Atleta vegano fica entre os 15 melhores de competição

Por Rafaela Damasceno

O Ninja Warrior é uma competição que ocorre em diversos países, onde os participantes encaram provas de agilidade, destreza, força, coordenação e agilidade, em um circuito preparado. O atleta vegano Jacob Peregrine-Wheller, que chegou duas vezes à final da competição, ficou entre os 15 melhores (dentre os 30 mil que se inscreveram).

O atleta saltando na competição

Foto: Supplied

“Essa temporada do Ninja Warrior para mim foi mais tranquila que a última. Agora tenho experiência e consigo lidar melhor com a pressão”, contou ele ao Plant Based News. Para ele, o fator que mais dificultava sua performance era a pressão. Sua alimentação nunca foi um empecilho para que chegasse onde chegou.

Ainda segundo o atleta, que participou da edição do Reino Unido, seu desempenho pode ter inspirado outros veganos. Na internet, pessoas se mostraram muito entusiasmadas com seu sucesso. “Alunos, amigos e família compareceram ao evento, alguns com faixas apoiando o veganismo”, disse. Alguns daqueles que foram apoiá-lo sequer eram próximos de Jacob.

“Alguns eram veganos que eu conheci na internet e quiseram demonstrar apoio. O suporte que eu recebi online chegou a centenas de pessoas, me apoiando como atleta vegano ou me mandando dúvidas sobre esse estilo de vida”, explicou.

Com o sucesso de sua participação na competição, Jacob se sentiu encorajado a embarcar em uma nova aventura: lançar seu próprio negócio. Neste ano, o atleta criou uma linha de roupas classificadas por ele como éticas.

A marca de roupas, ECO THREADS, será lançada no verão. As camisetas são feitas de material sustentáveis, com 60% algodão reciclado e 40% plástico reciclado.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

País de Gales abre seu primeiro supermercado vegano

Por Rafaela Damasceno

O País de Gales recentemente inaugurou o seu primeiro supermercado vegano, no Reino Unido, chamado Kind Earth (Terra Gentil). O estabelecimento abriu depois de receber uma concessão do Conselho do Condado de Carmarthenshire.

Várias pessoas comendo comidas saudáveis em baixo de um toldo

Foto: Livekindly

O supermercado vende alimentos veganos orgânicos cultivados localmente. Entre os produtos, também são oferecidos cupcakes, biscoitos, tortas, pastéis, salgadinhos, petiscos de cachorros – tudo vegano.

Também é oferecido aos clientes as “beebombs” (bombas de abelha), que é uma mistura de 18 sementes de flores britânicas misturadas no solo fino e um pouco de argila local. Elas não são para comer: devem ser espalhadas no chão para criar uma espécie de unguento que atrai e sustenta as abelhas.

Em seu Instagram, o Kind Earth declarou que ama as abelhas e que mal poderia esperar para comercializar as beebombs, para que pudessem ajudar a biodiversidade da região. Elas também serão oferecidas como um bônus, dependendo do gasto do cliente.

Além de vender produtos veganos, o estabelecimento também se esforça para se ver livre do plástico – apenas sacolas de papel são oferecidas aos compradores. O local administra um esquema de reciclagem e promove eventos e oficinas sobre sustentabilidade.

“A loja não é só um supermercado vegano, ela também oferece aos clientes iniciativas que podem nos tornar uma comunidade mais sustentável e saudável”, afirmou o dono Kind Earth, Matt Rogerson.

A inauguração de estabelecimentos veganos demonstra o crescimento da demanda. As pessoas estão procurando cada vez mais por alimentações saudáveis e se comprometendo com estilos de vida livres de crueldade.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Cães salvam a vida do tutor de 87 anos que ficou preso em poço de lodo

Foto: MCFRS

Foto: MCFRS

Dois cães são definitivamente além dos melhores amigos desse homem, seus salvadores, após corajosamente encontrarem ajuda quando ele afundou e ficou preso no meio do lodo nas margens de um rio.

Um homem de 87 anos de idade, em Montgomery County, Maryland (EUA) estava passeando e brincando com seus dois cães na noite de segunda-feira, quando o incidente ocorreu.

Por volta das 14h30, o homem foi buscar uma vara para jogar para seus cães buscarem na beira do rio Potomac, perto de Little Falls Dam, quando ele afundou e não conseguiu sair no lodo que margeava o rio.

