Filhotes de coruja são abandonados em gaiola na rua no interior de SP

A Polícia Militar Ambiental resgatou, na quinta-feira (20), três filhotes de coruja que foram abandonados dentro de uma gaiola na rua. O caso aconteceu na cidade de Pindamonhangaba, no interior do estado de São Paulo.

Foto: Divulgação / Polícia Militar Ambiental

Da espécie suindara, as corujas, que são popularmente conhecidas como ‘coruja de igreja’, foram encontradas por um morador do bairro Araretama, que acionou a PM Ambiental, solicitando o resgate das aves. As informações são do G1.

Segundo a PM, os animais foram levados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama, em Lorena, e receberão cuidados para, posteriormente, serem devolvidas à natureza.

Manter animais silvestres em cativeiro, sem autorização ambiental, é crime. O infrator pode ser multado, caso seja flagrado. No caso da animais ameaçados de extinção, a multa é de R$ 5 mil por animal.

A PM orienta pessoas que tenham animais silvestres em cativeiro, que os entregue de maneira voluntária em qualquer base da Polícia Ambiental. Essa entrega livra a pessoa de ser punida pelo crime ambiental e permite que o animal seja levado para um centro de reabilitação.


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Autorização para extermínio de capivaras gera críticas em Itatiba (SP)

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente autorizou o extermínio de capivaras que vivem em um condomínio de Itatiba, no interior de São Paulo, após um morador morrer por febre maculosa – doença transmitida pelo carrapato-estrela, que tem a capivara como hospedeira. A medida cruel, no entanto, gerou críticas de moradores e levou órgãos de proteção animal a recorrerem ao Ministério Público.

“Em função deste óbito que ocorreu, em janeiro do ano passado, os órgãos estaduais determinaram que a gente, por ser agora uma área de transmissão de febre maculosa, fizéssemos o sacrifício de todas as capivaras do condomínio”, explicou à TV TEM o síndico José Augusto da Silva. Das cerca de 40 capivaras que viviam no local, 13 já foram mortas.

Foto: Reprodução/TV TEM

Uma das pessoas que é crítica da decisão da secretaria é a aposentada Sueli Fassio, que mora no condomínio há 22 anos. “Quando não tiver mais nenhuma capivara, os carrapatos vão continuar. Aí não vão poder jogar veneno nessa grama, porque vão matar os peixes e os gansos que temos aqui”, disse.

A castração e a esterilização são as práticas mais adequadas para solucionar o problema, segundo o médico veterinário Paulo Anselmo Felippe, que estuda manejos de capivaras. O especialista explicou que a bactéria permanece por apenas 15 dias no organismo do animal e, depois, não aparece nunca mais no sangue.

“Porque o sistema imunológico dela se organiza e ela não vai ter mais essa riquetsemia, essa bactéria circulando. Então, ela não infecta novos carrapatos. Sempre que a riquétsia circulou naquela população, você retira os animais e vêm novos, vai acontecer riquetsemia nesses novos, porque eles não tiveram contato anterior com a bactéria”, afirmou.

A diretora da Secretaria do Meio Ambiente,Vila Geraldi, discorda do veterinário e afirma que após a capivara ficar imune, os carrapatos infectados vão continuar transmitindo a doença pela picada.

Capivaras já foram mortas em condomínios fechados de outras sete cidades, segundo a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. O órgão argumenta que não é viável levar as capivaras para outros locais porque isso só mudaria a área de transmissão da doença.

“O critério é o do risco da saúde pública e esse critério é previsto na constituição federal e estadual. Embora ele seja um animal silvestre, que tem toda a proteção, se ele tem essa condição de risco à saúde pública, nós temos que analisar a situação e ver o que temos que fazer para que esse risco deixe de existir. Não podemos ignorar esse risco”, concluiu a diretora da Secretaria do Meio Ambiente.

Nota da Redação: com o crescimento urbano, seres humanos têm habitado, cada vez mais, regiões que eram originalmente ocupadas apenas por animais, como frequentemente acontece com condomínios fechados construídos em áreas verdes. Não é justo, portanto, que o animal, que já teve que se adaptar a um habitat desfragmentado graças à presença humana, tenha sua vida tirada. Além disso, o argumento de que transportar as capivaras para outros locais é inviável devido à mudança da área de transmissão da doença não se sustenta, já que basta levar esses animais para locais de mata, afastados de regiões urbanas. Matar esses animais é uma prática cruel, antiética e injustificável. 


