Cavalo em situação de abandono e maus-tratos é resgatado após denúncias

Por Rafaela Damasceno

Um cavalo abandonado mobilizou habitantes da região de Itaipuaçu, no Rio de Janeiro. Ele se encontrava em estado grave de desidratação e desnutrição, e uma arrecadação foi feita para pagar seus cuidados veterinários.

Duas pessoas resgatam o cavalo, sujo e machucado

Foto: Katito Carvalho

“Está é a terceira denúncia de abandono de cavalos que chegou até nós em um período de duas semanas”, afirmou Milena Costa, gerente da Coordenadoria Especial de Proteção Animal. A instituição esteve presente no atendimento de Chiclete, como o cavalo é conhecido, doando soro e apoiando o atendimento.

Milena ainda falou sobre a questão da violência a que os cavalos são submetidos, explorados como meio de transporte para pessoas e cargas.

“Normalmente, esses animais são explorados puxando carroças e deixados quando não podem mais fazer isso”, informou, em entrevista ao Eu, Rio!, um jornal do estado. “Se o tutor for identificado, será feito o registro da ocorrência”.

O esforço para resgatar Chiclete foi um trabalho coletivo. As donas de casa Valéria Oliveira e Erica Sampaio criaram uma grande rede de apoio, arrecadando o dinheiro que pagou a internação do cavalo na clínica do veterinário Márcio Struminski.

“Somente após seis litros de soro ele conseguiu levantar”, contou o veterinário, afirmando que o animal se encontrava em um estado grave de desidratação.

Segundo dados do programa Linha Verde, em dezembro de 2018 o número de denúncias de maus-tratos contra os animais aumentou e chegou a registrar 3.600 casos – um aumento de 24% em relação a dezembro de 2017. As denúncias mais comuns incluem falta de alimentação e espancamento. Segundo o programa, cachorros, gatos e cavalos estão entre os animais mais abandonados pela população.


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Animais são encontrados mortos em Porto Belo (SC)

Por Rafaela Damasceno

Na praia da Vieira, em Porto Belo, um golfinho, uma tartaruga e um pinguim foram encontrados mortos. O golfinho estava sem a cauda e todos os animais possuíam ferimentos que parecem ter sido causados por uma rede de pesca.

Golfinho morto na praia, ferido e sem cauda

Foto: Grupo de Operações e Resgate GOR

O Grupo de Operações e Resgate (GOR) os encontrou após ser acionado pelo Corpo de Bombeiros, para verificar apenas o golfinho. Depois de chegar ao local, foi abordado por pessoas que informaram a presença do pinguim e da tartaruga.

Tartaruga morta na praia

Foto: Grupo de Operações e Resgate GOR

“A gente suspeita que a tartaruga e o golfinho tenham ficado presos na mesma rede. O pinguim está morto há mais tempo e provavelmente ficou preso em uma rede também, porque aqui tem várias redes ilegais”, explicou o presidente do grupo, Pedro Henrique da Silva, em entrevista ao G1.

Pinguim morto sobre a grama

Foto: Grupo de Operações e Resgate GOR

O GOR informou que outro golfinho foi encontrado morto na mesma praia apenas uma semana antes. A Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Porto Belo anunciou que ações estão sendo realizadas para recolher melhor as redes de pesca e educar os pescadores sobre as consequências delas.

A equipe de resgate sugere às pessoas que, se encontrarem animais mortos nas praias, devem ligar para o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar ou o Projeto de Monitoramento de Praias (0800 642 3341).


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Cachorro se recusa a deixar caixão de seu tutor no velório

Por Rafaela Damasceno

Um vídeo de um cachorro lamentando pela morte de seu guardião em Lima, no Peru, comoveu a internet. As imagens de cortar o coração mostram ele apoiado no caixão com as duas patas da frente, enquanto pessoas tentam afastá-lo sem sucesso.

Os parentes do falecido filmaram a cena e postaram nas redes sociais, onde o vídeo foi extremamente compartilhado e divulgado. Alguns comentários foram feitos, a maioria das pessoas lamentando a dor do cachorrinho.

O cachorro se apoiando no caixão do tutor

Foto: Print do vídeo

“Eles vivem toda alegria e toda tristeza com a gente… tão leal… tão triste”, comentou Carol Elizabeth Jaugueri Castillo. Outras pessoas postaram mensagens semelhantes, tocadas pelo luto.

