MP pede arquivamento de caso que investiga ex-BBB Maycon por maus-tratos a animais

O Ministério Público do Rio de Janeiro pediu à Justiça que o inquérito que investiga o ex-BBB Maycon Santos Oliveira Cesar Rocha seja arquivado. Maycon, de 27 anos, é investigado por apologia a maus-tratos a animais e a zoofilia. O pedido do MP será decidido pela juíza Cláudia Garcia Couto Mari.

(Foto: Reprodução/Globo)

O inquérito foi instaurado pelo 32ª DP (Taquara) do Rio de Janeiro após denúncias. Durante o programa, Maycon contou que maltratou gatos e estuprou uma bezerra. As informações são do jornal Extra.

Na época em que os comentários foram feitos pelo ex-BBB, o ativista pelos direitos dos animais Randel Silva foi até a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) para registrar uma ocorrência contra Maycon. Ao chega ao local, ele foi informado que não seria possível fazer o registro porque o caso já havia sido registrado na 32 DP.

“Ficamos indignados com a postura de Maycon. Lutamos diariamente contra os maus-tratos e ver vídeos de alguém contando, aos risos, que colocou bombinha em rabo de gato, em rede nacional, é terrível. Isso é apologia e um péssimo exemplo. Também houve relatos de outros participantes do programa afirmando que ele contou sobre ter praticado zoofilia. Infelizmente, os crimes contra os animais já prescreveram. Mas, apologia é crime”, disse Randel Silva.


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Promotoria oficia órgãos para coibir maus-tratos em cavalgada em Araguaína (TO)

A 12ª Promotoria de Justiça de Araguaína enviou ofícios a órgãos públicos municipais, estaduais e a instituições privadas envolvidas na organização da cavalgada da Exposição Agropecuária de Araguaína (Expoara 2019), que será realizada no próximo domingo (9).

Cavalos são explorados em cavalgada (Foto: SRA)

O procedimento é necessário, segundo o promotor Gustavo Schult Júnior, porque a cavalgada interfere na qualidade de vida e no bem-estar dos animais e dos cidadãos. As informações são do portal AF Notícias.

A Promotoria solicitou que a Ciretran adote estratégias para prevenir acidentes de trânsito, que Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), Sindicato Rural e Batalhão da Polícia Militar Ambiental previnam acidentes com pessoas e animais no interior do parque de exposição e que a polícia ambiental seja imediatamente acionada caso acidentes ocorram.

Caso indícios ou atos de maus-tratos ou a morte de animais ocorram, o presidente do Sindicato Rural deverá comunicar o caso à Polícia Ambiental imediatamente. A recomendação foi motivada por casos de maus-tratos contra animais registrados recentemente em uma cavalgada realizada no município de Pium.

Testemunhas denunciam morte de burro em cavalgada em Pium (Foto: Divulgação)

Os órgãos oficiados terão três dias para se pronunciar sobre o acatamento dos termos presentes no documento e informar sobre providências a serem adotadas para prevenir danos aos animais e às pessoas.


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Xingu registra desmatamento recorde com 13 milhões de árvores derrubadas

Um monitoramento feito pela Rede Xingu +, que recebeu o nome de Sirad X, concluiu que 13.865 hectares foram desmatados na região do Xingu que pertence ao estado do Mato Grosso. Desses, 78% foram destruídos ilegalmente, o que corresponde a 11 mil hectares ou aproximadamente 13 milhões de árvores.

“O alto percentual de desmatamento ilícito expressa a ineficácia dos instrumentos existentes de combate ao crime ambiental. Esse quadro pode piorar com a chegada da estação da seca, quando os números de desmatamento tendem a crescer”, alerta Ricardo Abad, especialista em sensoriamento remoto do Instituto Socioambiental (ISA).

Há municípios do estado de Mato Grosso, como Canarana, Cláudia, Gaúcha do Norte, Peixoto de Azevedo e Querência, que a taxa de desmatamento feito na ilegalidade atingiu 100% durante o período analisado. Na cidade de Feliz Natal, 68% de mata foi desmatada ilegalmente, mas o município foi o que mais desmatou em área: 1.572 hectares. As informações são do portal oficial do Instituto Socioambiental.

