AAA Northeast, empresa de turismo dos Estados Unidos, corta parceria com SeaWorld

Por Rafaela Damasceno

AAA Northeast, empresa de turismo, anunciou que irá deixar de vender ingressos para o SeaWorld. A ação foi tomada sob influência de protestos organizados pela PETA e a Protest SeaWorld NY.

Duas baleias pulando do mar em uma atração do parque

Foto: Plant Based News

“Nenhum negócio decente deve querer estar ligado a um parque que cria golfinhos e os monta como se fossem pranchas de surf em shows estilo circo”, afirmou a vice-presidente da PETA, Tracy Reiman.

Ela ainda disse que a agência fez a coisa certa ao se desvincular do SeaWorld, e a PETA está incentivando outras empresas a fazerem o mesmo.

A AAA Northeast agora faz parte de uma lista crescente de empresas de turismo que pararam de vender ingressos para o SeaWorld – incluindo a AAA Arizona, AAA Washington e Virgin Holidays, assim como as companhias aéreas United, Alaska, Delta, JetBlue, Southwest, Spirit, Sunwing e WestJet.

Mudança

A organização PETA afirma que, na natureza, as orcas nadam cerca de 140 milhas (mais de 225 quilômetros) por dia, e os golfinhos-nariz-de-garrafa costumam nadar até 60 milhas (96,5 quilômetros). No SeaWorld, tudo o que podem fazer é nadar em círculos por um espaço pequeno, e 140 golfinhos são distribuídos em apenas 7 pequenos tanques.

No mês passado, dois ex-treinadores do parque denunciaram diversos casos de maus-tratos, inclusive o uso de drogas para acalmar os animais, o que causava úlceras em seus estômagos e outros ferimentos ocasionados por autoagressão.

Apesar de o SeaWorld negar todas as acusações, é fato que manter as orcas e golfinhos em espaços pequenos, forçar os animais a realizar truques e afastá-los da liberdade não é correto. Além de estressados e sob intensa pressão psicológica, eles ainda vivem assustados e depressivos.

As atitudes tomadas pelas empresas demonstram um avanço no pensamento do público, que enxerga cada vez mais os impactos da exploração animal e não compactua mais com a crueldade.


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Golfinho e tartaruga são encontrados mortos presos em redes de pesca

Foto: James Barnett/SWNS

Foto: James Barnett/SWNS

Imagens comoventes divulgadas recentemente mostram de um golfinho e uma foca mortos envoltos em redes de pesca descartada. As fotos foram usadas como parte de uma campanha de conscientização.

James Barnett, de 57 anos, é veterinário especializado em vida marinha e diz que a maior ameaça aos animais no mar são as redes de pesca descartadas, conhecidas como “redes fantasmas”.

Ele disse que, embora o plástico represente uma ameaça poderosa à vida marinha, ele vê animais envoltos em redes de fantasmas muito mais frequentemente do que vítimas da poluição por plásticos (seja por alimentação ou ferimentos provocados por resíduos plásticos).

Ele divulgou imagens de um golfinho que apareceu na costa da Cornualha em 2017, completamente envolto do focinho ao rabo em uma rede e uma foca encontrada em terra perto de Boscastle, também na Inglaterra enrolada em 35kg de redes em maio.

Na época, voluntários do grupo de resgate local, a British Divers Marine Life Rescue, disseram que pela situação em que foi encontrada era claro que a foca havia sofrido uma morte horrível.

Foto: James Barnett/SWNS

Foto: James Barnett/SWNS

Barnett disse: “É definitivamente o pior caso de emaranhamento de animais que já vi em minha carreira”.

“Focas são animais muito curiosos e eles investigam redes flutuando na água ou presas ao fundo do mar e podem se enroscar nelas”.

As redes fantasmas, as redes descartadas ou perdidas flutuando na água, são um grande problema para as focas e Barnett disse que vê casos sérios de enredamento a cada ano.

As marcas de corte encontradas nos corpos dos mamíferos marinhos são frequentemente sinais de que um animal ferido ficou emaranhado.

Ano passado, James realizou autópsias em quase 30 golfinhos, baleias e botos que foram encontrados presos nas praias e cerca de um quarto deles foram capturados, sem intenção, em redes de pesca.

Barnett disse: “Não encontramos muitas evidências de plástico em focas. Os maiores assassinos são provavelmente capturas acessórias e emaranhamento ”.

