Homem usa crânio de cão da raça pug para expor crueldade do comércio de animais

Um usuário do Imgur, identificado como NoNienNietNon, usou imagens de crânios de cachorros para expor a crueldade do comércio de animais. O objetivo do homem era convencer um amigo a não comprar um cão da raça pug, animal que sofre bastante devido a características próprias da raça.

Crânio de pug – Foto: NoNienNietNon/Imgur

“Esse é o crânio de um terrier (mais ou menos do mesmo tamanho que um pug)”, escreveu o rapaz ao publicar a foto do crânio. “Estes são crânios de pugs. ISSO É CRUELDADE ANIMAL”, completou, usando imagens de crânios de cães da raça. As informações são do Hypeness.

“Meu amigo realmente ama cães com cara achatada e estava falando sobre comprar um puro-sangue de um criador“, escreveu no Imgur ao justificar o motivo que o levou a publicar as fotos.

“Esse é o crânio de um terrier (mais ou menos do mesmo tamanho que um pug)” – Foto: NoNienNietNon/Imgur

As imagens mostram que os crânios dos pugs não têm um formato normal. A raça costuma apresentar múltiplos problemas de saúde e, segundo reportagem do The Guardian, esses animais podem morrer até quatro anos antes quando comparados a cães de outras raças.

A tentativa do homem, no entanto, não funcionou. O amigo dele insistiu na compra de um pug. A publicação, porém, pode comover outros internautas, levando-os a entender que comprar um cachorro não é uma prática correta, especialmente quando ele está condenado a sofrer por ser como é.

Crânio de pug – Foto: NoNienNietNon/Imgur


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Pescador é detido após ser flagrado com 19 tartarugas debilitadas

Um pescador foi flagrado com 19 tartarugas debilitadas na quarta-feira (14) no Parque Estadual do Cantão, em Caseara, no Tocantins.

O homem foi detido e as tartarugas foram resgatadas e devolvidas à natureza. As informações são do portal G1.

Foto: Divulgação/PM Ambiental

A abordagem que levou ao resgate das tartarugas faz parte da operação Cantão, da Polícia Militar Ambiental e do Instituto de Natureza do Tocantins (Naturatins).

O pescador é do Pará, segundo os policiais, e foi notificado. Ele deve comparecer à delegacia em um prazo de sete dias.

Adailton Glória, gestor do Parque Estadual do Cantão, explicou que a pesca é frequente. “Há muitas famílias que moram dentro do parque e que residem na cidade de Barreira do Campo, no Pará, que é vizinha de Caseara. Muitas pessoas praticam a pesca de quelônios porque é tradição por lá. É muito difícil irmos para esta região e não pegarmos alguém cometendo este tipo de crime ambiental”, informou.

As tartarugas foram soltas em uma área segura do rio Araguaia.


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Cães são resgatados após passarem fome a ponto de praticar canibalismo

A Polícia Ambiental resgatou seis cachorros em Pirassununga (SP) nesta terça-feira (13). Os animais estavam debilitados por falta de alimentação e viviam em uma casa no Jardim Margarida. O tutor foi multado em R$ 24 mil.

Foto: Polícia Ambiental/Divulgação

O caso foi descoberto após denúncia. Ao chegar no imóvel, a polícia descobriu que dois filhotes foram comidos pelos outros animais tamanha era a fome que sentiam. As informações são do G1.

O tutor alegou, de acordo com a polícia, que está desempregado, vive de bicos e só alimentava os cachorros à noite. Disse também que tentou doar os filhotes, mas não teve êxito.

Os seis cachorros foram resgatados e encaminhados para uma clínica veterinária.


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Animais são brutalmente mortos em festival anual muçulmano

Foto: Reuters

Foto: Reuters

Muçulmanos de todo o mundo celebram o Eid al-Adha, a festa do sacrifício, o segundo de dois feriados islâmicos celebrados todos os anos, marcando o fim da peregrinação anual ou Hajj para a cidade sagrada saudita de Meca.

Em todo o mundo, homens, mulheres e crianças fazem orações e sacrificam animais como parte das celebrações.

Eid al-Adha no entanto, é o mais sagrado dos dois feriados muçulmanos celebrados todos os anos. Fotos do Paquistão mostram homens na rua matando cabras, camelos, vacas e ovelhas como parte das festividades.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

Cerca de 10 milhões de animais são sacrificados durante o festival, segundo a Associação de Curtumes do Paquistão.

Foram feitas orações em Mianmar, no Azerbaijão e no Iraque, enquanto na Índia a polícia revistava fiéis quando entravam em mesquitas, em meio a críticas crescentes ao tratamento dado aos muçulmanos sob o regime nacionalista hindu de direita do primeiro-ministro Modi.

