Escolas se adaptam e oferecem alimentos livres de crueldade a alunos veganos

A expansão do veganismo, que tem se tornado uma realidade na vida de muitos brasileiros, fez com que escolas de Florianópolis (SC) passassem a oferecer opções veganas a alunos adeptos dessa filosofia de vida.

Uma das crianças que tem se beneficiado dessa novidade é Dominique, de quatro anos. Ela frequenta uma escola no bairro Pantanal e recebe merenda adaptada. Vegana, ela é filha da tatuadora Júlia Harger, que também é adepta de uma vida livre de sofrimento animal.

Júlia Harger/Reprodução/ND

Na escola de Dominique, no entanto, ela não é a única vegana. Isso, inclusive, facilitou a inserção da menina à escola, já que quando a mãe foi fazer a matrícula na instituição descobriu que não precisaria orientar os profissionais do local sobre a alimentação da filha, já que a escola estava preparada para isso. As informações são do portal ND+.

A creche municipal Nossa Senhora Aparecida oferece lanches e uma “jantinha caseira e vegana deliciosa”. Na última festa julina feita pela instituição foram oferecidos aos alunos bolos veganos.

“Foi ótima a adaptação. Quando cheguei na escola, nem precisei falar sobre o que era ser vegana. Como já havia outra criança, a escola estava acostumada e foi tranquilo. Como ela estuda à tarde, os lanches normalmente são frutas. À noite, as funcionárias separam a comida quando é carne moída com macarrão ou canja”, disse Júlia.

A rotina de Dominique e de sua mãe é relatada por Júlia no perfil do Instagram “Vegana É Sua Mãe”, que conta com mais de 39 mil seguidores. Na rede social, os assuntos são alimentação vegana – inclusive com publicações de pratos simples e gostosos – e maternidade.

Lei autoriza cardápio vegetariano em escolas

Florianópolis conta com uma lei municipal que, desde 2015, autoriza a prefeitura a colocar um cardápio vegetariano nas escolas da cidade. Além disso, neste ano a Secretaria de Educação do município ofereceu tópico especial sobre alimentações alternativas na formação anual das cozinheiras devido à expectativa de receber mais alunos que precisam desse tipo de refeição.

Faz parte da formação das cozinheiras aprender a fazer pratos sem carne usando os alimentos disponíveis na pauta de compras da alimentação escolar.

“Introduzimos o assunto para as cozinheiras. Agora, a gente está mais atento a essa necessidade e, já que é uma tendência e uma demanda que estava reprimida, o departamento tem que ficar atento e construir estratégias para atender os alunos com algum tipo de restrição”, disse a nutricionista do Depae (Departamento de Alimentação Escolar), Renata Brodbeck Faust.

Um levantamento junto às escolas também tem sido feito pela prefeitura para mapear o número de vegetarianos e veganos que estudam na rede municipal de ensino. A secretaria também busca entender quais tipos de alimentações existem entre os alunos para planejar cardápios completos.


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Mais fatais que armas: iscas explosivas destroem mandíbulas de elefantes no Sri Lanka

Foto: Vijitha Perera

Foto: Vijitha Perera

Os elefantes em extinção no Sri Lanka há muito lutam para sobreviver diante das ameaças como o desmatamento, a caça e um ambiente político turbulento, mas um perigo novo e mortal surgiu agora.

Os elefantes do país – os mais jovens em particular – estão sendo cada vez mais mutilados e mortos pela isca explosiva deixada propositalmente para atingir os animais selvagens, segundo uma pesquisa do site de notícias ambientais Mongabay.

Esses explosivos caseiros agora se tornaram a principal causa de mortes de elefantes no Sri Lanka e uma terrível ameaça à população de elefantes já ameaçada da ilha.

A isca explosiva é formada de alimentos contendo pólvora e pequenos pedaços de metal ou pedras. Embalados juntos, esses elementos formam um dispositivo explosivo improvisado. Uma vez escondida a isca, a arma fatal é deixada na floresta.

