Imagens flagram animais negligenciados em “pele e osso” abandonados em uma propriedade rural

Foto: Hernando County Sheriff's Office

Foto: Hernando County Sheriff’s Office

Fotos com imagens fortes e pungentes foram divulgadas pela polícia da Flórida (EUA), em um flagrante de fome e negligência enfrentadas por quase uma dúzia de animais que viviam sem comida ou água, em uma propriedade na região.

Oficiais estavam realizando uma verificação com relação ao bem-estar animal de vários animais em Ridge Manor, ao norte de Tampa, após receber uma denúncia de que muitos deles pareciam estar em perigo.

Foto: Hernando County Sheriff's Office

Foto: Hernando County Sheriff’s Office

A Unidade de Fiscalização de Animais da Delegacia do Condado de Hernando respondeu à chamada de denúncia.

O oficiais encarregados da investigação encontraram vários animais debilitados e em necessidade de cuidados médicos urgentes, incluindo um cavalo com os ossos do quadril, costelas e coluna a mostra sobre a pele, tamanha a sua magreza.

Foto: Hernando County Sheriff's Office

Foto: Hernando County Sheriff’s Office

No outro extremo da propriedade, eles encontraram um porco extremamente acima do peso, juntamente com três cabras e cinco cães cujo alojamento estava coberto de fezes e mofo.

Os policiais disseram a responsável pelos dos animais, Kay Davis de 68 anos, que ela precisava limpar o alojamento dos cães imediatamente e fornecer panos e camas limpos para eles dormirem e água limpa também.

Foto: Hernando County Sheriff's Office

Foto: Hernando County Sheriff’s Office

Davis disse que um homem estava “vindo limpar o alojamento dos cachorros” mais tarde naquele mesmo dia.

Os oficiais do bem-estar animal também informaram a Davis que ela precisaria de um veterinário para examinar tanto o cavalo quanto uma das cabras que pareciam severamente desnutridas.

Davis foi inicialmente informada de que as condições tinham que mudar no final de abril, mas parece que desde o encontro inicial os policiais se esforçaram para voltar a entrar em contato com Davis sem sucesso.

Foto: Hernando County Sheriff's Office

Foto: Hernando County Sheriff’s Office

Enquanto isso, as condições dos animais só pioraram.

“Quando os policiais chegaram ao local, puderam observar o estado do cavalo, cuja condição parecia ter piorado desde a última visita”, afirma o relatório.

Nenhum dos animais tinha acesso a comida. Sua água estava coberta de algas e contaminada.

Foto: Hernando County Sheriff's Office

Foto: Hernando County Sheriff’s Office

“Todos os animais da propriedade foram encontrados em estado de negligência e foram resgatados e levados para o Serviço de Animais em Brooksville.”

Davis e Glen Gulvin, 64 anos, que também ajudam a cuidar dos animais, foram ambos citados e acusados por crime de crueldade contra animais.

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Ômega-3 à base de algas deve conquistar ainda mais o mercado

Por David Arioch

Um diferencial apontado é que não apresenta riscos de contaminação por poluentes como os bifenilos policorados (Foto: Getty)

Ganhando popularidade entre veganos e também se apresentando como uma alternativa mais saudável do que o seu equivalente baseado em óleo de peixe, o ômega-3 à base de algas deve conquistar ainda mais o mercado nos próximos anos.

De acordo com um relatório publicado esta semana pela empresa de pesquisa de mercado Mordor Intelligence, o mercado de ômega-3 à base de algas deve experimentar taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 11,3% até 2024, chegando a atingir um valor de mercado de 1,2 bilhão de dólares.

“O mercado de ingredientes de ômega-3 de algas é dinâmico e altamente fragmentado, com pequenos e domésticos atores ocupando a maior parte do mercado global”, informa o relatório.

A pesquisa também destaca esses ácidos graxos “essenciais” obtidos a partir de algas como benéficos para a saúde cardiovascular, ocular e cerebral, finalidades para as quais têm sido amplamente utilizados em suplementos, alimentos e bebidas.

Outro diferencial apontado é que não apresenta riscos de contaminação por poluentes como os bifenilos policorados, encontrados em diversas espécies de peixes.

“O mercado [de ômega-3 baseado em algas] fornece ainda os tipos de ingredientes com base nos níveis de concentração de baixo, médio e alto e cenário de mercado no nível global”, enfatiza.

Na Índia, as algas já se tornaram a principal fonte de obtenção de ômega-3, e seu uso deve crescer ainda mais.