Ao ser questionada sobre os motivos que levam ao desmatamento ilegal, Ana Valdiones, analista do Instituto Centro de Vida (ICV), afirmou que “a percepção do risco que é muito baixa”. Segundo o ICV, 85% do desmatamento na parte amazônica do Mato Grosso, no ano de 2018, foi realizado de forma ilegal. As altas taxas são explicadas, também, pela morosidade no processo de regularização ambiental e pela falta de políticas públicas estaduais, segundo Valdiones. “No geral a ilegalidade continua presente. Sempre foi e continua presente”, lamentou.

Outros dados, apresentados pela Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso (SEMA-MT), indicam que 98% das áreas desmatadas entre 2015 e 2016 no estado não tinham autorização para o desmate e que, entre 2016 e 2017, a taxa foi de 94%. Até o fechamento da reportagem, a SEMA não se pronunciou sobre o caso.

Apesar dos altos números relacionados a desmatamento ilegal, as autuações feitas pelo Ibama caíram 35% quando comparadas ao período de janeiro a maio de 2018.

No mês de março, foi registrado um aumento de 461% no desmatamento feito em Unidades de Conservação na bacia do Xingu, quando comparado ao mesmo período do ano anterior. A Floresta Nacional (Flona) de Altamira, de jurisdição federal, foi alvo de um aumento de 550% no desmatamento em abril, com o desmate de 242 hectares devido a garimpo ilegal.

“É preocupante que, em um momento em que o desmatamento ilegal avança, a atuação do instituto fiscalizador seja reduzida. A fiscalização e responsabilização são etapas essenciais no combate às atividades ilegais”, comentou Abad.

Valdiones afirma que é preciso haver mais transparência nos dados sobre desmatamento ilegal e a promoção de iniciativas de adequação ambiental no estado. “A transparência, aliada ao uso e produção de informações a partir desses dados públicos, deixa claro quem é quem. Fica claro quem tem passivo [ambiental]”, apontou.

As áreas protegidas da região também estão em risco. Em março e abril, o desmatamento na bacia do Xingu aumentou em 156%, quando comparado aos dois primeiros meses do ano. Foram desmatados 21.495 hectares. Desse total, 19% ocorreu em áreas protegidas, isso é, terras indígenas e unidades de conservação.

A biodiversidade do Xingu, que tem uma área de 51 milhões de hectares, com 31 terras indígenas e 21 unidades de conservação, é singular e de grande importância. No entanto, o avanço do desmatamento, da grilagem, do garimpo, do roubo de madeira e da contaminação da flora por agrotóxicos ameaça a região, que abrange mais de 60 municípios do Pará e do Mato Grosso.

Desmatamento no Rio Grande do Sul

O desmatamento não se restringe ao Mato Grosso. No Sul, o pampa gaúcho está ameaçado. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), coletados por dois satélites, mostram que, em 2016, 43,7% da vegetação nativa foi desmatada e apenas 47,3% foi preservada. Os outros 9% representam a hidrografia da região.

Um dos seis biomas brasileiros, o pampa é restrito ao Rio Grande do Sul. E de acordo com Daniel Hanke, professor da Unipampa (Universidade Federal do Pampa), que conduz uma pesquisa sobre o tema, a biodiversidade da região é imensa.

“Ao modificar um sistema que estava em equilíbrio, com os organismos trabalhando todos juntos, destruindo a vegetação, retira-se o alimento de muitos animais e o refúgio de várias espécies com funções ecológicas específicas”, explicou Hanke.

O estudo do Inpe ainda não aponta a causa do desmatamento. Hanke, no entanto, afirma que, enquanto a plantação de arroz está estabilizada e a de milho tem decrescido, o plantio de soja vem ganhando espaço. O grão é majoritariamente produzido no Brasil para alimentar animais explorados e mortos para consumo humano.

“Quando se suprime a vegetação para introduzir uma monocultura de soja, não se troca só uma planta por outra. O que se troca é um sistema que evoluiu ecologicamente para o equilíbrio por uma única vegetação”, explicou o pesquisador.

