Imagens flagram animais negligenciados em “pele e osso” abandonados em uma propriedade rural

Foto: Hernando County Sheriff's Office

Foto: Hernando County Sheriff’s Office

Fotos com imagens fortes e pungentes foram divulgadas pela polícia da Flórida (EUA), em um flagrante de fome e negligência enfrentadas por quase uma dúzia de animais que viviam sem comida ou água, em uma propriedade na região.

Oficiais estavam realizando uma verificação com relação ao bem-estar animal de vários animais em Ridge Manor, ao norte de Tampa, após receber uma denúncia de que muitos deles pareciam estar em perigo.

Foto: Hernando County Sheriff's Office

Foto: Hernando County Sheriff’s Office

A Unidade de Fiscalização de Animais da Delegacia do Condado de Hernando respondeu à chamada de denúncia.

O oficiais encarregados da investigação encontraram vários animais debilitados e em necessidade de cuidados médicos urgentes, incluindo um cavalo com os ossos do quadril, costelas e coluna a mostra sobre a pele, tamanha a sua magreza.

Foto: Hernando County Sheriff's Office

Foto: Hernando County Sheriff’s Office

No outro extremo da propriedade, eles encontraram um porco extremamente acima do peso, juntamente com três cabras e cinco cães cujo alojamento estava coberto de fezes e mofo.

Os policiais disseram a responsável pelos dos animais, Kay Davis de 68 anos, que ela precisava limpar o alojamento dos cães imediatamente e fornecer panos e camas limpos para eles dormirem e água limpa também.

Foto: Hernando County Sheriff's Office

Foto: Hernando County Sheriff’s Office

Davis disse que um homem estava “vindo limpar o alojamento dos cachorros” mais tarde naquele mesmo dia.

Os oficiais do bem-estar animal também informaram a Davis que ela precisaria de um veterinário para examinar tanto o cavalo quanto uma das cabras que pareciam severamente desnutridas.

Davis foi inicialmente informada de que as condições tinham que mudar no final de abril, mas parece que desde o encontro inicial os policiais se esforçaram para voltar a entrar em contato com Davis sem sucesso.

Foto: Hernando County Sheriff's Office

Foto: Hernando County Sheriff’s Office

Enquanto isso, as condições dos animais só pioraram.

“Quando os policiais chegaram ao local, puderam observar o estado do cavalo, cuja condição parecia ter piorado desde a última visita”, afirma o relatório.

Nenhum dos animais tinha acesso a comida. Sua água estava coberta de algas e contaminada.

Foto: Hernando County Sheriff's Office

Foto: Hernando County Sheriff’s Office

“Todos os animais da propriedade foram encontrados em estado de negligência e foram resgatados e levados para o Serviço de Animais em Brooksville.”

Davis e Glen Gulvin, 64 anos, que também ajudam a cuidar dos animais, foram ambos citados e acusados por crime de crueldade contra animais.

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Tribunal Superior da Índia concede aos animais os mesmos direitos dos seres humanos

Foto: photowall

Foto: photowall

O fato dos animais serem sencientes, ou seja, possuírem a capacidade de sentir, sofrer, amar, criar vínculos e compreender o mundo ao seu redor já foi cientificamente comprovado e corroborado por especialistas desde 2012 pela Declaração de Cambridge para o mundo todo.

Agora sua personalidade jurídica também foi garantida por uma ordem do Tribunal Superior Punjab e Haryana na Índia. A suprema corte de Punjab e Haryana concedeu aos animais do estado o status de “pessoa ou entidade legal”, segundo o jornal The Indian Express.

Os animais que vivem na região localizada norte da Índia agora têm os “direitos, deveres e responsabilidades correspondentes de uma pessoa viva” graças à nova lei de proteção animal.

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

A decisão visa “proteger e promover maior bem-estar dos animais”, de acordo com o juiz Rajiv Sharma, que escreveu a ordem.

Animais, incluindo aves e aquáticos, “não podem ser tratados como objetos ou propriedades”.

“Os animais devem ser saudáveis, estar confortáveis, bem nutridos, seguros, capazes de expressar comportamento inato sem dor, medo e angústia”, disse Sharma. “Eles têm direito à justiça.”

