Universidade de Londres não servirá mais carne nos restaurantes

Foto: Goldsmith University of London

Foto: Goldsmith University of London

Além de proibir a carne bovina, a universidade Goldsmiths instalará mais painéis solares e fará a transição para um fornecedor de energia 100% limpa. A universidade tem como alvo a poluição por plásticos também, cobrando aos alunos uma taxa de 10 pences por garrafas descartáveis e copos de água de plástico para desencorajar o uso.

A universidade também está avaliando seus cursos para ver como ela poderia incorporar melhor tópicos sobre mudanças climáticas em seus diplomas.

“A declaração de uma emergência climática não pode ser apenas uma medida vazia”, disse a professora Frances Corner, a nova Warden of Goldsmiths, em um comunicado. O Prof Corner assumiu o cargo no início deste mês. A proibição da carne bovina é o primeiro anúncio que ela fez desde que entrou na posição.

“O crescente apelo global para que as organizações levem a sério suas responsabilidades pela interrupção e combate às mudanças climáticas é impossível de ignorar”, disse Warden.

“Embora eu tenha acabado de chegar à Goldsmiths, é vejo o quanto a equipe da universidade e alunos se preocupam com o futuro do meio ambiente e que estão determinados a ajudar o planeta e realizar as mudanças que precisamos para reduzir nossa pegada de carbono drasticamente e tão rapidamente quanto possível”, acrescentou ele.

Mais escolas estão abandonando a carne

Outras entidades educacionais fizeram avanços em direção à sustentabilidade aprimorada.

Os serviços de bufê da Universidade de Cambridge não oferecem carne ou cordeiro desde 2016, em vez disso eles “promovem o consumo de mais alimentos vegetarianos e veganos”.

A Universidade de Westminster também incentiva os alunos a escolher refeições sem carne, oferecendo um “cartão de fidelidade carnívoro em meio período”, segundo o qual aqueles que compram quatro refeições vegetarianas ganham uma gratuitamente.

Os cardápios dos cafés do campus da Universidade de Edimburgo são cerca de 40% veganos ou vegetarianos, de acordo com o diretor de sustentabilidade da universidade, Dave Gorman. Gorman revelou ao Telegraph que a universidade quer aumentar esse número para 50%.

A Universidade de East Anglia, a Universidade de Ulster e algumas faculdades em Cambridge e Oxford participam da campanha “Segundas-feiras Sem Carne. A iniciativa também chegou aos Estados Unidos; todas as escolas públicas da cidade de Nova York – o maior sistema de escolas públicas do mundo – atualmente se dedicam ao movimento “segundas-feiras sem carne”.

A estratégia que das escolas de Nova York, ao oferecer aos alunos cafés da manhã vegetarianos e almoços todas as segundas-feiras, foi adotado para melhorar a saúde dos estudantes.

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Proposta prevê liberação do aumento de porcos mortos nas fazendas de criação

Foto: Adobe

Foto: Adobe

As instalações e fazendas de criação de porcos nos Estados Unidos preparam-se para exceder o número de porcos que podem ser legalmente mortos por hora sob uma nova proposta de regulamentação.

O governo federal tem recebido as demandas de fazendas de criação em larga escala de porcos para reduzir o número de inspeções e remover os “limites de velocidade” possibilitando a morte de mais porcos por hora.

Atualmente, as fazendas e matadouros não podem exceder 1.106 porcos mortos por hora, pois os inspetores devem examinar os corpos dos animais e remover quaisquer peças que possam causar danos aos consumidores.

Os defensores da nova proposta argumentam que os porcos criados para o mercado de carne têm cerca de seis meses de idade e pesam 250 e são “geralmente saudáveis”, por isso não precisariam de inspeção.

Eles disseram ao New York Times que: “A eliminação das velocidades máximas acrescentaria flexibilidade aos cronogramas de produção das fábricas e aos níveis de pessoal”.

“Paradoxo”

Preocupações têm sido levantadas, particularmente sobre os efeitos que o aumento de velocidade poderia ter sobre os trabalhadores e a saúde pública, com pessoas argumentando que a nova proposta está “agindo para o benefício financeiro dos gigantes do processamento de carne”.

