Parlamento vota declaração de emergência climática e ambiental esta semana

Foto: The Independent/Reprodução

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Membros do parlamento votarão esta semana sobre a possibilidade de declarar emergência ambiental e climática após os protestos em massa sobre a inação política no enfrentamento da crise que tomaram conta das ruas de Londres nas últimas semanas.

O Partido Trabalhista forçará uma votação da Câmara dos Comuns (parlamento do Reino Unido) sobre o assunto, uma das principais demandas do movimento XR (Extinction Rebellion – Rebelião pela Extinção), cujos ativistas paralisaram partes da cidade em abril.

Jeremy Corbyn afirmar seu desejo de que outros países sigam o exemplo do parlamento do Reino Unido caso o bloco de países se torne a primeira nação do mundo a declarar uma emergência climática.

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A ação foi apoiada pela ativista de 16 anos, Greta Thunberg, que foi indicada ao prêmio Nobel da paz por sua campanha para combater a mudança climática.

Os ativistas do grupo XR (Rebelião Contra a Extinção) estão pedindo ao governo para “dizer a verdade, declarando uma emergência climática e ecológica”, estabelecendo a necessidade de uma mudança urgente.

Corbyn elogiou “o ativismo climático inspirador que temos visto nas últimas semanas” e disse que foi um “massivo e necessário alerta para uma ação rápida e dramática”.

Como parte de seu protesto, o grupo que paralisou partes movimentadas do centro de Londres que foram ocupadas por ativistas, enquanto um pequeno grupo de ativistas do XR foi até a casa de Corbyn usando uma trava de bicicleta em uma cerca e, em seguida, colando-se a ela.

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Corbyn disse: “Para os jovens, a emergência climática é a causa de sua geração. E nós, nas gerações mais velhas, devemos encarar isso seriamente. Temos que ter uma abordagem muito mais focada e séria em relação às mudanças climáticas e aos danos que estamos causando em nosso planeta”.

“Queremos um mundo para aqueles que são os países mais afetados e os menos culpados pelas mudanças climáticas e para os nossos jovens. Na quarta-feira, o parlamento do Reino Unido terá a chance de ser o primeiro no mundo a declarar uma emergência ambiental e climática, que, esperamos, desencadeie uma onda de ação de parlamentos e governos em todo o mundo ”.

O partido trabalhista luta para que o Reino Unido alcance emissões líquidas nulas antes de 2050, uma ambição que fica muito aquém do proposto pela Extinction Rebellion (XR) para um prazo de 2025.

A oposição apontou para números oficiais mostrando uma redução de 2% nas emissões no ano passado, sugerindo que um nível compatível com as emissões líquidas zero não seria alcançado até 2100.

A atitude do partido trabalhista foi elogiada por Thunberg, a adolescente sueca que provocou uma onda de protestos pelo combate à mudança climática em todo o mundo.

Ela disse: “Traz esperança ver um grande partido político europeu acordar e propor uma declaração de emergência climática nacional. É um importante primeiro passo porque envia um sinal claro de que estamos em crise e que as crises climáticas e ecológicas em curso devem ser a nossa prioridade. Não podemos resolver uma emergência sem tratá-la como uma emergência.

“Espero que os outros partidos políticos do Reino Unido se unam e aprovem juntos esta moção no Parlamento – e que os partidos políticos em outros países sigam o seu exemplo.”

O partido trabalhista vai usar uma moção de oposição para pressionar o parlamento a agir com urgência para evitar mais de 1,5% do aquecimento global, o que exige que as emissões mundiais caiam 45% em relação aos níveis de 2010 até 2030, atingindo o zero líquido antes de 2050.

A proposta exigirá metas para o lançamento em massa de para transporte e fornecimento de energia renovável e de baixo carbono, medidas de proteção ambiental adequadamente financiadas para reverter a tendência de declínio das espécies e planos para avançar para uma economia com desperdício zero.

PETA pede publicamente à plataforma petrolífera que sirva refeições veganas aos seus funcionários

Foto: Adobe

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A gigante petrolífera Shell recebeu um pedido inesperado para se tornar vegana em celebração ao Dia da Terra, em 22 de abril.

A associação de defesa dos direitos animais PETA escreveu à Royal Dutch Shell pedindo-lhe que ‘compensasse alguns dos danos ambientais provocados pela perfuração de petróleo servindo refeições veganas em todas as suas plataformas petrolíferas no Mar do Norte, onde os trabalhadores vivem durante meses’.

A carta da PETA diz que as cinco maiores corporações de carnes e laticínios são responsáveis por mais emissões de gases do efeito estufa do que a Shell, a ExxonMobil ou a BP – e que comer alimentos veganos pode reduzir a pegada de carbono da dieta em mais da metade.