Alguns muçulmanos matam um animal em forma de sacrifício e dividem a carne em três partes, uma para a família, uma para amigos e parentes e outra para os pobres.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

O ato é feito para honrar a disposição de Ibrahim de sacrificar seu filho como um ato de obediência ao mandamento de Deus, como dito no Alcorão. No entanto, antes que ele pudesse sacrificar seu filho, Deus lhe forneceu uma ovelha para matar.

Abuso e maus-tratos

Enquanto a população muçulmana da Índia se prepara para celebrar o Eid-al-Adha, o festival islâmico do sacrifício, popularmente conhecido como Bakrid, a organização sem fins lucrativos que atua pelos direitos dos animais PETA visitou um abatedouro em Deonar, em Mumbai, revelando crueldades inimagináveis praticadas com os animais na véspera do Eid.

Foto: EPA

Foto: EPA

A entidade visitou um matadouro na região de Deonar em Mumbai, onde supostamente milhares de cabras e ovinos e cerca de 2.700 búfalos chegaram de várias cidades indianas para serem vendidos para o sacrifício.

Um vídeo compartilhado pela ONG mostra como os animais transportados para o matadouro foram submetidos a horríveis atrocidades, em desacordo com as leis de transporte de animais, conforme mandado por uma ordem de 2017 da Suprema Corte da Índia.

O vídeo revela a dura realidade e a selvageria sofrida pelos animais durante o transporte para os matadouros e o subsequente tratamento cruel que tira suas vidas. Como pode ser visto nas imagens, um trabalhador no matadouro admite que os animais habitualmente morrem no transporte devido à superlotação e falta de cuidados por parte dos transportadores. Os corpos de animais que morrem em trânsito são tratados com insensibilidade notória, esteiras rolantes são usadas para descartar os corpos dos animais mortos.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

Cartas mencionando as denúncias foram escritas aos altos funcionários do governo do estado de Maharashtra, da Polícia de Mumbai, da Corporação Municipal de Brihanmumbai, do Conselho de Bem-Estar Animal do Estado de Maharashtra, da Sociedade para a Prevenção da Crueldade aos Animais, do Conselho de Bem-Estar Animal da Índia e da Food Autoridade de Segurança e Normas da Índia pedindo que eles apurem as acusações.

Em todo o mundo, milhões de animais entre bois e vacas, a maioria deles cabras e ovelhas são mortos no dia de Bakrid como uma marca do sacrifício feito ao Todo-Poderoso. PETA apelou aos muçulmanos para se absterem de sacrificar animais e pediu-lhes que concedam a misericórdia a estes seres sem voz, celebrando um Eid sem sangue. A ONG pediu ainda aos muçulmanos que distribuam alimentos veganos, ofereçam ajuda à instituições de caridade e dediquem-se a tudo que não envolva matar animais.

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Convívio com animais muda a vida de presos nos EUA

Por David Arioch

“Alguns me disseram que quando pegaram um animal nos braços foi a primeira vez que eles se lembravam de que estavam se permitindo se preocupar com algo, amar alguma coisa”, informa Maleah (Fotos: Animal Protection League)

Em 2015, a Animal Protection League iniciou em Pendleton, no estado de Indiana (EUA), um programa chamado F.O.R.W.A.R.D., que leva gatos que vivem em abrigos, e com mínimas chances de adoção, para conviverem com presos em uma unidade correcional.

Desde o início, o programa assistido pela APL começou a transformar a vida de detentos e animais. Na unidade correcional, gatos que tinham um histórico de maus-tratos antes de serem resgatados, e que por isso tinham dificuldade de socialização, passaram a receber os cuidados de presos que se responsabilizam pelo bem-estar desses animais.

Além de serem responsáveis pela alimentação e outras necessidades dos felinos, incluindo até mesmo a confecção de brinquedos, os presos começaram a desenvolver um vínculo que permitiu que os animais, assim como eles, se tornassem mais sociáveis e receptivos a diferentes formas de carinho.

Segundo a diretora da APL, Maleah Stringer, por meio do programa, os presos ganharam uma maravilhosa oportunidade de aprender como cuidar e assumir a responsabilidade por um ser vivo.

“Alguns me disseram que quando pegaram um animal nos braços foi a primeira vez que eles se lembravam de que estavam se permitindo se preocupar com algo, amar alguma coisa”, informa Maleah.

Ela acrescenta que o contato com os animais possibilita que os presos aprendam sobre responsabilidade e como interagir em grupo usando métodos não violentos para resolverem problemas, além de receberem amor incondicional de um animal. “Algo que muitos desses internos nunca conheceram”, destaca a Animal Protection League em seu site.