“Temos que mostrar compaixão por todas as criaturas vivas. Os animais podem ser mudos, mas nós, como sociedade, temos que falar em seu nome. Nenhuma dor ou agonia deve ser causada aos animais. A crueldade com os animais também causa dor psicológica a eles ”, continuou ele.

“Na mitologia hindu, todo animal é associado a Deus. Os animais respiram como nós e têm emoções. Os animais precisam de comida, água, abrigo, comportamento normal, cuidados médicos, autodeterminação ” segundo o juiz.

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

A ordem nomeou cidadãos de Haryana “pessoas in loco parentis” dos animais do estado, referindo-se à responsabilidade legal de assumir algumas das funções de pais em relação aos animais.

Sharma escreveu uma ordem semelhante no ano passado para o Supremo Tribunal de Uttarakhand. A decisão reconhecia a personalidade jurídica dos animais que vivem em Uttarakhand, também um estado no norte da Índia.

Assim como a decisão de Haryana, a ordem de Uttarakhand coloca os residentes do estado como “guardiões” de animais. A ordem, que inclui “todo o reino animal”, foi criada para combater o tráfico, os agressores de animais e a poluição ambiental.

A Índia e a proteção ambiental

Em 2017, Sharma foi membro da banca que declarou rios Ganga e Yamuna, e todos os seus afluentes e córregos, como entidades vivas. Os 2.525 km do rio Ganga e seus afluentes são uma fonte vital de água para 400 milhões de pessoas. Foi a primeira vez na Índia e a segunda vez no mundo que tal reconhecimento ocorreu, porém, o veredicto foi suspenso pela Suprema Corte.

Bem-estar animal na Índia

No ano passado, a Índia baniu todas as exportações de animais vivos em uma tentativa de melhorar o bem-estar animal no país. “Demandas do público” inspiraram a proibição, segundo Mansukh Mandaviya, ministro do departamento de União para o Transporte Marítimo, depois que protestos públicos foram realizados em várias partes do país.

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Filhote de poucos dias sobrevive após a mãe ser atingida por flecha e morrer

Foto: Macedon Ranges Wildlife Network

Foto: Macedon Ranges Wildlife Network

Dois cangurus foram atingidos por flechas, um deles era uma mãe carregando um filhote em sua bolsa. Ela sofreu ferimentos tão graves que teve que ser sacrificada.

A Rede de Proteção à Vida Selvagem Macedon Ranges foi chamada após um canguru do sexo feminino ter sido flagrada com uma flecha no peito no sábado em Greenvale (Austrália), cidade localizada a uma hora a noroeste de Melbourne.

A entidade de não conseguiu pegar o animal ferido, voltando no dia seguinte para tentar capturar e tratar o animal quando encontraram um canguru diferente também ferido, um macho com uma flecha nas costas.

O canguru macho só sofreu ferimentos leves, mas recebeu um sedativo e foi levado para tratamento.

As autoridades de proteção à vida selvagem, temem que os criminosos tenham atirado em mais animais, equipes de resgate e salvamento, continuaram as buscas na área.

Canguru fêmea com flecha no peito | Foto: Macedon Ranges Wildlife Network

Canguru fêmea com flecha no peito | Foto: Macedon Ranges Wildlife Network

A mãe canguru estava carregando um filhote que foi levado para ser cuidado do santuário da vida selvagem.

“É doentio e nos deixa incrivelmente tristes. Estes são atos deliberados e desnecessários de crueldade ”, disse Mel Fraser, da Macedon Ranges Wildlife Network.

Bebê canguru órfão | Foto: Macedon Ranges Wildlife Network

Bebê canguru órfão | Foto: Macedon Ranges Wildlife Network

“Eu já estive envolvida em casos de flechas atingindo animais antes. Nossa equipe não é nova nisso, mas nunca fica mais fácil ”, disse ela.

O comportamento doentio e criminoso vem a tona apenas duas semanas depois de um canguru ser encontrado decapitado em Adelaide.

Outro canguru foi encontrado em Sydney com uma flecha na cabeça em dezembro do ano passado.