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PL que defende circulação segura de animais silvestres está na pauta da semana na Câmara

Por David Arioch

Ricardo Izar: “Diante desse quadro e dos números assombrosos de animais atropelados no Brasil, é urgente que medidas de minimização desse impacto sejam estabelecida” (Foto: Agência Câmara/Diogo Gonçalves/Midiamax)

O Projeto de Lei (PL) 466/15, que prevê a adoção de medidas que assegurem a circulação segura de animais silvestres pelo território nacional, está na pauta da Câmara dos Deputados e pode ser discutido esta semana no Plenário.

A intenção da proposta do deputado Ricardo Izar (PP-SP) é garantir a redução do número de acidentes envolvendo animais nas estradas, rodovias e ferrovias.

Além de defender que a segurança dos animais seja considerada nas construções de obras públicas voltadas ao tráfego, Izar também quer que seja criado um Cadastro Nacional Público para contabilizar todos os acidentes envolvendo animais silvestres, além de cobrar medidas de fiscalização e monitoramento.

O PL prevê também a adoção de mais medidas que facilitem a travessia dos animais, assim como mais promoção de atividades de educação ambiental em todo o país.

“Hoje temos mais de 65 milhões de carros, motos e caminhões. Além de engarrafamentos, poluição e descarte de resíduos, outro grave problema registra estatísticas alarmantes, até agora silenciosas: os incontáveis atropelamentos e mortes de animais silvestres”, destaca Ricardo Izar.

No projeto, o deputado enfatiza que as estimativas mostram que mais de 450 milhões de animais selvagens podem estar sendo mortos anualmente em 1,7 milhão de quilômetros de estradas em todo o Brasil.

“Deste número, 390 milhões são de pequenos animais como sapos, cobras, aves e mamíferos de pequeno porte, 55 milhões são animais como lebres, gambás, macacos, jiboias, tartarugas, entre outros; e 5 milhões são de grandes animais, tais como onças, onças-pardas, lobo-guará, tamanduá-bandeira, lontras, canídeos e outros felinos de várias espécies”, cita.

E acrescenta: “Diante desse quadro e dos números assombrosos de animais atropelados no Brasil, é urgente que medidas de minimização desse impacto sejam estabelecidas.”


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Audiência realizada na Câmara discute exploração de cães em testes para fungicida

Os testes, feitos em cachorros da raça beagle, para fungicida foram tema de uma audiência realizada na terça-feira (11) na Câmara. O assunto foi debatido na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Um ativista pelos direitos animais, que luta contra a crueldade promovida por esses experimentos, participou do evento usando uma fantasia de cachorro.

Foto: Beagle Freedom Project

O debate foi feito a pedido do deputado Fred Costa (Patriota-MG). Ele usou como base para a discussão uma reportagem da Rede Brasil Atual na qual a organização de defesa dos direitos animais Humane Society, dos Estados Unidos, denunciou o envenenamento de um cachorro em laboratório.

“A Humane Society afirmou que os testes são para um fungicida fabricado pela Dow AgroSciences que será vendido no Brasil”, afirmou o parlamentar à revista Exame.

Através de um comunicado, a Dow AgroSciencesc reconheceu que existem outras formas de conseguir os dados necessários para o estudo e disse que está trabalhando “em estreita colaboração com a Humane Society para incentivar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária [Anvisa] a alterar seus requisitos de testes em animais para pesticidas”. Os ativistas, no entanto, deixam claro que a solução é por fim aos testes que exploram animais.

Contra a caça

Um manifesto contra a caça no Brasil foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também nesta terça-feira (11). A entrega, feita por um grupo de organizações da sociedade civil, parlamentares e artistas, fez parte do evento “Um Dia Animal!”, outra iniciativa do deputado Fred Costa, segundo informações do portal WWF.

Mais de 700 mil assinaturas constam no manifesto, além de uma pesquisa encomendada pelo WWF-Brasil ao Ibope, que concluiu que 93% dos brasileiros são contra a caça de animais silvestres. O Ibope entrevistou 2002 pessoas em 142 municípios.

