Quênia inicia campanha para proteger elefantes africanos

Por Rafaela Damasceno

O Quênia lançou uma campanha de preservação da vida selvagem, nomeada “O Comércio do Marfim é uma Fraude”, em um esforço para aumentar a conscientização e reduzir o comércio de marfim.

Um bando de elefantes na floresta

Foto: World Animal News

A campanha pede para que os elefantes africanos sejam incluídos na lista da CITES (Convention on International Trade in Endangered Species), que possui espécies ameaçadas de extinção. O movimento é apoiado por outros 31 estados africanos.

O Aeroporto Internacional Jomo Kenyatta está equipado para detectar qualquer indício de vida selvagem (sejam pelos, marfim etc.) nas bagagens dos passageiros.

“A Autoridade Aérea do Quênia foi a primeira a assinar a declaração do Palácio de Buckingham, iniciativa internacional que compromete os responsáveis pelo transporte a colaborar na luta contra o tráfico de animais”, afirmou Isaac Awuondo, da Autoridade Aérea do Quênia (KAA, na sigla em inglês).

Como parte da nova campanha, 400.000 cartões de embarque foram produzidos com a mensagem “O comércio de marfim está destruindo o Quênia”.

A Kenya Airways e a UN Environment (ONU Meio Ambiente) também estão determinados em conscientizar a sociedade sobre a necessidade de uma conservação sustentável da fauna, distribuindo kits de educação infantil para os passageiros.

A ONU Meio Ambiente apoia os países africanos na luta pela preservação e proteção das espécies, bem como o combate ao comércio da vida selvagem, dando total suporte às comunidades locais.


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Tartarugas marinhas são encontradas mortas e mutiladas no litoral do Paraná

Por Rafaela Damasceno

Várias tartarugas marinhas mutiladas foram encontradas pelo Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC/UFPR) em praias do litoral do Paraná. Os cortes eram bem-feitos, o que chamou a atenção da equipe. Os animais foram levados para um exame de corpo delito, que definiu os cortes como intencionais para a retirada dos cascos e da musculatura das tartarugas.

Uma tartaruga sem casco, com os órgãos internos aparecendo

Foto: LEC/UFPR)

Segundo o laboratório, muitas tartarugas que se prendem em redes de pesca acidentalmente podem desmaiar e parecer mortas. O procedimento correto é esperá-las acordar e ajudá-las a expelir a água. No entanto, os pesquisadores acreditam que as tartarugas foram dadas como mortas e mutiladas ainda vivas.

Mesmo que estejam mortos, usar partes de animais ameaçados de extinção para quaisquer fins infringe leis federais. A lei de número 9.605, do Brasil, proíbe a captura, morte, coleta de ovos e molestamento de animais silvestres.

O Laboratório de Ecologia e Conservação trabalha no Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMB-SP). O projeto visa analisar os possíveis problemas causados nos animais pelas atividades de produção e escoamento de petróleo.


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Segunda maior companhia aérea do Reino Unido corta relações com o SeaWorld

Por Rafaela Damasceno

A British Airways, segunda maior companhia aérea do Reino Unido, é a mais recente empresa a cortar qualquer tipo de parceria com o SeaWorld e outros parques temáticos que exploram os animais em prol do entretenimento humano.

Duas baleias do SeaWorld

Foto: Livekindly

A organização em defesa dos direitos animais PETA parabenizou a British Airways por sua decisão. “Ao se comprometer em parar de oferecer passeios que incluam exploração dos animais, essa importante notícia coloca a British Airways como líder em bem-estar animal na indústria do turismo”, afirmou a organização em seu site.

Além de se desvincular do parque temático, a companhia também criou uma parceria com o The David Sheldrick Trust, que opera o maior programa de resgate de resgate e reabilitação de elefantes órfãos do mundo.

Em 2005, a British Airways também interrompeu o transporte de animais destinados a experiências. A United Airlines, China Southern Airlines e Qatar Airways fizeram movimentos parecidos.

A British Airways se uniu a uma crescente onda de rompimentos de empresas com o SeaWorld. Thomas Cook, a maior empresa de turismo do Reino Unido, parou de vender ingressos para o parque depois que mais de 90% de seus clientes expressaram preocupações com o bem-estar dos animais em cativeiro.

“Eu sou claro em relação ao tipo de negócio que queremos ser”, afirmou Peter Frankhauser, presidente da Thomas Cook, no ano passado. “Por isso introduzimos uma política de bem-estar animal”.

A popularidade do SeaWorld está diminuindo, principalmente após denúncias de maus-tratos às baleias, feitas por ex-treinadores que deixaram o parque. Segundo a PETA, os animais marinhos são confinados em tanques tão pequenos e apertados que, para eles, podem ser comparados a baleias.