A polícia de Victoria disse estar conduzindo uma investigação sobre os ataques.

Canguru macho com flecha nas costas | Foto: Macedon Ranges Wildlife Network

Canguru macho com flecha nas costas | Foto: Macedon Ranges Wildlife Network

Outro caso de mãe morta por flechada deixando filho órfão na Austrália

Também na Austrália, e vítima de uma flecha, um gambá do sexo feminino teve que ser sacrificado deixando seu filhote órfão e para ser criado por humanos.

O marsupial nativo da Austrália foi encontrado trespassado por uma flecha, tão comprida quanto seu corpo, em uma propriedade na cidade de Humpty Doo.

“Às vezes é difícil não perder a fé nos seres humanos”, disse a ONG Wildlife Rescue Darwin, no Facebook.

“Seu bebê agora será criado manualmente no Centro de Resgate e nós reportaremos ao departamento Parks and Wildlife para que eles investiguem o caso e punam os culpados”.

Foto: Wildlife Rescue Darwin

Foto: Wildlife Rescue Darwin

Como ela não poderia ter se mexido depois de atingida e a arma (arco e flecha) é de curto alcance, esperamos que a pessoa que fez esse ato bárbaro seja encontrada”, disse Darwin.

A equipe de resgate da vida selvagem disse que o animal ainda estava vivo ao ser encontrado, mas os veterinários foram forçados a colocá-la para dormir pois a flecha perfurou seu pulmão.

Raios-X mostraram o quão prejudicial a flecha era para o animal foi como ele viajou todo o caminho através de seu corpo.

O ato cruel foi relatado ao departamento de Parques e Territórios do Norte e Unidade de Vida Selvagem para investigação.

Os comentários nas publicações sobre o fato nas redes sociais demonstravam horror e repúdio ao ato cruel e chocante perpetrado contra o animal.

As pessoas que comentavam ou estavam furiosos e revoltados com a pessoa que ferira o animal ou sentiam-se tristes e consternados por sua morte desnecessária.

Muitos até sentiram empatia pelos membros do grupo de animais selvagens que tiveram que testemunhar a crueldade em primeira mão e ver o animal morrer após a necessidade da morte induzida.

O bebê gambá agora segue sem mãe, órfão e será criado pelos funcionários e especialistas do centro da vida selvagem. Mais uma entre as tantas vítimas da maldade e irresponsabilidade humana.

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Baleias jubartes deixam a Antártida e chegam a Abrolhos (BA)

Por David Arioch

As duas vieram de uma longa jornada que começou nas águas gélidas da Antártida (Foto: Eco 360)

Na última sexta-feira, uma baleia e seu filhote foram vistos nas proximidades da ilha Siriba, dentro do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos (BA). Elas são as primeiras jubartes a chegarem ao arquipélago em 2019.

As duas vieram de uma longa jornada que começou nas águas gélidas da Antártida. Todos os anos, cerca de nove mil baleias enfrentam essa longa viagem cujo destino é o litoral brasileiro, onde elas se reproduzem. O maior berçário da espécie fica em Abrolhos, no litoral sul da Bahia. Tradicionalmente, as baleias costumam visitar a costa brasileira entre julho e novembro, mas nos últimos anos elas estão chegando no final de maio.

No Parque Nacional é possível observar as baleias jubarte e realizar outras experiências como mergulho livre e autônomo, caminhada em trilha, observação de aves marinhas entre outras. O visitante interessado na observação dos animais pode verificar junto ao Centro de Visitantes da unidade, na cidade de Caravelas (BA), as operadoras de turismo credenciadas para a atividade.

Sobre a espécie

A baleia jubarte é caracterizada por longas nadadeiras peitorais, semelhante a asas. Isso fica ainda mais evidente nos saltos que ela faz fora d’água – quando a baleia jubarte parece alçar voo. Uma baleia jubarte adulta pode pesar cerca de 40 toneladas e medir até 16 metros. A expectativa de vida pode alcançar 60 anos.