Atualmente, quatro projetos de lei (PLs) que visam a liberação da caça no Brasil estão em tramitação. Atualmente, a lei 5.197/1967 (Código de Fauna) proíbe essa prática no país. Os PLs que querem liberar a exploração e a crueldade cometida através da caça contra animais são: PL 6.268/2016, de autoria de Valdir Colatto (MDB/SC), que cria “fazendas de caça”; PL 7.136/2010, de Onix Lorenzoni (DEM-RS), que passa para os municípios a função de deliberar sobre a caça local; PLP 436/2014, de Rogério Peninha Mendonça (MDB/SC), para que a “caça, a apanha e o manejo de fauna” possam ser promovidas por ação administrativa dos Estados, retirando a exclusividade da União e o PL 1.019/2019, de Alexandre Leite (DEM/SP), que implementa o Estatuto dos CACs (Colecionadores, Atiradores e Caçadores), que aborda atividades de colecionamento, de tiro desportivo e de CAÇA, em todo o país.

Mais de 4 mil répteis são resgatados em operação contra o tráfico

Uma união de autoridades globais contra o tráfico de répteis levou ao resgate de mais de 4 mil animais vivos e à prisão de 12 suspeitos. Os répteis foram encontrados em aeroportos, criadouros e pet shops da Europa, América do Norte e outras localidades. Os resgates foram feitos durante os meses de abril e maio.

FOTO: PEDRO PELOSO

A Operação Blizzard – uma brincadeira com a palavra lagarto em inglês, que é lizard – foi coordenada pela Interpol e pela Europol. Foram salvos cobras, tartarugas e outros répteis. Alguns dos animais resgatados estão ameaçados de extinção. As informações são do portal National Geographic Brasil.

Milhões de répteis têm sido traficados para a União Europeia e para os Estados Unidos para viver em cativeiro, sendo tratados, equivocadamente, como animais domésticos, ou para serem explorados e mortos pela indústria que fabrica artigos – como sapatos, cintos e bolsas – a partir da pele desses animais.

Os répteis sofrem com a falta de proteção. Apenas 8% das 10 mil espécies existentes integram a Convenção Internacional de Comércio de Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora Selvagens, que é um tratado que regula o comércio de animais selvagens através das fronteiras.

Relatórios de inteligência foram revisados na Operação Blizzard por forças de segurança de 22 países – incluindo a Nova Zelândia, a Itália, a Espanha, a África do Sul e os Estados Unidos. Essas autoridades também cruzaram informações com casos mais antigos, monitoraram redes sociais e fizeram inspeções em criadouros, segundo Sergio Tirro, gerente de projetos de crimes ambientais na Europol, que levantou inteligência para a operação. Com o compartilhamento de dados entre os países, foi possível identifica mais de 180 suspeitos.

FOTO: PEDRO PELOSO

“Essa operação claramente demonstra o valor da cooperação internacional”, disse Chris Shepherd, diretor executivo da Monitor, uma entidade localizada na Colúmbia Britânica, no Canadá, que trabalha em prol do combate ao tráfico de animais silvestres. “Também ilustra o tamanho desse comércio imenso e bem organizado”, completou.

De acordo com a Interpol, seis prisões foram feitas na Itália e outras seis na Espanha. Além delas, mais prisões e denúncias serão realizadas. Um dos casos descobertos pela investigação foi de um passageiro de uma companhia aérea que estava traficando 75 tartarugas vivas. Os animais estavam na bagagem do homem.

“Em geral, nosso alvo não é apenas um passageiro ou indivíduo – nosso foco são grupos de crime organizado por trás do tráfico”, diz Tirro. Segundo ele, muitas das pessoas identificadas não lideravam organizações. A esperança das autoridades é conseguir construir casos contra os grandes traficantes de animais.

Os trabalhos das forças policiais levaram ao resgate de mais de 20 crocodilos e jacarés, seis jiboias da areia do Quênia, encontradas em aviões de carga nos Estados Unidos, e 150 itens feitos de pele de répteis – bolsas, pulseiras de relógios, remédios e produtos taxidermizados. Apesar do foco da operação ser os répteis, foram encontrados também gaviões, cisnes, corujas, marfim de elefante e carne de animais silvestres caçados.

FOTO: PEDRO PELOSO

De acordo com Sheldon Jordan, líder da unidade de vida selvagem do ministério de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas do Canadá, nove répteis foram resgatados no Canadá enquanto eram traficados do estado americano de Washington para a Colúmbia Britânica. Três deles morreram no trajeto. Segundo Jordan, isso demonstra o quão fatal o tráfico pode ser.

