Foto registra foca morrendo de fome com anzol preso na boca

Por Rafaela Damasceno

Uma jovem foca foi fotografada em Devon, na Inglaterra, morrendo de fome. Um anzol de pesca se prendeu em sua boca, motivo pelo qual ela não consegue se alimentar corretamente.

A foca com o gancho preso na boca e espumando

Foto: Rob Hughes / SWNS

A foca aparentemente está abaixo do peso e foi vista contorcendo-se, desesperada, acima de algumas rochas. As fotos mostram que o filhote está espumando pela boca. Geralmente, espuma branca saindo da boca significa que o animal está em jejum há muito tempo.

As fotos foram publicadas no Facebook pela operadora de barcos Devon Sea Safari. Eles afirmam que se depararam com a foca durante um de seus passeios. “Parece abaixo do peso e precisa de ajuda”, declarou na publicação.

Dan Jarvis, do Resgate da Vida Marinha, disse que equipes de voluntários estão à procura do animal. Ele contou ao Daily Mail que, quando foi vista pela primeira vez, a foca estava em um lugar praticamente inacessível. Conseguir se aproximar para ajudá-la seria muito difícil.

“Infelizmente é uma ocorrência muito comum nesta época do ano, porque as focas ficam em contato com as pessoas e pescadores”, explicou.

Os visitantes da área estão sendo orientados para entrarem em contato com o Resgate da Vida Marinha, se a virem.


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Campanha de reeleição do presidente Trump está vendendo canudos de plástico

Por Rafaela Damasceno

A campanha para a eleição de 2020 de Donald Trump está comercializando produtos. Sua loja vende bonés, camisetas, xícaras, toalhas, coleiras para cachorros e, agora, canudos de plástico. Uma das tentativas do atual presidente de provocar a oposição.

Canudo vermelho com "Trump" escrito

Foto: Trump Pence

Um pacote com 10 canudos plásticos, vermelhos e com a palavra “Trump” gravada, custa 15 dólares. A nova mercadoria parece vir contra o aumento da preocupação populacional em relação ao uso e desperdício do plástico.

Um vídeo que viralizou no ano passado – de um biólogo marinho retirando um canudo do nariz de uma tartaruga – chamou atenção para a questão e acabou conscientizando muitas pessoas. Comunidades e empresas tomaram a iniciativa de proibir o uso de canudos de plástico.

“Canudos de papel liberais não funcionam. Fique com o presidente Trump e compre seu pacote de canudos recicláveis agora”, diz a descrição do produto. Nos Estados Unidos, ser liberal equivale a ser de esquerda; ou seja, a oposição de Trump, que é de direita.

Brad Parscale, gerente da campanha do atual presidente, twittou sobre a nova mercadoria: “Make Straws Great Again” (faça os canudos ótimos de novo), um trocadilho com o slogan de campanha do presidente – Make America Great Again. Em resposta, Trump brincou que o produto pode ser ilegal em alguns estados.

Muitas regiões dos Estados Unidos reduziram ou proibiram o uso de canudos de plástico. Eles começaram a desaparecer de restaurantes, cafés, hotéis e outros estabelecimentos.

Apesar do material ser reciclável, a maioria das pessoas não o descarta corretamente quando o joga fora. Dessa forma, grande parte dos canudos plásticos acaba na natureza ou nos oceanos, onde se torna um verdadeiro problema. O plástico demora em torno de 400 anos para se decompor, então permanece na natureza por anos a fio, onde pode ser ingerido por animais ou causar ferimentos que podem até mesmo ser fatais.

No Brasil, as cidades Rio de Janeiro e São Paulo proibiram o uso de canudos plásticos.


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Baleia e seu filhote morrem após ficarem presos em rede de pesca

Por Rafaela Damasceno

Uma baleia cachalote e seu bebê morreram após ficarem presos em uma rede de pesca que flutuava pela água junto com todos os outros lixos presentes no mar. A cachalote media cerca de seis metros e morreu tentando salvar seu bebê. Eles foram encontrados na costa oeste da Itália, no mar Tirreno.

