Pássaros se comunicam com seus irmãos ainda dentro dos ovos

Por Rafaela Damasceno

Uma recente pesquisa descobriu que os pássaros são capazes de se comunicar com seus irmãos mesmo antes dos ovos eclodirem. Além de ouvir os alertas de aves adultas, eles também transmitem para seus irmãos.

Um ninho de passarinho com alguns ovos dentro

Foto: Pixabay

O intuito da “conversa” é avisar os companheiros dos perigos iminentes, para que não tentem sair dos ovos.

Para a experiência, os biólogos separaram alguns ovos do ninho e expuseram alguns aos sons de alerta de aves adultas. Depois, juntaram os ovos novamente. Aqueles que foram expostos aos sons tendiam a vibrar mais na incubadora do que os outros.

Aqueles que foram expostos aos sons também demoraram mais a eclodir que seus companheiros que ouviram apenas o silêncio. Eles também não produziam ruídos e permaneciam agachados ao nascerem, um mecanismo de defesa da espécie.

Eles também apresentaram níveis mais altos de hormônios do estresse e menos cópias de DNA mitocondrial nas células. Isso indica que as aves têm capacidade de responder ao perigo, mas ao custo de deficiências em seu armazenamento de energia e uma capacidade produtiva celular reduzida.


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Análise descobre que uma dieta baseada em vegetais diminui o risco da diabete tipo 2

Por Rafaela Damasceno

As pessoas que seguem uma alimentação baseada em vegetais, como é o caso dos veganos e vegetarianos, reduzem o risco de desenvolver diabete tipo 2 – que causa um aumento na quantidade de açúcar no sangue -, segundo estudo.

Pesquisadores analisaram cerca de 300 mil pessoas que seguiam dietas baseadas em vegetais – aqueles que realmente se comprometiam com os estilos de vida que escolheram tinham menores chances (23% a menos) de desenvolver a doença.

Um prato colorido de vegetais

Foto: Shutterstock

Os adultos que se alimentam de comidas com baixo açúcar, gordura ou sal, como frutas e vegetais frescos, foram os que apresentaram os menores riscos. Os pesquisadores ainda não sabem dizer se o que diminui o risco é a falta do consumo de produtos derivados dos animais ou se é o alto consumo de fibras.

Atualmente, 4 milhões de pessoas vivem com diabetes no Reino Unido e 90% das doenças são do tipo 2.

A pesquisa foi feita por pessoas da Harvard T.H. Chan School of Public Health, em Boston, nos Estados Unidos. Elas analisaram 9 estudos que envolviam análises sobre dietas baseadas em vegetais e diabetes tipo 2. Os resultados da pesquisa foram publicados no Journal of the American Association Internal Medicine.

Os pesquisadores ainda não garantem ao certo qual é o motivo das dietas baseadas em vegetais reduzirem o risco da diabete tipo 2, mas possuem algumas teorias: alimentações saudáveis e ricas em vegetais demonstram melhorar a sensibilidade à insulina, pressão sanguínea e aumentam a perda de peso.

Além de todos os benefícios, pessoas que seguem uma alimentação voltada aos vegetais também costumam reduzir o risco de outras doenças, como as cardíacas.


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Caça aos elefantes cresce em Botswana

Elefantes em Botsuana vistos do alto | Foto: guenterguni / Getty Image

Elefantes em Botsuana vistos do alto | Foto: guenterguni / Getty Image

Chapéu: Estudo confirma

Título: Caça aos elefantes cresce em Botswana

Olho: A análise foi feita com base em dados de cadáveres de elefantes recém-mortos por meio de um levantamento aéreo na região

Menos de dois meses depois de Botswana ter suspendido a proibição de caça aos elefantes, um novo estudo confirmou que a atividade está aumentando no país onde vivem cerca de um terço dos elefantes da savana africana.

O estudo, publicado na Current Biology, utilizou levantamentos aéreos para concluir que o número de cadáveres de elefantes recém-mortos aumentou em 593% entre 2014 e 2018 no norte do Botswana. Os autores do relatório confirmaram que 156 elefantes haviam sido caçados por marfim em 2018 com base em danos no crânio dos animais, e estimaram que pelo menos 385 foram caçados entre 2017 e 2018.