Foto: Rajiv Welikala

Foto: Rajiv Welikala

Os explosivos – conhecidos localmente como “explodidores da mandíbula” – são projetados para matar pequenos animais, como javalis, que são fontes de carne de animais selvagens. No entanto, a isca também atrai elefantes muito maiores, causando ferimentos graves e as vezes fatais.

Quando um animal morde a isca, a pólvora se inflama, destruindo as mandíbulas, dentes, língua e outros tecidos moles da boca e da garganta. Para os animais que não morrem imediatamente, hemorragias graves e infecções são riscos potenciais. Tais infecções podem se espalhar da boca até o esôfago e em outros órgãos, resultando em mortes prolongadas e dolorosas.

Acredita-se que haja menos de 6 mil elefantes do Sri Lanka – uma subespécie do elefante asiático – deixados na ilha. A subespécie foi classificada como ameaçada pela União Internacional para a Conservação da Natureza desde 1986, e a população total caiu em pelo menos 50% nos últimos 60-75 anos.

No Sri Lanka, como em outros lugares, os elefantes sofreram muito com o aumento do contato com humanos. A caça e a erosão do habitat são ameaças quase universais para os elefantes, mas décadas de guerra civil no Sri Lanka representam uma ameaça adicional à vida selvagem local. Armas de fogo e minas terrestres mutilaram e mataram centenas de elefantes durante décadas de combates.

Mas o fim das hostilidades não trouxe descanso. A atividade humana e o desenvolvimento continuam a pressionar as populações de elefantes, e a isca explosiva se tornou a principal causa de morte entre os elefantes no país.

Um total de 319 mortes de elefantes foi relatado em 2018, de acordo com informações do Mongabay. Destas, de 64% a 20% foram causadas por dispositivos explosivos. Isso é mais do que os 53 elefantes mortos por armas de fogo, que anteriormente era a principal causa de morte. A tendência foi mantida em 2019, com 30 mortes de elefantes por explosivos reportados até agora este ano.

Foto: Mongabay News

Foto: Mongabay News

Muitas das vítimas são jovens elefantes com menos de 10 anos de idade e especialmente com menos de 5 anos, disse o veterinário do Departamento de Conservação da Vida Selvagem, Isuru Hewakottage, à Mongabay. “Os filhotes são curiosos e brincalhões. Eles também escolhem coisas e inserem em suas bocas, ao contrário dos elefantes adultos mais cautelosos”, explicou Hewakottage.

Ravi Corea, presidente da Sociedade de Conservação da Vida Silvestre do Sri Lanka, disse à Newsweek que uma média de 246 elefantes foram mortos todos os anos entre 2008 e 2018. A grande maioria foi morta como resultado de conflitos diretos entre humanos e elefantes, e muitas das mortes podem ser atribuídas aos “explodidores de mandíbula”.

“O medo aqui é que esse método se espalhe por toda a ilha, e então isso teria um impacto terrível sobre nossos elefantes”, explicou Corea.

Comunidades humanas carregam seus próprios custos do conflito com seus vizinhos elefantes. No ano passado, o porta-voz do gabinete Gayantha Karunathilleke disse que mais de 375 cingaleses foram mortos por elefantes selvagens desde 2013.

Os agricultores consideram os elefantes ameaças, sem entender que o território que ocupam pertencia antes ao habitat natural dos animais. Em sua defesa os enormes mamíferos podem destruir fazendas, derrubar casas e matar aqueles que tentam ferí-los.

A tendência de aumento do conflito entre humanos e comunidades de animais é real em grande parte da Ásia, disse à Newsweek Nilanga Jayasinghe, do World Wildlife Fund.

“Medidas drásticas, como a isca explosiva”, são evidências de uma deterioração da tolerância entre as comunidades em relação aos elefantes “, disse Jayasinghe, embora tenha observado que a tolerância para os animais geralmente é alta no Sri Lanka.

