esther, na Enseada do Príncipe Guilherme, no litoral sul do Alasca. Na filmagem, é possível ouvir os gritos de terror dos filhotes.

Os autores do crime não imaginavam que no local haviam câmeras instaladas pelo Serviço Florestal como parte de um estudo sobre o comportamento animal. O vídeo começa com os dois homens avistando uma ursa hibernando.

Não demora, e eles disparam vários tiros no oco de uma árvore, onde os animais estavam alojados. Assim que a mãe é morta, os filhotes ficam horrorizados, mas os atiradores não se importam e os matam.

O filho, de 18 anos, posa para uma foto com o corpo de um dos animais e se gaba dizendo que eles jamais serão responsabilizados pelo que fizeram. “Você e eu fazemos o que queremos”, diz o rapaz. Os criminosos também descartaram os corpos dos filhotes e um colar de rastreamento que estava com a ursa, segundo a HSI.

Com o auxílio das câmeras, os autores foram identificados como Andrew e Owen Renner, de Wasilla, no Alasca. Depois de se declarar culpado, Andrew foi condenado a três meses de prisão e não poderá caçar pelos próximos dez anos. Já o filho, Owen, de 18 anos, recebeu apenas uma suspensão de 30 dias e a incumbência de realizar serviços comunitários.

família de ursos

Caçadores matam família de ursos e são condenados a apenas três meses de prisão

A dupla de criminosos do Alasca, EUA, que assassinaram brutalmente uma ursa e seus dois filhotes recém-nascidos, foi condenada e cumprirá uma mísera pena de três meses de prisão, além do pagamento de multa.

família de ursos

Foto: Getty Images

Andrew Renner foi condenado por oito acusações, incluindo assassinato e transporte de ursos, e foi sentenciado a três meses de prisão. Ele também pagará uma multa de 9 mil dólares pelo furto de sua propriedade confiscada pelo governo, incluindo um barco, uma picape, dois fuzis, duas pistolas, dois celulares e dois conjuntos de esquis usados ​​no crime.

Seu filho, Owen Renner, foi condenado por quatro acusações. Ele foi condenado a 30 dias de prisão e prestará serviço comunitário.

De acordo com documentos da promotoria, o crime aconteceu em abril de 2018, quando os Renner invadiram uma toca de ursos e assassinaram brutalmente a ursa na frente de seus filhotes, que gritavam. Em seguida, eles mataram os dois filhotes. Os criminosos esquartejaram a ursa e esconderam os pedaços de seu corpo em sacos de lixo. Dois dias depois, eles retornaram à cena do crime para destruir as provas e levar os corpos dos filhotes.

A Humane Society dos Estados Unidos mostrou indignação com o caso dos Renner e com a mínima sentença que receberam. A organização luta para proibir a prática cruel que infelizmente ainda é permitida no Alasca e em outros estados norte-americanos.