Foto: Philiplymbery

Foto: Philiplymbery

“O fato de que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) seja responsável pela segurança alimentar é um paradoxo”, disse Deborah Berkowitz, ex-oficial sênior da Administração de Segurança e Saúde Ocupacional.

“Os USDA sempre esteve ali para promover a indústria. Seu foco principal é aumentar os lucros do setor de frigoríficos e aves que eles regulam”.

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Dieta vegetariana estrita reduz o risco de doenças cardíacas

Por Rafaela Damasceno

Especialistas afirmam que mudar sua alimentação, aderindo a uma dieta baseada em vegetais, diminui em um terço o risco de ter ataques cardíacos ou derrames. As chances de morrer prematuramente, por qualquer causa, são reduzidas em um quarto.

Uma mulher com uma tigela de alimentos vegetais

Foto: Totally Vegan Buzz

Os resultados da pesquisa foram publicados no Journal of American Heart Association (Jornal da Associação Cardíaca Americana) e sugerem que reduzir o consumo de produtos de origem animal, principalmente a carne vermelha, aumentam a saúde do coração.

A equipe de pesquisa analisou dados de alimentação de mais de 10 mil adultos americanos de meia idade. Eles foram monitorados entre 1987 e 2016, e nenhum deles possuía quaisquer doenças cardíacas no início do estudo.

Os pesquisadores então descobriram que aqueles que consumiam mais produtos de origem vegetal tinham 16% menos chance de desenvolver doenças como derrame, insuficiência e ataque cardíaco ou outras doenças relacionadas ao coração.

Essas pessoas também tinham um risco 32% menor de morrer de doenças cardiovasculares, e 25% menos chance de morrer de qualquer outra doença.

“Nossos resultados ressaltam a importância de se preocupar com a alimentação”, declarou o Dr. Rebholz, da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg. “As pessoas devem ingerir mais verduras, nozes, grãos, frutas, legumes, e menos produtos de origem animal”.

Rebholz também afirmou que esse foi um dos primeiros estudos a comparar os padrões alimentares entre aqueles que consomem produtos de origem animal e aqueles que consomem mais produtos vegetais.


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Programa da Record aborda veganismo e mostra que alimentação vegana não é cara

O programa Câmera Record do último domingo (4) foi inteiramente dedicado ao veganismo. O programa focou na dieta e não na ideologia vegana de respeito aos animais, mas prestou um bom serviço ao divulgar o que é ser vegano, solucionando dúvidas e apresentando o veganismo aqueles que o desconheciam.

Foto: Pixabay/Ilustrativa

Foram mais de 50 minutos dedicados ao tema. Dentre as questões abordadas, foi explicado que não é caro ser vegano. Para provar isso, o programa acompanhou a rotina de dois irmãos veganos que moram na periferia de Campinas (SP) e que, inclusive, têm um perfil em rede social dedicado a provar que a alimentação vegana não é cara.

Dentre os entrevistados pelo Câmera Record estavam a apresentadora Xuxa e seu namorado, o ator Junno Andrade.

“Como é que eu posso amar um cachorro, um gato, um passarinho… e um porco, só porque não faz miau ou auau, eu vou querer comer?”, questionou Xuxa.


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Zoo de hotel desativado é notificado e deve provar que consegue manter 230 animais

Após fiscalização feita pelo Instituto de Proteção Ambiental da Amazônia (Ipaam) e pela Delegacia do Meio Ambiente (Dema) no Tropical Hotel, resort do Amazonas fechado após crise financeira, o Ipaam notificou o estabelecimento para que comprove, num prazo de 15 dias, que tem condições de arcar com os gastos necessários para manter os 230 animais que vivem em um zoológico do hotel. No local há onças, araras e macacos.

Foto: Eliana Nascimento/G1

Os animais e as jaulas que os mantém aprisionados têm recebido manutenção desde o fechamento do hotel. No entanto, devido ao prazo de validade dos recursos, o estabelecimento foi notificado. As informações são do G1.

