Convívio com animais muda a vida de presos nos EUA

Por David Arioch

“Alguns me disseram que quando pegaram um animal nos braços foi a primeira vez que eles se lembravam de que estavam se permitindo se preocupar com algo, amar alguma coisa”, informa Maleah (Fotos: Animal Protection League)

Em 2015, a Animal Protection League iniciou em Pendleton, no estado de Indiana (EUA), um programa chamado F.O.R.W.A.R.D., que leva gatos que vivem em abrigos, e com mínimas chances de adoção, para conviverem com presos em uma unidade correcional.

Desde o início, o programa assistido pela APL começou a transformar a vida de detentos e animais. Na unidade correcional, gatos que tinham um histórico de maus-tratos antes de serem resgatados, e que por isso tinham dificuldade de socialização, passaram a receber os cuidados de presos que se responsabilizam pelo bem-estar desses animais.

Além de serem responsáveis pela alimentação e outras necessidades dos felinos, incluindo até mesmo a confecção de brinquedos, os presos começaram a desenvolver um vínculo que permitiu que os animais, assim como eles, se tornassem mais sociáveis e receptivos a diferentes formas de carinho.

Segundo a diretora da APL, Maleah Stringer, por meio do programa, os presos ganharam uma maravilhosa oportunidade de aprender como cuidar e assumir a responsabilidade por um ser vivo.

“Alguns me disseram que quando pegaram um animal nos braços foi a primeira vez que eles se lembravam de que estavam se permitindo se preocupar com algo, amar alguma coisa”, informa Maleah.

Ela acrescenta que o contato com os animais possibilita que os presos aprendam sobre responsabilidade e como interagir em grupo usando métodos não violentos para resolverem problemas, além de receberem amor incondicional de um animal. “Algo que muitos desses internos nunca conheceram”, destaca a Animal Protection League em seu site.

Programas que seguem a mesma premissa estão se espalhando por unidades prisionais nos EUA. Outro exemplo foi colocado em prática pela organização Purrfect Pals e tem trazido resultados positivos para pessoas e animais no Complexo Correcional de Monroe – Unidade Especial de Infratores. Segundo a APL e a Purrfect Pals, em nenhum desses programas há registros de maus-tratos de animais ou negligência por parte dos prisioneiros.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Internet muda a vida de cachorro abandonado em abrigo que adoeceu de tristeza

Foto: Sophie Spenia

Foto: Sophie Spenia

Quando a família de Ritter infelizmente perdeu sua casa, eles não podiam mais cuidar dele ou de seu irmão cachorro, Corky. Mesmo que isso tenha partido seus corações, eles tiveram que entregar ambos os cães ao abrigo da Humane Society para Hamilton County, em Indiana, nos Estados Unidos – e assim que sua família o deixou para trás, o pobre Ritter simplesmente não conseguiu conter sua tristeza.

“Como acontece com muitos cães, ele estava petrificado, nervoso e muito triste”, disse Megan Bousley, especialista em comunicação e marketing da Humane Society, em Hamilton County, ao The Dodo. “Eles não entendem onde sua família foi e estão confusos e assustados com o ambiente novo e barulhento.”

Assim que ficou sozinho em seu canil, tudo que Ritter pôde fazer foi sentar-se encostado na parede, olhando para o chão, muito chateado e confuso com sua nova realidade.

Foto: Sophie Spenia

Foto: Sophie Spenia

É claro que todos no abrigo fizeram o possível para que Ritter se sentisse tão amado quanto era humanamente possível – mas ainda assim não é o mesmo que ter um lar e uma família.

“Ele recebeu muito amor e atenção da equipe”, disse Bousley. “Enquanto ele está acuado e nervoso em seu canil, ele fica cheio de alegria lá fora, apenas querendo brincar e ser amado.”

Foto: Sophie Spenia

Foto: Sophie Spenia

Todos no abrigo puderam ver como Ritter estava de coração partido e não aguentavam vê-lo assim, e então postaram sua foto no Facebook, esperando que alguém o visse e abrisse sua casa para o doce e triste filhote.

O post foi compartilhado mais de 3 mil vezes – e em pouco tempo, uma mulher viu o rosto doce de Ritter e soube imediatamente que tinha que adicioná-lo à sua família.