O homem tentou se livrar da lama, mas só acabou afundando ainda mais fundo no poço.

O Capitão Eddie Russell, do Corpo de Bombeiros do condado de Montgomery, disse à NBC Washington: “Você não percebe que, quando o sapato ou os pés ficam presos, quanto mais você se mexe, pior fica.”

Pete Piringer, porta-voz do Serviço de Bombeiros e Resgate do condado de Montgomery, disse à People que os dois cães correram para uma trilha próxima em busca de ajuda.

Eles acabaram no caminho de enforcamento das estradas de C & O, uma trilha de 184 milhas (cerca de 300 km) em Maryland que é popular entre os moradores.

Rio Potomac | Foto: Google Maps

Rio Potomac | Foto: Google Maps

Os dois cães começaram a latir sem parar em busca de ajuda, acabando por chamar a atenção de dois ciclistas que estavam a cerca de 50 metros de distância.

Steve Shollenberger, um dos ciclistas que encontrou o idoso, acredita que os cães terem vindo à trilha são a razão pela qual encontraram o homem.

‘Eu provavelmente não vou estar olhando para o rio Potomac. Eu vou estar olhando para a trilha, especialmente agora, porque ela tem todos os tipos de detritos nela ”, disse Shollenberger à WTOP.

Após os latidos desesperados dos cães, os ciclistas descobriram o homem, chamaram ineditamente as equipes de resgate e ficaram com ele até as autoridades chegarem.

Foto: Montgomery County Fire Department

Foto: Montgomery County Fire Department

Naquele momento, o homem já estava preso há uma hora e estava tão fundo na lama que nem conseguiu virar o corpo em direção ao caminho da trilha para pedir ajuda.

Usando equipamento de resgate técnico, a equipe do Departamento de Incêndio e Resgate do Condado de Montgomery conseguiu libertar o homem da lama.

Em um vídeo postado por Piringer, ele mostra o equipamento especial de resgate que a equipe de serviço usa para libertar as pessoas presas na lama.

Os materiais permitem que as equipes de resgate criem uma bolha que interrompe a sucção da lama e tornando possível que a vítima se liberte.

O homem não ficou ferido.

O capitão Russell disse que esta é uma boa história do começo ao fim, graças aos cães leais e dedicados que salvaram seu guardião.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Cantora Jessie J exalta veganismo em música infantil

Por Rafaela Damasceno

A cantora Jessie J, que falou sobre veganismo pela primeira vez recentemente, divulgou uma mensagem sobre o estilo de vida para milhares de pessoas enquanto se apresentava no The Latesish Show.

A cantora se apresentando

Foto: Channel 4

Durante o programa, Jessie J foi convidada a cantar Old McDonald (Velho McDonald, uma música infantil dos Estados Unidos) no estilo de Whitney Houston (uma premiada cantora). A letra da música conta a história de um fazendeiro e dos animais que viviam em sua fazenda. Mas além das frases originais, Jessie J acrescentou outra: “Mas o velho McDonald, ele era vegano”.

A cantora falou pela primeira vez sobre veganismo em uma entrevista exclusiva para a Plant Based News, no começo de julho.

Ela afirmou que está no começo dessa jornada, aprendendo sobre o estilo de vida e tudo o que ele implica. “Eu não sei nada. Eu começo tudo o que faço dizendo ‘eu não sei nada, vou aprender’. É sobre conhecimento e poder aprender com a pessoa que foca no aspecto alimentar do veganismo, ou na crueldade contra os animais, ou no aquecimento global”, declarou.

“Essa jornada é sobre mim, tentando inspirar uma geração mais jovem a amar a si mesmos, amar e respeitar seus corpos, e amar o mundo”, completou.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Morre Rowena, a ursa que conheceu o amor após uma vida de escravidão

Rowena partiu deixando uma linda mensagem de amor e superação | Foto: Biga Pessoa (@bigabp)

A ursa Rowena faleceu na manhã de ontem (24), no santuário Rancho dos Gnomos, local onde vivia há 10 meses, na cidade de Joanópolis, interior de SP. A morte foi causada por um tumor grave no ovário. A neoplasia afetou seriamente seu cerebelo e provocou uma forte convulsão.