Durante a fiscalização feita pela Dema e pelo Ipaam, equipes estiveram no local para observar a situação dos animais. Em rede social, um alerta que dizia que os animais estariam passando fome viralizou. No entanto, de acordo com os especialistas, não foram encontradas irregularidades no zoológico, mas concluiu-se que os recursos estão limitados.

Uma reunião foi realizada entre representantes dos órgãos e a equipe responsável por cuidar dos animais. O hotel foi notificado para apresentar documentação que comprove disponibilidade orçamentária para manter as atividades e as condições necessárias aos animais.

“As informações oficiais nós já temos: os animais estão seguros. A necessidade de notificar o Tropical Hotel foi para que eles mantenham ou forneçam a segurança de que as garantias de que eles estão alegando sejam oficialmente registradas. A notificação é uma garantia de que o hotel se posicione, que diga que tenha um plano que contemple um orçamento. Esse orçamento deve prever a garantia da alimentação dos animais. Tudo isso porque a guarda é privada e o Ipaam só atua no controle”, explicou o diretor-presidente do IPAAM, Juliano Valente.

Se o hotel alegar que não tem condições ou que se encontra sem dotação orçamentária para os cuidados necessários aos animais, o estabelecimento deverá apresentar um plano de destinação dos animais e de encerramento das atividades.

Trabalham atualmente no local um cinco funcionários, entre biólogo, veterinário e tratadores. “O hotel se compromete a estar mantendo alimentação, quadro estrutural e funcional do zoológico”, afirma o biólogo do zoológico, Nonato Amaral.

O especialista explica que os animais são alimentados duas vezes por dia durante o período da manhã, com todos os índices de proteína animal necessários para cada espécie, e que recebem um complemento alimentar à tarde.

“Nós temos todo o cuidado também de trazer um veterinário para nos acompanhar para que possa fazer um laudo”, certifica a delegada titular da DEMA, Carla Biaggi.

Audiência pública

Uma audiência pública, sobre a qual o hotel foi informado através de uma notificação, deve ser realizada no próximo dia 12, na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, para que a Comissão de Proteção dos Animais debata questões como manutenção e estratégia de funcionamento do zoológico.

“Justamente para gente envolver todo mundo e encontrar uma solução. O hotel vai conseguir garantir recurso para manter o zoológico. Ele vai responder para o Ipaam que notificou hoje o zoológico. Se vão encerrar as atividades aqui e vão destinar esses animais para outro lugar, isso é uma possibilidade”, anunciou a deputada Joana D’arc (PR).

Nota da redação: a ANDA faz um apelo aos leitores para que não frequentem zoológicos e aquários e para que conscientizem seu círculo social acerca do horror que é manter um animal aprisionado em uma jaula ou tanque de água, tratando-o como um objeto em exposição. Animais são seres sencientes – isso é, capazes de sentir – que devem ser vistos como sujeitos de direito, não como atrações. Todo animal existe por propósitos próprios, não para ser explorado para entretenimento humano. Tal exploração é uma afronta aos direitos animais e deve ser combatida com veemência. 


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Mulher de 79 anos é condenada à prisão por alimentar gatos abandonados

Uma mulher de 79 anos foi condenada à prisão por alimentar gatos abandonados em Ohio, nos Estados Unidos. Nancy Segula passou a cuidar de gatos quando dois deles foram abandonados por seu vizinho, após o homem se mudar do bairro. Segundo ela, os gatos se sentem bem ao serem alimentados e fazem bem para ela, ajudando-a a combater a solidão após a morte do marido, que faleceu em 2017.

Foto: Pixabay

O ato generoso de Nancy foi denunciado quatro vezes e julgado pelo juiz Jeffrey Short, do Tribunal do Condado de Garfield Heights, que decidiu condená-la a dez dias de prisão, segundo informações da Fox 8 Cleveland.

“Havia entre seis a oito gatos adultos e agora estão nascendo gatinhos”, disse Segula ao portal Cleveland. “Sinto falta dos meus gatos. Morreram, o meu marido morreu. Sinto-me só. Os gatos e gatinhos ajudam-me”, completou.

