Santuário reúne crianças e animais vítimas de abusos para ajudar ambos a se curarem

Foto: safeinaustin.org

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O santuário Safe in Austin (Seguros em Austin, na tradução livre) foi criado por Jamie Griner depois que o texano notou o conforto que seu filho autista de 13 anos, tinha ao redor de animais domésticos, abraçando e trocando carinho com eles.

Griner decidiu adotar outros animais que tiveram um mau começo na vida, vítimas de abuso e maus-tratos e teve a ideia de permitir que crianças que sofreram da mesma forma, viessem encontrá-los na esperança de que eles se ligassem, se ajudassem e se encontrassem.

Foto: safeinaustin.org

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Seu palpite deu certo e foi um sucesso inquestionável, com o abrigo popular entre as crianças do estado todo abrigando agora 100 animais, incluindo filhotes, gatinhos, porcos, galinhas, bois e cabras.

O chefe do abrigo disse à KVUE: “Durante a semana, convidamos as crianças que também foram vítimas de algum tipo de abuso e negligência ou têm necessidades especiais para o santuário, para tocar e amar e se curar ao lado dos animais resgatados das mesmas condições de sofrimento”.

Ela acrescentou: “Não importa quando ou como, quando eles (as crianças) vêm aqui, sempre podem encontrar um animal que viveu algo semelhante ao que eles passaram, então a união acontece”.

Taylor Salazar tem três irmãos adotivos que foram abusados antes de term sido adotados, e já viu em primeira mão o conforto que os animais podem trazer aos seres humanos e vice versa.

Foto: safeinaustin.org

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Salazar, que agora é mãe, explicou: “Eu fui criada com três irmãos que foram adotados de um orfanato, então eles também lidaram com abuso, negligência e abandono, vê-los interagir com os animais é realmente muito especial e emocionante”.

Safe em Austin não é um zoológico, é um santuário, um refúgio para animais resgatados de situação de sofrimento e depende de voluntários, bem como doações para mantê-lo funcionando.

Foto: safeinaustin.org

Foto: safeinaustin.org

“Todas as crianças são bem-vindas. Os amigos dos colégios Brooklyn Mackenzie e Reagan Mount, mesmo as que tiveram ambas as infâncias felizes, adoraram conhecer nossos moradores peludos”, disse Griner.

Reagan concluiu: “Isso me faz sentir bem porque é como uma forma de se curar do abuso e dos maus-tratos e fazê-los se sentirem felizes”.

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Carreta tomba e mata 20 bois em rodovia em Minas Gerais

Um caminhão que levava 60 bois tombou na madrugada deste sábado (1º) na BR-365, no trecho próximo a cidade de Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Segundo o Corpo de Bombeiros, cerca de 20 bois morreram no acidente.

Divulgação/CBMG

O motorista do veículo não precisou de atendimento. De acordo com testemunhas, ele sofreu apenas escoriações.

Para retirar os animais do local foi usado um guincho. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) deu apoio à ação de resgate.

A carreta seguia da cidade de Montes Claros, no Norte do Estado, para a cidade de Fronteira, na região do Triângulo Mineiro, já na divisa com São Paulo. A carga levada pelo veículo era de bois nelores, raça explorada para consumo humano. Cada animal pode alcançar o peso de até 1,2 tonelada.

Fonte: BHAZ


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Matança de animais: mais de 20 cães amanheceram envenenados em Urucânia (MG)

A Associação Urucanense de Proteção Animal denunciou o envenenamento de mais de 20 cães na quinta (29), em Urucânia, na Zona da Mata de Minas Gerais. Oito deles não resistiram e morreram. A matança deixou ativistas e moradores assustados. Não é a primeira vez que cães são mortos na cidade. Episódios de envenenamento já aconteceram outras vezes, de acordo com os ativistas. Todos os animais vivem nas ruas e não têm tutores. Eles foram encontrados, numa mesma região da cidade, nas calçadas com sinais de envenenamento.

