Dublin é sede da primeira conferência nutricional de alimentação a base de vegetais do país

A Irlanda realizou sua primeira conferência de nutrição à base de vegetais no início deste mês.

O evento, chamado “Comida como remédio: uma introdução embasada em evidências sobre os benefícios da nutrição baseada em vegetais”, aconteceu no Hospital Universitário Mater Misericordiae, em Dublin, dia 9 de março último.

Os convites para a conferência esgotaram-se em menos de três semanas sem qualquer publicidade ou divulgação nas mídia sociais. Mais de 70 médicos, entre eles representantes do próprio hospital, assim como nutricionistas e outros profissionais de saúde estavam entre os 130 participantes do evento organizado pela Plant-Based Doctors Ireland (Médicos da Alimentação Baseada em Vegetais da Irlanda, na tradução livre).

Especialistas em alimentação saudável

Foram apresentadas palestras de especialistas médicos nos campos de câncer, diabetes, doenças inflamatórias do trato intestinal e doenças cardiovasculares. Histórias tocantes da recuperação de pacientes foram compartilhadas e médicos irlandeses experientes falaram sobre seus conhecimentos sobre a nutrição baseada em vegetais nos cuidados primários (primeira abordagem médico-paciente), e deram dicas práticas sobre como iniciar esse assunto nas consultas aos pacientes.

A conferência incluiu uma palestra sobre o tema muito comentado atualmente da sustentabilidade do planeta e como a alimentação afeta o meio ambiente. Os gêmeos da “Happy Pear” (restaurante e mercado de alimentos saudáveis) David e Stephen Flynn, compartilharam suas experiências pessoais sobre como foi tornar a nutrição baseada em vegetais, popular e acessível, ao longo da última década.

“Foi extremamente gratificante poder dividir informações tão valiosas com os demais médicos, e mostrar como o potencial efeito dominó é poderoso”, diz o Dr. John Allman, professor de clínica geral de Dublin. Ele especializou-se realizando o curso de Nutrição Baseada em Vegetais oferecido pela Universidade de Cornell, em 2016 e tem encorajado ativamente seus pacientes a comer mais frutas, legumes e vegetais.

Alimentação e mudança climática

A prática médica geral irlandesa tem adotado recentemente uma abordagem mais ativa sobre a mudança climática pela profissão. A reportagem de capa do Journal of the Irish College of General Practitioners deste mês diz: “Condição crítica – Por que os médicos precisam tomar a frente da saúde do planeta”.

Isso se deu uma semana após a WONCA, Organização Mundial de Médicos da Família, ter publicado um relatório intitulado Declaração de Convocação para Médicos do Mundo para Agir sobre a Saúde Planetária.

Além disso, os médicos da Irlanda foram convidados a se apresentar na conferência anual do ICGP em 3 de maio de 2019 no Centro Nacional de Convenções em Dublin.

“É um momento certo para encorajar os pacientes a se alimentarem de forma mais saudável, comendo alimentos baseados em vegetais, já que tanto as necessidades de saúde quanto as preocupações ambientais estão tornando isso uma questão dominante”, disse o Dr. John Allman, que é o membro fundador da Plant-based Doctors Ireland ao Plant Based News.

Em breve as palestras da conferência estarão disponíveis para assistir online no site da conferência.

Conheça oito razões para adotar o veganismo e combater a crise da água

Foto: Truth or Drought/Reprodução

Foto: Truth or Drought/Reprodução

Assegurar o fornecimento de água é um dos maiores desafios que o planeta enfrenta, por isso o Dia Mundial da Água é a oportunidade ideal para enfrentar uma das maiores causas de utilização da água – produção de carne, laticínios e ovos. Foi pensando nisso que a ONG Humane Society Internacional (HSI), desenvolveu uma lista de oito motivos que mostram a importância de uma alimentação a base de vegetais para reduzir os danos que a indústria de criação de animais causa ao planeta.

Com mais de 83 bilhões de animais criados e mortos para a indústria alimentícia mundial a cada ano, a agricultura animal em escala industrial afeta nosso meio ambiente de maneiras extremamente prejudiciais.

Não é apenas uma das principais causas da a mudança climática e do desmatamento, mas também é responsável pelo uso de grandes quantidades de água.

Pesquisas mostram que mudar para uma dieta mais rica em vegetais e legumes pode reduzir a pegada hídrica de um indivíduo ao meio, então ao reduzir ou substituir a carne, os laticínios e os ovos por alimentos à base de vegetais mais “água-amigáveis”, todos podemos ajudar a preservar a água do mundo todo.

