Cadelinha especial descobre o amor de uma família

Mel transita livremente dentro de casa, sem cadeirinha, e pelas ruas, motorizada. Seu berço é adaptado com rodas e é impecável | Foto: Aida Franco de Lima

Mel é pura alegria. Ela, que já foi estrela de matéria em televisão, transita entre a cadeirinha de rodas, o colo e seu berço que é simplesmente impecável de limpo. “Essa é a coisa mais arteira, feliz, mimadinha”, derrete-se Margareth Fecchio, sua tutora.

Quando filhote foi abandonada junto com a irmã em um terreno baldio. Foi adotada por uma família que dizia que iria cuidar, mas que na prática a deixava abandonada nas ruas de Cianorte, no Paraná.

Prevendo algo trágico, Margareth comprou uma tela para a ex-tutora colocar no buraco do muro, pois o animal vivia na rua entre os carros e comendo lixo. “Mas não usaram a tela e ela foi atropelada por uma camioneta. Não queriam pagar o tratamento e queriam fazer eutanásia”, relembra Margareth.

A cachorrinha Mel estava com a pélvis, a pata e a coluna fraturada. Mas foi o atropelamento que lhe garantiu um lar cheio de amor, para dar e receber. Mel precisa de estímulos para eliminar as fezes e a urina e, portanto, exige cuidados constantes, como um bebê!

Mas isso não é empecilho para ela correr, brincar e dar até cavalinho de pau com a cadeirinha feita especialmente para ela! “Ela corre atrás do jornaleiro e das motos e pede para sair da cadeirinha. Ela é o máximo!”, orgulha-se Margareth.

Pesquisa mostra que acariciar cães é como uma droga para nossos cérebros

Foto: Pixabay

Só quem tem um cãozinho sabe o quão especiais eles são. Não importa o que aconteça, ele sempre estará por perto transfomando tudo ao seu redor.

Uma nova pesquisa mostra exatamente como acariciar um cão faz bem ao ser humano.

Como acariciar um cão afeta seu cérebro

Você pode pensar que nossos cérebros processam todas as coisas que tocamos da mesma maneira, mas acontece que isso não é verdade. O cérebro divide as coisas que tocam nossa pele em três categorias: “agradável”, “neutra” e “desagradável”. Cada uma delas é interpretada de diferentes maneiras em uma área do cérebro chamada córtex cingulado anterior . Esta área do cérebro é responsável por muito processamento emocional, então uma sensação agradável na pele provoca emoções positivas.

Acariciar um cão também libera serotonina e dopamina, duas substâncias químicas que podem melhorar seu humor. Os níveis de serotonina e dopamina são frequentemente baixos em pessoas que sofrem de depressão, por isso ter um cão pode ajudar a melhorar os sintomas em quem sofre de depressão.

Melhor que isso, olhar nos olhos de um cão que você conhece libera oxitocina – o hormônio que ajuda a ligar mãe e filho.

Como os cães afetam nossos corpos

Tem-se comprovado que os cães de terapia reduzem o estresse nos estudantes que fazem os exames , as pessoas que sofrem com a perda de um ente querido , as crianças no hospital e as pessoas que viajam pelos aeroportos. O estresse libera cortisol em sua corrente sanguínea, um hormônio que pode causar todo tipo de impacto negativo em seu corpo. Acariciar cães pode diminuir os níveis de cortisol em sua corrente sanguínea.

Ter um cão também pode reduzir sua pressão arterial e as chances de morrer de um ataque cardíaco. O companheirismo fornecido por um cão também pode reduzir os níveis de ansiedade.

As pessoas que possuem cães andam mais do que as que não têm, o que ajuda a prevenir a obesidade e os riscos à saúde que a acompanham. Passear o seu cão durante o dia tem o benefício adicional de obter vitamina D do sol. A falta de luz solar tem um efeito negativo no estado mental das pessoas.

Crescer com um cão também foi mostrado para reduzir alergias em crianças, dando ao seu sistema imunológico algo “inofensivo” para praticar.

A importância do toque para as pessoas

As pessoas estão programadas para precisar de contato em suas vidas. Um toque amigável e de apoio de outros seres humanos tem mostrado reduzir o estresse, baixar a pressão sanguínea e liberar serotonina, dopamina e oxitocina – as mesmas coisas que acariciar um cão. Na ausência de suficiente toque humano, acariciar um cão pode satisfazer essa necessidade profunda que todos nós temos que ser tocados.