A condenação gerou polêmica e levou a juíza Jennifer Weiler, que foi substituída por Short no dia do julgamento, a decidir ouvir depoimentos de Nancy e de seu advogado, além do procurador e de um representante do setor de controle animal para decidir se a pena de prisão é adequada.

“Vou tentar perceber o que se está acontecendo e tomar uma decisão que faça sentido nestas circunstâncias”, disse Weiler.

Foto: Reprodução/YouTube/WKBN27

Nancy já foi multada em mais de US$ 2 mil – o equivalente a cerca de R$ 7,6 mil – por alimentar gatos abandonados. Na época, ela alegou não ter conhecimento sobre uma lei municipal que proíbe a alimentação de animais.

“Os gatos continuam vindo a minha casa. Sinto-me mal e por isso dou-lhes algo para comer”, afirmou a mulher.

Dave Pawlowski, filho de Nancy, criticou a decisão do juiz de levar sua mãe à prisão. “Tenho a certeza que as pessoas sabem das coisas que se passam naquela cadeia. E vão deixar a minha mãe de 79 anos ir para lá?”, disse Dave, em entrevista ao Fox 8.

Nancy tem que se apresentar à prisão do Condado de Cuyahog no dia 11 de agosto.


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Reino Unido pretende cortar o consumo de carne e laticínios de 50% até 2030

Foto: Adobe

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O Reino Unido deve reduzir seu consumo de carne e laticínios em 50% até 2030, conforme informações divulgadas por membros do parlamento do bloco de países no início desta semana.

A Aliança Eating Better (Comendo melhor, na tradução livre), formada por mais de 60 organizações, incluindo a Compassion in World Farming e a WWF, apresentou um relatório aos políticos, empresas e ONGs em Westminster, Inglaterra.

Segundo o lema da Aliança, “Melhor pela metade: um roteiro para menos e melhor carne e laticínios”, a iniciativa fornece “ações para ajudar a criar o ambiente certo para as pessoas se alimentarem melhor, de forma que elas façam bem para elas mesmas e para o planeta”.

Mudando hábitos alimentares

A Aliança Eating Better diz que o momento para agirmos e passarmos a comer “menos carne e laticínios e melhorar a qualidade da alimentação com vegetais” é bem evidenciado, citando o impacto nocivo que a criação de animais tem no planeta.

“O valor de diversificar a alimentação incluindo mais vegetais, grãos integrais, nozes, sementes e leguminosas é claro. Mas nem sempre é fácil para as pessoas fazerem boas escolhas alimentares. A aliança Eating Better entende que este é um desafio complexo que ninguém consegue por conta própria”, acrescenta.

A iniciativa identificou 24 ações voltadas para o governo, serviços alimentares, varejo, produtores de alimentos e investidores, dizendo que “fornecer o ambiente certo” será mais eficaz para fazer as pessoas mudarem a maneira de comer, do que “dizer às pessoas o que podem e não pode comer “.

Opções alimentares

“Sabemos que, onde vivemos, o trabalho desempenha um grande papel em nossa saúde e bem-estar. As crianças das áreas mais pobres, com os ambientes alimentares menos saudáveis, têm duas vezes mais chances de serem obesas do que suas contrapartes mais ricas”, disse Shirley Cramer da Royal Society for Public Health (Sociedade Real para Saúde Pública) disse em um comunicado.

“É vital que tenhamos políticas nacionais e locais robustas para melhorar o meio ambiente, para que a opção alimentar padrão seja saudável. Somente então começaremos a enfrentar nossas crescentes desigualdades em saúde.”

Comer de forma mais sustentável

“A Aliança Eating Better tem sido encorajada e apoiada por recentes anúncios do governo do Reino Unido. Eles estabeleceram uma legislação para o bloco de países com o objetivo de contribuir com zero emissões de gases de efeito estufa até 2050 e anunciaram uma revisão independente para informar uma Estratégia Nacional de Alimentos”, disse Simon Billing, executivo Diretor do Eating Better.