Ele tem tratado animais marinhos feridos desde o início dos anos 90 e trabalha no Cornish Seal Sanctuary em Gweek, Cornwall.

Ao longo dos anos, ele realizou centenas de exames post mortem em golfinhos, focas e outros animais encontrados mortos nas praias.

“Não sabemos quão grande é o problema de microplástico ainda. A quantidade de microplásticos espalhados pelo planeta é totalmente desconhecida ainda.

“Ainda não somos capazes de determinar o quanto isso está afetando a saúde dos animais. Acho que é algo que mais estudos nos próximos anos poderão dizer. ”

Ao longo de sua carreira, James realizou 225 autópsias em golfinhos, baleias e botos de 11 espécies diferentes, 78 focas e um tubarão-frade, o primeiro desse tipo no Reino Unido.

“É uma paixão”, disse ele. “Meu trabalho ajuda a destacar a questão das capturas acidentais, emaranhamento e poluição e poluição marinha. Isso torna minha vida mais real e significativa”.

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Vacas e bois são amarrados e içados por guindaste nas ruas do Paquistão

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

Imagens fortes divulgadas recentemente mostram vacas e bois sendo içados de grandes alturas até o chão, numa operação arriscada e improvisada. Os animais estão sendo levados pelos agricultores paquistaneses, que mantêm seu rebanho no telhado, para o mercado da região de Karachi.

Nas fotos pode-se ver homens sobre os animais enquanto eles são movimentados por um guindaste, presos a cordas e mal acomodados, eles pousam no chão muitas vezes de forma abrupta e mal planejada, causando sofrimento aos animais.

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

Embora aparentemente incomuns, essas visões são comuns em Karachi, a maior cidade do país, onde a falta de terrenos agrícolas e uma população volumosa significam que os agricultores optam por manter seus animais em cima dos telhados.

Fazendo uso de um guindaste, os fazendeiros desceram seus animais enquanto uma aglomeração de pessoas assiste à operação arriscada, as vacas e bois são transportados de uma altura correspondente a de um prédio de quatro andares.

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

Os animais estavam sendo enviados para o mercado antes da festa muçulmana do Eid al-Adha, que começa no próximo domingo.

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

Considerado um dos dias mais sagrados do calendário, o festival marca a disposição do profeta Ibrahim de sacrificar seu filho por Allah, mas seu filho foi então substituído por um cordeiro.

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

Em comemoração à data, um animal é sacrificado e dividido em três partes.

Uma parte é dada aos pobres e necessitados, outra é reservada para casa e uma terceira é dada à família.

O festival dura quatro dias, mas alguns países muçulmanos observam um feriado mais longo.

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

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Turistas tiram selfies com baleias mortas nas Ilhas Faroe

Por Rafaela Damasceno

Nas Ilhas Faroe, na Dinamarca, há uma tradição sangrenta de caça às baleias. Recentemente, fotos do massacre foram divulgadas. No final de julho, 23 baleias foram caçadas e mortas, o que revoltou ativistas em defesa dos direitos animais.

O mar se tingiu de vermelho quando as baleias foram levadas até a costa por um barco de pesca antes de serem assassinadas na água. A espécie costuma ser morta por sua carne e gordura, uma tradição de séculos na região. Esta foi a 10° caça às baleias nas Ilhas Faroe apenas neste ano, com um total de 536 baleias-piloto mortas.

Após o fim da caçada, os cadáveres foram enfileirados na praia, onde crianças pequenas podiam olhar e turistas tiravam fotos.

Uma menina pequena encostada em um corpo de baleia mutilado

Foto: Triangle News

“Como é frequente, o massacre se tornou um evento social, com pais rindo e crianças brincando na praia”, declarou um porta-voz da instituição Sea Shepherd UK, que divulgou as fotos. Ele afirmou que a brutalidade foi aguardada pelos habitantes do local com excitação.

“À medida que o processo continuou, todos testemunharam uma jovem baleia sendo cruelmente morta e um filhote, ainda sem nascer, sendo cortado do ventre de sua mãe”, contou.

O ventre da baleia cortado e, dentro, o filhote

Foto: Triangle News

Ele afirmou que um dos participantes garantiu que os filhotes não seriam comidos e mais tarde seriam devolvidos ao mar, o que significa que seriam despejados na água para morrer.

“As crianças brincavam com as barbatanas, chutavam e socavam os corpos, andavam sobre eles e corriam pelo cais com facas tradicionais do evento”, continuou.