Uma baleia cachalote e seu filhote nadando no mar

Imagem ilustrativa | Foto: Ciências resumos

Os machos cachalotes podem chegar a 20 metros de comprimento e pesar até 45 toneladas, enquanto as fêmeas podem chegar a 17 metros e pesar 14 toneladas. São considerados os maiores mamíferos com dentes do mundo e seus cérebros são os maiores entre todos os seres vivos.

“Isso é culpa nossa”, disse a presidente do grupo ambientalista Marevivo, Rosalba Giugni, à AP News. “A morte desses dois gigantes do mar é uma perda para a nossa herança natural, mas saber que a culpa é nossa torna tudo ainda mais trágico”.

Para ela, mudar apenas os pensamentos não é o suficiente. Uma pessoa tem que mudar todas as suas crenças para entender e realmente sentir que, ao prejudicar o meio ambiente, está prejudicando a si mesma e a todos os outros.

Este infelizmente não é o primeiro caso de animais marinhos mortos pela poluição dos oceanos. No começo de 2019, uma baleia foi encontrada morta nas Filipinas com aproximadamente 40 kg de sacolas plásticas em seu estômago, segundo a necrópsia.

“Ações devem ser tomadas pelo governo contra aqueles que tratam os oceanos como lixeira”, declarou um comunicado do Museu Coletor de Ossos.


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Mercado de carne vegana crescerá na próxima década

Por Rafaela Damasceno

O UBS Group AG, um banco de investimento multinacional e empresa de serviços financeiros, previu que o mercado de proteína de origem vegetal valerá 85 bilhões de dólares (mais de 318 bilhões de reais) em 2030.

Uma cesta de compras de mercado com carne vegana

Foto: Beyond Meat

O novo relatório, de 67 páginas, é quase o dobro da previsão feita por analistas em maio, que disse que o mercado valeria 41 bilhões de dólares na próxima década. Atualmente, o valor estipulado para o setor é de 4,6 bilhões de dólares.

“A carne fabricada foi quase uma piada há 20 anos”, afirma Wayne Gordon, estrategista da UBS Global Wealth Management. “Não é motivo de riso hoje, considerando a ascensão enorme da indústria nesses últimos anos.

Opções de carne vegana estão sendo incluídas nos restaurantes e mercados de todo o mundo. Até mesmo as redes de fast-food não querem perder espaço: o Burger King da Suécia lançou recentemente uma linha de hambúrgueres veganos.

A popularidade do alimento se deve a várias razões. As pessoas estão se tornando conscientes do impacto ético e ambiental do consumo de produtos de origem animal, além de estarem se preocupando mais com a saúde.

No ano passado, a Nações Unidas (ONU) revelou que a liberação de gases de efeito estufa da agricultura animal rivaliza com a de todos os carros, ônibus, aviões e foguetes juntos. Segundo ela, combater o consumo da carne se tornou o problema mais urgente do mundo.

Segundo a Bloomberg, a capacidade de criar alimentos que imitam carnes, ovos e produtos lácteos (liberando menos gás carbônico e sem a necessidade de matar animais) se tornará mais financeiramente viável na próxima década.


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Leites à base de vegetais estão em alta no Reino Unido

Cada vez mais as pessoas optam pelos alimentos de origem vegetal, e esse é o caso do leite – seja ele de soja, amêndoas ou coco. De acordo com a empresa de pesquisa de mercado Mintel, que conversou com cerca de 2 mil pessoas, pelo menos um quarto dos britânicos está consumindo leites veganos.

Vários copos de leite (nenhum de origem animal)

Foto: Getty

Os maiores consumidores possuem idades entre 16 e 24 anos – 33% deles está bebendo. A maior razão dessa escolha foi por motivos de saúde, segundo os consumidores. O impacto para o meio ambiente também foi uma das maiores razões apontadas, com 36% dos jovens dizendo que a pecuária de leite não é boa para o meio ambiente.

