Empresa vegana lança alimento para ajudar a combater a subnutrição na África

Por David Arioch

Power Gari, rico em nutrientes e parecido com a farinha de aveia (Foto: JUST/Divulgação)

Recentemente a marca vegana JUST, mais conhecida pelo JUST Egg, “o ovo sem ovo”, lançou um produto para ajudar a combater a subnutrição na África. O Power Gari, que é rico em nutrientes e parecido com a farinha de aveia, é resultado de dois anos de desenvolvimento.

“Nós passamos dois anos na Libéria trabalhando com a comunidade para criar uma solução de longo prazo para um sistema alimentar falido”, informa o diretor de mercados emergentes da JUST, Taylor Quinn, que vive na Libéria.

Para além da África Ocidental, Quinn destaca que atualmente 2,1 bilhões de pessoas no mundo todo lutam para colocar comida nutritiva na mesa, e que a criação do Power Gari é uma das soluções para esse problema tão grave.

“Musu é uma das minhas vizinhas. Ela é uma mãe que quer alimentar seus filhos com boa comida. O problema não é falta de comida, mas sim a falta de nutrientes”, explica, em referência à necessidade de oferta de um produto nutritivo e acessível à população.

O Power Gari é produzido em parceria com a empresa liberiana Kawadah Farms, que adquire matéria-prima diretamente de pequenas agricultoras. “Milhões de refeições de Power Gari serão servidas este ano”, garante Taylor Quinn.

Avaliada em um bilhão de dólares, a JUST lançou o seu “ovo sem ovo” no final de agosto de 2018 nos Estados Unidos, e o produto vem conquistando o mercado norte-americano pela semelhança em sabor e textura, embora seja baseado em dois ingredientes principais e talvez improváveis para a maioria – proteína isolada de feijão mungo e cúrcuma. O produto também já está disponível no mercado chinês.

Depois que as ações da Beyond Meat, mais famosa pelo hambúrguer vegetal Beyond Burger, fecharam em alta de 163% na estreia em Wall Street no início do mês, quando a empresa passou a ser avaliada em 3,8 bilhões de dólares após a oferta pública inicial (IPO), a startup JUST anunciou este mês que pretende seguir o mesmo caminho.

Gerente de construções reverte um quadro de diabetes tipo 2 graças à alimentação a base de vegetais

Um gerente de construção da Eslováquia reverteu seu diabetes tipo 2 depois de mudar sua alimentação passado a comer apenas refeições baseada em vegetais – e agora está abrindo um restaurante vegano.

Vlasto Balaz, dono de vários empreendimentos de construção, conseguiu a remissão da doença – da qual sofria a oito anos – depois de seguir a dieta Natural Food Interaction (NFI), um protocolo que foi recentemente testado em um Instituto Nacional na Eslováquia.

De acordo com Balaz, além de reverter seu diabetes, depois de mudar sua alimentação por 13 semanas, ele perdeu 24 kg – aliviando sua dor nas pernas e nos pés. Sua pressão arterial caiu e sua frequência cardíaca diminuiu para 62 batimentos por minuto.

Dieta natural com interação de alimentos

A mudança na alimentação adotada por Balaz tem como base a dieta NFI, que foi criada por David Hickman e Zuzana Plevova. Trata-se de uma abordagem inteiramente baseada em alimentos vegetais, que vai um passo além, misturando e combinando diferentes alimentos em combinações que são feitas sob medida para um indivíduo.

Hickman e Plevova tiveram resultados impressionantes com a dieta na Europa, com 97,2% de taxa de remissão do diabetes tipo 2 em pacientes que completaram o protocolo.

Os cientistas se aproximaram do Dr. Emil Martinka MD, Ph.D. – um aclamado pesquisador europeu de diabetes na Eslováquia – que aproveitou a oportunidade para realizar um ensaio clínico.

“Estou muito empolgado com a introdução da dieta NFI”, disse o Dr. Martinka ao Plant Based News após o início do estudo. “Estou convencido de que trará muitos benefícios para nossos pacientes”.

Remissão da diabetes

Estes resultados foram experimentados por Vlasto Balaz – com conseqüências de uma mudança de vida real.

“Tendo agora atingido a remissão do diabetes tipo 2 mudando minha alimentação e tendo resultados em apenas 13 semanas, decidi tentar ajudar os outros”, disse Balaz à PBN.

“Isso me levou a abrir meu primeiro restaurante, que foi inclusive, aprovado pela NFI na Eslováquia! Eu me sinto genuinamente feliz por poder contar hoje a mudança que isso causou na minha vida!”