Durante o verão, as baleias jubarte se concentram nas águas polares (tanto no Ártico quanto na Antártida), migrando, durante o inverno para os trópicos, onde se reproduzem. Locais como a costa nordeste do Brasil; costa oeste da África; costa leste do Oceano Índico; costa leste da Oceania e costa oeste da América do Sul são áreas conhecidas de reprodução e alimentação durante o inverno.

A gestação da fêmea dura cerca de onze meses e as fêmeas estão aptas a darem à luz com aproximadamente seis anos. As mães costumam ficar o tempo todo com seus filhotes, pois estão muito vulneráveis durante os primeiros dez meses. As principais ameaças são ataque de predadores e de humanos.

Os filhote ficam com suas mães por quatro a seis anos, quando atingem a maturidade sexual. Até lá, eles acompanham as mães nas migrações anuais durante o inverno.


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Mais de 400 cães são regatados no maior flagrante policial de luta com animais

Humane Society of Missouri

Foto: Humane Society of Missouri

A luta de cães é proibida nos Estados Unidos e é crime previsto em lei em 50 estados. Há penas severas para as pessoas que criam cães para lutar.

No entanto, isso ainda acontece e muitas vezes é difícil de se infiltrar nesse meio, já que essas operações de luta de cães geralmente ocorrem em áreas remotas e envolvem uma enorme rede de criminosos.

Respondendo a várias denúncias, os agentes do bem-estar animal no Missouri (EUA) passaram 12 meses investigando até que finalmente conseguiram resgatar esses animais indefesos e torturados.
É supostamente é o maior flagrante de operação de luta de cães na história dos EUA.

Os policiais esperavam resgatar mais de 200 cães, mas acabaram tendo 400 cães de luta, todos em péssimas condições.

No vídeo abaixo, os oficiais do departamento de bem-estar animal estavam tomados de emoção, ao relatar o estado desses animais. Posteriormente será revelado o que aconteceu depois que eles os resgataram dessas condições desumanas.

"O que você vê aqui fica aqui" | Foto: Humane Society of Missouri

“O que você vê aqui fica aqui” | Foto: Humane Society of Missouri

A descoberta desta operação criminosa de luta com animais levou 12 meses de investigação, mas os agentes do departamento de bem-estar animal estavam cientes do problema há uma década.

“Nos últimos dez anos, a ONG Humane Society foi informadas de que a briga de cães estava crescendo no Missouri”, disse Debbie Hill, vice-presidente de operações da Humane Society of Missouri.

“Como a luta de cães é uma atividade criminosa secreta e habilmente escondida, é extremamente difícil se infiltrar nesses grupos e reunir as provas em primeira mão necessárias para levá-los à justiça.”

Quando descobriram os animais, muitos deles não tinham membros, olhos e orelhas e estavam acorrentados com coleiras pesadas em partes remotas de uma floresta, cobertos de ferimentos e cicatrizes, alguns infectados com doenças.

“Esses cães explorados em lutas com animais são literalmente torturados todos os dias para forçá-los a lutar por suas vidas simplesmente pelo entretenimento e ganância de seus donos e isso acontece repetidas vezes”, disse Debbie.

Por causa da natureza dessa operação, eles tinham que garantir um lugar para esses cães em segredo.

Recomeço

“Tivemos a difícil tarefa de criar um abrigo para pelo menos 250 pit bulls usados nos combates, no final trouxemos 407 desses cães, e literalmente tivemos que fazer tudo de improviso”, explicou Debbie.

Disseram-lhes que talvez de 5 a 10% desses animais pudessem ser reabilitados e encontrassem lares amorosos, mas os oficiais conseguiram determinar quase 60% que poderiam ser adequadamente restaurados à saúde mental e física.

Debbie pediu ajuda para os centros de resgate em todo o país e agora mais da metade desses animais têm a chance de encontrar os lares amorosos que merecem!

O vídeo abaixo conta a história do flagrante à fazenda de luta com cães, imagens fortes:

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Comissão rejeita projeto que limita desmatamento da Amazônia a 30% da área

Por David Arioch

A proposta será analisada ainda, em caráter conclusivo, pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (Foto: AP/Andre Penner)

A Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia da Câmara dos Deputados rejeitou o Projeto de Lei 8672/17, que limita o desmatamento da floresta amazônica a 30% da área total do bioma.

