Animais não conseguem se adaptar rápido para acompanhar as mudanças climáticas

Por Rafaela Damasceno

Animais como cervos e pegas (uma espécie de pássaro) não são capazes de se adaptar com rapidez suficiente para acompanhar as mudanças climáticas, segundo cientistas.

Um passarinho na natureza

Foto: Press Association

Algumas espécies respondem ao aumento de temperatura, adaptando seus corpos para que possam sobreviver. Mas uma pesquisa descobriu que talvez essas mudanças não ocorram rápido o bastante para garantir a persistência de alguns animais a longo prazo.

A pesquisa foi publicada na Nature Communications e explica que os momentos do ciclo de vida das espécies (fenologia), como migração e criação, são incompatíveis com o clima atual. Os animais podem reagir alterando suas fenologias, mas apenas se houver variação genética suficiente em seu comportamento ou desenvolvimento.

Uma equipe de cientistas revisou 10.090 resumos científicos e extraiu dados de 71 estudos publicados de 17 espécies em 13 países, para avaliar as respostas dos animais em relação às mudanças climáticas. Eles focaram nas aves, porque dados completos sobre outros grupos de animais eram escassos.

Eles comprovaram que as espécies podem permanecer em seus habitats de origem, desde que acompanhem o aquecimento da região. Infelizmente, isso é improvável. “Mesmo as populações que estão passando por mudanças adaptativas estão fazendo isso em um ritmo que não garante sua persistência”, explicou um dos autores da pesquisa, Alexandre Courtiol.

Eles temem que o processo de adaptação das espécies atualmente ameaçadas de extinção seja ainda mais lento, o que não garantiria suas sobrevivências no futuro.


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Ursa “rouba” tigela de ração de cachorro para alimentar seus bebês

Foto: Elizabeth Loflin/Storyful

Foto: Elizabeth Loflin/Storyful

Uma mamãe ursa, desafiadora e corajosa, enfrentou uma família cujos gritos assustados espantaram seus três filhotes que correram de volta à floresta ao serem descobertos andando tranquilamente pela varanda da residência que fica na Carolina do Norte, EUA – e então a ursa roubou a tigela do cachorro cheia de comida e levou embora.

O momento em que os ursinhos curiosos passeavam pelo quintal da casa da família Loflin, em Banner Elk, foi filmado em vídeo minutos depois do cachorro começar a latir e implorar para deixarem ele entrar de volta.

Elizabeth Loflin disse que o incidente, em 18 de julho, aconteceu por volta das 3:30 da tarde – e ela não tinha conhecimento dos visitantes inesperados até que eles deixaram o cão sair para o quintal.

“No segundo em que ele saiu, ele começou a latir e implorar para entrar de volta. Achamos aquilo estranhamo, mas nem cinco minutos depois, uma mamãe ursa e três filhotes sobem na nossa varanda e roubam comida de cachorro”, disse Loflin.

No vídeo, a mãe caminha pela varanda dos fundos da casa da família, seguida por seus três filhotes.



A mãe imediatamente fareja alguns alimentos para cães que estão próximos e mergulha diretamente na direção da comida.

De dentro de casa, um homem tenta espantar os ursos gritando e fazendo barulhos altos.
Isso assusta a família de ursos momentaneamente, fazendo com que eles debandem.

Os filhotes, em seguida, seguem em direção a um caminho para a floresta nas proximidades, mas a mãe urso certifica-se de pegar a tigela de comida de cachorro antes de correr atrás de seus bebês.

Foto: Elizabeth Loflin/Storyful

Foto: Elizabeth Loflin/Storyful

Rindo, a família assiste enquanto os ursos desaparecem na floresta.

“Não importa!”, o homem diz de dentro da casa referindo-se a tigela.

Thomas Loflin disse à WSOCTV: “Eu achei a cena incrível. As pessoas imaginam que, no lugar onde vivemos, em meio a natureza e os animais selvagens, você os veria o tempo todo, mas isso é muito mais raro do que você pensa”.

