Canada Goose retira publicidade onde diz não maltratar os animais

Por Rafaela Damasceno

A Canada Goose, empresa que fabrica roupas de inverno com produtos animais, concordou em remover as garantias de que seus fornecedores de pelos não abusam dos animais.

Um coiote preso pela pata em uma armadilha

Foto: Born Free USA

A ação foi tomada em resposta a uma denúncia da organização PETA, que há anos se opõe a exploração de animais da empresa. A denúncia foi feita para a Federal Trade Commission (Comissão de Comércio Federal ou FTC, na sigla em inglês), que investigou as práticas de publicidade do Canada Goose.

A declaração removida do site da empresa dizia que a pele de coiote (utilizada para revestir o capuz das jaquetas fabricadas) vinha apenas de regiões com uma superpopulação de coiotes.

A PETA afirma que os métodos de captura da Canada Goose faz com que os coiotes sejam deixados em armadilhas por até três dias, agonizando. Se ainda estão vivos quando são encontrados, os caçadores rapidamente atiram ou golpeiam os animais de forma cruel.

Gansos também são caçados pela empresa, com as penas sendo utilizadas para isolamento térmico das roupas. De acordo com a PETA, os gansos são levados até matadouros, onde frequentemente são mortos brutalmente, ainda conscientes.

A FTC não divulgou detalhes sobre as investigações concluídas, mas concluiu que não tomaria medidas de fiscalização. Segundo eles, a Canada Goose tomou “medidas corretivas prontamente”. Apesar do resultado, a PETA não acredita que a empresa tenha mudado sua prática cruel.

“A Canada Goose não tem o direito de pedir transparência, enquanto engana seus clientes sem dizer que seus métodos permitem que coiotes com ossos quebrados e outros ferimentos fiquem em armadilhas por dias antes de serem mortos”, declarou Elisa Allen, diretora da PETA.


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Touradas voltam a ser realizadas em Maiorca, na Espanha

Por Rafaela Damasceno

As touradas voltarão a ser realizadas em Maiorca, na Espanha, após uma proibição da crueldade ter sido revogada pelo principal tribunal espanhol. Uma lei havia proibido a morte dos touros durante as lutas, mas o tribunal argumentou que essa era uma parte essencial das touradas, consideradas um esporte.

Um toureiro agradecendo a plateia

Foto: AFP

A próxima tourada será a primeira em Maiorca em dois anos, o que revoltou ativistas em defesa dos direitos animais. As lutas são horríveis, bárbaras e sangrentas, e os ativistas planejam protestar contra o evento.

“Estamos convencidos de que o fim das touradas está próximo e esse é o último suspiro de um espetáculo morto”, declarou Francisco Vasquez Neria, do grupo Anima Naturalis, à BBC.

Consideradas um esporte e entretenimento para algumas pessoas, as touradas são extremamente cruéis com os touros, que são assassinados de maneira brutal. Centenas são realizadas todos os anos na Espanha, mas o número está diminuindo. As Ilhas Canárias e a Catalunha tomaram medidas para banir a tradição.

Portugal, o sul da França e alguns países da América do Sul também são amantes das touradas.


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Vítima de negligência, mula é resgatada e está se recuperando em santuário

Por Rafaela Damasceno

A negligência e os maus-tratos aos animais é algo mais comum do que se imagina. Abandonar um animal sem comida, água ou abrigo; acorrentado ou amarrado; machucado ou doente – esses são alguns exemplos mais recorrentes do crime.

As patas tortas e com cascos enormes

Foto: Redwings

Alguns países possuem leis efetivas de bem-estar animal, como é o caso da Holanda, que se tornou o primeiro país do mundo sem animais abandonados. Isso ocorre com a aplicação de punições para aqueles que deixam os animais à própria sorte. Infelizmente, esse não é o caso do Brasil: a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, apenas no Brasil, existam mais de 30 milhões de animais abandonados.