O fundador da NFI, Hickman, contou ao Plant Based News sobre o momento em que Balaz foi clinicamente confirmado em remissão: “Ele recebeu quatro pedaços de pão branco, tofu e tomate totalizando 75g de açúcar e ele conseguiu se sair muito bem no teste de refeição que durou de duas horas. Honestamente, nós não estávamos surpresos ao ver sua glicose em repouso antes das refeições e como ele reagiu positivamente a mudança da alimentação. Ele conseguiu perder mais de 50% de sua gordura visceral e hoje ele tem uma HbA1c de 4,9% quando em janeiro ele tinha pouco menos de 10%!”.

Os resultados do estudo eslovaco serão publicados na Conferência Nacional de Diabetes e Endocrinologia da Eslováquia no final de maio, de acordo com os fundadores.

Para descobrir mais sobre a dieta NFI clique aqui, o site inclui depoimentos de pessoas que passaram a se alimentar de forma vegana.

Comer de forma vegana uma vez por semana apenas pode reduzir os gases de efeito estufa em quase 9% ao ano

Foto : Veann/Shutterstock

Foto : Veann/Shutterstock

Novos dados de um estudo realizado que usou como exemplo o Reino Unido, revelam que as emissões de gases do efeito estufa poderiam ser reduzidas em até 8,4% ao ano, trocando carne vermelha por vegetais apenas uma vez por semana, e que 42% dos consumidores britânicos já estão buscando aumentar o número de refeições sem carne.

De acordo com a nova análise de dados científicos, se os consumidores do bloco de países trocassem apenas mais uma refeição de carne vermelha por uma refeição por uma refeição com vegetais por semana, ela reduziria as emissões de gases do efeito estufa em 50 milhões de toneladas – o que equivale a tirar 16 milhões de carros a estrada – resultando em uma redução de até 8,4% no total de emissões de gases de efeito estufa.

A análise foi realizada em nome de The Meatless Farm Co (A Fazenda Sem Carne, na tradução livre) por Joseph Poore, principal autor de um recente estudo global sobre os impactos ambientais dos alimentos, para calcular os benefícios ambientais da mudança de alimentação.

Foto: Naturli' Foods

Foto: Naturli’ Foods

Ele comparou refeições de carne vermelha versus equivalentes vegetais, analisando desde a produção na fazenda e impactos ambientais do ciclo de vida até o uso de energia, transporte em toda a cadeia de fornecimento, descarte de embalagens e plásticos, perda e desperdício de alimentos em cada estágio, assim como os benefícios do carbono (renovação) das árvores que voltam a crescer nas terras que não são mais necessárias para produzir carne.

Além de revelar uma redução significativa nas emissões de gases de efeito estufa, essas novas descobertas demonstraram que trocar apenas uma refeição de carne vermelha por semana por vegetais pode resultar em uma redução de 23% (8 milhões de hectares) no uso doméstico e internacional e uma redução de 2% no uso de água tomando o Reino Unido como exemplo (o mesmo que tomar menos 55 banhos por pessoa por ano).

Mitos e verdades de uma alimentação vegana

Cientistas tem abordado exaustivamente os danos que os hábitos de alimentação precários estão causando à saúde humana, com 2 bilhões de pessoas com sobrepeso ou obesas em todo o mundo, em contraste com os 2 bilhões de desnutridos e 800 milhões de pessoas passando fome diariamente.

Especialistas afirmam que, se toda a população cortar o consumo de carne, poderiam alimentar seguramente 10 bilhões de pessoas – a estimativa da população mundial até 2050.

Mas engana-se quem pensa que a alimentação vegana é sinônimo de passar fome e se restringe apenas a saladas. Seja por seu estilo de vida ou filosofia, a população vegan ou vegana (nome dado aos adeptos do veganismo) cresceu bastante está conquistando brasileiros e pessoas ao redor do mundo.

Recentemente a Vip Food, empresa de preparo e entrega de comidas saudáveis congeladas, integrou ao cardápio uma nova linha de pratos veganos. “A receptividade ao cardápio vegano nos surpreendeu pela alta procura, e conquistando cada vez mais clientes, principalmente pessoas que praticam exercícios regularmente”, diz Albert Kribely, fundador da Vip Food.

Veja a seguir, os 10 maiores mitos e verdades deste tipo de alimentação listado por Albert Kribely, fundador da Vip Food:

1. VEGETARIANISMO E VEGANISMO SÃO A MESMA COISA?

A Dieta vegetariana pode ser adotada por motivos diversos, como saúde, ética ou religião, já o veganismo tem como foco principal a questão ética pela não exploração animal, isso implica em uma dieta mais radical. O vegano não consome nenhum produto de origem animal, por exemplo, carne, leite e todos os seus derivados, até mel e lã. Já no vegetarianismo, não se consome carne, porém é permitido produtos de origem animal como ovos e laticínios.

