Porcas são forçadas a dar à luz em gaiolas minúsculas

Por Rafaela Damasceno

A Compassion in World Farming, instituição de caridade de bem-estar animal, apurou e investigou a realidade de milhares de porcas ao redor do Reino Unido. As fêmeas são confinadas em gaiolas de parto, onde são forçadas a parir e criar seus filhotes.

Porcas em gaiolas pequenas, em um lugar escuro e fechado

Foto: Compassion in World Farming

De acordo com a instituição, mais da metade das porcas do Reino Unido (mais de 250 mil) estão presas nessas gaiolas estreitas, onde não possuem espaço suficiente para fazer movimentos básicos, como andar ou se virar. Também são incapazes de construir ninhos para seus filhotes ou procurar alimento.

“Nossa investigação revela a miséria causada pelo aprisionamento dos animais nas fazendas”, explicou a gerente de campanhas da Compassion in World Farming, Natasha Smith. “Essa é a realidade de milhares de inteligentes e sensíveis mamães porcas”.

Ela ainda fala sobre o orgulho que a Grã-Bretanha sente de seus altos padrões de bem-estar animal, que contrastam com as condições terríveis em que muitos porcos nascem. “É simples ver que esse tratamento é errado. Então por que essas gaiolas não são ilegais?”, indagou.

Deborah Meaden, que relatou a investigação, afirmou que é péssimo para os animais estarem sendo criados em ambientes tão antiquados e bárbaros. “É hora de parar essa crueldade. É hora de parar a Era da Gaiola”, concluiu.

Nota da Redação: Assim como seres humanos, porcos são animais sencientes que formam laços profundos e complexos com outros membros de sua espécie. Condenar um animal a uma vida de exploração e tortura apenas para a satisfação humana é egoísta, fútil e cruel. Eles merecem muito mais do que viver uma vida em cativeiro.


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Guaxinim quase perde a pata ao prendê-la em lata de refrigerante jogada na floresta

Foto: Fox Wood Wildlife Rescue

Foto: Fox Wood Wildlife Rescue

Um guaxinim ficou com a pata imensamente inchada e quase perdeu o membro após prendê-lo em uma lata de de refrigerante que foi irresponsavelmente descartada em uma floresta.

O pobre animal foi encontrado na mata lutando para andar e comer com a pata presa na lata afiada.

Equipes de resgate de animais foram chamados para a floresta em Collins, Nova York, EUA, e o guaxinim foi levado às pressas para um veterinário.

Foto: Fox Wood Wildlife Rescue

Foto: Fox Wood Wildlife Rescue

Sua pata foi cuidadosamente liberada, fotos mostram como o membro ficou vermelho e inchado em até quase quatro vezes o seu tamanho normal.

Os guaxinins usam suas patas para caminhar, escalar e comer, por isso, precisam de assistência médica contínua antes de poderem ser devolvidos à natureza.

Em um apelo ao público, voluntários da Fox Wood Wildlife Rescue disseram que este é um “lembrete valioso” do dano que o lixo pode causar aos animais.

Foto: Fox Wood Wildlife Rescue

Foto: Fox Wood Wildlife Rescue

Eles escreveram nas redes sociais: “Se você trouxer algo para a floresta, leve-o consigo, não jogue no chão. Esta lata foi deixada em terras florestais do Estado de Nova York em Collins”.

“Um guaxinim do sexo feminino curioso e saudável, ao cheirar e tentar lamber os restos do conteúdo doce, tornou-se uma vítima do lixo dercartado de forma irresponsável”

“Um morador da região notou o guaxinim lutando para andar, subir nas árvores e comer com a lata presa em sua pata”.

Foto: Fox Wood Wildlife Rescue

Foto: Fox Wood Wildlife Rescue

“Ele contatou a Fox Wood Wildlife Rescue e um plano para capturar e ajudar o guaxinim foi colocado em prática”.

“Uma vez capturada, ela foi levada para o Dr. Reilly no Springville Animal Hospital em Springville, que gentilmente ofereceu ajuda.

“Ela foi anestesiada e a lata foi cortada e retirada de sua pata com todo cuidado”.

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Ivanka Trump é criticada na internet após postar foto do cão que comprou para a filha

Foto: Ivanka Trump/Instagram

Foto: Ivanka Trump/Instagram

Ivanka Trump está sendo criticada ferozmente nas redes sociais depois de revelar que comprou de presente de aniversário para sua filha Arabella, um cachorro todo branco chamado Winter.

Com tantos animais em abrigos à espera de um lar, a filha do presidente Trump compartilhou uma foto do novo cão que havia acabado de comprar para sua filha, que fez oito anos, em um post no Instagram no sábado.

