Área anexa ao Horto Florestal abrigará centro de recuperação de animais domésticos em Bauru (SP)

Uma área anexa ao Horto Florestal em Bauru (SP) se transformará em um centro de reabilitação de animais domésticos. Anteriormente, o local abrigava a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), órgão ligado ao governo do Estado.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Após negociações, iniciadas em 2016, a área foi cedida à Prefeitura. Na última semana, funcionários da Secretaria das Administrações Regionais (Sear) e da Secretaria do Meio Ambiente (Semma) fizeram a capinação e limpeza do local.

O Centro será um complexo veterinário com centro cirúrgico, clínica, sala de primeiros-socorros e abrigo para cães e gatos recolhidos em situação de rua ou de abandono. Animais que estiverem com boa saúde serão castrados e encaminhados para adoção.

Já aqueles que estiverem com saúde debilitada ficarão em quarentena em áreas separadas dos demais, até que sejam tratados e também tenham condições de serem castrados encaminhados para adoção.

O trabalho no centro de recuperação será feito por profissionais contratados e também voluntários da causa animal. A administração será supervisionada pelo Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais (Comupda).

“Muitas vezes, a gente resgata um animal e não tem onde deixá-lo até se recuperar. O Conselho trabalha nessa questão há muito tempo, foram muitos requerimentos junto ao poder público e ficamos felizes de o prefeito não ter desistido desta área. Agora que conseguimos, temos muito trabalho pela frente para colocar tudo isso em funcionamento”, afirmou a presidente do Comupda, Thaís Viotto.

A Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Bauru (Assenag) será parceira e se colocou à disposição para fazer vistoria técnica e realizar o projeto de reforma.

O Conselho Regional de Medicina Veterinária será acionado para que todas as instalações atendam às exigências do setor.

Fonte: G1

Indiana se torna o quarto estado americano a aderir a lei anti-aluguel de animais

Famílias são enganadas por esquema cruel de financiamento animal, como se eles fossem algum tipo de propriedade.


No começo deste mês, legisladores de Indiana juntamente com o governador Eric Holcomb implementaram a H.B 1447, a lei que proíbe um dos mais cruéis e repugnantes esquemas de financiamento, conhecido como “aluguel de animais domésticos”.

O fato de que essa opção de tirar vantagem em cima de possíveis tutores compassivos, infelizmente mal informados, é incompreensível! Animais domésticos não são propriedades para serem alugadas, tampouco vendidas, como uma casa ou um carro. Sequer deveriam ser consideradas “propriedade” de companhias de aluguel. Estes animais deveriam ser adotados como membros de família e nunca ser tratado menos que isso.

Este tipo de acordo cruel permite que o adotante pague uma determinada quantia de dinheiro em uma data fixada, por um determinado período de tempo. Dependendo do acordo, a companhia pode cobrar taxas altíssimas nessa “mensalidade” e acabar lucrando muito mais “do valor monetário” de uma certa raça de cachorro ou gato. É um show de horror.

Ainda por cima, a família não tem direitos sobre o animal adotado/alugado. Tecnicamente, a companhia de aluguel que tem “o animal como propriedade”, o que já viola diversos direitos animais, por todo o tempo de contrato, o que pode durar por muitos anos. No final deste contrato, os guardiões podem obter seus direitos familiares sobre o animal por um pagamento adicional.

“Há muito tempo nós temos alertado os adotantes para serem céticos a respeito de pet shops e vendedores online que podem tentar enganá-los a respeito das condições de saúde dos cachorros à venda, e o aluguel de animais é apenas mais um exemplo do desprezo que as pessoas têm por estes indivíduos”, afirma Sana Azem, diretora de legislação estatal da American Society for Prevention of Cruelty to Animals (ASPCA).

Cadela maltratada inspirou lei sobre comércio de animais domésticos

A cadela Lucy, da raça cavalier king charles spaniel, foi explorada para reprodução e venda de filhotes e viveu boa parte da vida presa em uma jaula. A triste história dela inspirou a criação de uma lei que regulamenta a venda de animais domésticos  em pet shops na Inglaterra.