Nós já sabemos o quanto os cães melhoram nossas vidas todos os dias, mas é sempre bom ver a ciência confirmando o que os amantes de cães sabem há anos – nada é melhor que o amor de um cachorro!

 

Fonte: iheartdogs.com

Autor das Aventuras Tom Sawyer, Mark Twain, era apaixonado por gatos

Foto: Bored Panda/Reprodução

Foto: Bored Panda/Reprodução

As aventuras de Tom Sawyer e Huckleberry Finn de Mark Tawain marcaram a vida de muitos jovens. Romances considerados clássicos americanos, os livros mostravam a natureza brutal dos tempos, abordando temas como alcoolismo e racismo com leveza e pertinência.

O nome verdadeiro de Twain era Samuel Clemens, e sua vida foi tão cheia de aventuras quanto a vida de seus personagens mais famosos.

Nascido logo após o aparecimento do Cometa de Halley, ele previu que “partiria com ele” também. O autor morreu exatamente no dia seguinte ao retorno do cometa. Elogiado como sendo o “maior humorista já produzido pelos Estados Unidos”, e referido como “o pai da literatura americana”, o autor era celebrado por público e crítica.

Uma característica talvez não tão conhecida sobre Twain foi seu amor imenso por gatos, a quem ele respeitava muito mais do que pessoas. “Se o homem pudesse ser cruzado com o gato”, ele escreveu certa vez, “isso melhoraria o homem, mas deterioraria o gato”.

Foto: Bored Panda/Reprodução

Foto: Bored Panda/Reprodução

Ele chegou a ter em sua companhia até 19 gatos ao longo de vários períodos de sua vida, dando-lhes nomes imaginativos como Apollinaris, Belzebu, Blatherskite, Buffalo Bill, Satã, Sin, Sour Mash, Tammany, Zoroastro, Soapy Sal, Pestilence e Bambino.

O afeto felino de Twain foi transmitido para sua escrita também, os gatos aparecem em algumas de suas obras mais conhecidas. Em As Aventuras de Tom Sawyer, a história sobre um gato chamado Peter, é na verdade uma experiência real da infância de Twain. Houve até mesmo um livro chamado Concerning Cats: Two Tales, da autoria de Twain, que foi publicado muito depois de sua morte em 1910. Este livro conta duas histórias sobre gatos que ele costumava ler para suas filhas para fazê-las dormir.

Dizem que Twain simplesmente não podia viver sem seus gatos, então enquanto estava de férias, ele perguntava se podia “alugar” alguém. De acordo com um artigo no New England Today, o mais famoso episódio de aluguel de gatos ocorreu em Dublin, New Hampshire, em 1906.

Foto: Bored Panda/Reprodução

Foto: Bored Panda/Reprodução

O biógrafo de Twain, Albert Bigelow Paine, estava lá quando o autor “alugou” três gatinhos para o verão. Um ele nomeou Sackcloth. Os outros dois eram idênticos e ficaram sob o nome comum de Ashes. “Ele não podia levá-los, mas por outro lado, também não queria deixá-los sem ter quem cuidasse deles”, explicou Paine, “por isso preferiu alugá-los e pagar o suficiente para garantir os cuidados com eles após sua partida”.

Twain não é o único gigante literário que gosta de gatos. Seus companheiros autores dos séculos XIX e XX, Ernest Hemingway, T.S. Eliot e Patricia Highsmith compartilhavam sua paixão pelos felinos. Talvez haja algo sobre a sensibilidade literária que combina bem com a natureza perspicaz, porém gentil do gato.

Foto: Bored Panda/Reprodução

Foto: Bored Panda/Reprodução

A revista Smithsonian diz que o maior amor felino de Twain foi Bambino, um gato que originalmente era de sua filha Clara. Depois que Bambino desapareceu, Twain escreveu um anúncio em um jornal local oferecendo uma recompensa, com a seguinte descrição artística e cheia de estilo “Grande e intensamente negro; pelo espesso e aveludado; tem uma franja rala de pelo branco no peito; difícil de ser vista na luz comum”.