Foto: Sophie Spenia

Foto: Sophie Spenia

Sophie Spenia estava querendo adotar um cachorro há algum tempo, mas estava esperando até que tivesse uma casa e mais espaço, porque sabia que provavelmente queria um cachorro grande. Assim que ela comprou sua primeira casa, ela começou a olhar na página da Humane Society for Hamilton County e a página do Facebook todas as manhãs, e quando ela viu a foto de arrancar o coração de Ritter, ela soube que ele tinha sido o escolhido.

“Quando vi a foto e a descrição de Ritter postadas às 6 da manhã, eu mandei uma mensagem para minha irmã e disse que precisávamos buscá-lo logo depois do trabalho”, disse Spenia ao The Dodo. “Duas horas depois, minha irmã me mandou uma mensagem sobre o post do Facebook avisando que ela notou que ele estava se tornando viral. Então eu disse ao meu chefe a situação e ele me disse para sair e ir até o abrigo! Ele é amante de cães também”.

Foto: Sophie Spenia

Foto: Sophie Spenia

Quando Spenia chegou ao abrigo, ela estava um pouco nervosa porque sabia o quão triste e confuso Ritter estava após perder sua família, e ela não sabia como ele reagiria a sua presença – mas assim que ele entrou na sala, tudo se encaixou.

“No minuto em que ele chegou na área de visitantes, ele correu até mim e colocou sua cabeça grande e fofa no meu colo e eu poderia dizer que ele estava me dando um recado: quero ir com você”, disse Spenia. “Eu tinha que tê-lo ao meu lado!”

Foto: Sophie Spenia

Foto: Sophie Spenia

Spenia imediatamente se candidatou para adotar Ritter, e na quinta-feira ela finalmente conseguiu pegá-lo e trazê-lo para sua nova casa. Ele não conseguia parar de sorrir para sua nova mãe no caminho de casa, e agora está se adaptando maravilhosamente a sua nova vida.

Ritter era o filhote mais triste do mundo quando chegou ao abrigo, mas em poucos dias ele encontrou a melhor tutora que poderia desejar, alguém que se certificaria de que ele esteja feliz e amado o tempo todo pelo resto de seus dias.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Casal de pinguins machos adota ovo abandonado

Por Rafaela Damasceno

Os zoológicos são ambientes extremamente cruéis para os animais, que vivem presos em espaços pequenos e não podem se comportar da maneira que fariam na natureza. Mas, apesar do local terrível de exploração e maus-tratos, os animais ainda são capazes de demonstrar provas de amor e solidariedade.

Dois pinguins olhando para o vidro do recinto

Foto: Annegret Hilse/Reuters

Em um zoológico de Berlim, um casal de pinguins machos adotou um ovo abandonado. Skipper e Ping, que têm 10 anos, já mostravam desejo de ter um filho há um tempo. Segundo um porta-voz da instituição, eles já tinham tentado chocar pedras e até mesmo peixes.

Segundo informações, o filhote deverá nascer no começo de setembro.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Conheça os pais mais dedicados do reino animal

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

Os pais do reino animal são capazes de fazer grandes concessões quando se trata de cuidar dos filhotes, seja protegendo a família ou sacrificando a própria vida por seus filhos.

Esses pais também se destacam quando se trata da sobrevivência da espécie. Sencientes, eles amam e criam vínculos profundos entre si, com muitas espécies tendo o pai como responsável pela criação e alimentação dos filhos enquanto as mães seguem seu caminho separadamente.

Foto: @StarPittsburg

Foto: @StarPittsburg

Ao olharmos mais de perto, vemos a incrível capacidade de doação desses animais que através de exemplos de altruísmo e abnegação provam que há muitas maneiras diferentes de se ter sucesso como os pais da próxima geração.

1. Leão

Nosso primeiro pai é um exemplo de dedicação. Enquanto o leão ganha pontos por ser um feroz protetor de sua família, infelizmente ele também é um verdadeiro dorminhoco, a única coisa que os leões fazem com mais frequência do que dormir é cuidar de seus filhos. Mas cuidado, porque quando este pai está acordado, você não vai quer mexer com ele.

Foto: Kristian Sekulic/iStockphoto

Foto: Kristian Sekulic/iStockphoto

A visão de um leão é cinco vezes melhor do que a de um humano, e o rei da selva pode ouvir a presa na savana a 2 milhas de distância. Além disso, esse é um pai que pode nunca anda sozinho.

Os leões vivem em unidades familiares enormes chamadas “pride” orgulho que podem incluir até sete leoas e 20 filhotes.