A Carolina do Norte Wildlife Commission relata que os ursos são comuns na Carolina do Norte.

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Grupo de 16 rinocerontes negros é transportado para reserva em Eswatini

Uma mãe e seu filhote, "deschifrados" por segurança em sua nova casa | Foto: BG Parks

Uma mãe e seu filhote, “deschifrados” por segurança em sua nova casa | Foto: BG Parks

Cerca de 80% dos rinocerontes do mundo vivem na África do Sul – e o país foi duramente atingido pela caça a esses belos animais e seus chifres. Em um esforço para conservar o número cada vez menor de rinocerontes negros restantes, uma equipe de especialistas transferiu recentemente 16 membros das espécies criticamente ameaçadas da África do Sul para um território mais seguro em Eswatini, como relata a Reuters.

Entre os rinocerontes realocados estão animais do sexo feminino e masculino em idade de reprodução, adultos, jovens e filhotes, tornando-se um “grupo demograficamente completo”, disse a BG Parks, uma organização privada que promove tanto o ecoturismo quanto a conservação, em um comunicado.

Os animais já haviam sido mantidos em um rancho na África do Sul, mas a ameaça dos caçadores levou o custo de proteger os animais a “níveis insustentáveis”, explicou a ONG .

Somente em 2018, 769 rinocerontes foram mortos na África do Sul, de acordo com a Save the Rhino – um declínio acentuado em relação a 2017, quando 1.028 rinocerontes foram caçados, mas ainda um número desconcertantemente alto.

Eswatini, um país sem litoral, rodeado pela África do Sul e Moçambique, tem um histórico melhor; apenas três rinocerontes foram perseguidos nos últimos 26 anos, graças a leis “muito rigorosas” e “sólida vontade política e apoio à conservação da vida selvagem”, disse BG Parks.

Os rinocerontes-negros, o menor das duas espécies de rinocerontes africanos, foram levados à beira da extinção por caçadores e colonos europeus no século 20, de acordo com o World Wildlife Fund. Em 1995, seus números caíram 98%, para menos de 2.500. Esforços de conservação continuados trouxeram a população de volta para entre 5 mil e 5.455 indivíduos, mas a espécie ainda é considerada criticamente ameaçada. A caça visando o comércio internacional de chifres de rinocerontes permanece a maior ameaça à espécie.

O esforço para transportar os 16 rinocerontes da África do Sul para Eswatini levou 11 meses de planejamento. Outras relocações recentes de rinocerontes negros não foram tão bem sucedidas. No ano passado, 10 dos 11 rinocerontes negros morreram enquanto eram transportados para um parque de vida selvagem no Quênia, e o único sobrevivente foi atacado por leões.

Para a realocação da Eswatini, a equipe trabalhou cuidadosamente para garantir que os animais fossem transportados com segurança e com o mínimo de estresse. Especialistas em rinocerontes e translocadores participaram da iniciativa, e a polícia de Eswatini estava à disposição para escoltar os rinocerontes até seu novo lar. A BG Parks observa que filhotes com menos de seis meses foram transportados e reunidos a suas mães sem ferimentos – um sinal do sucesso do esforço.

Os 16 rinocerontes viverão agora em um parque nacional recomendado pelo Grupo de Especialistas em Rinocerontes Africanos da IUCN. Antes de serem libertados, os animais foram desmamados, para desencorajar os caçadores a atacá-los. Mas o trabalho para manter os rinocerontes seguros será contínuo.

“A realocação da última semana marca o fim da primeira fase deste projeto”, disse Ted Reilly, executivo-chefe da BG Parks. “Com todos os 16 rinocerontes transportados com segurança na África do Sul, levados por mais de 700 km através de uma fronteira internacional, “deschifrados” e lançados em segurança em habitat privilegiado, a segunda e mais árdua fase de monitoramento e segurança está apenas começando!”