Programas que seguem a mesma premissa estão se espalhando por unidades prisionais nos EUA. Outro exemplo foi colocado em prática pela organização Purrfect Pals e tem trazido resultados positivos para pessoas e animais no Complexo Correcional de Monroe – Unidade Especial de Infratores. Segundo a APL e a Purrfect Pals, em nenhum desses programas há registros de maus-tratos de animais ou negligência por parte dos prisioneiros.


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Comportamento dos gatos é reflexo da personalidade dos tutores, diz estudo

Um estudo publicado na revista Plos One concluiu que o comportamento dos gatos é reflexo da personalidade dos tutores. Para isso, cerca de três mil pessoas e seus gatos foram analisados.

Os pesquisadores fizeram perguntas aos tutores seguindo o Big Five Inventory (BFI), sistema de medição que avalia características da personalidade humana e que observa questões como abertura para a experiências, conscienciosidade, extroversão, neuroticismo e agradabilidade.

Foto: Pixabay

A pesquisa descobriu que tutores com maior nível de neuroticismo – isso é, mais propensos do que a média a terem mau humor, sentir ansiedade, medo e raiva – tinham gatos mais agressivos, ansiosos ou medrosos e até com comportamentos relacionados ao estresse, além do excesso de peso.

Já os tutores extrovertidos tinham maior chance de ter animais mais livres, enquanto as pessoas mais agradáveis tendiam a estar mais satisfeitas com os gatos que tutelam. As informações são do portal Diário da Manhã.

De acordo com Lauren Finka, uma das coautoras do estudo, “muitos tutores consideram os animais como um membro da família, criando laços sociais com eles. É, portanto, muito possível que os animais sejam afetados pela maneira como interagimos com eles, e que esses fatores influenciem suas personalidades”.

O tema, porém, ainda carece de pesquisas, que devem ser feitas gradualmente devido ao aumento de animais tutelados pelas pessoas. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o Brasil ocupa a terceira colocação em número de animais, com 132 milhões, e só perde para a China, que tem 417 milhões, e os Estados Unidos, com 232 milhões.


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Após separação, Miley Cyrus e Liam Hemsworth disputam a guarda de animais

A cantora Miley Cyrus e o ator Liam Hemsworth estão disputando a guarda dos animais tutelados por eles após a separação, anunciada ao público no último sábado (10). O casamento durou oito meses.

Foto: Robin Eckenroth/Getty Images

Os artistas são responsáveis por, pelo menos, oito cachorros, quatro gatos e um porco. A informação de que o ex-casal disputa a guarda dos animais foi publicada pelo site Radar Online.

Uma fonte próxima afirmou ao portal que a cantora não quer separar os animais porque considera que é melhor para eles que continuem vivendo juntos.

“Miley acredita que esses animais são todos delas, mas Liam também adotou dois dos cachorros por conta própria. Miley quer criar todos eles juntos. Ela não acredita que seria ok separar os animais”, contou o informante.


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Proposta prevê liberação do aumento de porcos mortos nas fazendas de criação

Foto: Adobe

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As instalações e fazendas de criação de porcos nos Estados Unidos preparam-se para exceder o número de porcos que podem ser legalmente mortos por hora sob uma nova proposta de regulamentação.

O governo federal tem recebido as demandas de fazendas de criação em larga escala de porcos para reduzir o número de inspeções e remover os “limites de velocidade” possibilitando a morte de mais porcos por hora.

Atualmente, as fazendas e matadouros não podem exceder 1.106 porcos mortos por hora, pois os inspetores devem examinar os corpos dos animais e remover quaisquer peças que possam causar danos aos consumidores.

Os defensores da nova proposta argumentam que os porcos criados para o mercado de carne têm cerca de seis meses de idade e pesam 250 e são “geralmente saudáveis”, por isso não precisariam de inspeção.

Eles disseram ao New York Times que: “A eliminação das velocidades máximas acrescentaria flexibilidade aos cronogramas de produção das fábricas e aos níveis de pessoal”.

“Paradoxo”

Preocupações têm sido levantadas, particularmente sobre os efeitos que o aumento de velocidade poderia ter sobre os trabalhadores e a saúde pública, com pessoas argumentando que a nova proposta está “agindo para o benefício financeiro dos gigantes do processamento de carne”.

Foto: Philiplymbery

Foto: Philiplymbery

“O fato de que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) seja responsável pela segurança alimentar é um paradoxo”, disse Deborah Berkowitz, ex-oficial sênior da Administração de Segurança e Saúde Ocupacional.

