Inauguração de parque para animais está prevista para setembro em Olinda (PE)

A Prefeitura de Olinda (PE) realizou uma reunião de estudo para debater a implantação do primeiro parque de bem-estar animal da cidade, chamado popularmente de “Parcão”. O projeto deve ser implementado em agosto em uma área de 405m² na Praça Vitoriano Regueira. A inauguração deve ser feita em setembro.

Foto: Pixabay

Uma parceria da prefeitura com a iniciativa privada permitirá a construção do Parcão. De acordo com informações da assessoria de comunicação da prefeitura, o local deve contar com circuito de agility para que os animais façam atividade física, setor para adestramento e ambiente para convivência entre animal e tutor.

No encontro, realizado na Prefeitura de Olinda, estiveram presentes o prefeito, Professor Lupércio, o vice-prefeito, Márcio Botelho, o arquiteto André Luiz Corrêa Santos, a idealizadora do projeto Kamila Rangel, que também executa ações educativas com animais, e representantes de empresas do segmento, como Patrícia Alves, do Hospital Veterinário 4 Patas.

“Essa iniciativa vai beneficiar a população olindense que ainda não conta com um local apropriado para lazer dos animais. A previsão é que possamos inaugurar ainda no mês de setembro deste ano, com a realização de um grande evento no segmento animal na cidade”, revelou Rinaldo Silva (Guiguinho), que coordenou o encontro.


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Fogos e barulhos em geral podem causar desmaios e levar animais à morte

O estampido dos fogos de artifício e ruídos provocados de outras maneiras, como música em volume alto, podem levar animais à morte, especialmente os recém-nascidos e os idosos.

Cães, gatos, coelhos, hamsters, aves e animais de outras espécies correm sério risco. O estresse causado pelos barulhos os deixam nervosos, podendo levar a desmaios e à morte. Amarrá-los, durante a execução desses ruídos, é ainda pior, já que eles podem ficar ainda mais nervosos por estarem presos, além do risco de enforcamento.

Foto: Pixabay

Além desses riscos, alguns barulhos – até mesmo os mais sutis, como batidas de portas e janelas – podem agravar doenças pré-existentes. As informações são do portal IG.

De acordo com a médica veterinária e fundadora do grupo Vet Popular, Caroline Mouco Moretti, os sustos causados pelos barulhos podem ter efeitos graves sobre os animais

“Muito embora a evolução da espécie e a domesticação venham contribuindo com a adaptação, ainda é muito frequente casos de sincopes (desmaios), ou em casos mais raros a morte súbita de animais quando se assustam”, conta.

“Animais mais idosos, que podem ter doenças cardíacas, respiratórias ou neurológicas estão dentre os mais propensos às consequências graves de barulhos altos”, diz. “Em meio a uma situação de susto, agitação ou medo, o animal pode facilmente entrar uma crise, e se não for rapidamente socorrido, poderá ter seu óbito”, explica Caroline.

Apesar de correrem menos riscos que os animais idosos, os filhotes também podem sofrer as consequências dos ruídos altos. “Animais que não estão acostumados nem adaptados a esses episódios de barulho intenso podem sofrer com a situação. Essa mistura de animal não condicionado com tutores inexperientes pode agravar a situação”, diz a veterinária.

Para proteger o animal é importante mantê-lo fora de áreas de risco. “Lugares altos, onde o animal pode tentar fugir e facilmente se joga (sem calcular risco) ou então tutores que deixam o acesso à rua desprotegido, e na tentativa de fuga o animal pode ser atropelado. Outro caso comum é quando o tutor prende o animal de maneira inapropriada, acreditando ser a melhor opção, e na tentativa de escapar, eles pulam e contorcem a coleira tendo o risco grande de serem enforcados”, alerta Caroline.

A veterinária reforçou ainda que não são apenas cães e gatos que correm riscos, mas também animais como hamster, coelhos e chinchilas. Segundo Caroline, essas espécies podem morrer facilmente, inclusive se foram manuseadas de maneira errada pelo tutor. “Mexer no animal sem condicionamento adequado causa um tipo de estresse crônico, que pode ser fatal para esses animais extremamente sensíveis”, finaliza.


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Sapatos para cães podem gerar doenças e feridas, explica veterinária

Os animais sentem frio e isso não é segredo. Muitos tutores optam por colocar roupinhas nos cães e gatos para esquentá-los, o que pode ser uma ótima escolha no inverno. Mas e o sapato para cachorro? O uso de calçados nos animais está cada vez mais popular, e para explicar em quais casos eles realmente devem ser usados, a veterinária e diretora clínica Grupo Vet Popular, Caroline Mouco Moretti, explica algumas questões.