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Gorila resgatado faz amizade com macaquinho que cabe na palma de sua mão

Por Rafaela Damasceno

O gorila Bobo, habitante do santuário Ape Action Africa, foi flagrado recentemente pelos voluntários do local enquanto embalava um galago (espécie de primata minúsculo). O gorila de mais de 200 quilos segurava cuidadosamente o pequeno macaquinho de 300 gramas, que parecia muito confortável com seu novo amigo.

O galago claramente gostou de Bobo, porque voltou para a mão de seu novo amigo depois de explorar a grama ao redor. Alguns outros gorilas também pareceram curiosos e quiseram checar de perto o pequeno macaquinho, mas Bobo se certificou de mantê-lo a uma distância segura.

A interação entre os dois durou em torno de duas horas antes que Bobo se levantasse e depositasse o macaquinho com cuidado na segurança de uma árvore. Algumas imagens foram gravadas pelo santuário e o vídeo foi compartilhado no Facebook.

Um galago em um galho de árvore

Foto: Monkey Sanctuary

É possível ver, no vídeo, Bobo tratando o macaquinho com gentileza e carinho. Também dá para notar o pequeno galago escalando Bobo, se agarrando em seus pelos e subindo pelo seu braço. Outro gorila se aproxima para analisar a cena e parece sorrir.

Ape Action Africa trabalha para proteger e conservar várias espécies de primatas em Camarões, país da África. Eles enfrentam ameaças diretas para conversar os gorilas, chimpanzés e macacos e trabalham com as comunidades locais para desenvolver soluções a longo prazo para garantir a sobrevivência das espécies.


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Pessoas assustam elefante que tentava atravessar estrada

Por Rafaela Damasceno

A interferência humana na natureza é algo preocupante há muito tempo. O impacto que as construções, o desmatamento e o lixo provocam no mundo é de conhecimento geral – e os animais são diretamente afetados.

Recentemente, uma estrada no meio de uma floresta na Índia foi palco para um evento que poderia ter acabado em tragédia. Um vídeo divulgado por espectadores mostra um elefante sacudindo um jeep, assustado e confuso. Uma multidão de pessoas correu e três homens ficaram feridos.

O elefante só queria atravessar a rua e chegar à floresta do outro lado, mas ficou relutante em passar devido a presença das pessoas. Quanto mais ele esperava, mais curiosos se aglomeravam, e alguns contataram oficiais da Vida Selvagem. Quando chegaram, eles perseguiram o animal com sons altos de sirene.

Uma multidão corre do elefante na estrada

Foto: News lions TV

Os sons, as pessoas e a perseguição tiveram o efeito contrário do que todos esperavam e assustaram o elefante, que só queria passar tranquilamente para o outro lado. Ele, então, avançou em direção à estrada e sacudiu o jeep que transportava os oficiais. Três homens ficaram feridos.

A interferência humana é sempre cruel com os animais, afetando suas vidas direta ou indiretamente. Seus habitats são destruídos, suas famílias são desfeitas, sua paz é perturbada. Os animais merecem muito mais respeito do que a espécie humana dedica a eles.


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Leoa morre em santuário devido à onda de calor que atingiu a região

Foto: Carolina Tiger Rescue

Foto: Carolina Tiger Rescue

Uma leoa morreu em um santuário de animais da Carolina do Norte (EUA) devido ao superaquecimento das temperaturas durante a onda de calor do último fim de semana, conforme anunciado.

Sheba, a leoa, sofreu danos no fígado e rins quando a temperatura subiu até quase 30°C, de acordo com o Carolina Tiger Rescue, em Pittsboro.

Os membros da equipe reagiram rapidamente e lutaram por mais de 24 horas para salvar a vida do animal que tinha 17 anos.

Foto: Carolina Tiger Rescue

Foto: Carolina Tiger Rescue

Eles lhe forneceram fluidos intravenosos e outras terapias suplementares, mas não adiantou.

O santuário sem fins lucrativos diz em seu site que trabalha para proteger grandes felinos na natureza e em cativeiro, levando em conta animais que foram resgatados, abandonados ou precisam de um novo lar.

