Produtor e músico Simon Cowell perde 10 quilos ao adotar uma alimentação vegetariana estrita

Foto: Plant Based News/Reprodução

Foto: Plant Based News/Reprodução

O magnata do ramo musical, produtor e ex-jurado do programa Ídolos e X-Factor, Simon Cowell, anunciou que perdeu cerca de 10 quilos desde que abandonou carne, laticínios, trigo e açúcar – enquanto trabalha para adotar uma alimentação totalmente vegana.

Em uma entrevista concedida ao Extra, o produtor e executivo musical disse que se sente “muito melhor” desde que mudou sua alimentação, e que perdeu cerca de 10 quilos por causa disso.

Ele também disse que, enquanto a pizza sempre foi seu maior desejo – ele não se permite qualquer desvio de sua dieta e nenhum “dia de trapaça”.

Vegano?

Quando a estrela anunciou sua drástica mudança alimentar para o The Sun, ele disse que “em breve desistiria do peixe”.

Ainda não foi confirmado se Cowell já se comprometeu totalmente com uma dieta baseada em vegetais.

“A palavra dieta me faz infeliz”

Ele também disse ao The Sun que sua nova forma de se alimentar o tornara mais bonito – dizendo: “Eu era uma nota 8 oito numa escala de 10 e agora eu sou 11” e descreveu uma série de benefícios que ele já havia percebido.

“Eu tenho mais energia e foco e não foi difícil mudar. Eu não gosto de usar a palavra dieta, porque essa é a razão pela qual eu nunca fiz uma dieta antes – a palavra dieta me deixa infeliz”, acrescentou Cowell.

Filhote de cachorro abandonado perde um olho após ser torturado por gangue de abusadores

A cadelinha Oakley após a cirurgia | Foto: Kent County Sheriff's Office

A cadelinha Oakley após a cirurgia | Foto: Kent County Sheriff’s Office

Um filhote de cachorro teve que ter seu olho removido cirurgicamente após ser baleado e torturado por uma gangue de abusadores de animais.

O filhote amigável e brincalhão, é na verdade uma cachorrinha e foi batizada de Oakley. Ela foi repetidamente alvejada por tiros de balas de festim durante a agressão covarde e cruel e depois deixada para morrer.

Oakley foi resgatada por uma uma mulher que reside na região e ouviu os tiros do lado de fora de sua casa, em Bakersfield na Califórnia (EUA), ela correu para ver o que era, foi quando encontrou o animal ferido.

Oakley recebe carinhos e mimos dos funcionários do gabinete do xerife | Foto: Kent County Sheriff's Office

Oakley recebe carinhos e mimos dos funcionários do gabinete do xerife | Foto: Kent County Sheriff’s Office

O filhote que tem o pelo curto branco com manchas marrom e brancas pelo corpo foi encontrado ganindo de dor sob o carro da mulher enquanto quatro pessoas fugiram correndo do local.

Oakley foi levada às pressas para o centro de resgate mais próximo, onde os veterinários conseguiram salvar sua vida.

Infelizmente, ela teve que ter o olho removido, devido a gravidade de seus ferimentos.

Oficiais do Gabinete do Xerife do Condado de Kent disseram que ela saiu da cirurgia alegre e animada.

Oakley será colocada para adoção assim que se recuperar totalmente.

Oakley com membros da equipe de resgate que ajudaram a salvar sua vida | Foto: Kent County Sheriff's Office

Oakley com membros da equipe de resgate que ajudaram a salvar sua vida | Foto: Kent County Sheriff’s Office

A polícia abriu uma investigação sobre o terrível ato caracterizado como crime de crueldade contra animais, relata o jornal Metro.

Esta semana um cão na Irlanda do Norte teve que ser sacrificado depois de ter ácido jogado por todo o seu corpo.