“O aumento no número de animais mortos são preocupantes porque podem prever futuros aumentos na caça e declínios nas populações de elefantes”, escreveram os autores Scott Schlossberg, Michael Chase e Robert Sutcliff, da Fundação Elephants Without Borders (Elefantes Sem Fronteiras, na tradução livre).

Ellen DeGeneres, que não esconde seu amor pelos paquidermes, também falou contra a proibição da caça, respondeu imediatamente ao estudo nas mídias sociais.

“Temos que defender elefantes, ou não haverá mais nada para defender”, ela twittou.

Embora o aumento na caça não tenha reduzido a população de elefantes do Botswana em geral, sua população caiu 16% em cinco áreas atingidas pela caça, enquanto aumentou em 10% nas áreas vizinhas. Os autores do relatório alertaram que a estabilidade da população dos animais pode mudar rapidamente:

A ONG Elefantes Sem Fronteiras também foi responsável por reportar pelo menos 87 elefantes caçados perto do santuário de Okavango no delta do rio Okavango, em setembro de 2018, enquanto realizavam pesquisas aéreas.

Esse número foi contestado pelo governo de Botswana, que chamou os dados da organização sem fins lucrativos de “falsos e enganosos”. Alegou que o grupo relatou apenas 53 elefantes mortos em julho e agosto, e que a maioria não foi caçada, mas morreu de causas naturais ou em conflitos com humanos.

O rigor do artigo da Current Biology, no entanto, reforça a descoberta de que a caça aumentou drasticamente no país há muito tempo considerado um refúgio para os elefantes.

Chase e sua equipe pesquisaram 36.300 milhas quadradas em um pequeno avião e fizeram visitas de helicópteros a 148 cadáveres de elefantes para confirmar se os animais foram caçados ou não, relatou o The New York Times. Eles descobriram que cerca de metade dos corpos tinham sido mortos recentemente e que todos eles haviam sido caçados. Cerca de 80% dos corpos com um ano ou mais de idade pertenciam a animais que foram caçados também.

“Aqueles cientistas e colegas que lançaram dúvidas sobre nossas descobertas iniciais, espero agora percebam que a ciência e as evidências que descrevemos em nosso artigo são realmente convincentes”, disse Chase ao The New York Times.

Outros cientistas falaram em apoio ao novo artigo.

“O trabalho foi excepcional em todos os sentidos”, disse Samuel Wasser, biólogo de conservação da Universidade de Washington, ao The New York Times. “Havia inúmeros recursos cuidadosamente e meticulosamente documentados. E eles também analisaram hipóteses alternativas, e nenhuma foi apoiada por dados”.

O diretor de pesquisa do Departamento de Vida Selvagem e Parques Nacionais do Botsuana, Cyril Taolo, disse ao The New York Times por telefone que seu departamento “ainda estava analisando o artigo e apresentaria uma resposta”.

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Câmara de Santos (SP) debate projeto que prevê liberar parte da praia a cachorros

Um projeto de lei que prevê a liberação de cães em uma faixa de areia da praia divide especialistas no assunto e já é motivo de polêmica. Na última sexta-feira (28), teve audiência pública na Câmara de Santos (SP) para discutir o assunto.

Entre as regras para utilização do espaço, que deverá ser demarcado pela prefeitura, estão a identificação dos animais com nome e telefone de seus tutores em coleira. Os cães também não poderão estar no cio e seus tutores devem portar carteira de vacinação e atestado de vermifugação fornecido por veterinário devidamente registrado.

(Carlos Nogueira-AT/Arquivo)

Segundo a proposta, os animais poderão usar os chuveiros disponíveis dentro da faixa delimitada.

Quem não cumprir as regras responderá pelas perdas e danos que o animal poderá causar a terceiros. O tutor ainda fica obrigado a recolher as fezes de seu cão imediatamente descartando-as no local apropriado sob pena de multa.

Segundo o veterinário Laerte Carvalho, da Seção de Vigilância e Controle de Zoonoses (Sevicoz), é preciso ter atenção no controle sanitário. “A Secretaria não se opõe, mas queremos acompanhar. Algo que parece bom pode deixar de ser caso não tenha regras e conscientização”.