A organização ainda afirma que no mínimo 41 orcas e dezenas de golfinhos morreram no SeaWorld, vivendo em média 14 anos – na natureza, orcas podem viver entre 50 e 80 anos.


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Governo Trump autoriza uso de bombas de cianeto de sódio para matar animais selvagens

Por Rafaela Damasceno

A administração de Trump autorizou, nos Estados Unidos, o uso de cianeto de sódio para matar animais selvagens, em um dispositivo chamado M-44. As “bombas de cianeto” receberam permissão da Environmental Protection Agency (EPA), apesar de matar cruelmente milhares de animais todos os anos.

Uma raposa na mata

Foto: Tom Koerner, USFWS

Os dispositivos espirram cianeto de sódio na boca de coiotes, raposas e outros animais atraídos pela isca. Qualquer um que puxe a isca com o M-44 pode ser morto ou seriamente machucado.

“Armadilhas de cianeto não podem ser usadas de maneira segura por ninguém, em nenhum lugar”, afirmou Collette Adkins, diretora de conservação do Centro de Diversidade Biológica. “Precisamos de uma proibição permanente para proteger pessoas, animais domésticos e animais selvagens desse veneno”, completou.

A EPA, no início deste ano, emitiu um aviso sugerindo a renovação do registro de cianeto e abriu um espaço para comentários públicos. Mais de 99,9% de pessoas pediram o banimento do M-44, mas ele foi autorizado da mesma forma.

“A EPA está ignorando seu dever fundamental de proteger as pessoas, animais domésticos e a vida selvagem nativa. Nós iremos continuar culpando nosso governo federal por essa lei e lutaremos pela proibição do M-44 de uma vez por todas”, declarou Kelly Nokes, procuradora do Centro de Direito Ambiental do Oeste.

De acordo com dados da Wildlife Services, o M-44 matou 6.579 animais em 2018, principalmente coiotes e raposas, e 13.232 animais em 2017. Segundo o World Animal News, esses dados provavelmente não refletem a realidade, já que o Wildlife Services é conhecido por coletar dados inadequados e diminuir o impacto que as coisas realmente têm.

No ano passado, a EPA negou uma petição que pedia o banimento do M-44.


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Mais de 200 canários são encontrados presos em mala no Aeroporto de Brasília

Por Rafaela Damasceno

Um homem foi preso nesta segunda-feira (5) tentando transportar mais de 200 canários da espécie Sicalis flaveola (conhecidos popularmente como canários-da-terra) no Aeroporto Internacional de Brasília.

Os canários presos em gaiolas dentro das malas

Foto: Polícia Federa

O criminoso viajava de Manaus (AM) e, no desembarque, foi descoberto ao tentar passar duas malas pelo raio-x. Os pássaros estavam amontoados dentro de gaiolas, dentro das malas.

O canário-da-terra é conhecido por suas penas de cor vibrante e seu canto bonito. As aves têm, em média, 13,5 centímetros e pesam em torno de 20 gramas. A espécie costuma viver em bando e é vítima do tráfico, já sendo até mesmo considerada em extinção por alguns estados brasileiros, como Minas Gerais.

Os canários encontrados foram levados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) do IBAMA – órgão que visa preservar áreas naturais, como florestas e rios -, onde serão examinados. O homem responderá pelo crime, podendo ser condenado a até 8 anos de reclusão.


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Primeiro clube de rugby vegano do mundo é formado no Reino Unido

Por Rafaela Damasceno

O primeiro clube de rugby completamente vegano foi formado no Reino Unido e atualmente está à procura de novos jogadores. O time se chama Green Gazelles e foi formado para provar o poder do estilo de vida vegano. A equipe é composta por homens e mulheres.

O time reunido

Foto: Green Gazelles

O fundador, Brendan Bale, está procurando por jogadores de todas as habilidades e tem interesse em jogadores de alto nível. “O time está se formando muito bem, com o jogador profissional Darren Dawidiuk, o treinador David Cleary e muitos outros mostrando interesse”, declarou ele.

O clube está garantindo que todas as vestimentas sejam totalmente veganas – incluindo os calçados – e está atrás de patrocinadores.

“Somos o primeiro clube de rugby inteiramente vegano, nosso objetivo é mostrar os jogadores que seguem uma dieta baseada em vegetais – promovendo o veganismo através do rugby!”, diz a página do Green Gazelles no Facebook.

O clube segue o exemplo da equipe de futebol Forest Green Rovers, que é inteiramente vegana desde 2015. Muitos outros atletas de sucesso também seguem uma dieta baseada em vegetais, como Lewis Hamilton, campeão de Fórmula 1; o jogador de futebol do Manchester United, Chris Smalling; as estrelas do tênis, Novak Djokovic e Serena Williams, e muitos outros.