Infelizmente, não há uma solução simples para esse problema tão complexo. Tanto Jayasinghe quanto Corea enfatizaram a importância de trabalhar com as comunidades mais afetadas pelo conflito com os elefantes conscientizando e educando a população.

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Proposta da União Europeia quer proibir que nomes como ‘hambúrguer’ sejam usados em produtos veganos

Uma proposta da União Europeia (UE), apresentada em abril, quer impedir que alimentos veganos sejam chamados, por exemplo, de “salsicha”, “hambúrguer” ou de qualquer outro nome usado em produtos de origem animal. Para discutir a proposta, o Reino Unido marcou uma audiência para a próxima quarta-feira (26), na Câmara dos Lordes, em Londres, na Inglaterra. Ativistas e especialistas devem participar do debate.

Na opinião de ativistas vegetarianos e veganos, a aprovação da proposta, que a transformaria em lei, em setembro, faria com que produtores de alimentos tivessem que adotar nomes alternativos desagradáveis, como “tubos vegetais” ou “discos de vegetais” para se referir a salsichas e hambúrgueres, o que faria com que os fabricantes perdessem consumidores em um momento de alta do interesse global pela redução do consumo de carne. As informações são do G1.

Foto: Wellington Nemeth / Divulgação/Wellington Nemeth

A proposta, conhecido como Alteração 41, foi apresentado pelo Comitê de Agricultura do Parlamento Europeu como parte de um projeto de lei que pretende atualizar a Política Agrícola Comum da União Europeia. Deputados apoiadores da medida argumentam que a proibição do uso de palavras como “hambúrguer” em produtos veganos contempla o “bom senso” e evita confusões. No entanto, David Lindars, diretor de operações técnicas da Associação Britânica de Processadores de Carnes (BPMA, por sua sigla em inglês), que defende que “termos como salsicha, bife, hambúrguer e escalope são sinônimos de carne e isso deve ficar claro no rótulo”, admite que não existem provas, nem mesmo evidências, de que os consumidores confundem termos como “hambúrguer vegetariano” e admite que essas expressões caíram no senso comum.

Defensores da proposta pedem que as proibições relacionadas a produtos que imitam laticínios, como leites vegetais, sejam estendidas para imitações vegetarianas e veganas de carne. Em 2017, a Corte Europeia de Justiça proibiu que o leite de soja continuasse a ser vendido com esse nome. O produto passou a ser rotulado como “bebida de soja”.

O Sindicato Nacional de Agricultores do Reino Unido, que participará do debate, apoia a proposta parcialmente. “Gostaríamos de proteger termos tradicionais baseados em carne. Por isso, nos opomos a termos como ‘carne moída sem carne'”, disse um porta-voz. “Mas não achamos que palavras como hambúrguer e salsicha caiam nessa categoria”, completou.

Para a Vegan Society, proibir o uso dos termos vai “criar confusão” e fazer a indústria de alimentos vegetais recuar. “Isso teria um impacto sobre a capacidade dos veganos de escolher alimentos de acordo com suas crenças facilmente”, diz Mark Banahan, diretor de campanhas e política da organização.

Banahan explica que termos como “hambúrguer” e “salsicha” transmitem a forma, o sabor, a maneira de cozinhá-los e como devem ser servidos – por exemplo, hambúrguer com batata frita ou dentro do pão.

O argumento da Vegan Society é reforçado por Lynne Elliot, presidente-executiva da Sociedade Vegetariana, que acrescenta ainda que, caso o projeto se torne lei, os produtores de alimentos terão que arcar com enormes custos para mudar sua marca, marketing e embalagem.

“O McDonalds tem um hambúrguer vegetariano há muito tempo. Greggs apresentou sua receita vegana de salsicha e o KFC lançou seu hambúrguer vegano esta semana. Eles estão satisfeitos com esses termos porque isso significa algo para seus clientes”, disse.