O levantamento do Inpe mostrou ainda que a maior área preserva pertence à Área de Proteção Ambiental (APA) Ibirapuitã, que foi criada em 1992 por meio de decreto federal. Outras porções preservadas, em meio a áreas desmatadas, também foram registradas.

“Essas ilhas no meio de um mar de soja aumentam a fragilidade do pampa porque a supressão começa pelas bordas. Um campo nativo de 20 hectares é menos resistente à pressão lateral do que um campo nativo de mil hectares”, comentou Hanke.

Com o desmatamento, novas estradas entre os campos são criadas. Nelas, circulam caminhões que espalham sementes do capim-annoni, que é considerado uma praga. O crescimento desse tipo de planta era controlado, no passado, por animais gigantes da pré-história, que foram extintos. Cerca de oito mil anos após a extinção deles, bois e cavalos foram trazidos ao Brasil pelos colonizadores, conforme explicam os pesquisadores Rafael Cabral Cruz, da Unipampa, e Demétrio Luis Guadagnin, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no trabalho Uma Pequena História Ambiental do Pampa, de 2010.

De acordo com Ranke, a vegetação do pampa e os bois convivem em equilíbrio, ao contrário do que acontece na Amazônia, em que grandes áreas são desmatadas para a criação de bois que, depois, serão mortos para consumo. “No pampa, não há efeitos negativos na presença desse animal. Pelo contrário, ela é desejável”, disse Hanke.

No entanto, ultimamente tem sido registrada uma queda no número de bois no pampa, o que reforça a percepção de que a soja tem tomado conta do bioma.


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Falta de recursos pode levar animais de abrigo para a rua em Maceió (AL)

O Centro de Recuperação Animal Esperança (Crae), de Maceió (AL), pode encerrar as atividades devido à falta de apoio financeiro. O local abriga 270 animais, sendo 216 cães e 50 gatos, e funciona há cinco anos no bairro do Village Campestre II.

FOTO: ARQUIVO PESSOAL

Representante do abrigo, Mary Nogueira afirma que o local necessita do apoio da população e de entidades públicas para se manter aberto. As informações são do portal Gazeta Web.

“Os animais precisam todos os dias se alimentar, precisam de remédio, de cuidados, não adianta acumular animais sem ter condições de mantê-los. Nós não temos condições nem de comprar remédio e nem dar comida de qualidade”, lamentou Mary.

No abrigo, são gastos cerca de R$ 11 mil mensais. Porém, Mary tem conseguido arrecadar por mês no máximo R$ 2 mil e, segundo ela, “às vezes nem isso”.

FOTO: ARQUIVO PESSOAL

Sem ajuda para manter o abrigo, a fundadora do local lembra que os cães e gatos podem acabar voltando para as ruas. Ela critica o descaso da população e dos órgãos públicos diante do caso.

“Uma grande parte das pessoas não castra seus animais e acha que jogá-los nas portas do abrigo é uma solução. Conseguimos recursos para pelo menos transformar o Crae em instituto, mas não temos recursos para manter os cuidados dos animais. Já fomos no Ministério Publico, na prefeitura, já fui em todos os lugares”, disse.

Interessados em fazer doações ao abrigo, diretamente na unidade da entidade ou através de transferência bancária, pode entrar em contato com Mary através do número (82) 9929-0761.


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Mais de 4 mil répteis são resgatados em operação contra o tráfico

Uma união de autoridades globais contra o tráfico de répteis levou ao resgate de mais de 4 mil animais vivos e à prisão de 12 suspeitos. Os répteis foram encontrados em aeroportos, criadouros e pet shops da Europa, América do Norte e outras localidades. Os resgates foram feitos durante os meses de abril e maio.

FOTO: PEDRO PELOSO

A Operação Blizzard – uma brincadeira com a palavra lagarto em inglês, que é lizard – foi coordenada pela Interpol e pela Europol. Foram salvos cobras, tartarugas e outros répteis. Alguns dos animais resgatados estão ameaçados de extinção. As informações são do portal National Geographic Brasil.

Milhões de répteis têm sido traficados para a União Europeia e para os Estados Unidos para viver em cativeiro, sendo tratados, equivocadamente, como animais domésticos, ou para serem explorados e mortos pela indústria que fabrica artigos – como sapatos, cintos e bolsas – a partir da pele desses animais.

