Crocodilos são explorados para entretenimento humano

FOTO: REUTERS

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Crocodilos são animais selvagens, e como tal tem seu habitat específico, considerados os maiores predadores de água doce do mundo eles habitam a Terra há 200 milhões de anos.

Vítimas da vaidade humana, esses répteis magníficos são perseguidos pelo couro de suas costas usado na confecção de bolsas e sapatos.

Mas não é apenas pelo couro de seus corpos que esses animais estão sendo ameaçados, agora eles têm sido incomodados em seu habitat para entreter turistas ávidos por shows e alienados quanto às questões de bem-estar animal.

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Recentemente um homem foi fotografado beijando um crocodilo para uma plateia de turistas que assistia a cena durante uma viagem de barco na Costa Rica.

Juan Cerdas disse que é um dos seus “hobbies” alimentar e beijar as criaturas para turistas assistem no “tour do rio dos crocodilos” que navega no rio Tarcoles.

O rio, na província de Puntarenas, tem uma das maiores populações de crocodilos do mundo.

Muitos deles são crocodilos americanos, que são tipicamente encontrados na Flórida e são uma das únicas espécies que podem andar sobre quatro patas.

Eles podem crescer até 17 pés de comprimento e pesar centenas de libras.

FOTO: REUTERS

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Mas Juan, de forma inconsequente, diz que eles “não são tão agressivos quanto nos querem fazer acreditar”.

O rio tem sido explorado como uma grande atração turística nos últimos anos.

Turistas se reúnem para visitar uma ponte sobre o rio Tárcoles, que ficou conhecida como “puente de cocodrilo”, ou “ponte do crocodilo”.

Por baixo da ponte, os crocodilos tomam sol à tarde.

Essa semana o Mirror relatou cenas horríveis de crueldade com animais, enquanto centenas de crocodilos foram espancados até a morte por uma multidão de aldeões enfurecidos, depois que um morador local foi aparentemente devorado por um dos répteis.

Os crocodilos viviam em um lago em uma propriedade do empresário Sorong Regency, no oeste de Papau, na Indonésia, e foram culpados pela morte de um morador na sexta-feira.

Os moradores locais irados invadiram sua propriedade para se vingar cruelmente dos animais no sábado.

Um vídeo mostra a multidão sedenta de sangue arrastando crocodilos de dois metros de comprimento da água antes de espancá-los até a morte com picaretas e outras ferramentas.

Seja no turismo ou nas reações em massa o ser humano continua carente de bom senso e compaixão ao lidar com animais selvagens e respeitar os limites naturais e ecossistêmicos desses seres.

Animais selvagens são propícios a interações com humanos e se provocados ou ameaçados eles vão reagir como o instinto lhes ordena: em defesa própria.

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Ivanka Trump é criticada na internet após postar foto do cão que comprou para a filha

Foto: Ivanka Trump/Instagram

Foto: Ivanka Trump/Instagram

Ivanka Trump está sendo criticada ferozmente nas redes sociais depois de revelar que comprou de presente de aniversário para sua filha Arabella, um cachorro todo branco chamado Winter.

Com tantos animais em abrigos à espera de um lar, a filha do presidente Trump compartilhou uma foto do novo cão que havia acabado de comprar para sua filha, que fez oito anos, em um post no Instagram no sábado.

“Conheça o Winter, o sonho de aniversário de Arabella se tornou realidade e este é o mais novo membro da família Kushner!”, Escreveu Ivanka ao lado da foto.

Ivanka não revelou o tipo de raça, mas seus seguidores especularam que Winter seja um cão da raça pomsky, que é um cruzamento entre um Husky Siberiano e um Lulu da Pomerania que é frequentemente referido como uma “raça de cachorro criada” (raça que não existia e foi criada por cruzamentos forçados de raças que naturalmente não ocorreriam).

Quase imediatamente depois de compartilhar a imagem de Winter, Ivanka e sua família foram atingidos por uma série de comentários negativos sobre a postagem, tanto por comprar o animal quando tantos há cães abandonados precisando de uma família, como acusações de racismo por ter escolhido um cão completamente branco.