Alguns deputados e ONGs de caridade consideram a Alteração 41 como uma medida usada para proteger a indústria de carne. Isso porque, segundo uma pesquisa feita pela Waitrose em 2018, um em cada oito britânicos é vegetariano ou vegano, outros 21% afirmam comer carne apenas ocasionalmente.

Uma previsão da União Europeia prevê que o consumo per capita de carne irá sofrer uma queda de 69,3 kg por ano para 68,6 kg nos próximos 12 anos.

Relatos indicam que há boa chance da Alteração 41 ser aprovada pelo Parlamento Europeu em setembro. Banahan, no entanto, considera que é possível que a legislação não chegue tão longe. Segundo ele, o Parlamento acaba de realizar eleições e, portanto, o Comitê de Agricultura será reconvocado e não se sabe o novo grupo irá apoiar ou não a proposta, devido à polêmica que envolve o tema.

Além disso, a Grã-Bretanha também estaria livre para não seguir a lei, segundo Banahan, após sair da UE. No entanto, segundo o diretor de campanhas da Vegan Society, ainda assim os regulamentos afetariam os produtos do Reino Unido vendidos para a UE.

“Muitos fabricantes podem ter de adotar novas linguagens de qualquer maneira… Assim como tudo relacionado ao Brexit, é complicado”, conclui.


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Instituto Americano de Pesquisas sobre o Câncer passa a servir refeições veganas aos pacientes

Foto: VegNews

Foto: VegNews

O Instituto Americano de Pesquisa sobre o Câncer (AICR) recentemente fez uma parceria com a marca de kits de refeições veganas MamaSezz para criar pacotes de refeições veganas que ajudam a prevenir e tratar o câncer.

Segundo a co-fundadora da empresa responsável pelas refeições, Meg Donahue, os pacientes receberão pratos com ingredientes selecionados e balanceados, montados especialmente para reforçar e proteger o sistema imunológico.

“Este é o padrão ouro das refeições à base de vegetais: saborosas, frescas, prontas para consumo, entregue à sua porta.” Cada pacote inclui um plano alimentar de sete dias, receitas e ingredientes para pratos como grãos de lentilha com quinoa, grão-de-bico com ervas e açafrão-da-índia e ensopado marroquino.

AICR trabalhou em conjunto com a empresa MamaSezz para criar as refeições depois de lançar seu relatório “Dieta, Nutrição, Atividade Física e Câncer: Uma Perspectiva Global”, uma revisão da pesquisa de prevenção do câncer que aponta para uma alimentação baseada em vegetais para uma saúde ideal.

“Seguir o pacote de recomendações de dieta, exercícios e estilo de vida [do relatório publicado] é a melhor maneira de reduzir suas chances de contrair câncer”, disse a Diretora de Programas Nutricionais da AICR, Alice Bender, MS, RDN.

“Fazer mudanças no estilo de vida exige algum esforço, mas as recompensas podem mudar a vida de uma pessoa”.

Os pacotes de refeições estarão disponíveis para pedidos on-line por meio da MamaSezz e a empresa doará 10% dos recursos das refeições do AICR para ajudar a financiar os esforços de pesquisa sobre o câncer do instituto.

Cientista, pesquisadora e vítima da doença conta como venceu o câncer mudando a alimentação

Sobrevivente a seis cânceres a cientista e professora, Jane Plant, não come nenhum tipo de derivados do leite, ela conta que foi sua dieta que a ajudou se curar e colocar o câncer de mama em remissão.

A professora Plant, que é geoquímica especializada em carcinógenos ambientais, conta que sua primeira batalha contra o câncer de mama foi em 1987, segundo o Telegraph. Em 1993, a doença retornou pela quinta vez na forma de um tumor que tinha metade do tamanho de um ovo e os médicos afirmaram que ela tinha apenas alguns meses de vida.

