Vereador de Recife quer banir os fogos de artifícios ruidosos na cidade

Por Rafaela Damasceno

A Câmara de Vereadores do Recife retomará a discussão sobre o projeto de lei que sugere a proibição do manuseio, utilização, queima e soltura de fogos de artifício barulhentos em quaisquer lugares da cidade.

O vereador Ricardo Cruz

Foto: Divulgação

O autor da proposta é o vereador Ricardo Cruz (PPS), que argumenta sobre a possibilidade de danos graves causados pelos ruídos a idosos, crianças, portadores de doenças (como o autismo) e, principalmente, aos animais.

“Os estampidos comumente causam transtornos que levam a acidentes, como enforcamentos em coleiras, quedas de janelas, fugas desesperadas, taquicardia, salivação, tremores, dentre outros fatores prejudiciais à saúde e à qualidade de vida dos animais”, justificou o vereador.

O projeto prevê uma multa de 2 mil reais para as pessoas e 20 mil reais para as empresas que soltarem fogos de artifício, mesmo os de baixa intensidade. Os locais que descumprirem a lei também estarão sujeitos à interdição.

Os ouvidos dos cachorros são mais sensíveis que os dos seres humanos, podendo perceber sons com frequências entre 10 Hz e 40.000 Hz. Eles também conseguem detectar sons quatro vezes mais distantes que os ouvidos humanos podem captar. Os sons intensos e altos dos fogos de artifício podem causar dor, medo e pânico aos cachorros.


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Oito baleias são encontradas mortas em apenas dois meses no Oceano Atlântico

Por Rafaela Damasceno

Ambientalistas canadenses estão preocupados com a sobrevivência das baleias-francas do Oceano Atlântico Norte, que já constituíram uma numerosa espécie na costa leste dos Estados Unidos e do Canadá.

Uma cauda de baleia saindo da água

Foto: Getty Images

Em junho deste ano, seis baleias morreram, seguidas de mais duas em julho – para uma espécie que atualmente é constituída por 400 animais ao todo, as mortes são devastadoras.

A taxa de mortalidade aumentou consideravelmente nos últimos tempos, fator atribuído aos barcos e equipamentos de pesca, que causam grande parte das mortes.

As baleias-francas normalmente se alimentam de Calanus finmarchicus, uma espécie de copépode (crustáceo) presente em abundância no Golfo do Maine. Mas as mudanças climáticas estão reduzindo sua quantidade, forçando as baleias a nadarem mais para o norte em busca de comida, segundo um artigo publicado na revista Oceanography. O Golfo de St. Lawrence, região para onde elas estão sendo obrigadas a se deslocar, possui uma enorme quantidade de barcos.

Em 2003, o governo canadense e a indústria naval negociaram um acordo para redirecionar as rotas dos barcos, desviando do caminho das baleias. Essa mudança reduziu o risco dos acidentes em até 90% e ajudou a população dos mamíferos a crescer de 350 a 500, entre 2000 e 2010. Infelizmente, as novas rotas parecem não estar mais conseguindo evitar os mamíferos.

As mortes recentes incluem uma fêmea de 40 anos que os especialistas monitoravam desde 1981. Ela deu à luz a oito filhotes em sua vida, dois dos quais tiveram seus próprios bebês. Os especialistas concluíram que a causa de sua morte foi o choque com um navio.

As necrópsias realizadas indicam que quatro, das oito baleias, morreram devido a traumatismos cranianos resultantes das colisões com navios. Outras duas morreram ao se emaranhar em equipamentos de pesca (como redes e fios).

Em resposta às mortes, as autoridades canadenses impuseram uma velocidade máxima de 10 nós (18,5 km) para as embarcações medindo 20 metros ou mais. Os que não cumprirem estão sujeitos a multas de até 25.000 dólares (quase 100.000 reais).

“Qualquer perda de uma baleia-franca é prejudicial para a população. É uma espécie em extinção”, lamentou a bióloga Stephanie Ratelle, em entrevista à CBC.


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Amigos criam método livre de crueldade para a prática de laçar bois

Por Rafaela Damasceno

Laçar bois é uma prática comum e considerada um esporte. Infelizmente, os animais são machucados e maltratados em nome do entretenimento cruel. Buscando reproduzir a paixão pelo esporte, sem causar dano aos animais, um grupo de amigos teve a ideia de criar uma alternativa livre de crueldade.