A nova legislação, que entra em vigor em abril de 2020, determina que a compra e adoção de filhotes de cachorros e gatos com menos de seis meses de idade deve ser feita diretamente com criadores e abrigos de animais. O governo britânico argumenta que a medida impede que filhotes sejam separados precocemente das mães e que animais seam mantidos em condições degradantes, sendo forçados a procriar no limite de suas forças, para aumentar o lucro.

Foto: Reprodução / Instagram / @lucytherescuecavalier

Lucy sofria de epilepsia, problemas de quadril, na coluna e na pele quando foi adotada por uma ativista. Todos os problemas de saúde dela eram resultados de anos de exploração e maus-tratos em um canil no País de Gales.

“Estava claro que pelo estado físico dela que foi submetida a condições terríveis. Mas, com muita paciência, Lucy acabou desfrutando felicidade na vida, apesar de curta”, disse Lisa Garner, a ativista que adotou a cadela, em entrevista ao jornal britânico Mirror.

Lucy foi resgatada com o corpo todo machucado, aos cinco anos de idade, segundo o médico veterinário Marc Abraham. As informações são do portal UOL.

“Lançamos a (campanha) ‘Lei Lucy’ um ano depois de sua morte como tributo a ela e a todos os cães reprodutores que estão escondidos do público”, explicou o veterinário à rádio 5 Live, da BBC. O objetivo da campanha era regular a venda de animais e coibir criadores que maltratam animais. Celebridades britânicas apoiaram a iniciativa, dentre elas o comediante Ricky Gervais.

Com quatro ou cinco semanas da vida, os filhotes são retirados das cadelas. A separação precoce pode aumentar o risco de contaminação por doenças nos filhotes e dificultar a socialização deles, segundo o governo.

A frequência com que casos como semelhantes ao de Lucy ocorrem é grande. Em Sussex, uma família comprou, pela internet, um filhote oferecido em um site como um mestiço de nove semanas. Ele foi comprado em 2015 e logo foi morar com os novos tutores, que pagaram 470 libras – o equivalente a R$ 2,4 mil – pelo mestiço de cavalier king charles spaniel com poodle.

Foto: Reprodução / Instagram / @lucytherescuecavalier

“Estávamos muito animados para tê-lo em casa, mas, 17 horas depois de ele chegar, tudo deu errado”, disse Rebecca Reed.

Max bebia água sem parar, mas se negava a comer. Ele estava muito doente. “Ele era como um cobertor molhado no chão. Ele não conseguia nem levantar a cabeça, ele estava tão fraco. Foi doloroso”, contou Rebecca.

O cão foi diagnosticado com megaesôfago, uma doença que faz com que os cachorros não consigam colocar comida no estômago. Foi então que Rebecca tentou falar com o vendedor para saber se os irmãos de Max sofriam do mesmo problema. As ligações dela, no entanto, não foram atendidas.

A tutora teve que mudar o horário de trabalho para se dedicar ao cão, que começou a se alimentar com uma dieta líquida e a usar uma cadeira especial que o ajudava a ingerir o alimento.

O casal acredita que gastou mais de 5 mil libras  – o correspondente a R$ 25 mil – para cuidar do cachorro. O vendedor que o comercializou mentiu sobre a raça, a idade, o histórico de vacinação e a saúde de Max.

Lei Lucy

A nova legislação determina que pet shops e comerciantes só poderão vender animais criados por eles, seguindo regras de licenciamento. Os estabelecimentos comerciais ficarão proibidos de comprar animais de terceiros para revendê-los.

Para o ministro para Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais, Michael Gove, as novas regras dariam aos animais “o melhor começo possível na vida”. A lei exige que os animais tenham nascido e crescido em um ambiente saudável e recebeu elogios da Sociedade Real para Prevenção de Crueldade contra Animais. A ONG, no entanto, ressaltou que a fiscalização é necessária.