Algas impedem livre acesso de gansos e patos a lago em São Pedro (SP)

Uma denúncia feita pelo morador de São Pedro (SP) e proprietário da página do Facebook SOS Meio Ambiente São Pedro, Haroldo Botta, indicou que o excesso de algas no lago do bairro Novo Horizonte está prejudicando a qualidade de vida dos gansos e patos que vivem no local.

Foto: Haroldo Botta

“Ano passado a prefeitura fez uma limpeza por causa de excesso de taboas, assim como do aumento da profundidade do lago. Levaram um mês para fazer isso, em agosto, e levou mais de dois meses para encher novamente”, disse Botta. “Não demorou um mês e estava tomado por essas algas, que impedem 13 gansos, e 16 patos de nadarem, ou terem uma vida saudável no local”, completou.

Botta afirma que visitou o lago na última semana e constatou “uma saída de esgoto do bairro, e que provavelmente é a causa da eutrofização”. Eutrofização é o crescimento excessivo de plantas aquáticas em um nível que afeta o uso desejável da água.

A ANDA entrou em contato com o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Pedro (SAAESP) para buscar explicações sobre o possível despejo irregular de esgoto no lago, mas recebeu a resposta, do diretor-presidente do órgão, Thiago Silva, de que o lago em questão não era de responsabilidade da SAAESP e que, portanto, o órgão não tinha informações a respeito do que poderia ou não estar sendo despejado no local. Thiago ainda repassou à questão à prefeitura, a quem repassou a responsabilidade por dar explicações sobre o assunto.

Foto: Haroldo Botta

A ANDA tentou contato com a prefeitura, através dos telefones disponíveis no site oficial do município, mas não conseguiu contato. Por essa razão, um e-mail foi enviado para Luis Carlos Piedade, responsável pela Secretaria de Obras, Meio Ambiente e Serviços Públicos. Piedade, no entanto, não respondeu ao questionamento da redação sobre o possível despejo irregular de esgoto no lago.

Botta lembrou ainda que “o vereador Robson Pedrosa (PSL) fez um requerimento em novembro do ano passado, e reiterou o pedido mês passado” para que alguma providência sobre o excesso de algas no lago fosse tomada, “mas até agora nada foi feito”.

Foto: Haroldo Botta

Ao ser questionado sobre a chance das algas terem nascido em excesso devido à limpeza feita em 2018 pela prefeitura no lago, Botta afirmou que “há algumas possibilidades quando se mexe num local como esse: excesso de luz do sol, adubos, ou esgoto”. Ainda segundo ele, “com o acúmulo de algas, a água pode ficar ácida e prejudicar a saúde dos animais”. Apesar de afirmar que a limpeza pode ter interferido na questão, Botta acredita que é mais provável que um possível despejo irregular de esgoto no local seja “a causa desse desequilíbrio”.

O morador contou ainda que os peixes que viviam no lago foram retirados do local. Ele não soube informar para onde os animais foram levados e, devido à impossibilidade de contato com a prefeitura, a ANDA não conseguiu essa resposta. Botta afirmou também que pretende acionar a unidade de Piracicaba, da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que é responsável por fiscalizar questões ambientais em São Pedro.

“Os animais na cidade são considerados como ‘coisas’ pela atual administração”, criticou Botta.

Foto: Haroldo Botta

Foto: Haroldo Botta

* Por Mariana Dandara

Franceses criam “salmão” de microalgas

O biólogo diz ainda que o “salmão” baseado em microalgas é rico em proteínas marinhas, carotenoides e ômega-3 (Foto: Divulgação)

A startup francesa Odontella já lançou no mercado um “salmão” baseado em microalgas que pode ser preparado da mesma forma que o verdadeiro salmão.

O produto que recebeu o nome de “Veggie Marine Salmon” começou a ser desenvolvido em 2016, quando a empresa foi fundada por especialistas em microalgas e nutrição.

Em referência à matéria-prima, o biólogo Pierre Calleja, da Odontella, disse ao France Info que nós a encontramos em diferentes formas na cadeia alimentar nos oceanos.

“Agora ela [a microalga] chega aos nossos pratos em forma de peixe. Tem todas as moléculas que são benéficas para os seres humanos e podemos usá-la como salmão, mariscos e vieiras”, garante.

O biólogo enfatiza que o “salmão” baseado em microalgas é rico em proteínas marinhas, carotenoides e ômega-3, e tem outras vantagens como ser livre de pesticidas e metais pesados encontrados com frequência em peixes.