A Inglaterra também não possui punições efetivas para os casos de negligência e maus-tratos. Um exemplo disso é a mula Dotty, encontrada abandonada em Essex, na Inglaterra, e resgatada pela organização RSPCA. Ela foi achada com os cascos grandes e doloridos, sem conseguir andar direito e sentindo extrema dor. Seu tutor foi processado e impedido de manter cavalos e burros por três anos.

A mula resgatada pastando na grama

Foto: Redwings

“É horrível pensar que o sofrimento de Dotty poderia ter sido evitado com cuidados básicos e aparos regulares em seus cascos. Agora ela está segura no santuário, e receberá todo o cuidado que precisa para que nunca mais tenha que viver com medo ou dor”, afirmou Debbie Scotts, funcionário do Redwings, santuário que abriga Dotty.


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Fazenda para de matar animais após ouvir discurso do ativista James Aspey

Por Rafaela Damasceno

Uma fazenda de permacultura – prática que “consiste no planejamento e execução de ocupações humanas sustentáveis nas quais plantas, animais, seres humanos e construções se tornam parte de um sistema inteligente e interconectado”, segundo o Fazenda da Toca – parou de matar animais após ouvir o discurso do ativista vegano James Aspey.

James segurando uma cabra e sorrindo

Foto: Instagram

James deu a palestra na instalação da Costa Rica, falando sobre questões relacionadas à pecuária e seu impacto no meio ambiente, animais, destruição das florestas tropicais e outros tópicos.

Segundo Aspey, o homem responsável pela fazenda ouviu sua palestra, que foi traduzida a ele do inglês para o espanhol, e contou o que aprendeu para sua esposa. “Ela escreveu para nós uma carta de três páginas, dizendo que sua perspectiva mudou e que sempre amou os animais, odiando os matadouros desde criança”, contou ele ao Plant Based News. “Ela não sabia que havia um jeito de viver sem matar. Agora ela vive”.

James Aspey ficou conhecido por, em 2014, fazer um voto de silêncio que durou um ano inteiro, na esperança de chamar atenção para a causa animal. Seus discursos são mundialmente conhecidos e o ativista promove diversas campanhas, inspirando pessoas a aderirem ao veganismo.


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Pit bull abusado e traumatizado se transforma ao encontrar sua nova tutora

Foto: Brittney Strugala

Foto: Brittney Strugala

Depois que Meatloaf foi abandonado e deixado por sua própria conta, ele foi atropelado por um carro enquanto vagava pelas ruas da Flórida, nos Estados Unidos e a pessoa que o atingiu rapidamente entrou em contato com o controle de animais. Meatloaf foi logo resgatado pelo Rescue Animals In Need (RAIN), que imediatamente percebeu, pela sua condição e comportamento, que o pobre cachorro passara por muito mais do que apenas um acidente de carro.

Quando Meatloaf foi levado pela primeira vez pelo resgate, ele estava coberto de infecções de pele e sarna, sofria de infecções nos dois ouvidos e estava em torno de 20 quilos abaixo do peso. Ele tinha medo de tudo, e com base em seus ferimentos e na negligência óbvia de que tinha sido vítima, seus salvadores assumiram que ele provavelmente foi usado como cão de isca em brigas de cães em algum momento de sua vida.

Foto: Brittney Strugala

Foto: Brittney Strugala

Apesar de seu passado terrível e medos intensos, Meatloaf estava emocionado por finalmente estar seguro, e apesar de todos os seus novos amigos no centro de resgate poderem dizer que ele estava com medo, ele nunca parou de abanar o rabo, e parecia estar desesperadamente tentando superar sua ansiedade.

Meatloaf foi colocado em um lar temporário, enquanto ele se curava de suas muitas doenças, e, eventualmente, era hora de começar a procurar sua casa para sempre. Sua responsável no lar temporário conheceu alguns adotantes em potencial, mas nenhum deles parecia a melhor escolha.