Autor da proposta, o deputado Carlos Henrique Gaguim (DEM-TO) argumenta que mais de 750 mil km² da floresta já foram desmatados, o que corresponde a cerca de 20% de sua extensão original.

Mas, segundo a Agência Câmara, para o relator, deputado Capitão Alberto Neto (PRB-AM), a proposta pode ter o efeito oposto do desejado. “Estabelecer um limite de 30%, como proposto no projeto, seria visto pelos desmatadores, e talvez até pelo governo, como uma meta, e não um teto”, disse.

Ele ressaltou ainda que o desmatamento, quando realizado sem licença da autoridade ambiental competente, já é crime pela legislação atual.

A proposta será analisada ainda, em caráter conclusivo, pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


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Circo usa hologramas no lugar de animais para acabar com os maus-tratos

Photo: Twitter

Photo: Twitter

Muitas pessoas já se conscientizaram do mal que o cativeiro representa para os animais. Nascidos para serem livres os animais sofrem e morrem quando privados de sua liberdade. Apresentando doenças mentais e físicas decorrentes dessa violência.

Contudo os zoológicos do mundo parecem estar mudando os conceitos nos quais eles são baseados. Em muitos países os zoológicos já foram deixados para trás, essas instalações são verdadeiras “cadeias” onde os animais selvagens são trancados em gaiolas ou jaulas ou maltratados, sem falar nos abusos praticados contra a integridade desses seres sencientes, num zoo de Gaza onde as garras de uma leoa foram cortadas para que as crianças pudessem brincar com ela.

No caso dos circos, a situação e os maus-tratos podem ser ainda piores, com choques, espancamentos e privação de alimento como forma de “treinamento”. Mas alguns desses circos estão caminhando na direção oposta, às vezes até de forma radical e, para isso, estão recorrendo às mais recentes tecnologias disponíveis. Isso permite que os visitantes apreciem a visão dos animais em plena ação, mas sem danificá-los ou ameaçar sua saúde.

Photo: Twitter

O circo em questão está localizado na Alemanha, é chamado de Circo Roncalli, e é o primeiro no mundo que substituiu animais por hologramas realistas.

As animações feitas por computador são projetadas em tamanho real e mostradas de maneira espetacular em movimento.

Animais como elefantes, cavalos selvagens, macacos e até peixes correm, nadam e fazem acrobacias no palco.

O circo já existe há muitas décadas, sendo sido fundado em 1976, mas recentemente eles decidiram substituir os animais por 11 projetores, lasers e lentes estrategicamente posicionadas para oferecer um belíssimo show sem envolver um único animal.

Graças à tecnologia, muitos animais se livram de ficar presos em cativeiro, enquanto os humanos podem desfrutar de sua presença virtual dessa maneira incrível e inovadora.

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Instituto Americano de Pesquisas sobre o Câncer passa a servir refeições veganas aos pacientes

Foto: VegNews

Foto: VegNews

O Instituto Americano de Pesquisa sobre o Câncer (AICR) recentemente fez uma parceria com a marca de kits de refeições veganas MamaSezz para criar pacotes de refeições veganas que ajudam a prevenir e tratar o câncer.

Segundo a co-fundadora da empresa responsável pelas refeições, Meg Donahue, os pacientes receberão pratos com ingredientes selecionados e balanceados, montados especialmente para reforçar e proteger o sistema imunológico.

“Este é o padrão ouro das refeições à base de vegetais: saborosas, frescas, prontas para consumo, entregue à sua porta.” Cada pacote inclui um plano alimentar de sete dias, receitas e ingredientes para pratos como grãos de lentilha com quinoa, grão-de-bico com ervas e açafrão-da-índia e ensopado marroquino.

AICR trabalhou em conjunto com a empresa MamaSezz para criar as refeições depois de lançar seu relatório “Dieta, Nutrição, Atividade Física e Câncer: Uma Perspectiva Global”, uma revisão da pesquisa de prevenção do câncer que aponta para uma alimentação baseada em vegetais para uma saúde ideal.