Foto: Reprodução / Instagram / @lucytherescuecavalier

No Brasil, a legislação exige que os canis sejam licenciados e tenham um veterinário responsável. Mas a fiscalização é precária. Atualmente, a pena para maus-tratos a animais tem punição de até um ano de detenção e multa. A ampliação da pena para até quatro anos foi proposta em dois projetos aprovados, no fim de 2018, no Senado e na Câmara.

O projeto aprovado no Senado define punição financeira aos estabelecimentos que, por omissão ou negligência, comercializarem animais maltratados. A proposta da Câmara traz agravantes de pena, com ampliação do prazo de prisão de um sexto a um terço para a prática de zoofilia ou em caso de morte do animal. O texto aprovado na Câmara tem que ser aprovado ainda pelo Senado e vice-versa.

Em Santos (SP), um projeto que proíbe o comércio de cachorros, gatos e pássaros na cidade é discutido pela Câmara de Vereadores.

Nota da Redação: a legislação que entrará em vigor na Inglaterra é importante e pode ajudar a reduzir os casos de maus-tratos a animais, mas para que eles parem de ser maltratados por criadores, a única solução é proibir definitivamente o comércio. Isso porque enquanto cães e gatos forem tratados como objetos passíveis de venda, haverá maus-tratos e negligência.

Cerca de 200 animais vítimas de maus-tratos são resgatados em 3 meses em Curitiba (PR)

Aproximadamente 200 animais foram resgatados em situação de maus-tratos em três meses na cidade de Curitiba, no Paraná, segundo a prefeitura. As aves nativas ameaçadas de extinção e os animais domésticos estão entre os animais maltratados. Os resgates foram feitos pela Rede de Proteção Animal, que é da administração municipal, e pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMM) da Polícia Civil, que passaram a trabalhar em conjunto em 2019.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Curitiba

De acordo com a prefeitura, ocorreram, em média, duas operações de resgate por semana. Os animais começaram a ser resgatados em fevereiro. Ao todo, 27 autos de infração foram registrados e as multas aplicadas ultrapassam os R$ 250 mil. As informações são do G1.

Levados para ONGs e protetores independentes, os animais domésticos foram tratados para, depois, serem encaminhados para adoção. Os silvestres foram encaminhados para o Centro de Apoio à Fauna Silvestre (CAFS).

Foto: Divulgação/Prefeitura de Curitiba

Denúncias

Para denunciar casos de maus-tratos a animais em Curitiba, ou cativeiro de silvestres, basta ligar para a Central da Prefeitura de Curitiba, pelo telefone 156.

Cerca de 30 denúncias referentes a esse tipo de crime são recebidas por dia pela Rede de Proteção Animal, segundo a administração municipal.

Mais de 500 pássaros aprisionados e colocados à venda em mercado são libertados

Foto: Wildlife Crime Control Bureau/Facebook

Foto: Wildlife Crime Control Bureau/Facebook

Centenas de periquitos (família Psittacidae), koels asiáticos (Eudynamys scolopaceus) e hill mynas (Gracula religiosa) foram encontrados espremidos dentro de pequenas gaiolas, sendo forçados a permanecer em condições precárias.

O Bureau de Controle do Crime (WCCB) do Ministério do Meio Ambiente, Florestas e Mudanças Climáticas e o Departamento de Florestas de Bengala na Índia, resgataram os pássaros durante duas inspeções seguidas à Galiff Street, no centro de Calcutá, em Bengala, no domingo dia 7.

Entre os animais capturados pelo traficantes estavam filhotes recém-nascidos que os criminosos esperavam vender como animais de estimação.

Segundo o jornal The Hindustan Times, nove pessoas, com idades entre 18 e 32 anos, foram presas ao todo durante as duas batidas.