2. VEGANOS TEM DEFICIÊNCIA DE CÁLCIO?

MITO: O leite de vaca é de fato uma fonte de cálcio extremamente relevante, porém existem outras maneiras de obtê-lo. Hoje em dia há uma infinidade de leites vegetais fortificados com alto teor de cálcio e nutrientes equivalentes ao leite de vaca. Outra forma também de repor cálcio no organismo é consumir alimentos como tofu, couve, e brócolis.

3. É PREJUDICIAL AO ORGANISMO CONSUMIR GRANDES QUANTIDADES DE SOJA?

MITO: Claro que nada em excesso faz bem, no entanto, é sim permitido consumir soja em grandes quantidades, mas é necessário manter um equilíbrio com os demais alimentos consumidos, como folhas e vegetais.

4. ALIMENTAÇÃO VEGANA É BENÉFICA À SAÚDE?

VERDADE: Estudos apontam que pessoas que adotaram o estilo de vida vegano apresentaram menos quantidade de colesterol no organismo e menos chances de desenvolver leucemia e qualquer tipo de câncer.

5. VEGANOS PERDEM PESO COM FACILIDADE?

MITO: Uma dieta vegana pode ser uma maneira saudável de perder peso, mas precisa estar atrelada a uma rotina regular de exercícios físicos. A dieta vegana não tem baixo teor de gordura, por consequência não garante a perda de peso com maior facilidade.

6. CRIANÇAS PODEM SER VEGANAS?

VERDADE: A dieta vegana pode ser aplicada pelas crianças, desde que seja muito bem planejada, com acompanhamento de nutricionista e com bastante cuidado.

7. VEGANO NÃO CONSOME PROTEÍNA?

MITO: Existem proteínas de origem vegetal, que podem ser encontradas no feijão, grão-de-bico, lentilha, brócolis, cogumelos, ou soja. Amêndoas e nozes são alimentos, por exemplo, que também contém proteínas.

8. QUEM SE TORNA ADEPTO DA DIETA VEGANA NÃO FICA DOENTE?

MITO: Quem leva um estilo de vida vegan, não está imune a doenças. Porém, estudos indicam que pessoas que adotaram dietas veganas ficam doentes com menos frequência devido ao tipo de alimentação saudável e equilibrada.

9. VEGANOS TEM MAIS DIFICULDADE EM GANHAR MASSA MUSCULAR?

MITO: Muitas pessoas acreditam que veganos têm mais dificuldades em ganhar massa muscular, porém, não é verdade! A combinação de cereais (como arroz, milho, aveia e outros) com leguminosas (como feijão, soja e etc) já garante a quantidade de proteína encontrada em carnes e ovos.

10. DIETA VEGANA É MAIS CARA?

MITO: Atualmente existem muitos produtos disponíveis no mercado em uma variedade de preços e marcas, o que facilita para o adepto a dieta escolher qual é o mais acessível para ele. Além disso, armazenando de forma correta grãos, cereais, legumes e outros, é possível criar uma dieta mais barata e acessível.

Gêmeos bombam na web com veganismo acessível: ‘é possível ser pobre e vegano’

Simples e direto, tanto na comida quanto na ideia, que um perfil vegano conquistou milhares de adeptos e bomba na web. Criado pelos gêmeos Leonardo e Eduardo Santos, moradores da periferia de Campinas (SP), o ‘Vegano Periférico’ nasceu com a ideia de mostrar que deixar de consumir produtos de origem animal é uma escolha não apenas de quem tem mais recursos, mas de todos.

Foto: Victória Cócolo/ G1

Com 177 mil seguidores no Instagram, o perfil reúne receitas, fotos e relatos em prol do veganismo, de quem vive a escolha e compartilha a realidade financeira da maior parte da população, sem o glamour que tanto acompanha as redes sociais.

“Não é porque você é pobre que não pode escolher o que comer. Falar direto e reto, sem frases em inglês e mostrar uma alimentação barata: arroz, feijão, macarrão, frutas, legumes e verduras”, diz Leonardo.

“É possível ser pobre, periférico e vegano. A gente não está falando da boca para fora, não lemos em um livro. A gente vive isso no dia a dia”, emenda Eduardo.

Nem sempre veganos…

Aos 23 anos, os irmãos mostram engajamento na causa vegana, mas nem sempre foi assim. Criados no Parque Itajaí, bairro distante 25km da região central de Campinas, os gêmeos contam que vegetarianismo e veganismo eram conceitos muito distantes da realidade em que viviam.