Uma citação do romance de Twain de 1894, Pudd’nhead Wilson, resume bem seu sentimento pelos felinos: “Uma casa sem um gato – e um gato bem alimentado, bem acariciado e devidamente reverenciado – jamais será um lar de verdade”

Rapaz acorda com um gatinho em seu colo após tirar uma soneca

Ali Safa

Em uma tarde quente na cidade de Canberra, na Austrália, uma história amor nasceu de forma inesperada. O jovem Ali Safa é um rapaz doce e preguiçoso que tem como principais preocupações garotas, dar uma volta pelo bairro e jogar videogame, no entanto, ele decidiu que precisava tirar um tempo para relaxar e contemplar a vida.

Com esse forte e meditativo desejo, Safa deitou na varanda de sua casa e antes que pudesse perceber, caiu em um sono profundo e reparador. Sua aventura onírica durou cerca de duas horas, mas não o preparou para o viria a seguir. Ao abrir os olhos, o rapaz percebeu que não estava só, em seu colo estava um lindo e pequenino gatinho branco cochilando tranquilamente.

Ali Safa

O querido felino ronronava satisfeito. Safa mal podia acreditar no que via diante de seus olhos. Uma pequena bola de pelo com a patinhas sujinha e orelhinhas de rosa quase translucido fizeram seu coração bater mais forte. O jovem percebeu que estava, porque não dizer, perdidamente apaixonado por aquele animal frágil e indefeso.

“Eu nunca tive um animal doméstico. Sou um pouco solitário, então também não tenho muitos amigos. Enquanto ele (gatinho) dormia, eu não conseguia para de me deliciar com o som que ele fazia, era a coisa mais fofa que já ouvi”, disse Safa em entrevista ao The Dodo.

O rapaz contou também que já tinha visto muitos gatos na região, mas aquele era diferente. Ele sabia em seu interior que aquele gatinho o tinha escolhido e isso era especial. Ansioso para guardar para sempre aquele momento mágico. Safa tirou uma selfie com o filhote ainda aninhado em seu colo.

Assim que o gatinho acordou, Safa o alimentou e lhe deu um bom banho quentinho. Ele descobriu que o gatinho na verdade era fêmea e a batizou de Angel. Ele olhava aqueles lindo e profundos olhos e sonhava em adotá-la e amá-la para todo sempre. A família do rapaz foi favorável ao pedido de integrar a gatinha à família.

Ali Safa

Assim, como tutores responsáveis, eles primeiramente a levaram para avaliação veterinária. Felizmente foi constatado que Angel estava saudável. Após sair do médico toda família foi ao supermercado e fez a festa. Compraram muita comida e brinquedinhos para que a gatinha fosse o mais feliz possível em seu novo lar.

Faz duas semanas que Angel e Safa se conheceram. Ela agora tem um lar e ele uma melhor amiga para todos os momentos.

“São como filhos”, diz mulher sobre oito ratazanas adotadas

Ana Carolina Vasconcelos, de 28 anos, moradora de Santos (SP), decidiu adotar ratazanas. Os primeiros animais foram adotados por ela em 2018. Hoje, ela cria oito ratos. “Eles são como filhos. Sempre brinco com eles e, quando estou fora de casa, penso o tempo todo neles”, diz.

Ana Carolina adotou oito ratos (Foto: Arquivo pessoal)

A decisão por adotar ratos veio enquanto Ana pesquisava sobre animais para adotar. “Tenho alergia de gato e, cachorro, eu precisaria de mais tempo e espaço. Procurei por um animal que se enquadrasse melhor na minha rotina. Comecei então a pesquisar sobre roedores”, conta. As informações são do portal G1.

Ao pesquisar, Ana descobriu que as ratazanas eram mais interativas que os hamsters e resolveu adotar duas. “Eu tive um hamster há 12 anos e descobri que tudo que eu fazia estava errado. Dessa vez, comprei a gaiola e alimentação correta antes de adotar. Depois, consegui uma pessoa em Santos que estava doando filhotes e acabei adotando uma dupla, porque eles precisam viver em companhia e serem do mesmo sexo, se não procriam muito rápido”, explica.