Agni Mitra, vice-diretor regional do WCCB, confirmou que após a primeira inspeção, as equipes responsáveis receberam denúncias e informações de que os vendedores haviam mudado de local e estavam operando novamente.

Como as aves não costumam sobreviver a esse tipo de condições cruéis e martirizantes, especialmente os filhotes recém-nascidos, eles foram levados imediatamente para atendimento veterinário.

Nos últimos anos, a cidade de Bengala infelizmente se tornou um mercado muito utilizado pelos comerciantes que se beneficiam do tráfico de animais vivos e mortos.

Um alto funcionário do Departamento de Florestas de Bengala descreveu o comércio de animais como um “problema sem fim” para o jornal The Hindu, acrescentando que isso se deve em parte ao fato das pessoas não perceberem que além de ser ilegal manter algumas espécies de aves como animais de estimação, os pássaros nasceram livres na natureza e é assim que devem permanecer.

Em 1991, uma emenda à Lei de Proteção à Vida Selvagem (Lei da Vida Selvagem) de 1972 tornou ilegal que qualquer ave indiana, exceto o corvo da casa, fosse caçada, aprisionada, enjaulada ou comercializada.

No entanto, em áreas como Galiff Street, isso acontece constantemente graças aos argumentos utilizados pelos comerciantes, alegando que eles estão lidando com aves exóticas selvagens, o que ainda é permitido, em vez de aves indianas selvagens.

Abrar Ahmed, ornitólogo e ex-consultor do Bird Trade Project da ONG Traffic International, estudou o mercado nas últimas duas décadas, concluindo que de 1.300 espécies de aves indianas, cerca de 450 estão sendo comercializadas nos mercados doméstico e internacional.

Destas 450 espécies, 23 estão listadas na Lista Vermelha de Aves Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), enquanto 19 outras estão classificadas como “quase ameaçadas”, um status que indica vulnerabilidade.

Embora existam cláusulas na legislação indiana que permitam processar os compradores das aves comercializadas fora da lei, elas não estão sendo implementadas.

As autoridades policiais do país acreditam que isso levaria a questão “um pouco longe demais”, enquanto a natureza clandestina do comércio também tornaria o processo difícil.

E desta forma mais espécies de pássaros vão se esvaindo nas mãos da ambição e sede de lucro humanos. Feitos para serem admirados a distancia, voando e reinando nos ares, a vaidade humana cria demanda para que sejam aprisionados e sirvam de ornamento para olhos e mentes cruéis.

Até que não reste mais nenhum.

Animais selvagens tidos como “fofinhos” estão sendo criados e vendidos pelo Instagram

Foto: RSCPA/Instagram

Foto: RSCPA/Instagram

Amimais selvagens nativos de florestas tropicais e desertos estão sendo criados e vendidos como animais domésticos, graças a fotos “fofinhas” que usuários do Instagram tem postado em seus feeds nas mídias sociais.

ONGS de proteção ao bem-estar animal têm alertado que animais exóticos como os petauros-do-açúcar (Petaurus breviceps) e os fenecos ou raposas-do-deserto (Vulpes zerda) não são animais de estimação, mesmo assim eles tem sido frequentemente criados em condições cruéis por indústrias de venda de animais conhecidas como “fábricas de filhotes”.

Os petauros-do-açúcar são marsupiais onívoros, parecidos com pequenos gambás, porém eles são capazes de planar por pequenas distancias, eles vivem originalmente nas florestas, tem o pelo cinza, nariz rosado e olhar ingênuo. Atualmente há centenas de milhares de posts mostrando-os como animais de estimação no Instagram.

E outros posts mostram fenecos, animais do deserto não domesticados que possuem orelhas enormes e pontiagudas e um rosto exótico, que passaram a ser vistos pelos usuários das mídias sociais como uma alternativa atraente em lugar de um cão ou um gato. Eles também são muito populares nas redes.