Oito motivos para adotar uma alimentação baseada em vegetais em nome do Dia Mundial da Água:

1. A agropecuária (animais e plantas) é responsável por cerca de 70% da água utilizada no mundo hoje, até 92% da água doce, com quase um terço disso relacionado à pecuária e ao cultivo de plantações que alimentam esses animais.

2. A maior parte do volume total de água utilizada na pecuária (98%) refere-se à pegada hídrica dos alimentos para animais. Cerca de um terço dos grãos e 80% da soja do mundo são fornecidos aos animais que criados para alimentação.

3. A criação intensiva de animais pode causar uma grave poluição da água, como a eutrofização, uma quantidade excessiva de algas na água causada pelo escoamento de fezes de animais e restos de comida, muitas vezes levando à morte de peixes e outros animais aquáticos.

4. Em média, são necessários entre 15 mil e 20 mil litros de água para produzir um quilo de carne bovina, que requer cerca de 3 mil litros de água para produzir um hambúrguer de 200g – o equivalente a 30 x 5 minutos de chuva. (1 hambúrguer de carne de 200g = 30 banhos de chuveiro de 5 minutos).

5. 96% dos peixes consumidos na Europa provêm da criação de peixes de água doce, mas a grande quantidade de excremento de peixe e restos de comida desses animais ficam depositadas no leito das lagoas cria o ambiente perfeito para a produção dos gases metano que contribuem para efeito de estufa.

6. Uma dieta sem carne pode reduzir nossa pegada hídrica pela metade. Estudos mostram que uma dieta saudável sem carne reduz nossa pegada hídrica em até 55%.

7. A Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente diz que os hambúrgueres à base de vegetais requerem entre 75% a 99% menos água; de 93% a 95% menos terra; e geram de 87% a 90% menos emissões de carbono que os hambúrgueres de carne bovina.

8. “Um estilo de vida vegano é provavelmente a maior maneira de reduzir seu impacto sobre o planeta Terra, não apenas em relação aos gases de efeito estufa, mas a acidificação global, a eutrofização, o uso da terra e o uso da água. Isso tem um impacto muito maior do que reduzir seus voos ou comprar um carro elétrico”, disse Joseph Poore, da Universidade de Oxford, que liderou a análise mais abrangente dos danos que a agropecuária faz ao planeta.

“Com bilhões de pessoas em todo o mundo lutando para lidar com a escassez severa de água, é obrigação de toda a humanidade procurar reduzir sua pegada hídrica. Uma das maneiras mais efetivas de economizar água é reduzir ou substituir a carne e os laticínios por produtos à base de vegetais”, disse Kitty Block, presidente da HSI, em um comunicado.

“A enorme quantidade de água usada pela agricultura animal para cultivar ração animal, hidratar bilhões de animais, desinfetar equipamentos de abate e processar produtos de origem animal estão contribuindo para a escassez de água em nosso planeta. Além do prejuízo ao bem-estar animal e dos benefícios para a saúde humana ao cortar a carne da alimentação, proteger os escassos recursos do planeta é uma razão mais do que convincente para mudar para uma dieta à base de vegetais pelo o Dia Mundial da Água”, disse Kitty.

Outros benefícios vêm da redução ou substituição de carne e laticínios em nossa dieta. Vários estudos indicam que uma dieta rica em vegetais e legumes traz benefícios consideráveis para a saúde.

A Organização Mundial da Saúde estima que a obesidade mundial triplicou desde 1975, com mais de 1,9 bilhões de adultos acima do peso e 381 milhões de crianças com sobrepeso ou obesidade.

Estudos mostram que pessoas que consomem menos produtos de origem animal têm taxas menores de obesidade, pressão alta, diabetes, artrite e câncer. Substituir a carne, o leite e os ovos produzidos pela agricultura industrial também beneficia animais de criação, bilhões dos quais passam a vida inteira em gaiolas ou caixotes, onde são incapazes de se exercitar, exibindo comportamentos não-naturais e muitas vezes não conseguem nem se virar por causa da falta de espaço.

Alimentação vegana salva a vida de jovem obesa, cardíaca e hipertensa

Brittany antes e depois de virar vegana | Foto: Forks Over Knives/Reprodução

Brittany antes e depois de virar vegana | Foto: Forks Over Knives/Reprodução

Enquanto crescia, Brittany Jaroudi sempre teve medo de que seus pais morressem. Ela conta que viu sua mãe enfrentar um câncer três vezes diferentes. Seu pai teve um ataque cardíaco tão violento que o levou à cirurgia de bypass (aparelho cardíaco) triplo e, posteriormente, colocação stents e um desfibrilador.