Para o infectologista do Hospital Albert Einstein, Jacyr Pasternak, a principal preocupação seria o bicho geográfico, infecção causada por larvas e que causa vermelhidão e coceira na pele. “Para mim, cão vacinado na praia não tem problema. O cachorro em situação de rua já tem acesso à praia e esse sim preocupa. A raiva (infecção viral mortal transmitida para seres humanos a partir da saliva de animais infectados) é muito mais perigosa”.

A dermatologista Cristina Santana diz que uma preocupação deve ser o controle da frequência do local. “Temos de lembrar que, na temporada, haverá quatro vezes mais gente na praia. E de que forma a Guarda Municipal fiscalizará essa situação? Realmente será o ponto principal para se focar?”

Debate

Segundo o veterinário especialista em saúde pública Alexandre Biondo, o usuário deverá ser o primeiro a cuidar do cerco para que ninguém fure as determinações estipuladas.

“Não podemos cometer a loucura de perder esse momento histórico”. Para a veterinária Sueli Toledo, especialista em zoonoses, é preciso cautela nesse tipo de decisão. “Eu mesma não levaria meus filhos em um espaço como esse. Cada um deve pensar dentro da sua realidade e se deve confiar que essa situação não terá furos”.

Já o infectologista Evaldo Stanislau acredita que esse ambiente trará mais benefícios do que problemas. “Precisamos cuidar da saúde do animal, ter um bom regramento e educar as pessoas. Do ponto de vista psicológico, de bem-estar e de interação, é algo muito bom”.

O vereador Benedito Furtado (PSB) lembra que os cães nunca foram tão reconhecidos como membros das famílias. “Não tenho a menor dúvida de que vamos aprovar essa lei. Inúmeras pessoas têm o animal como única referência afetiva. Precisamos atualizar as nossas leis para as novas realidades”.

Proibição desde 1968

Desde 1968, segundo lei municipal, é proibida a permanência de cachorros na praia.

Segundo dados da Secretaria de Saúde de São Paulo, Santos tem hoje mais de 33 mil cães devidamente vacinados. A iniciativa partiu da radialista e defensora da causa animal Patrícia Camargo, em conjunto com moradores da cidade que apoiam a causa. O vereador Adilson Júnior (PTB), foi o responsável em elaborar o projeto de lei junto com advogados, veterinários e biomédicos.

Fonte: A Tribuna


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Islândia é considerada o país mais amigável aos veganos no mundo

Foto: Grape Vine

Foto: Grape Vine

A Islândia esta sendo considerada o país mais amigável aos veganos no mundo. O país insular nórdico ficou em primeiro lugar no ranking mundial de popularidade do veganismo no ano passado, segundo dados do Google Trends.

O site de culinária, Chef’s Pencil, explorou o “crescimento contínuo do veganismo” mundialmente no início deste ano, analisando quais os países que mais se interessavam pela vida livre de crueldade e baseada em vegetais. O levantamento reuniu dados do Google Trends e constatou que o número de pesquisas relacionadas a produtos vegans cresceu 11% em relação a 2017 e 35% em relação a 2016.

O Google analisa quantas pessoas em diferentes países estão pesquisando “veganismo”, “restaurantes veganos” e “receitas veganas”, entre outras pesquisas. Verificou-se que a Austrália foi o país mais popular para o veganismo em 2018, com o Reino Unido e a Nova Zelândia ficando em segundo e terceiro lugar, respectivamente. Suécia, Canadá, Israel e os Estados Unidos também ficaram entre os dez primeiros.

No entanto, as configurações padrão do Google Trend não incluem países com populações menores. Quando o Chef’s Pencil analisou os dados de todos os países, a Islândia surgiu como o lugar mais popular do mundo para o veganismo.

Ilhas Jersey e Guernsey também apareceram no top cinco com as novas configurações.

“Um olhar mais atento à Islândia mostra que pesquisas relacionadas ao veganismo, como uppskriftir vegan (ou seja, receitas veganas), fegan vegan (ou seja, dieta vegana), ou veganistur (turismo vegano) aumentaram constantemente desde 2013 e estão atualmente em alta,” explica o site. “Os níveis de pico são geralmente no início do ano – provavelmente influenciados pelo Veganuary.”

Veganismo na Islândia

A Islândia nem sempre foi um país amigo dos veganos – o local tem uma longa história de consumo de carne. Mas, de acordo com os principais atores do movimento vegano do país, o crescente interesse do público pelo estilo de vida não pode ser negado.