“Nós da Aliança estamos ansiosos para ver esses compromissos se tornarem ações, pois há um sentimento de que o governo ficou para trás dos consumidores, produtores e empresas de alimentos por muito tempo. Eles precisam estar à mesa para criar o ambiente certo para as pessoas comerem de forma mais sustentável”.

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Filhote de raposa deixada para morrer é salva por veterinário que se recusou a desistir dela

Foto: Paul McDonald

Foto: Paul McDonald

Red, um filhote de raposa batizado com o nome da cor de seu pelo, foi encontrada desmaiado perto do terreno de uma fábrica em Oldham, na Inglaterra.

Ela parecia sem vida caída no chão e deitada de lado, apesar de todos os esforços dos trabalhadores da fábrica que a encontraram, tentando persuadi-la com comida e água para que ela se levantasse.

Quando todas essas tentativas fracassaram, Paul McDonald, um especialista local em raposas da Freshfields Animal Rescue em Liverpool, foi chamado. “Eu já tinha visto de tudo antes – raposas como aquela geralmente não têm um final feliz”, disse McDonald ao The Dodo. Ainda assim, McDonald tinha esperança e não desistiu de Red.

Foto: Paul McDonald

Foto: Paul McDonald

Ele entrou em contato com um veterinário de confiança da Parker Crowther Vets, explicando que, embora ele não tivesse esperanças que Red sobrevivesse, se alguma coisa pudesse ser feita por ela, mesmo com o batimento cardíaco fraco e a respiração sôfrega da raposinha, ele estava disposto a cobrir as despesas.

“Eu uso este veterinário em particular, pois sei que ela fará o melhor possível, ao contrário de alguns veterinários que não estão interessados em atender animais selvagens, já que não há dinheiro a ser ganho”, disse McDonald.

“Por sorte, minha avaliação inicial se provou equivocada”, disse ele. “A respiração e a frequência cardíaca de Red voltaram ao normal. Não havia sinais de nenhuma fratura”. No entanto, Red estava desidratada e tinha uma temperatura corporal baixa.

Foto: Paul McDonald

Foto: Paul McDonald

Ela foi imediatamente colocada no soro intravenoso e recebeu antibióticos, e começou sua jornada para a recuperação. Depois de passar mais algumas noites no veterinário, Red chegou ao Freshfields Animal Rescue. Enquanto a raposinha era capaz de se mover naquele momento, ela ainda estava fraca demais para se levantar e andar.

“Eu ainda tinha que alimentá-la usando uma seringa por mais alguns dias”, disse McDonald.

“Mas uma noite, quando entrei na unidade para alimentá-la, Red se levantou sozinha, o que eu admito ter trazido uma lágrima aos meus olhos. Ao ver esse pobre animal, que eu estava convencido de que não iria sobreviver, mostrar uma milagrosa reviravolta mudou minha visão sobre resgates desta natureza, que normalmente terminam em lágrimas de um tipo diferente “, disse ele.

Foto: Paul McDonald

Foto: Paul McDonald

Nos dias seguintes, Red começou a andar sozinha – seus passos eram um pouco vacilantes, mas, apesar de tudo, refletiam sua determinação em melhorar logo. Outro filhote de raposa chegou a Freshfields no meio da cura de Red. Ele foi encontrado sozinho atrás de um galpão em Wirral e recebeu o nome de Bruno.

“Como Red e Bruno tinham a mesma idade, eles eram as raposas ideais para se conhecerem – e se aproximaram muito rapidamente”, disse McDonald.

“Filhotes da raposa são animais muito sociáveis e é importante que não sejam mantidos sozinhos, pois eles podem se tornar mansos ou ficar tristes por não terem companhia. Então, foi um grande alívio poder dar a Red um amigo na forma de Bruno “, disse ele.

Red e Bruno dormindo juntos | Foto: Paul McDonald

Red e Bruno dormindo juntos | Foto: Paul McDonald

Agora os dois estão prosperando e praticamente comandam O Centro de Resgate de Raposas. McDonald disse que, dentro das semanas finais, os dois passarão por um processo de “soltura na natureza suave”.

