Após pedido de expulsão de cães de escola, alunos se manifestam e animais permanecem no local

Os cachorros comunitários Gorda e Chorão, que vivem na Escola Estadual João Corrêa, em Canela, no Rio Grande do Sul,  estiveram ameaçados graças a uma denúncia feita pela mãe de um aluno, que pediu a retirada dos animais do local. A situação, no entanto, foi contornada após alunos da escola se manifestarem contra a expulsão dos cães.

A mãe do aluno fez uma denúncia anônima à 4ª Coordenadoria Regional de Educação de Caxias do Sul (CRE). O caso gerou indignação na escola e também nas redes sociais.

Foto: Divulgação

No entanto, por estarem protegidos pela lei estadual número 15.254, de 17 de janeiro de 2019, os cachorros puderam permanecer na escola. A legislação diz, em seu artigo 3º, que “para abrigamento dos animais comunitários, fica permitida a colocação de casas em vias públicas, escolas públicas e privadas, órgãos públicos e empresas públicas e privadas, desde que com a autorização da autoridade correspondente e/ou responsável pelo local”.

Nubiane Gama, diretora da instituição, confirmou que a situação foi resolvida e que os cães permanecerão no local. “Recebi todo o apoio da coordenadoria e nossos cães permanecerão aqui, eles estão amparados pela lei”, argumenta a diretora.

A diretora contou que a possibilidade de expulsão dos cães gerou grande repercussão negativa e que estudantes realizaram uma manifestação na escola, além de terem se posicionado contra a retirada dos cachorros através das redes sociais.

“Eu cheguei na escola e os alunos estavam no saguão tristes e pedindo pela permanência dos animais. Eles escreveram em folhas de caderno e cartazes ‘Queremos nossos dogs’”, disse Nubiane.


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Alunos agridem e jogam cão do segundo andar de escola em Canoas (RS)

Dois alunos, de 13 e 16 anos, agrediram um cachorro com chutes e pontapés e, em seguida, o arremessaram do segundo andar da escola Thiago Wurth, no bairro Mathias Velho, em Canoas, no Rio Grande do Sul. O cão foi resgatado, nesta quarta-feira (5), com ferimentos e encaminhado a uma clínica veterinária. O resgate foi feito por professores da instituição.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Apesar dos maus-tratos que sofreu, o animal não corre risco de morte e está em observação na clínica. Ele era conhecido dos alunos e funcionários da escola, já que vivia no local há algum tempo. As informações são do portal Correio do Povo.

Os jovens que agrediram o animal foram detidos pela polícia e levados para a Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente de Canoas. Eles confessaram o crime. Depois dos maus-tratos que cometeram, os adolescentes tiveram que ser protegidos pela polícia, já que outros alunos, revoltados com o caso, tentaram linchá-los.

“Foi uma crueldade absurda. A queda foi de cerca de sete metros. Os dois assumiram o que fizeram, inclusive coletamos a informação que, depois de terem cometido a série de agressões ao animal, ameaçaram professores e outros alunos que estavam próximos”, contou o delegado regional da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (2ª DPRM), Mario Souza.

Souza disse que a crueldade dos adolescentes chama a atenção. “Não é comum um caso desse tipo, com tamanha violência. Cometeram maus-tratos simplesmente para agredir, por pura maldade”, disse.

Aos policiais, testemunhas afirmaram que os dois jovens costumam maltratar cães abandonados na cidade. Eles irão responder por um ato infracional por crueldade contra animais e ameaça. “A direção da escola fez muito bem em nos acionar. Os pais dos envolvidos serão chamados à delegacia para que possam colaborar com o caso”, afirmou.

De acordo com o delegado, a ação foi realizada dentro da Operação Arca, criada para proteger os animais nas cidades de Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, Eldorado do Sul, Guaíba e Nova Santa Rita. “Quando chegamos havia muitas denúncias de maus-tratos de forma geral, então resolvemos montar a inteligência e apurar, imediatamente, toda denúncia que chega”, disse Souza.

Denúncias de maus-tratos a animais na região podem ser feitas para a Polícia Civil pelo telefone 3425-9063 ou através do WhatsApp no número 98459-0259.


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Escola primária pretende criar e depois matar porcos para ensinar crianças sobre bem-estar animal

Foto: Farsley Farfield

Foto: Farsley Farfield

Uma escola de ensino fundamental na Inglaterra está enfrentando uma severa reação de revolta na internet devido ao seu plano para educar crianças sobre o bem-estar animal.

A estratégia da escola envolve criar alguns porcos filhotes, deixando os alunos cuidar dos animais, acariciá-los e se apegar a eles para depois matá-los como conslusão do experimento.

A Farsley Farfield Primary, em Leeds, no condado de Yorkshire, trouxe os porcos Gloucestershire Old Spots à sua fazenda, permitindo que os alunos, com a idade em torno de quatro anos, alimentassem e convivessem com os animais, apenas para depois de nove meses matá-los.

O diretor da escola Peter Harris, que surgiu com a ideia, escreveu sobre o plano em um post no blog do site da escola.