Há uma semana, ela começou a comer menos e demonstrar sintomas de dor. Foi medicada, mas não sobreviveu à convulsão. Não se sabe ao certo a idade da ursinha, mas algumas fontes afirmam que ela tinha cerca de 33 anos de idade. O corpo de Rowena foi levado para a Faculdade de Veterinária da USP, onde foi realizada uma necropsia.

Rowena viveu intensamente seus últimos meses de vida no santuário Rancho dos Gnomos | Foto: Biga Pessoa (@bigabp)

A notícia foi confirmada pelo Rancho dos Gnomos por meio de uma postagem na rede social do santuário. “É com muito pesar que comunicamos a passagem da nossa querida Rowena. O Rancho dos Gnomos está em luto. No momento, nos faltam as palavras. Todos viram a evolução do amor e cuidado a ela. E, contudo, pedimos que sejam emanadas vibrações de luz e paz. Rowena segue seu caminho nos deixando saudade, mas certos de que seus últimos meses pode desfrutar de tudo que lhe foi roubado durante a vida como a dignidade, a compaixão, a benevolência e o respeito! Rowena, nossa Luz!”, diz o comunicado.

A notícia da morte de Rowena comoveu milhares pessoas de todo o Brasil que acompanhavam a história da ursinha. A postagem feita pelo Rancho dos Gnomos já conta com cerca de 300 comentários. “Acompanhei toda a história, desde o resgate e toda a evolução de Rowena. Gratidão a todos os envolvidos, vocês fortaleceram minha fé na humanidade. Força e conforto para vocês nesse momento. Rowena se foi feliz. Conheceu o amor e o respeito”, disse uma internauta.

Reprodução | Internet

A morte da ursinha também comoveu a atriz e ativista em defesa dos direitos animais Alexia Dechamps, que emitiu uma nota de pesar em seu perfil no Facebook. “Sem palavras, de tanta tristeza. O que me alegra é saber que você viveu quase 1 ano cheia de amor de madrinhas e todos os mimos que você merecia. Tao explorada a vida inteira . Acabo de saber que você nos deixou. Estou chorando aqui que nem criança. Um dos momentos mais intensos de alegria na minha vida foi o teu resgate! Obrigada todo mundo! Que bom que você não estava mais num zoológico!”, diz a postagem.

Rowena será enterrada na manhã de hoje (25) no Rancho dos Gnomos. Descanse em paz Rowena.

Legado

Rowena inspirou milhares de pessoas em todo o mundo, incluindo a cantora Rita Lee | Foto: Guilherme Samora

A história de Rowena se tornou uma grande inspiração. Ela conquistou o carinho da cantora Rita Lee, que após visitá-la escreveu um livro infantil contando a história de superação da ursinha. A libertação da ursa também incentivou a luta pela libertação dos ursos Kátia e Dimas, que atualmente vivem confinados em um zoo no Ceará.

Uma vida de escravidão

Rowena viveu mais de 30 anos sendo explorada para entretenimento humano | Foto: Instagram (@ursarowena)

A ursa parda siberiana, anteriormente chamada de Marsha, nasceu na Rússia há cerca de 35 anos. Ela foi explorada e maltratada por um circo itinerante brasileiro por mais de 20 anos, onde, além de ser forçada a performar truques, era alimentada com ração para cães. Sua rotina era de dor, sofrimento e confinamento.

Há oito anos ela foi resgatada na cidade de Caxias, no Maranhão, e o que parecia ser finalmente sua libertação, se transformou em um novo pesadelo. Ela foi doada ao Parque Zoobotânico de Teresina, no Piauí, e novamente aprisionada para o entretenimento humano.

No zoo em Teresina, a ursa era mantida sob temperaturas de mais de 40ºC | Foto: Reprodução/TV Clube

No zoo, a ursa vivia em um pequeno recinto e era exposta a altas temperaturas. Sua tristeza era nítida, bem como seu estresse e exaustão. Ela pesava quase metade do peso de um urso da sua espécie e idade. A ursa apresentava sinais de problemas psicológicos e físicos. O drama de Marsha foi denunciado e ela ficou conhecida “a ursa mais triste do mundo”.