Seu pai tem diabetes e insuficiência cardíaca congestiva. Naquele tempo ela acompanhava o pai nas consultas para receber injeções nos olhos (diabetes) e sua mãe na quimioterapia. Brittany confessa que foi uma época difícil ver sua família tão doente.

Criada na dieta típica americana

Durante sua infância, adolescência e início da idade adulta, ela seguiu o mesmo estilo de vida de seus pais, comendo de acordo com a dieta padrão americana. “Comíamos comida e muita carne, laticínios e óleo”, conta ela.

Sua luta contra o peso começou quando ela tinha apenas 8 anos e, já aos 20, seus hábitos alimentares realmente pesaram na balança, literalmente. Ela pesava 85 kg e tinha um metro e meio de altura, seu IMC (índice de massa corpórea) estava claramente na faixa de obesidade.

Foi quando o médico a diagnosticou com pressão alta e receitou dois medicamentos diferentes para pressão arterial. Ela já tinha colesterol alto. Sua ansiedade explodiu, e sua freqüência cardíaca estava péssima. Seu nível de PCR-as (proteína C-reativa de alta sensibilidade, um marcador de inflamação e risco de doença cardiovascular) estava extremamente alto e ela reclamava de dores no peito o tempo todo. “Eu pensei, esta não pode ser minha vida aos 25 anos de idade”, conta ela.

Do fundo do poço aos recordes nas alturas

Ela começou então a pesquisar maneiras de sair da crise de saúde em que se encontrava. Foi quando deu de cara com o documentário Forks Over Knives (Garfos sobre Facas, na tradução livre) e tudo fez sentido. Brittany viu o que seu futuro seria se ela permanecesse no caminho atual: doença cardíaca, doença auto-imune, diabetes e talvez até câncer. Depois de assistir ao documentário, ela imediatamente mudou sua alimentação para uma dieta vegana.

“Eu me livrei de todos os laticínios, carne e alimentos processados que tínhamos em casa. Fui comprar alimentos veganos puros: grãos, frutas, vegetais e legumes”, conta ela.

Desde aquele dia, há três anos, ela perdeu 27 quilos. Não tem mais colesterol alto nem pressão alta, sua frequência cardíaca em repouso é de 60 bpms; e seu hs-CRP (proteína reativa) retornou à faixa normal!

“Eu não consigo dizer o suficiente sobre o quão incrível eu me sinto e como sou grata por ter encontrado este estilo de vida ainda jovem”, declara ela.

Segundo Brittany, o documentário Forks Over Knives tem todo o crédito pela sua mudança. Seu novo estilo de vida a transformou em todos os sentidos. Atualmente, ela ajuda a administrar um grupo de Meetup (encontros semanais) para toda sua comunidade, sobre veganismo.

“A paixão da minha vida agora é educar os outros sobre como se alimentar, como ter uma dieta saudável e salvar o máximo de pessoas possível de doenças causadas por seu estilo de vida”, declara ela.

Nunca é tarde – ou cedo demais – para se tornar saudável adotando uma alimentação vegana. Além de ajudar o planeta, os animais, e a natureza, o maior beneficiado é o proproo individuo que ganhará em bem estar e longevidade.

Cientista que venceu o câncer seis vezes afirma que laticínios são cancerígenos

Professora e cientista Jane Plant | Foto: Reprodução/Livekindly

Professora e cientista Jane Plant | Foto: Reprodução/Livekindly

*Traduzido por Eliane Arakaki

Sobrevivente a seis cânceres a cientista e professora, Jane Plant, não come nenhum tipo de derivados do leite, ela conta que foi sua dieta que a ajudou se curar e colocar o câncer de mama em remissão.

A professora Plant, que é geoquímica especializada em carcinógenos ambientais, conta que sua primeira batalha contra o câncer de mama foi em 1987, segundo o Telegraph. Em 1993, a doença retornou pela quinta vez na forma de um tumor que tinha metade do tamanho de um ovo e os médicos afirmaram que ela tinha apenas alguns meses de vida.

Como a professora e seu marido Peter, geólogo, trabalharam na China ao longo de suas carreiras, eles tinham conhecimento das taxas historicamente baixas de câncer de mama entre as mulheres chinesas, de uma a cada 100 mil mulheres, muito menor se comparada a taxa de câncer em mulheres ocidentais, de uma em cada 12, de acordo com um estudo dos anos 70.

Persistindo na pesquisa, a professora percebeu que quando as mulheres chinesas se mudavam para países ocidentais e adotavam uma dieta tradicional contendo carne e laticínios, elas experimentavam as mesmas taxas de câncer.

