Comerciante faz comedouro e bebedouro para cães abandonados

Há cinco anos, o comerciante Walter Montezuma, 47, descobriu o amor pelos animais, mais precisamente pelos cães. Antes disso, ele não costumava se envolver por causa das recordações do passado, já que o mesmo foi mordido por cachorros um total de sete vezes.

Reprodução / A Crítica

Como prova de que Walter deixou para trás toda a aversão a animais, ele implantou há quatro meses um comedouro e bebedouro para cães em situação de rua em frente ao seu estabelecimento, localizado na avenida Ferreira Pena, no Centro de Manaus.

“Fui apresentado a um pug. Logo de início, eu não queria, mas uma semana depois, eu já estava apaixonado pelo Baltazar. Até saia do escritório mais cedo por que eu gostava de passear com ele. Ou seja, a minha vida mudou completamente. Ele infelizmente veio a falecer em um acidente. Agora, tenho um schnauzer miniatura que é a minha paixão, o Baruk”, contou o empresário.

Amor aos animais

Depois de todo o amor que nem imaginava que receberia, ele fez questão de montar uma espécie de comedouro e bebedouro feito de PVC em frente da empresa para alimentar os cães e, conforme ele, a iniciativa tem despertado a atenção de quem passa por ali e tem sido um sucesso entre os animais.

“Como tem muitos cachorros abandonados que passam por aqui, eu comecei a alimentá-los com pequenas vasilhas. Procurei na internet e resolvi fazer esse suporte, e deu certo, tem um cachorro por aqui que passa as 8h30 para tomar o café, tem um rapaz que guarda carros que também traz uma cadela, a ‘Priscila’, que se alimenta aqui”, explicou ele. “Muita gente tem passado e tirado foto”, disse, ainda, o empreendedor.

Walter Montezuma gastou aproximadamente R$ 50 para montar o suporte. Além da ração e água, trocada diariamente, o local é supervisionado pela câmera instalada na sua empresa.

“A gente não deixa do dia para o outro. Os nossos funcionários também ajudam nisso. Já vi gatos comendo ração de cachorro e futuramente, vou colocar ração para eles também. Quanto a placa avisando que tem câmeras é para evitar o vandalismo”, conta.

Ele incentiva outras pessoas para replicarem a mesma ideia. “Quero é propagar isso. A minha esperança é de que as pessoas passem, olhem, gostem e também implantem. Os animais são realmente crianças e o que querem é amor”, finaliza Montezuma.

Reprodução / A Crítica

Segundo estimativa realizada pelas organizações não governamentais de proteção, mais de 300 mil animais vivem nas ruas de Manaus.

Para o presidente da ONG Anjos da Rua, Silvano Cagi, a iniciativa de implantação dos comedouros e bebedouros é uma alternativa para quem não tem condições de adotar mais um cão.

“Com certeza, é uma bela atitude. Muitas pessoas acabam fazendo isso por que não podem adotar mais um cãozinho. O gesto simples é significativo para o animal que necessita”, disse o representante.

Uma das coordenadoras da ONG Sem Raça Definida, a voluntária Débora Mesquita ressalta que a ideia poderia virar campanha.

“É muito interessante essa proposta para Manaus. Nós, de ONG, sempre falamos para as pessoas andarem pelo menos com ração dentro da bolsa ou do carro. Seria até uma campanha muito legal de fazer por que por mais que a gente não vá salvar a vida de todos os animais em situação de rua, pelo menos nós vamos estar salvando o animal naquele momento que é saciar a fome dele”, comentou a ativista.

Fonte: A Crítica

Iguanas das ilhas Galápagos sofrem com escassez de alimento


Cientistas revelam que a mudança climática e os eventos nocivos causados pelo El Nino estão destruindo o rico e celebrado ecossistema das ilhas Galápagos. Segundo um fotógrafo local, que afirma ter descoberto o impacto que o aquecimento global tem tido sobre as iguanas marinhas, a espécie pode não resistir se o período de aquecimento das águas perdurar mais que 4 meses.

As imagens feitas por ele, mostrando cadáver apodrecidas de iguanas ilustram o panorama real do sacrifício doloroso, de que não só esses animais, mas diversos outros, tem sido vítimas na luta pela sobrevivência nas ilhas.

As ilhas ficaram famosas quando Charles Darwin visitou o arquipélago em sua viagem icônica a bordo do HMS Beagle, mas as mudanças climáticas estão afetando seriamente o ecossistema único das ilhas, afirmam os cientistas.

Foto: Tui De Roy

Foto: Tui De Roy

A água mais quente que o original está matando a fonte de alimento de muitos animais, as algas e vegetação marinha que crescem nas águas da costa da ilha, o que causa em consequência disso, a morte por falta de alimento de inúmeros répteis.

O fotógrafo Tui De Roy, que cresceu nas ilhas, capturou as imagens impressionantes para comprovar a situação do arquipélago.

Uma imagem poderosa e fortíssima mostra o cadáver de uma iguana marinha deitada em uma pedra depois de morrer de fome, um efeito do aquecimento das águas, que destrói os recursos dos quais elas dependem para sobreviver.

Foto: Tui De Roy

Foto: Tui De Roy

Há alegações de que a mudança climática esteja intensificando o efeito El Niño – um período de curto prazo de aquecimento da temperatura da superfície das aguas do oceano pacífico, que se estende da América do Sul até a Austrália, conforme informações do Daily Mail.