“Seguir o pacote de recomendações de dieta, exercícios e estilo de vida [do relatório publicado] é a melhor maneira de reduzir suas chances de contrair câncer”, disse a Diretora de Programas Nutricionais da AICR, Alice Bender, MS, RDN.

“Fazer mudanças no estilo de vida exige algum esforço, mas as recompensas podem mudar a vida de uma pessoa”.

Os pacotes de refeições estarão disponíveis para pedidos on-line por meio da MamaSezz e a empresa doará 10% dos recursos das refeições do AICR para ajudar a financiar os esforços de pesquisa sobre o câncer do instituto.

Cientista, pesquisadora e vítima da doença conta como venceu o câncer mudando a alimentação

Sobrevivente a seis cânceres a cientista e professora, Jane Plant, não come nenhum tipo de derivados do leite, ela conta que foi sua dieta que a ajudou se curar e colocar o câncer de mama em remissão.

A professora Plant, que é geoquímica especializada em carcinógenos ambientais, conta que sua primeira batalha contra o câncer de mama foi em 1987, segundo o Telegraph. Em 1993, a doença retornou pela quinta vez na forma de um tumor que tinha metade do tamanho de um ovo e os médicos afirmaram que ela tinha apenas alguns meses de vida.

Professora e cientista Jane Plant | Foto: Reprodução/Livekindly

Professora e cientista Jane Plant | Foto: Reprodução/Livekindly

Como a professora e seu marido Peter, geólogo, trabalharam na China ao longo de suas carreiras, eles tinham conhecimento das taxas historicamente baixas de câncer de mama entre as mulheres chinesas, de uma a cada 100 mil mulheres, muito menor se comparada a taxa de câncer em mulheres ocidentais, de uma em cada 12, de acordo com um estudo dos anos 70.

Persistindo na pesquisa, a professora percebeu que quando as mulheres chinesas se mudavam para países ocidentais e adotavam uma dieta tradicional contendo carne e laticínios, elas experimentavam as mesmas taxas de câncer.

Ela e seu marido descobriram que os riscos mais elevados de ter câncer possuíam grande probabilidade de estar ligados a alimentação, especificamente de laticínios. “Ele frisou que naquela época eles não tinham uma indústria de laticínios. Foi uma revelação”, disse ela.

O livro “The China Study”, escrito pelo Dr. T. Colin Campbell e seu filho Dr. Thomas M. Campbell lançado em 2005, avaliou não apenas as baixas taxas de câncer entre os habitantes da China rural, mas também algumas doenças crônicas como cardiopatias e diabetes tipo 2. Os autores concluíram que uma dieta rica em alimentos a base de plantas reduz consideravelmente o risco desses problemas de saúde.

A professora então, que já comia poucos produtos de origem animal, cortou todos os produtos lácteos de sua alimentação enquanto fazia quimioterapia. Dentro de seis semanas, o nódulo desapareceu e ela permaneceu livre do câncer por 18 anos. Foi assim que ela desenvolveu o programa “Plant”, uma dieta rica em vegetais e legumes e livre de produtos lácteos, e ainda escreveu um livro sobre sua experiência, “Sua vida em suas mãos: entendendo, prevenindo e superando o câncer de mama”.

Quando o câncer retornou em 2011, ela teve a sensação de que, mais uma vez, era uma questão de ingerir laticínios ou não. Ela adotou então uma dieta vegana e seu câncer voltou à remissão. Embora Jane não desconsidere tratamentos médicos tradicionais contra o câncer, como quimioterapia e mastectomia, ela acredita que a alimentação tem o poder de ajudar ou atrapalhar as pessoas.

Laticínios são Cancerígenos?

“Todos nós fomos educados com a ideia de que o leite é bom para a saúde. Mas agora há evidências de que os fatores de crescimento e hormônios que ele contém não são apenas um risco em relação ao câncer de mama, mas também a outros cânceres relacionados a hormônios, próstata, testículos e ovário”, disse ela.

“O leite de vaca é bom para os bezerros – mas não para nós”, acrescentou a professora.