Foto: shutterstock

“Não vejo necessidade alguma no uso de sapatos em animais, além de considerar esse uso prejudicial aos animais”, conta Caroline. A veterinária explica que se o tutor realmente fizer questão, a recomendação é de que o item não seja usado com frequência. “E assim que retirar o sapato do animal, faça a higienização dele”, completa.

Os principais motivos para os tutores quererem usar sapatos são: manter a higiene ou proteger as patinhas do calor nos tempos mais quentes. “Se o uso do sapatinho estiver atrelado a manter a higiene após passeios na rua, podemos resolver isso facilmente com o uso de lenços umedecidos próprios para animais assim que o animal retornar a sua casa; mas se o intuito é proteger as patinhas do calor, basta evitar passeios em horários de maior incidência solar”, diz.

O calçado não protege o coxim (as “almofadinhas” nas patas dos cães) e pode até prejudicá-lo. “O coxim está preparado fisiologicamente para amortecer o caminhar do animal e fazer a troca de calor, por isso, ao usar sapato a pata do animal continuará fazendo essa troca, mas desta vez, o calor ficará preso no sapato”, revela. E se o calor ficar preso, isso pode ajudar na proliferação de fungos e outras doenças.

Outro problema são as unhas, que precisam ser desgastadas. “Com a unha não desgastada, o animal acabará machucando essa região”, explica Caroline. E esses machucados vão desde leves incômodos até cortes profundos. “E qualquer tratamento nesta região é muito complicado, uma vez que a área está sempre em contato com o solo e o animal costuma lamber qualquer medicamento colocado ali”, completa a veterinária.

Por fim, Carolina explica então que o uso de sapatos em cachorros deve ser feito em apenas uma ocasião: o tipo de terreno que ele for pisar. “Terrenos rochosos, com pedregulhos, vidro e outras situações semelhantes, e sempre usado com moderação.”

Fonte: Canal do Pet


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Cacatuas caem mortas do céu na Austrália e ONG denuncia envenenamento

Cacatuas mortas caíram do céu na Austrália, assustando moradores da pequena cidade de One Tree Hill. Membros da ONG de proteção animal Casper’s Bird Rescue suspeitam de envenenamento. Segundo a entidade, 60 animais caíram enquanto voavam pelo município.

(FOTO: SARAH KING/CASPER’S BIRD RESCUE)

De acordo com equipes de resgate da entidade, a cena pareceu com “algo saído de um filme de terror”. As aves sangravam pelos olhos e bico durante a queda e algumas delas ainda estavam vivas quando foram encontradas.

“Não é uma morte instantânea. Isso causa sofrimento. Leva algumas semanas para funcionar. Começa internamente e tem hemorragia interna. É uma morte horrível e lenta”, disse Sarah King, fundadora da ONG, ao falar sobre a morte por envenenamento, em entrevista ao The Guardian.

Um conselho local propôs, em março, que uma espécie específica de cacatua, que se reproduziu em larga escala no país, fosse morta. No entanto, de acordo com King, a maior parte das aves encontradas mortas eram de outra espécie, que é protegida pelo governo.

(FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK)

“É um fato importante para ser exposto. Dos 60 e poucos que encontramos, apenas três eram de espécies não protegidas. Esta não é a maneira de lidar com nada. Também é contra a lei”, afirmou.

As autoridades locais propuseram que as aves fossem mortas sob a cruel justificativa de que elas incomodam a comunidade. Ativistas pelos direitos animais discordam do governo e sugerem outras alternativas para lidar com o problema, sem matar os animais.

De acordo com King, o caso das 60 cacatuas encontradas mortas após caírem do céu será investigado para que os responsáveis pelo envenenamento sejam identificados.


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Deputado quer que autor de maus-tratos contra animais pague tratamento veterinário

Por David Arioch

O deputado federal Célio Studart (PV-CE) quer que autores de maus-tratos contra animais paguem pelo tratamento veterinário das vítimas. No Projeto de Lei 4029/2019, apresentado na Câmara dos Deputados no último dia 10 (quarta), Studart lembra que esse tipo de crime é o 5º de maior incidência no Brasil.