Foto: Getty Images

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Muitos foram rápidos em criticar a cor do pelo do cachorro e fazer comparações com o tratamento de crianças migrantes em centros de detenção de controle de fronteira.

O advogado Michael Avenatti estava entre os que criticaram o ato, ele retweetou a foto de Ivanka e trouxe seu irmão Donald Trump Jr. para a discussão ao mencioná-lo no comentário.

‘Biff @ DonaldJTrumpJr – condolências à sua irmã substituindo você como seu filhote favorito. Aliás, sua família permite algo em suas vidas que não seja BRANCO? Avenatti twittou.

Foto: Ivanka Trump/Instagram

Foto: Ivanka Trump/Instagram

Outros twittaram: “Se fosse um cachorro marrom, você o colocaria em uma gaiola? Mas é claro que vcs querem ter um cão todo branco, racistas”.

“O cachorro se chama Winter (inverno) e é todo branco, eu acho essa é a única coisa que o mantém fora de uma gaiola na casa dos Trump”, escreveu um usuário do Twitter.

Outro usuário do Twitter mencionou as crianças imigrantes em detenção, questionando: “Eu me pergunto o que as crianças em celas recebem por seus aniversários?”.

Foto: Ivanka Trump/Instagram

Foto: Ivanka Trump/Instagram

“Milhares de crianças sob a custódia dos EUA não tomaram banho, nem puderam escovar os dentes ou foram abraçadas em semanas graças a seu pai, mas é legal você ter um novo filhote, não é?”, uma pessoa twittou.

Acredita-se que Winter seja o único animal doméstico da família Kushner.

Arabella completou oito anos em 17 de julho e o cachorro foi presente para o aniversário dela.

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Inundações matam 12 rinocerontes raros na Índia

Foto: Associated Press

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Pelo menos 12 rinocerontes de um chifre, uma espécie ameaçada de extinção, morreram como resultado das enchentes que alagaram um parque nacional no nordeste da Índia, disseram autoridades.

Onze deles se afogaram enquanto tentavam escapar das inundações e um deles caiu em uma vala enquanto tentava escalar para um local mais alto, disse um funcionário do Parque Nacional de Kaziranga, no estado de Assam, no nordeste da Índia.

O imenso parque de 430 quilômetros quadrados foi classificado como Patrimônio Mundial da UNESCO e abriga dois terços da população mundial do Rhinoceros Unicornis – mais comumente conhecido como o rinoceronte indiano.

Na última contagem, em 2015, o parque tinha uma população de 2401 rinocerontes.

As recentes inundações afetaram cerca de 90% da área do parque, forçando os animais a fugir para um lugar mais alto.

Pelo menos 141 animais selvagens morreram desde o dia 13 de julho. Entre eles rinocerontes, um elefante, javalis e diferentes espécies de veados, disse o diretor do parque, P Sivakumar.

A maioria deles se afogou enquanto alguns foram atingidos por veículos quando atravessaram uma rodovia que cruza o parque para chegar nas colinas de Karbi Anglong.

Pelo menos 60 animais foram resgatados e a maioria deles soltos na natureza. Embora as águas da inundação tenham começado a recuar, cerca de 60% do parque ainda está inundado.

Muitos dos animais buscaram abrigo em outeiras artificiais construídas para tais situações, disse Sivakumar.

A temporada de monções da Índia, de junho a setembro, registra fortes chuvas que são uma tábua de salvação para os agricultores, mas muitas vezes deixam um rastro de morte e destruição.

Mais de 200 pessoas morreram em incidentes relacionados à chuva na Índia em julho, uma grande parte deles em Assam e no leste do estado de Bihar.

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Nova York proíbe procedimento de extração de unhas de gatos

O procedimento de extração de unhas de gatos foi proibido em Nova York. Trata-se do primeiro estado americano a aplicar a proibição, que já existe em várias cidades dos Estados Unidos e também em outros países, inclusive no Brasil.

Foto: Pixabay

Desde 1987, quando o convênio europeu para proteção dos animais domésticos foi aprovado pelo Conselho Europeu, a retirada de garras e dentes dos animais foi proibida em 24 países do velho continente.