Professora e cientista Jane Plant | Foto: Reprodução/Livekindly

Professora e cientista Jane Plant | Foto: Reprodução/Livekindly

Como a professora e seu marido Peter, geólogo, trabalharam na China ao longo de suas carreiras, eles tinham conhecimento das taxas historicamente baixas de câncer de mama entre as mulheres chinesas, de uma a cada 100 mil mulheres, muito menor se comparada a taxa de câncer em mulheres ocidentais, de uma em cada 12, de acordo com um estudo dos anos 70.

Persistindo na pesquisa, a professora percebeu que quando as mulheres chinesas se mudavam para países ocidentais e adotavam uma dieta tradicional contendo carne e laticínios, elas experimentavam as mesmas taxas de câncer.

Ela e seu marido descobriram que os riscos mais elevados de ter câncer possuíam grande probabilidade de estar ligados a alimentação, especificamente de laticínios. “Ele frisou que naquela época eles não tinham uma indústria de laticínios. Foi uma revelação”, disse ela.

O livro “The China Study”, escrito pelo Dr. T. Colin Campbell e seu filho Dr. Thomas M. Campbell lançado em 2005, avaliou não apenas as baixas taxas de câncer entre os habitantes da China rural, mas também algumas doenças crônicas como cardiopatias e diabetes tipo 2. Os autores concluíram que uma dieta rica em alimentos a base de plantas reduz consideravelmente o risco desses problemas de saúde.

A professora então, que já comia poucos produtos de origem animal, cortou todos os produtos lácteos de sua alimentação enquanto fazia quimioterapia. Dentro de seis semanas, o nódulo desapareceu e ela permaneceu livre do câncer por 18 anos. Foi assim que ela desenvolveu o programa “Plant”, uma dieta rica em vegetais e legumes e livre de produtos lácteos, e ainda escreveu um livro sobre sua experiência, “Sua vida em suas mãos: entendendo, prevenindo e superando o câncer de mama”.

Quando o câncer retornou em 2011, ela teve a sensação de que, mais uma vez, era uma questão de ingerir laticínios ou não. Ela adotou então uma dieta vegana e seu câncer voltou à remissão. Embora Jane não desconsidere tratamentos médicos tradicionais contra o câncer, como quimioterapia e mastectomia, ela acredita que a alimentação tem o poder de ajudar ou atrapalhar as pessoas.

Laticínios são Cancerígenos?

“Todos nós fomos educados com a ideia de que o leite é bom para a saúde. Mas agora há evidências de que os fatores de crescimento e hormônios que ele contém não são apenas um risco em relação ao câncer de mama, mas também a outros cânceres relacionados a hormônios, próstata, testículos e ovário”, disse ela.

“O leite de vaca é bom para os bezerros – mas não para nós”, acrescentou a professora.

“O leite de vaca, orgânico ou não, contem 35 hormônios diferentes e 11 tipos de fatores de crescimento”, ela continuou. “Isso significa que uma dieta vegana é menor em moléculas promotoras de câncer e maior nas proteínas de ligação que reduzem a ação dessas moléculas.”

De acordo com o Cancer Research UK, não houve evidência definitiva ligando os produtos lácteos a um aumento do risco de câncer. Um estudo do Fundo Mundial para Pesquisa do Câncer relacionou a carne – especialmente a carne vermelha e processada – ao aumento do risco de câncer; mas as descobertas não diziam o mesmo sobre laticínios.

Mas o PCRM (Comitê de Médicos pela Medicina Responsável) – uma organização sem fins lucrativos composta por mais de 12.000 médicos – destaca os riscos à saúde associados aos laticínios. Leite e queijo são ricos em gordura saturada, que tem sido associada a doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e mal de Alzheimer.

A dra. Kristi Funk, autora do livro “Breasts, an Owner’s Manual”, cujos pacientes incluem os atores Angelina Jolie e Ellen Pompeo, também acredita que os laticínios aumentam o risco de câncer. “É claro que a resposta celular do corpo às proteínas e gorduras animais é muito perigosa”, disse ela.

Como o professora Plant, a dra. Funk acredita que uma dieta rica em vegetais é a melhor escolha para diminuir o risco de desenvolver a doença.