2. Rato-australiano

Este rato marsupial da Austrália entrou na lista devido à sua tenacidade altruísta quando se trata de fazer amor. Esses pequenos animais dão a própria vida em nome da paternidade.

O antechinus pode gastar até 12 horas se reproduzindo. Na verdade, esse marsupial fica tão distraído em seus esforços que ele se esquece de comer, beber e dormir.

Foto: Jason Edwards/National Geographic/Getty Images

Foto: Jason Edwards/National Geographic/Getty Images

Com isso e os esteroides que se acumulam em seu sangue, e ele acaba não resistindo. Sua companheira sobrevive, normalmente já fecundada até o final da estação de reprodução.

Mas não fique triste com a morte do velho e querido pai. Sem a presença desse papai devotado, os filhotes jamais existiriam – e ele provavelmente morreu com um rato muito feliz.

3. Chacal dourado

Nativo da Índia, o chacal dourado é um verdadeiro pai presente. Caçando três vezes mais efetivamente ao trabalhar em pares, esses habilidosos escavadores permanecem parceiros notavelmente leais, ao contrário de tantos outros animais, os chacais se formam parceiros pela vida toda.

Foto: Nico Smit/iStockphoto

Foto: Nico Smit/iStockphoto

Além de ganhar estrelas douradas por ser o pai-propaganda da monogamia, o chacal dourado também literalmente “dá as entranhas” para conseguir comida para seus filhos, esses animais alimentam os filhotes com comida regurgitada do próprio estomago.

4. Ema

À primeira vista, pode parecer que esses pássaros que não voam, nativos da América do Sul, têm um arranjo de acasalamento bastante incomum. Uma espécie poligâmica, a ema do sexo masculino corre ao redor de um harém composto de duas a 12 fêmeas. Mas antes de achar que esses pais não dão conta de todos os seus filhos, tome nota: esses pássaros assumem sua responsabilidade e, em seguida, alguns quando se trata de criação dos pequenos.

As fêmeas deixam seus ovos aos cuidados do pai, enquanto se reproduzem com outras aves. Enquanto isso, papai cuida das crianças, não apenas incubando até 60 ovos por mais de dois meses com apenas duas semanas de alimento para sustentá-lo, mas também criando os filhotes recém nascidos como “pai solteiro” por quase dois anos.

Foto: Norton Santos/VC no TG

Foto: Norton Santos/VC no TG

E esse pai não tem medo de atacar ninguém – seja outras aves do sexo feminino que se aproximem ou mesmo humanos – quem comete o erro de tentar chegar perto de sua ninhada vai receber o devido aviso.

 5. Pinguim-imperador

Este pai ganha seu lugar na lista por sua incrível resistência. O pinguim-imperador se reproduz na Antártida, o lugar mais frio da Terra. Estamos falando 57 graus abaixo de zero.

Depois que a mãe põe seu ovo, o trabalho do papai é mantê-lo aquecido. Enquanto isso, a fêmea tira uma licença sabática de dois meses, enquanto o macho equilibra o ovo em seus pés em um clima abaixo de zero, muitas vezes forçado a se aconchegar junto com outros pais para o aquecer até que seus filhotes eclodam dos ovos.

Foto: Corbis

Foto: Corbis

Apesar de não ter comido durante meses, é o pai que fornece a primeira refeição ao bebê – uma substância do tipo leitoso para sustentá-los até que a mãe possa voltar com uma barriga cheia de peixes e alimente os famintos com algo mais sólido, é quando os pequenos passam do “leite paterno” para a papinha. Uma inversão de papéis no seu melhor exemplo.

6. Cavalo-marinho

O cavalo-marinho macho ganha lugar de destaque nessa lista e aqui está o porquê: não só ele é monogâmico, mas essa criatura é realmente aquele que engravida no casal, carregando até mil bebês de uma vez.

Foto: Gail Shumway/Getty Images

Foto: Gail Shumway/Getty Images

O processo de acasalamento começa com um ritual de namoro de dança, com a fêmea colocando centenas de ovos dentro do macho, sendo que ele ajuda a fertilizar a si mesmo durante o processo.