Durante a cirurgia, a primeira falange dos dedos dos gatos é amputada para que as garras sejam retiradas. O procedimento costuma ser feito por tutores que, de maneira cruel, querem impedir que os gatos usem as unhas para, por exemplo, arranhar móveis. As informações são da agência AFP.

Em Nova York, a medida foi aprovada pelo Parlamento em junho e ratificada pelo governador do estado, Andrew Cuomo, nesta segunda-feira (22).

“É uma operação cruel e dolorosa, que pode provocar problemas físicos e de comportamento em animais indefesos”, afirmou o governador. “Ao proibir esta prática arcaica, nos asseguramos de que os animais não serão mais submetidos a estas intervenções desumanas e desnecessárias”, acrescentou.

A lei autoriza que as garras dos gatos sejam retiradas apenas por razões de saúde. A Sociedade Veterinária de Nova York, no entanto, se opôs à medida durante sua revisão sob o argumento de que extirpar as unhas desses animais é um procedimento justificado em determinadas condições.

A ONG internacional de defesa animal PETA comemorou a decisão do governador de ratificar a nova norma. “Vitória!”, escreveu a entidade no Twitter.

De acordo com dados da Associação Americana de Veterinária, colhidos entre 2017 e 2018, 25% dos lares têm um gato nos Estados Unidos, o que corresponderia a mais de 30 milhões de animais.


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Governo Bolsonaro libera agrotóxico que mata abelhas e registros de pesticidas chegam a 262 em 2019

Um lote com 51 novos agrotóxicos foi liberado pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL) nesta segunda-feira (22), totalizando 262 produtos registrados apenas neste ano. Dentre os pesticidas autorizados está o sulfoxaflor, responsável por exterminar abelhas. A liberação desse veneno, após ele ter sido responsável pela morte de mais de meio bilhão de abelhas em quatro estados brasileiros entre janeiro e março de 2019, quando ainda estava em fase de testes, expõe o descaso do governo com os animais.

Foto: Pixabay

Além dos insetos, outros animais, como pássaros, também sofrem com os efeitos dos pesticidas. A natureza também é prejudicada, tendo o solo e a água contaminados, e a saúde humana é diretamente afetada pelo consumo de vegetais cultivados com agrotóxicos, capazes de gerar doenças graves como o câncer. No entanto, a rapidez com que novos agrotóxicos têm sido liberados demonstra que o Ministério da Agricultura, responsável pelo registro desses produtos, e o presidente Bolsonaro estão mais interessados no lucro gerado pelos pesticidas do que nos efeitos devastadores causados por eles.

Em abril, o sulfoxaflor foi um dos principais assuntos discutidos pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara. A ministra da Agricultura, Teresa Cristina, que é ex-líder da bancada ruralista, participou do debate. Na ocasião, ela explicou que o veneno responsável pela matança de abelhas não estava registrado no Brasil. As informações são da revista Fórum.

“O problema das abelhas é que foi usado um produto chamado Sulfoxaflor. Esse produto não está registrado no Brasil. Esse é o grande problema dessa fila enorme. Esse produto muito provavelmente entrou de maneira ilegal, está sendo usado de maneira errônea e causou a morte das abelhas”, afirmou.

Agora, no entanto, o produto passará a ser usado livremente, o que poderá causar mortes de insetos com respaldo do governo.

Apesar de ser considerado “medianamente tóxico” pela Anvisa, o sulfoxaflor tem, sob certas condições, um impacto negativo sobre as colônias de abelhas e suas capacidades reprodutivas, conforme descobriu um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Londres. A pesquisa concluiu que o pesticida, produzido pela Corteva AgriscienceTM, reduziu em 54% o tamanho das colmeias.

Em 2015, uma decisão da Corte de Apelações de São Francisco, que indicou que a Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) falhou em considerar os impactos do sulfoxaflor sobre insetos polinizadores, levou ao cancelamento do registro do produto nos Estados Unidos. No entanto, um ano depois a EPA concedeu novamente o registro, porém com abrangência limitada.