O sofrimento da ursinha motivou uma grande campanha que pedia sua libertação. A Confederação Brasileira de Proteção aos Animais ingressou uma ação judicial pedindo a transferência da ursa para um local com temperaturas mais amena e mais adequado para a espécie. O santuário Rancho dos Gnomos rapidamente se voluntariou para recebê-la.

Rowena antes de sair do zoo em Teresina | Foto: Foto: Andrê Nascimento

O processo de transferência não foi fácil. Órgãos municipais empurravam a responsabilidade para órgãos estaduais e procrastinaram a libertação de Marsha. Uma petição online reuniu cerca 240 mil assinaturas. Celebridades como Glória Pires e Heloisa Périssé se manifestaram a favor da ida da ursa para o santuário.

O recomeço

As barreiras burocráticas foram enfim vencidas. O Instituto Luisa Mell patrocinou com R$110 mil a construção do novo recinto para ursa, com muito espaço e com uma queda de água. O transporte foi disponibilizado pela Força Aérea Brasileira (FAB). Na madrugada de sábado do dia 22 de setembro de 2018, após mais de 30 anos de cativeiro e exploração, Marsha finalmente conheceu a liberdade.

Assim que chegou ao santuário Rancho dos Gnomos, Marsha foi rebatizada como Rowena, que significa “recomeço”. Ela rapidamente se sentiu em casa. Desfrutava de deliciosas refeições, longas sonecas e muitos banhos. Ela engordou e se metamorfoseou em uma bela e doce ursa em menos de um ano em seu novo lar.

A ursinha sofreu uma incrível transformação após ser transferida para o santuário | Foto: Rancho dos Gnomos

Nota da Redação: a redação da ANDA lamenta a morte da ursinha Rowena. Agradecemos imensamente aos ativistas Marcos e Silva Pompeu, do Rancho dos Gnomos, por propiciar uma curta, mas intensa, vida de amor, conforto e segurança a ela em seus últimos e mais felizes tempos de vida. O espirito de Rowena se libertou das limitações físicas e ascendeu a planos superiores levando consigo a compaixão, a bondade e o bem.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Mamãe elefante arranca poste que eletrocutou seu bebê

Por Rafaela Damasceno

Um triste episódio aconteceu em Andhra, na Índia, nesta semana. Um bebê elefante de dois anos, acompanhado de sua mãe, e foi eletrocutado até a morte ao encostar em um cabo não isolado de um transformador. O poste ficava em uma terra agrícola próxima ao santuário da vida selvagem de Koundinya.

O transformador caído

Foto: The Hindu

Por horas, a mãe elefante tentou desesperadamente tirar o corpo de seu bebê do chão. Só recuou para a floresta quando muitas pessoas começaram a chegar ao local – entre eles curiosos, funcionários e agricultores.

O bebê recebeu um enterro na floresta, e os funcionários resolveram desligar os postes elétricos da região, com medo de que a mãe voltasse a rondar o local e acabasse se ferindo.

Ela realmente retornou, mas para se vingar daquilo que tirou a vida de seu bebê. Com toda a sua força, a elefante arrancou o poste do chão, quebrando os cabos do transformador. Ela também tentou arrancar outros postes da região, mas desistiu no meio do processo e deixou o local. Então seguiu para o lugar onde seu filhote foi enterrado, levantou o tronco para o céu e soltou um último lamento de dor.

Os elefantes são animais extremamente inteligentes. Sencientes e amorosos, sua sociedade é criada de maneira complexa e as fêmeas dedicam suas vidas a cuidar de seus filhotes, que amam e protegem com fervor. Quando um bebê elefante morre, todos do bando sofrem um período de luto e é comum que a mãe passe por um período de depressão.

Um oficial florestal, Madan Mohan Reddy, confirmou que o transformador foi arrancado pela mãe furiosa e angustiada. “Esse episódio prova que os elefantes, além de sábios, também amam sua família e seus filhos. Suas emoções são imensuráveis”, afirmou ele.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Pesquisa descobre que morcegos regurgitam néctar para alimentar seus filhotes

Por Rafaela Damasceno

Um morcego que se alimenta do néctar das flores, o morcego-de-língua-longa-de-pallas, costuma alimentar seus filhos com leite e néctar regurgitado. Essa é a primeira evidência documentada de alimentação boca a boca em morcegos que se alimentam de néctar.