“As preocupações com saúde, ética e meio ambiente estão aumentando as vendas de leite vegano”, explica Emma Clifford, que cuida da pesquisa de alimentos e bebidas da Mintel.

Os jovens de 16 e 24 anos estão consumindo cada vez menos leite de origem animal. O número caiu 6% de 2018 para 2019, segundo a pesquisa.

Emma afirma que a indústria da pecuária de leite já está em queda, e diminuirá ainda mais pelo fato de que os consumidores jovens estão recorrendo a outros produtos.

Sam Friskey, que fundou uma marca de shake de proteína baseada em vegetais, afirmou que se tornou vegano por motivos de saúde. Ele diz que costumava sentir esgotamento e fadiga, grande parte por causa de sua alimentação. “Depois de ter feito a mudança da alimentação, eu comecei a entender o bem-estar animal e o planeta”, declarou.

Ele afirma que hoje existem tantos outros tipos de leite que, após experimentá-los, as pessoas percebem que não sentirão falta dos outros tipos. “Você ainda terá o sabor, a textura e os valores nutricionais”, disse.

Sam ainda acredita que o leite à base dos vegetais pode ser uma porta de entrada para o estilo de vida vegano, que consiste em cortar todos os produtos de origem animal de sua vida.


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Indústria de peles de animais paga apoiadores para protestar ao seu favor

Por Rafaela Damasceno

O fim completo do comércio exploratório das peles de animais parece enfim uma possibilidade. Proibições propostas na cidade de Nova York e no estado da Califórnia marcam o que pode ser o início de uma série de leis. Desesperada, a indústria de peles está pagando as pessoas para que apoiem o comércio.

Um animal preso em uma gaiola

Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals

Os ativistas protestam a respeito da injustiça na prisão e esfolamento dos animais, enquanto grupos religiosos e étnicos contra argumentam. Segundo membros das comunidades afro-americanas, judaica ortodoxas e nativa americanas, andar sem peles sacrificaria a tradição cultural dos povos – embora as peles possam ser substituídas facilmente por versões sintéticas e livres de crueldade.

Quanto mais proibições chegam perto de se tornarem lei, mais os oponentes levantam questões inesperadas sobre as consequências do encerramento da indústria de peles – e estão sendo pagos para isso.

Vários opositores da proibição do comércio de peles compareceram em uma audiência recente do projeto de lei em Sacramento, na Califórnia. Muitos receberam dinheiro pelos seus protestos, segundo informações do The Intercept.

De acordo com documentos obtidos pelo jornal, Matt Gray é uma das pessoas mais bem pagas para protestar. Ele recebeu pelo menos 7 mil dólares (equivalente a mais de 26 mil reais) e também foi pago para liderar um grupo de pessoas até o Edifício do Estado.

Andrew Aguero, um estudante nativo americano da Universidade Politécnica do Estado da Califórnia, se declarou fortemente contra a proibição da venda de peles. Ele disse que a pior parte é ouvir que sua cultura é cruel.

Há um mês, Andrew perguntou em uma postagem de seu Facebook se alguém gostaria de “fazer 100 dólares fácil em Sacramento e lutar contra a tirania”.

Um voluntário do grupo ativista de direitos animais Direction Action Everywhere (DxE) se passou por um opositor e respondeu ao post. Ele recebeu então os detalhes da transação através de uma firma de consultoria republicana, Mobilize the Message. Os acertos incluíam 175 dólares e alguns bônus adicionais.

A Califórnia não é o único lugar dos Estados Unidos que está sendo bombardeada pela oposição. A cidade de Nova York, que também considera a proibição da venda de peles, tem lobistas empenhados em revogar o projeto de lei.