Este futuro papai também adora exibir sua barriga arredondada, orgulhosamente exibindo a barriga arredondada onde fica a futura ninhada e que ele usa para carregar seus filhotes até o momento em que ele dá luz aos seus descendentes.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Pit bull abusado e traumatizado se transforma ao encontrar sua nova tutora

Foto: Brittney Strugala

Foto: Brittney Strugala

Depois que Meatloaf foi abandonado e deixado por sua própria conta, ele foi atropelado por um carro enquanto vagava pelas ruas da Flórida, nos Estados Unidos e a pessoa que o atingiu rapidamente entrou em contato com o controle de animais. Meatloaf foi logo resgatado pelo Rescue Animals In Need (RAIN), que imediatamente percebeu, pela sua condição e comportamento, que o pobre cachorro passara por muito mais do que apenas um acidente de carro.

Quando Meatloaf foi levado pela primeira vez pelo resgate, ele estava coberto de infecções de pele e sarna, sofria de infecções nos dois ouvidos e estava em torno de 20 quilos abaixo do peso. Ele tinha medo de tudo, e com base em seus ferimentos e na negligência óbvia de que tinha sido vítima, seus salvadores assumiram que ele provavelmente foi usado como cão de isca em brigas de cães em algum momento de sua vida.

Foto: Brittney Strugala

Foto: Brittney Strugala

Apesar de seu passado terrível e medos intensos, Meatloaf estava emocionado por finalmente estar seguro, e apesar de todos os seus novos amigos no centro de resgate poderem dizer que ele estava com medo, ele nunca parou de abanar o rabo, e parecia estar desesperadamente tentando superar sua ansiedade.

Meatloaf foi colocado em um lar temporário, enquanto ele se curava de suas muitas doenças, e, eventualmente, era hora de começar a procurar sua casa para sempre. Sua responsável no lar temporário conheceu alguns adotantes em potencial, mas nenhum deles parecia a melhor escolha.

Foto: Brittney Strugala

Foto: Brittney Strugala

Depois de tudo o que o pit bull passou, a responsável por Meatloaf queria desesperadamente encontrar para ele a família perfeita onde ele pudesse prosperar. Ela ficou preocupada se nunca encontraria uma família que ela estivesse completamente confortável em entregando-lo – até que ela conheceu Brittney Strugala.

Strugala estava ajudando sua melhor amiga a procurar um cachorro para adotar, e quando se deparou com a foto de Meatloaf, de repente teve a forte sensação de que precisava adotá-lo sozinha; que ele deveria ser seu cachorro. Ela e seu noivo estavam pensando em adotar um amigo para seu outro pit bull, Sky, e Strugala soube em seu coração que Meatloaf era o cachorro que eles estavam esperando.

Foto: Brittney Strugala

Foto: Brittney Strugala

O único problema era que a gerência do apartamento do casal não permitia que eles tivessem mais de um cachorro – e então eles decidiram se mudar.

“Eu imediatamente me apaixonei e sabia que tinha que tê-lo ao meu lado”, disse Strugala ao The Dodo. “Eu estava olhando para ele há mais de um mês, sem esperança de sequer tê-lo, porque eu morava com outras pessoas e não conseguia outro cachorro. Bem, algumas coisas mudaram e nos mudamos de casa no mês seguinte e nosso novo senhorio não só nos deixou ter um pit bull, ela nos deixou ter dois! Então, no primeiro dia em que nos mudamos, eu me candidatei a ele”.

Foto: Brittney Strugala

Foto: Brittney Strugala

Assim que sua situação de vida mudou, o casal aproveitou a oportunidade para receber Meatloaf em sua família – e apenas cinco dias depois que eles se mudaram para o novo local, Meatloaf chegou em sua nova casa.

Embora a maioria das doenças do Meatloaf estivesse curada no momento em que ele foi adotado, ele ainda estava bastante ansioso – mas sua nova família estava determinada a ajudá-lo, embora soubessem que poderia ser um longo caminho.

“Eu sabia que ele daria muito trabalho até se adaptar e eu queria fazer parte disso tudo”, disse Strugala.

Meatloaf amou sua nova família desde o início, e apesar de seus medos de pequenas coisas como barulhos repentinos, ele parecia imediatamente confortável em sua nova casa e confiava em sua nova família – especialmente sua irmã cachorra, Sky. Com a ajuda de Sky, Meatloaf tem, lentamente, mas com certeza, menos medo de coisas, e é capaz de lidar com o que vier pela frente, do seu jeito, desde que ele a tenha ao seu lado.