Jordan explicou que a operação foi realizada em abril e maio porque o tráfico de répteis no Hemisfério Norte é realizado prioritariamente entre a primavera e o verão, época em que esses animais de sangue frio conseguem manter a temperatura alta o suficiente para sobreviver.

Para Shepherd, resgatar 4 mil répteis é significante, mas “há milhões de répteis sendo traficados todo ano”, e a demanda por esses animais aumenta cada vez mais. Segundo ele, combater redes organizadas que regem o tráfico e trabalhar em países nos quais esses animais são retirados da natureza é essencial.

FOTO: PEDRO PELOSO


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Polícia faz operação de combate ao tráfico de animais silvestres em MG e SP

A Operação Urutau da Polícia Federal (PF), realizada nesta quinta-feira (23), desarticulou uma quadrilha de tráfico de animais silvestres no país. Os animais eram traficados pela internet. Foram expedidos 14 mandados de prisão e cumpridos 16 mandados de busca e apreensão em seis municípios do estado de São Paulo, inclusive na capital, e em Januária, no estado de Minas Gerais.

Foto: Pixabay

A PF informou que a quadrilha traficava animais ameaçados de extinção, como arara-canindé, arara-vermelha, tucano-toco e papagaio-verdadeiro, macaco-prego e arajuba, todos retirados da natureza e confinados em cativeiro. As informações são do portal Estado de Minas.

Realizada pela Polícia Federal de São Paulo, a ação contou com a participação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renovais (Ibama), do Ministério Público Federa (MPF) e da Polícia Militar Ambiental de São Paulo.

Os criminosos traficavam os animais com notas fiscais falsificadas ou sem emissão de documento fiscal. As ofertas eram feitas pelas redes sociais e sites em geral. Os animais eram enviados para todo o país, especialmente para São Paulo, Goiânia, Mato Grosso, Minas Gerais e Pará.

No estado de São Paulo, as buscas foram feitas na capital, em Vinhedo, Aruja, Guarulhos, Guarujá e Santo André. Nove mandados de prisão preventiva e cinco de prisão temporária foram expedidos pela 5ª Vara Federal de São Paulo.

O nome da operação foi escolhido devido à capacidade de camuflagem dos uturaus, que têm hábitos noturnos. “Os investigados praticam crimes ambientais de tráfico de animais silvestres em escala, malferindo a biodiversidade ambiental”, afirmou a PF.

Ibama diz que Centros de Triagem de Animais Silvestres permanecerão em funcionamento em MG

Por David Arioch

Os centros de triagens são um alento para animais silvestres no Brasil (Foto: Cetas-MG)

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) afirmou novamente esta semana que os Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Montes Claros e Juiz de Fora permanecerão em funcionamento.

A superintendência do Ibama de Minas Gerais está buscando parceria com órgão ambiental estadual para minimizar o custeio das atividades desenvolvidas nos centros de triagem, e que não serão cobertas pelo governo federal, assim evitando que as duas unidades encerrem as atividades.

Os centros de triagens são um alento para animais silvestres no Brasil, seja animais resgatados de cativeiro em situação de maus-tratos ou até mesmo animais atropelados ou vítimas não fatais de caçadores. Quando os animais estão aptos para viver na natureza, mais tarde eles são destinados às unidades de conservação.

Ibope aponta que 93% da população é contra a liberação da caça a animais

Uma pesquisa do Ibope, encomendada pela WWF-Brasil, indicou que 93% da população é contra a liberação da caça a animais silvestres e o incentivo à prática. Trata-se de um levantamento sobre a valorização do meio ambiente realizado pelo órgão em junho do ano passado. Os dados, no entanto, só foram divulgados nesta quarta-feira (22). O Ibope entrevistou 2.002 pessoas com idades a partir de 16 anos, em 142 cidades de todas as regiões do país.

De acordo com o Ibope, houve “uma sólida regularidade nos resultados quando analisadas as respostas por grupos de gênero, escolaridade, situação econômica ou localização geográfica”. As informações são do UOL.

Foto: WWF / AFP

Em todos os grupos pesquisados a rejeição à caça é de 90% para cima. No entanto, ela é superior entre as mulheres, com 95%, do que entre os homens, com 90%. É maior, também, entre os entrevistados com ensino superior (94%). Para os que cursaram entre o quinto e o oitavo ano do ensino fundamental, a rejeição chega a 93% e para os que fizeram até o quarto ano, alcançou os 90%.