Ela e seu marido descobriram que os riscos mais elevados de ter câncer possuíam grande probabilidade de estar ligados a alimentação, especificamente de laticínios. “Ele frisou que naquela época eles não tinham uma indústria de laticínios. Foi uma revelação”, disse ela.

O livro “The China Study”, escrito pelo Dr. T. Colin Campbell e seu filho Dr. Thomas M. Campbell lançado em 2005, avaliou não apenas as baixas taxas de câncer entre os habitantes da China rural, mas também algumas doenças crônicas como cardiopatias e diabetes tipo 2. Os autores concluíram que uma dieta rica em alimentos a base de plantas reduz consideravelmente o risco desses problemas de saúde.

A professora então, que já comia poucos produtos de origem animal, cortou todos os produtos lácteos de sua alimentação enquanto fazia quimioterapia. Dentro de seis semanas, o nódulo desapareceu e ela permaneceu livre do câncer por 18 anos. Foi assim que ela desenvolveu o programa “Plant”, uma dieta rica em vegetais e legumes e livre de produtos lácteos, e ainda escreveu um livro sobre sua experiência, “Sua vida em suas mãos: entendendo, prevenindo e superando o câncer de mama”.

Quando o câncer retornou em 2011, ela teve a sensação de que, mais uma vez, era uma questão de ingerir laticínios ou não. Ela adotou então uma dieta vegana e seu câncer voltou à remissão. Embora Jane não desconsidere tratamentos médicos tradicionais contra o câncer, como quimioterapia e mastectomia, ela acredita que a alimentação tem o poder de ajudar ou atrapalhar as pessoas.

Laticínios são Cancerígenos?

“Todos nós fomos educados com a ideia de que o leite é bom para a saúde. Mas agora há evidências de que os fatores de crescimento e hormônios que ele contém não são apenas um risco em relação ao câncer de mama, mas também a outros cânceres relacionados a hormônios, próstata, testículos e ovário”, disse ela.

“O leite de vaca é bom para os bezerros – mas não para nós”, acrescentou a professora.

“O leite de vaca, orgânico ou não, contem 35 hormônios diferentes e 11 tipos de fatores de crescimento”, ela continuou. “Isso significa que uma dieta vegana é menor em moléculas promotoras de câncer e maior nas proteínas de ligação que reduzem a ação dessas moléculas.”

De acordo com o Cancer Research UK, não houve evidência definitiva ligando os produtos lácteos a um aumento do risco de câncer. Um estudo do Fundo Mundial para Pesquisa do Câncer relacionou a carne – especialmente a carne vermelha e processada – ao aumento do risco de câncer; mas as descobertas não diziam o mesmo sobre laticínios.

Mas o PCRM (Comitê de Médicos pela Medicina Responsável) – uma organização sem fins lucrativos composta por mais de 12.000 médicos – destaca os riscos à saúde associados aos laticínios. Leite e queijo são ricos em gordura saturada, que tem sido associada a doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e mal de Alzheimer.

A dra. Kristi Funk, autora do livro “Breasts, an Owner’s Manual”, cujos pacientes incluem os atores Angelina Jolie e Ellen Pompeo, também acredita que os laticínios aumentam o risco de câncer. “É claro que a resposta celular do corpo às proteínas e gorduras animais é muito perigosa”, disse ela.

Como o professora Plant, a dra. Funk acredita que uma dieta rica em vegetais é a melhor escolha para diminuir o risco de desenvolver a doença.

Um corpo crescente de estudos médicos mostra que uma dieta vegana integral – que evita todos os produtos de origem animal e alimentos processados – é uma das formas mais eficazes de combater doenças crônicas.

O segundo livro da professora Plant, “Vença o Câncer: Como recuperar o controle de sua saúde e da sua vida” fornece opções simples no lugar de produtos lácteos, como leite vegan, iogurte e iogurte de leite e queijo à base de plantas.

Cartaz que proíbe alimentação de animais é colocado em rodoviária na Bahia

Um cartaz com a frase “proibido alimentar animais neste local” foi colocado na Rodoviária de Simões Filho, na Bahia. O papel continha a logomarca da Secretaria de Ordem Pública, da prefeitura. A proibição, que atinge diretamente os animais abandonados, gerou revolta na população.

Foto: Reprodução / Simões Filho Online

O caso foi denunciado à presidente da ONG Patas de Luz, Dalva Cardoso, que publicou uma foto do cartaz nas redes sociais, chamando a atenção das autoridades para a proibição descabida. A publicação repercutiu, recebendo o apoio de diversos moradores do município de Simões Filho.