“Conheça o Winter, o sonho de aniversário de Arabella se tornou realidade e este é o mais novo membro da família Kushner!”, Escreveu Ivanka ao lado da foto.

Ivanka não revelou o tipo de raça, mas seus seguidores especularam que Winter seja um cão da raça pomsky, que é um cruzamento entre um Husky Siberiano e um Lulu da Pomerania que é frequentemente referido como uma “raça de cachorro criada” (raça que não existia e foi criada por cruzamentos forçados de raças que naturalmente não ocorreriam).

Quase imediatamente depois de compartilhar a imagem de Winter, Ivanka e sua família foram atingidos por uma série de comentários negativos sobre a postagem, tanto por comprar o animal quando tantos há cães abandonados precisando de uma família, como acusações de racismo por ter escolhido um cão completamente branco.

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

Muitos foram rápidos em criticar a cor do pelo do cachorro e fazer comparações com o tratamento de crianças migrantes em centros de detenção de controle de fronteira.

O advogado Michael Avenatti estava entre os que criticaram o ato, ele retweetou a foto de Ivanka e trouxe seu irmão Donald Trump Jr. para a discussão ao mencioná-lo no comentário.

‘Biff @ DonaldJTrumpJr – condolências à sua irmã substituindo você como seu filhote favorito. Aliás, sua família permite algo em suas vidas que não seja BRANCO? Avenatti twittou.

Foto: Ivanka Trump/Instagram

Foto: Ivanka Trump/Instagram

Outros twittaram: “Se fosse um cachorro marrom, você o colocaria em uma gaiola? Mas é claro que vcs querem ter um cão todo branco, racistas”.

“O cachorro se chama Winter (inverno) e é todo branco, eu acho essa é a única coisa que o mantém fora de uma gaiola na casa dos Trump”, escreveu um usuário do Twitter.

Outro usuário do Twitter mencionou as crianças imigrantes em detenção, questionando: “Eu me pergunto o que as crianças em celas recebem por seus aniversários?”.

Foto: Ivanka Trump/Instagram

Foto: Ivanka Trump/Instagram

“Milhares de crianças sob a custódia dos EUA não tomaram banho, nem puderam escovar os dentes ou foram abraçadas em semanas graças a seu pai, mas é legal você ter um novo filhote, não é?”, uma pessoa twittou.

Acredita-se que Winter seja o único animal doméstico da família Kushner.

Arabella completou oito anos em 17 de julho e o cachorro foi presente para o aniversário dela.

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Após protestos, a elefante Minnie não desfilará mais no 4 de julho de Springfield, EUA

Por Rafaela Damasceno

O 4 de julho, dia da Independência dos Estados Unidos, é uma das datas mais importantes e celebradas no país. Em Springfield, no estado de Delaware, os desfiles foram marcados por mais de 30 anos pela presença de uma elefante chamada Minnie. Ela era forçada a carregar pessoas e caminhar pelas ruas todos os anos.

Minnie anda pelas ruas carregando um homem e uma crianças, com várias pessoas em volta

Foto: Springfield Republican Party

Em 2019, Minnie foi explorada pela última vez. Após uma onda de debate nacional acerca dos direitos animais, especialmente os elefantes, o comitê do Partido Republicano de Springfield (responsável pelo desfile) decidiu que Minnie nunca mais será obrigada a desfilar.

O presidente do partido, Puppio, anunciou a decisão essa semana, declarando que estava na hora de Minnie se aposentar. A medida foi tomada após uma discussão com especialistas, segundo ele.

Recentemente, o número de pessoas conscientes acerca dos direitos animais está aumentando. Circos e zoológicos já estão sendo criticados pela exibição animal há anos.

O Philadelphia Zoo fechou sua exibição de elefantes em 2007. Após protestos de ativistas, além do aumento das restrições federais e estaduais, o circo Ringling Bros e Barnum & Bailey Circus parou de explorar elefantes em suas exibições em 2016. Um ano depois, o local fechou definitivamente.

Poucos dias antes do anúncio do partido, uma petição online pedindo a proibição da exploração de animais silvestres em Springfield foi criada.

“O Partido Republicano de Springfield usou por muitos anos um elefante vivo como propaganda, montando o pobre animal com ganchos para que ele obedecesse. Os animais não pertencem a desfiles, circos, zoológicos ou qualquer outro meio de exibição. Esse tipo de coisa leva o público a acreditar que é aceitável explorar animais para o entretenimento humano e ensina crianças de que eles estão aqui para o nosso uso, sem merecer direitos básicos”, dizia a petição.