Foto: Brittney Strugala

Foto: Brittney Strugala

“Ele não tem muito medo agora porque mostramos a ele que as coisas e o mundo não são assustadores”, disse Strugala. “Sky também o ajuda a se sentir invencível”.

Agora, Meatloaf é o pit bull mais feliz e pateta do mundo, e não poderia amar mais sua nova vida. Ele absolutamente adora se aninhar com seus pais e faz birra cada vez que eles têm que sair para o trabalho. O pit bull segue sua irmã Sky por toda parte, e parece que finalmente aceitou que, enquanto ele tiver sua família, ele nunca mais terá que se sentir assustado novamente.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Ativista vegana resgata leitão que caiu de transporte a caminho do matadouro

Por Rafaela Damasceno

A vegana Lisa Buck avistou um caminhão de transporte cheio de porcos indo para o matadouro, em Norfolk, no estado americano da Virgínia. Sofrendo com a consciência de que aqueles animais iriam morrer, a mulher seguiu seu caminho sem saber que seus amigos, um tempo depois, a trariam um leitão.

A ativista segurando o leitão

Foto: PA Real Life

O pequeno porquinho caiu do caminhão e foi encontrado pelos amigos de Lisa, que sabiam que ela era a pessoa mais indicada para cuidar dele. Além de uma boa pessoa, ela é ativista e dona de uma empresa vegana (The Vegan Owl). O leitão ganhou o nome de Peggy e foi acolhido por Lisa e seu marido, que já possuíam vários outros animais resgatados.

“Eu acho que abriguei algo e torno de 200 aves ao longo dos anos”, contou Lisa, em entrevista ao Metro. “Duas delas nunca foram embora”, completou.

A ativista vegana legalizou sua permanência com o porquinho no Departamento de Meio Ambiente, Alimentos e Assuntos Rurais (Defra, na sigla em inglês), então pôde apresentar Peggy aos seus cachorros. “Eu trouxe alguns cobertores comigo, empacotei-a e ela dormiu em meus braços em segundos. Eu me apaixonei por ela nesse momento”, declarou.

Lisa trabalhou para que a casa fosse perfeitamente habitável para Peggy, mas garantiu que não quer torná-la um animal doméstico para sempre. “Eu quero que ela se sinta confortável, fazendo o que seus instintos naturais a dizem para fazer”, disse. A ativista vegana argumentou que forçar um animal de fazenda a ser um animal doméstico vai contra a sua ética.

“Sempre haverá um lar aqui para a Peggy. Nós só queremos que ela viva sua vida naturalmente, sem sentir medo, como ela deve ter sentido naquele dia terrível em que foi para o matadouro”, concluiu.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Cães amam seus tutores e os veem como membros da família, diz estudo

Um estudo feito pela Emory University, localizada nos Estados Unidos, concluiu que os cachorros amam seus tutores e os consideram membros da família.

Foto: Pixabay

“Esse é um amor indiscutível, mas a grande curiosidade das pessoas é saber como os seus animais percebem essa relação”, conta o veterinário da Nutrire – indústria de alimentos de alta performance para animais -, Dr. Cleiton Rupolo, em entrevista ao Metro Jornal.

Exames de ressonância magnética feitos no cérebro de alguns cachorros concluíram que a reciprocidade no afeto entre esses animais e os humanos é identificada pelo olfato na atividade cerebral dos cães. De acordo com o estudo, os cachorros diferenciam odores e reconhecem seus tutores por meio deles.

“Ou seja, quando o odor característico do tutor se aproxima, o cérebro do animal é acionado e a sensação de felicidade e recompensa é ativada”, explica Rupolo.

O sentimento de recompensa é ativado apenas pelo cheiro do tutor do animal. O estímulo não acontece com outros odores. “Muitos pensam que os cães amam seus tutores pela comida ou pelos agrados que recebem, mas essa relação vai muito além disso. Os animais sentem amor por seus tutores pelo simples fato de ficarem próximos, juntos, unidos”, diz.

Esse amor explica, por exemplo, a felicidade que os cães demonstram no momento em que o tutor volta para casa após o trabalho, um passeio ou uma viagem.

“As atividades cerebrais pesquisadas durante esses momentos são muito semelhantes às que nós sentimos quando reencontramos alguém que amamos”, explica o veterinário.

A interação dos cães com os tutores é, inclusive, bastante semelhante a de bebês humanos com seus pais. “Isso explica porque o cachorrinho corre para o colo do tutor quando se assusta ou quando está com medo”, completa o especialista.