O animal de estimação da família foi levado por Hannah Marriott depois que apareceu em sua porta com ferimentos doentios. Hannah, de Newry, na Irlanda do Norte, disse: “Quem fez isso com esse pobre cachorro está doente, completamente louco”.

O cão ferido foi encontrado no bairro de Parkhead da cidade na terça-feira.

Centenas de pessoas foram às mídias sociais para desabafar seu horror ao tratamento do animal, relata Belfast Live.

Um deles disse: “A família do cachorro foi notificada e eles estão traumatizados com o que aconteceu ao seu animal de doméstico”.

Respeito à vida

Violência e brutalidade contra animais são sintomas de uma causa antiga e nociva: o especismo. Julgando-se superior às demais espécies do planeta o ser humano, abusa, mata, come e usa os animais e meio ambiente como se fosse bens de consumo descartáveis disponíveis para o seu consumo e à sua disposição.

Animais são vidas preciosas, seres sencientes, capazes de sentir, amar, sofrer, criar vínculos profundos e compreender o mundo ao seu redor. Qualquer violência contra um animal é um atentado contra a vida em si, contra seus direitos e contra a própria humanidade.

Companheiros de planeta e não seres inferiores, os animais tem sofrido sob o jugo secular, impiedoso e cruel da humanidade, arbitrariamente e sem defesa. Cabe a nós o reconhecimento de sua presença como espécies irmãs no planeta e tão dignas de direitos como os seres humanos.

É o mínimo em um mundo onde são feridos, mutilados, desrespeitados, abusados e muitas vezes mortos indiscriminadamente.

Fundador do Wu-Tang Clan apoia projeto que proíbe comércio de peles em Nova York

Por David Arioch

RZA começou a sua transição para o vegetarianismo na década de 1990 e mais tarde decidiu se tornar vegano (Foto: Getty)

O fundador do icônico grupo de hip-hop Wu-Tang Clan, Robert Fitzgerald Diggs, mais conhecido como RZA, enviou esta semana um e-mail à Câmara Municipal de Nova York declarando o seu apoio ao projeto de lei do vereador Corey Johnson, do Partido Democrata, que prevê a proibição da fabricação e do comércio de peles na cidade.

“Estou escrevendo para pedir que apoiem a lei do vereador Johnson que proíbe a venda de peles em Nova York. Sou nascido no Brooklyn, mas tenho laços profundos com os cinco distritos desde os meus primeiros dias com o Wu-Tang Clan”, destaca.

A declaração de RZA surgiu como reação ao fato de haver membros da comunidade negra de Nova York contrários à proibição. Em sua justificativa, eles alegam que o “material é um símbolo do status da comunidade negra”.

“Embora haja quem argumente que peles são usadas para mostrar o status de elite em nossa comunidade em resposta à desigualdade que enfrentamos na sociedade, esses dias ficaram para trás. Isso se reflete em uma pesquisa que mostra que 77% dos eleitores da comunidade negra de Nova York apoiam o projeto”, rebate.

RZA começou a sua transição para o vegetarianismo na década de 1990 e mais tarde decidiu se tornar vegano. Em 2014, aproveitando o lançamento do álbum “A Better Tomorrow”, o sexto do Wu-Tang Clan, ele gravou um vídeo para a organização PETA relatando que não precisa consumir partes de animais mortos.

“Não há nada neste planeta que não queira viver. Eu tinha animais como amigos e eles estavam felizes em me ver à sua maneira. Tenho certeza de que não queriam estar no meu prato”, narra.

O músico faz um apelo para que as pessoas se conscientizem “que nós somos o que comemos” e declara que não há como esperar pelo melhor se alimentando de animais estressados e fadigados. “Quando penso em um amanhã melhor, penso no veganismo”, diz.

Em maio de 2018, RZA estrelou uma campanha pró-veganismo exibida nos cinemas dos Estados Unidos antes da exibição de “Han Solo – Uma História Star Wars”. No vídeo, ele aparece se transformando em diferentes homens, mulheres e animais enquanto fala que todos somos o mesmo.