Em todo o Estados Unidos, a proibição do uso de peles vem ganhando força. “Estamos ansiosos pelo dia em que as pessoas não matarão mais animais pela moda”, declarou Dan Mathews, do grupo ativista PETA.

Todos os anos, mais de 100 milhões de animais são criados e mortos pela sua pele. Eles passam a vida dentro de gaiolas apertadas, privados de se comportarem naturalmente.

“A Califórnia é um estado de tendências”, disse Laura Friedman, membro da Assembleia, que apresentou o projeto em dezembro do ano passado. “Banir o comércio de peles enviaria uma mensagem ao redor do mundo”.

A lei precisa de mais dois votos do Senado antes de ser enviada para o governador, para receber a assinatura final.


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Menino de 11 anos se torna o mais jovem dono de restaurante vegano do mundo

O mais jovem e premiado cozinheiro vegano do Reino Unido, Omari McQueen, tornou-se fundador e diretor executivo do restaurante Dipalicious. O local fica em Croydon, na Inglaterra.

O menino sorri, com óculos escuros na cabeça e vestindo terno

Foto: Instagram

Omari começou a aprender mais sobre veganismo depois de assistir um vídeo do grupo ativista PETA. O garoto postou seu primeiro vídeo no Youtube aos oito anos de idade, onde criou uma pizza vegana usando suas próprias técnicas.

“Ele sempre teve uma paixão pela culinária, mas começou a aprender a cozinhar refeições aos sete anos de idade, depois que eu fiquei doente”, contou a mãe do menino no site dele. Segundo ela, Omari e seu irmão começaram a aprender a cozinhar para ajudá-la quando não podia ficar de pé e o pai estava trabalhando até tarde.

Omari não se contentou em aprender o básico, e mergulhou a fundo na culinária: “Ele pesquisa tudo o que cozinha e trabalha sempre os benefícios do que come”, afirmou a mãe.

Além de ter seu próprio restaurante e um canal no Youtube, o garoto também dá aulas em algumas oficinas que dirige por conta própria em sua casa. Lá, Omari ensina outras crianças a arte da cozinha e divide com elas suas receitas próprias.

Construção de estrada expulsa capivaras de seu habitat em Ribeirão Preto (SP)

Por Rafaela Damasceno

Ribeirão Preto, município de São Paulo, vem sendo constantemente visitado por capivaras. Vídeos gravados pelos moradores mostram os animais andando calmamente por uma das avenidas mais populares da cidade, a Avenida Presidente Vargas. Ela fica longe de córregos e matas, onde as capivaras costumam viver.

Uma capivara andando na rua

Foto: Reprodução/EPTV

As aparições se tornaram mais comuns desde que começaram as obras de ampliação da Avenida Coronel Fernando Ferreira Leite, que antigamente era coberta de árvores e vegetação.

Segundo o professor de gestão e instrumentos da política ambiental da USP, Marcelo Pereira de Souza, os dois fatos possuem ligação direta. O desmatamento provocado pelas obras faz com que as capivaras percam parte de seu habitat, e o professor afirma que a vegetação deveria ter sido respeitada.

“Deveria existir um recuo de, pelo menos, 30 metros nas margens. Com isso, manteria as questões ambientais razoavelmente respeitadas. Mas haverá um asfalto”, explicou ao G1.

De acordo com Marcelo, o asfalto também trará outros problemas. Ele dificultará a impermeabilização da chuva e, no futuro, o trecho pode alagar. Enxurradas poderão levar a água para bairros mais baixos, afetando também os moradores do local.

O Assistente da Secretaria do Meio Ambiente, Alexandre Bertarello, afirma que as capivaras estão migrando em busca de comida, não pela perda do habitat. Segundo ele, há uma superpopulação dos animais, que migram constantemente.

Para Marcelo, entretanto, o desaparecimento da Área de Preservação Permanente (APP) tem culpa na migração das capivaras. “A função ambiental está sendo eliminada”, disse ele.