Um morcego se aproximando de uma flor

Foto: CHRISTIAN ZIEGLER, NAT GEO IMAGE COLLECTION

Alimentar suas crias é sempre complicado, para qualquer espécie, e as fêmeas costumam sofrer um bocado para desenvolver técnicas e estratégias de alimentação. Em algumas espécies, as mamães até mesmo morrem para que seus filhos possam se alimentar e sobreviver.

Muitos outros animais costumam alimentar os filhotes de maneira inusitada. Esse é o caso de um peixe chamado acará-disco, que continua cuidando de suas crias quando nascem. Tanto o pai quanto a mãe alimentam os filhotes com muco produzido por seus próprios corpos.

A cobra-tigre-asiática, durante a gravidez, procura especialmente por alimentos tóxicos. Essas toxinas, então, são passadas para seus filhotes por meio do ovo e da gema, gerando um alimento químico para seus bebês.

As cecílias, anfíbios semelhantes às minhocas, alimentam os filhotes com sua própria pele. Quando botam os ovos, uma espécie de camada gordurosa e rica em nutrientes se forma em suas costas, e os filhotes raspam com os dentes ao nascerem. Aproximadamente uma semana depois de nascerem seus filhotes, as mamães cecílias já perderam um sétimo de seu peso corporal.

Há espécies que vão ainda mais fundo para garantir o bem-estar de suas crias: em alguns insetos e aracnídeos, as mães morrem para servir de alimento para seus filhotes, para que cresçam fortes e saudáveis. O corpo nutritivo normalmente aumenta as chances de que eles sobrevivam na natureza, segundo o National Geographic.

Todos os estudos realizados em relação a diversas espécies apenas comprovaram que o instinto materno não é exclusividade dos seres humanos. Muitos animais, inclusive alguns insetos, demonstram cuidado e preocupação com seus filhotes, fazendo de tudo para que eles possam sobreviver e arriscando suas próprias vidas para isso.

Singapura faz apreensão histórica de nove toneladas de marfim

Por Rafaela Damasceno

Singapura fez recentemente sua maior apreensão de marfim contrabandeado e confiscou cerca de nove toneladas de presas, retiradas de cerca de 300 elefantes africanos, segundo as autoridades.

Vários marfins de elefante enfileirados no chão

Foto: AFP/Getty

A carga ilegal foi descoberta na República Democrática do Congo, em um contêiner, e também havia escamas de pangolim – a terceira apreensão em poucos meses – entre os marfins. As autoridades afirmaram que o contêiner deveria estar carregado de madeira, que se dirigiria até o Vietnã, com uma parada em Singapura.

O carregamento de marfim foi avaliado em cerca de 13 milhões de dólares (quase 44 milhões de reais) e essa foi a maior apreensão de presas de elefante em Singapura até hoje. As escamas de pangolim pesavam cerca de 12 toneladas, vindas de 2.000 animais, e foram avaliadas em 35,7 milhões de dólares (quase 134 milhões de reais).

Desde abril, Singapura apreendeu 37,5 toneladas de escamas de pangolim. Esses mamíferos, conhecidos como tamanduás escamosos, estão ameaçados de extinção. Eles costumam ser caçados por sua carne, considerada uma iguaria, e sua escamas, que alguns acreditam possuir qualidades medicinais.

Já o marfim de elefante é muito usado em ornamentos, jóias, pingentes etc. A espécie também está ameaçada de extinção.

Singapura declarou que irá destruir todas as cargas apreendidas.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

ONG resgata quase 2 mil cachorros de fazendas de carne na Coreia do Sul

Por Rafaela Damasceno

Uma ONG em defesa dos direitos animais salvou cerca de 1800 cachorros na Coreia do Sul, que seriam assassinados e vendidos como comida. 30 dos filhotes foram adotados por famílias no Reino Unido e estão se desenvolvendo.



O resgate ocorreu quando um fazendeiro de 71 anos pediu ajuda da organização para fechar sua fazenda. Se não tivessem sido salvos, os cachorros fariam parte do grupo de um milhão da espécie, que serão eletrecutados, mortos e comidos em um festival chamado Bok Nal. A Humane Society UK acolheu os animais.