Número de maus-tratos contra animais no Brasil é alarmante (Foto: RIC Mais)

Isso revela a fragilidade da atual legislação, já que o artigo 32 da lei Federal nº 9605/1998 tipifica como crime ambiental praticar maus-tratos contra animais, e ainda assim o número de maus-tratos contra animais é alarmante. Sem dúvida, o que favorece esse quadro é a impunidade. Somente em São Paulo são registrados 25 casos por dia, sem considerar aqueles que não são denunciados.

Também em oposição aos maus-tratos, Célio Studart votou esta semana contra o texto-base da proposta que visa reconhecer rodeio, vaquejada e laço como expressões esportivo-culturais, pertencentes ao patrimônio cultural brasileiro de natureza imaterial.

“O que determina o que é maus-tratos, dor, ansiedade, medo, crueldade não é designar que seja patrimônio cultural ou esporte – é a realidade”, defendeu em pronunciamento e reforçou que os animais não são objetos, brinquedos e nem divertimento para ninguém.

Conforme apontado pela Comissão de Ética, Bioética e Bem-Estar Animal do Conselho Federal de Medicina Veterinária, o gesto brusco de tracionar violentamente um animal pelo rabo, o que é típico da vaquejada, pode causar luxação das vértebras, ruptura de ligamentos, de vasos sanguíneos, lesões traumáticas, com comprometimento, inclusive, da medula espinhal.

“Quando os animais têm valor comercial, eles ganham valor nesta Casa. Quando envolve lobby, eles passam a ser importantes. Se o animal é bem tratado depois da vaquejada, é porque ele vale dinheiro. Mas no momento em que ele está lá, é maltratado e escravizado para viver como objeto de deleite humano”, condenou Célio Studart.

“Quem disser que o animal não sofre que fique no lugar dele e volte aqui para dar opinião”, discursou durante o processo de votação na terça (9).


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Djokovic diz que está se recuperando melhor desde que parou de se alimentar de animais

Por David Arioch

O célebre tenista sérvio Novak Djokovic, número 1 do ranking mundial, disse esta semana que está se recuperando melhor desde que parou de se alimentar de animais há alguns anos.

“É sobre como essa dieta [com alimentos de origem animal] afeta o mundo, não apenas a saúde pessoal, mas também a sustentabilidade, a ecologia, os animais” (Reuters/Carl Recine/Pool)

“Tenho uma alimentação à base de plantas. Acho que esta é uma das razões pelas quais me recupero bem. Não tenho mais as alergias que eu costumava ter. Gosto disso”, declarou em publicação da AOL.

O atleta tem sido apontado como responsável pelo crescimento do número de restaurantes veganos em Belgrado e em outras regiões da Sérvia.

“É sobre como essa dieta [com alimentos de origem animal] afeta o mundo, não apenas a saúde pessoal, mas também a sustentabilidade, a ecologia, os animais. É com isso que me importo, por isso tenho o privilégio de fazer parte desse time”, justificou.

A declaração acima foi feita em relação à sua participação na produção do documentário “The Game Changers”, que surgiu com a missão de provar que atletas não precisam consumir alimentos de origem animal.

O filme tem direção de Louie Psihoyos, que venceu o Oscar em 2009 com o filme “The Cove”, e produção do cineasta vegano James Cameron, que produziu e dirigiu filmes como “O Exterminador do Futuro”, “Titanic” e “Avatar”.


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Presidente da ONG Pata Voluntária consegue habeas corpus e sai da prisão

A presidente da ONG Pata Voluntária, Amropali Pedrosa Mondal, conseguiu um habeas corpus e saiu da prisão na quinta-feira (11). A decisão de soltar a fundadora da entidade foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), pela Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) e pelo advogado de defesa, Paulo Faria de Almeida Neto.

Publicação no perfil da ONG no Instagram pedia ajuda após suposto assalto (Foto: Reprodução/Instagram)

Amropali foi presa em flagrante na última sexta-feira (5) com mais duas dirigentes do abrigo, Maria Gisele e Nayane Petrúcia. A prisão foi motivada por uma suspeita de fraude. Elas respondem pelos crimes de associação criminosa, comunicação falsa de crime, estelionato e guarda doméstica de espécie silvestre. Na casa da presidente do Pata Voluntária, foram encontradas uma jibóia, uma corn snake – conhecida como cobra do milho – e um cassaco.