Um corpo crescente de estudos médicos mostra que uma dieta vegana integral – que evita todos os produtos de origem animal e alimentos processados – é uma das formas mais eficazes de combater doenças crônicas.

O segundo livro da professora Plant, “Vença o Câncer: Como recuperar o controle de sua saúde e da sua vida” fornece opções simples no lugar de produtos lácteos, como leite vegan, iogurte e iogurte de leite e queijo à base de vegetais.

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Startup arrecada 16 milhões de dólares para desenvolver comida de cachorro livre de animais

Foto: VegNews/Reprodução

Foto: VegNews/Reprodução

A startup de biotecnologia Wild Earth, com sede na Califórnia, arrecadou 16 milhões de dólares em financiamento para desenvolver alimentos para cães livres de crueldade animal, feitos a partir de fungos ecologicamente corretos e renováveis – uma proteína completa contendo todos os 10 aminoácidos essenciais.

A rodada de investimentos incluiu um investimento no valor de 11 milhões de dólares da VegInvest, uma empresa de capital de risco que apoia empresas que estão em estágio inicial e que se esforçam para substituir o uso de animais no sistema alimentar e em outras indústrias.

Os investimentos atuais da VegInvest também incluem empresas veganas como a JUST e a Veggie Grill. “A Wild Earth e a VegInvest compartilham uma base de valores e apostas em inovação nesse esforço conjunto para alcançar um sistema alimentar que funcione melhor para as pessoas, para o planeta e para os animais”, disse o CEO da Wild Earth, Ryan Bethencourt.

“A experiência deles em ajudar as empresas que representam o “futuro alimentar” a chegar ao mercado vai aumentar nossa linha de tempo para a disponibilidade comercial de nossa ração com proteína fúngica”.

Semelhante às empresas de alimentos inovadores criando carne cultivada em laboratório para consumo humano, a Wild Earth está desenvolvendo alimentos ricos em proteínas. para animais domésticos que sejam mais saudáveis, melhores para o ambiente e mais humanos do que os produtos convencionais.

Ano passado, a startup recebeu 450 mil dólares em financiamento do empresário bilionário Peter Thiel – co-fundador da PayPal e um dos primeiros investidores do Facebook – valor que foi usado para expandir a distribuição de seus atuais produtos.

A Wild Earth espera e trabalha para que sua nova fórmula de ração seca para cães seca esteja disponível ainda este ano.

Empresa transforma caroço de abacate em canudos e talheres biodegradáveis

Mexico Daily News

Foto: Mexico Daily News

Um engenheiro bioquímico mexicano descobriu como fazer bioplástico a partir do desperdício de alimentos, e em vez reaproveitamento na própria indústria alimentícia, ele criou um plástico biodegradável, orgânico e tornou-o tão barato quanto o plástico comum.

Com todos os danos causados pelo lixo plástico ao meio ambiente e às espécies, as proibições do uso do material em vigor em todo o mundo só se tornam mais severas com o passar do tempo, criando uma demanda crescente por alternativas biodegradáveis.

O problema é que alguns plásticos biodegradáveis ainda são feitos de combustível fóssil, e 80% dos “bioplásticos” biodegradáveis são feitos de fontes de alimentos, como o milho.

Os plásticos biodegradáveis normalmente custam cerca de 40% mais do que o plástico normal.

Mas o engenheiro bioquímico Scott Munguia surgiu com uma solução para a questão: caroços de abacate.

Foto: Mexico Daily News

Foto: Mexico Daily News

Sua empresa, a Biofase, está localizada no coração da indústria de abacate do México, onde ele transforma 15 toneladas de abacates por dia em canudos e talheres biodegradáveis.

Os caroços, descartados por empresas locais que processam a fruta, eram encaminhados para um aterro sanitário. Então, além de seus custos de produção serem baratos, ele está ajudando a reduzir o desperdício agrícola.

A empresa pode então repassar essa economia para o consumidor, mantendo os preços iguais aos do plástico convencional.