Indignada com a situação, Dalva formalizou uma denúncia através da ONG no Conselho de Proteção aos Animais, em Salvador. A presidente da entidade afirma que a revolta fica ainda maior diante da omissão da prefeitura, que não implementa políticas públicas em prol dos animais. As informações são do portal Simões Filho Online.

“Eu acho isso um verdadeiro descaso da prefeitura, porque eu venho fazendo um trabalho em Simões Filho há quatorze anos com castração, vários animais da rodoviária foram castrados pela ONG, sendo que a gente já procurou ajuda da prefeitura e a gente não encontrou ajuda de ninguém”, disse Dalva.

Dias depois do caso repercutir entre a população da cidade, o cartaz foi retirado da rodoviária. “Esse prefeito não tem o que fazer. Não faz nada para acolher os animais e ainda quer proibir as pessoas de bom coração a dar alimento aos animais em situação de rua. É um ser vivo. Um absurdo essa cartaz. Uma infelicidade da prefeitura”, disse o auxiliar administrativo Josué Santos, de 38 anos, que frequenta a rodoviária diariamente.

Foto: Reprodução / Simões Filho Online

A vendedora Sheila Silveira, de 39 anos, acredita que ao invés da proibição, o correto seria realizar campanhas educativas de incentivo à castração e à adoção responsável. “Eu acho um absurdo, porque ao invés de ajudar com políticas públicas eles impedem as pessoas de ajudarem os animais em situação de rua que sofrem e não pediram para viver nessa situação. Se todos fizessem sua parte diminuiria bastante o abandono de criaturas indefesas. Castração e adoção responsável seria uma das soluções para evitar esse tipo de situação”, afirmou.

Sheila afirmou ainda que o prefeito Dinha, no período eleitoral, prometeu construir um Centro de Controle de Zoonoses na cidade, com o intuito de “promover a proteção de animais e combater a proliferação de doenças”, mas que não cumpriu a promessa.

Em relação ao cartaz, a assessoria de imprensa da prefeitura afirmou, por meio de nota, que “apesar do aviso conter a marca da administração pública municipal, não corresponde a um material oficial propagado pelo órgão” e que  “toda e qualquer comunicação oficial, partindo desta administração, prezando pela transparência e seriedade, são veiculadas nas redes sociais e site oficial, acompanhadas de release para os veículos de comunicação”.

Ao ser questionada sobre a possibilidade da administração da rodoviária ter colocado o cartaz no local por conta própria, a prefeitura afirmou que o caso será apurado e, se comprovado, medidas cabíveis serão tomadas.

Futuro alimentar está ameaçado pela extinção de espécies animais e plantas

Foto: Pixabay

O futuro do fornecimento de alimentos está sob “ameaça severa” devido ao rápido desaparecimento do número de espécies de animais e plantas, disse o relatório na última sexta-feira (22).

As pessoas dependem de menos espécies para alimentação, disse a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), deixando os sistemas de produção suscetíveis a choques como pragas ou doenças, secas e outros eventos climáticos extremos devido à mudança climática.

Embora cerca de 6 mil espécies de plantas possam ser usadas como alimento, menos de 200 variedades são consumidas e apenas nove compõem a maior parte da produção agrícola mundial, disse a FAO no primeiro relatório do gênero para avaliar a biodiversidade nos sistemas alimentares.

“A perda de biodiversidade para alimentos e agricultura está minando seriamente a nossa capacidade de alimentar e nutrir uma população global em constante crescimento”, disse o chefe da FAO, José Graziano da Silva, em um comunicado.

“Precisamos usar a biodiversidade de maneira sustentável, para podermos responder melhor aos crescentes desafios das mudanças climáticas e produzir alimentos de uma maneira que não agrida nosso meio ambiente”, disse ele.

Ao analisar dados de 91 países, a FAO disse que havia “evidências crescentes” de que a biodiversidade do mundo estava sob “ameaça severa” devido à poluição, uso da água e do solo mal administrado, políticas ruins, excesso de colheita e mudança climática.

A mudança climática se tornará uma ameaça cada vez maior à biodiversidade até 2050, aumentando os danos causados ​​pela poluição e pelo desmatamento para dar lugar a plantações, de acordo com mais de 550 especialistas em relatórios aprovados por 129 governos em março do ano passado.

De insetos a ervas marinhas, crustáceos e fungos, quase um quarto das cerca de 4.000 espécies de alimentos silvestres estão em declínio, com as regiões mais afetadas sendo a América Latina, Ásia e África, segundo o relatório.

A produção global de alimentos deve se tornar mais diversificada e incluir espécies que não são muito consumidas, mas que podem estar melhor preparadas para suportar climas e doenças hostis.