Os répteis sofrem com a falta de proteção. Apenas 8% das 10 mil espécies existentes integram a Convenção Internacional de Comércio de Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora Selvagens, que é um tratado que regula o comércio de animais selvagens através das fronteiras.

Relatórios de inteligência foram revisados na Operação Blizzard por forças de segurança de 22 países – incluindo a Nova Zelândia, a Itália, a Espanha, a África do Sul e os Estados Unidos. Essas autoridades também cruzaram informações com casos mais antigos, monitoraram redes sociais e fizeram inspeções em criadouros, segundo Sergio Tirro, gerente de projetos de crimes ambientais na Europol, que levantou inteligência para a operação. Com o compartilhamento de dados entre os países, foi possível identifica mais de 180 suspeitos.

FOTO: PEDRO PELOSO

“Essa operação claramente demonstra o valor da cooperação internacional”, disse Chris Shepherd, diretor executivo da Monitor, uma entidade localizada na Colúmbia Britânica, no Canadá, que trabalha em prol do combate ao tráfico de animais silvestres. “Também ilustra o tamanho desse comércio imenso e bem organizado”, completou.

De acordo com a Interpol, seis prisões foram feitas na Itália e outras seis na Espanha. Além delas, mais prisões e denúncias serão realizadas. Um dos casos descobertos pela investigação foi de um passageiro de uma companhia aérea que estava traficando 75 tartarugas vivas. Os animais estavam na bagagem do homem.

“Em geral, nosso alvo não é apenas um passageiro ou indivíduo – nosso foco são grupos de crime organizado por trás do tráfico”, diz Tirro. Segundo ele, muitas das pessoas identificadas não lideravam organizações. A esperança das autoridades é conseguir construir casos contra os grandes traficantes de animais.

Os trabalhos das forças policiais levaram ao resgate de mais de 20 crocodilos e jacarés, seis jiboias da areia do Quênia, encontradas em aviões de carga nos Estados Unidos, e 150 itens feitos de pele de répteis – bolsas, pulseiras de relógios, remédios e produtos taxidermizados. Apesar do foco da operação ser os répteis, foram encontrados também gaviões, cisnes, corujas, marfim de elefante e carne de animais silvestres caçados.

FOTO: PEDRO PELOSO

De acordo com Sheldon Jordan, líder da unidade de vida selvagem do ministério de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas do Canadá, nove répteis foram resgatados no Canadá enquanto eram traficados do estado americano de Washington para a Colúmbia Britânica. Três deles morreram no trajeto. Segundo Jordan, isso demonstra o quão fatal o tráfico pode ser.

Jordan explicou que a operação foi realizada em abril e maio porque o tráfico de répteis no Hemisfério Norte é realizado prioritariamente entre a primavera e o verão, época em que esses animais de sangue frio conseguem manter a temperatura alta o suficiente para sobreviver.

Para Shepherd, resgatar 4 mil répteis é significante, mas “há milhões de répteis sendo traficados todo ano”, e a demanda por esses animais aumenta cada vez mais. Segundo ele, combater redes organizadas que regem o tráfico e trabalhar em países nos quais esses animais são retirados da natureza é essencial.

FOTO: PEDRO PELOSO


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Músico e produtor Simon Cowell defende os animais e adota o veganismo

Foto: Getty Images

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O músico, produtor e juiz do programa American Idol, Simon Cowell, tem dado passos significantes em defesa dos animais.

Cowell que disse recentemente em um entrevista ao The Sun que estava se tornando vegano em comemoração ao seu aniversário de 60 anos (em outubro), conta que abandonou a carne, os laticínios, o trigo e açúcar e alega que sua nova dieta o tornou mais bonito – dizendo “Eu ganharia uma nota oito [numa escala de 10] e agora eu sou um 11!”.

O músico revela que graças a sua alimentação tem se sentido mais disposto e ainda perdeu 10 kg desde que mudou seus hábitos alimentares.

Mas não é só na alimentação que o produtor e executivo tem agido em prol dos animais, ano passado Cowell doou 49 mil dólares para a Humane Society International (HSI) para salvar 200 cães de uma fazenda de carne de cachorro sul-coreana.