(foto: Associação Urucanense/Divulgação)

A advogada Val Consolação, da organização não-governamental Vida Animal Livre de Belo Horizonte, esteve em Urucânia para tratar do assunto com o prefeito, secretário de saúde, Polícia Militar e Câmara Municipal. “Este é um crime covarde, um dos piores. É muito difícil encontrar o criminoso. Há suspeitas, mas ainda não conseguimos identificar quem foi. Vamos continuar investigando”, informou a advogada.

Os ativistas pedem que se alguém tiver pistas sobre quem cometeu o crime entrar em contato. O artigo 32 da lei federal 9.605, de 2018, determina pena de detenção, de três meses a um ano, e multa para quem pratica ato de abuso, maus-tratos, fere ou mutila animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. A lei estadual 22.231, de 2016, prevê multa de até R$ 3 mil para quem comete maus-tratos aos animais.

Os ativistas acreditam que os animais ingeriram chumbinho, veneno de elevada toxidade. “São pessoas maldosas que não suportam ver os animais nas ruas. Eles colocam chumbinho na carne para atrair e envenenar os cães”, diz Val.

Os animais salvos foram levados para veterinário em Ponte Nova e, depois, seguiram para um lar temporário para que possam se recuperar. “Se alguém souber quem fez isso, seria bom entrar em contato com a gente. A polícia também está investigando”, diz. Os animais esperam por adoção.

Fonte: Estado de Minas

Protetoras de animais fazem do resgate de cães e gatos uma missão ‘materna’

O amor materno vai além daquele de quem gerou uma vida humana. As protetoras de animais têm esse mesmo sentimento na luta diária para resgatar cães e gatos abandonados e maltratados. “Não somos apenas mães temporárias dos animais que vêm e vão. Somos eternas mães, e eles, nossos eternos filhos”, afirma Regina Cheida Vieites, vice-presidente da ONG de proteção aos animais Mapan.

A ONG Mapan não tem sede, e todos os animais vivem nas casas de protetoras, como Regina Cheida — Foto: Arquivo pessoal/Regina Cheida

Regina considera essa uma luta consciente, mas admite que os resultados nem sempre são positivos, e que a insegurança quanto ao processo é grande. “Muitas vezes, passamos por apertos e dificuldades para que as necessidades dos animais sejam supridas”, afirma.

Muitas protetoras de animais, segundo ela, fazem sacrifícios para que as necessidades de seus filhos sejam supridas. Regina menciona o caso de uma das protetoras da ONG, que está com 18 cachorros em casa. Vários deles são idosos e impossibilitados de andar.

Há pouco tempo, um dos animais precisou passar por uma cirurgia cara. A protetora recorreu às arrecadações da ONG, mas o total não foi suficiente para cobrir os gastos. Ela passou, então, a comer em restaurantes de 1 real para conseguir economizar e juntar o dinheiro necessário.

Para Regina Cheida, esse tipo de empenho dá resultado. Ela mostra como exemplo o caso de um cachorro que chegou com ferimentos de objetos cortantes, porque o tutor queria se livrar dele. Foram realizadas várias cirurgias, mas o animal foi adotado, e hoje se encontra saudável, e com uma nova família.

Além de ser desumano, abandonar e submeter animais a maus-tratos é crime. O Artigo 32 da Lei 9.605/98 determina detenção de três meses a um ano e multa a quem praticar abuso, ferir ou mutilar animais, ou realizar experiência dolorosa, ou cruel, em animal vivo. Além disso, a punição é aumentada de um sexto a um terço, caso o animal morra.

Patrícia França diz que ter pets ajuda no combate à depressão: “Passei a me sentir feliz” — Foto: Arquivo pessoa/Társila Maciel

A jornalista e protetora Társila David Maciel considera a adoção uma das maiores provas de amor. “Adotar é se tornar responsável por uma vida. É preciso cuidar. Minha família é muito mais completa com eles”.

Társila acredita que resgatar animas é uma “ótima política de redução de danos”. Ela argumenta que, quando as ONGs tiram cães e gatos da rua, contribuem para evitar que eles gerem filhotes que também ficarão abandonados.