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

Muitos sites permitem que se compre um desses animais instantaneamente, por apenas 150 libras (cerca de 700 reais), sem nenhuma educação ou informação sobre as criaturas. O Sunday Telegraph encontrou evidências on-line de petauros-do-açúcar vendidos em gaiolas apertadas e insalubres.

No entanto, a RSPCA e outros especialistas alertam que estes marsupiais não podem ser criados ou mantidos como animais domésticos, pois são selvagens e podem destruir casas e até mesmo morrer de estresse quando retirados de seu habitat natural.

Iris Ho, especialista sênior do Programa de Vida Selvagem e Política da Humane Society International, disse ao Sunday Telegraph: “A tendência de comprar animais que se tornaram virais no Intagram como fenecos e petardos-do-açucar é extremamente preocupante. Casas ou apartamentos não são ambientes adequados para esses animais selvagens.

“Comprá-los como animais de estimação também alimenta o comércio de vida selvagem, responsável por arrancar os animais da natureza ou reproduzi-los em escala para obter lucros, processo semelhante aos utilizados pelas cruéis fábricas de filhotes. Para cada feneco ou petardo comprado, muitos outros sofreram e morreram em trânsito, em instalações de criação ou por estresse e maus tratos quando capturados na natureza. O Instagram mostra uma foto “fofinha” cheia de filtros digitais, e não o tempo enorme, os esforços e recursos necessários para cuidar adequadamente desses animais, ou o sofrimento pelo qual eles passam quando mantidos como animais de estimação”.

*Petauros-do-açúcar são populares no Instagram*

O chefe de política da ONG Born Free, Mark Jones, acrescentou: “Os petauros-do-açucar podem ser encontrados em algumas regiões da Austrália, Nova Guiné e Indonésia. O transporte de animais vivos desses países para o comércio internacional pode resultar em sofrimento imenso e morte, portanto, ao comprar os animais que sobreviveram a todo esse horror, as pessoas estão contribuindo para o sofrimento de mais animais”.

“Os petauros-do-açúcar são noturnos e altamente sociais. É quase impossível proporcionar a eles um ambiente adequado ao mantê-los em uma casa como um animal de estimação, um mundo distante de seu habitat natural. Estes animais sofrerão consideravelmente como resultado e podem até morrer”.

Um porta-voz da RSPCA relatou que eles são frequentemente descartados depois que os tutores percebem que não podem atender às suas necessidades.

Foto: RSCPA/Instagram

Foto: RSCPA/Instagram

“Nós vemos esses tipos de animais dando entrada na RSPCA (no centro de acolhimento de animais) todos os dias por pessoas que os compraram sem saber ao certo o que eles eram ou quais suas necessidades específicas, movidos apenas por um fotografia no Instagram”.

Os petauros-do-açúcar vivem na Austrália, na Indonésia e na Papua Nova Guiné. Eles naturalmente passam suas vidas no alto das árvores, onde planam por 50m ou mais entre os galhos.

“As raposas feneco são nativas do norte da África, onde são adaptadas para viver em ambientes desérticos secos, se movimentando por grandes áreas e cavando tocas durante o dia para dormir com a família”, afirma o representante da RSPCA.

“Enquanto para alguns esses animais tem uma aparência “fofa”, nós encorajamos as famílias a apreciá-los como animais selvagens e belos, não como animais domésticos”, conclui ele.

Conforme orientação da ONG e se uma família realmente for dispõe do tempo e das finanças apropriadas, o ideal é adotar um cão ou gato. As ONGS, abrigos e feiras de adoção tem milhares de animais apenas esperando pela oportunidade de ganhar um novo lar.

Startup americana lança ração para animais domésticos feita de “carne limpa”

Foto: Adobe

Foto: Adobe

Uma startup pioneira em tecnologia anuncia o lançamento de alimentos para animais domésticos, cultivados em laboratório, no início do ano que vem.

O primeiro produto da Because Animals Inc. serão biscoitos para gatos feito de carne cultivada de camundongos. A empresa afirma que a carne será totalmente desenvolvida cientificamente em laboratório, sem matar nenhum animal.