A compaixão pelos animais entrou na vida de Eduardo em 2015, depois que um caminhão que transportava porcos tombou no trecho Oeste do Rodoanel. Foi a primeira vez que ele teve contato com o tratamento objetificado recebido pelos animais.

Foto: Reprodução/Instagram

“Perguntei para minha namorada qual era a diferença entre a nossa cadela e aqueles leitões. Concluímos que não havia nenhuma”, conta.

Apesar de também ter se comovido com o incidente, Leonardo aderiu ao estilo de vida apenas dois anos depois do irmão e da cunhada, em 2017.

“Na periferia a ideia é que você tem que trabalhar para não morrer de fome. Quando você faz escolhas no campo mais reflexivo, como ser vegano, escuta: Para de pensar nisso. Já enviou seu currículo?”, afirma Leonardo.

Motivados pela falta de representatividade no meio, também em 2017, os irmãos resolveram criar o perfil na tentativa de dialogar com as classes mais populares. “A ideia inicial foi mostrar que não é só a classe média que pode ser vegana”, explica Leonardo.

‘Vegano Periférico’

Quatrocentos reais cada um. Esse é o valor que Eduardo, que trabalha como atendente de um café, e Leonardo, auxiliar de cozinha em um restaurante, dizem gastar, em média, com as compras do mês. Isso inclui comida para café da manhã, almoço, jantar, produtos de limpeza e todo o resto que precisam.

Antes do veganismo, os irmãos eram ligados a uma dieta rica em industrializados e carnes. O consumo de alimentos mais naturais se tornou hábito depois. “Na periferia se tem a ideia de que consumir esses produtos é estar bem socialmente. Se sente alegria em comprar bolacha, iogurte, picanha. Isso precisa ser desconstruído”, conta Leonardo.

Foto: Victória Cócolo/ G1

O segredo para gastar pouco, explicam, é simplificar a rotina. Os gêmeos relatam que, se há recursos, adquirem o produto de desejo; se não, deixam de consumir.

“A gente tem uma noção errada sobre o que é comida. Às vezes a gente olha para o congelador e se não tiver nada, já corremos para o açougue”, exemplifica Eduardo.

Sem rostos

Sem mostrar quem são no Instagram, a dupla nada contra a corrente da ‘onda’ de digital influencers. Para eles, quando se carrega o nome de um movimento é necessário tomar cuidado com o ‘exibicionismo’.

“A gente vê que há uma glamourização nesse meio. Isso incomoda”, garante Eduardo.

“Queremos que as pessoas se identifiquem com o conteúdo, não que a página fique conhecida pelos gêmeos. Dessa forma, todos podem ser o ‘vegano periférico”, conclui Leonardo.

Fonte: G1

Estudo aponta os benefícios de converter terras usadas para criação de animais em florestas

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

O que aconteceria se a terra atualmente utilizada para produção agrícola fosse convertida em florestas? Um novo estudo da Universidade de Harvard descobriu que o mundo todo poderia reduzir significativamente suas emissões de dióxido de carbono (CO2) ao fazê-lo.

O estudo que usa o Reino Unido como exemplo, analisou dois cenários possíveis. O primeiro envolve transformar todas as pastagens e terras agrícolas usadas para produzir ração animal em florestas. No segundo, toda a pastagem é convertida em floresta e a terra utilizada para agricultura é usada para cultivar uma variedade maior de frutas e vegetais locais apenas para consumo humano. Segundo o site do The Ecologist, só o Reino Unido importa 90% de seus produtos de consumo alimentar.

Os pesquisadores descobriram que, no primeiro cenário, o Reino Unido poderia compensar suas emissões de CO2 em 12 anos. O segundo cenário é compensado em nove anos. Ambos os cenários seriam capazes de fornecer proteínas e calorias suficientes para cada pessoa que vive no bloco de países, ajudando a melhorar a segurança alimentar.

O estudo observa que o reflorestamento de terras usadas para animais de criação também poderia ajudar a produzir proteína baseada em vegetais como o feijão e cultivar mais frutas e vegetais.

Como o reflorestamento beneficia o meio ambiente

De acordo com um estudo publicado no The Lancet no início deste ano, a agropecuária é pesada em relação ao consumo e utilização de recursos e hostil ao clima, contribuindo para as emissões de gases de efeito estufa (GEE), perda de biodiversidade e uso da terra e da água.

Uma alimentação vegana ou vegetariana não só seria melhor para o planeta, mas também ajudaria a garantir que podemos alimentar a crescente população humana, que deverá atingir 10 bilhões até 2025. “Mesmo pequenos aumentos no consumo de carne vermelha ou lácteos alimentos tornariam esse objetivo difícil ou impossível de alcançar”, afirma o relatório.