A relação de amor entre tutor e animal é criada nos primeiros meses de vida do cachorro ou logo após a chegada dele ao novo lar. Além disso, os primeiros seis meses de vida do cão é bastante importante para seu desenvolvimento, já que o cérebro do filhote é receptivo o bastante para que as ações ocorridas nesse período influenciem as próximas fases de sua vida. Por isso que, por exemplo, filhotes criados por homens tendem a se sentir mais confortáveis na presença masculina e vice-versa.

“Para toda regra sempre há exceções, claro, mas estamos falando do que geralmente acontece com a maioria dos cães. Por isso, é tão importante que os tutores interajam com seus animais, passeando, brincando e se divertindo com eles”, aconselha.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Casal de mergulhões adota patinho órfão

Por Rafaela Damasceno

Pesquisadores do The Loon Project (Projeto Mergulhão) foram até a cidade Long Lake, em Wisconsin, Estados Unidos, para observar os pássaros na água. Foi então que viram uma cena peculiar: uma fêmea mergulhão, ave aquática, nadando com um patinho em suas costas.

O patinho em cima do mergulhão

Foto: The Loon Project

Nenhum dos pesquisadores conheciam casos parecidos com este, mas conseguiram investigar e descobrir um pouco da história da família improvável.

Um casal de mergulhões teve seu próprio filhote, que infelizmente faleceu em pouco tempo. Com os instintos paternos fortes, o casal queria desesperadamente alguém para cuidar – foi então que encontraram o pequeno patinho órfão, e decidiram criá-lo como se fosse seu bebê biológico.

Patos costumam se apegar à primeira figura paternal que encontram, então o filhote não ofereceu nenhuma objeção ao ser adotado – pelo contrário, ele alegremente aceitou se tornar parte da nova família.

“Essa descoberta foi muito emocionante”, declarou Walter Piper, chefe do The Loon Project, ao The Dodo. “Este caso nos permite analisar a flexibilidade do comportamento dos mergulhões e do patinho”, explicou.

Os filhotes de mergulhões e os filhotes de patos são criados de maneiras completamente diferentes, mas o patinho não demonstra se importar em se adaptar às atitudes de seus pais. Ele aprendeu a mergulhar até o fundo do lago em busca de comida, comportamento que a maioria de sua espécie não possui.  Os mergulhões e patos também se alimentam de comidas diferentes, mas ele parece estar feliz em se adaptar.

Os pesquisadores não sabem dizer se, ao crescer, ele permanecerá com os mergulhões ou se juntará aos de sua própria espécie. Por enquanto, eles apenas analisam o quanto a adoção mostra que a natureza é incrível, e permanecem animados com a perspectiva de continuar a analisar a família.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Mamãe golfinho adota filhote órfão de outra espécie

Por Rafaela Damasceno

As fêmeas golfinhos-nariz-de-garrafa são mães carinhosas e amamentam, protegem e brincam com seus filhos por até seis anos. Recentemente, uma pesquisa revelou o primeiro caso conhecido de uma mãe golfinho-nariz-de-garrafa adotando um filhote de outra espécie.

Um golfinho-nariz-de-garrafa nadando no mar

Imagem ilustrativa | Foto: Estudo dos Animais

Em 2014, pesquisadores identificaram a mamãe cuidando de um bebê de aparência incomum, junto com o que se presume ser seu próprio filhote biológico, nas águas costeiras da Polinésia Francesa.

O filhote misterioso tinha um nariz muito mais curto do que os golfinhos-nariz-de-garrafa e foi identificado pelos cientistas como um golfinho-cabeça-de-melão, espécie diferente.

A adoção é incomum entre mamíferos silvestres, e normalmente ocorre entre aqueles da mesma espécie. Esse caso em específico é ainda mais raro, já que as mamães golfinho normalmente só cuidam de um filhote de cada vez.

O golfinho-cabeça-de-melão não se contentou apenas em se encaixar na pequena família: ele também se comporta exatamente como um golfinho-nariz-de-garrafa, o que tornou possível sua integração no grupo social da espécie.

Ele se separou de sua mãe adotiva por volta de abril de 2018, época em que foi desmamado.