Em uma crença popular da região, os dias 12 e 22 de julho, assim como o dia 11 de agosto – conhecidos como Bok Nal -, são considerados os dias mais quentes do ano. Muitos sul-coreanos então se alimentam de sopa de carne de cachorro, que é popularmente conhecida como uma espécie de fortalecedor – eles acreditam que a carne de cachorro ajuda a aumentar a energia.

Vários cachorrinhos presos em uma gaiola enferrujada

Foto: Jean Chung / For HSI

O consumo da carne da espécie está diminuindo entre os habitantes do país, mas mesmo aqueles que nunca comeriam o fazem durante o Bok Nal.

Os cachorros criados pela sua carne são confinados em gaiolas pequenas e imundas, segundo o Daily Mail. Elas não possuem proteção contra o frio intenso do inverno ou o calor escaldante do verão. Muitas ainda têm o piso feito de arame, o que machuca as patas e os corpos dos cachorros.

Uma voluntária carrega um cachorrinho resgatado, que parece feliz

Foto: Jean Chung / For HSI

Até cerca de um ano de idade, os animais são criados sem cuidados veterinários, sem água suficiente e com restos de comida. Depois, são mortos eletrocutados.

Nara é uma das cachorrinhas resgatadas que teve a chance de ter um lar e uma família. “Nós a adoramos! Ela é uma cachorrinha feliz e curiosa, uma excelente companheira que lentamente supera seus medos”, contou Judy Hartshorn, a nova tutora de Nara.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Protestantes que comeram carne de esquilo crua na frente de veganos são multados

Por Rafaela Damasceno

Os protestantes Deonisy Khlebnikov e Gatis Lagzdins, que comeram carne de esquilo crua na frente de veganos foram multados no valor de 600 libras (cerca de 2.800 reais). Eles foram presos em março deste ano após morderem os animais em frente ao Soho Vegan Food Market, um mercado vegano.

O protesto realizado por eles foi filmado por algumas pessoas. Em um dos vídeos, várias pessoas indignadas podem ser vista em volta da dupla. Um dos espectadores chegou a perguntar o porquê de eles estarem fazendo isso. “A mensagem é que veganismo é igual a desnutrição. A razão pela qual eu e outras pessoas comemos carne crua é pra lembrar vocês do que os seres humanos comem na natureza”, respondeu Lagzdins.

A dupla negou ter usado um comportamento perturbador que possa ter causado angústia, alarme ou assédio, no Tribunal da Cidade de Londres. Eles alegaram que eram contra o veganismo, e por isso resolveram conscientizar as pessoas sobre o perigo de não comer carne (enquanto publicamente mordiam esquilos crus). Eles foram considerados culpados.

Um dos homens segura o esquilo nas mãos no meio do protesto

Foto: Twitter / DioraBoros

O tribunal considerou que a escolha de protestar em frente a um mercado vegano e ter continuado a exibir um comportamento repugnante e desnecessário mostraram falta de respeito e o desejo de causar angústia ao público. Além dos adultos, algumas crianças também viram a cena, e ficaram perturbadas com o protesto. Khlebnikov foi multado em 200 libas (933 reais), além dos custos e sobretaxas. Lagzdins não compareceu à audiência, o que conferiu a ele uma multa ainda maior: 400 libras (1.866 reais), além de custos e sobretaxas. Ao todo, a dupla recebeu uma multa de 600 libras (2800 reais).

As alegações da dupla de que veganismo é igual a desnutrição são falsas. Inúmeros estudos comprovam que, além de seres humanos poderem sobreviver de maneira saudável seguindo uma dieta baseada em vegetais, eles ainda possuem menos riscos de desenvolver várias doenças, como diabetes e problemas cardíacos.

Um dos protestantes segura o esquilo morto em suas mãos

Foto: Twitter / DioraBoros

A própria Associação Dietética Britânica comprova que as dietas baseadas em vegetais são ideais para todas as pessoas, em qualquer idade e fase da vida.

Lagzdins é youtuber e já participou de outros protestos como esse antes. Em um festival de comida vegana, ele comeu uma cabeça de porco cru, e também um frango cru em outro mercado vegano.

Tim Barford, gerente da Vegfest no Reino Unido, afirmou que muitas vezes esse tipo de protesto tem o efeito contrário. Segundo ele, algumas pessoas que viram Lagzdins mordendo uma cabeça de porco iniciaram uma jornada de conhecimento pelo veganismo.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.