Alpinista resgata dois filhotes de urso órfãos presos em árvore de mais de 20 m de altura

Foto: Darcy Shawchek

Foto: Darcy Shawchek

Imagens mostram momento comovente em que dois filhotes de urso órfãos são resgatados depois de ficarem presos no topo de uma enorme árvore de abetos no deserto canadense.

Os filhotes ficaram assustados após sua mãe ter sido morta por um veículo e correram até a árvore de 70 pés (cerca de 20m), onde os bebês ursos permaneceram presos por três dias.

Voluntários da Northern Lights Wildlife Society, em Smithers, na Colômbia Britânica (Canadá), contaram com a ajuda do alpinista local Stephen Bot, que destemidamente escalou a árvore para alcançá-los no topo.

No vídeo, os ursos assustados, um menino e uma menina, são vistos após o resgate em uma gaiola de metal com etiquetas (de identificação) nas orelhas.

Bot é então visto subindo na árvore para alcançar os ursos, um dos quais parece mostrar a língua para ele.

Os pequenos ursos estão assustados e amontoados um em cima do outro sobre em um aglomerado de galhos frágeis.

Uma sucessão de fotos mostra os ursos, que foram sedados antes de serem carregados, sendo retirados da árvore por Bot.

Foto: Darcy Shawchek

Foto: Darcy Shawchek

Embora não seja mostrado nas filmagens, ele as coloca em uma mochila nas costas antes de descer de volta.

Uma vez em segurança e já no chão, os ursos sedados são vistos com os olhos abertos e a língua para fora enquanto os voluntários os tratam e marcam suas orelhas para que possam ser identificados no futuro.

“Esses pequenos filhotes não vão descer por vontade própria, eles nem sabem como fazer isso”, disse Angelika Langen, que administra a Northern Lights Wildlife Society, com seu marido Peter.

Eles apenas se amontoaram um no outro, completamente apavorados.

Foto: Darcy Shawchek

Foto: Darcy Shawchek

“A árvore era enorme, tinha de ter entre 20 e 30 metros de altura, estávamos todos preocupados com a segurança de Stephen, estávamos gritando para que ele tomasse cuidado e não se colocasse em perigo também”.

“Nós até brincamos que precisaríamos de um helicóptero, enquanto ele estava lá em cima a uma altura tão vertiginosa se arriscando para salvá-los”.

Foto: Darcy Shawchek

Foto: Darcy Shawchek

“Foi uma coisa maravilhosa ver toda a comunidade se unir para ajudar esses filhotes”.

Os ursos foram finalmente trazidos de volta à segurança, o incidente ocorreu perto de Cecil Lake, British Columbia, em 15 de maio de 2019.

“Eu estava tão feliz de tê-los seguros e salvos no chão”, disse Angelika.

Foto: Darcy Shawchek

Foto: Darcy Shawchek

Os ursos serão atendidos pelo serviço de resgate da vida selvagem até que tenham idade suficiente para se defenderem na natureza, quando serão reinseridos em seu habitat natural.

Eles então serão libertados “ainda selvagens” perto de onde foram encontrados, mesma região.

Foto: Darcy Shawchek

Foto: Darcy Shawchek

A bem-sucedida e arriscada missão de resgate foi filmada por Darcy Shawchek, 44 anos, fotógrafo e cinegrafista profissional que vive em Fort St. John, também em British Columbia.

“Foi incrível assistir, esses filhotes escolheram uma das árvores mais altas da região para ficarem presos”, disse ele feliz com o resultado do resgate.

Pequenos agricultores transformam em adubo orgânico galhos e folhas que sobram das podas de árvores nas cidades

Por David Arioch

Agora os agricultores familiares de Alta Floresta recebem folhas, galhos e troncos triturados para utilizar em seus plantios (Foto: Redes Socioprodutivas)

Uma parceria entre o projeto Redes Socioprodutivas e a Energisa, distribuidora de energia de Mato Grosso, dá nova destinação para os resíduos das podas de árvores próximas à rede elétrica.

O material é doado aos agricultores familiares para ser utilizado como adubo orgânico e cobertura vegetal. No período da seca, entre abril e agosto, a companhia realiza a manutenção das árvores perto dos fios para evitar acidentes. A iniciativa de doar o material diminui o descarte e promove práticas sustentáveis.