Os especialistas levantam três hipóteses para a adoção bem-sucedida. Uma delas é que o nascimento recente de seu próprio filhote desencadeou na fêmea um instinto materno que a fez acolher o golfinho-cabeça-de-melão, mesmo sendo de outra espécie. O filhote também já era conhecido na área por ter uma atitude despreocupada em relação aos mergulhadores, e sua sociabilidade pode tê-la impedido de demonstrar uma atitude hostil.

Os pesquisadores também acreditam que a determinação do filhote em se mostrar digno de ser um golfinho-nariz-de-garrafa também tenha sido essencial para que sua adoção tenha obtido sucesso.

“O caso mostra que os golfinhos jovens possuem uma impressionante flexibilidade comportamental”, afirmou Pamela Carzon, principal autora do estudo.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

 

Cachorrinho que foi devolvido ao abrigo por não conseguir subir escadas encontra o lar ideal

Foto: Mackenzie Purdy

Foto: Mackenzie Purdy

Quando Mackenzie Purdy viu Charlie pela primeira vez, parecia que o cão tímido tinha desistido de encontrar um lar ou uma família para ele. O cão da raça Shih Tzu, de 7 anos, recusou-se a fazer contato visual com qualquer um que passasse por ele – o cachorrinho manteve as costas viradas para a parede de concreto de seu canil na Associated Humane Tinton Falls, um abrigo em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

Charlie chegou primeiro ao abrigo em maio. Alguns meses antes, ele havia sido adotado e logo foi devolvido por não conseguir subir as escadas em sua nova casa.

Seu tutor não conseguia se abaixar para pegá-lo e carregá-lo para cima, então Charlie se viu de volta no mesmo canil solitário.

Foto: Mackenzie Purdy

Foto: Mackenzie Purdy

Purdy, que estava visitando o abrigo na esperança de adicionar outro cachorro à sua família, acreditava que por trás do comportamento frio e da aparência abatida de Charlie havia um cachorro amoroso esperando para sair; no entanto, ela temia que outros adotantes pudessem não conseguir enxergar o potencial dele.

“Ele era um pouco mais velho e andava um pouco engraçado, então eu tinha a impressão de que muitas pessoas não se interessariam por ele”, disse Purdy ao The Dodo. “Muitas pessoas não se interessam pelos cães que não vêm para a frente da gaiola fazer festinha no abrigo.”

Mas Purdy não se assustou nem se intimidou com o desprezo do cachorrinho magoado, e continuou a passar o tempo com Charlie, procurando o menor indício de que ele estava pronto para tentar novamente.

Foto: Mackenzie Purdy

Foto: Mackenzie Purdy

“Perguntei ao pessoal do abrigo se eu poderia passar algum tempo com ele no quintal”, disse Purdy. “Ele era muito reservado e não se mostrou muito interessado em mim. Charlie não mostrou quase nada em termos de afeto, mas fez um pequeno abanar de cauda quando me aproximei dele”.

Encorajado, Purdy trouxe seu cachorro Baxter para se encontrar com Charlie, e o pequena mexida de rabo inicial deu lugar a uma excitação total. “Charlie estava abanando o rabo mais e mais, e Baxter estava muito interessado nele”, disse Purdy. “Eles me disseram que eu poderia ir no dia seguinte para trazê-lo para casa.”

Um exame feito por um veterinário revelou que Charlie pode ter sofrido uma lesão em um disco da coluna em suas costas, causando mobilidade reduzida nas pernas traseiras. “Ele cambaleia um pouco quando anda e às vezes cai porque está fraco”, observou Purdy, “então ele não pode lidar com escadas”.

Foto: Mackenzie Purdy

Foto: Mackenzie Purdy

Charlie pode nunca ser capaz de subir os degraus, mas isso não o impede de brincar com todos os cães que ele conhece ou de se divertir durante um banho.

Purdy está feliz em seguir na velocidade do cachorro mais velho – algo pelo qual Charlie é muito grato.

“Ele vem se adaptando bem”, disse Purdy. “Meu namorado e eu o levamos em caminhadas curtas e o pegamos quando encontramos degraus. Ele é um menino muito bom. Ele é muito comportado e se adapta a qualquer situação.

Foto: Mackenzie Purdy

Foto: Mackenzie Purdy

Depois de uma semana em sua nova casa, o cão que não fazia nem contato visual agora se recusa a dormir sozinho, todo feliz ele aconchega-se a sua nova família sempre que pode é muito bem recebido.

Foto: Mackenzie Purdy

Foto: Mackenzie Purdy

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.