Em setembro de 2018, a Sea Shepherd UK ofereceu às Ilhas Faroe um milhão de euros (quase 4,5 milhões de reais) para impedir a caça às baleias por dez anos consecutivos, mas a oferta foi recusada.


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Pescadores usam golfinhos como isca para capturar tubarões no Peru

Por Rafaela Damasceno

Os golfinhos são animais sencientes, extremamente inteligentes e sensíveis. Eles também possuem uma cognição avançada, ou seja, uma alta capacidade de percepção e aprendizado, e costumam criar fortes laços familiares.

Três golfinhos nadando no meio de um cardume de peixes

Foto: Andrea Izzotti/Shutterstock

Infelizmente, os golfinhos não estão livres da indústria de pesca. Apesar da carne de golfinho não ser mundialmente comercializada, eles são mortos para servir de isca.

Segundo o One Green Planet, uma quantidade entre 5.000 e 15.000 de golfinhos são mortos por ano, apenas no Peru. O relatório Pequenos Cetáceos, Grandes Problemas, feito pelo Instituto de Bem-Estar Animal (AWI, na sigla em inglês), expõe os problemas que os cetáceos do mundo todo estão enfrentando. A indústria de pesca do Peru foi considerada uma das principais culpadas.

DJ Schubert, biólogo de vida selvagem da AWI, explicou que, em muitas regiões, as mortes dos cetáceos evoluiu de capturas acidentais à caça comercial. “É ultrajante que muitos países tenham leis que protejam as espécies, mas a fiscalização é fraca ou inexistente. Isso permitiu que um mercado negro se desenvolvesse”, afirmou.

Os golfinhos mortos para serem explorados como isca sofrem mortes agonizantes. Normalmente, eles são esfaqueados com facas ou arpões, e então são deixados para morrer lentamente. As caças à espécie são proibidas por lei no Peru desde 1996, mas investigações comprovam que os assassinatos são constantes em toda a costa peruana.

Uma petição foi criada pedindo para que o vice-ministro Javier Fernando Miguel Atkins Lerggios faça a lei ser respeitada, punindo os criminosos responsáveis. Você pode contribuir assinando aqui.


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Campanha mundial vai promover os benefícios do leite vegetal

Por Rafaela Damasceno

Desde 2017, o dia 22 de agosto vem sendo o Dia Mundial do Leite Vegetal. A iniciativa foi idealizada por um ativista vegano e co-fundador do Plant based News, Robbie Locke. Ela se tornou possível devido a colaboração da organização internacional de conscientização alimentar Proveg.

Um cartaz da campanha incentivando o dia mundial do leite vegetal

Foto: PBN

Depois de ver a indústria de laticínios celebrando o Dia Mundial do Leite, Locke decidiu criar uma data para destacar os benefícios do leite vegetal.

Milhões de pessoas de todo o mundo estão optando por bebidas vegetais. Entre as razões para se fazer isso estão: salvar o planeta, melhorar a saúde e ajudar a impedir a exploração das vacas na indústria dos laticínios.

A indústria dos laticínios é uma das maiores responsáveis pelas emissões de gases de efeito estufa na atmosfera. A produção do leite também exige muita terra e água, excedendo recursos naturais.

O leite também interfere diretamente na saúde humana. Diversos estudos comprovam que o consumo de produtos lácteos pode causar diarreias, dores musculares e articulares, dores de cabeça, acne, até mesmo depressão.

Apesar de muitas pessoas não perceberem, a indústria de laticínios causa a morte das vacas. Elas são engravidadas forçadamente, depois separadas de seus filhotes. A prática é extremamente traumática para a mãe e seu bebê.

Essas razões – e muitas outras – influenciam nas escolhas alternativas das pessoas. Por isso os restaurantes e mercados estão oferecendo cada vez mais opções de leite vegetal.

O Dia Mundial do Leite Vegetal lançará uma campanha chamada Desafio dos 7 Dias Livres de Leite. A iniciativa de uma semana incentiva as pessoas a se afastarem dos produtos lácteos.


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Seriam necessários 50 milhões de anos para recuperar a biodiversidade de aves da Nova Zelândia

Por Rafaela Damasceno

Há cerca de 700 anos, a Nova Zelândia era uma terra de pássaros. Agora, cientistas que estudam a biodiversidade do país chegaram à conclusão de que levaria 50 milhões de anos para recuperar a diversidade de aves presentes na região antes dos seres humanos interferirem no local.