Foto: Brittney Strugala

Foto: Brittney Strugala

Depois de tudo o que o pit bull passou, a responsável por Meatloaf queria desesperadamente encontrar para ele a família perfeita onde ele pudesse prosperar. Ela ficou preocupada se nunca encontraria uma família que ela estivesse completamente confortável em entregando-lo – até que ela conheceu Brittney Strugala.

Strugala estava ajudando sua melhor amiga a procurar um cachorro para adotar, e quando se deparou com a foto de Meatloaf, de repente teve a forte sensação de que precisava adotá-lo sozinha; que ele deveria ser seu cachorro. Ela e seu noivo estavam pensando em adotar um amigo para seu outro pit bull, Sky, e Strugala soube em seu coração que Meatloaf era o cachorro que eles estavam esperando.

Foto: Brittney Strugala

Foto: Brittney Strugala

O único problema era que a gerência do apartamento do casal não permitia que eles tivessem mais de um cachorro – e então eles decidiram se mudar.

“Eu imediatamente me apaixonei e sabia que tinha que tê-lo ao meu lado”, disse Strugala ao The Dodo. “Eu estava olhando para ele há mais de um mês, sem esperança de sequer tê-lo, porque eu morava com outras pessoas e não conseguia outro cachorro. Bem, algumas coisas mudaram e nos mudamos de casa no mês seguinte e nosso novo senhorio não só nos deixou ter um pit bull, ela nos deixou ter dois! Então, no primeiro dia em que nos mudamos, eu me candidatei a ele”.

Foto: Brittney Strugala

Foto: Brittney Strugala

Assim que sua situação de vida mudou, o casal aproveitou a oportunidade para receber Meatloaf em sua família – e apenas cinco dias depois que eles se mudaram para o novo local, Meatloaf chegou em sua nova casa.

Embora a maioria das doenças do Meatloaf estivesse curada no momento em que ele foi adotado, ele ainda estava bastante ansioso – mas sua nova família estava determinada a ajudá-lo, embora soubessem que poderia ser um longo caminho.

“Eu sabia que ele daria muito trabalho até se adaptar e eu queria fazer parte disso tudo”, disse Strugala.

Meatloaf amou sua nova família desde o início, e apesar de seus medos de pequenas coisas como barulhos repentinos, ele parecia imediatamente confortável em sua nova casa e confiava em sua nova família – especialmente sua irmã cachorra, Sky. Com a ajuda de Sky, Meatloaf tem, lentamente, mas com certeza, menos medo de coisas, e é capaz de lidar com o que vier pela frente, do seu jeito, desde que ele a tenha ao seu lado.

Foto: Brittney Strugala

Foto: Brittney Strugala

“Ele não tem muito medo agora porque mostramos a ele que as coisas e o mundo não são assustadores”, disse Strugala. “Sky também o ajuda a se sentir invencível”.

Agora, Meatloaf é o pit bull mais feliz e pateta do mundo, e não poderia amar mais sua nova vida. Ele absolutamente adora se aninhar com seus pais e faz birra cada vez que eles têm que sair para o trabalho. O pit bull segue sua irmã Sky por toda parte, e parece que finalmente aceitou que, enquanto ele tiver sua família, ele nunca mais terá que se sentir assustado novamente.

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Urso com três pernas completa 22 anos de vida na natureza

Foto: Vince Shute Wildlife Sanctuary

Foto: Vince Shute Wildlife Sanctuary

Um urso de três patas, que ficou famoso na região, retornou para outro verão no Santuário de Vida Selvagem de Vince Shute, em Minnesota nos Estados Unidos, provando que um urso com uma deficiência significativa pode viver bem até uma idade madura na natureza.

O urso, chamado de Schwinn, foi visto pela primeira vez ainda jovem no santuário em 1999 e tem sido um visitante regular do local desde então.