De acordo com o veterinário especialista em animais silvestres, André Luís Andrade, de 41 anos, o rato é bem maior que o hamster e a cauda não têm pelo, além de ser mais inteligente. Ele explica que os ratos tutelados por Ana são da mesma espécie da ratazana que vive no esgoto, mas são dóceis e interagem com os tutores.

Ana trata os ratos adotados como filhos (Foto: Arquivo pessoal)

O especialista afirma que as ratazanas não fazem barulho e não precisam ser vacinadas, são onívoras e necessitam de uma dieta à base de ração extrusada e alimentos naturais, como frutas e legumes. “Estes roedores tem média de vida de quatro anos. Eles têm o potencial de transmitir doenças, mas como vivem dentro de casa, não tem como adquiri-las e transmiti-las ao ser-humano”, afirma.

Ana conta que após adotar as duas primeiras ratazanas, decidiu trazer mais desses animais para casa, chegando ao total de oito ratos. Por ter a consciência de que elas vivem pouco, a tutora afirma que tenta passar o máximo de tempo com as ratazanas. “Infelizmente eles vivem pouco, mas deixam marcas na sua vida, são momentos intensos e de muita alegria que tenho com eles”, destaca. “Eles passeiam dentro de casa, dentro do box do banheiro, porque precisam todos os dias serem soltos para brincar em lugares que não corram risco de se machucar. Eles brincam, correm um pouco e levo mais ou menos uma hora para limpar a gaiola, todos os dias”, completa.

Ganon teve uma infecção e precisou retirar um olho (Foto: Arquivo pessoal)

Grupo de resgate

Ana integra um grupo chamado “FanRatics”, por meio do qual voluntários se unem para resgatar ratos em situação precária. Alguns desses animais foram resgatados em São Paulo, por uma amiga de Ana. Eles estavam com um homem que os vende para a alimentação de cobras.

“Ele tinha uma ninhada inteira de ratinhos sem pelo, mas eles estavam numa situação extremamente precária. Tinha mais de 20 em uma caixa pequena, todos amontoados”, relata.

Após o resgate, um dos ratos foi adotado por Ana. Com uma infecção no olho, Ganon perdeu a visão e teve que tirar o olho infectado. “O acompanhamento veterinário custou em torno de R$ 700. Ele precisou de um tratamento bem prolongado com antibiótico. Como só tinha 45 dias quando ficou doente, o veterinário resolveu que era melhor tirar o olho e diminuir o sofrimento”, conta.

“Eles são muito importantes na minha vida, não consigo mais imaginar a possibilidade de não tê-los comigo.” (Foto: Arquivo pessoal)

Os cuidados adequados para as ratazanas tem custo alto, segundo Ana. E por serem animais negligenciados, é difícil encontrar produtos próprios para eles. “Compro utensílios na loja de 1,99 e adapto, como caixinha de pregador de roupa, por exemplo. Eles adoram quando penduro na gaiola. E os ratos aprendem a usar o banheirinho. É só ensinar”, diz.

Ana lembra que ainda há muito preconceito com os ratos. E foi esse o motivo que a fez se voluntariar em grupos que os defendem. “Administro três grupos no Facebook: FanRatics, Ratolândia e Rato Twister, além de um grupo no WhatsApp. Acho importante conscientizar as pessoas”, afirma a tutora, que lembra que as ratazanas são inteligentes e tão apegadas ao tutor “quanto um cachorro”.

De cima para baixo e da esquerda para direita, as oito ratazanas de Ana: Darwin, Dexter, Tesla, Link, Ganon, Marx, Pablo e Kieran (Foto: Arquivo pessoal)

Todos os grupos, somados, têm mais de 11 mil participantes. Através deles, eventos e doações são organizadas, além de informações publicadas. “No Pet Shop eles te indicam absolutamente tudo errado, enquanto nós exigimos que a pessoa interessada em adotar apresente as condições adequadas para isso, ou seja, alimentação específica, alojamento, companhia para o rato, tudo certinho”, diz.

O objetivo dos grupos, segundo Ana, é mostrar para as pessoas que as ratazanas são inteligentes e devem ser valorizadas como qualquer animal. “Eles gostam e querem a companhia do tutor. São animais fantásticos”, finaliza.