Como compensação pelo desmatamento, a Prefeitura tem que seguir algumas regras. Por enquanto, ela já plantou 5 mil árvores e plantará mais 3 mil. O fato é positivo, mas não poderá repor a perda de um ecossistema.


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Príncipe William critica o tráfico e caça de animais selvagens

Por Rafaela Damasceno

O príncipe William, da Inglaterra, descreveu o tráfico e a caça de animais selvagens como um “crime maligno”. Sua crítica não se deve à prática em si, mas ao descumprimento da lei – já que a caça “legal” é uma de suas paixões.

Príncipe William usando terno e óculos escuros

Foto: Twitter

A declaração do príncipe foi feita na primeira reunião da força-tarefa da United For Wildlife. Liderada por William, a organização tem como objetivo lutar para salvar espécies ameaçadas como elefantes, rinocerontes, tigres e pangolins.

“Vamos fazer tudo o que pudermos para evitar a extinção das espécies mais fantásticas do mundo, ameaçadas pela caça ilegal e redes criminosas”, declarou.

Ele afirma que esteve presente em várias reuniões ao longo dos anos, onde todos discutem a importância de acabar com o comércio da vida selvagem. “Devemos começar a ver as pessoas envolvidas nesse crime maligno atrás das grades”, completou.

Apesar do forte repúdio do príncipe ao tráfico de animais e à caça ilegal perante a lei, a Família Real é constantemente criticada pela sua conhecida paixão pela caça (principalmente de raposa). A incoerência de seu discurso perante suas atitudes não pode deixar de ser notada pelo público, que rejeita o apoio que ele demonstra ter em relação a apenas alguns animais.

Em 2014, o antigo vocalista da banda The Smiths, Morrissey, criticou o príncipe por lançar uma campanha em favor dos animais logo após ter viajado para caçar javalis e veados, na Espanha.

O cantor ainda afirmou que William era ignorante demais para perceber que os animais como tigres e rinocerontes estão quase extintos porque pessoas como ele os atacaram continuamente em nome do esporte e da violência.


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Ovelhas são pintadas de rosa e expostas como objetos decorativos em festival

Por Rafaela Damasceno

O Latitude Festival, realizado no Reino Unido, revoltou pessoas e ativistas pelos direitos animais ao postar fotos de ovelhas pintadas de rosa neon em suas redes sociais. A publicação foi feita antes da abertura do evento, no dia 18 de julho.

Muitas pessoas expressaram sua indignação, definindo o fato como repugnante e totalmente desnecessário. “Que vergonha, Latitude. As ovelhas nunca devem ser pintadas para fins estéticos”, reclamou uma pessoa na publicação.

“Tingir ovelhas em um festival barulhento que só vai assustar os animais já nervosos, isso é inaceitável”, disse outra. Um terceiro indivíduo chegou a acrescentar que os animais não são objetos ou brinquedos que podem ser explorados de qualquer forma, mas sim seres vivos que devem ser respeitados.

Muitos classificaram as fotos e vídeos como maus-tratos dos animais. A diretora da PETA, Mimi Beckhechi, disse que as ovelhas tiveram suas cabeças presas por um gancho enquanto o corante foi colocado em seus pelos. “O abuso não parou por aí”, afirmou ela. “Esses animais doces devem ter ficado aterrorizados com música alta e as pessoas bêbadas do festival”.

Várias ovelhas pintadas de rosa na frente de um letreiro gigante escrito LATITUDE

Foto: Alamy Live News

O Health and Safety Executive informa que ovelhas nunca devem ser tingidas para qualquer propósito estético. O Latitude Festival, entretanto, ficou conhecido por tingir suas ovelhas todos os anos. O evento até mesmo vende mercadorias estampadas com fotos dos animais cruelmente coloridos.

“Em pleno 2019, somente pessoas muito ignorantes ou cruéis continuam explorando animais como brinquedos vivos, acessórios ou cenário de foto”, declarou a diretora da PETA.


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