RZA também é ator, produtor e proprietário da marca de vestuário 36 Chambers que, por razões éticas, não utiliza nem comercializa nada de origem animal.

Vídeo flagra cão e veado brincando de pega-pega através da cerca da residência

Foto: Ethan Cole

Foto: Ethan Cole

Um pastor alemão resgatado chamado Ike é descrito por sua família como um cão enorme, amoroso e extremamente brincalhão – então talvez não seja tão surpreendente assim que Ike seja capaz de fazer amigos de todos os tipos… e espécies.

Foto: Ethan Cole

Foto: Ethan Cole

Ainda assim, outro dia, quando o tutor de Ike, Ethan Cole, olhou para o quintal de sua casa na Flórida (EUA), ele ficou totalmente perplexo com o que viu acontecendo ali fora.

Aparentemente, seu cão, que adora diversão, decidiu jogar um jogo com um amigo novo, selvagem e inusitado.

Foto: Ethan Cole

Foto: Ethan Cole

Um cervo, também conhecido como veado, quase do mesmo tamanho que Ike, estava do outro lado da cerca do quintal. E o par estava no meio de uma espécie de jogo que parecia divertir e encantar a ambos.

À primeira vista, poderia parecer até que Ike estava apenas perseguindo o veado, como se ele tentasse caçar um esquilo – mas então algo fascinante aconteceu.

Foto: Ethan Cole

Foto: Ethan Cole

Depois que Ike perseguiu o veadinho em uma direção, o cão conseguiu girar primeiro na direção oposta – e o cervo seguiu a pista do cão, como se tivesse chegado a sua vez de perseguir o filhote.

A filmagem que Cole conseguiu capturar em seu celular mostra o jogo deles:

“Esta foi a primeira vez que os vi brincar”, disse Cole ao The Dodo sobre Ike e seu amigo selvagem: cervo. Cold descreveu o jogo que eles estavam jogando como uma espécie de pega-pega.

Depois de vários minutos de brincadeira, o cervo finalmente saltou de volta para a floresta. Mas felizmente isso não significou o final do dia de diversão e jogos.

Outro pequeno filhote (que também pode ser visto no vídeo, parecendo surpreso com o jogo interespécie de pegar), estava por perto naquele dia – o filhote de cachorro da mãe de Cole, chamado Hobbes.

Então Ike ainda tinha um amigo (de sua própria espécie, se não do seu tamanho) com quem podia brincar.

Cole disse que os cachorros são super importantes para ele e para toda a sua família.

Ike, por exemplo, é nomeado em homenagem a outro cão que sua mãe teve quando ela ainda era criança.

“Este cão é super especial para nós”, disse Cole. “E ele é apenas um grande e lindo brincalhão!”.

Ativistas revelam o que aconteceu ao porquinho que tremia em vídeo viral

Foto: Natura Umana

Foto: Natura Umana

Ativistas veganos revelaram ao site Plant Based News o que aconteceu com o porquinho trêmulo filmado em um vídeo feito por uma ONG de direitos animais que se tornou viral nas redes sociais.

O vídeo – cujo impacto levou várias pessoas a tornarem veganas, segundo elas mesmas assumiram – mostrava o pequeno animal, chamado Jasmin, convulsionando de tanto medo dentro de uma fazenda de criação. Suas orelhas haviam sido mastigadas pelos outros porcos que estavam tão estressados e assustados que estavam se voltando ao canibalismo.

Ativistas presentes em um evento da “Meat the Victims” (um trocadinho com a palavra carne ‘meat’ e o verbo conhecer: Conheça as Vítimas e Vítimas da Carne) na Holanda entraram na instalação e passaram algum tempo confortando Jasmin, descrita como “tendo espasmos violentos decorrentes de meningite”.

Eles então passaram nove horas negociando sua libertação com a polícia. Infelizmente, as autoridades insistiram que Jasmin fosse deixada na instalação para morrer.