Antes da parceria, os resíduos eram eliminados. Agora os agricultores familiares de Alta Floresta recebem folhas, galhos e troncos triturados para utilizar em seus plantios. A previsão é de ampliar a doação também para os municípios de Paranaíta, Nova Monte Verde e Nova Bandeirantes.

A diversidade das plantas podadas torna o material nutritivo e, ao ser espalhado pela terra, protege o solo do impacto das chuvas e do sol intenso. A cobertura, devido ao peso, também dificulta o crescimento de plantas invasoras.

Segundo o técnico Luan Cândido da Silva, da cadeia de hortifruti do Instituto Centro de Vida (ICV), a parceria ajuda a reduzir custos dos produtores com insumos, como o adubo por exemplo, e permite que a empresa promova ações sustentáveis para a empresa.

“Estamos dando destino correto e sustentável para os resíduos da poda”, disse. Marcely Oliveira, da Associação dos Produtores Orgânicos de Alta Floresta (Aspoaf), foi uma das primeiras produtoras a receber o material orgânico. Ela avalia como “excelente” o material.

Família se muda e deixa o porquinho doméstico para trás

Foto: Harris County Constable Precinct 5

Foto: Harris County Constable Precinct 5

Quando a família foi despejada, os inquilinos do apartamento que foi executado legalmente, localizado no estado do Texas (EUA), deixaram quase tudo para trás.

Suas roupas estavam espalhadas pelos cômodos bagunçados e sujos e seus móveis foram deixados intocados. Mas entre os itens descartados havia alguém muito mais importante que tudo aquilo.

O porco de estimação da família.

Foto: Harris County Constable Precinct 5

Foto: Harris County Constable Precinct 5

Quando as autoridades do condado de Harris entraram na casa condenada na semana passada, eles encontraram um curioso porco preto e branco, com os olhos arregalados, olhando para eles por trás do sofá.

A casa estava imunda e seus antigos tutores haviam abandonado o pequeno ali com pouca comida e quase nenhuma água.

Enquanto ninguém sabe por quanto tempo o porquinho esteve cuidando de si mesmo no apartamento bagunçado e abandonado, ele não parecia estar morrendo de fome – mas sim animado e ansioso por ver pessoas ali.

Foto: Harris County Constable Precinct 5

Foto: Harris County Constable Precinct 5

Os oficiais bondosos conheciam o lugar certo para trazê-lo: o abrigo de porcos Houston Mini Pig Rescue. O pequeno porco solitário se sentiu imediatamente em casa, e agora está muito mais feliz com comida à vontade, espaço e carinho. Seus salvadores o chamaram de Maverick.

“Ele é um menino tão doce e parece um panda, com todas essas pintas pretas”, disse Meagan Se, a fundadora e presidente da ONG de resgate, ao The Dodo. “Tudo o que ele quer fazer é ser amado e que as pessoas digam como ele é adorável e maravilhoso”.

Foto: Harris County Constable Precinct 5

Foto: Harris County Constable Precinct 5

No abrigo de resgates, Maverick se estabeleceu em um grupo de porcos machos e tem passado muito do seu tempo cochilando, descansando e ficando abraçado com eles.

Ele ama a companhia humana, e Se o considera um membro maravilhoso para uma família que prefira manter seu porquinho dentro de casa, considerando como social e receptivo, Maverick é com humanos.

“Ele está morando com alguns outros porquinhos e está se encaixando muito bem”, disse Se.

“Eles se abraçam todos juntos na hora de dormir sobre a pilha de feno. Ele se daria bem com uma família que o mantivesse como um porquinho dentro de casa, bem mimado ”.

Foto: Harris County Constable Precinct 5

Foto: Harris County Constable Precinct 5

Maverick será castrado em breve, e então ele estará em busca de uma família. É importante pesquisar e verificar as leis de zoneamento da sua cidade em relação a manter porcos como animais de estimação, antes de adotar um porquinho.

Enquanto muitas pessoas podem aceitá-los e desejá-los, infelizmente, inúmeros porcos são negligenciados ou abandonados a cada ano devido ao cuidado especializado que eles exigem.

Em pouco tempo, Maverick terá uma família para chamar de sua – e ele nunca mais saberá o que é ser abandonado.

“Ele fará parte da família certa, e vai fazer toda a diferença para ela”, disse Se. “Ele é definitivamente uma alma especial”, conclui a presidente do abrigo.