Os animais são sencientes, amorosos, sensíveis e capazes de sentir a perda de seus companheiros queridos. Alguns casos famosos viraram livros e até mesmo filmes, mas incontáveis outros ocorrem todos os dias. Extremamente leais e companheiros, os animais podem demonstrar o verdadeiro amor como ninguém.


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Dezenas de baleias são encontradas mortas na Islândia

Por Rafaela Damasceno

Mais de 60 baleias-piloto foram encontradas mortas e encalhadas nas praias de Longufjorur, no oeste da Islândia. Elas foram fotografadas pelo comandante do helicóptero, David Schwarzhans, em uma região deserta e praticamente inacessível, pouco visitada pelas pessoas.

Várias baleias encalhadas e praticamente enterradas na areia

Foto: David Schwarzhans

Não se sabe ao certo o porquê de tantos mamíferos terem encalhado, nem quando aconteceu exatamente.

“Estávamos voando para o norte sobre a praia quando vimos. Nós não tínhamos certeza se eram baleias, focas ou golfinhos. Contamos cerca de 60, mas deviam ter mais porque havia barbatanas saindo da areia”, contou à BBC. “Foi trágico e chocante. Eram muitas”.

Algumas baleias acabaram enterradas, provavelmente por causa do vento forte, que deve ter empurrado a areia até cobrí-las.

Edda Elisabeth Magnusdottir, bióloga marinha especialista em baleias, disse à Iceland Monitor que as baleias-piloto tendem a ficar desorientadas quando entram em águas mais rasas. Ela também explicou que essa espécie normalmente nada em grupos compactos, e por isso muitas acabam encalhando de uma vez só.

Casos semelhantes aconteceram anteriormente. Em novembro de 2018, cerca de 145 baleias-piloto encalharam em uma ilha na Nova Zelândia. Foi impossível salvá-las e todas morreram.

Foto captura o momento em que urso parece contemplar a vida

Por Rafaela Damasceno

O refúgio de Kuterevo, na Croácia, abriga ursos órfãos ou feridos que não conseguiriam se adaptar na natureza. Uma foto, postada no Reddit, mostra um dos ursos resgatados deitado em uma banheira de pedra. Conhecido como Vladimir, ele parece calmo, solene e relaxado, curtindo seu banho enquanto reflete sobre a vida.

Vladimir relaxa em uma banheira de pedra ao lado de uma cabana

Foto: Reddit / ZekouCafe

A foto gerou repercussão na rede social. Diversos usuários comentaram, desde brincadeiras até declarações de amor a Vladimir. “Parece que ele está tendo um dia de spa. Isso é insuportavelmente adorável”, disse um deles.

A foto foi compartilhada por um voluntário, que capturou o momento em que Vladimir relaxava. Muitas pessoas ignoravam a existência do santuário até então, e se empolgaram em saber que poderiam doar e visitar o local.

Kuterevo pode ser um lar permanente, onde os ursos que já foram maltratados têm a oportunidade de enfim descansar, mas também pode ser um lar temporário. Se for constatado que o animal está apto para viver na vida selvagem, ele é reintroduzido na natureza.

Isso aconteceu com Luka Gora, uma fêmea que costumava subir em uma árvore todas as noites para chorar. Ela foi solta há alguns anos, depois que especialistas constataram que ela poderia sobreviver por conta própria.

No refúgio de Kuterevo, os ursos vivem ao ar livre em um espaço de 2,5 hectares que tenta reproduzir as condições da vida selvagem.

“Ele é lindo”, afirmou uma usuária do Reddit, sobre Vladimir. “Eu espero que ele esteja feliz”.


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Bebês morcegos são resgatados, alimentados e enrolados em cobertores

Por Rafaela Damasceno

Os morcegos não possuem estrutura para suportar o calor extremo. Eles são muito sensíveis ao sol e são suscetíveis à insolação. Quando as temperaturas são muito elevadas, podem morrer em seus abrigos ou até mesmo no ar. Nova Gales do Sul, na Austrália, registrou temperaturas de 44°C, e mais de 100 filhotes de morcego ficaram órfãos antes que pudessem aprender a sobreviver por conta própria.

A Conservação e Resgate de Morcegos interviu, resgatando os bebês sobreviventes. Eles foram levados pelos voluntários até clínicas de reabilitação e cuidados, onde ficarão até estarem prontos para voltar à vida selvagem.