Classificação

Dos 51 agrotóxicos liberados nesta segunda-feira, 7 são produtos formulados – isso é, aqueles que chegam às lojas e podem ser comprados pelos agricultores. O princípio ativo sulfoxaflor está em 6 desses produtos.

Os outros 44 herbicidas são produtos equivalentes, ou seja, genéricos de princípios ativos já autorizados no Brasil. De acordo com informações do G1, 18 deles são para produtos técnicos de uso industrial e outros 26 são produtos formulados, sendo quatro de origem microbiológica.

Entre os pesticidas liberados há também um que tem como base o florpirauxifen-benzil, princípio ativo que já havia sido aprovado em junho pelo governo.

“Podemos produzir sem agrotóxicos”

 A ONG Greenpeace, que defende o meio ambiente, criticou a liberação dos novos agrotóxicos devido ao impacto negativo que esses produtos causam na natureza e na saúde humana.

“Podemos produzir sem agrotóxicos, em equilíbrio com o meio ambiente e respeitando a saúde das pessoas. Porém, as decisões do governo no tema ignoram isso e colocam o povo brasileiro em risco. Isso é inaceitável”, afirma Iran Magno, da campanha de Alimentação e Agricultura do Greenpeace.


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Mulher mata cachorros e arara-azul a tiros em Itapemirim (ES)

Uma mulher matou três cachorros e uma arara-azul a tiros em Itapemirim, no Espírito Santo. O crime aconteceu no último sábado (20) e a mulher, que sofre de depressão, afirmou que estava em surto quando matou os animais.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Após ser denunciada, a mulher foi encaminhada para uma delegacia de Polícia Civil. As informações são do portal Gazeta Online.

A mulher disse que pretendia tirar a própria vida e decidiu matar os animais porque gostava muito deles e sabia que, se ela cometesse suicídio, não haveria ninguém para cuidar deles.

A Polícia Civil emitiu uma nota por meio da qual explicou que a mulher assinou um termo circunstanciado de ocorrência e foi liberada em seguida. Ela responderá por crime ambiental.

A arma utilizada no crime era registrada e foi apreendida, assim como as munições. Os itens foram encaminhados para exame de balística e uma perícia foi realizada no domingo (21) no local do crime.

Os policiais orientaram a mulher a procurar ajuda psicológica, segundo o portal Aqui Notícias.


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Construção de estrada expulsa capivaras de seu habitat em Ribeirão Preto (SP)

Por Rafaela Damasceno

Ribeirão Preto, município de São Paulo, vem sendo constantemente visitado por capivaras. Vídeos gravados pelos moradores mostram os animais andando calmamente por uma das avenidas mais populares da cidade, a Avenida Presidente Vargas. Ela fica longe de córregos e matas, onde as capivaras costumam viver.

Uma capivara andando na rua

Foto: Reprodução/EPTV

As aparições se tornaram mais comuns desde que começaram as obras de ampliação da Avenida Coronel Fernando Ferreira Leite, que antigamente era coberta de árvores e vegetação.

Segundo o professor de gestão e instrumentos da política ambiental da USP, Marcelo Pereira de Souza, os dois fatos possuem ligação direta. O desmatamento provocado pelas obras faz com que as capivaras percam parte de seu habitat, e o professor afirma que a vegetação deveria ter sido respeitada.

“Deveria existir um recuo de, pelo menos, 30 metros nas margens. Com isso, manteria as questões ambientais razoavelmente respeitadas. Mas haverá um asfalto”, explicou ao G1.

De acordo com Marcelo, o asfalto também trará outros problemas. Ele dificultará a impermeabilização da chuva e, no futuro, o trecho pode alagar. Enxurradas poderão levar a água para bairros mais baixos, afetando também os moradores do local.

O Assistente da Secretaria do Meio Ambiente, Alexandre Bertarello, afirma que as capivaras estão migrando em busca de comida, não pela perda do habitat. Segundo ele, há uma superpopulação dos animais, que migram constantemente.