Um boi de madeira sendo laçado

Foto: Reprodução/Internet

O 1° Circuito Laço do Boi Parado estreou na Praça de Eventos Leandro Corrê, na cidade Terenos (MS), no último domingo (4). A festa foi minuciosamente planejada, e a organização levou cerca de sete meses até finalmente ser anunciada. A competição laço de boi parado, que consiste em laçar um boi de madeira, pôde ser disputada por pessoas de todas as idades.

As regras básicas são laçar perfeitamente o boi de madeira a uma distância de três metros. Os vencedores receberam prêmios, mas o importante é a diversão, segundo o Campo Grande News.

Os três finalistas ganharam um cavalete personalizado, onde poderão continuar praticando. Segundo os organizadores da festa, o evento resgata a paixão pelo esporte, sem maltratar os animais.


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Cachorro tem o rosto desfigurado ao pedir comida a um homem bêbado

Foto: AsiaWire

Foto: AsiaWire

A polícia está a procura de um cruel agressor de animais que cortou o focinho de um cão faminto “por diversão”.

Fotos com imagens fortes e comoventes foram compartilhadas on-line mostrando um cachorro com o rosto seriamente ferido, sem pele, com a carne a mostra e a boca completamente exposta.

Em outros, o focinho cortado pode ser visto no chão com o nariz e os dentes ainda intactos.

O filhote indefeso foi encontrado vagando pelas ruas de Sabah, na Malásia.

Relatórios locais dizem que o homem estava bêbado e fez isso “por diversão” depois que o cachorro inocente veio até ele em busca de alimento.

O cão atualmente esta sendo mantido aos cuidados da Associação de Animais da Malásia, mas veterinários recomendam que o animal seja sacrificado para acabar com o seu sofrimento.

A polícia está procurando pelo culpado pela agressão, mas ainda não o encontrou, relata o Mirror.

As autoridades estão oferecendo uma moto Daelim History S125 – no valor de £ 1.890 – para qualquer um que possa identificar o agressor do animal.

Arie Dwi Andika, presidente da Associação de Animais da Malásia, disse: “Queremos que o culpado seja pego, acusado e sentenciado de acordo com a promulgação do bem-estar animal de Sabah.”

Nós aqui na península não podemos intervir como Sabah e Sarawak (estados na Malásia) têm sua própria legislação.

”Leis de bem-estar animal foram introduzidas na Malásia em 1953, mas foram alvo de críticas por serem fracas e sub-aplicadas.

Em 2015, o país fortaleceu as leis de proteção aos animais e introduziu várias penalidades por crueldade contra animais.

Segundo a Seção 29 do Ato Contra a Crueldade Animal, as pessoas podem ser multadas e presas por até três anos por abuso de animais.

Isso inclui morrer de fome, mutilar ou abandonar um animal.

A multa mínima é de RM 20.000 na moeda da Malásia Ringgett – equivalente a cerca de £ 3983 em libras esterlinas (cerca de 18 mil reais).

A multa máxima é mais que o triplo dessa penalidade.

Aqueles considerados culpados de infligir dano extremo ou abuso a um animal na Malásia podem ser multados em até RM100.000.

Em libras, isso equivale a quase 20.000 libras ou cerca de 93 mil reais.

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Atriz Alicia Silverstone credita o bom comportamento do filho ao veganismo

Por Rafaela Damasceno

A atriz Alicia Silverstone cria seu filho de oito anos, Bear, sob um estilo de vida livre de crueldade. Ela acredita que a alimentação vegetariana estrita é grande parte do que influencia o bom comportamento do garoto.

A atriz posando para a foto, usando um vestido preto

Foto: Town News

“Eu nunca tive que levantar a voz para Bear. Eu posso apenas dizer ‘não, obrigada’ e nós nos respeitamos, ouvindo um ao outro. Muito disso é a alimentação. Quando seu filho se sente bem, age bem”, disse a atriz, em entrevista à revista Us Weekly.

Ela acrescentou que ele não é exigente para comer. “Ele come couve praticamente todos os dias. Também repolho, arroz integral e quinoa”, afirmou.

A atriz ainda contou que ele nunca fica doente, grande parte disso por sua alimentação. “Bear nunca teve que tomar remédio em toda a sua vida. Ele pode até ficar com o nariz escorrendo, mas nunca fica pra baixo e continua indo para a escola. Só duas vezes na vida ele me disse ‘mamãe, não estou me sentindo bem’, e algumas horas depois já estava correndo de novo”, declarou.