Acredita-se que ele tenha 22 anos de idade, ou seja, cerca de quatro anos mais velho do que o tempo médio de vida de um urso-negro selvagem em áreas sem pressão de caça significativa.

Mesmo como um urso jovem, Schwinn não tinha a maior parte da perna esquerda da frente, embora não esteja claro se isso foi causado por um acidente ou trata-se de uma deformidade congênita.

Este ano, a equipe do santuário e os visitantes avistaram pela primeira vez Schwinn em 9 de julho e ele tem retornado para se alimentar quase todas as noites desde então.

Para os ursos, a metade do final do verão é um período conhecido como hiperfagia, quando seu desejo por comida se torna quase insaciável que é quando eles tentam ganhar peso para a hibernação que está por vir.

Apesar de sua perna perdida e idade avançada, Schwinn ainda está prosperando. A única coisa que ele é incapaz de fazer é subir em árvores como os outros ursos.

Embora leve um pouco mais de energia e tempo para ele se movimentar pelo santuário, o urso ainda mantém o seu terreno e outros ursos sabem que devem sair do seu caminho.

Schwinn pode ser visto no santuário com seu temperamento descontraído, descansando na pilha de cedro ou se resfriando no riacho.

Schwinn é um urso incrível para ver e fotografar, mas ele é apenas um dos muitos ursos selvagens fascinantes que vivem ou passam pelo santuário.

A American Bear Association, uma ONG que opera o Santuário da Vida Selvagem Vince Shute, foi formada em 1995 e se dedica a promover uma melhor compreensão do urso negro através da educação e observação.

Milhares de pessoas visitam a plataforma de observação do Santuário da Vida Selvagem de Vince Shute todos os anos para observar e aprender sobre ursos negros.

Para mais informações, visite o site www.americanbear.org.

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Tartarugas verdes comem pedaços de plástico descartados no oceano por confundi-los com alimento

Foto: Factorydirect

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Espécies de tartarugas correm risco de morte por comerem plástico descartado no oceano ao acreditarem que os detritos sejam comida.

As tartarugas-verdes (Chelonia mydas) são muito mais propensas a consumir objetos de plástico que são coloridos verdes, pretos ou claros, segundo um estudo.

Os cientistas agora acreditam que as tartarugas confundem isso com a grama marinha que comem, o que as coloca em risco particular de sacos plásticos, sacos de transporte e fragmentos de corda de pesca.

Já se sabia que as tartarugas-de-couro (Dermochelys coriácea) comem sacos plásticos, provavelmente porque os confundem com águas-vivas.

A descoberta de outra espécie de tartaruga cuja alimentação torna vulneráveis ao plástico veio depois que pesquisadores examinaram tartarugas verdes mortas encontradas nas praias de Chipre.

Plástico foi encontrado em todas as tartarugas cujo trato gastrointestinal completo poderia ser examinado, com um encontrado para conter 183 peças separadas.

Emily Duncan, primeira autora do estudo da Universidade de Exeter, disse: “Pesquisas anteriores sugeriram que as tartarugas-de-couro comem plástico que se assemelha a presas de medusas, e nós queríamos saber se algo semelhante poderia estar acontecendo com as tartarugas-verdes.

Foto: PA

Foto: PA

“As tartarugas marinhas são predadores primariamente visuais, capazes de escolher os alimentos por tamanho e forma, e neste estudo encontramos fortes evidências de que as tartarugas-verdes preferem plástico de certos tamanhos, formas e cores”.

“Comparado a uma linha de base de detritos de plástico nas praias, o plástico que encontramos nessas tartarugas sugere que elas favorecem fios e folhas que são pretas, claras ou verdes.”

O plástico encontra-se agora nos oceanos do mundo todo, descobertas apontam que quase metade das espécies de baleias, golfinhos e botos encontrados mortos engoliram os detritos (tinham a presença de plásticos no estomago.