A HSI disse que os cães estavam amontoados em gaiolas minúsculas e imundas. Alguns eram animais domésticos e ainda usavam coleiras.

Os cães financiados por Cowell chegaram a St. Catharines no início de outubro.

“Estamos orgulhosos por fazer parte da parceria com a Humane Society International e Simon Cowell, e temos o prazer de ajudar esses cães que certamente merecem casas amorosas”, disse o diretor executivo da ONG Kevin Strooband.

“A generosa doação de Simon significa muito para nós e dá um enorme impulso ao nosso apelo para fechar esta horrenda fazenda de carnes de cães”, disse a diretora-executiva da HSI UK, Claire Bass, em um comunicado.

“Mais de 200 cães estão definhando nas condições mais terríveis imagináveis, mas temos uma chance real de salvá-los.”

Uma vez que tenham sido apanhados na fazenda, os cães serão levados para o Canadá e adotados em novas casas. Ms Bass diz que é um pequeno passo no caminho para fechar toda a indústria.

“Com todas as fazendas de cães que fechamos e todos os criadores que ajudamos a mudar para um negócio mais lucrativo e humano, estamos mostrando ao governo sul-coreano que é possível acabar com esse comércio cruel”.

“Esses pobres cães tiveram as piores vidas até agora, então estamos desesperados para tirá-los daquelas terríveis gaiolas e mostrar-lhes amor, camas macias e braços amorosos pela primeira vez em suas vidas.”

De acordo com a HIS, os criadores sul-coreanos normalmente criam 2,5 milhões de cães por ano para comer. Mas a carne de cachorro diminuiu em popularidade nos últimos anos. A carne é mais frequentemente consumida durante os meses de verão em uma sopa chamada bosintang, que a crença popular acredita aumentar a resistência.

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Mãe leva sua filha de nove meses nas costas quando sai para caçar animais

Foto: MDW features/Rebekah Stephens

Foto: MDW features/Rebekah Stephens

Uma caçadora revelou que leva sua filha de nove meses em suas caçadas, e até veste a criança uma “roupa especial de caça” para as expedições onde diversos animais são mortos.

A mãe em tempo integral, Rebekah Stephens, 30 anos, de Ohio (EUA), tinha apenas sete anos quando acompanhou pela primeira vez o pai em uma de suas caçadas e passou a realizar a atividade frequentemente desde então.

Agora Rebeca, que caça com arco e flecha, contou como levou sua filha junto com ela durante as expedições, carregando-a nas costas, e até comprou uma roupa “fofa” para a menina usar nas viagens de caça.

Ela disse: “Espero que ela goste de caçar e pescar como eu; ela já adora o ar livre”.

Rebekah cresceu alimentando-se dos animais que seu pai caçava, e ela teve sua primeira caçada (matou por si mesma) em 1999, quando ela tinha 10 anos de idade.

Ao longo dos anos, ela tem caçado veados, perus, coelhos e seu maior “troféu” foi um cervo de cauda branca. Rebeca usa um arco e flecha para caçar.

Foto: MDW features/Rebekah Stephens

Foto: MDW features/Rebekah Stephens

Os animais que são mortos por ela são comidos ou são transformados em itens de decoração da casa ou roupas, já que Rebekah tenta aproveitar o máximo possível dos animais depois de suas caçadas.

Mas sua paixão pela caça não diminuiu, mesmo quando ela se tornou mãe em agosto de 2018 – sua filha agora tem nove meses – e seu nome é Isabella, e Rebekah tem caçado com ela desde que a criança nasceu.

Algumas pessoas desejaram-lhe coisas ruins em função de seu hobby, mas ela conta que aprendeu a ignorar os comentários.

Foto: MDW features/Rebekah Stephens

Foto: MDW features/Rebekah Stephens

Rebeca disse: “Eu fui criada em uma pequena cidade em Nova Jersey e meu pai me ensinou a caçar e pescar desde muito cedo”.

A caçadora diz que se sente grata ao pai por encorajá-la a caçar, dizendo: “Mesmo muito jovem eu já estava obcecada em caçar ao ar livre e levei isso ainda mais a sério que meus irmãos. Sou extremamente grata por ter um pai que achava que as meninas também poderiam caçar”.