A história de Jasmin

Em declarações à PBN, ativistas disseram: “A sala estava imersa na escuridão e ouvia-se sons de grunhidos combinados com ruídos de centenas de pés batendo no chão de plástico. Apenas um ponto de luz no final do corredor revelava os responsáveis pelo barulho.

“Apesar de apertados e sufocados presos em gaiolas superlotadas, os porquinhos estavam todos curiosos e se movimentavam ansiosos. Este foi o momento em que a vimos – deitada no chão, incapaz de se mover enquanto os outros a comiam viva, ela estava tendo espasmos violentos por causa da meningite. Jasmin olhava aterrorizada a sua volta com seu único olho visível, fraca demais para sequer gritar”.

“Impulsionados por seu desamparo total, nós a pegamos no colo tentando minimizar o sofrimento dela e, naquele momento, decidimos negociar para salvar a vida de Jasmin. Por nove horas, eu segurei seu corpo frágil em meus braços. Depois de um tempo, ela começou a se acalmar e relaxou, enchendo-me de gratidão por poder dar-lhe algum conforto pela primeira vez em sua curta e miserável vida. Ela adormeceu no meu colo e se enrolou no calor do meu corpo”.

Negociações

Eles afirmaram que as negociações continuaram “por horas” – e por algum tempo parecia que eles seriam bem sucedidos e estavam prestes a resgatar Jasmin da fazenda, descrita por eles como um “buraco do inferno”. Mas não foi assim que aconteceu.

“Sem nenhuma razão real, a polícia decidiu no último momento negar isso a ela, então eu tive que deixar Jasmin para trás. No momento em que a coloquei no chão, parte do meu coração morreu. Nunca mais vou me esquecer de como ela me olhou nos olhos confusa e assustada. Doente e mutilada, ela agora estava sozinha novamente, sozinha em um chão de concreto frio. O cheiro do sangue em suas orelhas ainda está fresco em minha memória”.

“Jasmin nasceu para ser morta, ela morreu em agonia como muitas de suas irmãs e irmãos que vimos. Matar um animal desnecessariamente é cruel e violento. Prometo a Jasmin, não vamos parar. Até que toda gaiola e cela esteja vazia”.

Noiva abandona festa de casamento pela mais bela das razões

Uma noiva fugindo no meio do dia do casamento pode ser um ato interpretado como sinal de má sorte.

Mas o que fez Carla Reilly Moore sair de sua festa estava longe de ser motivo de azar.

Enquanto Moore e seu noivo estavam realizando o sonho de ter um santuário, se acostumando a cuidar de tantos animais e estavam no meio do planejamento de seu casamento, que aconteceria no próprio santuário, o destino deu uma virada repentina.

“Naquele mesmo ano, enquanto dirigia para o trabalho, eu estiva em um acidente de carro devastador”, disse ela. “Isso causou danos permanentes nas minhas costas.”

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Moore teve que passar por uma reabilitação longa e intensiva. “Passei horas com os animais, uma vez que isso aliviou a minha dor e ajudou-me ao longo do caminho para a recuperação”, disse ela.

Quando o dia do casamento chegou, e Moore já estava muito mais forte e melhor, ela sabia que os animais seriam uma grande parte da celebração.

“Não poderíamos pensar em um lugar melhor para realizar nossas núpcias do que aqui no santuário”, disse ela, “o lugar que me deu paz e cura, e o lugar que ajudamos a curar os outros. Queríamos estar cercados por tudo nós amamos: natureza, família e, claro, os animais”.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Dois porcos, Franklin e Sylvester, ajudaram a inspecionar a propriedade enquanto a cerimônia estava sendo organizada. E, depois que os votos foram trocados, Daphne, a cachorrinha da raça chihuahua resgatada por eles se juntou a Moore e seu novo marido para a primeira dança.

