Ativistas denunciam escravidão e tortura de burros no País de Gales

Por Rafaela Damasceno

A exploração dos burros para passeios são passatempos tradicionais do verão em muitos países. Isso não significa que são menos exploratórios ou cruéis. Milhares de pessoas estão pedindo pelo fim da prática em Coney Beach, no País de Gales.

Dois burros andando de burro na praia

Foto: Wales Online

Até agora, 36.000 pessoas assinaram uma petição pelo banimento da exploração dos burros. Aqueles que lucram com os passeios afirmam que os burros são bem tratados, com cuidados frequentes, muita água e abrigo. Já os defensores dos direitos animais afirmam que eles são deixados o dia todo na praia, sob o sol forte, com pouca água e quase nenhum descanso.

Em 2017, os passeios de burro foram suspensos nessa mesma praia temporariamente, após questões de bem-estar animal serem levantadas pelo público. Em 2018, funcionários do Animal Welfare (Bem-Estar Animal) inspecionaram o local e afirmaram que continuarão monitorando continuamente.

“Passeios de burros são cruéis. Eles não deveriam ter crianças em suas costas, isso é horrível”, disse uma porta-voz da ONG Cardiff Animal Rights, que está incentivando as pessoas a assinarem a petição.

“Não é preciso ter de animais naquela praia, ela tem um parque de diversões. Os burros não deveriam ser usados como objetos por dinheiro”, acrescentou.

Em um comunicado, os guardiões dos burros afirmaram que cuidam muito bem dos animais. Em resposta, a ONG garantiu que continuaria sendo contra, mesmo que eles tivessem água em abundância e abrigo. “Os burros não devem ser explorados assim”, declarou.

A petição foi criada depois que a temperatura chegou a 30° C no País de Gales. A ONG Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals (RSPCA) afirmou que os burros domesticados podem sofrer muito com as temperaturas elevadas, considerando que não são adaptados ao calor e muitas vezes são dotados de pelos grossos.

Nota da redação: Independentemente da justificativa, os passeios de burros são exploratórios e cruéis. A prática é condenável por si só: os animais não possuem liberdade e são forçados a carregar pessoas sob o sol escaldante e temperaturas elevadas. Assim como nós, os animais merecem ser livres e respeitados.


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Calor extremo e seca geram mudança de comportamento em animais na Índia

Uma onda de calor extremo e a seca na Índia estão gerando uma mudança de comportamento nos animais, conforme relatou a imprensa local. Brigas entre macacos e tigres são algumas das situações atípicas registradas.

Foto: Pixabay/Ilustrativa

Um grupo de macacos foi encontrado morto no bosque de Joshi Baba, no estado de Madhya Pradesh, onde o termômetro atingiu 46ºC. A suspeita, segundo um funcionário florestal do distrito P.N. Mishra, é de que os animais tenham brigado com outra manada pelo acesso a uma fonte de água. As informações são da agência AFP.

“Isso é raro e estranho, já que os herbívoros não participam de conflitos deste tipo”, disse Mishra à rede NDTV. “Estamos investigando todas as possibilidades, incluindo a de um conflito pela água entre grupos de macacos que causou a morte de 15 primatas de um grupo de 30 a 35 membros que vivem nas cavernas”, completou.

“Alguns grupos de macacos que são grandes em número e dominam essa parte em particular podem ter afugentado o grupo menor pela água”, explicou. A causa da morte, segundo uma necropsia, foi o calor extremo.

A Índia tem registrado altas temperaturas. No estado do Rajastão, o termômetro marcou mais de 50ºC. O recorde do país é de 51ºC.

Além do caso dos macacos, registrou-se também a migração de tigres, que estão deixando o habitat para buscar água em aldeias próximas.

O calor, porém, não foi o único problema a afetar o país. No norte da Índia, em Uttar Pradesh, tempestades de areia com ventos violentos, que derrubaram árvores, foram registradas. O fenômeno natural matou 24 pessoas. Uma situação similar deixou 150 mortos em 2018 no país.


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Seca na Austrália: coala segura a mão de homem que lhe deu uma garrafa d’água

A onda de calor que afeta a Austrália está prejudicando a vida de muitos animais, inclusive causando a morte de alguns deles, como morcegos e cavalos selvagens.

Adelaide, a capital do estado da Austrália Meridional, já registrou este mês 47.7°C, quebrando o recorde anterior de 46.1°C que foi estabelecido em janeiro de 1939.

Um vídeo recente capturou o momento em que um coala segurou a mão de um homem enquanto ele lhe dava água em uma garrafa.

Imagens do homem preocupado com a situação em Adelaide ajudando o coala com sede foram postadas na mídia social na última sexta-feira – um dia após temperaturas recordes atingirem a cidade. As informações são do Daily Mail.

O minúsculo coala pode ser visto agarrando a mão dele enquanto ele leva a água até sua boca. O animal sedento pode tomou a água rapidamente.

“Meu coração derrete … meu próprio coala resgatado”, dizia o post.

O vídeo que encantou a internet teve mais de 48.000 visualizações em menos de uma hora.

“Oh que lindo! E é por isso que deixo potes de água por toda parte. O coala está segurando sua mão, deus te ama”, uma pessoa disse.

“Apenas lindo, obrigado a essa pessoa de bom coração”, disse outro.

“Tão tocante! Amei como o coala segurou sua mão”.

 

 

Dezenas de cavalos selvagens morrem por causa do calor escaldante

Temperaturas escaldantes foram culpadas por desencadear a morte em massa de dezenas de cavalos selvagens que foram encontrados em um poço seco.

Ralph Turner, um artista de Arrernte e oficial de engajamento de atividades, encontrou na semana passada os cavalos em Deep Hole, cerca de 20 km a nordeste de Santa Teresa, no Território do Norte, Austrália,

As fotos chocantes, postadas no Facebook, mostram cerca de duas dúzias de cavalos parcialmente decompostos espalhados dentro no poço,  informou a ABC News .

Turner fez a descoberta sombria durante uma viagem ao local para avaliar como a onda de calor do “Centro Vermelho” afetou os níveis de água. As informações são do Daily Mail.

“Eu não pude acreditar que algo assim aconteceu aqui, a primeira vez”, disse Turner.

O Red Centre tem chegado a alguns dos seus dias mais quentes ultimamente, com um recorde de 12 dias com temperaturas acima dos 42°C.

A cerca de 80 quilômetros de Santa Teresa, o aeroporto de Alice Spring registrou na última terça-feira (22) o maior número de dias acima de 42°C desde que a estação meteorológica foi inaugurada em 1940.

Temperaturas escaldantes foram responsabilizadas pelo desencadeamento da morte em massa dos animais.

O mentor de mídia de Santa Teresa, Rohan Smyth, disse que os cavalos podem ter morrido como resultado da desidratação severa, devido ao clima extremo que a comunidade experimentou recentemente.

“Os cavalos selvagens foram até lá procurando por água, que normalmente estaria lá. Então, basicamente, eles simplesmente não tinham mais para onde ir”, disse Smyth.

Ele acrescentou que os moradores de Santa Teresa estão profundamente preocupados com o bem-estar dos cavalos pela forte ligação que eles têm com os animais.

“Eles são animais selvagens, então, têm um impacto do meio ambiente”, disse ele.