Aquários e zoos forçam animais a reproduzir comportamentos humilhantes e antinaturais
Por Rafaela Damasceno
Ativistas em defesa dos direitos animais vêm criticando zoológicos que obrigam os animais a participarem de apresentações humilhantes e não naturais – isso inclui forçar leões e tigres a performarem em atrações ao estilo “gladiador”.

Foto: World Animal Potection
As ONG’s World Animal Protection (Proteção Mundial dos Animais) e a Change for Animals Foundation (Fundação para Mudança dos Animais) investigaram instituições que são direta ou indiretamente ligadas a Associação Mundial de Zoológicos e Aquários (WAZA), uma organização que oferece critérios de direitos animais aos seus membros.
Esses critérios afirmam que todos os membros da organização não devem envolver animais em shows, exibições, ou experiências interativas em que eles são obrigados a exibirem comportamentos humilhantes e não naturais. Infelizmente, algumas instituições parecem estar violando esses critérios.
Audrey Mealia, diretora da World Animal Protection, comunicou que ver animais silvestres sendo explorados para o entretenimento público é como assistir um show de horrores. A pesquisa feita, segundo ela, deixa claro que a WAZA precisa urgentemente agir para que as atrações cruéis parem de existir. “Os turistas que visitam os lugares ligados a WAZA deveriam ter certeza de que não estão apoiando um lugar que maltrata os animais. Infelizmente, hoje em dia esse não é o caso”, afirmou.
A pesquisa destacou, dentre todos os lugares, o SeaWorld de San Antonio, no estado do Texas, Estados Unidos. De acordo com o relatório elaborado, os golfinhos do parque são obrigados a dançarem break, forçando suas caudas e pressionando seus corpos de uma maneira antinatural.
Os golfinhos também foram treinados para pularem da água até a praia, servindo como decorações para as fotos dos turistas. Isso pode causar ferimentos como arranhões ou até mesmo coisas mais sérias, como a destruição de órgãos internos. Os mamíferos ainda são mantidos em pequenos tanques, sem muito espaço para nadar.
Nesta mesma instalação do SeaWorld, baleias belugas foram forçadas a servir de montaria para seres humanos e orcas foram treinadas para jogar bola.
“É preocupante que em 2019 ainda existam lugares como o SeaWorld, que impõe esse nível de sofrimento aos animais silvestres e chama de entretenimento”, disse Alesia Soltanpanah, diretora executiva da World Animal Protection, em um comunicado.
Ela também expôs o fato de que todos os maus-tratos são travestidos de conservação. “Essas atrações humilhantes não são naturais e levam a uma vida toda de sofrimento. Elas não deveriam ter lugar em nenhum zoológico ou aquário enquanto se escondem sob o rótulo de ‘conservação’. Não é conservação prender animais em tanques pequenos e forçá-los a performar todos os dias. O nome disso é ‘crueldade’”, concluiu.
As investigações também descobriram diversos zoológicos ligados a WAZA forçando os animais a situações cruéis. Os fatos incluem leões e tigres obrigados a performarem em espetáculos ao estilo gladiador; golfinhos sendo usados como pranchas de surf; focas forçadas a lutar com sabres de luz (recriando cenas de Star Wars – Guerra nas Estrelas); elefantes jogando basquete; chimpanzés usando fraldas e dirigindo motos.
Os responsáveis pela pesquisa explicam que todas as atrações exigiram formas extremamente cruéis de treinamento.
“Essas atividades ridículas representam uma ameaça aos animais envolvidos. Normalmente essas atrações envolvem treinamentos severos e todo o conjunto pode causar um forte estresse e lesões”, afirmou Harry Eckman, diretor da Change for Animals Foundation.
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