A rejeição foi maior, também, entre moradores de regiões metropolitanas (95%), quando comparados aos que vivem em cidades do interior (90%). No Nordeste, o índice contrário à caça foi o menor (91%) de todas as regiões brasileiras. O Sudeste teve o maior índice (94%).

Famílias que ganham até um salário mínimo tiveram 91% de rejeição e as que ganham entre um e cinco salários mínimos registraram 93%. No caso das que ganham mais de cinco, a rejeição foi de 90%.

“É praticamente uma unanimidade na população ser contra a ideia de liberar a caça. É só parar para pensar: as pessoas gostam da natureza, elas não querem que se saia matando animais silvestres por esporte, passatempo ou negócio”, afirma Warner Bento Filho, analista de Políticas Públicas da WWF-Brasil. “Foi um resultado muito expressivo mesmo”, completa.

Bento Filho critica o governo de Jair Bolsonaro (PSL) e afirma que o presidente tem estimulado uma “série de projetos e iniciativas que visam desmontar a política ambiental que se constrói nesse país há décadas”. O decreto assinado por Bolsonaro em maio, que facilita o porte de armas é um dos exemplos dados pelo analista.

Imagem: WILSON DIAS/AGÊNCIA BRASIL

ONGs de proteção ambiental criticam também a transferência do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) do Ministério do Meio Ambiente (MMA) para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“Se você olha cada decreto ou projeto que circula pelo Congresso isoladamente, não vê. Mas, quando se olha as decisões de uma forma macro, juntas, é possível ver este desmonte”, afirma ele.

Questionado sobre a liberação da caça, o Mapa disse que “não tem posição pública sobre projetos em tramitação no Congresso”. O MMA e o SFB não responderam ao questionamento sobre o tema.

“Todos Contra a Caça e as Armas”

Os dados do levantamento feito pelo Ibope foram apresentados pela WWF-Brasil, na manhã desta quarta-feira (22), em um salão da Câmara dos Deputados, em Brasília, para o lançamento da campanha “Todos Contra a Caça e as Armas”.

De acordo com a instituição, o objetivo é pressionar os deputados para que eles barrem propostas sobre o tema que tramitam na Casa.

“É lá que essa discussão está sendo feita. Eles não deveriam nem apreciar um projeto que tem a rejeição da massiva maioria da população. É quase princípio democrático”, argumenta Filho.

Marca brasileira Tássia Ely desenvolve peças com couro de animais silvestres

Por David Arioch

Segundo a empresa, as matérias-primas de suas peças resultantes do abate de animais silvestres são certificadas e regularizadas pelo Ibama (Fotos: Reprodução)

“Uma marca de couros nobres e exóticos é conhecida por suas peças elegantes e atemporais, com um distinto senso de estilo”, se define a marca Tássia Ely, do Rio Grande do Sul, que desenvolve “produtos exóticos” à base de couro de python, jacaré, raposa e coelho.

Segundo a empresa, as matérias-primas de suas peças resultantes do abate de animais silvestres são certificadas e regularizadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

“Em colaboração com uma equipe de profissionais altamente qualificados e matérias-primas cuidadosamente selecionados, a Tássia Ely vem ganhando grande reconhecimento no mercado de luxo”, afirma a empresa.

Além da loja virtual, os produtos da marca são comercializados em dezenas de lojas dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia e Paraíba. A lista completa de lojas pode ser consultada no site tassiaely.com.

Centros de recebimento de animais fechados devido a corte orçamentário voltam a funcionar

Os dois Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama, localizados em Juiz de Fora e Montes Claros, no estado de Minas Gerais, que foram fechados recentemente devido a um corte orçamentário promovido pelo governo, voltaram a funcionar, conforme garantiu o Ministério do Meio Ambiente (MMA).

(Foto: Pixabay / Ilustrativa)

O Ministério garantiu que vai repassar recursos para a manutenção dos cargos dos tratadores das unidades que sofreriam o corte. As informações foram repassadas pela assessoria de comunicação do Ibama de Minas Gerais.

Diante da promessa do MMA, a Superintendente Substituta do Ibama em Minas Gerais, Polyana Faria Pereira, determinou a retomada imediata das atividades de recebimento de animais.

A retomada do serviço beneficia os animais e o meio ambiente, que seriam prejudicados com o fechamento das unidades.