Isso significa que Red e Bruno serão libertados dentro de um recinto ao ar livre, tendo a oportunidade de explorar as paisagens e aromas da vida selvagem enquanto estiverem dentro da segurança do Centro de Resgate de Raposas. As refeições serão fornecidas para eles por alguns dias até que aprendam e se tornem confiantes o suficiente para caçar por conta própria – e, eventualmente, viver por conta própria.

“Se mais filhotes órfãos mais ou menos da mesma idade que Red e Bruno chagarem até nós, eu vou misturá-los com eles também, até um grupo de 5, e eles serão todos soltos juntos na natureza, onde eles irão se dispersar e encontrar seus territórios próprios”, disse McDonald.

Você pode acompanhar Red e Bruno na página do Facebook do McDonald’s, The Fox Man.

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Beyoncé fala sobre os benefícios de uma alimentação vegetariana estrita

Por Rafaela Damasceno

A cantora e compositora Beyoncé postou recentemente um vídeo no Youtube contando como perdeu peso adotando uma dieta baseada em vegetais. Ela adotou a dieta por motivos estéticos, esperando emagrecer após o nascimento de seus filhos gêmeos.

Beyoncé no clipe da sua música de Rei Leão

Foto: Youtube

A dieta, que deveria ser seguida por 22 dias, foi prolongada para 44 e incluía alimentos como sopas, saladas, shakes e barras de proteína. O fisiologista Marco Borges, que criou a dieta, explicou no vídeo o benefício dos alimentos vegetais.

“Uma dieta vegetariana estrita consiste em realmente eliminar todos os alimentos processados em excesso que não nos fazem bem. Quando você está se alimentando à base de vegetais, você definitivamente terá mais energia. Seu humor vai mudar por completo”, disse ele.

A mudança na alimentação de Beyoncé certamente divulga o veganismo e o vegetarianismo e faz as pessoas se interessarem mais pelo assunto. Entretanto, o veganismo é muito mais do que uma dieta e tem um propósito muito maior do que a estética.

A cantora demonstra certa controvérsia ao divulgar a importância de uma dieta livre de crueldade e, mesmo assim, usar roupas de couro animal – além de lançar uma linha de sapatos produzidos com pele de cobra, crocodilo, avestruz e arraia.

O veganismo é um estilo de vida. Ao se comprometer com ele, uma pessoa deixa de consumir quaisquer produtos que venham da exploração animal – sejam eles na alimentação, roupas, produtos de beleza etc.


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Ciclista termina sua 20° Grand Tour e atribui sucesso ao veganismo

Por Rafaela Damasceno

O ciclista vegano Adam Hansen bateu um recorde ao terminar vinte Grand Tours (Grande Voltas) consecutivas. Existem três por ano: na França, Itália e Espanha – cada uma delas acontece em um período de três semanas e possui aproximadamente 20 etapas por competição.

O ciclista, de capacete e óculos

Foto: Twitter

O atleta atribuiu seu sucesso à uma alimentação saudável e baseada em vegetais. Ele adotou o estilo de vida há dois anos e contou que as pessoas normalmente se surpreendem ao saber que ele é um ciclista profissional completamente vegano.

Adam ainda contou que as pessoas perguntam sempre como ele consegue adquirir proteína. Segundo ele, é fácil adquiri-la através de feijões, legumes e outros alimentos que não tenham origem animal.

O ciclista fala regularmente sobre sua dieta baseada em vegetais em suas redes sociais, inclusive argumentando quando vê alguém criticando atletas veganos.

“Se há tanta nutrição em carnes com proteína e aminoácidos, então por que todos aqueles que não são veganos também tomam suplementos?”, perguntou a um usuário do Twitter, que reclamava da suplementação tomada pelos atletas veganos.

“Adotei o veganismo totalmente há cerca de dois anos, mas sempre tive uma alimentação baseada principalmente nos vegetais. A ideia de que um vegano não pode ser um ciclista profissional é absurda”, escreveu para o Telegraph.


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