“Cuidando e convivendo com os porcos, as crianças aprenderão mais sobre a proveniência de seus alimentos e questões relacionadas ao bem-estar animal”, escreveu Harris.

“Os porcos não serão animais de estimação e só estarão conosco por 9 meses. Os animais terão uma vida duas vezes mais longas que a de raças comerciais modernas e terão uma vida verdadeiramente livre”.

“As crianças vão entrar nos locais onde os porcos ficarão, durante as aulas de agricultura e vida em fazendas, apenas se quiserem (e enquanto os porcos são pequenos). Elas vão poder alimentar os porcos e acariciar suas costas também.
Harris diz que isso vai ensinar aos alunos sobre a fonte de sua comida, acrescentando que é uma boa oportunidade para abrir um diálogo sobre a redução do consumo de carne.
“Acho que estamos aumentando a conscientização sobre o setor de carnes e algumas das questões em torno do bem-estar animal e da sustentabilidade”.

“Eu não acho que estamos dessensibilizando as crianças, na verdade eu sugeri essa experiência para que nossos filhos sejam mais conhecedores e sensíveis ao bem-estar animal do que a maioria de seus pares”.

Em 2017, a escola foi premiada como “Escola mais Saudável do Ano”, uma premiação que ocorre em nível nacional.

Farsley Farfield está agora enfrentando a reação de ativistas dos direitos animais estão usando as mídias sociais para chamar a atenção para esta questão absurda. Como é possível ensinar bem-estar animal matando animais?

Um ex-aluno da Farsley Farfiled, que é vegano, sob o nome de Ix Willow, iniciou uma petição da Change.org pedindo à escola que não mate os porcos.

“A escola tem planos de cuidar dos porcos – que eles planejam enviar para um matadouro – nos terrenos da instalação, e quando os porcos forem mortos, os pais dos alunos e a população local poderão comprar pedaços de seus cadáveres”, diz a petição.

“Eles são animais inteligentes e dóceis que podem viver por cerca de 12 anos ou mais.”

“As escolas têm o dever de cuidar das crianças, ensiná-las valores justos e proporcionar um ambiente seguro e feliz para elas”, diz o texto da petição.

“Ensinando às crianças que não há problema em explorar e matar animais é exatamente uma violação aberta destes valores, e isso também pode ser traumatizante para as crianças: o fato de conhecerem os animais e depois saber que vão morrer”.

A petição já recebeu mais de 2100 assinaturas de uma meta de 2.500.

Harris disse que está ciente da petição e “respeita as opiniões individuais das pessoas”.

É assustador que os educadores responsáveis pela formação de futuros cidadãos demonstrem tamanha ignorância em relação ao bem-estar animal.

Alguns meses correndo livres pela grama do quintal da escola antes de serem mortos, tomando como parâmetro a criação industrial de porcos em larga escala – onde eles são reproduzidos e criados em gaiolas mínimas, onde mal podem se mover, com expectativa de vida muito menor, apenas com base em lucro – não é uma comparação aceitável.

Porcos não são produtos para serem vendidos ou mortos para serem comidos. São seres sencientes, livres, inteligentes e amorosos que são violentamente feridos por humanos que tem em mente apenas lucrar com seus corpos.

As crianças merecerem conhecer a verdade e serem orientadas para aprenderem mediante suas experiências, os valor da compaixão, bondade e igualdade. Manipulações mentirosas só criam mais reféns de uma sociedade que perece atualmente sob os efeitos de sua irresponsabilidade enquanto o planeta extingue-se lentamente.

Alunos programam greve escolar para alertar o mundo sobre a mudança climática

Foto: Anders Hellberg

A campanha pede aos alunos que abandonem as aulas para que líderes mundiais assumam compromissos significativos no combate à mudança climática.

A base do protesto é o trabalho da ativista estudantil de 13 anos, Alexandria Villasenor, que tem se manifestado pessoalmente contra a inação da mudança climática em frente ao escritório da ONU toda sexta-feira. Ela decidiu agir depois de testemunhar eventos trágicos relacionados ao clima, como os incêndios na Califórnia.

Políticos criticaram jovens ativistas por faltarem as aulas em favor de protestos climáticos e Villasenor respondeu a eles: “Se não vamos ter um futuro, então a escola não terá mais importância”.

Villasenor fez uma parceria com o grupo de defesa do clima “This is Zero Hour” para organizar o evento – que deverá ter suporte de outros grupos, incluindo 365, Extinction Rebellion e o The Sunrise Movement.

O protesto de Villasenor, que já foi replicado em diversas cidades do Reino Unido – como Edimburgo, Cardiff, Belfast, Cambridge e Brighton -, atraiu o interesse de grupos de estudantes na Austrália e na Europa (onde alguns protestos já estão em vigor). Alunos da Tailândia e Uganda, também são devem participar. Em Portugal, a Greve Estudantil Ambiental será realizada em 15 de março. Até o momento, há atos marcados para Lisboa, Porto e Coimbra. 

“Se todos se envolverem, então mais ideias podem circular por aí”, disse Villasenor ao Gizmodo.

“Terá que ser um projeto de grupo do mundo inteiro”.