A classificação “Carne Limpa” não define um produto vegano, pois usa células animais, embora alguns veganos apóiem a iniciativa devido ao seu potencial para reduzir a morte de animais.

A startup diz que é motivada pela criação de carne cultivada em laboratório porque “evita o sofrimento de animais de criação”.

Além disso, a empresa afirma que a comida será mais segura para os animais domésticos, na medida em que todos os anos a Food and Drug Administration, órgão responsável pela regulação de normas de segurança alimentar e médica nos EUA (FDA, na sigla em inglês), pede a retirada de alimentos para animais domésticos das prateleiras devido à contaminação química e bacteriana – associada à agropecuária industrial – e ao uso de carne morta, contaminada ou proveniente de animais doentes.

Líquido Fetal bovino

O Fetal Bovine Serum (Líquido Fetal Bovino), ou FBS, é um material controverso, uma vez que que provém do sangue de um feto bovino, e é usado para criar algumas carnes de laboratório.

De acordo com a Because Animals Inc, eles não usam esse ingrediente em seus produtos.

A empresa diz que “desenvolveu uma fórmula própria que fornece os nutrientes e os fatores de crescimento necessários para o desenvolvimento do tecido da carne de rato, tudo sem a exigência de FBS”.

Companhia de comida para animais com carne limpa

“O que torna a carne limpa produzida por nossa empresa especial e diferente das demais é o fato de que a cultivamos sem ingredientes animais”, disse Shannon Falconer, diretora executiva da Because Animals, em um comunicado enviado à Plant Based News.

“No momento, o padrão na indústria de carne limpa é cultivar tecido celular usando soro de outro animal – geralmente líquido bovino fetal.

“A Bacause Animals está mudando isso criando alimentos ultra-nutritivos que fornecem todos os benefícios nutricionais da proteína animal tradicional, mas com ingredientes que não usam animais, oferecendo um produto que além de proteger cães e gatos, protege as pessoas e o planeta”, concluiu ela

Proibida desde 2017, exploração de animais selvagens é comum em Dubai

Manter animais selvagens aprisionados em cativeiro, sendo explorados como animais domésticos, é uma prática proibida desde 2017 nos Emirados Árabes Unidos. Isso, porém, não impede que milionários de Dubai continuem a explorar esses animais, fazendo vistas grossas para as normas do país.

Foto: Reprodução / Portal Meio Norte

De acordo com a lei, quem for flagrado com um animal silvestre pode ser punido com até seis meses de prisão, além do pagamento de multa de até 130 mil euros. As informações são do portal Meio Norte.

Árabes ricos, porém, costumam ter animais selvagens em casa e passear com eles usando coleiras e guias. As espécies mais exploradas são as chitas, os tigres e os leões. Manter esses animais em cativeiro é considerado um símbolo de status nos países do Golfo Pérsico.

Com o aumento da procura por chitas, por uma suposta “facilidade de domesticação”, a caça e o comércio desses animais aumentou. A espécie, que já corre risco de extinção, tem sido vítima dos traficantes. De acordo com o Fundo para Conservação da Chita, 1,2 mil animais da espécie foram traficados para fora do continente africano na última década. Devido ao transporte inadequado, 85% delas morreram antes de chegar ao destino final.

Fotografias de tigres, leões, leopardos e chitas dentro de carros e nas ruas de Dubai são frequentemente divulgadas nas redes sociais. Em 2018, um vídeo que mostra cinco tigres passeando em uma praia da cidade, nas proximidades de um hotel, viralizou na internet.

Projeto de lei proíbe venda e criação de primatas como animais domésticos

Foto: World Animal News

Patrocinado pelos representantes Earl Blumenauer e Brian Fitzpatrick, o projeto de lei aborda a cruel e perigosa tutela de primatas como animais domésticos de estimação nos Estados Unidos.
Se aprovado, emendará a Lei Lacey para proibir o comércio interestadual de primatas ( incluindo macacos, lêmures e lorises ).