Forest Green Rovers

Em 2015, o Forest Green Rovers removeu todos os produtos de origem animal de seus estádios, tornando-se o primeiro time do mundo a jogar em um estádio inteiramente vegano.

O proprietário do time, Dale Vince, também é diretor de uma empresa de eletricidade vegana, a Ecotricity. Além de promover o veganismo, ele também agrega os princípios de sustentabilidade ao espírito da equipe. Abandonou os uniformes feitos com produtos plásticos e adquiriu camisas de bambu. Os calções possuem o logotipo dos patrocinadores veganos da equipe.


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Imagens mostram animais vivendo sob condições insalubres em zoo da Tailândia

Por Rafaela Damasceno

Imagens divulgadas mostram animais sob condições de maus-tratos e crueldade em um zoológico da Tailândia. Elefantes traumatizados podem ser vistos balançando a cabeça de um lado para o outro, um sinal de sofrimento psicológico, enquanto estão acorrentados ao chão; crocodilos nadam em piscinas sujas e cobertas de lixo; tigres agitados são alimentados por visitantes com carnes espetadas em uma vara.

Ativistas em defesa dos direitos animais estão pedindo para que agências de turismo parem de levar turistas à Fazenda e Zoológico de Crocodilos Samut Prakan. Nesta semana, a maior agência de reservar online da China, Ctrip, cortou parceria com o zoológico.

A National Geographic também investigou o local e descobriu um elefante de quatro anos, desnutrido, que não conseguia ficar de pé e tinha um grande ferimento em um lado da cabeça.

As patas de um elefante. Uma delas está acorrentada ao cão

Foto: Viral Press

Um tigre, chamado Khai Khem, também foi encontrado sob condições de negligência. Ele possuía um abcesso dental – acúmulo de pus devido a infecção bacteriana – tão grave que estava perdendo sua mandíbula.

O proprietário do zoológico, Uthen Youngprapakorn, afirmou que os animais ainda estarem vivos é a prova de que estão sendo bem tratados. Ele ainda ameaçou processar quem dissesse o contrário.

As denúncias contra o zoológico não são recentes. Em dezembro do ano passado, filmagens mostraram um elefante desnutrido sendo forçado a realizar truques em frente aos turistas.

O crocodilo saindo do lado coberto de folhas

Foto: Viral Press

“Os funcionários do zoológico espetavam elefantes com pontas afiadas de metal e os forçaram a realizar passeios e fazer truques com boliche, pintura e dança”, afirmou a PETA.

A ONG também declarou que os elefantes não podiam interagir entre si e oscilavam para frente e para trás, sinônimo de intenso estresse psicológico.

Apesar da crescente pressão popular para que o local feche, ele ainda continua funcionando normalmente, mesmo com os animais vivendo sob condições insalubres.


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Governo alemão pretende aumentar imposto sobre a carne para ajudar a salvar o planeta

Foto: World Animal News

Foto: World Animal News

Deputados alemães propuseram o aumento dos impostos sobre a carne no país para ajudar a salvar o planeta.

A carne é atualmente relativamente barata em toda a Alemanha e utilizada uma série de pratos tradicionais. O prato característico nacional, sauerbraten, é um assado de carne, e o país também é conhecido por seu gosto por alimentos como bratwurst (salsicha grelhada) e schnitzel (carne de porco ou frango à milanesa).

No entanto, o apetite alemão por carne tem um custo ambiental e, por causa disso, esses pratos podem ficar mais caros.

Políticos do partido Social-democratas e dos partido Verde propuseram aumentar o imposto sobre valor agregado (IVA) sobre a carne no início desta semana. Atualmente o produto é tributado a uma taxa reduzida de 7%, no entanto, alguns políticos querem ver esse valor elevado para 19%.

O bem-estar animal também é uma preocupação para alguns, que gostariam de ver o dinheiro extra de seus impostos devolvido aos animais. “Sou a favor de abolir a redução do IVA para a carne e de direcionar mais para o bem-estar animal”, disse Friedrich Ostendorf – porta-voz da política agrícola para o partido Verde – em um comunicado, informa o DW (Deutsh Welle).

Albert Stegemann – porta-voz do setor de agricultura da União Democrata Cristã (CDU) – também apoiou o imposto, mas quer ver o dinheiro devolvido aos agricultores. Ele disse, “a receita fiscal adicional deve ser usada para apoiar os pecuaristas para ajudá-los a se reestruturar”.

Impostos cobre a carne no mundo

A Alemanha não é o único país a considerar um imposto maior sobre a carne. No início deste ano, a parlamentar britânica Caroline Lucas pediu ao governo do Reino Unido que “considere seriamente” taxar a carne por razões ambientais.