O pássaro kiwi

Foto: Lakeview Images/Shutterstock

“O fato de que uma quantidade enorme de tempo evolutivo se perdeu realmente coloca sob perspectiva o impacto que os seres humanos causaram em sistemas isolados naturais”, afirmou o biólogo Luis Valente, que liderou a pesquisa.

Separada dos outros países, a Nova Zelândia se manteve isolada por muito tempo. Seus pássaros puderam então evoluir em uma variedade de aves que não podem ser encontradas em nenhum outro local do planeta. Infelizmente, eles não eram imunes à caça: depois que os seres humanos chegaram à região, quase metade das espécies foram extintas.

Para descobrir ao todo quanta biodiversidade se perdeu após a interferência humana, os pesquisadores coletaram dados já existentes em outras pesquisas. Depois que a equipe estudou todos os materiais e compilou os dados, colocou o resultado em um novo sistema computacional que estima o quão rápido as espécies evoluem e morrem.

O modelo revelou que seriam necessários 50 milhões de anos para recuperar a natureza que a interferência humana prejudicou. Apesar de ter uma ideia do quanto de vida havia se perdido, os cientistas se chocaram com o número. “O impacto foi muito mais profundo do que prevíamos”, declarou Valente.

Levaria 10 milhões de anos para recuperar as aves em extinção atualmente se elas desaparecessem por completo. “Alguns pensam que se você deixar a natureza sozinha, eventualmente ela irá se recuperar dos impactos humanos. Mostramos que essa recuperação seria incrivelmente lenta”, disse o biólogo.

Ele espera que as práticas de conservação que a Nova Zelândia está tentando agora sejam capazes de impedir que outras espécies entrem em extinção e evitar que outros 10 milhões de anos de história evolutiva se percam.


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Greta Thunberg viaja para a América de maneira sustentável

Por Rafaela Damasceno

A ambientalista Greta Thunberg está levando seu ativismo climático até os Estados Unidos, viajando em um iate ecologicamente correto (que não emite gás carbônico na atmosfera). A sueca, de apenas 16 anos, dispensou os aviões poluentes e está a bordo do barco que gera eletricidade através de painéis solares e turbinas submarinas, sem poluir o ar.

Greta Thunberg olhando para o lado

Foto: Greta Thunberg

Greta fez discursos durante a maior parte do ano, responsabilizando governos e corporações pela crise climática e inspirando milhares de crianças ao redor do mundo a protestar em favor do meio ambiente. Nos Estados Unidos, pretende continuar pregando sua mensagem de apoio ao planeta.

“Ainda temos uma janela de tempo quando as coisas estão em nossas mãos”, escreveu em seu Instagram. “Mas a janela está se fechando rápido. É por isso que decidi fazer essa viagem agora”.

Durante sua visita à América do Norte, a ambientalista participará de uma reunião organizada por António Guterres, secretário-geral da ONU; também irá a protestos climáticos em Nova York. Viajará para o Chile, onde a conferência climática anual da ONU será organizada e visitará outros países da América do Norte.

Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos, é conhecido por negar a crise climática. Ele também afirmou que a crise é falsa, inventada pela China, e que turbinas eólicas poderiam causar câncer.

Greta, segundo a ABC, disse que não pretende falar com o presidente. “Ele obviamente não ouve a ciência e os cientistas. Então como eu, uma criança sem educação apropriada, poderia convencê-lo?”, indagou à Associated Press. Com sua viagem, a ambientalista espera ser ouvida pelo restante da América.

O iate ecologicamente correto não é acessível para todas as pessoas, e Greta reconhece que nem todos podem escolher transportes alternativos. Mas enfatizou que os aviões precisam se adaptar ao planeta, emitindo menos poluentes. “Só estou dizendo que precisa ser mais fácil ser neutro em relação ao clima”, concluiu.


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Maníaco ataca, tortura e mata gatos brutalmente

Amber a gatinha baleada que sobreviveu ao ataque | Foto: Newcastle Chronicle

Amber a gatinha baleada que sobreviveu ao ataque | Foto: Newcastle Chronicle

Uma série de ataques violentos e fatais aos gatos da região de Hebburn, em Northumbria, na Inglaterra tem deixado os tutores de animais temerosos por seus felinos.