Arnold Schwarzenegger e Greta Thunberg unem forças na luta contra as mudanças climáticas

Por David Arioch

Schwarzenegger elogiou o discurso da ativista sueca e destacou que ela é uma grande e positiva surpresa na atualidade (Foto: Divulgação)

Hoje a ativista pelo clima e vegana Greta Thunberg discursou diante de 1,2 mil autoridades no Palácio Imperial de Hofburg, em Viena, na Áustria, durante o Austrian World Summit, organizado pelo ex-governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger.

No evento que visa fortalecer o Acordo de Paris, a jovem ativista sueca disse que é preciso mudar tudo, e que não é simplesmente porque estamos desenvolvendo carros elétricos e painéis solares que isso significa que o problema da mudança climática pode se resolvido sem outros esforços.

“É a crise mais importante que a humanidade já enfrentou. Os humanos têm uma grande capacidade de adaptação. Quando tomamos consciência, agimos, mudamos”, afirmou Greta.

Ela também fez um apelo para que os governantes e as grandes empresas parem de mentir às pessoas sobre a poluição e as mudanças climáticas. E pediu mais investimentos em energia verde.

Schwarzenegger elogiou o discurso da ativista sueca e destacou que ela é uma grande e positiva surpresa na atualidade. O secretário-geral da ONU, António Guterres aproveitou a oportunidade para lamentar que, embora 195 países tenham assinado o Acordo de Paris, muitos não estão cumprindo seus compromissos de redução das emissões de gases do efeito estufa.

Cinco projetos visam favorecer a caça no Brasil

Por David Arioch

Estamos diante de uma realidade política que favorece a aprovação de projetos que beneficiam os caçadores no Brasil (Foto: Shutterstock)

Nos últimos dez anos, vários parlamentares vêm se empenhando em favorecer a caça no Brasil. Que tal saber quais são esses projetos e quem são seus autores?

O primeiro, Projeto de Lei (PL) 7136/2010, é de autoria do ex-deputado federal e atual chefe-ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que visa transferir aos municípios o poder de autorizar a caça de animais. Vale lembrar que essa prerrogativa é do governo federal, de acordo com a Lei de Proteção à Fauna (5.197/67).

O segundo, Projeto de Lei Complementar (PLP) 436/2014, de autoria do deputado Rogério Peninha Mendonça (MDB-SC), prevê alteração da Lei nº 6.939, de 31 de agosto de 1981, para tornar a caça e o “manejo de fauna” ações administrativas dos governos estaduais.

O terceiro, Projeto de Lei (PL) 986/2015, também de autoria do deputado Rogério Peninha, cria o Estatuto do Colecionismo, Tiro Desportivo e Caça, estabelecendo normas que regulam e protegem colecionadores, atiradores e caçadores no que diz respeito à aquisição, propriedade, posse, trânsito e uso de armas de fogo.

O quarto, Projeto de Lei (PL) 6268/2016, de autoria do ex-deputado federal Valdir Colatto (MDB-SC), e atual chefe do Serviço Florestal Brasileiro, é provavelmente o mais conhecido, e prevê a liberação da caça em todo o país e ainda altera o Código de Caça brasileiro, editado em 1967.

O quinto, Projeto de Lei (PL) 1019/2019, cria o Estatuto dos CACs que, segundo o próprio autor, o deputado Alexandre Leite (DEM-SP), que este ano desarquivou o projeto de Valdir Colatto, de liberação da caça, tem a finalidade de regular o exercício das atividades de colecionamento, tiro desportivo e caça, “a fim de apaziguar as diferentes interpretações legais sobre o assunto e prevenir que caçadores, atiradores e colecionadores sejam presos indevidamente”.

Considerando o atual cenário e o Decreto nº 9.785, publicado este mês no Diário Oficial da União, mudando as regras sobre uso de armas por colecionadores, atiradores e caçadores, não é difícil concluir que estamos diante de uma realidade política que favorece a aprovação dos projetos citados, inclusive daqueles que já foram arquivados, mas tendenciosamente desarquivados.

Adolescente salva burrinho bebê órfão da morte e se torna sua mãe

Foto: Payton Dankworth

Foto: Payton Dankworth

É correto afirmar que Payton Dankworth nunca pensou que um dia ela se tornaria a mãe adotiva de um burro solitário – mas também é a mais puta verdade que este é um papel que ela está abraçando com todo o seu coração.

E sua bondade já mudou uma vida.