Para Marcelo, entretanto, o desaparecimento da Área de Preservação Permanente (APP) tem culpa na migração das capivaras. “A função ambiental está sendo eliminada”, disse ele.

Como compensação pelo desmatamento, a Prefeitura tem que seguir algumas regras. Por enquanto, ela já plantou 5 mil árvores e plantará mais 3 mil. O fato é positivo, mas não poderá repor a perda de um ecossistema.


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Campus da USP em Bauru (SP) inicia ação para combater abandono de animais

O campus da USP em Bauru, no interior de São Paulo, realiza um projeto para combater o abandono de animais no local. A ação, criada em 2018, tem focado no momento nos gatos e é executada por representantes da Prefeitura do Campus (PUSP-B), da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) e do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC).

Foto: Denise Guimarães

O projeto gira em torno de questões como o abandono, o manejo, a importância do CED (capturar, esterilizar, devolver) e da alimentação coordenada e organizada de animais ferais – isso é, que não estão domesticados.

“As ações propostas são baseadas em experiências de outros campi, trabalhos acadêmicos e parcerias com a Prefeitura Municipal de Bauru, entre outras. Foi entendido que o controle populacional organizado é a melhor solução para o caso”, informa o arquiteto Vítor Locilento Sanches, chefe Técnico da Divisão de Manutenção e Operação da PUSP-B e presidente da Comissão de Manejo de Animais do Campus USP de Bauru.

Desde que o projeto foi iniciado, não foram encontradas novas ninhadas no campus, nem ocorreu aumento populacional dos animais. Sanches considera o resultado positivo e defende que o trabalho continue sendo realizando. As informações são de Luis Victorelli, do Jornal da USP.

“É importante ressaltar que o grupo não completou um ano de trabalho e, segundo relatório realizado pela Esalq [Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP], a experiência de resultados em ação similar na Universidade da Flórida (EUA) levou 11 anos para ser considerada com sucesso”, comenta.

A comissão não executa ações, mas assessora dirigentes em decisões sobre a definição de metodologias. “O trabalho de alimentação, cuidados com água e captura dos animais para castração é feito por voluntários que já realizavam essas atividades antes da comissão”, diz Sanches, que lembra ainda que o campus não é o local adequado para os gatos viverem.

A alimentação dos animais está sendo custeada por voluntários que se sensibilizam com a situação de abandono. De acordo com o presidente da comissão de manejo, não impedir o aumento da população dos animais somente sobrecarregaria os custos que essas pessoas têm.

Ao encontrar cachorros, gatos ou outros animais precisando de ajuda, a comissão recomenda que a pessoa os encaminhe para o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) ou para ONGs para que situações de doença e abandono sejam resolvidas e os animais sejam disponibilizados para adoção.

Orientados pela comissão, os voluntários passaram a oferecer apenas ração seca aos animais e a dispor os potes com o alimento em pontos pré-estabelecidos para evitar acidentes entre eles e automóveis das pessoas que circulam pelo estacionamento. Eles também mantêm as vasilhas de água limpas para evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti.

Capturar, esterilizar e devolver

Uma metodologia internacional de controle populacional de gatos, denominada “capturar, esterilizar e devolver (CED)”, está sendo utilizada no campus. Marcações são feitas, como forma de controle, na orelha dos gatos castrados – sem dor ou prejuízo ao animal – para que ele não seja capturado duas vezes para castração.

Por não estarem domesticados, alguns animais são extremamente ariscos e não podem ser encaminhados para adoção. Por isso, após serem castrados, são devolvidos ao campus. Por serem territorialistas, os gatos não permitem novos membros no grupo com facilidade e, por isso, após serem feitas as esterilizações que impedem a procriação, o número de animais tendem a se manter fixo.

Parte dos animais foi castrada por meio de financiamento coletivo feito pelos voluntários que os alimentam e o restante através de parceria entre a USP, em Bauru, e o Centro de Controle de Zoonoses de Bauru, sem qualquer custo.

Nos edifícios da universidade que estão voltados para a rua foram afixadas placas que alertam que o abandono de animais configura crime e está previsto na Lei Federal nº 9605/1998, com punição de detenção de até um ano, além de multa.