Em troca de toda a sua ajuda, Moore sabia que teria de aguentar o fim do acordo.

“Enquanto a maioria das pessoas depois de dizer que ‘eu aceito’ é levada para fotos, bailes, jantares e festas, tivemos que fazer uma pausa para cuidar dos convidados mais vulneráveis do nosso casamento – nossos residentes de animais”, lembrou Moore. “Eu não pensei duas vezes em descer para verificar todo mundo, e até mesmo alimentá-los, mesmo com meu vestido de noiva.”

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Os porcos e patos pareciam muito satisfeitos em ver a sua salvadora, mesmo que ela estivesse vestida de forma um pouco diferente do normal.

“Enquanto cuidava dos animais, meu marido cuidava dos convidados da festa”, disse Moore. “E então nós trocamos!”.

Moore sabia que seu sonho seria um trabalho 24/7 (24 horas por dia/sete dias por semana), mas ela vê os animais como parte da família.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

“Quando você é um cuidador de tantas vidas, não é como se você pudesse simplesmente se ausentar e sair”, disse ela. “Eles confiam em você para tudo.”

Os votos de amor vêm claramente em muitas formas – e Moore se considera feliz por poder incluir tantos indivíduos em sua vida.

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

Foto: Happy Tails Farm Sanctuary

“Nós tivemos nossa lua de mel aqui!” ela disse. E desde então, o casal não troca por nada a atividade de cuidar dos animais e relaxar ao sol com eles.

“Não poderíamos pensar em um lugar melhor para compartilhar nosso amor um pelo outro”, disse ela. “Parece que já foi feito para ser assim.”

Ativistas acusam Facebook de promover e divulgar lutas com animais

Página no Facebook que posta vídeos de briga de cães | Foto: Lady Freethinker

Página no Facebook que posta vídeos de briga de cães | Foto: Lady Freethinker

O Facebook foi acusado de servir como plataforma de divulgação mundial de briga de cães após uma investigação realizada por uma ONG descobrir que o site está sendo usado por organizadores inescrupulosos de lutas entre animais e comerciantes de cachorros, conforme informações do The Guardian.

Lady Freethinker (LFT), a organização de defesa dos direitos animais, afirma que o gigante das mídias sociais não está cumprindo suas próprias políticas, que proíbem conteúdo violento e a venda de animais.

Em um relatório chamado “The Deadly Underground World of Dogfighting on Facebook” (Os Bastidores Mortais das Lutas de Cachorros no Facebook”, na tradução livre), compartilhado com o Observer, a ONG acusa o Facebook de se tornar o “primeiro ponto de encontro” para a discussão de determinados cães e criadores envolvidos no comércio, muitas vezes mortal, com grande parte do debate ocorrendo em fóruns (grupos) fechados.

Entre dezembro de 2018 e fevereiro deste ano, um investigador da ONG pesquisou no Facebook e encontrou grupos, páginas e perfis promovendo brigas de cães e o tráfico de animais usados para brigas de cães. Mais de 2 mil posts e 150 páginas foram encontradas. Os cinco principais grupos tiveram um acompanhamento combinado de mais de 160 mil usuários do Facebook.

O investigador relatou 26 postagens no Facebook por violar suas políticas. Mas a empresa se recusou a remover todos, com exceção de seis, sugerindo que o investigador simplesmente bloqueie, desate ou pare de seguir as postagens que reconheceu “ainda podem ser ofensivas ou desagradáveis”.

Alguns posts registraram quantas lutas os cães haviam vencido. Outros vendiam cachorros que haviam sido criados por combatentes de sucesso. Inúmeras fotos mostravam cachorros acorrentados, com os dentes à mostra e cicatrizes no rosto.

“Este nível de violência e exploração de cães é terrível”, disse a fundadora da LFT, Nina Jackel. “O Facebook é frequentemente usado como uma plataforma para que a defesa dos direitos animais realize mudanças positivas, mas, como mostra o nosso relatório, não está protegendo os animais inocentes do abuso e da possível morte. Ao não aplicar suas próprias políticas contra a crueldade com os animais, o Facebook é cúmplice na perpetuação de atos criminosos contra cães”.