Duas semanas atrás, Dankworth, uma estudante do ensino médio do Texas (EUA), recebeu uma ligação de um amigo que mora em uma fazenda. Enquanto saiu para um passeio, ele encontrou um burro faminto e sozinho, que evidentemente foi abandonado pela mãe.

Foto: Payton Dankworth

Foto: Payton Dankworth

Incapaz de cuidar do bebê órfão, o amigo de Dankworth procurou ajuda.

“Ele perguntou se eu ao menos gostaria de tentar manter o burrinho vivo”, disse Dankworth ao The Dodo. “Ele me disse que o pequeno não estava com boa saúde e que provavelmente não conseguiria sobreviver a noite toda. Sou tão apaixonada pelos animais, e não havia como deixar o bebê morrer”.

Foi assim que Dankworth conheceu Jack.

A primeira noite de Jack na casa da adolescente foi realmente preocupante. Tudo que ela fez foi abraçar e cuidar do animal abandonado.

Foto: Payton Dankworth

Foto: Payton Dankworth

Dankworth ficou acordada a noite toda para se aconchegar a Jack e fazer com que ele sentisse seu corpo e sua presença, lentamente ela apresentava-lhe alguma comida, aos poucos, pois ele estava há muito tempo sem se alimentar.

Logo, um elo intenso e profundo começou a se formar. Jack encontrou seu lugar. “Esta foi a primeira vez que cuidei de um burro”, disse Dankworth.

“Jack me mostrou o quanto ele dependia de mim, e ele realmente dependia”, disse Dankworth. “Ele recebe uma mamadeira a cada duas horas, e quando eu o alimento isso só me faz bem, eu me sinto feliz de verdade”.

Foto: Payton Dankworth

Foto: Payton Dankworth

Graças a essas mamadas regulares e muito amor e carinho, Jack começou a florescer.

Agora, apenas algumas semanas depois de ser resgatado a beira da morte, o entusiasmo de Jack pela vida é incontestável.

Foto: Payton Dankworth

Foto: Payton Dankworth

Por mais improvável que possa parecer a princípio, Jack é agora um membro fidedigno da família de Dankworth.

“Ele está se encaixando muito bem” Dankworth disse. “Eu levo Jack para pessear comigo e ele também sai de carro comigo. Ele é como um cachorro e me segue em todos os lugares”.

Felizmente, embora a família de Dankworth não tenha pretendido adotar um burro, eles têm muito espaço em sua propriedade para acomodá-lo por toda a vida.

Mas Dankworth não mudou só o destino de Jack, como ele está ajudando a transformar a vida dela também.

Até recentemente, Dankworth não tinha certeza sobre o campo de estudo que gostaria de seguir depois de se formar no ensino médio.

Foto: Payton Dankworth

Foto: Payton Dankworth

Agora, como resultado de sua experiência salvando a vida de um burro bebê, ela gostaria de trabalhar ajudando outros animais como profissão.

“Jack realmente me inspirou a escolher essa profissão porque eu simplesmente amo animais”, ela disse.

“Ver o quão longe ele chegou – quando no início mal tinha força suficiente para ficar em pé enquanto agora corre atrás dos meus cães – é uma das melhores coisas que eu poderia pedir. Estou muito orgulhosa dele”.

“Somos inseparáveis”, conclui orgulhosa a mamãe de primeira viagem.

Um ano sem Guga

Guga (GAP)

O chimpanzé macho Guga nasceu em um criadouro comercial no Paraná, no Brasil, em 1999. Quando ainda era bebê, foi “adotado” por uma família humana e a inspirou a dar início a um trabalho que, ao longo de 20 anos, ajudou a resgatar mais de uma centena de chimpanzés vítimas de maus tratos e a perpetuar as ideias do Projeto GAP no Brasil e no mundo.

Guga foi o primeiro chimpanzé e fundador do Santuário de Grandes Primatas de Sorocaba, afiliado ao Projeto GAP e o maior da América Latina. Neste mesmo santuário, ele deu adeus a seus amigos chimpanzés e humanos há um ano, no dia 27 de maio de 2018, depois de lutar durante meses contra um câncer no pâncreas.

Sua inteligência e personalidade marcantes nunca serão esquecidas e para tal o santuário montou o Memorial do Guga, uma área na qual pinturas criadas pelo artista plástico Ernandes Bacvagio demonstram todas as suas habilidades. Guga folheava revistas, brincava de fazer comidinha com o que encontrava na natureza a sua volta, aprendeu a contar até 4, escovava os dentes, admirava-se no espelho… Foi um chimpanzé muito especial!