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Relatório revela que mais de 28 mil espécies estão ameaçadas de extinção

Foto: Sonja Wolters/WAPCA/IUCN

Foto: Sonja Wolters/WAPCA/IUCN

Do topo das árvores às profundezas dos oceanos, a destruição da vida selvagem pela humanidade continua a levar muitas espécies à extinção, é o que revela a última “lista vermelha” da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) ressaltando que um terço de todas as espécies avaliadas está sob ameaça.

A destruição de habitats e a caça de animais selvagens agora levaram sete espécies de primatas a entrar em declínio, enquanto a pesca levou duas famílias de extraordinários arraias à beira do abismo.

Poluição, barragens e excesso de captação de água doce são responsáveis por graves quedas na vida selvagem fluvial do México ao Japão, enquanto a extração de madeira está devastando o pau-rosa-de-madagascar e a doença está dizimando o olmo americano.

A lista vermelha, realizada pela IUCN, é a avaliação mais respeitada do status das espécies. A lista publicada na quinta-feira acrescenta quase 9 mil novas espécies, elevando o total para 105.732, embora esta seja uma fração dos milhões de espécies que se imagina viver na Terra. Nem uma única espécie foi registrada como tendo melhorado seu status.

Foto: Matt Potenski/IUCN

Foto: Matt Potenski/IUCN

Um exame de referência da saúde do planeta publicado em maio já havia concluído que a civilização humana estava em perigo pelo declínio acelerado dos sistemas naturais de suporte à vida da Terra. As populações de animais silvestres despencaram 60% desde 1970 e as extinções de plantas estão ocorrendo a uma taxa “assustadora”, segundo os cientistas.

“A natureza declinando a taxas sem precedentes na história da humanidade”, disse Jane Smart, diretora do grupo de conservação da biodiversidade da IUCN. Ela acrescentou que medidas decisivas são necessárias para deter o declínio, com a cúpula da convenção de biodiversidade da ONU no próximo ano na China como evento crucial para tomada de ações.

A lista vermelha destaca a situação dos peixes-espada e dos gigantes peixes-viola ou peixes-guitarra, eles são agora as famílias de peixes marinhos mais ameaçadas do mundo, com todas menos uma das 16 espécies criticamente ameaçadas – o que significa que elas estão a um passo da extinção.

A pesca intensificada e não regulamentada é a culpada, com as arraias geralmente capturadas “não intencionalmente”, sendo o alvo da pesca outra espécie.

Entre as sete espécies de primatas que estão mais perto da extinção, seis estão na África Ocidental, onde o desmatamento e a caça por carne são abundantes.

Atualmente, restam apenas 2 mil macacos-roloway (Cercopithecus roloway) na Costa do Marfim e em Gana, o que significa que sua população é precariamente pequena. Seu tamanho corporal relativamente grande e o valor de sua carne e pele fizeram deles um dos alvos preferidos dos caçadores.

Foto: Chong Chen/IUCN

Foto: Chong Chen/IUCN

A busca incansável da humanidade por água doce, particularmente para a agricultura, está tendo um impacto especialmente grande sobre a vida selvagem dos rios e dos lagos.

A atualização da lista vermelha revela que mais da metade dos peixes de água doce no Japão e mais de um terço no México estão agora ameaçados de extinção. Pesquisas recentes descobriram que dois terços dos grandes rios do mundo não fluem mais livremente.

“A perda dessas espécies de peixes de água doce poderia ter efeitos secundários em ecossistemas inteiros”, disse William Darwall, chefe da unidade de biodiversidade de água doce da IUCN.

A atualização da lista vermelha também incluiu 500 espécies de peixes ósseos de profundidade, como peixes-lanterna bioluminescentes, que enfrentam ameaças potenciais pela pesca profunda, perfuração de petróleo e gás e mineração no fundo do mar. O caracol é o primeiro molusco que vive nas fontes hidrotermais profundas a ser adicionado à lista e é avaliado como ameaçado de extinção.