“Quando criança, eu achava que a caça era apenas uma maneira de colocar comida na mesa; nós não comprávamos carne, sempre tínhamos carne de cervo para comer”.

Foto: MDW features/Rebekah Stephens

Foto: MDW features/Rebekah Stephens

Ela continuou com sua linha de pensamento distorcida: “Eu amo tudo sobre caçar, mas sempre adorei estar ao ar livre. É um momento de paz, vejo tantas coisas na mata que os outros nunca conseguem ver”.

“Eu também estou fornecendo comida para mim e para a família. Por fim, o dinheiro da minha licença de caça vai para o financiamento da conservação”, defende-se ela.

A mãe caçadora, conta que já matou vários animais, incluindo veados e coelhos, diz que ela matou mais recentemente um peru.

Foto: MDW features/Rebekah Stephens

Foto: MDW features/Rebekah Stephens

Ela explicou: “Você só pode caçar enquanto é dia, mas eu me levanto muito cedo, então estou na mata antes do amanhecer e os perus não me veem andando pela floresta”.

Rebekah fez questão de envolver sua filha no hobby e começou a levá-la para caçar desde muito cedo.

Eu recebo alguns comentários de ativistas anti-caça dizendo coisas como “como você tem coragem de submeter sua filha a um ritual de morte” e outras coisas como “como você pode ensinar a um bebê inocente coisas tão horríveis como caçar?”.

Foto: MDW features/Rebekah Stephens

Foto: MDW features/Rebekah Stephens

‘Eu tento não deixar isso me incomodar; pode ser difícil às vezes, mas estranhos online não me conhecem, então realmente não podem me julgar.

E Rebekah admitiu que tem grandes esperanças para sua filha Isabella, que segundo a mãe, já ama o ar livre e se comporta bem nas caçadas.

Ela disse: “Espero que ela goste de caçar e pescar como eu; ela já adora o ar livre. No entanto, se ela optar por não caçar e pescar, vou respeitar sua decisão”.

Foto: MDW features/Rebekah Stephens

Foto: MDW features/Rebekah Stephens

Enquanto muitos pais se esforçam para ensinar aos filhos valores como compaixão, ética e amor universal. Outros os introduzem em um mundo de sangue e morte.

Todas as vidas tem valor, a morte de animais indefesos é um violência e um crime contra esses seres sencientes e únicos.

Como um usuário das redes sociais deixou registrado em um comentário para Rebekah: “como você se sentiria se você e sua filha fossem as presas a serem caçadas, perseguidas e mortas?”.

Assim se sentem os animais.

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Dezenove gatos são abandonados presos em carrinho de supermercado

Uma câmera de segurança de uma pet shop flagrou o abandono de 19 gatos no bairro Rebouças, em Curitiba, no Paraná. O caso aconteceu no último domingo (2) e os animais foram deixados dentro de um carrinho de supermercado, presos por uma tela de arame. O carrinho foi colocado embaixo de uma cobertura da Casa do Produtor. Os proprietários da pet shop vão registrar o crime em uma delegacia da Polícia Civil.

Foto: Adriane de Melo/Reprodução

Usando um guarda-chuva para impedir que o rosto fosse filmado pela câmera, uma pessoa passa em frente ao estabelecimento comercial empurrando o carrinho. Após caminhar até metade da quadra, ela volta e abandona os gatos.

“A pessoa foi até a metade da quadra para ver se não tinha ninguém na loja ou no estacionamento ao lado”, conta o dono da pet shop, Adriani de Melo, em entrevista ao jornal Gazeta do Povo. “Quem deixou os gatinhos aqui sabia que tínhamos câmeras de segurança. Por isso usou um guarda-chuva para esconder o rosto”, completa.

Outros casos de abandono já ocorreram no local, porém, segundo Melo, nunca tantos animais foram abandonados de uma só vez. “A população sabe que nós oferecemos os cuidados necessários e deixam aqui na frente para cuidarmos e doarmos”, afirma.