Descanse em paz, querido Guga!

Mães de macacos bonobos ajudam seus filhos na futura paternidade

Em muitas espécies de animais sociais, os indivíduos compartilham tarefas de criação de filhos, mas uma nova pesquisa do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, em Leipzig, na Alemanha, descobriu que as mães bonobo (primatas considerados chimpanzés pigmeus) dão um passo extra e realmente tomam medidas efetivas para garantir que seus filhos homens se tornem pais. Dessa forma, as mães bonobos aumentam em três vezes a chance de seus filhos terem seus próprios filhos no futuro.

“Esta é a primeira vez que podemos mostrar o impacto da presença da mãe em um traço de aptidão masculina muito importante, que é a sua fertilidade”, diz Martin Surbeck, primatologista do Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária. “Ficamos surpresos ao ver que as mães têm uma influência tão forte e direta sobre o número de netos que recebem”.

Surbeck e seus colegas observaram populações selvagens de bonobos na República Democrática do Congo, bem como populações selvagens de chimpanzés na Costa do Marfim, na Tanzânia e em Uganda.

Eles descobriram que, embora tanto as mães de bonobo quanto as de chimpanzés defendessem seus filhos em conflitos entre homens e mulheres, as mães dos bonobos se empenharam em ajudar os esforços de copulação dos filhos. Isso envolvia proteger as tentativas de acasalamento de seus filhos de outros machos e intervir nas tentativas de acasalamento de outros machos.

Foto: Phys.org

Foto: Phys.org

As mães dos bonobos também puderam usar sua posição na sociedade matriarcal dos bonobos para dar a seus filhos acesso a lugares populares dentro de grupos sociais na comunidade e ajudá-los a alcançar maior status masculino – e, portanto, melhores oportunidades de acasalamento.

Os autores observam que essas interações eram raras nas sociedades de chimpanzés e não afetavam a fertilidade masculina; entre os chimpanzés os machos ocupam posições dominantes sobre as fêmeas, tornando as ações das mães de chimpanzés menos influentes do que as das mães bonobo.

Curiosamente, as mães de bonobo não estenderam ajuda similar às suas filhas, nem houve observações de filhas recebendo assistência na criação de seus filhotes. “Nos sistemas sociais dos bonobos, as filhas se dispersam da comunidade nativa e os filhos ficam”, diz Surbeck. “E para as poucas filhas que ficam na comunidade, das quais não temos muitos exemplos, não as vemos recebendo muita ajuda de suas mães”.

Foto: National Public RadioFoto: National Public Radio

Foto: National Public Radio

Avançando, Surbeck e sua equipe gostariam de entender melhor os benefícios que esses comportamentos conferem às mães bonobo. Atualmente, eles acham que isso permite uma continuação indireta de seus genes. “Essas fêmeas encontraram uma maneira de aumentar seu sucesso reprodutivo sem ter mais descendentes”, diz ele, observando que o prolongamento da vida feminina pós-reprodutiva humana, bem como a idade precoce em que as mulheres humanas não podem mais ter crianças, podem ter evoluído a partir deste método indireto de continuar sua linha genética.

Surbeck reconhece que a coleta de dados sobre a expectativa de vida pós-reprodutiva de mulheres em comunidades de chimpanzés e bonobo exigirá um estudo colaborativo de longo prazo, semelhante a este.

“Sem a ajuda e participação de todos os locais de campo onde os dados foram coletados, essas interações importantes poderiam ter sido negligenciadas”, diz ele. “Agora, como diretor de um site de campo de bonobo, estou ansioso para continuar explorando esse tópico”, conclui o cientista.

Macacos usam linguagem especialmente desenvolvida para avisar uns aos outros da presença de drones

Macacos-verdes da África Ocidental | Foto: Daily Mail/Reprodução

Macacos-verdes da África Ocidental | Foto: Daily Mail/Reprodução

Cientistas descobriram que os macacos tenham desenvolvido uma linguagem em seus cérebros para criar um alerta para drones artificiais.

Na natureza, os macacos-verdes da África Ocidental têm duas chamadas de aviso próprias, para cobras e leopardos.