Mais de um terço das espécies de aves marinhas acabam comendo plástico, juntamente com muitos tipos de peixes, colocando-os na cadeia alimentar humana.

Foto: PA

Foto: PA

Várias campanhas foram lançadas num esforço de proteger a vida selvagem por meio da conscientização sobre o uso de plásticos, o que que levou a um imposto sobre as sacolas de uso único em alguns países.

Para examinar o efeito do plástico nas tartarugas-verdes, que estão ameaçadas de extinção, os cientistas examinaram as entranhas de 34 delas.

Os tratos gastrointestinais completos podiam ser vistos em 19 dessas tartarugas, e cada uma continha plástico, variando de três peças a 183.

O plástico pode matar as tartarugas bloqueando seus intestinos ou levando à desnutrição, lotando e entupindo seus estômagos, embora se acredite que as criaturas do estudo tenham morrido depois de serem apanhadas em redes de pesca.

Foto: PA

Foto: PA

Os pesquisadores, cujas descobertas foram publicadas na revista Scientific Reports, encontraram predominantemente películas e folhas de plástico, que se pareciam muito com a dieta de algas e algas marinhas das tartarugas, e que eram pretas, verdes ou claras.

Os animais pareciam evitar fragmentos duros de plástico colorido de vermelho, laranja, azul, cinza ou branco.

As tartarugas mais jovens tendem a conter mais plástico, possivelmente porque são menos experientes e, portanto, mais propensas a comer o alimento errado.

O professor Brendan Godley, que lidera a estratégia de pesquisa da Exeter Marine, disse: “Pesquisas como essa nos ajudam a entender o que as tartarugas marinhas estão comendo e se certos tipos de plástico estão sendo ingeridos mais do que outros.

“É importante saber que tipo de plástico pode ser um problema específico, além de destacar questões que podem ajudar a motivar as pessoas a continuar trabalhando para reduzir o consumo geral de plástico e a poluição”.

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Dieta vegetariana estrita reduz o risco de doenças cardíacas

Por Rafaela Damasceno

Especialistas afirmam que mudar sua alimentação, aderindo a uma dieta baseada em vegetais, diminui em um terço o risco de ter ataques cardíacos ou derrames. As chances de morrer prematuramente, por qualquer causa, são reduzidas em um quarto.

Uma mulher com uma tigela de alimentos vegetais

Foto: Totally Vegan Buzz

Os resultados da pesquisa foram publicados no Journal of American Heart Association (Jornal da Associação Cardíaca Americana) e sugerem que reduzir o consumo de produtos de origem animal, principalmente a carne vermelha, aumentam a saúde do coração.

A equipe de pesquisa analisou dados de alimentação de mais de 10 mil adultos americanos de meia idade. Eles foram monitorados entre 1987 e 2016, e nenhum deles possuía quaisquer doenças cardíacas no início do estudo.

Os pesquisadores então descobriram que aqueles que consumiam mais produtos de origem vegetal tinham 16% menos chance de desenvolver doenças como derrame, insuficiência e ataque cardíaco ou outras doenças relacionadas ao coração.

Essas pessoas também tinham um risco 32% menor de morrer de doenças cardiovasculares, e 25% menos chance de morrer de qualquer outra doença.

“Nossos resultados ressaltam a importância de se preocupar com a alimentação”, declarou o Dr. Rebholz, da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg. “As pessoas devem ingerir mais verduras, nozes, grãos, frutas, legumes, e menos produtos de origem animal”.

Rebholz também afirmou que esse foi um dos primeiros estudos a comparar os padrões alimentares entre aqueles que consomem produtos de origem animal e aqueles que consomem mais produtos vegetais.


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Potro ganha prótese após perder a perna em explosão de mina

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

Um jovem cavalo que vive na Síria voltou a andar depois de ter recebido um membro protético especialmente produzido para ele. O potro perdeu a perna direita dianteira na explosão de uma granada.