Um estudo anterior da Universidade de Oxford mostra que, se todos os habitantes do planeta fossem veganos, o uso da terra seria reduzido em 75%, diminuindo o impacto da mudança climática e permitindo um sistema alimentar mais sustentável.

O reflorestamento ajudaria o planeta. Ambos os cenários permitiriam ao exemplo em questão, o Reino Unido atingir as metas estabelecidas pelo Acordo de Paris. O estudo enfatiza a necessidade de “ação radical, muito além do atualmente planejado”, para reduzir os GEEs (gases nocivos).

A mudança para a substituição de pastagens de animais cultivados por florestas também proporcionaria à fauna nativa novos lares, novos habitats, permitindo o florescimento de populações e ecossistemas.

Deputado Nelson Barbudo (PSL) quer proibir uso da palavra carne em referência a alimentos de origem vegetal

Por David Arioch

Segundo Barbudo, a palavra “carne” deve ser exclusivamente reservada a todos os tecidos comestíveis “de espécies de açougue” (Foto: Agência Câmara)

Na última terça-feira, o deputado Nelson Barbudo (PSL-MT) apresentou o projeto de lei 2876/2019, que prevê a proibição do uso da palavra carne em referência a alimentos de origem vegetal.

Segundo Barbudo, a palavra “carne” deve ser exclusivamente reservada a todos os tecidos comestíveis “de espécies de açougue, englobando as massas musculares, com ou sem base óssea, gorduras, miúdos, sangue e vísceras, podendo ser in natura ou processados”.

Por isso o deputado quer proibir o uso da palavra carne em embalagens, rótulos e publicidade de alimentos de origem não animal.

“A terminologia “carne” vem sendo utilizada de maneira equivocada pela grande mídia e pela população, de forma geral, em produtos como ‘carne de laboratório’, feita através de células-tronco de músculos de bovinos, ‘carne’, ‘picadinho’ e ‘filé’ de soja, originalmente a proteína texturizada do grão, ‘carne de jaca’, feita com a própria polpa da fruta (Artocarpus heterophyllus), entre diversos outros exemplos”, reclama Nelson Barbudo.

E acrescenta: “Além de criar uma concorrência dos produtos de origem vegetal com os de origem animal, o consumidor é induzido a crer que, ao adquirir um produto de origem vegetal, está ingerindo alimento similar à carne quando, na verdade, está ingerindo extratos, polpas de frutas e etc., que não possuem o mesmo caráter nutricional.”

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Políticos são pressionados a destacar os benefícios do veganismo para o planeta

O Reino Unido foi a primeira nação do mundo a declarar emergência climática e ambiental com a provação de uma moção parlamentar requerendo ações urgentes em prol do planeta.

Tendo saído na frente em reconhecer a ameaça sobre a qual a humanidade tem vivido não é de se surpreender que mais um passo seja esperando do bloco de países em relação a proteção e ajuda ao planeta.

Agora são os políticos do bloco de países que estão sendo instados a centrar o veganismo nas políticas de alimentação e agricultura depois da declaração de uma emergência climática nacional.

Uma série de pesquisas recentes mostra como a adoção de uma alimentação vegana pode reduzir o impacto ambiental de um indivíduo, incluindo a pesquisa da Universidade de Oxford, que descreveu o movimento como a “maior e mais efetiva atitude” que as pessoas poderiam fazer pelo planeta.

Agora, a Vegan Society escreveu para os principais partidos políticos, pedindo-lhes para “traduzir esse anúncio [sobre a iminente crise climática] em ação” e adotar políticas que estimulem a alimentação baseada em vegetais, além de oferecer comida vegana em cantinas do setor público e apoiar fazendeiros deixar as atividades que envolvem de animais de criação.

Cartas formais

O executivo-chefe da Vegan Society escreveu ao Partido Trabalhista, aos Democratas Liberais, ao Parlamento do Reino Unido, ao Partido Nacional Escocês e ao governo galês, afirmando que o aumento do conhecimento e a absorção de alimentos vegetais são necessários não apenas para a mitigação da mudança climática, mas também para a saúde pública. como pode aliviar a pressão no NHS.

A carta pede aos partidos políticos que deem três passos: encorajar a nação a adotar uma alimentação cada vez mais baseada em vegetais, implementar políticas para instituições do setor público, como escolas, hospitais e lares de idosos, para oferecer uma boa refeição vegana como padrão nos cardápios todos os dias. como parte de sua campanha Catering for Everyone, e fornecer ajuda financeira e prática para os agricultores que desejam se afastar de animais de criação para o cultivo de culturas vegetais para consumo humano, como parte de sua campanha Grow Green.