Quando eles ouvem a chamada de advertência da cobra, eles ficam imóveis, parados sobre suas pernas para evitar serem mordidos, enquanto que a chamada de alerta do leopardo os faz escalar uma árvore para que eles não sejam pegos.

No entanto, os macacos têm espontaneamente uma terceira chamada, para os drones, apesar de nunca os terem visto antes.



Os macacos-verdes não têm um chamado específico para alertar sobre os predadores aéreos porque não se pensa que as aves de rapina os ataquem.

Mas o chamado que eles criaram para os drones é surpreendentemente parecido com o som de alerta usado pelos macacos-vervet, quando eles estão sob ameaça de ataque de águias.

Os cientistas dizem que isso mostra que a linguagem primitiva é “hard-wired” (especialmente desenvolvida) em cérebros de macacos, disponível para ser usada assim que eles precisarem.

A professora Julia Fischer, autora sênior do estudo do Centro Alemão de Primatas, disse: “Os animais rapidamente aprenderam o que significam os sons antes desconhecidos e lembravam essas informações, fazendo conexões”.

“Isso mostra sua capacidade de aprendizagem auditiva”. Pesquisadores soltaram drones voadores para observar macacos-verdes da África Ocidental que vivem no Senegal, a uma altura de 60 metros, ou quase 200 pés.

Enquanto os drones circulavam acima deles, os animais produziam sons de alerta, escaneando o céu e correndo para se proteger, assim como macacos-vervet quando as águias estão no alto.

Incrivelmente, depois de ouvir um drone no céu apenas uma a três vezes, os macacos lembraram-se da ameaça quase três semanas depois.

Quando os pesquisadores colocaram o som gravado do zumbido de um drone, próximo a cinco macacos-verdes, 19 dias depois em média, quatro olharam para o céu para tentar encontrar o drone. Três dos cinco fugiram com medo.

Macacos-verdes da África Ocidental | Foto: Daily Mail/Reprodução

Macacos-verdes da África Ocidental | Foto: Daily Mail/Reprodução

O mesmo resultado não foi visto para sons semelhantes tocados próximos dos macacos, incluindo abelhas zumbindo, cigarras de alta frequência e geradores.

Isso pode explicar por que os macacos que nascem em zoos, e não crescem com outros de sua espécie, ainda podem produzir os sons típicos de suas espécies.

Os macacos, vistos com drones, têm uma capacidade inerente de produzir sons que nunca ouviram antes em situações em que eles são necessárias.

O estudo, publicado na revista Nature Ecology & Evolution, comparou as advertências dos macacos-verdes da África Ocidental com os macacos-vervet da África Oriental, geralmente encontrados no Quênia, Botswana e África do Sul.

Os pesquisadores descobriram que os alarmes dos drones feitos pelos macacos podiam ser facilmente reconhecidos, soando totalmente diferentes dos sons que os macacos-verdes faziam quando confrontados com predadores no chão, como leopardos e leões, ou pitons e outras cobras venenosas.

A chamada do “predador aéreo” foi corretamente identificada pelos cientistas até 95% do tempo.

O estudo conclui: “Em resposta ao drone, os animais produziram sons e avisos claramente discerníveis e um número de macacos correu para se esconder e se proteger.

“Além disso, percebemos que os animais detectaram rapidamente o som do drone e começaram a dar uma olhada antes mesmo de o drone se tornar visível”.

Vans lança coleção voltada à conscientização sobre animais em extinção

Por David Arioch

Sem matéria-prima de origem animal, os calçados que compõem a coleção são baseados em algodão orgânico e materiais recicláveis (Fotos: Vans)

A Vans lançou recentemente, em parceria com a organização de defesa da vida selvagem WildAid, uma coleção voltada à conscientização sobre animais em extinção.

Sem matéria-prima de origem animal, os calçados que compõem a coleção são baseados em algodão orgânico e materiais recicláveis.

O design de cada tênis foi desenvolvido pelo artista Ralph Steadman, que encontrou uma form engenhosa de gerar conscientização sobre espécies ameaçadas.

Além de abrir um espaço para arrecadação de recursos para a WildAid, a Vans doou 10 mil dólares à organização para ajudar no trabalho de combate ao tráfico de animais.

“Esperamos que essas representações vívidas das espécies mais ameaçadas do mundo possam ajudar a inspirar a mudança que precisamos para salvá-las”, disse o diretor executivo da WildAid, Peter Knights.

Para conhecer a coleção, clique aqui.