Três filhotes de morcego enrolados em cobertores, parecendo burritos

Imagem ilustrativa | Foto: People

É extremamente importante que o resgate seja feito por profissionais capacitados, já que os animais necessitam de cuidados apropriados que não podem ser realizados por qualquer um. Os voluntários pedem para que as pessoas não tentem resgatá-los por conta própria, já que mesmo a melhor das intenções pode resultar na morte dos filhotes.

Depois de resgatados e levados para um local seguro, os bebês foram aquecidos e alimentados. Os mais de 100 morcegos necessitam de cuidados 24 horas por dia.

Um vídeo divulgado pelo centro de Conservação e Resgate de Morcegos mostra os filhotes enrolados em cobertores, recebendo carinhos. Os voluntários trabalham para que eles tenham o melhor tratamento, cresçam fortes e saudáveis e sejam reabilitados na natureza.


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Raia manta pede ajuda a mergulhadores para remover gancho de sua pele

Por Rafaela Damasceno

Uma manta na Austrália surpreendeu mergulhadores ao pedir ajuda para retirar um objeto perfurante de sua pele, logo abaixo dos olhos. O animal, conhecido por aqueles que mergulham na região como Freckles, parece ter reconhecido um dos fotógrafos que costuma nadar por ali.

“Ela chegou perto, e mais perto, e então começou a se desdobrar para me mostrar o olho ferido”, contou o fotógrafo subaquático Jake Wilton, em entrevista ao Daily Mail. Ele guia turistas em torno da baía de Ningaloo e reconheceu a manta como Freckles assim que a viu.

Freckles e Jake no mar

Foto: Supplied

Jake não demorou para perceber que ela queria ajuda. Um gancho se projetava na pele do animal, que permaneceu completamente parado enquanto ele tentava retirá-lo. Algumas tentativas foram necessárias antes que Jake conseguisse finalmente salvar a manta de uma cegueira ou infecções que poderiam causar sua morte.

Freckles continuou no mesmo lugar, flutuando, todas as vezes em que Jake precisava voltar à superfície para pegar um pouco de ar. Só nadou para longe quando ele se afastou pela última vez, com o gancho já em mãos.

Um dos homens a bordo do barco que foi utilizado para chegar até ali disse que a manta parecia saber que Jake tentaria ajudá-la, por isso foi diretamente até ele.

A raia no centro, em baixo d'água, e alguns mergulhadores em volta, na superfície

Foto: Supplied

As mantas costumam viver cerca de 50 anos e podem crescer até sete metros de largura. Ao contrário das outras espécies de raia, elas não possuem ferrões e são praticamente inofensivas. Objetos estranhos que chegam ao mar podem facilmente machucá-las, assim como a outros animais marinhos, que não conseguem se livrar deles por conta própria.

Se o gancho não fosse retirado, Freckles possuía uma chance enorme de contrair uma infecção ou ficar cega.


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Ouriço-cacheiro morre ao tentar fugir de incêndio no Rio de Janeiro

Por Rafaela Damasceno

Um ouriço-cacheiro foi encontrado morto por técnicos da Defesa Civil na região de Miracema, no Rio de Janeiro. O animal tinha o focinho queimado e foi enterrado em uma área de vegetação da cidade.

O ouriço deitado em uma placa, morto

Foto: G1

“Ele deve ter ficado preso em uma toca no barranco e se queimado”, disse coordenador da Defesa Civil, Cláudio Martins, em entrevista ao G1. “Ao sair, ele caiu”.

O coordenador também afirma que a região afetada pelo incêndio tem muitas tocas de animais. Infelizmente, muitos outros podem ter se ferido ou morrido nas tocas. Entre eles, outros ouriços, mas também cobras, lagartos e tatus. “Essas cenas entristecem toda a equipe que vem combatendo esses incêndios e resgatando animais silvestres que fogem do fogo”, contou.

O incêndio ocorreu dois dias antes do animal ser encontrado, o que faz a Defesa Civil acreditar que o animal permaneceu na toca por um tempo, antes de tentar escapar do fogo.

A queimada é uma técnica primitiva utilizada no Brasil desde o período colonial. Por ser rápida e barata, ainda é empregada no meio agrícola como forma de “limpar o terreno” – o que acaba provocando inúmeras consequências, como o desequilíbrio dos ecossistemas, liberação de gases poluentes, intensificação da erosão e a morte de vários animais. Acidentes também podem causar queimadas, mas na maioria das vezes os incêndios ocorrem de maneira criminosa.