Foto: Quirky Jerk

Foto: Quirky Jerk

Linnea Hellström, chefe de cozinha e proprietária de uma lanchonete vegana chamada Veganæs, tem “uma missão para veganizar a Islândia”. Hellström ajudou muitas empresas locais a criar pratos veganos e convenceu um café a remover todos os produtos de origem animal de seu cardápio. Ela lançou seu próprio negócio vegano no ano passado e está tão ocupada que o estabelecimento já exige uma expansão.

Ragnar Freyr, o criador do aplicativo Vegan Iceland, disse que “quase não há restaurante na Islândia que não ofereça uma opção vegana”.

Ele destacou que um dos grupos veganos do Facebook na Islândia possui mais de 22 mil membros – cerca de 6,5% da população do país.

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Golfinhos criam vínculos com base em afinidades como humanos

Considerados os mamíferos mais inteligentes entre as criaturas marinhas, os golfinhos tem sido comparados em muitos estudos aos seres humanos. Agora os cientistas descobriram outro ponto de semelhança entre seres humanos e seus primos cetáceos: como nós, os golfinhos fazem amigos com base em interesses mútuos ou afinidades.

No caso do golfinho-nariz-de-garrafa do Indo-Pacifico (Tursiops aduncus), os indivíduos tendem a sair em conjunto com outros que usam a mesma ferramenta para procurar por alimento.

Essa ferramenta é uma esponja do mar. Nas águas da Shar Bay (Baía dos Tubarões), na costa oeste da Austrália, os golfinhos foram observados usando esponjas como um dedal para proteger seus bicos enquanto se alimentam, permitindo que eles tenham acesso a alimentos em canais de águas mais profundas do que os golfinhos que não usam as esponjas.

Foto: Stephanie King

Golfinho “esponjador” | Foto: Stephanie King

Este é o único lugar no mundo em que esse comportamento foi visto, e tem sido bem documentado em golfinhos do sexo feminino que adotam as esponjas ao longo das linhas matrilineares, passando o truque de mãe para filha. Eles também tendem a se associar com outros “esponjadores” ou utilizadores de esponja.

Os machos parecem usar a técnica muito menos. Os cientistas acreditam que isto poderia ser porque a esponja – que se consome com o tempo – estava possivelmente a afastar-se de comportamentos adultos específicos do sexo masculino, como fazer amigos com outros golfinhos do sexo masculino.

Mas, depois de um extenso estudo sobre o uso de esponjas entre os golfinhos machos de Shark Bay (Baía dos Tubarões na Austrália), os pesquisadores descobriram que poderia haver um benefício na atividade, e parece ser um benefício social, afinal.

“Forragear (procurar alimento) com uma esponja é uma atividade demorada e em grande parte solitária, então foi considerado incompatível com as necessidades dos golfinhos machos em Shark Bay – investir tempo na formação de alianças próximas com outros machos”, disse o biólogo Simon Allen, da Universidade de Bristol.

“Este estudo sugere que, como suas contrapartes femininas e de fato como os humanos, os golfinhos machos formam laços sociais baseados em interesses compartilhados”.

Foto: David Tipling

Foto: David Tipling

A equipe analisou diversos dados coletados em 124 golfinhos do sexo masculinos em Shark Bay de 2007 a 2015, incluindo dados fotográficos, genéticos e comportamentais. Para os propósitos do estudo, eles identificaram 37 golfinhos dentro desse grupo que eram ou esponjosos (faziam uso da esponja) adultos ou não-esponjosos adultos – 13 dos primeiros e 24 dos últimos.

Eles descobriram que os golfinhos que faziam uso da esponja tendiam a passar mais tempo com outros esponjadores do que com não-esponjadoras – e essa relação não podia ser facilmente atribuída a outros fatores. Por exemplo, o quanto os dois golfinhos machos pareciam próximos não parecia ter um impacto significativo no tempo de folga.

Seu interesse comum em esponjas, no entanto, teve. Embora os esponjadores (aqueles que fazem uso da esponja) passassem mais tempo sozinhos, quando eram vistos com outros machos, na maior parte das vezes, seria com outro utilizador de esponja.