Segundo ela, “melhor manejo do esterco e cuidadosa seleção de ração podem ajudar a reduzir as emissões de gases do efeito estufa, mas – mesmo correndo o risco de ser alvo da ira do secretário de energia, que disse recentemente que incentivar as pessoas a comer menos carne seria o pior tipo de atitude – reafirmo que precisamos de uma séria consideração sobre medidas como por exemplo um imposto sobre a carne”.

Algumas organizações são a favor de um imposto sobre a carne, mas por razões de saúde. Uma pesquisa publicada em 2018 revelou que um imposto global sobre carnes vermelhas e processadas poderia salvar mais de 200 mil vidas até 2020. Também poderia reduzir o custo dos cuidados de saúde em £ 30,7 bilhões (142 bilhões de reais).

Louis Meincke, do World Cancer Fund, disse que a pesquisa “poderia ajudar a reduzir o nível de consumo de carne, semelhante ao funcionamento de um imposto sobre bebidas açucaradas, além de compensar os custos do sistema de saúde e melhorar a sustentabilidade ambiental”.

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Indústria da carne australiana perderá bilhões de dólares até 2030

Por Rafaela Damasceno

A indústria da carne na Austrália prevê uma perda de 3,8 bilhões de dólares (mais de 14 bilhões de reais) até 2030. A mudança se dará principalmente pela crescente consciência e preocupação em relação do bem-estar animal e o meio ambiente.

Vários porcos presos em uma fazenda de criação

Foto: Totally Vegan Buzz

Segundo Totally Vegan Buzz, um líder da indústria pediu a agricultores que desafiem o movimento vegano, em ascensão, dizendo que o movimento ainda é jovem e está se fortalecendo.

“Não podemos definir o que as pessoas escolhem comer”, afirmou Jacqueline Baptista, gestora da Meat and Livestock Australia. “Passamos décadas pensando que a ameaça desapareceria, que seria apenas mais um grupo ativista de esquerda que sumiria, então lidamos com isso de maneira diferente”, disse ela.

Segundo Baptista, parte da indústria ignorou a concorrência vegana, acreditando que iria embora. A outra tática foi tentar uma abordagem agressiva – mas nenhuma das duas coisas funcionou, e a indústria vegana cresce mais a cada dia.

Nos últimos meses, houve um aumento nos protestos veganos contra fazendas e matadouros da Austrália. “Nós realmente temos um problema com as atividades dos ativistas”, concluiu Baptista.


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Elefante é resgatado de zoo da Tailândia e levado a santuário

Por Rafaela Damasceno

Gluay Hom, um jovem elefante que foi maltratado durante anos, começou uma nova vida recentemente. Ele foi transferido de um zoológico para um santuário recentemente.

Gluay Hom no santuário, pisando na terra e se enchendo de lama

Foto: National Geographic

No ano passado a National Geographic relatou sua situação, enquanto ainda morava no Samutprakarn Crocodile Farm and Zoo. Mais de 70.000 pessoas assinaram uma petição da Change.org pedindo ajuda ao elefante, que ficava acorrentado, tinha uma perna inchada e um ferimento em um lado da cabeça.

Infelizmente, o resgate foi complicado. Sob a lei tailandesa, o animal é propriedade de seu tutor, que teria que vendê-lo ou desistir dele. Depois de muita negociação, a Fundação Salve os Elefantes comprou Gluay Hom, que agora está se acostumando com seu novo lar, o santuário Elephant Nature Park (Parque Natural do Elefante).

“Ele ainda está traumatizado. Ele anda devagar e precisa de tratamento. Seus olhos são tristes”, lamentou Lek Chailert, fundadora da fundação.

Gluay Hom chegou ao abrigo na manhã da última quarta-feira (7), e ainda está se acostumando em conseguir andar o quanto quiser, sem uma corrente, em um chão coberto de folhas. Segundo Chailert, o elefante vai poder se adaptar ao novo ambiente por uns dias, antes que a equipe do santuário faça exames necessários. Uma de suas patas permanece machucada.

A transição de Gluay para o santuário revelou mais coisas a seu respeito. Os funcionários do zoológico disseram ao National Geographic que o elefante tinha cinco anos, mas seus documentos revelam que ele tem, na verdade, 10, apesar de ser pequeno.

O principal objetivo do parque é finalmente apresentar Gluay a outros elefantes. “Nós queremos que ele esteja com os outros de sua espécie. Não queremos que ele se conecte demais com as pessoas”, declarou Chailert, que espera que o santuário possa se tornar um lar para Gluay. “Nós queremos que ele seja feliz. Nós queremos fazê-lo ser novamente um elefante”, concluiu.


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