“Composta pela nossa dependência de cada vez menos espécies para se alimentar, a crescente perda de biodiversidade para alimentos e agricultura coloca a segurança alimentar e a nutrição em risco”, acrescentou Graziano da Silva.

Foto: Pixabay

A diversificação também poderia ajudar a combater a desnutrição em todo o mundo, trazendo alimentos pouco conhecidos, mas altamente nutritivos, para o mainstream, como o fonio, que é um grão pequeno que é adequado para climas quentes com padrões climáticos imprevisíveis.

A ONU disse que os países devem dobrar a produtividade e a renda dos produtores de alimentos em pequena escala até 2030 para eliminar a fome e garantir que todas as pessoas tenham acesso à comida.

Uma em cada nove pessoas já não tem comida suficiente e a população mundial deve chegar a 9,8 bilhões em 2050.

 

Autora:  Lin Taylor @linnytayls

Créditos:  Thomson Reuters Foundation

É importante prestar atenção ao peso de cães e gatos

Basta abrir um pacote de biscoito ou mexer nas panelas que animais domésticos marquem presença. É difícil negar uma guloseima aos animais, mas isso pode provocar sobrepeso e afetar a saúde. A médica veterinária Paula Genuíno aborda a obesidade animal, doença que ocorre por diversos motivos nos amigos de quatro patas, e traz informações relevantes sobre o quanto uma dieta balanceada pode ajudar no tratamento e prevenção dos casos de obesidade.

Foto: Creative Commons

Os animais podem ganhar excesso de peso por diversos fatores, que vão das mudanças metabólicas após a castração ou que surgem com o avanço da idade, predisposição genética de raças específicas como o labrador e o bulldog, dietas não balanceadas, alimento ou petiscos em excesso. A profissional ressalta que a alimentação é um fator determinante para o controle de peso. Para evitar que a obesidade animal ocorra, é necessária uma dieta balanceada, com alimentos de qualidade e exercícios físicos. “É importante oferecer alimentos de qualidade, que atendam as demandas da fase de vida que o animal se encontra (filhote, adulto, sênior), oferecer uma quantidade moderada de petiscos por dia e manter uma rotina que deixe o animal ativo e faça com que ele gaste energia. Alimentos balanceados, fornecidos na quantidade adequada suprem todas as necessidades nutricionais dos animais sem exageros”, afirma Paula Genuíno.

Fornecer um alimento balanceado e respeitar a quantidade diária a ser oferecida é essencial e, a dieta pode variar de acordo com a necessidade de cada indivíduo, podendo ser 100% baseada em ração, ou com um percentual dela com alimentos caseiros ou naturais, ou até integralmente natural, de acordo com o caso e podendo inserir petiscos saudáveis como frutas e legumes crus e cozidos. No caso da prevenção, os tutores podem se basear nas dicas do veterinário do seu animal sobre a quantidade, ou utilizar as informações nas embalagens das rações, que informam a quantidade de acordo com o peso.

Já para casos de obesidade, é necessário um plano de emagrecimento, e um rigoroso cuidado para cumprir o mesmo, não cedendo às chantagens dos animais durante o processo. Para os cães e gatos idosos, é importante observar o tipo de ração específica para eles, que é uma ótima maneira de evitar esse ganho de peso em excesso. Esses alimentos possuem ingredientes que auxiliam na manutenção da massa muscular magra e na queima de gordura corporal, evitando o ganho de peso.

Animais no apartamento: cuidado extra

Para os cães e gatos que vivem em apartamento ou lugares com pouco espaço, é essencial estabelecer uma dieta balanceada e um plano de exercícios diários, envolvendo passeios, caminhadas e brincadeiras que façam com que eles se movimentem. Manter brinquedos em casa, enquanto o animal fica sozinho, também é importante para mantê-los ativos e evitar a obesidade, já que alimentos em excesso e pouco exercício são a fórmula para o desencadeamento de ganho de peso.

Fonte: O Liberal

Alerta: vida urbana aumenta risco de câncer em animais

Pesquisadores sugerem que os mesmos fatores que aumentam o risco de câncer em humanos, como luz, poluição química e sonora, alimentos ricos em açúcares e vírus também são responsáveis por aumentar o perigo para animais selvagens que vivem em cidades.

Luz, poluição química e sonora, alimentos ricos em açúcares e vírus são fatores podem estar aumentando o risco de câncer em animais selvagens que vivem em cidades como pássaros, esquilos, ratos, ratos e ouriços.

Liderados por Giradeau Mathieu, para o Proceedings B da Royal Society, os pesquisadores disseram: “As populações de animais selvagens podem ser comparadas a populações humanas pré-históricas, em que dados fósseis indicam uma baixa prevalência de câncer.