Isso sugere que os esforços associados ao uso da esponja para os golfinhos do sexo masculino podem ser compensados pelos benefícios de uma forte ligação entre golfinhos.

“Golfinhos machos em Shark Bay exibem um fascinante sistema social de formação de alianças”, explicou a bióloga marinha Manuela Bizzozzero, da Universidade de Zurique.

“Esses laços fortes entre os machos podem durar por décadas e são fundamentais para o sucesso de acasalamento de cada um deles. Ficamos muito entusiasmados em descobrir alianças de esponjadores, golfinhos formando amizades próximas com outros com traços similares aos deles”.

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Maior levantamento sobre vegetação do mundo revela taxa de extinção alarmante

Foto: Design Pics/Shutterstock

Foto: Design Pics/Shutterstock

As plantas produtoras de sementes do mundo têm desaparecido a uma taxa de quase três espécies por ano desde 1900 – o que representa até 500 vezes maior do que o esperado como resultado se considerada apenas a ação das forças naturais, informa a maior pesquisa de extinção de vegetação já realizada.

O projeto analisou mais de 330 mil espécies e descobriu que as plantas nas ilhas e nos trópicos tinham mais probabilidade de serem declaradas extintas. Árvores, arbustos e outras plantas perenes lenhosas tinham a maior probabilidade de desaparecer, independentemente de onde estavam localizados. Os resultados foram publicados em 10 de junho na Nature Ecology & Evolution1.

O estudo fornece evidências concretas valiosas que ajudarão nos esforços de conservação, diz Stuart Pimm, cientista de conservação da Duke University em Durham, Carolina do Norte. A pesquisa incluiu mais espécies de plantas em uma ordem de grandeza do que qualquer outro estudo, diz ele. “Seus resultados são extremamente significativos”.

Uma compilação cuidadosa

O trabalho se baseia em um banco de dados compilado pelo botânico Rafaël Govaerts no Royal Botanic Gardens, Kew, em Londres. Govaerts iniciou o banco de dados em 1988 com intenção de rastrear o status de todas as espécies de plantas conhecidas.

Como parte desse projeto, ele procurou por toda a literatura científica e criou uma lista de espécies de plantas que produzem sementes que foram extintas, e observou quais espécies de cientistas consideraram extintas, mas que mais tarde foram redescobertas.

Em 2015, Govaerts se uniu à bióloga evolutiva de plantas Aelys Humphreys, da Universidade de Estocolmo, na Suécia, e a outros mais para analisar os dados. Eles compararam taxas de extinção em diferentes regiões e características, tais como se as plantas eram anuais (que dão sementes a cada ano) ou perenes que perduram ano após ano.

Os pesquisadores descobriram que cerca de 1.234 espécies haviam sido extintas desde a publicação do compêndio de espécies de plantas de Carl Linnaeus, Species Plantarum, em 1753. Mas mais da metade dessas espécies foram redescobertas ou reclassificadas como outra espécie viva, significando que 571 ainda são presumidas. extinto.

Um mapa de extinções de plantas produzido pela equipe mostra que a flora em áreas de alta biodiversidade e populações humanas florescentes, como Madagascar, as florestas tropicais brasileiras, Índia e África do Sul, estão em maior risco (ver “Padrão de extinção”).

Humphreys diz que as taxas de extinção nos trópicos estão além do que os pesquisadores esperam, mesmo quando são responsáveis pela maior diversidade de espécies nesses habitats. E as ilhas são particularmente sensíveis porque provavelmente contêm espécies que não são encontradas em nenhum outro lugar do mundo e são especialmente suscetíveis a mudanças ambientais, diz Humphreys.

Escala de destruição em massa

Embora os pesquisadores tenham curado (analisado) cuidadosamente o banco de dados de extinção de plantas, os números do estudo são quase certamente uma subestimava do problema, diz Jurriaan de Vos, um filogeneticista da Universidade de Basel, na Suíça. Algumas espécies de plantas são “funcionalmente extintas”, observa ele, e estão presentes apenas em jardins botânicos ou em números tão pequenos na natureza que os pesquisadores não esperam que a população delas sobreviva.

“Você pode dizimar uma população ou reduzir uma população de mil até um apenas e dizer que a coisa ainda não está extinta”, diz de Vos. “Mas isso não significa que está tudo bem”.