A IUCN tem novas avaliações para a maioria das árvores da floresta seca em Madagascar, incluindo 23 espécies de jacarandá e palissandro, e descobre que 90% estão ameaçadas. Sua madeira é valorizada na construção de móveis e é o produto selvagem ilegal mais traficado do mundo. O olmo americano entrou na lista vermelha pela primeira vez como ameaçado. A árvore, que já foi comum, diminuiu ao longo de décadas devido a um patógeno fúngico invasivo, doença dos olmos holandeses.

“As doenças invasivas, juntamente com a poluição do ar e a mudança climática, dizimaram populações numerosas de espécies de árvores norte-americanas que antes ofereciam alimentos abundantes para a fauna nativa, assim como a beleza paisagem”, disse Healy Hamilton, da NatureServe, uma rede de cientistas da biodiversidade.

Os fungos são uma presença crescente na lista, com a atualização revelando que pelo menos 15 espécies que crescem tradicionalmente no campo de muitos países europeus estão agora ameaçadas de extinção. O fungo red waxcap (Hygrocybe coccínea), encontrado no Reino Unido e na Alemanha, é aquele que mais sofreu com as pastagens semi-naturais sendo convertidas em agricultura intensiva.

Outras espécies adicionadas incluem o rato-de-vidoeiro-húngaro (Sicista trizona), agora extinto em 98% comparado a sua antiga variedade devido à agricultura intensiva, e o sapo-de-poça do Lago Oku (Xenopus longipes), antes o sapo mais abundante no Lago Oku nos Camarões mas possivelmente extinto devido a um fungo devastador que tem amatado anfíbios em todo o mundo.

“A perda de espécies e a mudança climática são os dois grandes desafios que a humanidade enfrenta neste século”, disse Lee Hannah, da Conservation International. A lista vermelha aborda ambos, disse ele, ao incluir a ameaça do aquecimento global na avaliação do risco de extinção. “Os resultados são claros, devemos agir agora em ambos.”

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População de girafas sofre declínio acentuado

Foto: Nature Picture Library

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Uma das espécies de girafas que sempre teve uma população saudável e numerosa foi oficialmente declarada ameaçada de extinção, o que significa que os números de indivíduos da espécie estão extremamente baixos. A girafa Masai foi listada como ameaçada de extinção fato que agora lança uma luz sobre a gravidade da situação desses animais e a urgência de medidas para proteção das girafas.

Esta raça específica de girafa que vive no Quênia e na Tanzânia sempre teve uma população saudável, apesar de outras raças de girafas lutarem para sobreviver na natureza, graças a ameaças como caça, comércio ilegal de animais selvagens e caçadas de troféus.

A listagem da espécie como ameaçada é um apelo imediato para que sejam tomadas medidas de regulamentação do comércio de girafas, bem como, uma razão forte para proibir imediatamente a caça de girafas por troféus.

Estudo apontam que, das nove espécies de girafa, duas delas foram listadas como ameaçadas de extinção e duas como criticamente ameaçadas, o que significa que as girafas precisam ser protegidas com urgência ou a situação pode ficar perigosamente difícil de ser revertida.

Os animais selvagens da África são algumas das espécies mais ameaçadas do planeta, com diversas variedades de espécies enfrentando futuros incertos, principalmente devido a questões relacionadas a humanos.

Elefantes, leões, tigres, leopardos, girafas, rinocerontes, etc., esses animais estão todos correndo o risco de serem extintos do planeta como resultado das ações humanas. As autoridades responsáveis caminham de forma muito lenta quando se trata de resolver os problemas que levaram a essa ameaça tão presente.

A caça para a venda de partes do corpo desses animais e a caça particular de troféus representam ameaças diretas aos animais selvagens, ambas movimentadas por indústrias criminosas que visam apenas o lucro e ambição. Outra medida de impacto seria a proibição da exportação de produtos feitos de derivados de girafa. O comércio de partes de animais selvagens possui uma demanda alta que estimula os caçadores a matarem

A África está a caminho de perder alguns dos animais mais reconhecidos e icônicos do planeta porque, como comunidade global, simplesmente não está fazendo o suficiente para protegê-los.

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