O investigador pesquisou no Facebook os termos comumente usados associados à briga de cães. Ele também seguiu os grupos “sugeridos” do Facebook, que frequentemente eram encontrados na busca para promover atividades de briga de cães, e apontou preocupações sérias sobre um número de grupos fechados que acreditavam promover a atividade.

Muitas das páginas e grupos usam terminologia codificada que não sugere imediatamente a promoção de brigas de cães. Um cão pode ser descrito como um “grande campeão” (Gr Ch) com cinco vitórias ou um “campeão” com três vitórias (Ch). Outra referência comum era o tipo de ringue em que os cães geralmente lutam, com uns medindo 4 pés por 4 pés comuns (cerca de 1,20m por 1,20m).

A ONG Lady Freethinker, que tem sede em Los Angeles, lançou uma petição on-line, DefeatDogfighting.org, pedindo que o Facebook encontre ativamente e remova com urgência todo o conteúdo que promove a briga de cães, o que é ilegal na maioria dos países, mas continua sendo uma atividade clandestina comum.

Criminalizada no Reino Unido desde a implantação da lei de crueldade contra os animais (Cruelty to Animals Act 1835) e crime também em todos os estados dos EUA, os grupos de direitos animais temem que a atividade possa agora ter migrado para as mídias sociais.

Um porta-voz do Facebook disse que a empresa estava investigando as acusações. “O conteúdo que promove ou retrata lutas de animais contra animais não é permitido no Facebook”, disse ele. “Agradecemos a Lady Freethinker por trazer esses posts à nossa atenção e conhecimento, nós os contatamos para que possamos obter as informações necessárias para investigar esse conteúdo”.

“Se as pessoas virem algo no Facebook, que acharem que fere ou quebra os padrões da nossa comunidade, nós os incentivamos a denunciá-lo usando as ferramentas da plataforma para que nossas equipes possam investigar e tomar as medidas adequadas”.

Preocupações com o bem-estar animal têm impacto de mais de 3 bilhões de dólares na indústria de carne

Foto: Livekindly/Foto

Foto: Livekindly/Foto

Com um ativismo jovem, corajoso, ousado e incansável o movimento em defesa dos direitos animais e o veganismo crescem e se espalham cada vez mais e ao contrário do que a indústria de carne imaginava, não vão desaparecer com o tempo ou se intimidar, na contramão disso, ele cresce cada dia mais e quem se intimida são os criadores e exploradores de animais.

Na outra ponta do debate, Jacqueline Baptista, gerente de envolvimento comunitário na Meat and Livestock Australia (MLA), falou em uma recente reunião da Federação de Fazendeiros de Victoria, em Darnum, Victoria (Austrália), sobre “desafiar o crescente movimento vegano”, informa a ABC. Baptista conversou com mais de 30 produtores de carne, laticínios e ovelhas no encontro.

A agropecuária – atualmente avaliada em 15 bilhões de dólares – deverá sofrer uma perda de 3,8 bilhões até 2030, e 84% dela é resultado do fato dos produtores não se adaptarem às mudanças que tem ocorrido nas atitudes dos consumidores envolvendo o bem-estar animal, disse ela.

“Não podemos mudar o que as pessoas escolhem para comer, se preferem comer legumes, ou vegetais, carne vermelha ou não – essa é a escolha individual de cada um e respeitamos isso”, disse Baptista.

“Na verdade, temos um problema com o comportamento e as campanhas dos ativistas”, disse ela. “Invasões agrícolas são obviamente um problema sério para nós”.

Ativistas realizaram invasões em fazendas e protestos pacíficos em toda a Austrália para conscientizar as pessoas sobre a crueldade envolvida nas indústrias de carne, laticínios e ovos.