De acordo com a Seris, apenas a presidente da entidade foi solta. O desembargador João Luiz Azevedo Lessa determinou que a prisão preventiva fosse substituída por medidas cautelares, como o comparecimento mensal ao Juízo de primeiro grau, a proibição de se ausentar da Comarca sem autorização judicial prévia, a obrigatoriedade de comunicar previamente o Juízo sobre eventual mudança de endereço e o comparecimento a todos os atos do processo.

As prisões preventivas das três mulheres foram decretadas em audiência de custódia realizada no sábado (6). As informações são do portal G1.

Amropali, Maria e Nayane divulgaram no perfil da entidade em rede social que teriam sido vítimas de um assalto na sede do abrigo, no bairro Jaraguá, e que os assaltantes teriam roubado mantimentos dos animais, segundo a polícia. Na publicação, as mulheres pediram doações financeiras para custear as despesas com os animais.

Após suspeitar que o assalto não teria ocorrido e que teria sido um ato de estelionato orquestrado pelas mulheres para obter recursos, a polícia decidiu prender as integrantes da ONG.

As presas foram transferidas para o Sistema Prisional no sábado (6) e Nayane Petrúcia confessou que o assalto foi forjado e disse que a fraude foi criada para possibilitar a construção de um hospital veterinário.

Apesar das mulheres terem sido presas por suspeita de fraude, os animais da ONG realmente existem. A existência deles foi confirmada pela Comissão do Bem Estar Animal da OAB-AL, que vistoriou a sede do abrigo, no bairro Trapiche, em Maceió, onde foram encontrados cerca de 200 cães e gatos que estão sendo cuidados por voluntários.


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Gorilas formam laços sociais semelhantes aos criados por humanos

Um estudo realizado pela Universidade de Cambridge concluiu que os gorilas formam laços sociais de forma bastante semelhante aos humanos. A pesquisa foi publicada na revista Proceedings of the Royal Society B.

Esses animais, que criam grupos de velhos amigos e membros da família, são muito mais complexos do que se imaginava. A espécie é conhecida por formar pequenas unidades familiares compostas por um macho dominante, várias fêmeas e seus filhotes.

Foto: Pixabay

Como os gorilas passam a maior parte do tempo em meio a florestas densas, há uma grande dificuldade para realizar estudos comportamentais. Para o estudo divulgado recentemente, foi feita uma análise de dados coletados em anos de trocas sociais entre centenas de animais da espécie gorila-ocidental-das-terras-baixas.

Especialistas investigaram a frequência e a duração de cada interação observada entre os gorilas nos momentos em que eles se reuniram para comer plantas aquáticas. As informações são da AFP.

Com o estudo, os pesquisadores conseguiram descobrir que, além da família próxima, os gorilas formam uma camada social de “família estendida” com 13 membros em média. Foram registrados também grupos maiores, com uma média de 39 gorilas. Apesar de não serem parentes, os animais de cada grupo interagem de maneira consistente com os outros.

“Uma analogia com as primeiras populações humanas pode ser uma tribo ou povoado pequeno, como uma aldeia”, disse Robin Morrison, líder do estudo e antropólogo biológico da Universidade de Cambridge.

Indícios de que a espécie construa ainda uma camada social mais ampla, semelhante aos encontros anuais ou festivais promovidos em sociedades humanas, foram descobertos. Neste caso, tratam-se de reuniões nas quais dezenas de gorilas se unem para se alimentar de frutas.

De acordo com Morrison, os gorilas podem ter desenvolvido habilidades de reunião para colaborar com a manutenção de uma “memória coletiva” que tem como objetivo rastrear alimentos difíceis de serem encontrados.

Segundo os autores do estudo, o sistema de alinhamento de grupos dos gorilas é surpreendentemente semelhante ao que é realizado por humanos. Além disso, outras espécies também possuem tal habilidade social, como os babuínos, as baleias e os elefantes.

“Nossas descobertas fornecem ainda mais evidências de que esses animais ameaçados de extinção são profundamente inteligentes e sofisticados, e que nós humanos talvez não sejamos tão especiais quanto gostaríamos de pensar”, disse Morrison.


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Secretaria pede explicações a clínicas após cães serem encontrados mortos em MT

A Secretaria de Meio Ambiente (Sema) de Alta Floresta (MT) notificou as clínicas veterinárias da cidade para solicitar que elas prestem depoimentos sobre o descarte de corpos de animais. O pedido foi realizado após ossadas de animais e mais de 20 cachorros mortos terem sido encontrados por moradores às margens da MT-208 e dentro de um rio.