“O bioplástico de semente de abacate não corta nosso suprimento de alimentos ou requer que qualquer terreno adicional seja dedicado à sua produção”, diz Munguia.

Foto: Mexico Daily News

Foto: Mexico Daily News

“E o melhor de tudo, é verdadeiramente biodegradável, ao contrário de muitos plásticos que se dizem ´biodegradáveis”. Decompõe-se totalmente em apenas 240 dias, em comparação com o plástico convencional, que estima-se que levará 500 anos a degradar e nunca será totalmente biodegradável” .

A empresa informa que se mantido em local fresco e seco, o material pode durar até um ano antes de começar a degradação.

Munguia descobriu como extrair um composto molecular do caroço da fruta para obter um biopolímero que pudesse ser moldado em qualquer formato, informou o Mexico Daily News.

“Nossa família de resinas biodegradáveis pode ser processada por todos os métodos convencionais de moldagem de plástico”, twittou a empresa.

Jardineiros e agricultores criam campanha mundial para salvar insetos polinizadores

Jardineiros e agricultores criaram a campanha Million Pollinator Garden Challenge – MPGC (o desafio de milhões de jardins polinizadores, em tradução livre) para salvar insetos polinizadores. A campanha é realizada a nível mundial.

Foto: Pixabay

Criada pela National Pollinator Garden Network – NPGN, a campanha já é responsável pela plantação de mais de um milhão de vegetação polinizadora. A preocupação em preservar os insetos existe devido a importância deles para a sobrevivência das plantas, inclusive aquelas que dão origem aos alimentos consumidos pela população.

A vegetação plantada pela campanha está em um local com mais de 5 milhões de acres e se tornou um habitat para abelhas, borboletas e outros insetos polinizadores. As informações são do portal Green Me.

Para o plantio da vegetação, é necessário ter um espaço aberto, arejado e iluminado pelo sol, que receba irrigação frequente e seja cultivado sem pesticidas. A ideia tem motivado associações de jardinagem, que têm aderido à campanha.

“Juntos, por meio da conservação colaborativa, estamos restaurando populações de polinizadores que fornecem a base de nossos ecossistemas e nosso suprimento de alimentos. Quando salvamos a vida selvagem, nos salvamos”, disse Collin O’Mara, CEO da National Wildlife Federation.

A campanha quer reverter o cenário atual, no qual a população de insetos corre riscos, tendo diminuído e, em alguns locais, até desaparecido, devido à ação humana.

A campanha é aberta à toda a sociedade. Para participar, basta criar um jardim com plantas atrativas aos insetos polinizadores.

Recalls por contaminação em carnes aumentam 83% desde 2013 nos EUA

Os recalls de carne do governo americano aumentaram em 83% entre 2013 e 2018. O estudo, publicado pela Public Interest Research Group (PIRG), é baseado em dados da agência reguladora de alimentos e medicamentos (FDA) e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

De acordo com o artigo, a categoria na qual estão os produtos animais é considerada prejudicial à saúde. “Existe uma probabilidade razoável de que a ingestão desses alimentos cause problemas de saúde ou morte”, descreve.

Quais são os produtos?

De acordo com o estudo, os recalls de carne bovina aumentaram em 55% no período analisado, entre 2013 e 2018. Em relação à carne suína, o número cresceu 67%. Já o recolhimento de carnes de aves teve um aumento de 70% no período.

O grupo de fiscalização também apontou o crescimento nos recalls de vegetais, como o de alface americana, no ano passado. De acordo com PIRG, os números de casos de contaminação desses tipos de alimentos estão aumentando em função da má qualidade sanitária das fazendas.

O surto de E. coli, pela alface romana, causou cinco mortes e deixou infectou 200 pessoas nos EUA. (Foto: pixabay)

“Os contaminadores podem se espalhar além da CAFO [um tipo de operação que descarta os dejetos dos animais em rios] até fazendas produtivas […], contaminando a água utilizada para irrigação”, afirma.