A jornalista já adotou dez animais, cada um com uma história diferente. Alguns passaram por problemas de saúde que fizeram com que fosse preciso investir dinheiro em tratamentos de alto custo. “Mas, isso não importa”, comenta. Afinal, para ela, são seus filhos.

Ter animais em casa ajuda a combater a depressão e o estresse, de acordo com estudos realizados pela Universidade Estadual de Nova York, nos Estados Unidos. A administradora hospitalar Patricia França está entre os que concordam com essa avaliação. “Adotei meus filhotes quando estava passando por um momento um pouco triste e, desde então, passei a me sentir melhor e mais feliz”.

Patrícia diz que é frequente deixar de comprar coisas para ela mesma, e gastar com seus animais. “Tiro de mim para dar para os meus filhos. Se isso não é ser mãe, eu, realmente, não sei o que é”, afirma.

“Questão financeira”

Regina Cheida diz que é comum pessoas pegarem animais nas ruas e levarem até as casas das protetoras, com a ideia de que elas sempre podem pegar mais um para cuidar. “O pensamento é sempre o mesmo. Elas dizem ‘esse vai ser o último, não vou pegar mais nenhum’, mas o ciclo sempre se repete”.

Uma das protetoras, conta Regina, mora numa comunidade de baixa renda com vários cães e gatos. Frequentemente, diversos outros animais são deixados para ela cuidar. Na maioria das vezes, eles chegam em condições precárias, doentes e precisando de remédios, que costumam ser caros. Tudo isso envolve dinheiro, e faz com que seja necessário arcar com as despesas do próprio bolso.

A questão financeira é um grande problema, tendo em vista que todos os animais precisam se alimentar, receber medicações e, algumas vezes, passar por cirurgias. A Mapan realiza feiras de adoção de 15 em 15 dias. Nelas, é solicitado aos adotantes que façam donativos, mas nem todos compreendem que o dinheiro se destina a pagar pelos cuidados com os animais.

As doações não são poucas, admite Regina, mas estão longe de ser suficientes. As protetoras acabam ajudando da maneira que podem. Veterinários também ajudam, dando desconto em consultas, procedimentos e cirurgias. Uma cirurgia que custaria R$ 1.500, por exemplo, pode sair por R$ 800 com esse suporte. É quase metade do valor, mas ainda elevado e o dinheiro disponível, quase sempre insuficiente para manter um nível alto de qualidade nos cuidados.

A jornalista Társila Maciel considera necessários os gastos, mesmo que sejam altos, com os animais — Foto: Arquivo pessoal/Patrícia França

Para que a Mapan pudesse se manter da melhor maneira, Regina estima que seria preciso entrar R$ 10 mil na conta todos os meses, mas a ONG obtém só metade desse valor. “O restante sai do nosso bolso. Não conseguimos deixar de nos comover e não pegar os animais, por isso acabamos passando por apuros”.

Ser protetor de animais não é fácil, diz Regina Cheida, mas a sensação após o resgate compensa. “É quando podemos olhar nos olhos dos animais e dizer que a luta deles acabou. É extremamente gratificante”, avalia. Apesar de a gratidão ser grande, os problemas para as protetoras de animais surgem na mesma proporção. É comum elas terem, por exemplo, de lidar com a rejeição dos adotantes após algum tempo.

“Amor não se compra”

A estudante de Administração Victória Oliveira possui quatro cachorros. Um deles foi adotado e os outros três, resgatados. Ela acredita que deveria haver a conscientização de que, por trás de um filhote que custa R$ 3 mil, existe uma mãe que gera crias durante todo o ano, e muitas vezes em condições precárias. “É um mercado terrível que poderia ter fim se a população parasse de comprar uma vida. Sem demanda, nenhum comércio de mantém”, desabafa.

Victória conta que teve uma história diferente com cada um de seus cães. Uma delas foi marcante. A estudante trabalhava numa loja de shopping, quando saiu para o almoço e viu um homem em situação de rua com diversos cães. Ela gostou muito deles, mas seguiu seu caminho. Na volta, ao entrar na loja, notou um cachorro pelos corredores do shopping. Era justamente um dos que havia visto pouco antes, e acabou entrando na loja. Daí em diante, não se separaram mais.