Segundo a Defesa Civil, as queimadas deste ano já destruíram em cerca de 19 hectares, algo em torno de 190.000 metros quadrados ou mais 17 campos de futebol. Isso só em Miracema. As perdas totais da biodiversidade são incalculáveis.

O órgão informou que está emitindo alertas e promovendo campanhas nas redes sociais para conscientizar as pessoas sobre o crime de colocar fogo na vegetação.


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Cachorrinha resgatada das ruas com 16 anos finalmente encontra uma família

Foto: Jen Ramey

Foto: Jen Ramey

Ruthie foi encontrada em péssimo estado, doente e abandonada, vivendo nas ruas de Abilene, no Texas (EUA), e foi levada para um abrigo local. A cachorrinha idosa mista de chihuahua de 16 anos estava muito abatida quando chegou ao veterinário, e os funcionários do abrigo temeram que ela não iria conseguir se recuperar.

A cachorrinha estava severamente abaixo do peso e com infestação de pulgas, sofria de uma infecção ocular, infecções de pele e doenças nas gengivas. O abrigo a mantinha isolada porque estava tendo dificuldade em lidar com a vida no local, além de seus problemas de saúde, e não queriam que ela ficasse mais estressada do que já estava.

Foto: Jen Ramey

Foto: Jen Ramey

Ninguém parecia ter muita fé que Ruthie iria aguentar – até que a ONG Forgotten Friends descobriu a cachorrinha idosa e imediatamente soube que ela merecia uma chance.

Depois de ser retirada do abrigo pela ONG, Ruthie foi colocada em um lar temporário. Suas novas amigas na ONG começaram a lidar com seus muitos problemas médicos, inclusive com os dentes podres infeccionados.

Muitas vezes é mais difícil encontrar casas para animais idosos, especialmente cães de 16 anos, e ainda assim não demorou muito para que a família perfeita descobrisse Ruthie e se apaixonasse por ela.

Foto: Jen Ramey

Foto: Jen Ramey

Jen Ramey e seu marido estavam planejando uma festa de aniversário para seu cachorro Buttercup e decidiram usar a festa para arrecadar dinheiro para a ONG Forgotten Friends (entidade que resgatou Ruth).

A ONG então decidiu trazer alguns de seus cães para a festa, incluindo Ruthie, e assim que o casal conheceu a chihuahua idosa, eles souberam que ela deveria ser o mais novo membro de sua família.

Foto: Jen Ramey

Foto: Jen Ramey

“Eu pensei na hora que ela era a cachorrinha mais doce que eu já tinha visto, e honestamente não achava que poderíamos ter com outro cachorro, mas não conseguia parar de pensar nela”, disse Ramey ao The Dodo. “Quando meu marido sugeriu adotá-la, se ninguém manifestasse interesse nela até o final do mês (uma semana após a festa de Buttercup), eu apresentei o formulário on-line e nós a pegamos no dia seguinte!”

Ramey e seu marido estavam cientes dos problemas médicos de Ruthie, e estavam preparados para lidar com eles, assim como com todos os outros desafios que surgem ao adotar um cão idoso.

Foto: Jen Ramey

Foto: Jen Ramey

Depois de tudo o que ela passou e tudo o que ela estava lidando em termos de tratamentos médicos, eles assumiram que Ruthie seria o tipo de cão sênior que era incrivelmente maduro e só ia querer relaxar o tempo todo – mas assim que ela chegou em sua nova casa, Ruthie foi rápida em provar que eles estavam errados.

“Logo de início, ela queria que Buttercup (a cachorrinha que já vivia com a família) soubesse que ela estava aqui para ficar”, disse Ramey. “Nós esperávamos que ela fosse uma velhinha fria, mas não era exatamente o caso”.

Foto: Jen Ramey

Foto: Jen Ramey

Desde o começo, Ruthie estava cheia de energia e não teve problemas em acompanhar sua irmã mais nova. Ela adora estar envolvida em tudo que sua família faz e não pode suportar ficar de fora dos passeios e atividades. Ela gosta de todas as pessoas que conhece e não deseja nada além de ser abraçada, acariciada e adorada por todos ao seu redor.