Nas redes sociais, muitos ficaram contentes com a decisão do partido. Alguns criaram outra petição, pedindo para que Minnie e outros dois companheiros elefantes fossem liberados do zoológico onde permanecem e realocados em um santuário.


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Um negócio cruel e economicamente equivocado

Por Silvana Andrade*

Foto: Arquivo | A Tribuna

Em 2018, o noticiário foi tomado pelas cenas chocantes de um navio lotado com 27 mil bois. Atracado no Porto de Santos, o navio “Nada”, de 12 andares, tinha como destino o Porto de Iskenderun, na Turquia. Uma viagem com duração de 15 a 20 dias.
Os animais ali amontoados já haviam passado por um intenso tormento desde a saída do interior de São Paulo. Comprimidos em caminhões, percorreram mais de 600 km até o cais santista. Uma viagem de mais de 10 horas sem comida, água ou paradas para descanso.

A retomada do Porto de Santos para a exportação de animais vivos motivou a Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA) e a Associação de Proteção Animal de Itanhaém (AIPA) a entrarem com uma Ação Civil Pública (ACP), solicitando a suspensão dos embarques. O pedido foi acatado pelo desembargador Luis Fernando Nishi, que determinou o desembarque imediato dos bois.

A decisão do desembargador foi reforçada por ordem emitida pelo juiz Marcio Krammer de Lima, que proibiu a saída do navio. O magistrado ordenou ainda que os animais fossem desembarcados e seu destino informado, e fixou multa de R$ 5.000.000,00 (cinco milhões de reais) em caso de descumprimento.

Apesar da ordem judicial, os animais permaneceram confinados durante cinco dias, dentro do navio atracado.

Na esfera federal, o Procurador Regional da República Sérgio Monteiro Medeiros também se posicionou contra a exportação de animais vivos em todo o território nacional. Em seu Parecer, Medeiros ponderou que “o abuso aos animais começa no transporte terrestre” – eles são embarcados involuntariamente em caminhões, mediante choques elétricos, para uma jornada extensa, cruel e estressante. O sofrimento se prolonga em águas jurisdicionais brasileiras, com os animais amontoados uns sobre os outros em ambiente insalubre, fétido, barulhento, quente e sem espaço para deitar-se ou movimentar-se.

O Procurador apontou também as violações ao meio ambiente. Com base em informações da Agência Embrapa, ele ressaltou que, em uma viagem de caminhão até o porto, de duração média de 10 horas, cada carreta com 40 animais libera 500 kg de excrementos. Em 15 dias, tempo que durou a viagem dos bois até a Turquia, foram lançadas ao mar cerca de 12 mil toneladas de dejetos animais, fora os animais mortos, que também são descartados no mar durante o percurso.

Medeiros observou que a poluição atmosférica é outro fator importante, “uma vez que o odor liberado do estrume contém grande quantidade de sulfito de hidrogênio, amônia, dióxido de carbono, monóxido de carbono, metano e outros gases, tornando-se poluidores através da fermentação dos dejetos sobre o solo, que em contato com outros poluentes do ar podem causar ataques de asma e bronquite. Sem se falar no efeito estufa”.

Tudo parecia caminhar favoravelmente para os animais. Mas, na noite de 4 de fevereiro, um domingo, a Justiça Federal acatou um Recurso da Advocacia Geral da União (AGU), movido pela Ministra Grace Mendonça, e derrubou a liminar que impedia a saída da embarcação. Na decisão, a Desembargadora do 3º Tribunal Regional Federal, Divas Prestes Marcondes Malerbi, determinou que o navio iniciasse a viagem imediatamente.

Em outubro de 2015, o navio Haidar, com quase 7 mil animais, naufragou no litoral do Pará quando se preparava para zarpar rumo à Venezuela. As cenas dantescas e os consequentes danos gerados aos habitantes daquela região deveriam ter bastado para que se rediscutisse a conveniência ambiental, a validade econômica e as implicações éticas desse tipo de comércio, mas nenhuma instância de Poder que assegura o bom funcionamento do Estado Democrático de Direito trouxe respostas satisfatórias.
A ANDA é uma organização que preconiza o veganismo, mas até o setor frigorífico se colocou contra a exportação de animais vivos. Dados do setor indicam que a carne bovina é exportada a US$ 4,2 mil a tonelada. Pelo boi vivo, os países pagam a metade — US$ 2,1 mil a tonelada.

O debate sobre a exportação de seres vivos extrapola, e muito, a questão dos direitos animais – e esta é muito relevante e significativa do ponto de vista civilizatório. De qualquer forma, fica um convite e uma provocação: chegou a hora de repensar o tipo de país que pretendemos ser e o legado que vamos deixar às futuras gerações. A exportação de bois é cruel, chocante, desumana e eticamente indefensável.