Foto: Livekindly/Foto

Foto: Livekindly/Foto

Muitos desses protestos encorajam o público a assistir “Dominion”, um documentário que investiga o “lado negro da criação de animais industrial” através do uso de câmeras escondidas e drones aéreos.

Baptista observou que a MLA, uma autoridade pública que fornece pesquisas para o mercado de carne do país, quer “proteger nossos produtores”.

Ela afirmou que as questões subjacentes aos protestos não desapareceriam. “Passamos décadas pensando que essa ameaça desapareceria, ou mudaria, ou seria apenas uma espécie de grupo ativista de esquerda que sumiria magicamente e lidamos com isso de maneiras diferentes”, disse ela.

“Um deles foi ignorá-los e esperar que eles fossem embora, outra tática foi agressiva ou defensiva – nenhuma dessas atitudes realmente funcionou muito bem para nós como indústria”, disse Baptista.

Ela incentivou a indústria a ser mais transparente sobre suas práticas e encontrar “o método de entrega que as pessoas querem”.

Em um comunicado, a ONG Animal Liberation Victoria, um grupo independente e sem fins lucrativos de direitos animais, disse que “ficaria feliz em ver a indústria se abrir sobre suas práticas”, mas afirmou que “a trajetória do movimento vegano” não está diminuindo.

“O movimento dos direitos animais é jovem e só está ficando cada dia mais forte”, disse ela.

Animal Liberation Victoria acrescentou: “Com a disponibilidade cada vez maior de proteína de carne vegetal, que o próprio MLA reconhece que ‘é cada vez mais semelhante à carne’, na aparência, sabor e até mesmo cheiro” – bem como a crescente consciência de questões éticas na pecuária, e a destruição causada ao nosso meio ambiente, o movimento, sem dúvida, continuará a crescer ”.

Jerome Flynn, de Game of Thrones, conta como abdicou dos alimentos de origem animal

Por David Arioch

Ator abdicou completamente do consumo de alimentos e produtos de origem animal há três anos | Foto: Divulgação

Em entrevista publicada na semana passada pelo jornal britânico Daily Mail, o ator Jerome Flynn, mais conhecido pelo personagem Bronn, da série Game of Thrones, da HBO, disse que, a princípio, decidiu parar de se alimentar de animais porque estava gostando de uma colega vegana na escola de artes dramáticas:

“Ela costumava rosnar para mim se eu me sentasse ao seu lado para comer uma linguiça na hora do almoço. Eu era um pouco ingênuo sobre o processo de produção de carne e ela me trazia folhetos educativos da PETA e Viva!.”

Flynn disse que achou difícil ser vegano à época, principalmente porque ele não sabia como obter proteínas a partir de fontes vegetais.

“Continuei com o queijo de cabra achando que havia menos crueldade envolvida. Mas então minha amiga Juliet Gellatley [fundadora e diretora da organização vegana Viva!] compartilhou informações sobre uma campanha que estava realizando sobre a indústria de caprinos”, lembra.

Foi então que há três anos o ator abdicou completamente do consumo de alimentos e outros produtos de origem animal: “Ficou explícito o tipo de crueldade que está acontecendo [nessa indústria].”

Jerome Flynn enfatizou também que é muito mais fácil ser vegano agora do que há 40 anos quando ele decidiu parar de comer carne.

“Há maravilhosas alternativas para a proteína da carne, como os queijos fermentados de castanha-de-caju que são incríveis. Você pode até obter substitutos de ovos”, citou e acrescentou ainda que parar de se alimentar de animais o ensinou a cuidar mais de si mesmo e a amar cozinhar: “É um presente.”

Segundo o ator, se quisermos evitar mergulhar o planeta em uma profunda catástrofe, teremos que mudar nossos hábitos alimentares e consumir muito mais proteínas à base de vegetais. Do contrário, continuaremos castigando também os animais e os ecossistemas.