Corpos de cães foram encontrados dentro de rio (Foto: Daiane Carvalho/ Arquivo pessoal)

De acordo com duas denúncias recebidas pela secretária de Meio Ambiente, Célia Castro, os corpos dos animais foram descartados, de maneira irregular, por clínicas veterinárias.

“Após as denúncias, notificamos as clínicas para que elas expliquem o que fazem com os animais que morrem nos estabelecimentos deles”, disse ao G1.

Uma vistoria da Sema concluiu que os animais encontrados não foram enterrados e que alguns estão a aproximadamente 20 metros do rio.

“Entramos em contato com o Indea (Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso), que também visitará o local. Um boletim de ocorrência também será registrado para que a polícia entre no caso”, ressaltou a secretária.

Conforme explicou a Associação Amamos Animais, moradores que têm propriedades nas proximidades do rio estão reclamando do mau cheiro e se preocupam com a qualidade da água.

“Eles disseram que há um mau cheiro há dias na estrada e resolveram entrar na mata para ver o que estava acontecendo, foi quando encontraram os animais”, informou a entidade.

A concessionária Águas Alta Floresta, responsável pelos serviços de água e esgoto da cidade, divulgou nota por meio da qual afirmou que a captação de água utilizada no abastecimento da zona urbana é feita em uma bacia diferente do local onde as ossadas foram encontrados, não existindo, portanto, risco de contaminação. Disse ainda que fará a remoção dos corpos do rio assim que a perícia policial for finalizada.

Mortes por envenenamento

Aproximadamente 30 animais, sendo um gato e 29 cães, foram encontrados mortos com sinais de envenenamento em janeiro deste ano em Alta Floresta.

A Associação Amamos Animais defende, no entanto, que a quantidade de animais mortos pode ter chegado a 40.

Não se sabe se os corpos e ossadas de animais encontrados na estrada e no rio tem alguma relação com os cães e o gato mortos em janeiro.

“Pedimos à população que se tiver alguma informação entre em contato com a Sema, o anonimato da pessoa será garantido”, ressaltou Célia.


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Comissão do Senado aprova projeto que considera animais sujeitos de direitos

A Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado aprovou, na quarta-feira (10), um projeto de lei que considera os animais sujeitos de direitos, com acesso à tutela jurisdicional. O objetivo do projeto é impedir que os animais continuem a ser tratados como objetos inanimados.

Foto: Pixabay

O PL 27/2018, de autoria do deputado Ricardo Izar (PP-SP), prevê que os animais passem a ter natureza jurídica sui generis, como sujeitos de direito despersonificados, e sejam reconhecidos como seres sencientes – isso é, dotados de natureza biológica e emocional e passíveis de sofrimento. A proposta segue agora para o Plenário.

A matéria adiciona ainda um dispositivo à Lei de Crimes Ambientais (9.605/1998) para estabelecer que os animais não sejam mais considerados bens móveis para fins do Código Civil (10.402/2002). As informações são da Agência Senado.

O projeto, no entanto, lamentavelmente não protege animais como bois, vacas, porcos e outros que são diariamente explorados, torturados e mortos pela indústria alimentícia. Conforme explicou o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que foi relator da proposta, a medida não interfere em hábitos alimentares ou práticas culturais. Mas, segundo ele, o projeto contribuirá para elevar a compreensão da legislação brasileira a respeito do tratamento dado aos animais.

A referência feita pelo senador a práticas culturais preocupa. Isso porque, recentemente, um projeto que classifica a vaquejada, o rodeio, a prova de laço, a cavalgada e similares como manifestações culturais, foi aprovado na Câmara dos Deputados e outra proposta, que considera a vaquejada um patrimônio cultural do Brasil, tornou-se lei em 2016. Isso pode significar que, caso a medida apresentada por Izar se torne uma legislação, ela pode deixar de proteger não só os animais explorados para consumo, mas também aqueles que são vítimas de atividades que se travestem de cultura para perpetuar o sofrimento animal.

“É uma elevação de status civilizatória. Não há possibilidade de pensarmos na construção humana se a humanidade não tiver a capacidade de ter uma convivência pacífica com as outras espécies. Eles devem ser tratados com dignidade”, afirmou Randolfe.

O projeto seguiria para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), mas a CMA conseguiu aprovar um requerimento de Randolfe que faz com que a matéria siga direto para o Plenário, em caráter de urgência.


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