*Silvana Andrade é presidente da Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA)

Primeiro time vegano do mundo agora será dirigido por uma mulher

Por Rafaela Damasceno

A equipe de futebol inglês Forest Green Rovers (FGR) contratou uma mulher para o cargo de diretora do grupo juvenil. O cargo nunca havia sido oferecido a uma mulher em um time masculino na Inglaterra antes.

A nova diretora do time, Hannah Dingley

Foto: Vegnews

A FGR tem um histórico de pioneirismo: é a primeira equipe de futebol vegano do mundo. Hannah Dingley, a nova diretora, será responsável pelo desenvolvimento de jovens jogadores de futebol que integrarão o FGR e outras equipes no futuro.

“Estou muito animada para começar”, afirmou ela. Hannah planeja incluir os valores e ideais do time nos jovens que treinará.

Em 2015, a FGR removeu todos os produtos de origem animal de seus estádios, tornando-se o primeiro time do mundo a jogar em um estádio inteiramente vegano.

O proprietário do time, Dale Vince, também é diretor de uma empresa de eletricidade vegana, a Ecotricity. Além de promover o veganismo, ele também agrega os princípios de sustentabilidade ao espírito da equipe. Abandonou os uniformes feitos com produtos plásticos e adquiriu camisas de bambu. Os calções possuem o logotipo dos patrocinadores veganos da equipe.

Hannah diz que a imprensa atualmente fala muito sobre o veganismo, mas que o estilo de vida é muito mais profundo do que o divulgado. “É sobre ter princípios, ética, e tratar os outros de maneira correta”, define.


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MP quer proibição de exportação de animais vivos no Paraná

Por David Arioch

Em 2018, o Brasil exportou cerca de 700 mil bovinos vivos por via marítima (Foto: TV Tribuna/Reprodução)

Este mês o Ministério Público do Paraná expediu uma recomendação administrativa ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) com a finalidade de impedir a exportação de gado vivo a partir do Porto de Antonina.

No documento, a 2ª Promotoria de Justiça de Antonina e o Núcleo de Paranaguá do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema) recomendam ao órgão ambiental estadual a anulação do protocolo que trata da autorização de exportação de gado vivo.

Na recomendação, o Ministério Público afirma que o Porto de Antonina não possui estrutura e condições adequadas para esse tipo de movimentação, tampouco as respectivas licenças ambientais, urbanísticas e sanitárias necessárias.

Por meio de nota, a administração do Porto de Antonina declarou que o embarque de animais vivos pelo Terminal Portuário Ponta do Felix tem seguido os trâmites de ordem jurídica e operacional.

“Reforçamos que a administração portuária não tem prerrogativa de negar ou barrar as operações privadas, que atendam os dispositivos legais e restrições operacionais”, publicou. O MPPR ainda não se manifestou sobre a resposta da administração portuária que decidiu permitir o embarque de quatro mil bovinos com destino à Turquia na semana passada, onde serão mortos seguindo os preceitos do abate halal.


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Bezerro foge de matadouro e tem a garganta cortada em estacionamento ao ser pego

Foto: Bloomfield Police Department

Foto: Bloomfield Police Department

Imagens fortes flagram o momento em que funcionários de um matadouro perseguem, cercam e cortam a garganta de um filhote de vaca no estacionamento de loja de construção Connecticut nos Estados Unidos Home Depot. O bezerro tinha acabado de fugir do matadouro e corria pelo local assustado e sem rumo.

A filmagem foi feita pela câmera de uma viatura da polícia que seguia o animal em baixa velocidade e pretendia prender o filhote com uma corda após cercá-lo em um canto no estacionamento. No vídeo é possível ver os funcionários perseguindo a vaca jovem e matando-a para logo em seguida deixá-la se contorcendo no chão ao lado da loja em Bloomfield.



A perseguição sangrenta começou quando o bezerro escapou da loja de carnes e matadouro Saba, que mantém os animais no local, e atravessou a rua indo parar no estacionamento da Home Depot, segundo a NBC Connecticut.

O empregado do Saba, Badr Musaed, correu atrás do filhote com uma faca de 30 centímetros e foi acompanhado por Andy Morrison – um empreiteiro que trabalhava na construção da lanchonete, que por acaso tinha um arco e flecha, que disparou contra o animal, errando o alvo, conforme informações da NBC.

No vídeo, Musaed pode ser visto a vários metros de distância, cortando a garganta do filhote – para grande infelicidade dos policiais e outros espectadores, entre eles uma criança.