Sheba chegou ao santuário vido do Texas. Um post no Facebook anterior do grupo diz que ela já havia sido exlorada em uma prática conhecida como “manuseio de filhotes”, em que filhotes são levados logo ao nascer para serem manipulados por humanos com o objetivo de ganho monetário.

Depois de sua morte, o santuário disse em um comunicado: “Sheba será para sempre lembrada como a matriarca do grupo de três leões que vieram do Texas para nossos cuidados. Ela sempre manteve Sebastian e Tarzan na linha e foi o primeira a descobrir novas maneiras de interação.

Foto: Carolina Tiger Rescue

Foto: Carolina Tiger Rescue

Sebastian e Tarzan são os outros leões que vivem no santuário.

A declaração continuou, “suas características de confiança e liderança natas foram vistas no momento em que ela entrou em quarentena em seu primeiro dia. Em vez de se preocupar com as novas pessoas, ela sentiu a necessidade de andar por aí e conferir tudo sobre seu novo espaço”.

“Ela caminhou pelo perímetro, ficou de pé e olhou para o telhado, cheirando cada canto”.

“Sheba também se destaca para mim como o epítome do que significa ser um leão – forte, confiante e inteligente. Sua presença fará muita falta no santuário, mas mais especialmente em Oak Hill”.

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Feijão mungo pode ser o futuro da carne e dos ovos veganos

Por Rafaela Damasceno

O feijão mungo, cultivado em abundância na Índia há 3.500 anos, está se tornando um ingrediente popular nas carnes e ovos veganos.

Duas fotos: Na primeira, um prato com ovo, carne e vejetais; na segunda, um pote com feijão mungo

Foto: Livekindly

A Fuji Plant Protein Labs, que fabrica ingredientes à base de vegetais e sem glúten, anunciou que está lançando o MuPI/Glucodia nos mercados de alimentação, alimentos processados e suplementos esportivos.

A MuPI/Glucodia é uma proteína isolada à base de vegetais feito do feijão mungo, que é rico em antioxidantes, potássio, magnésio e fibras. Esse ingrediente tem validade de 256 dias e é armazenado e processado como a farinha. Também tem um total de proteína bruta superior a 80%.

De acordo com a empresa, a MuPI/Glucodia é fácil de digerir, rica em aminoácidos essenciais e tem um sabor maravilhoso. Ela também diz que o ingrediente pode ser usado nas carnes e ovos de origem vegetal, assim como em várias outras receitas.

Os ovos veganos se mostraram populares, conquistando até mesmo as celebridades Kim Kardashian e T-Pain, rapper vencedor do Grammy.


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Wallabies são atingidos por flechas na Tasmânia

Por Rafaela Damasceno

Dois wallabies foram atacados com um arco e flecha na Tasmânia, Austrália. Um deles se afogou e morreu, o outro foi encontrado a 25 km de distância, com uma flecha na cabeça. O Santuário da Vida Selvagem de Bonorong está oferecendo mil dólares (3.750 reais) para qualquer pessoa que tenha alguma informação sobre o ocorrido.

Um dos wallabies machucados na água, com uma flecha nas costas

Foto: Bonorong Wildlife Sanctuary

Greg Irons, o diretor do santuário, criticou o caçador (ou caçadores) pela prática cruel. “Como alguém pode fazer isso por diversão é algo que está além da minha compreensão”, afirmou à ABC. Segundo ele, mesmo as pessoas que são pegas em flagrante no crime não costumam receber punições sérias.

De acordo com o Departamento de Indústrias Primárias, Parques, Água e Meio Ambiente (DPIPWE), a caça com arco é ilegal dentro da Tasmânia com o objetivo de capturar vida selvagem. A Austrália está investigando os ataques.

Todos os danos causados à vida selvagem são considerados extremamente sérios pelo DPIPWE, com multas de até 50.400 dólares (189 mil reais) ou uma sentença máxima de um ano na prisão.

O Departamento encorajou os habitantes da Tasmânia a entrarem em contato se tiverem qualquer informação sobre os ataques, lembrando que as denúncias são anônimas.