A mudança na temperatura da água pode afetar a vida marinha diretamente por causa da ressurgência, quando a água fria sobe à superfície, que fica reduzida durante o evento.

Estudos anteriores mostraram que espécies marinhas, incluindo pinguins, focas e iguanas, lutam para sobreviver por causa da falta de comida nas águas próximas à superfície.

Muitos animais marinhos de Galápagos morrem ou não conseguem se reproduzir com sucesso devido à falta de alimentos, escreveram os pesquisadores.

Outras imagens capturadas no arquipélago mostram uma iguana colorida descansando nas rochas e o espetáculo raro de um lagarto-nadador.

Foto: Tui De Roy

Foto: Tui De Roy

O importante naturalista Charles Darwin viajou para a região no HMS Beagle em 1835, e observou membros da espécie correndo ao redor das encostas rochosas.

Apesar de fazer extensas observações sobre as criaturas, ele notoriamente detestava sua aparência, referindo-se a elas como “duendes da escuridão”.

Esse momento é propício para que a teoria da seleção natural de Darwin seja posta à prova, à medida que a comida se torna cada vez mais escassa.

As fotografias foram capturadas pelo renomado fotógrafo e autor Tui De Roy, que cresceu nas ilhas ao largo da costa continental do Equador.

Depois de observar os animais por muitos anos, o naturalista testemunhou milhares deles morrendo devido à falta de comida toda vez que há um período prolongado de clima quente.

As iguanas, que possuem o status de vulneráveis (segundo a IUCN), usam um truque que lhes permite sobreviver, disse ele, sua habilidade de ajustar seu tamanho corporal encolhendo ou crescendo à vontade.

Isso permite que elas regulem melhor sua perda de calor. Durante um período de meses, elas “quebram” seu tecido ósseo antes de reconstruí-lo depois que a época de fome termina.

“As iguanas marinhas vivem vidas difíceis: tudo o que elas precisam é de sol tropical para se aquecer, lava negra para se sujar e mares frios cheios de algas marinhas para se alimentar; é isso, sem frescuras ”, explicou ele.

Essas características as tornam o exemplo perfeito para ilustrar as qualidades sobrenaturais das vulcânicas Ilhas Galápagos.

Mas a espécie é bastante vulnerável: quando as correntes oceânicas frias são substituídas por águas quentes, se as algas morrerem as iguanas também morrem.

“Elas têm a capacidade de encolher seus corpos – até mesmo seu esqueleto – em até 20% do comprimento total, a fim de resistir à fome até que as águas frias voltem”, diz o naturalista.

“Mas se o período quente (El Niño) durar mais que 3 a 4 meses, milhares de iguanas estão fadadas a morrer”, lamenta ele.

Esses processos naturais são geralmente mais visíveis nas Ilha Galápagos devido à sua biosfera única.

Foi no impressionante arquipélago vulcânico que Charles Darwin se inspirou para escrever sua teoria da evolução.

Estudos sobre o lagarto descobriram que as iguanas terrestres da América do Sul devem ter chegado ao mar milhões de anos atrás, em troncos ou outros destroços, eventualmente pousando nas Ilhas Galápagos.

Elefante faminto vai até a casa de família indiana para se alimentar



Elefantes são animais muito inteligentes, sua capacidade de memorização e vida em sociedade são notáveis. Além de sua enorme capacidade de criar laços, eles possuem cérebros altamente desenvolvidos e sua capacidade de aprendizagem os colocam entre os animais não-humanos com as melhores habilidades cognitivas na natureza.

As imagens acima mostram o momento surpreendente em que um elefante aparece em frente a porta da casa de uma família na Índia para tomar seu café da manhã

O vídeo foi feito em Piravam, Kerala e flagra o elefante brincalhão no momento em que ele aparece em frente a porta da casa.

O animal então estica sua tromba pra dentro da casa até alcançar uma garotinha que está segurando uma banana.

A avó da garota então se junta a alimentação do elefante, passando a segurar uma fruta de cada vez para que o animal faminto possa comer todas elas com mais facilidade.

Quando a refeição acaba, o elefante feliz ainda dá uma última farejada ao redor das duas para ver se não há mais nada disponível pra comer.

Mas a avó lhe diz: “Acabou! Chega de bananas. Agora você pode ir e voltar pra comer mais amanhã”.

O animal então se afasta da porta e vai indo embora pelo quintal da casa lentamente enquanto a família se despede dele.

O elefante enfia sua tromba pela porta e come da mão da garotinha | Foto: News Lions

O elefante enfia sua tromba pela porta e come da mão da garotinha | Foto: News Lions

O elefante simpático e dócil visita regularmente as famílias no subúrbio, dizem os relatos.

Infelizmente os elefantes estão à beira da extinção. Segundo a fundação The Elephant Project, atualmente na África 100 elefantes são mortos todos os dias. Esse número aumenta anualmente. Em 2015 o número de elefantes mortos foi maior do que os nascidos, este foi o primeiro em que isso aconteceu. Se esse ritmo de mortes continuar, os elefantes africanos estarão extintos ainda durante nosso período de vida.

Se por um lado, na África apenas elefantes com presas de marfim são mortos, Na Ásia os elefantes são um alvo também por sua pele, o que significa que eles podem enfrentar a extinção mais cedo ainda do que os elefantes africanos.

Além disso, na Ásia, muitos elefantes enfrentam uma vida cruel e contrária a sua natureza ao serem mantidos em cativeiro por uma variedade de propósitos: exploração madeireira, turismo, atividades culturais e religiosas e transporte.