“O leite de vaca, orgânico ou não, contem 35 hormônios diferentes e 11 tipos de fatores de crescimento”, ela continuou. “Isso significa que uma dieta vegana é menor em moléculas promotoras de câncer e maior nas proteínas de ligação que reduzem a ação dessas moléculas.”

De acordo com o Cancer Research UK, não houve evidência definitiva ligando os produtos lácteos a um aumento do risco de câncer. Um estudo do Fundo Mundial para Pesquisa do Câncer relacionou a carne – especialmente a carne vermelha e processada – ao aumento do risco de câncer; mas as descobertas não diziam o mesmo sobre laticínios.

Mas o PCRM (Comitê de Médicos pela Medicina Responsável) – uma organização sem fins lucrativos composta por mais de 12.000 médicos – destaca os riscos à saúde associados aos laticínios. Leite e queijo são ricos em gordura saturada, que tem sido associada a doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e mal de Alzheimer.

A dra. Kristi Funk, autora do livro “Breasts, an Owner’s Manual”, cujos pacientes incluem os atores Angelina Jolie e Ellen Pompeo, também acredita que os laticínios aumentam o risco de câncer. “É claro que a resposta celular do corpo às proteínas e gorduras animais é muito perigosa”, disse ela.

Como o professora Plant, a dra. Funk acredita que uma dieta rica em vegetais é a melhor escolha para diminuir o risco de desenvolver a doença.

Um corpo crescente de estudos médicos mostra que uma dieta vegana integral – que evita todos os produtos de origem animal e alimentos processados – é uma das formas mais eficazes de combater doenças crônicas.

O segundo livro da professora Plant, “Vença o Câncer: Como recuperar o controle de sua saúde e da sua vida” fornece opções simples no lugar de produtos lácteos, como leite vegan, iogurte e iogurte de leite e queijo à base de vegetais.

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Maior encontro de direitos animais do mundo será realizado em julho nos EUA

Conferência do ano passado | Foto: ARNC

Conferência do ano passado | Foto: ARNC

A maior e mais antiga reunião sobre direitos animais do mundo, a Animal Rights National Conference – Conferência Nacional dos Direitos Animais (ARNC), será realizada em julho.

O evento é anual e envolve temas, ONGs e ativistas que atuam movimento pelos direitos animais. Conhecida por reunir o maior número de público ligado ao tema no mundo, a conferência acontece desde 1981.

Programada para acontecer no Hilton Alexandria Mark Center, nos arredores de Washington, DC, de 25 a 28 de julho, a conferência deste ano apresenta cerca de 100 palestrantes de mais de 60 organizações envolvidas com o movimento em todo no mundo todo.

A conferência também possui uma variedade de oportunidades educacionais e de networking (conexões e relacionamentos), incluindo oficinas de apoio para ativistas, discussões em grupo, mais de 100 exposições – que são gratuitas para os visitantes – e exibições de filmes.

Informar e inspirar

“Nosso programa projeto em múltiplas camadas de atuação informa e inspira recém-chegados, treina e capacita ativistas, e fortalece o movimento pelos direitos dos animais para promover nossa missão comum de criar um mundo livre de exploração animal”, afirma o site da conferência.

Foto: arconference.org

Foto: arconference.org

“O # AR2019 (Animal rights meeting) se esforça para ser um espaço seguro, inclusivo e acessível a todos. Em um esforço para minimizar as barreiras financeiras, oferecemos descontos de registro, oportunidades de trabalho e bolsas de estudo integrais ou parciais”.

Presidente e fundadora da ANDA,  a jornalista Silvana Andrade, já participou em duas ocasiões como palestrante do evento nas edições realizadas nas cidades de Los Angeles e Washington.