“Os USDA sempre esteve ali para promover a indústria. Seu foco principal é aumentar os lucros do setor de frigoríficos e aves que eles regulam”.

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Filhotes de tigre órfãos são acolhidos em reserva após sua mãe ser morta por caçadores

Foto: @ITV documentary Counting Tigers - A Survival Special

Foto: @ITV documentary Counting Tigers – A Survival Special

A dedicação ilimitada dos guardas florestais na Índia é demonstrada pela forma como eles lutam para conservar a população de tigres selvagens do país

Um dos cuidadores de animais da Reserva de Tigres de Bandhavgarh, Yogendra Singh, adotou dois jovens filhotes de tigres órfãos abandonados, Bhandhav e Bhandavi, cuja mãe deve ter sido morta por caçadores em busca de sua pele.

Os filhotes tinham apenas 10 dias de idade quando foram encontrados lutando contra o fio do inverno e a beira da morte, quando foram levados para a Reserva de Tigres de Bandhavgarh, no centro da Índia.

Como os filhotes não estão fora de perigo até os 180 dias de idade, Yogendra decidiu assumir o desafio de criá-los manualmente, levantar-se a cada poucas horas para alimentá-los e cuidar deles “como se fossem seus próprios filhos”.

Cenas comoventes mostram Yogendra cuidando dos bebês, brincando com eles e alimentando-os a cada duas horas, como é necessário uma vez que que os jovens tigres ainda estão vulneráveis.

E seus esforços parecem estar valendo a pena, já que uma contagem de números feita por conservacionistas, da população de tigres selvagens realizada a cada quatro anos mostra que eles finalmente subiram – para 700.

Foto: @ITV documentary Counting Tigers - A Survival Special

Foto: @ITV documentary Counting Tigers – A Survival Special

A contagem, realizada pela Autoridade Nacional de Conservação do Tigre da Índia, é a primeira pesquisa totalmente científica da população de tigres indianos já realizada.

Seus resultados mostram que o número de tigres selvagens no país subiu de 2.226 há quatro anos para 2.967 – um aumento de 741. É entendido como o maior aumento no número de tigres na natureza desde que os registros começaram.

Um momento alegre capturado em vídeo mostra o Dr. Yadvendradev Jhala, do Instituto de Vida Selvagem da Índia, e cientista-chefe na contagem oficial de tigres, compartilhando as descobertas.

Foto: @ITV documentary Counting Tigers - A Survival Special

Foto: @ITV documentary Counting Tigers – A Survival Special

Ele exclama: “A população subiu! Nós não esperávamos isso, mas aconteceu, e isso é incrível. Eu acho que o aumento está nas áreas onde os números de tigres já eram altos. Isso é algo que é difícil para nós absorvermos”.

“Estávamos pensando que eles haviam atingido a capacidade máxima, mas muitas dessas áreas subiram e é isso que aumentou o número, basicamente.”

Martin, que acompanha a contagem, responde à notícia de que os números aumentaram, dizendo: “Eu tenho que dizer que quando cheguei aqui eu estava tão preocupado com o que a contagem iria revelar”.

Foto: @ITV documentary Counting Tigers - A Survival Special

Foto: @ITV documentary Counting Tigers – A Survival Special

“Mas tendo visto o que está acontecendo, vendo os números, eu estou calmo e confiante, apesar de todos os desafios que este animal enfrenta, o tigre vai continuar a sobreviver aqui na Índia. Então eu posso ir para casa tranquilamente feliz”.

Acredita-se que atualmente existam menos de 4.000 tigres selvagens em todo o mundo, e a Índia abriga cerca de 60% dos que restam. Se os números da Índia caíssem este ano, poderia ter soado a sentença de morte para estes felinos que são um dos mais icônicos da natureza.

Caçadores de troféus, caçadores em busca de partes de corpo para tráfico e expansão humana básica devastaram todas as populações de tigres, acabando com os habitats em que eles vivem. Estima-se que o número de tigres no planeta tenha diminuído em mais de 95% no último século.

Foto: @ITV documentary Counting Tigers - A Survival Special

Foto: @ITV documentary Counting Tigers – A Survival Special

Atualmente, dois tigres são mortos a cada semana por caçadores, e muitas vezes seus filhotes são deixados órfãos para se defenderem na natureza, com poucos chegando à idade adulta.

Seguindo o trabalho de guardiões e cientistas nas belas paisagens da Índia, a Martin Hughes-Games acompanha a nova contagem do início ao fim, pois usa a mais recente tecnologia para determinar números.