Ele revelou também que a abstenção do consumo de alimentos de origem animal começou a ganhar popularidade nos bastidores de Game of Thrones. Quando a filmagem da série começou há 10 anos, os atores tinham de levar o seu próprio leite vegetal para o set de filmagem. Com o tempo, passaram a ter três opções oferecidas pela produção.

A principal dica de Jerome Flynn para quem pensa em abdicar completamente dos produtos de origem animal é se educar sobre o assunto. “Para que você tenha energia, paixão e estímulo.”

Cachorro abandonado em abrigo por anos finalmente encontra uma casa só sua

Foto: Humane Society of Preble County

Foto: Humane Society of Preble County

“Por que vocês simplesmente não colocam ele para dormir?”

Esse era o refrão interminável que Leslie Renner, diretora executiva do abrigo da The Humane Society de Preble County, em Ohio (EUA), ouvia como sugestão infeliz quando o assunto “Higgins” surgiu. O morador mais antigo do abrigo passara quase toda a sua vida atrás das grades do canil – mas Renner não ia desistir do mestiço de pastor alemão.

Foto: Humane Society of Preble County

Foto: Humane Society of Preble County

Mais importante ainda, Higgins não queria desistir de encontrar uma casa também.

Higgins veio para o abrigo ainda filhote como um cachorro bem jovem, onde ele foi adotado imediatamente. No entanto, a vida em sua primeira casa estava longe de ser a ideal. Em 2012, Higgins foi devolvido ao abrigo.

“Ouvimos dizer que ele não passava de um cachorro que vivia acorrentado a uma casa de cachorro”, disse Renner ao The Dodo. “Cerca de um ano depois, alguém deu entrada no abrigo com um cachorro perdido – e era ele.”

Foto: Humane Society of Preble County

Foto: Humane Society of Preble County

“Ninguém nunca veio procurá-lo”, acrescentou ela, “ninguém se importou”.

Higgins ficava mais à vontade sem outros animais por perto, o que limitava seu grupo de possíveis adotantes. Renner sabia que ela só tinha que ser paciente até que a pessoa certa aparecesse, mas de novo e de novo, Higgins foi preterido.

“As pessoas estão procurando filhotes ou cachorros com até seis meses”, disse Renner.

Foto: Humane Society of Preble County

Foto: Humane Society of Preble County

“Quando ele voltou, tinha um ano e depois dois e depois três e o tempo continuava a passar”.

Depois de tanto tempo no abrigo, os potenciais adotantes assumiram que havia algo errado com Higgins. Por que mais ele ainda estaria lá todo esse tempo, ano após ano?

“O rosto dele sempre parecia tão preocupado que ele parecia um pouco intimidado quando estava em seu canil”, disse Renner. “As pessoas simplesmente passavam por ele.”

Então, no dia de número 2.381 no cãozinho no abrigo, Brendon Reed entrou e disse: “Estou aqui para levar Higgins para casa”.

Renner ficou chocada.

Foto: Humane Society of Preble County

Foto: Humane Society of Preble County

O rapaz de 22 anos tinha acabado de comprar sua primeira casa, e depois de ver a foto de Higgins on-line e ouvir sua história, Reed sabia que Higgins seria o único cachorro para ele. “Ele era apenas um cachorro lindo”, Reed disse ao The Dodo. “Ele parecia tão fofo eu não sei como ele não foi adotado”.

Depois de seis anos e meio, Higgins finalmente está desfrutando de uma família e uma casa só dele, as mordomias de dormir no sofá, assistir TV, correr em volta do seu próprio quintal e rolar na grama.

Foto: Humane Society of Preble County

Foto: Humane Society of Preble County

Longe do estresse da vida em abrigos, Higgins está aprendendo o que significa ter um pai que o ama e que o faz se sentir seguro e desejado todos os dias.

“Ele é tão feliz, e animado”, disse Reed. “Ele só gosta de brincar.”