Até a manhã de terça-feira (4), 14 gatos já tinham sido adotados. Os outros 5 aguardam adoção. De acordo com Melo, os animais não estão doentes, o que agilizou a adoção. “A única coisa que constatamos é que eles estão um pouco desnutridos. Mas todos os exames de doenças deram negativos”, explica. Ele lembra que os gatos precisam de vacinação e de boa alimentação para que se recuperem da desnutrição.

Interessados em adotar os gatos que ainda procuram um lar devem comparecer a Casa do Produtor, na Rua Engenheiro Rebouças, 1826, no bairro Rebouças.

Abandonar animais é crime previsto na Lei de Crimes Ambientais e tem como punição detenção de três meses a um ano, além de multa.


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Mais um estado americano proíbe a venda de cosméticos testados em animais

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

O estado de Nevada acaba de aprovar uma lei (SB 197) que proíbe a venda de cosméticos testados em animais.

O governador, Steve Sisolak, sancionou a lei de cosméticos livres de crueldade de Nevada 04 de junho. O projeto proíbe fabricantes de cosméticos de vender qualquer produto testado em animais após 1º de janeiro de 2020, quando a lei entrar em vigor.

Nevada é o segundo estado a proibir a venda de cosméticos testados em animais depois da Califórnia.

O projeto foi criado e apresentado pela senadora Melanie Schieble em fevereiro passado. “A compaixão exige a eliminação de testes em animais. Os cidadãos de Nevada pode se orgulhar de uma legislação que exige que as empresas de cosméticos eliminem os testes em animais para continuar fazendo negócios aqui ”, disse Schieble em um comunicado.

Enquanto os testes em animais já foram considerados a única opção para garantir a segurança do produto, o projeto de lei observa que os métodos modernos e livres de animais são mais rápidos, mais baratos e mais precisos.
Há mais de 50 anos de ingredientes existentes que já possuem dados de segurança validados e que as empresas podem usar na composição de produtos sem a necessidade de testes adicionais, poupando animais como ratos, cobaias, coelhos e, em casos raros, cães, de danos.

A legislação federal é próximo passo?

Monica Engebretson, diretora norte-americana de campanha da ONG Cruelty Free International, disse em um comunicado que a aprovação do projeto pode abrir caminho para a legislação federal, “já que a história mostrou que a atividade estatal leva a mudanças no nível federal”.

A ONG trabalhou para promover a Lei de Cosméticos mais Humanos (H.R.2790), que proibiria testes em animais para cosméticos, bem como a venda de produtos acabados testados em animais.

O projeto tem 186 co-patrocinadores e o apoio de mais de 150 empresas de cosméticos, incluindo a Unilever. No entanto, o projeto tem avançado lentamente desde que foi introduzido em junho de 2017.

No ano passado, a Lei de Cosméticos sem Crueldade da Califórnia foi sancionada pelo governador Jerry Brown. A lei, que também entra em vigor em janeiro de 2020, recebeu lapoio da Cruelty Free International. Uma legislação semelhante está pendente de aprovação no Havaí.

“Esta nova lei ajudará a informar um caminho para a legislação federal para que os EUA possam se juntar aos mais de 30 países que já se posicionaram contra os testes em animais para cosméticos”, continuou Engebretson.

O aumento da oposição aos testes com animais para cosméticos levou ao aumento das vendas dos produtos de beleza veganos. De acordo com dados da Mintel, a categoria de cosméticos veganos cresceu 175% entre julho de 2013 e junho de 2018.

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Dia Mundial do Meio Ambiente: aumento da devastação ambiental é alarmante

O Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho, foi criado em 1972 pela Assembleia Geral das Nações Unidas. Na data, ONGs lançam, todos os anos, manifestos e medidas para alertar sobre a necessidade de preservação do meio ambiente. No mesmo dia é celebrado também O Dia da Ecologia.

(Foto: iStock.com / eppicphotography)

A exploração irresponsável e gananciosa dos recursos naturais tem causado devastação em todo o mundo. No Brasil, o cenário está se tornando cada vez mais preocupante. Dados indicaram que os primeiros 15 dias de maio foram os piores no mês em uma década, com 19 hectares de floresta amazônica sendo destruídos por hora, em média. O número é o dobro do que foi registrado no mesmo período em 2018.