E poucos pesquisadores têm o dinheiro ou tempo suficientes para iniciar um esforço abrangente na intenção de encontrar uma espécie de planta que eles acham que pode ter sido extinta. As paisagens podem mudar muito em um período de tempo relativamente curto, por isso é difícil saber se uma espécie realmente desapareceu sem um acompanhamento extenso, diz De Vos.

Ele se lembra de sua própria caça por Camarões para reunir espécies de begônias de flores amarelas para sequenciamento de DNA. De Vos visitou vários locais onde os registros indicaram que outros pesquisadores haviam coletado as plantas em décadas passadas. Mas às vezes ele chegava a um local apenas para encontrar uma paisagem radicalmente alterada.

“Você sabe que é uma espécie de floresta tropical, mas você está em uma cidade”, diz de Vos. “Então você percebe o quão massiva foi a escala de destruição ou mudança no uso da terra nos últimos 50 ou 80 ou 100 anos”.

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Cientistas revelam que os níveis de antibióticos dos rios se tornam perigosos

Foto: Adobe/Reprodução

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A notícia tem sido considerada altamente “preocupante” por cientistas que revelaram que a poluição por drogas (remédios) é uma das principais formas pelas quais as bactérias podem se tornar resistentes aos antibióticos.

Centenas de rios em todo o mundo estão contaminados por altos níveis “perigosos” de antibióticos, de acordo com o novo estudo, publicado recentemente.

O estudo, realizado pela Universidade de York, analisou 144 antibióticos comumente usados em amostras dos principais rios em 72 países no mundo todo, incluindo o Danúbio, Mekong, Sena, Tamisa, Tibre e Tigre.

Eles encontraram antibióticos em 65% dos rios – com concentrações superiores a ‘níveis seguros’ (conforme definido pela AMR Industry Alliance, que visa combater a resistência antimicrobiana) em até 300 vezes acima do ideal em algumas amostras.

As descobertas preocuparam os cientistas pois a poluição por drogas medicamentosas é uma das principais formas pelas quais as bactérias podem se tornar resistentes aos remédios desenvolvidos exatamente para combatê-las. Além disso, existe também a possibilidade da água contaminada entrar tanto no suprimento de consumo quanto na cadeia alimentar.

Antibióticos

Entre os antibióticos encontrados na água estavam o trimetoprim – que é usado principalmente para tratar infecções do trato urinário, metronidazol – que é usado para tratar infecções de pele e boca, e ciprofloxacina – usado no tratamento de infecções respiratórias, urinárias e de pele.

As áreas que mais excederam os limites de segurança foram Ásia e África, mas os níveis encontrados na Europa, América do Norte e América do Sul provaram que a contaminação por antibióticos é um “problema global”.

Foto: Adobe/Reprodução

Foto: Adobe/Reprodução

Locais de alto risco estavam normalmente próximos de sistemas de tratamento de esgoto, depósitos de lixo ou depósitos de esgoto, de acordo com o estudo.

Problema em escala

O Dr. John Wilkinson, que coordenou o trabalho de monitoramento, disse que nenhum outro estudo foi feito nessa escala tão abrangente.

“Até agora, a maioria dos trabalhos de monitoramento ambiental em relação à contaminação por antibióticos foi feita na Europa, América do Norte e China. Muitas vezes, com apenas alguns antibióticos. Sabemos muito pouco sobre a escala real do problema global”, acrescentou.

“Nosso estudo ajuda a preencher essa lacuna de conhecimento chave com dados sendo gerados peça primeira vez para países que nunca haviam sido monitorados antes”, disse Wilkinson

Conscientização e preocupação

O professor Alistair Boxall, do Instituto de Sustentabilidade Ambiental de York, na Inglaterra, disse: “Os resultados são realmente surpreendentes e preocupantes, demonstrando a contaminação generalizada de sistemas fluviais em todo o mundo por compostos antibióticos”.

“Muitos cientistas e políticos reconhecem agora o papel do ambiente natural no problema da resistência antimicrobiana. Nossos dados mostram que a contaminação por antibióticos dos rios pode ser um importante e perigoso contribuinte”.

“Resolver o problema será um desafio gigantesco e necessitará de investimentos pesados em infraestruturas para tratamento de resíduos e águas contaminadas, regulamentação mais rigorosa e limpeza de locais já contaminados”.