Dieta vegana e política

“É amplamente reconhecido que comer produtos de origem animal tem um enorme impacto ambiental, mas isso não é de forma alguma incorporado à política”, disse George Gill, executivo-chefe da Vegan Society, em um comunicado enviado ao Plant Based News.

“A agricultura animal não tomou nenhuma atitude em relação a sua cota de emissões e está ficando cada vez mais claro que não poderemos cumprir o Acordo de Paris a menos que façamos uma mudança nacional em direção a alimentações baseadas em vegetais”.

“Estamos pedindo aos partidos políticos que cumpram suas promessas e deem um passo ousado para superar a emergência climática implementando políticas que encorajem uma alimentação realmente sustentável e baseadas em vegetais”.

Opções veganas para ser padrão

“Estamos fazendo campanha para que as opções veganas se tornem padrão em todo o setor público para garantir que haja sempre uma opção alimentar adequada para todos”, acrescentou Will Gildea, responsável por campanhas e políticas da Vegan Society.

“O governo deve também apoiar os agricultores que desejam uma agricultura sustentável ou restauração ecológica, o que ajudaria a cumprir sua promessa de dinheiro público para bens públicos.

“Em um nível individual, podemos fazer a diferença comendo uma alimentação baseada em vegetais – qualquer pessoa interessada pode se inscrever para o desafio Plate Up for the Planet de sete dias”.

Conheça as cinco razões por que a Ásia está pronta para entrar na “era à base de vegetais”

Não é necessário ser investidor para acompanhar ou ficar sabendo do sucesso da Beyond Meat (primeira empresa que produz carne 100% vegana a se tornar pública) na bolsa de valores, tendo um IPO (lançamentos de ações) considerado por especialistas “épico”.

Sem sombra de dúvida a lista de quebra de recordes do BYND (163% de valorização) provocou ondas de choque em todo o mundo, quando as pessoas de repente acordaram para as quebras de paradigmas que estão acontecendo na indústria alimentícia.

O fornecedor para a Ásia de produtos da companhia, David Yeung, em parceria com a equipe Green Monday/Green Common, analisou um grande número de pesquisas de mídia, investidores e público em geral sobre as perspectivas da indústria de produtos à base de vegetais, especialmente na Ásia e realizou um resumo das 5 motivos pelos quais os países asiáticos estão prontos para entrar nesse “futuro vegano”.

Enquanto muitos permanecem céticos se o momento atingirá a Ásia, o empresário e estudioso apontou as principais razões pelas quais, segundo suas pesquisa, o fenômeno está prestes a ser desencadeado na região e em grande escala.

1. Influência da tendência ocidental

Da moda ao bem-estar e estilo de vida em geral, os consumidores asiáticos são fortemente influenciados pelas marcas e tendências do Ocidente. O intervalo de tempo varia de país para país, mas na era das mídias sociais, é improvável que demore muito.

Dada a forma como a produção de produtos baseados em vegetais tem impactado oficialmente na indústria alimentar global e no comportamento do consumidor, não é exatamente uma previsão ousada antever que a Ásia vai captar isso muito em breve.

No caso de Hong Kong e Cingapura, isso já está acontecendo, à medida que os titãs da nova era, Beyond Meat and Impossible Foods, saem nas manchetes regularmente e tomam a cena da comida convencional.

2. Momento comprovado de ascensão de marcas veganas e baseadas vegetais

Conforme a Green Common (cadeia de lojas de alimentos) introduz as marcas emergentes Food 2.0 não apenas em Hong Kong, mas também em Cingapura, Taiwan e em breve China e Tailândia, testemunhamos em primeira mão como as empresas Beyond Meat, Gardein, Daiya e Califia estão ganhando uma tremenda força.

Além disso, as vendas de carne nesta região tem triplicado todos os anos desde a entrada no mercado em 2015.

A Omnipork, que tem como alvo as paletas e pratos asiáticos, tem sido incrivelmente bem recebida desde o seu lançamento.

Marcas não lácteas, incluindo Oatly e Califia são naturais e instantâneas, porque muitos asiáticos são intolerantes à lactose.

Daiya e Miyoko estão constantemente surpreendendo o mercado pelo lado positivo com suas crescentes bases de fãs.

3. Foco em Investimento e Inovação

Há alguns anos, a maioria das pessoas estava se perguntando por que Bill Gates, Li Ka-shing e Temasek investiram na indústria da “Comida do Futuro”. Ninguém previu que a rede de lojas e distribuição da Green Common crescesse tão rápido em um período de tempo tão curto (na verdade, muitos previam a morte da cadeia de lojas).