Além do produto não ter impacto sobre a biodiversidade ou fauna marinha, segundo Calleja, a Odontella está usando embalagens ecologicamente certificadas.

Componentes tóxicos de algas oceânicas podem ser responsáveis por doença degenerativa em golfinhos

Foto: Imagine China/REX/ Shutterstock

Foto: Imagine China/REX/ Shutterstock

Um novo estudo alerta que elementos químicos tóxicos provenientes de algas verdes azuladas (cianobactérias) foram encontrados em golfinhos mortos e podem estar ligados a uma condição cerebral degenerativa comparável à doença de Alzheimer.

No estudo, pesquisadores afirmam que quantidades detectáveis da toxina BMAA – encontrada em florescimentos de algas nocivas – foram observadas pela primeira vez nos cérebros e corpos de 13 dos 14 golfinhos estudados.

Acompanhando essa observação, o artigo cita ainda que sintomas e condições semelhantes aos efeitos causados pela doença de Alzheimer e de Parkinson também foram detectados.

Embora o novo artigo, publicado na revista Plos One, sugira que a ligação entre a toxina e os efeitos cognitivos adversos justifique um estudo mais aprofundado, os cientistas tomaram a evidência como uma oportunidade de alerta para as potenciais consequências das floras de cianobactérias cada vez mais comuns nos seres humanos.

“Não é muito político, mas expõe a saúde dos animais marinhos e a qualidade da água”, disse David Davis, neuropatologista e principal autor do estudo feito pela Escola de Medicina da Universidade de Miami Miller, ao Miami Hearld em um relatório.

*Tudo está diretamente relacionado*

À medida que a Terra aquece, os cientistas previram que os florescimentos em larga escala, contendo cianobactérias tóxicas, poderiam se tornar cada vez mais comuns.

Em particular, uma combinação de água mais salgada, mais dióxido de carbono e mudanças na quantidade de chuvas alimentadas pelas mudanças climáticas poderiam criar as condições ideais para o surgimento de mais floras bacterianas, de acordo com a EPA.

Mais notavelmente, a cidade de Cleveland tem sido alvo da florescência várias colônias de cianobactérias daninhas ao longo dos últimos anos, levando o governador de Ohio a tomar medidas oficiais.

Apenas como essas plantas afetarão os seres humanos, no entanto, continua a ser visto.

Um relatório de 2011 da revista Discover, relata que pesquisadores de todo o mundo começaram a descobrir as ligações entre o consumo de frutos do mar contendo BMAA e condições degenerativas do cérebro em pacientes.

Outra pesquisa do departamento de Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) já havia descoberto que a toxina entra em contato com o organismo dos golfinhos por meio de sua fonte de alimento.

Para ajudar a estabelecer a ligação e aprofundar a pesquisa da BMAA e seus vínculos com os pesquisadores de Alzheimer, os pesquisadores estão realizando um estudo maior e mais definitivo envolvendo 150 golfinhos que morreram na Costa do Golfo durante as temporada de florescimento das cianobactérias no ano passado, segundo o Miami Herald.

Alunos em Israel criam falafel à base de algas para combater a desnutrição

O Algalafel foi desenvolvido durante um ano por estudantes de pós-graduação da Faculdade de Engenharia de Alimentos e Biotecnologia do Instituto de Tecnologia de Israel-Technion-Israel.

Ele é feito de spirulina, uma biomassa de algas verde-azuladas que contém cerca de 60% de proteína quando secas.

Foto: Pixabay

Segundo o Vegan News, os estudantes de pós-graduação também adicionaram tahine ao falafel que foi enriquecido com astaxantina, um antioxidante encontrado naturalmente em algumas algas e animais marinhos.

“O sabor é muito bom, quase idêntico ao falafel comum”, disse o Prof. Yoav Livney, líder do projeto, ao The Times of Israel.

Os alunos receberam o primeiro prêmio em um concurso inovador de desenvolvimento de produtos de microalgas oferecido pela EIT Food (Comunidade Européia de Conhecimento e Inovação) na Technion.

O EIT Food é um consórcio pan-europeu que se concentra na promoção da inovação e do empreendedorismo no setor alimentar e na transformação do ecossistema.

Spirulina seca é considerada nutritiva e ambientalmente amigável, pois contém 24% de carboidratos, 5% de água e 8% de gordura saudável e usa menos terra e água para produzir proteína e energia durante o cultivo do que o gado ou as aves.

O novo tipo de falafel é visto como uma solução não apenas para a desnutrição, mas também para a mudança climática, já que a carne animal é conhecida por ter um enorme impacto negativo no meio ambiente.