Ele diz: “A Índia é um país que está se industrializando incrivelmente rápido. Existem estradas e linhas ferroviárias e indústrias em todos os lugares que você procura e, é claro, as necessidades humanas sempre virão antes das da vida selvagem. Assim, as populações de tigres estão sendo isoladas cada vez mais. Então está ficando mais difícil para o tigre sobreviver neste país”.

Foto: @ITV documentary Counting Tigers - A Survival Special

Foto: @ITV documentary Counting Tigers – A Survival Special

As armadilhas fotográficas capturam mais de 30 mil imagens de tigres, suas listras, como impressões digitais, são usadas para identificar cada tigre individual, enquanto aplicativos especiais de mapeamento de telefones celulares e análise de DNA também são empregados.

Martin também explora o território dos tigres – e contá-los pode ser um negócio perigoso. Nos manguezais de Sunderbans, os tigres adaptaram-se para tornar-se mais leves e pisar “como se flutuassem”. Os guardas do parque podem facilmente ficar presos nos pântanos lamacentos e se tornarem presas. Mais de 30 pessoas morrem a cada ano como resultado de ataques de tigres de pântano.

Ele descobriu que em pelo menos um dos 50 parques de conservação da Índia, o tigre está tragicamente extinto, e só pode esperar que alguns dos outros parques tenham mostrado um crescimento nos números para compensar essas perdas.

Foto: @ITV documentary Counting Tigers - A Survival Special

Foto: @ITV documentary Counting Tigers – A Survival Special

Os caçadores furtivos geralmente capturam um tigre adulto pela sua pata em uma armadilha com mandíbulas de metal e, enquanto esta incapacitados, o tigre é então espetado pela boca e por trás, para evitar danificar sua valiosa pele. Mas os caçadores não estão apenas atrás da pele – há uma enorme demanda por produtos de tigre na China e no Sudeste Asiático.

Debbie Banks, da Environmental Investigation Agency, explica o apelo por alguns produtos de tigre.

Ela diz: “Quase toda parte do corpo do tigre infelizmente tem valor no mercado. As peles são usadas como decoração de luxo para colocar no chão, na parede, no sofá.

“É um mercado que atende àqueles que querem mostrar seu poder, sua riqueza e seu status. O osso do tigre é usado na medicina chinesa para tratar o reumatismo e a artrite, mas também é usado para fazer um vinho que “funciona” como um tônico de reforço ósseo.

“Muitas vezes o item é comprado como um presente de prestígio, se você quiser subornar um funcionário ou ganhar um contrato, você pode dar de presente uma garrafa de vinho de osso de tigre”.

“Em alguns lugares, é vendido como produto que estimula a virilidade. Já seus dentes e garras, são valorizados como itens de joalheria. Mais uma vez é tudo puro luxo. Não há absolutamente nenhuma razão essencial para que uma parte do corpo do tigre seja comercializada”.

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Refúgios de animais nos Estados Unidos permitem a caça

Por Rafaela Damasceno

Existem 567 refúgios nacionais da vida selvagem nos Estados Unidos, gerenciados pelo Serviço de Pesca e Vida Selvagem (FWS, na sigla em inglês). A missão do Sistema Nacional do Refúgio da Vida Selvagem é, segundo o site da FWS, administrar uma rede de terras e águas nacionais para a conservação, administração e, quando necessário, restauração dos animais e habitats dos Estados Unidos. Entretanto, a caça é permitida em 377 destes refúgios.

Um alce no meio da natureza

Foto: David McMillan/Shutterstock

Um refúgio não está respeitando seu objetivo se a vida selvagem estiver legalmente sendo morta, o que implica em não punir os caçadores. O governo atual está ainda menos preocupado em preservar a vida nos lugares onde deveria ser protegida.

A atual administração do governo americano propôs a abertura de mais 30 refúgios para a caça. O Secretário do Interior propôs expandir a pesca para 15 incubadoras de peixe, e levar a caça até 74 outros refúgios.

Uma petição foi criada para que a proposta não seja aprovada. Se você é contra e deseja que os refúgios sejam seguros para os animais, pode assinar aqui.

Governo Trump

Esse não foi o primeiro indício de que a administração do governo Trump não se preocupa com os animais ou o meio ambiente.

A administração de Trump autorizou, nos Estados Unidos, o uso de cianeto de sódio para matar animais selvagens, em um dispositivo chamado M-44. As “bombas de cianeto” receberam permissão da Environmental Protection Agency (EPA), apesar de matar cruelmente milhares de animais todos os anos.

Os dispositivos espirram cianeto de sódio na boca de coiotes, raposas e outros animais atraídos pela isca. Qualquer um que puxe a isca com o M-44 pode ser morto ou seriamente machucado.


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