Além disso, um estudo feito pela ONG Conservação Ambiental concluiu que o Brasil e os Estados Unidos lideram uma tendência mundial de retrocessos ambientais. De acordo com o levantamento, 85 atos legislativos foram promulgados no Brasil, entre 1900 e 2017, atingindo uma área de 114.856 quilômetros quadrados de floresta – o equivalente a praticamente metade do estado de São Paulo. Desses, 60 afetaram a Amazônia, região que perdeu mais de 90 mil quilômetros quadrados de proteção devido a mudanças legislativas.

O Brasil, ainda de acordo com o estudo, é responsável por 87% dos retrocessos em áreas protegidas da Amazônia, em um levantamento que abrange outros oito países amazônicos.

Ministra do Meio Ambiente entre 2010 e 2016, a bióloga e ambientalista Izabella Teixeira explica que retrocessos ambientais podem ter diversas origens. “Precisaríamos identificar caso a caso para saber. Mas há natureza técnica, política e econômica. Do ponto de vista político, isso remete a uma situação de fragilidade e de não priorização da política ambiental. É muito comum que interesses econômicos sejam preponderantes a interesses da biodiversidade, mas isso é só um contexto: vejo como algo muito grave”, disse Teixeira, em entrevista à BBC News Brasil.

(Foto: AP Photo/NOAA Pacific Islands Fisheries Science Center)

Para o geógrafo Carlos Minc, que foi ministro do Meio Ambiente entre 2008 e 2010 e atualmente é deputado estadual, o cenário, que ele considera assustador, “reflete a força da bancada ruralista e a cumplicidade de vários governos estaduais”.

O jurista, historiador e diplomata Rubens Ricupero, ministro do Meio Ambiente entre 1993 e 1994, reforça que “o atual governo vem contribuindo para agravar o quadro pela posição pessoal e o exemplo altamente negativo do próprio presidente da República”.

“O sistemático desmantelamento do sistema já precário do Ibama e do ICMBio estimula maiores violações dos espaços ainda protegidos e desencoraja a ação dos fiscais. Isso sem mencionar os numerosos projetos em tramitação no Congresso, que terão certamente impacto igualmente destruidor”, disse Ricupero à BBC.

O desmatamento, no entanto, não é o único problema que tem afetado o meio ambiente no mundo. A poluição, especialmente aquela causada pelo plástico, tem devastado ecossistemas e tirado a vida de animais, principalmente os marinhos. No oceano Pacífico, entre a costa do estado norte-americano da Califórnia e o Havaí, 80 mil toneladas de plástico compõe um “ilha de lixo” de 1,6 milhão de quilômetros quadrados. As consequências dessa quantidade extrema de plásticos nos oceanos, caso ações para reverter esse cenário não sejam executadas, são graves: segundo um estudo feito pelo Fórum Econômico Mundial de Davos em parceria com a fundação da navegadora Ellen MacArthur e a consultoria McKinsey, os oceanos terão mais plástico do que peixes até 2050. A pesquisa concluiu que a proporção de toneladas de plástico por toneladas de peixes era de uma para cinco em 2014, será de uma para três em 2025 e vai ultrapassar uma para uma em 2050.

(Foto: Pixource/Pixabay)

A poluição do ar também é considerada alarmante e será tema, inclusive, da conferência internacional do Dia Mundial do Meio Ambiente, sediada pela China e promovida pela Organização das Nações Unidas no quadro da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima. O objetivo é incentivar governos, indústrias, comunidades e indivíduos a usar a energia renovável e as tecnologias verdes, bem como melhorar a qualidade do ar em todo o mundo, já que a poluição tem gerado cerca de 7 milhões de mortes humanas e afetado, também, os animais.

“A China será uma grande anfitriã global das comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente em 2019. O país demonstrou liderança no combate à poluição do ar internamente e, agora, pode ajudar a estimular outras partes do mundo a agirem. A poluição do ar é um desafio global e urgente que afeta a todos. A China irá, agora, liderar o impulso e estimular a ação global para salvar milhões de vidas”, declarou Joyce Msuya, diretora-executiva interina da ONU Meio Ambiente, ao portal Nações Unidas Brasil.


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