O potro, chamado Sham al-Agha, foi atingido pela granada há vários meses, quando o regime do presidente Bashar al-Assad bombardeou a cidade de Aleppo como resultado da guerra civil que ocorre na região.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

Os veterinários sírios conseguiram recuperar o animal com uma perna substituta, que foi colocada no animal graças a uma operação de risco pois a clínica fica em uma região controlada pelos rebeldes perto da fronteira com a Turquia.

O membro foi inteiramente projetado e fabricado localmente por um centro médico que produz membros protéticos na área.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

A perna substituta é removível e, em algumas fotos tiradas ontem, o potro é visto descansando no chão sem a prótese.

Aleppo passou por alguns dos piores episódios de violência e destruição na guerra civil na Síria, que matou mais de 400 mil pessoas no total e deslocou centenas de milhares de outras.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

A instituição de caridade de resgate de animais, a SPCA, diz que “inúmeros animais perderam suas vidas” na guerra da Síria, que ocorre desde 2011.

Próteses

Felizmente desenvolvimento tecnológico na área de próteses tem crescido a cada dia, segundo a Mosaic Science. Isso é uma ótima notícia, e não apenas para os amantes dos animais, visto que os conhecimentos obtidos nas pesquisas veterinárias podem também servir para incrementar as próteses humanas, tornando-as cada vez mais bem adaptadas à nossa fisiologia.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

Para que o animal se acostume com as próteses, é necessário que ele entenda para que elas servem e que veja o benefício que trazem, caso contrário o novo membro pode mais atrapalhar do que ajudar. Além de patas, diversas outras partes dos corpos dos bichos vêm ganhando substitutos quando preciso. É o caso de bicos de aves, cascos e nadadeiras de tartarugas e até mesmo revestimentos protetivos para evitar que animais com alguma deficiência causem ferimentos em si mesmos.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

A ciência pode dar uma assistência cada vez maior tanto ao ser humano quanto a outros seres vivos que dividem os ambientes conosco. A área da prostética animal é bastante ampla, e está apta a dar ótimos frutos para quem se aventurar por ela e, principalmente, para os bichos que um dia possam precisar desse tipo de apoio. E nessa onda, todos nós também nos beneficiamos.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

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Pesquisa aponta que 47% das pessoas que consomem alimentos vegetais o fazem por causa dos animais

Por Rafaela Damasceno

Uma pesquisa da Health Research International revelou que quase metade (47%) das pessoas que compram alimentos e bebidas vegetais acham que isso é muito ou extremamente importante para os animais.

Um focinho de uma vaca com a língua para fora

Foto: Livekindly

Saúde e meio ambiente também são, segundo a pesquisa, fatores essenciais para a dieta baseada em vegetais dos indivíduos. 53% concordam com a afirmação de que aderir ao vegetarianismo estrito ajuda a prevenir doenças, e 44% também disseram comer dessa forma por preocupações ambientais.

As pessoas estão pensando cada vez mais no bem-estar animal. De acordo com a World Animal Protection, 70% das 10.000 pessoas entrevistadas acredita que as condições dos porcos em fazendas industriais são erradas.

Um relatório recente revelou que a preocupação com os animais pode afetar drasticamente a indústria da carne, com a pecuária australiana perdendo 3,8 bilhões de dólares (mais de 14 bilhões de reais) até 2030.

Um grande número de celebridades também protesta contra a indústria da carne. No início deste ano, a cantora vegana Billie Eilish compartilhou imagens de uma indústria de leite em seu Instagram. No vídeo, os funcionários eram extremamente violentos com os filhotes retirados de suas mães.

“Se você vir esses vídeos que eu acabei de postar e não der a mínima você está contribuindo e literalmente comendo criaturas que são torturadas para o seu prazer. Eu sinto muito por você”, escreveu a cantora em seus stories.


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