“Costumo dizer que não fui eu quem escolhi, ele que me escolheu”, diz Victória. Por isso, ela acredita que “amor não se compra”. Mãe de verdade, argumenta, é quem cria. Assim, se considera mãe de seus animais. “Não consigo entender o que leva alguém a comprar, enquanto há tantos que custam exatamente zero real, mas valem milhões”.

Fonte: G1

Reservas naturais vão receber cerca de 3 mil animais selvagens em Moçambique

A Administração Nacional das Áreas de Conservação de Moçambique (ANAC) anunciou este sábado que cerca de três mil animais selvagens vão chegar este ano aos parques e reservas nacionais provenientes dos países vizinhos.

“Temos em perspetiva a reintrodução de cerca de três mil animais provenientes do exterior, dos países vizinhos, ainda este ano”, declarou Mateus Muthemba, diretor-geral da ANAC, em conferência de imprensa alusiva ao oitavo aniversário da Anac.

KELLY BARNES/EPA

Internamente, prosseguiu, serão deslocados cerca de dois mil animais de alguns parques e reservas para outros, no quadro da política de repovoamento dos espaços da vida selvagem, com défice de população animal.

Mateus Muthemba considerou “difícil” indicar em concreto quantos animais existem nos parques e reservas moçambicanas, dado que essa informação carece de um censo geral da população animal.

Assinalou que a introdução de novos animais nos parques e reservas moçambicanas enquadra-se no programa de reposição de efetivos destruídos pela guerra civil que terminou em 1992 e pela caça.

“Desde 2015 até ao momento foi feito um investimento considerável na área da conversação, foram reintroduzidos cerca de seis mil animais de diferentes espécies”, frisou Muthemba.

Elefantes, búfalos, leões, pivas, zebras e impalas incluem-se entre os animais reintroduzidos nos parques e reservas nacionais, acrescentou.

O administrador da ANAC destacou que a instituição intensificou a luta contra a caça e como resultado não há registro de nenhum elefante morto na reserva do Niassa, o maior habitat da espécie em Moçambique neste momento.

“Potenciamos a proteção dos animais intensificando a fiscalização, através do aumento de fiscais e recorrendo a tecnologias de vigilância mais sofisticadas, o que contribuiu para a redução da caça”, sublinhou Mateus Muthemba.

A dinâmica introduzida pela ANAC permitiu igualmente o apetrechamento das áreas de conservação em termos de infraestruturas, aumentando o potencial turístico dessas zonas.

“Os nossos parques e reservas estão mais apetecíveis, mais atrativos para o turismo”, frisou Mateus Muthemba.

Para reforçar a consciência cívica sobre a importância da conservação da vida selvagem, a ANAC promoveu este sábado uma excursão para cerca de 200 crianças de duas escolas à Reserva Especial de Maputo (REM), onde foram avistar diversos tipos de animais.

“Todo o entusiasta da conservação teve uma experiência com a vida selvagem ainda em criança, de pequenino se torce o pepino”, disse o administrador da ANAC.

Fonte: Observador


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Justiça proíbe realização de prova de laço com animais em evento em Cuiabá (MT)

A Justiça de Mato Grosso proibiu a realização de provas de laço com animais em um evento que acontece até o próximo domingo (2) em Cuiabá. A decisão atende a um pedido formulado pelo Ministério Público Estadual (MPE).

Foto: Rogério Aderbal

Em caso, de descumprimento, os organizadores devem pagar multa de R$ 5 mil por dia.

Como argumento para pedir a proibição, o MPE apontou os maus-tratos aos animais que participam das provas.

A constatação baseia-se em estudos científicos e técnicos realizados em todo o país. As provas em laço envolvem diversas modalidades, onde o objetivo é imobilizar o animal por meio do laço.

A Polícia Ambiental acompanha o caso para garantir que a decisão judicial seja respeitada.