Homem cria chocolate vegano por amor à esposa

“Foi um ato de amor”, garante Matt Rubin (Foto: Liz Biro/IndyStar)

Os chocolates veganos SoChatti estão se popularizando entre os veganos nos Estados Unidos. No entanto, o que nem mesmo os consumidores da marca sabem, é que os chocolates SoChatti surgiram a partir de uma história de amor.

Depois que a esposa de Matt Rubin, Sarah, foi diagnosticada com uma alergia ao leite, ela percebeu que não poderia mais consumir os doces de que tanto gostava. “Fiquei definitivamente com raiva. Provavelmente houve algum choro doloroso e furioso também”, relatou ao IndyStar.

Matt então começou a refletir sobre o assunto, e se viu em uma situação em que precisava fazer algo para ajudar Sarah. “Ela disse: ‘Eu nunca vou comer nada de bom de novo’. Estava entre o desespero e a raiva. E eu realmente queria achar uma solução”, explicou.

Ele encontrou inúmeros chocolates sem laticínios, mas praticamente todos tinham traços de leite, o que fazia mal a Sarah – isso quando não eram considerados realmente bons. Ela ficou mais desanimada quando os médicos alertaram que realmente seria improvável que pudesse voltar a consumir qualquer um de seus doces preferidos. Matt também ficou triste, porém não desistiu.

Ele decidiu criar um chocolate que Sarah pudesse comer com prazer e sem medo de sentir algum sintoma da intolerância à lactose. As primeiras experiências não foram boas, mas Matt Rubin continuava dedicando até seis horas do dia à fabricação de um lote de chocolates veganos que Sarah e todo mundo pudesse comer.

Em junho de 2013, quatro meses depois das primeiras experiências, um chocolatier profissional afirmou que o chocolate vegano de Matt, que já havia alcançado o objetivo de agradar o paladar de Sarah, era bom o suficiente para ser comercializado em lojas antes do Dia dos Namorados.

Hoje, cinco anos e meio depois, o empresário, que não se importava com chocolates e que não tinha a mínima ideia de como produzi-los, comanda a marca de chocolates veganos e premium SoCHatti, sediada em Indianápolis, no estado de Indiana. A qualidade, segundo o IndyStar, impressiona até os mais exigentes amantes de chocolate. “Foi um ato de amor”, garante Matt Rubin.

Conheça as vantagens de ter um cão sem raça definida como companheiro

Cães sem raça possuem características próprias.  Foto: Arquivo pessoal

Estes cães possuem algumas vantagens e peculiaridades. Por serem uma mistura de raças, cada animal é único, devido a sua combinação de genes e misturas totalmente exclusivas.

“Não existe um padrão. O cão SRD é a ausência de raça pura, e a origem pode ser qualquer mistura, entre qualquer raça ou entre outros SRD’s. Cada um carrega uma carga genética única”, explica a veterinária Mireille Sabbagh.

Justamente por ser um cão que não tenha uma carga genética exclusiva, estes animais são o resultado de uma seleção natural, por onde podem ter passado várias raças no passado. Os cães sem raça definida se tornam mais resistentes a alguns tipos de doenças.

“Justamente pela mistura, o animal é mais resistente. Quando cruzamos cães da mesma raça, selecionamos não somente as características genéticas externas, vai junto desta seleção os genes das doenças que mais acometem àquela raça em questão. Quando misturamos as raças portanto, a mistura de genes torna este animal menos propenso a desenvolver doenças de origem genética”, argumenta Mireille.

Três SRD’s em casa

O Tiago Costa tem três cães SRD em casa. A Tróia tem 3 anos, Sarah 2, e o Kakashi tem 8 meses. O tutor conta que já teve outros cães sem raça definida e é só elogio aos animais.

“São cães muito confiáveis e amorosos. Eles têm muito apego e carinho, tanto comigo como entre si”. As duas cadelas foram presentes de amigos e o Kakashi foi adotado.

Foto: Arquivo pessoal

Os três SRD’s de Tiago tem personalidades diferentes. “A Tróia é muito apegada a mim e muito protetora. A Sarah já é a mais quietinha e o Kakashi é o brincalhão. Todos gostam de dormir comigo, cada um tem seu canto: a Tróia dorme na perna, o Kakashi do meu lado e a Sarah em cima do travesseiro na minha cabeça”, conta.