Hoje, investidores e empresários, junto com alguns governos, estão despertando para a urgência da crise climática e alimentar e as oportunidades que vêm junto com ela. A conscientização e o nível de atividade na região aumentaram notavelmente nos últimos seis meses. À medida que mais capital e recursos chegam, certamente levará a avanços e inovações emocionantes.

4. Demanda Existente, mas não atendida

Vegetarianismo não é exatamente uma coisa nova na Ásia. A demanda por alimentos vegetais devido a razões religiosas, culturais e étnicas sempre esteve presente na região. A Índia, claro, tem a maior população vegetariana do mundo. Países como a China, o Japão, a Coreia do Sul, a Tailândia e a Malásia têm uma enorme população budista.

Não foi até a infusão de cultura ocidental de carne e laticínios que as pessoas se afastaram de tais tradições. O vegetarianismo começou a ter uma má reputação de certas pessoas tidas como antiquadas, chatas e não nutritivas.

Agora a narrativa está girando 180 graus. Millennials e Gen Zs são aqueles que estão conscientemente se tornando veganos por razões de bem-estar animal, sustentabilidade e saúde. As pessoas religiosas/étnicas que sempre preferiram se alimentar a base de vegetais ainda estão presentes, enquanto entusiasticamente abraçam essas novas opções alimentares há muito esperadas.

5. Esgotamento para a pecuária industrial

A carne suína é a carne mais consumida na China, respondendo por 65% do consumo de carne pela população de aproximadamente 1,4 bilhão de pessoas. Com a mortal e contagiosa Febre Suína Africana ameaçando centenas de milhões de porcos, todos os sinais apontam para uma potencial “devastação” de enorme impacto na pecuária industrial.

A realidade é que a cadeia de abastecimento alimentar orientada para as proteínas animais é insustentável e tem estado muito além do seu ponto de ruptura há muito tempo.

O planeta e o sistema alimentar ultrapassado simplesmente não conseguem acompanhar o crescimento e a demanda insaciável da população humana. É apenas uma questão de tempo antes de entrar em colapso, e esse tempo pode ser AGORA.

Produtor e músico Simon Cowell adere ao veganismo aos 59 anos

Foto: Getty images

Foto: Getty images

O ex-apresentador, produtor e autor do programa “American Idol”, relatou que fez a mudança antes do seu 60º aniversário no final deste ano de propositadamente: “Quero entrar na sexagésima década da minha vida”.

“Um amigo meu, que é médico, recomendou que eu falasse com um especialista e eu o fiz por capricho, confesso. Eu era alérgico a melão, então não comi a fruta por seis meses, mas fui ver esse especialista e ele explicou como funcionava e aquilo fazia sentido”, disse Cowell em uma entrevista recente ao jornal The Sun. “Em 24 horas, mudei minha alimentação e não olhei para trás desde então. Você se sente melhor, você parece melhor. Eu cortei muitas das coisas que nunca deveria ter comido e me refiro principalmente a carne, laticínios, trigo e açúcar – essas foram as quatro principais coisas”.

Uma mudança fácil para o veganismo

A mudança foi mais fácil do que ele esperava, disse Cowell ao The Sun. Além de abandonar os alimentos aos quais ele é alérgico, a estrela diz que também desistiu do peixe, tornando-se totalmente vegano.

“Eu amei essas ‘comidas de conforto’ por muito tempo, isso é tudo o que eu tenho comido a minha vida toda. Eu amo tortas de geleia, hambúrgueres, espaguete à bolonhesa. Eu posso comer peixe, mas este ano eu estou me tornando vegano por inteiro.

Cowell afirma que foi muito mais fácil do que ele imaginava. “Eu costumava tomar iogurte de manhã e mudei para iogurte de leite de amêndoa. Eu coloco leite de amêndoa ate no meu no meu chá”.

Simon Cowell nunca se sentiu melhor desde que se tornou vegano aos 59 anos.

A mudança também pode ter sido motivada por uma queda em 2017 que veio como resultado de um estilo de vida pouco saudável.

O treinador de 59 anos diz que entrar em uma rotina alimentar mais regrada o transformou e a dieta está melhorando seus níveis de energia e ajudando-o a dormir.

“Quando você entra em um padrão e cria o hábito, isso trás uma sensação bastante agradável. Isso me ajudou a dormir e eu acordei me sentindo menos cansado. Eu notei uma enorme diferença entre como me sinto hoje e cerca de uma semana atrás”.

“Eu tenho mais energia e foco e não foi difícil. Eu não gosto de usar a palavra dieta porque essa é a razão pela qual eu nunca fiz uma dieta antes – a palavra dieta me deixa infeliz”.