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The Economist e The Guardian destacam aumento do desmatamento no Brasil

Por Rafaela Damasceno

A capa da edição mais recente da The Economist, uma das principais revistas inglesas, exibe uma reportagem sobre o avanço do desmatamento da Amazônia. O texto cita o presidente brasileiro Jair Bolsonaro, dizendo que ele “deixou claro para os infratores que não há nada a temer”.

A capa da revista The Economist

Foto: The Economist

Segundo a reportagem, depois de um esforço governamental de sete anos para diminuir a destruição da floresta, em 2013 o desmatamento tornou a crescer por culpa do enfraquecimento da fiscalização.

A revista não foi o único veículo midiático a noticiar o crime: o jornal americano The New York Times também declarou que o desmatamento da Amazônia está aumentando rapidamente, definindo o atual governo do Brasil como “extrema direita”.

A revista científica Science foi ainda mais além, afirmando que o presidente Jair Bolsonaro diz que os números são mentirosos, atacando o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) enquanto todos os dados apontam para um aumento na devastação amazônica.

A revista americana Nature definiu o presidente brasileiro como “Trump tropical” e também noticiou as acusações contra o Inpe. “Em 19 de julho, Bolsonaro acusou o Inpe de mentir sobre os números e depois sugeriu que o governo tenha o direito de aprovar os dados da agência antes da divulgação pública”, disse o texto.

Segundo o G1, o jornal The Guardian também se posicionou sobre o assunto, afirmando que a floresta amazônica está sendo cortada e queimada a uma velocidade maior do que nunca. “Mas o governo Jair Bolsonaro está focado em reinterpretar os dados em vez de lidar com os culpados”, criticou o jornal.


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Mudanças climáticas prejudicam indústria de sorvetes veganos

Por Rafaela Damasceno

Os sorvetes veganos são um produto em alta. Infelizmente, tempestades cada vez mais violentas no sudeste da Ásia ameaçam um de seus melhores ingredientes: o coco.

Um homem mexendo em caixas cheias de coco

Foto: Dario Pignatelli

Grande parte da fruta vem da região, que enfrenta um aumento na frequência e intensidade das tempestades por causa do aquecimento dos mares. A cremosidade natural do coco é considerada uma das melhores maneiras de substituir os laticínios, e os produtores de sorvetes veganos estão agora em busca de outras alternativas.

“Continuaremos apoiando os produtores de coco e as comunidades durante todo o tempo que pudermos, mas percebemos que há uma ameaça climática séria nessas áreas”, declarou Kim Gibson Clark, diretora da Coconut Bliss, empresa americana produtora de sorvete vegano.

Os sorvetes sem produtos de origem animal estão em ascensão, considerando que a demanda por alimentos veganos está aumentando cada vez mais. Os produtos baseados em vegetais são mais saudáveis, além de causarem menos dano ao meio ambiente (os produtos de origem animal emitem uma grande quantidade de gás carbônico na atmosfera).

Em 2018, 29 tempestades tropicais atingiram o noroeste do Oceano Pacífico, acima da média anual de 26, segundo a Divisão de Pesquisa de Furacões dos Estados Unidos.

A Coconut Bliss usa o coco como base de seus sorvetes desde 2005. Entretanto, com a ameaça da perda do produto, começou a desenvolver um leite à base de vegetais que seja mais denso.

“Há um desafio pela frente”, disse Tyler Malek, co-fundador da Salt & Straw, empresa de sorvete que vende produtos veganos. “Mas talvez isso seja uma porta de entrada para experimentos divertidos no futuro”, concluiu, otimista.


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Cientistas criam plástico que pode ser reciclado infinitas vezes

Por Rafaela Damasceno

Na realidade atual, muitos plásticos não podem ser reciclados de maneira eficaz. Como consequência, são descartados indevidamente e acabam em aterros sanitários ou nos oceanos, onde representam uma séria ameaça ao meio ambiente e à vida marinha.

Um macaco segurando uma garrafa de plástico

Foto: Livekindly

Recentemente, pesquisadores do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, no norte da Califórnia, nos Estados Unidos, encontraram o que parece ser a solução.

Eles projetaram uma nova forma de plástico, chamada polydiketoenamine (PDK). Ele se decompõe em nível molecular, pode ser desmontado e remontado de maneiras diferentes, com texturas e cores distintas. Esse processo pode ocorrer infinitas vezes, o que anima os cientistas com a possibilidade de ser devidamente reciclado, e não descartado na natureza.

“A maioria dos plásticos não foi feita para ser reciclada”, afirmou à Forbes o principal autor do projeto, Peter Christensen. “Nós descobrimos uma maneira de juntar o plástico levando em conta a reciclagem de uma perspectiva molecular”.