Características

Segundo Mireille Sabbagh os cães sem raça definida pela facilidade de aprendizagem e tendem a ser animais mais dóceis. “De forma geral os vira-latas costumam ser muito inteligentes e aprendem rápido. A questão de ser dócil vai muito da forma como a pessoa cria o cachorro. Todo cachorro criado com amor e muito carinho, que convive dentro de casa, próximo as pessoas, vai ser um cachorro dócil com os familiares e por consequência com as crianças da casa”, diz a veterinária.

Foto: Arquivo pessoal

Com tantas qualidades, ela indica a adoção de um cão sem raça definida para quem pensar em ter um novo amigo em casa. “Recomendo fortemente os SRD’s. Além de serem mais resistentes, eles amam e são excelentes companheiros. A questão é que existem muitos animais abandonados nas ruas e em abrigos, que necessitam de uma família que os adote. Me parece uma boa ideia salvar uma vida em vez de comprar uma. Se você busca pelo companheirismo e pelo amor de um cachorro, tanto o de raça como o SRD pode proporcionar isso”.

Fonte: G1

Dia Mundial do Gato: tutores revelam relação de companheirismo com gatos pretos

Quando encontramos um gato preto, é comum ouvir de alguém a seguinte frase: “Gato preto dá azar”. Uma superstição antiga, que está em presente em várias partes do mundo, inclusive no Brasil. Mas, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, o G1 encontrou duas pessoas que garantem exatamente o contrário: gato preto não traz azar, mas sim, muita sorte. E muito amor.

Marcos e o gatinho “Batman”. — Foto: Marcos Santana/Arquivo pessoal

“Batman” é o nome do gatinho preto de olhos verdes e marcantes, que foi adotado pelo estudante Marcos Santana, após ser abandonado pelo antigo tutor. “Brincalhão e enérgico” são os adjetivos que Marcos utiliza para falar sobre o animal, que está com ele há cinco anos. “Outras pessoas não queriam criar um gato preto, preferiam outros mais bonitos ou de raça”, disse.

Segundo Marcos, “Batman” já foi vítima de envenenamento, mas, graças aos cuidados do estudante, conseguiu se recuperar. Casos como esse, de envenenamento de animais, principalmente de gatos, são recorrentes na cidade de Petrolina. Neste caso, o crime pode estar associado tanto a superstições e preconceitos, como também à falta de consciência que ainda existe na sociedade, de uma forma geral, em relação aos animais, que muitas vezes não são vistos como seres que também necessitam de cuidado e proteção.

“A população é muito apegada a superstições e achismos sem fundamentos. Temos que reavaliar muitas coisas que fazemos ou julgamos. Um gato preto não traz azar nenhum, pelo contrário, é um grande amigo peludo e um companheiro de quatro patas. Devemos ter mais amor e respeito em nossos corações, principalmente com os animais, que são seres tão inocentes e leais”, enfatizou Marcos.

A avó de Marcos rapidamente simpatizou com o gatinho “Batman”. — Foto: Marcos Santana/Arquivo pessoal

Nas ruas pode ser diferente. Mas, em casa, “Batman” rapidamente se tornou membro da família e hoje é tratado com muito amor.

Na novela das 9 da TV Globo, “O Sétimo Guardião”, um dos protagonistas da história é um gato preto chamado “Léon” . O personagem, que se transforma em humano, é a chave para a resposta de vários mistérios que envolvem a trama. A intenção de um dos autores da novela foi de combater o preconceito contra gatos pretos.

Um gato preto, ou melhor, uma gata preta, também é uma das “personagens principais” da vida do auxiliar administrativo Fred Aráujo, que também mora em Petrolina. A gatinha recém-adotada ganhou o nome de “Linda”, e foi escolhida justamente por ter a cor preta. “No dia que escolhemos, ela era a única preta que tinha e talvez por esse motivo ela poderia não ser adotada. Nós não temos essa superstição [de que gato preto dá azar] e decidimos ficar com ela”, explicou.

Fred lembra que a gatinha levou um tempo para se acostumar com o novo lar, e, principalmente, com o novo companheiro, o Labrador Zeus. “No começo, ela ainda tava com muito medo por causa do ambiente novo, novas pessoas e um cachorro que ela nunca viu. Ela ficou muito assustada, mas o meu cachorro é muito dócil. Hoje ela já brinca com ele, não tem medo de estar por perto”, afirmou.