“Está claro que as características de um estilo de vida moderno e do ambiente de urbanização trouxeram consigo uma mudança na prevalência de câncer em humanos, mas até agora pouca atenção foi dada a mudanças similares em animais selvagens.

Segundo o Daily Mail, os autores escreveram que apenas recentemente foi indicado que as atividades humanas podem aumentar a taxa de câncer em populações selvagens.

Aves, esquilos, ratos e ouriços são alguns dos animais selvagens afetados das cidades poluídas, afirmam os cientistas.

A alimentação de animais, como esquilos, com pão – que não é uma parte natural de sua dieta – está levando à obesidade, embora precise de mais pesquisas para identificar a ligação, eles sugeriram.

A obesidade está ligada a 10% dos casos de câncer em humanos.

Os pesquisadores também disseram “sugerimos que turistas alimentando pequenos mamíferos, como os esquilos, em parques urbanos, são um bom ponto de partida para começar a procurar por ligações entre alimentos antropogênicos, obesidade e câncer na vida selvagem”.

Acredita-se que a poluição marítima esteja comprometendo o sistema imunológico das tartarugas marinhas e dos leões marinhos, tornando-os mais suscetíveis ao câncer.

Gatos domésticos que vivem em cidades são mais propensos a sofrer o equivalente felino da infecção pelo HIV, enfraquecendo seus sistemas imunológicos e isso os torna mais propensos ao câncer, afirmam os pesquisadores.

As cidades também podem levar à fragmentação do habitat, o que leva a uma maior endogamia das populações devido a barreiras como estradas.

A poluição luminosa já foi apontada com fator de risco para o aumento do câncer em seres humanos.

Conhecido como ALAN, a luz artificial durante a noite, também é susceptível de provocar câncer em animais. Os autores sugerem que mais pesquisas devem olhar para os efeitos da luz sobre as aves – como o aumento dos níveis hormonais, que devido à maior exposição à luz têm sido associados a maiores taxas de câncer.

Poluição no Reino Unido 

A poluição do ar no Reino Unido já foi rotulada como um “constrangimento nacional”.

Os números de 2017 mostraram que 37 das 43 zonas de qualidade do ar em todo o Reino Unido tinham níveis ilegais de poluição por dióxido de nitrogênio, o mesmo número do ano anterior.

Os níveis médios anuais do poluente dos gases do escapamento caíram na maioria dos lugares, segundo dados do governo e da lei ambiental que a ClientEarth revelou.

Mas os níveis ainda são mais do que o dobro do limite legal na Grande Londres e também acima do limite em áreas como Gales do Sul, West Midlands, Glasgow e Grande Manchester.

Brighton, Worthing e Littlehampton, em West Sussex – uma área declarada como legal no ano anterior – subiram para pouco abaixo do limite novamente, segundo as estatísticas.

O Reino Unido tem violado os limites de poluição da UE para dióxido de nitrogênio, muitos dos quais vêm de veículos a diesel, desde que as regras entraram em vigor desde 2010. As informações são do Daily Mail.

A poluição do ar causa cerca de 40.000 mortes prematuras por ano no Reino Unido e está ligada a problemas de saúde, desde doenças infantis até doenças cardíacas e até mesmo demência.

Poluição do ar no Brasil

A OMS, alertou ano passado que a poluição do ar é responsável por mais de 50 mil morte no Brasil a cada ano.

As partículas poluentes estão em toda parte e são produzidas pelo escapamento de veículos, usinas de energia e agricultura. As substância entram no corpo humano e animal através da respiração se liga aos pulmões provocando problemas respiratórios e aumentando o risco de câncer.

Q

Queimada no cerrado. Foto: José Cruz | ABr Agência Brasil

O novo levantamento da OMS indica que entre as cidades que monitoram os poluentes, Brasília foi a que registrou o nível mais alto (137 microgramas por metro cúbico), em 2013. Uma das possíveis explicações para esse número é a seca prolongada e as queimadas no Cerrado.

Em São Paulo, um hospital veterinário da Zona Sul de São Paulo, registra um aumento no número de atendimentos de 40% no outono e no inverno. “Eles têm as mesmas doenças respiratórias, bronquite, pneumonia, asma. Nessas épocas em que há muita poluição, ar muito seco, eles podem vir a sofrer, mesmo medicados”, diz o veterinário Mário Marcondes ao G1.

mulher com prato de comida

Cientistas afirmam que comer mais vegetais pode salvar o planeta

Durante dois anos, 37 cientistas especializados em nutrição, agricultura e mudança climática desenvolveram o primeiro plano de alimentação global baseado na ciência, que poderá salvar o planeta e melhorar a saúde geral da população. A dieta reduz drasticamente o consumo de carne no mundo e incentiva a ingestão de legumes, verduras e grãos.

mulher com prato de comida

Foto: Adobe

O estudo foi publicado na revista médica Lancet em colaboração com a ONG Eat Forum. Nele, os cientistas falam sobre como a indústria pecuária está impulsionando a mudança climática, poluindo a água do planeta e causando sérios danos ambientais.