“O sofrimento que primatas suportam é alarmante”, disse Cathy Liss, presidente da AWI em um comunicado.

“Muitas vezes, eles são tirados à força de suas mães logo após o nascimento, passam suas vidas isoladas em pequenas gaiolas e suportam procedimentos desnecessários e dolorosos, como a extração dentária. A Lei de Segurança dos Primatas em Cativeiro é urgentemente necessária para evitar que esses animais entrem no desumano comércio de animais.”

Estima-se que pelo menos 15 mil primatas são mantidos como animais domésticos nos Estados Unidos. Cerca de metade de todos os estados já proíbem a posse privada de algumas ou todas as espécies de primatas. Ainda assim, uma lei federal é necessária porque os primatas são facilmente comprados pela internet ou através de revendedores e leilões fora do estado. Eles chegam a ser vendidos por menos do que custa um cão de raça pura.

“Primatas não nasceram para ser animais domésticos”, disse Blumenauer.

“É perigoso para humanos, desumano para os animais e uma ameaça potencial à saúde pública. Fico feliz em trabalhar com Fitzpatrick para conseguir apoio a essa lei e trazer conscientização para essa questão, para que a prática sem sentido de manter os primatas como animais domésticos chegue ao fim.” As informações são do World Animals News.

Na natureza, a maioria dos primatas vive em grandes grupos sociais, mas quase todos os primatas de estimação são privados de contato significativo com outros membros de sua espécie. As expectativas de que os primatas não humanos se comportarão como animais domésticos causam sofrimento físico e psicológico ao primata.

Além disso, mantê-los como domésticos representa uma ameaça à segurança pública. Desde 1990, aproximadamente 300 pessoas relataram ter sido feridas por primatas mantidos por particulares.

Em 2009, um caso ganhou atenção mundial quando uma mulher de Connecticut foi cegada e perdeu a maior parte de seu rosto e mãos após ser atacada pelo chimpanzé de seu vizinho.

“Primatas são animais selvagens altamente inteligentes e sociais cujas necessidades não podem ser satisfeitas vivendo como animal doméstico de alguém. Eles são fofos e indefesos quando bebês, mas até mesmo os menores primatas logo se tornam fortes e potencialmente agressivos, representando uma ameaça para as pessoas ao seu redor. É hora de acabar com o cruel e insensato comércio de primatas”, disse Cathy Liss.

Lei que permite transporte de animais no metrô, CPTM e ônibus intermunicipais é sancionada em SP

A lei que autoriza o transporte de animais domésticos de porte pequeno no metrô, na CPTM, no VLT e nos ônibus intermunicipais do estado de São Paulo, de autoria do deputado Celino Cardoso (PSDB), foi sancionada pelo governo nesta sexta-feira (25). O transporte nos ônibus municipais da SPTrans já é permitido desde 2015.

Foto: Pixabay

Poderão ser transportados animais que pesem no máximo dez quilos e que não sejam peçonhentos ou ferozes. Eles deverão ser levados dentro de uma caixa de transporte apropriada. A tarifa regular da linha pelo transporte do animal deverá ser paga pelo tutor, se for o caso. As informações são do portal G1.

O transporte dos animais será proibido durante os horários de pico dos dias úteis. Isso é, das 6h às 10h e das 16h às 19h. Nestes períodos, animais só poderão ser transportados caso tenham procedimento cirúrgico agendado. Nestes casos, será necessário apresentar documento com justificativa assinada por um médico veterinário.

De acordo com a lei, “o translado do animal deverá ocorrer sem prejudicar a comodidade e segurança dos passageiros e de terceiros, e não comprometer e/ou causar qualquer alteração no regime de funcionamento da linha, isentando o condutor do veículo de qualquer responsabilidade pela integridade física do animal no período do transporte”.