Zeus e Linda são grandes amigos. — Foto: Fred Araújo/Arquivo pessoal

Fonte: G1

Dentista passa as noites de inverno cobrindo cães e gatos abandonados nas ruas

O amor e a compaixão pelos animais está tomando muitos corações ao redor do mundo. Embora ainda exista tanta maldade e sofrimento, algumas pessoas devolvem a fé na humanidade e mostram que ninguém está sozinho na luta pelo bem-estar dos animais. É uma causa coletiva que vem contagiando e conscientizando mais e mais pessoas a cada dia.

Um dentista turco escolheu uma missão para sua vida: aquecer cães e gatos durantes o inverno, envolvendo-os em cobertores enquanto dormem nas ruas de Istambul.

Huseyin Yurtseven mora na Turquia e anda por seu bairro em busca dos animais, os cobrindo todas as noites. As informações são do Daily Mail.

Tudo começou após assistir a um vídeo nas mídias sociais que mostrava a realidade das ruas e dos cães e gatos que vivem nela.

Ele também distribuiu os cobertores aos comerciantes locais e para outros amantes de animais para ajudá-lo na missão e ampliar a rede para tentar impedir que os cães e gatos congelem.

O dentista e seus amigos também deixaram seus contatos para que os moradores de Istambul possam devolver os cobertores sujos.

A neve já atingiu a Turquia este ano em uma onda de frio em toda a Europa. A menor temperatura já registrada no país em janeiro foi de -25C, em 1942.

 

 

 

 

Em Pernambuco, profissionais criam próteses em 3D para ajudar animais

Em Pernambuco, profissionais de várias áreas se uniram para melhorar a vida de animais mutilados. Com tecnologia de impressão 3D, eles até criaram um casco artificial para um jabuti.

Foto: G1

A Dora ganhou um casco novinho em folha: colorido e cheio de estilo para uma senhora jabuti de 30 anos de vida. Ela perdeu 90% da carapaça num incêndio num canavial. Foi um ano de sofrimento antes da transformação.

“A carapaça serve como proteção. Proteção para predador, proteção para arranhões, e também para manter a temperatura deles”, afirma Maria Cristina de Oliveira Cardoso Coelho, veterinária e professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).

A solução veio em forma de inovação com uma prótese feita numa impressora 3D. Além da tecnologia, a solidariedade também foi importante nesse esforço para dar uma qualidade de vida melhor pra Dora. Doze profissionais se juntaram e trouxeram as suas diferentes habilidades para criar um novo casco para a jabuti e trazer esperança para tantos animais mutilados.

“A gente iniciou mapeando todo casco, a gente fez foto 360° e a tomografia para a gente saber a espessura, para a gente moldar o casco dela todo e para iniciar o processo da prótese”, explica Thabata Morales, doutoranda em medicina veterinária da UFRPE.

Foram 50 horas na impressora 3D para fazer a carapaça sob medida. Trabalho do designer Eduardo Sales, que se juntou à turma de apaixonados por animais: “Durou mais ou menos uns três meses para sair a prótese definitiva”.

O acabamento ficou por conta da artista plástica Nani Azevedo, que dedicou um mês de trabalho para pintar cada traço da carapaça: “Como a jabuti vai voltar a levar chuva, a sofrer essas ações do tempo, eu precisava saber como dar o acabamento para a tinta não perder”.

Tem ainda uma espuma por dentro para não machucar a jabuti. O novo casco pesa 700 gramas, é encaixado e parafusado. “A nossa missão é essa mesma, é minimizar o sofrimento desses animais que são maltratados e perdem o seu habitat natural por conta, infelizmente, do homem”, acredita Maria Cristina.

Todos os dias, o centro de triagem de animais silvestres da Agência Estadual de Meio Ambiente recebe animais apreendidos com traficantes ou que eram criados ilegalmente. Por ano, 11 mil animais passam pelo local para se recuperar e voltar à natureza. Quase 10% deles chegam doentes ou mutilados.

Um carcará e dois jabutis estão na fila por uma prótese. A Dora, faceira, testou e aprovou.

“É alegria total, né? Alegria total. É você ver que, juntando uma equipe boa, você consegue fazer coisas maravilhosas!”, comemora Eduardo.

Fonte: G1