Wallaby é uma designação dada a várias espécies de marsupiais que são menores que os cangurus. Atualmente a maior ameaça destes animais é a caça para a obtenção de suas peles para produção de vestimentas e acessórios. Na Tasmânia, existem duas espécies: wallaby-de-bennet e pademelon.


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Santuário da atleta vegana Fiona Oakes fechará por falta de doações

Por Rafaela Damasceno

Fiona Oakes, apesar de ser uma das atletas veganas mais bem sucedidas do mundo, é pouco conhecida dentro da comunidade vegana e menos ainda na comunidade geral. Além de ser recordista mundial em corridas de longa distância, ela ainda completou diversas maratonas consideradas os mais difíceis desafios de corrida de resistência.

Um cabritinho de pé

Foto: Tower Hill Stables Animal Sanctuary

Fiona também é bombeira voluntária e opera o Tower Hill Animal Sanctuary, que abriga quase 500 animais. Infelizmente, o lugar não recebe tanta ajuda quanto precisa, e isso faz com que esteja prestes a fechar.

“Estamos muito gratos a todos os nossos apoiadores que ajudaram com as contas de alimentação ao longo dos anos, mas infelizmente o nível de apoio não é o suficiente para que possamos continuar”, comunicou o santuário em uma publicação do Facebook.

No ano passado, Fiona foi o destaque do documentário Running for Good e esperava que o filme trouxesse mais visibilidade para o santuário, ampliando as doações e alcançando um público maior. Infelizmente, apesar de o número de apoiadores ter aumentado, ele continuou abaixo do necessário. O crescimento não foi o suficiente para fazer o santuário funcionar.

A equipe do Tower Hill tinha esperança que a participação de Fiona no próximo documentário de James Cameron, The Game Changers, trouxesse mais visibilidade para o lugar. Infelizmente, essa parte foi cortada da edição final.

Sem arrecadar uma quantia significativa de dinheiro, o local será obrigado a fechar. Se quiser ajudar, você pode encontrar mais informações sobre a doação aqui.


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United Airlines para de vender atrações do SeaWorld

Por Rafaela Damasceno

Mais uma empresa entrou para a lista das companhias que cortaram parceria com o SeaWorld. United Airlines se juntou a Virgin Holidays, Delta, JetBlue, SouthWest, Spirit, Sunwing e WestJet depois de uma campanha organizada pela organização PETA.

Baleias performando em um show no SeaWorld

Foto: SeaWorld

Além de deixar de vender qualquer coisa relacionada ao parque, a empresa ainda retirou todas as menções do SeaWorld de seu site United Vacations.

“United Airlines fez a coisa certa ao cortar laços com um parque que confina orcas e golfinhos em tanques de concreto que, para eles, são como banheiras”, afirmou a vice-presidente da PETA, Lisa Lange, em entrevista a Plant Based News.

A organização disse que, na natureza, as orcas nadam cerca de 140 milhas (mais de 225 quilômetros) por dia, e os golfinhos-nariz-de-garrafa costumam nadar até 60 milhas (96,5 quilômetros). No SeaWorld, tudo o que podem fazer é nadar em círculos por um espaço pequeno, e 140 golfinhos são distribuídos em apenas 7 pequenos tanques.

Foto: Golfinhos performando no SeaWorld

Foto: SeaWorld

No início deste mês, dois ex-treinadores do parque denunciaram diversos casos de maus-tratos, inclusive o uso de drogas para acalmar os animais, o que causava úlceras em seus estômagos e outros ferimentos ocasionados por autoagressão.

Apesar de o SeaWorld negar todas as acusações, é fato que manter as orcas e golfinhos em espaços pequenos, forçar os animais a realizar truques e afastá-los da liberdade não é correto. Além de estressados e sob intensa pressão psicológica, eles ainda vivem assustados e depressivos.

As atitudes tomadas pelas empresas demonstram um avanço no pensamento do público, que enxerga cada vez mais os impactos da exploração animal e não compactua mais com a crueldade.


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