Palestrantes agendados:

A ARNC ainda está aceitando inscrições, mas já possui uma extensa lista de palestrantes preliminares já alinhados, incluindo:

– Aysha Akhtar – Neurologista / especialista em saúde pública

– Allison Argo – ArgoFilms e THE LAST PIG

– Rachel Atcheson – estrategista adjunta do presidente do bairro de Brooklyn

– Olympia Auset – SÜPRSEED

– Anthony Bellotti – Projeto de Resíduos White Coat

– Aashish Bhimani – Ativista dos direitos dos animais

– Jaya Bhumitra – Igualdade Animal

– Birdie Aryenish – Engloba

– Edita Birnkrant – NYCLASS (nova-iorquinos para ruas limpas, habitáveis e seguras)

– Darina Bockman – Líderes Veganos

Direitos Animais – o movimento

O site da conferência ressalta que os direitos animais podem ser vistos de duas maneiras. O primeiro mostra os direitos animais como um movimento social para proteger os animais – até intervir e libertá-los – da exploração e do abuso.

A segunda é a ideia de que animais não humanos, assim como animais humanos, têm o direito de ser tratados com respeito como indivíduos com valor inerente. Todo animal é alguém, não “alguma coisa”, e eles têm o direito de viver livres dos seres humanos, sentindo dor e sofrendo deles.

Negar isso é estar engajado no especismo, que é a ideia de que os humanos foram imbuídos de um conjunto de atributos excepcionais (como fala, autoconsciência, habilidades cognitivas e uma alma) que são únicos para nossa espécie e, portanto, com prioridade moral sobre os outros.

Ao adotar o veganismo como estilo de vida e defender os direitos animais estamos por consequência lutando por um mondo melhor mais justo e acima de tudo com menos sofrimento e morte para nossos irmãos animais.

A filosofia dos direitos dos animais não coloca os animais não humanos acima dos humanos, mas lhes dá igual consideração. Essa consideração igual significa que devemos conceder aos animais não humanos o direito de não serem tratados como objetos – o mesmo direito que concedemos aos seres humanos, pelo menos em princípio.

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Santuário reúne crianças e animais vítimas de abusos para ajudar ambos a se curarem

Foto: safeinaustin.org

Foto: safeinaustin.org

O santuário Safe in Austin (Seguros em Austin, na tradução livre) foi criado por Jamie Griner depois que o texano notou o conforto que seu filho autista de 13 anos, tinha ao redor de animais domésticos, abraçando e trocando carinho com eles.

Griner decidiu adotar outros animais que tiveram um mau começo na vida, vítimas de abuso e maus-tratos e teve a ideia de permitir que crianças que sofreram da mesma forma, viessem encontrá-los na esperança de que eles se ligassem, se ajudassem e se encontrassem.

Foto: safeinaustin.org

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Seu palpite deu certo e foi um sucesso inquestionável, com o abrigo popular entre as crianças do estado todo abrigando agora 100 animais, incluindo filhotes, gatinhos, porcos, galinhas, bois e cabras.

O chefe do abrigo disse à KVUE: “Durante a semana, convidamos as crianças que também foram vítimas de algum tipo de abuso e negligência ou têm necessidades especiais para o santuário, para tocar e amar e se curar ao lado dos animais resgatados das mesmas condições de sofrimento”.

Ela acrescentou: “Não importa quando ou como, quando eles (as crianças) vêm aqui, sempre podem encontrar um animal que viveu algo semelhante ao que eles passaram, então a união acontece”.

Taylor Salazar tem três irmãos adotivos que foram abusados antes de term sido adotados, e já viu em primeira mão o conforto que os animais podem trazer aos seres humanos e vice versa.

Foto: safeinaustin.org

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Salazar, que agora é mãe, explicou: “Eu fui criada com três irmãos que foram adotados de um orfanato, então eles também lidaram com abuso, negligência e abandono, vê-los interagir com os animais é realmente muito especial e emocionante”.

Safe em Austin não é um zoológico, é um santuário, um refúgio para animais resgatados de situação de sofrimento e depende de voluntários, bem como doações para mantê-lo funcionando.

Foto: safeinaustin.org

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“Todas as crianças são bem-vindas. Os amigos dos colégios Brooklyn Mackenzie e Reagan Mount, mesmo as que tiveram ambas as infâncias felizes, adoraram conhecer nossos moradores peludos”, disse Griner.

Reagan concluiu: “Isso me faz sentir bem porque é como uma forma de se curar do abuso e dos maus-tratos e fazê-los se sentirem felizes”.

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