“Ela adora comer e roubar os brinquedos de sua irmã”, disse Ramey. “Nós pensamos que ela estaria sempre cansada e relaxada o tempo todo, mas ela é realmente super corajosa agora, o que é muito inesperado, considerando sua idade e seus problemas médicos.”

Foto: Jen Ramey

Foto: Jen Ramey

A condição geral de Ruthie melhorou muito desde que ela foi adotada, mas ela ainda tem muitos problemas para lidar. Ela tem dificuldade em ganhar peso e sofreu de uma obstrução de traqueia. Ela também tem pulmões com cicatrizes de bronquite crônica, doença das vias aéreas inflamadas e uma hérnia inguinal inoperável.

No entanto, nada disso a atrapalha, e ela não parece ligar com todos esses detalhes com base em sua personalidade despreocupada. Quando Ruthie chegou ao abrigo, ninguém achou que a cachorra de 16 anos iria sobreviver. Agora ela é praticamente um filhote novamente, amando cada minuto de sua nova família e sua segunda chance.

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Dezenas de baleias encalham e retornam ao mar com ajuda de banhistas

Por Rafaela Damasceno

Uma multidão de voluntários – entre eles famílias inteiras, crianças e turistas – se juntou para uma operação improvisada na Ilha de St. Simon, nos Estados Unidos, para salvar cerca de 30 baleias. Os mamíferos encalharam na região da Geórgia e três delas morreram, mas o restante retornou ao mar com segurança, segundo o Departamento de Recursos Naturais da Geórgia (DNR).

Uma baleia cinzenta espreita sobre a água

Imagem ilustrativa | Foto: Portal dos Animais

O biólogo especialista em baleias da DNR, Clay George, disse que os animais foram mortos depois que foi constatado que não conseguiriam voltar ao mar. “O encalhe é uma ocorrência natural, e a única coisa que podemos fazer é continuar empurrando para o mar”, afirmou.

Os mamíferos foram avistados no dia seguinte em uma corrente marítima perto do porto. Rick Lavender, porta-voz da DNR, disse que os ambientalistas da Fundação Nacional dos Mamíferos Marinhos seguiram as baleias em um barco para garantir que estavam seguras e permaneceram no mar. Um helicóptero também foi designado para sobrevoar a costa à procura de mais baleias encalhadas, mas nenhuma foi encontrada.

A operação de resgate foi filmada por um morador local e postada no Facebook. O vídeo mostra pessoas de todas as idades se movendo para ajudar a empurrar. “É tão triste”, disse o autor do vídeo, Dixie McCoy, em um ponto da gravação. “Elas vão morrer se não eles não conseguirem ajudar”.

Mas os banhistas não desistiram. Um a um, os banhistas jogaram água sobre os animais – alguns dos quais gritavam de desespero – e empurraram, arrastaram e rolaram as baleias para as águas mais profundas.

Além dos banhistas, pessoas do Centro de Tartarugas Marinhas da Geórgia, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica e da DNR também ajudaram no resgate.

George, o biólogo, disse que as baleias provavelmente ficaram confusas por algum motivo, já que normalmente nadam em uma região há 100 milhas da costa (quase 170 quilômetros).

Mudanças climáticas

O número de baleias encalhadas é o maior em 20 anos e intrigou especialistas, que buscam uma resposta. Até agora, a explicação mais provável é que as mudanças climáticas que causaram o aquecimento dos oceanos podem estar contribuindo para isso.

Os especialistas acreditam que a quantidade de baleias aumentou, mas a comida diminuiu. Uma corrente de água morna começou a se formar no nordeste do Oceano Pacífico em 2013, destruindo consideravelmente a cadeia alimentar oceânica. Além disso, o gelo do mar recua com o clima quente, forçando as baleias a nadarem mais para o norte em busca de comida.

Depois, quando iniciam a migração para o sul, o caminho é ainda mais longo e a gordura não é suficiente para sustentá-las durante a jornada (as baleias não comem quando estão migrando para o sul).

Elas acabam morrendo, muitas vezes, e encalhando nas praias. Em outros casos, as mudanças ocorrendo no mar podem confundi-las, o que as faz nadar em direção a lugares que não costumam ir.

Frances Gulland, membro da Comissão de Mamíferos Marinhos, demonstra preocupação com as mudanças e os motivos dos encalhes. “As pessoas precisam acordar para o fato de que todos os lugares são impactados pelas mudanças climáticas”.


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