A poluição plástica é um dos maiores problemas da atualidade. Estima-se que, em 2050, haverá mais lixo plástico no mar do que peixes. Diversos países estão se movendo para tentar diminuir a poluição: o Panamá, recentemente, se tornou o primeiro país da América Central a banir as sacolas plásticas, e o Canadá declarou que irá impor uma proibição do uso único do material até 2021.

“Esse é o momento exato para pensar em projetar materiais e instalações de reciclagem para permitir a reutilização do plástico”, afirmou Brett Helms, o líder da equipe de pesquisa.

Os pesquisadores planejam incorporar materiais a base de plantas no PDK futuramente, tornando o novo plástico ainda mais sustentável.


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Ativistas denunciam escravidão e tortura de burros no País de Gales

Por Rafaela Damasceno

A exploração dos burros para passeios são passatempos tradicionais do verão em muitos países. Isso não significa que são menos exploratórios ou cruéis. Milhares de pessoas estão pedindo pelo fim da prática em Coney Beach, no País de Gales.

Dois burros andando de burro na praia

Foto: Wales Online

Até agora, 36.000 pessoas assinaram uma petição pelo banimento da exploração dos burros. Aqueles que lucram com os passeios afirmam que os burros são bem tratados, com cuidados frequentes, muita água e abrigo. Já os defensores dos direitos animais afirmam que eles são deixados o dia todo na praia, sob o sol forte, com pouca água e quase nenhum descanso.

Em 2017, os passeios de burro foram suspensos nessa mesma praia temporariamente, após questões de bem-estar animal serem levantadas pelo público. Em 2018, funcionários do Animal Welfare (Bem-Estar Animal) inspecionaram o local e afirmaram que continuarão monitorando continuamente.

“Passeios de burros são cruéis. Eles não deveriam ter crianças em suas costas, isso é horrível”, disse uma porta-voz da ONG Cardiff Animal Rights, que está incentivando as pessoas a assinarem a petição.

“Não é preciso ter de animais naquela praia, ela tem um parque de diversões. Os burros não deveriam ser usados como objetos por dinheiro”, acrescentou.

Em um comunicado, os guardiões dos burros afirmaram que cuidam muito bem dos animais. Em resposta, a ONG garantiu que continuaria sendo contra, mesmo que eles tivessem água em abundância e abrigo. “Os burros não devem ser explorados assim”, declarou.

A petição foi criada depois que a temperatura chegou a 30° C no País de Gales. A ONG Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals (RSPCA) afirmou que os burros domesticados podem sofrer muito com as temperaturas elevadas, considerando que não são adaptados ao calor e muitas vezes são dotados de pelos grossos.

Nota da redação: Independentemente da justificativa, os passeios de burros são exploratórios e cruéis. A prática é condenável por si só: os animais não possuem liberdade e são forçados a carregar pessoas sob o sol escaldante e temperaturas elevadas. Assim como nós, os animais merecem ser livres e respeitados.


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Mais de 30 golfinhos morrem na Itália por possível infecção viral

Por Rafaela Damasceno

Trinta e quatro golfinhos morreram este ano ao longo da costa da Toscana, região italiana. A maior parte das mortes foi registrada no verão – 18, dos 34 corpos, foram encontrados desde junho.

Dois golfinhos nadando no mar

Foto: Getty

A necrópsia mostrou que 8 deles não se alimentavam há dias. Os especialistas acreditam que eles sofriam de algum tipo de doença, possivelmente causada por um vírus. Eles sugerem que a doença tenha sido causada pelo morbillivirus, que pode matar golfinhos e baleias-piloto.

O vírus afeta os pulmões e cérebros dos golfinhos, causando problemas respiratórios e lesões na pele. Os especialistas ainda não sabem se ele teria sido levado até o mar pela poluição ou por outros fatores relacionados aos seres humanos – houve um surto do vírus na costa da Toscana, em 2013.

Pesquisas estão sendo realizadas nos corpos para tentar chegar a alguma conclusão. Os especialistas estão procurando por sinais de ingestão de plástico, que pode ter obstruído o intestino dos animais, e realizarão testes de toxicologia nos órgãos.

As mortes são ainda mais preocupantes porque ocorreram no mar Tirreno, que constitui um santuário para os cetáceos. Os cientistas esperam ter resultados em suas pesquisas até o final de agosto, para que possam entender o que está causando as mortes.


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