Ele recebeu algumas críticas da apresentadora de TV Lorraine Kelly sobre seu novo estilo de vida. “Isso é uma cerveja vegana?” Ela perguntou, referindo-se a Corona Light, que é vegana. “Eu me pergunto se eles vão aceitar Simon Cowell em sua comunidade?”

Cowell fala em nome dos animais

A mudança de Cowell para uma alimentação vegana também pode ter sido motivada por razões éticas. Uma foto recente em sua conta do Instagram apresenta seu cachorro Daisy, que ele conta ter sido resgatado de Barbados.

Em maio passado, a estrela também emprestou seu nome a uma petição, junto com quase 100 outras celebridades, conclamando a Indonésia a acabar com o comércio de carne de cachorro.

“Esses animais, muitos deles cães de estimação roubados, são submetidos a métodos cruéis e brutais de captura, transporte e morte”, escreveram as celebridades, “e o imenso sofrimento e medo que devem suportar é de partir o coração e é absolutamente chocante”.

Produtor de foie gras usa óleo de motor para lubrificar os tubos enfiados na garganta dos gansos

Foto: Unsplash/Krzysztof Kowalik

Foto: Unsplash/Krzysztof Kowalik

O foie gras é um alimento produzido às custas de muito sofrimento e dor de gansos e patos indefesos, mas considerado uma “iguaria de luxo”. Produzido do fígado de aves que são engordadas por meio de uma alimentação forçada onde grãos de milho são enfiados pela goela abaixo dos animais indefesos por meio de um tubo, um processo cruel conhecido como “gavagem”.

De acordo com uma investigação secreta do grupo de bem-estar animal Open Cages, uma fazenda na Ucrânia, a MHP Farm, que é uma das principais produtoras de foie gras, tem usado óleo de motor para lubrificar esses tubos de alimentação antes de empurrar violentamente a comida pelas gargantas de gansos e patos.

Os gansos também foram vistos sendo violentamente jogados em gaiolas, o que os feria. Algumas aves machucadas e mortas também foram deixadas sofrendo e apodrecendo em pilhas, em vez de receberem cuidados médicos.

O investigador disfarçado disse ao Independent que os gansos estavam claramente em sofrimento após serem alimentados à força e jogados de lado, com alguns deles vomitando e ofegantes ao extremo.

Foto: Change.org

Foto: Change.org

“O que eu vi não pode ser comparado com o que eu originalmente esperava ver. Eu trabalhei lá por cerca de um mês para não causar suspeita saindo logo depois do primeiro dia, mas foi muito difícil para mim ”, disse ele.

“Eles trazem aves para reprodução em um caminhão. Em cada seção deve haver 12 aves, mas na verdade existem cerca de 40, portanto eles já estão em um estresse terrível e são agressivos um com o outro ”.

“Eu vi muitos casos em que as aves tentavam sair da gaiola, mas se feriam nos pinos do equipamento e imediatamente morriam diretamente sobre as demais ou sangravam até morrer”.

A MHP, maior produtora de aves da Ucrânia, mantém cerca de 20 mil aves em sua unidade industrial de foie gras. Ela conseguiu vender 50 mil toneladas de foie gras no ano passado, que foram em sua maioria produtos exportados.

“As práticas documentadas aqui foram vistas repetidas vezes em fazendas de foie gras, o que significa que qualquer foie gras vendido em lojas no Reino Unido veio de fazendas com níveis semelhantes de crueldade contra animais”, disse o Representante da Open Cages no Reino Unido, Connor Jackson.

Foto: Unsplash/Krzysztof Kowalik

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“Ao permitir a venda de foie gras em nossas lojas e restaurantes, estamos colocando dinheiro nos bolsos dessa indústria vergonhosa”.

“Enquanto o foie gras importado permanece no cardápio, os gritos desses animais sofridos e macerados nos assombrarão nos próximos anos”.

Em resposta, um porta-voz do MHP disse em uma declaração: “Nós levamos nossas responsabilidades em relação aos animais que criamos muito a sério”.

“A política da MHP sobre o tratamento humano dos animais foi criada de acordo com as melhores práticas globais e abrange o processo desde a produção até o embarque, com um ciclo integrado de revisão e melhoria contínuas”.

Foto: Divulgação

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“Como exportador certificado para a UE, nossas instalações são regularmente auditadas pelas autoridades competentes.”

“Se nossos altos padrões de qualidade não forem cumpridos, tomaremos medidas imediatas para corrigir isso. Não vamos comprometer o bem-estar animal ”, concluiu o porta-voz.