Alimentação e impacto ambiental

A PETA também faz referência a pesquisas feitas por cientistas da Universidade de Oxford que mostraram que todos os alimentos derivados de animais – incluindo leite de vaca, carne de frango e ovos – têm uma pegada de carbono maior do que seus equivalentes baseados em vegetais.

O estudo publicado no ano passado, intitulado “Reduzindo os impactos ambientais dos alimentos através de produtores e consumidores”, o relatório analisou o impacto ambiental de mais de 40 alimentos representando 90% de todos os alimentos ingeridos. O relatório considerou o impacto nas emissões, uso de água doce, poluição da água e do ar e uso da terra.

Se torne vegano e reduza o seu impacto

“Uma dieta vegana é provavelmente a melhor maneira de reduzir seu impacto no planeta Terra, não apenas com relação aos gases de efeito estufa, mas acidificação global, eutrofização, uso da terra e uso da água”, concluiu o líder da pesquisa Joseph Poore, da Universidade de Oxford.

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“É muito maior do que apenas para de andar de avião ou comprar um carro elétrico [porque] a agricultura é um setor que cobre todos os problemas ambientais”, explicou ele.

“Realmente são produtos animais que são responsáveis por muito disso. Evitar o consumo de produtos de origem animal traz benefícios ambientais muito melhores do que tentar comprar carnes e laticínios sustentáveis”.

Mudança Climática

“A agropecuária fica logo atrás da queima de combustíveis fósseis quando se trata de contribuir para a mudança climática”, disse o diretor de Programas Internacionais da PETA, Mimi Bekhechi, em um comunicado enviado ao Plant Based News.

“Neste Dia da Terra, a PETA está pedindo à Shell para melhorar a saúde dos trabalhadores, salvar vidas de animais e retardar a destruição do planeta, mudando para refeições veganas em todas as suas plataformas marítimas”.

A PETA acrescenta: “Cada pessoa que se torna vegana poupa diariamente mais de 200 animais por ano e uma morte terrível, e os veganos têm menos risco de sofrer de doenças cardíacas, diabetes, obesidade e câncer do que os que comem carne”.

Jovem ativista indicada ao Nobel da paz pede ao papa que ajude no combate à crise climática

A ativista ambiental vegana, Greta Thunberg, pediu ao papa que se juntasse a luta contra a mudança climática ontem.

Thunberg esteve nas manchetes globais nos últimos meses, em função de seus incansáveis esforços em prol do planeta, que incluem encorajar estudantes a participar de manifestações exigindo ação política sobre mudança climática, enquanto entram “em greve” da escola. Sua influência se espalhou para além de sua terra natal, a Suécia, alcançando toda a Europa e ainda mais além.

Em seu último esforço para chamar a atenção para a questão, a adolescente foi à Cidade do Vaticano e compareceu a uma audiência com o papa. Segundo relatos, Thunberg tomou seu lugar na seção VIP na Praça de São Pedro, segurando uma placa – e o Papa Francisco veio vê-la.

Campanha da Páscoa

Thunberg tem feito campanhas na intenção de fazer com que os políticos prestem mais atenção à iminente crise climática – e continuará fazendo lobby durante a Páscoa.

“Agora estou no trem a caminho do Parlamento da União Europeia, do Senado italiano, do Vaticano e da Casa do Parlamento em Londres, durante o feriado de Páscoa”, escreveu ela no Facebook no final de semana.

“E na sexta-feira eu vou participar da greve geral das escolas em Roma. Eu sei que é feriado, mas assim como a crise climática não sai de férias, eu também não”.

Reconhecimento

Os esforços de Thunberg não passaram despercebidos – ela se tornou uma figura comum na grande mídia. Além disso, ela foi nomeada para o Prêmio Nobel da Paz e ganhou o primeiro prestigiado Prêmio Liberté.

A ativista disse que ficou “honrada e muito grata por esta nomeação ao Nobel” depois que seu nome foi apresentado por três parlamentares noruegueses do Partido da Esquerda Socialista, que disseram “o movimento massivo que Greta colocou em ação é uma contribuição muito importante para a paz”. Eles acrescentaram que “as ameaças climáticas são talvez uma das contribuições mais importantes para a guerra e o conflito”.

Ao escrever sobre o prêmio Liberté, recentemente recebido por ela, Thunberg disse: “A crise climática não está apenas ameaçando as condições de vida de bilhões de pessoas. Está realmente ameaçando toda a nossa civilização como a conhecemos. E são os menos responsáveis que são mais afetados”.