Os cientistas também abordam os danos que os hábitos de alimentação precários ​​estão causando à saúde humana, com 2 bilhões de pessoas com sobrepeso ou obesas em todo o mundo, em contraste com os 2 bilhões de desnutridos e 800 milhões de pessoas passando fome diariamente. Eles dizem que, se toda a população adotar a dieta, poderiam alimentar seguramente 10 bilhões de pessoas – a estimativa da população mundial até 2050.

Em termos globais, a dieta exige que as pessoas reduzam pela metade o consumo de carne vermelha e açúcar. Enquanto o consumo de legumes, frutas, verduras e grãos deve aumentar em duas vezes.

Quanto a lugares específicos, como a América do Norte ou a Europa, o consumo de carne deve ser reduzido em mais de 80%, aumentando em 15 vezes o consumo de grãos como feijão e lentilhas.

“Precisamos de uma revisão significativa para mudar o sistema alimentar global em uma escala nunca vista antes, de maneira apropriada às circunstâncias de cada país”, disse um dos autores do estudo, Tim Lang, da Universidade de Londres.

Os editores da revista Lancet, Richard Horton e Tamara Lucas, disseram que a implementação dessas mudanças é crucial para a nossa sobrevivência. “A civilização está em crise. Não podemos mais alimentar nossa população com uma dieta saudável sem levar em conta o meio ambiente. Se pudermos comer de uma maneira que beneficie tanto o nosso planeta quanto os nossos corpos, o equilíbrio natural será restaurado.”

crianças com vegetais

Mais de 60 escolas de Nova York participam de desafio vegano

Sessenta e dois distritos escolares estaduais em Nova York participarão de um programa de alimentação baseado em vegetais chamado Good Life Challenge. O desafio é que os alunos e funcionários da escola desfrutem de refeições veganas e vegetarianas e dos benefícios à saúde associados a uma dieta livre de carne.

crianças com vegetais

Foto: Flickr

Doug Schmidt, professor de 24 anos do Distrito Escolar de Victor Central, liderou um desafio de 10 dias para 35 escolas no ano passado, onde mais de 1.300 participantes se comprometeram a uma dieta sem carne. O desafio ajudou os participantes a reduzir o colesterol total, a pressão arterial e os níveis de glicose e também a controlar o peso. Também ajudou a aumentar sua energia e melhorar a qualidade do sono.

Agora, Schmidt fez uma parceria com a Smola Consulting e a Genesee Valley Educational Partnership para lançar o desafio novamente. Mas neste ano o programa expandiu seu alcance, incluindo agora mais de 3.200 pessoas de 62 distritos escolares e 13 empresas que seguirão um plano de refeições baseado em vegetais.

Schmidt foi levado a uma dieta vegana depois de sofrer um ataque cardíaco quase mortal, ao qual apenas 10% das pessoas sobrevivem, aos 49 anos de idade. Ele então começou uma dieta inteiramente baseada em vegetais, perdeu 60 quilos e conseguiu se ver livre dos remédios. Desde então, ele começou a correr e completou sua primeira maratona. Ele agora tem o papel de coordenador de saúde e bem-estar das Escolas Victor Central e espera ajudar o maior número possível de pessoas a recuperar e melhorar sua saúde.

Mais e mais escolas estão incentivando uma alimentação baseada em vegetais para o bem da saúde de seus funcionários e alunos. Após estudos descobrirem a ligação entre o consumo de carnes processadas ao risco de câncer, o Distrito Escolar Unificado de Santa Bárbara tornou-se o primeiro distrito escolar dos EUA a banir a carne processada de seus cardápios de almoço. Falando sobre a decisão, o diretor do serviço de alimentação do distrito disse que era “a coisa certa a fazer”, acrescentando: “Não há espaço para agentes cancerígenos na fila do almoço”.

A organização internacional sem fins lucrativos ProVeg International está trabalhando para combater a obesidade infantil e melhorar a saúde pública, levando refeições à base de vegetais para escolas, conselhos municipais e empresas de alimentação. A organização também pretende reduzir em 50% o consumo global de produtos derivados de animais até 2040.