Até agora, dois gatos foram mortos – um deles baleado com chumbinho no pescoço – e o outro foi encontrado enforcado pendurado em uma árvore.

Emma Lewis, de 34 anos, chamou os agressores de sua gata de “doentes mentais” e “repugnantes” depois que sua amada felina, chamada de Amber, foi atingida no pescoço por um tiro de chumbinho originado, provavelmente, de um rifle de ar comprimido.

Ambos os ataques ocorreram na área de Luke’s Lane, segundo o Chronicle Live.

Emma Lewis e sua gatinha Amber, baleada no pescoço | Foto: Newcastle Chronicle

Emma Lewis e sua gatinha Amber, baleada no pescoço | Foto: Newcastle Chronicle

Inicialmente, Emma e seu marido Michael pensavam que sua gata, Amber, havia sido atacada por outro animal, mas depois de irem ao veterinário, o médico afirmou que ela tinha sido baleada.

“Houve realmente uma ferida de entrada e saída da bala. Ela tinha acabado de perder a jugular. Ela deve ter se arrastado para casa para chegar a um lugar seguro”, disse Emma.

“Eu entendo que algumas pessoas não gostam de gatos, que eles os vêem como vermes”.

“Mas você não pode sair por aí atirando neles. Isso é um crime além de ser repugnante.”

Emma levou a história para o Facebook e compartilhou em um post que Amber tinha sido baleada e aproveitou para alertar outras pessoas na área, mas tragicamente acabou descobrindo que seu gato não havia sido o único alvo.

Ela disse: “Eu milhares de mensagens de pessoas de todos os lugares. O gato de outra mulher também da região foi baleado e ela teve que gastar £ 1.100 no veterinário.

A tutora de Amber alertou os tutores de gatos sobre os ataques no Facebook | Foto: Newcastle Chronicle

A tutora de Amber alertou os tutores de gatos sobre os ataques no Facebook | Foto: Newcastle Chronicle

“As pessoas precisam saber que isso está acontecendo. É assustador pensar que alguém está andando por aí com uma arma, machucando animais”.

“E se uma criança estivesse acariciando ou pegando o gato no momento em que atiraram nele?”

“Minha gata é tão amigável. Sempre segue as crianças quando estamos fora.”

Outra família na área teve uma experiência semelhante depois que seu gato foi baleado e pendurado em uma árvore.

Michael e Emma Clelland viram Hunter pela última vez na madrugada de sexta-feira.

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Casal de mergulhões adota patinho órfão

Por Rafaela Damasceno

Pesquisadores do The Loon Project (Projeto Mergulhão) foram até a cidade Long Lake, em Wisconsin, Estados Unidos, para observar os pássaros na água. Foi então que viram uma cena peculiar: uma fêmea mergulhão, ave aquática, nadando com um patinho em suas costas.

O patinho em cima do mergulhão

Foto: The Loon Project

Nenhum dos pesquisadores conheciam casos parecidos com este, mas conseguiram investigar e descobrir um pouco da história da família improvável.

Um casal de mergulhões teve seu próprio filhote, que infelizmente faleceu em pouco tempo. Com os instintos paternos fortes, o casal queria desesperadamente alguém para cuidar – foi então que encontraram o pequeno patinho órfão, e decidiram criá-lo como se fosse seu bebê biológico.

Patos costumam se apegar à primeira figura paternal que encontram, então o filhote não ofereceu nenhuma objeção ao ser adotado – pelo contrário, ele alegremente aceitou se tornar parte da nova família.

“Essa descoberta foi muito emocionante”, declarou Walter Piper, chefe do The Loon Project, ao The Dodo. “Este caso nos permite analisar a flexibilidade do comportamento dos mergulhões e do patinho”, explicou.

Os filhotes de mergulhões e os filhotes de patos são criados de maneiras completamente diferentes, mas o patinho não demonstra se importar em se adaptar às atitudes de seus pais. Ele aprendeu a mergulhar até o fundo do lago em busca de comida, comportamento que a maioria de sua espécie não possui.  Os mergulhões e patos também se alimentam de comidas diferentes, mas ele parece estar feliz em se adaptar.

Os pesquisadores não sabem dizer se, ao crescer, ele permanecerá com os mergulhões ou se juntará aos de sua própria espécie. Por enquanto, eles apenas analisam o quanto a adoção mostra que a natureza é incrível, e permanecem animados com a perspectiva de continuar a analisar a família.


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