Depois, um policial pode ser ouvido dizendo a Musaed ele responderá pela maneira como o animal foi morto, de acordo com a NBC.

“Isso não é algo que pode ser feito”, diz o policial. “Vocês deveriam ter pego uma corda, levar o animal daqui, essa criança aqui viu você cortar a garganta da vaca.”

Embora contatado para dar uma declaração o trabalhador da Saba se recusou a comentar sobre o incidente.

Desrespeito e crueldade

Vacas, bois e bezerros são animais sencientes, com sua capacidade de amar, sofrer, criar vínculos e compreender o mundo ao se redor comprovada cientificamente pela Declaração de Cambridge em 2012.

Nada justifica a crueldade ou a morte a que são submetidos esses seres diariamente, seja por seu leite, por sua carne ou por sua pele.

Foto: Reedit/Reprodução

Foto: Reedit/Reprodução

O total desrespeito a esses animais assim como à todos os outros é uma consequência do especismo, crença que rege a sociedade e que vê os animais como seres inferiores, disponíveis para que o ser humano disponha de suas vidas como bem entender.

Belos, únicos, companheiros de planeta e iguais em direitos aos seres humanos, essas vidas indefesas tem sido vítimas da ganância e crueldade humanas por séculos. Explorados para entretenimento, trabalho, comida, remédios e uma imensidade de outros fins, eles seguem silenciosamente subjugados à vontade humana.

O episódio flagrado pelas câmeras policiais foi um exemplo que veio a público entre milhões de outros que permanecem nos cativeiros escuros de fazendas de criação, matadouros e tantos outros locais de morte e sofrimento de animais.

Lutando pela vida, tentando escapar da prisão em que vivia, esse bezerro apenas encontrou o destino que lhe estava reservado entre as paredes de um matadouro: a morte certa.

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Ciclista termina sua 20° Grand Tour e atribui sucesso ao veganismo

Por Rafaela Damasceno

O ciclista vegano Adam Hansen bateu um recorde ao terminar vinte Grand Tours (Grande Voltas) consecutivas. Existem três por ano: na França, Itália e Espanha – cada uma delas acontece em um período de três semanas e possui aproximadamente 20 etapas por competição.

O ciclista, de capacete e óculos

Foto: Twitter

O atleta atribuiu seu sucesso à uma alimentação saudável e baseada em vegetais. Ele adotou o estilo de vida há dois anos e contou que as pessoas normalmente se surpreendem ao saber que ele é um ciclista profissional completamente vegano.

Adam ainda contou que as pessoas perguntam sempre como ele consegue adquirir proteína. Segundo ele, é fácil adquiri-la através de feijões, legumes e outros alimentos que não tenham origem animal.

O ciclista fala regularmente sobre sua dieta baseada em vegetais em suas redes sociais, inclusive argumentando quando vê alguém criticando atletas veganos.

“Se há tanta nutrição em carnes com proteína e aminoácidos, então por que todos aqueles que não são veganos também tomam suplementos?”, perguntou a um usuário do Twitter, que reclamava da suplementação tomada pelos atletas veganos.

“Adotei o veganismo totalmente há cerca de dois anos, mas sempre tive uma alimentação baseada principalmente nos vegetais. A ideia de que um vegano não pode ser um ciclista profissional é absurda”, escreveu para o Telegraph.


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Mamãe elefante tenta proteger seu bebê de retroescavadeira

Por Rafaela Damasceno

Um filhote de elefante caiu em um tanque de água em Alipurduar, na Índia. Habitantes locais tentaram resgatá-lo com uma retroescavadeira, mas sua mãe estranhou a máquina e tentou protegê-lo, lutando com equipamento. Um vídeo foi gravado por algumas pessoas e viralizou na internet.

O bebê quase se afogou e não havia muito que sua mãe pudesse fazer, mas ela se recusou a deixar o seu lado e parecia aflita com a situação. Quando os moradores ouviram os gritos do filhote, rapidamente pegaram a retroescavadeira para socorrê-lo, já que seria impossível tirá-lo de lá com as próprias mãos.

Um elefante saindo da água coberto de lama

Imagem ilustrativa | Foto: Youtube

A mãe não entendeu que as pessoas queriam ajudar seu filhote e se apressou em defendê-lo, dando cabeçadas na máquina, tentando fazê-la recuar.

Depois de muita luta, ela finalmente se afastou e o resgate do bebê foi feito com sucesso. O motorista da retroescavadeira quebrou a parede lateral do tanque de água e o filhote finalmente conseguiu sair.

A mãe e seu bebê se reuniram e foram levados para a floresta novamente.


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