Fonte: G1

Caminhão carregado com bois tomba na BR-365 em Uberlândia (MG)

Um caminhão que transportava cerca de 60 bois da raça nelore tombou na madrugada deste sábado (1º), por volta das 4h30, no km 585 da BR-365, próximo à Usina de Miranda, em Uberlândia (MG). O motorista estava sozinho e não ficou ferido. Ao menos 20 animais morreram.

Foto: Michele Ferreira/MG1

O caminhão saiu de Montes Claros em direção ao município de Fronteira, que fica na divisa com São Paulo. A carreta ficou atravessada na pista. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a pista teve que ser interditada nos dois sentidos.

O motorista do caminhão disse à Tenente Grazielle Ferreira, do Corpo de Bombeiros, que saiu da pista para tentar desviar de outra carreta e acabou tombando o veículo.

Fonte: G1


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Atitudes de tutores pioram a ansiedade de separação em cães

A forma como os animais  são tratados mudou muito nos últimos anos – hoje eles são vistos como verdadeiros membros da família, usam roupinhas, ganham muitos mimos e alguns até andam de carrinho na rua, como se fossem bebês. Não há problema nenhum em dar carinho para o animal, mas esse tratamento excessivo pode causar problemas comportamentais como a ansiedade de separação.

Casos de cachorros que latem alto, choram muito, uivam e destroem vários objetos quando estão sozinhos em casa são muito comuns. O que poucos tutores se atentam é que esses são os principais sintomas da ansiedade de separação, ou seja, esses problemas podem ser corrigidos pela mudança no tratamento que o animal recebe no dia a dia.

Foto: shutterstock

“A ansiedade é causada por tutores que superprotegem, que excedem o carinho. O cachorro acaba se acostumando com isso e não quer ficar sozinho de jeito nenhum”, explica Cleber Santos, especialista em comportamento animal e proprietário da ComportPet. “Na maioria dos casos, o animal é tão mimado que está sempre no colo ou dentro do carrinho e não gasta energia, não é estimulado. A mente vazia também contribui para esse problema”, acrescenta.

Dessa forma, o tutor que sofre reclamações dos vizinhos ou sempre encontra uma bagunça diferente quando chega em casa precisa repensar a forma como o cão está sendo tratado. De acordo com Cleber Santos, alguns dos principais erros cometidos são:

Momento em que o cão é adotado

Ter um novo animal requer planejamento, já que o cão  necessita de cuidados e atenção. O problema é que o momento escolhido para levar o novo animal para casa pode não ser o ideal.

“O período de adaptação do cachorro ser durante as férias do tutor é um grande erro. O tutor fica 30 dias com o animal, que aprende que é normal ter gente em casa o dia inteiro, mas aí a rotina volta ao normal, o tutor volta a trabalhar e o animal fica sozinho durante um período do dia. Essa mudança é muito brusca e o animal pode acabar desenvolvendo ansiedade por separação”, explica Cleber.

Assim, o novo cachorro deve ser inserido diretamente na rotina normal da casa, para se acostumar desde o início.

“Fazer festa” quando chega em casa

Cleber conta que “é muito comum as pessoas chegarem em casa e encherem o cachorro de carinho e atenção enquanto ele está agitado e latindo. Isso prejudica e piora a ansiedade porque é uma recompensa para o cão, por um comportamento que não é saudável ele ter”.

O ideal é esperar o cachorro se acalmar, para só então fazer carinho e dar atenção.

Se despedir do cachorro quando vai sair de casa

Outro comportamento dos tutores que influencia para os problemas comportamentais do animal é se despedir quando sai de casa . “Falar ‘eu vou trabalhar e já volto, me espera’ deixa o cachorro ansioso”, conta Cleber.

Isso acontece porque o ato de falar com o animal faz com que ele crie uma expectativa de sair para passear ou ganhar um petisco, por exemplo. Mas o que realmente acontece é que o tutor sai e deixa o cão sozinho, assim o cão precisa encontrar alguma forma de gastar a energia que foi criada.

O especialista em comportamento animal indica o uso de brinquedos educativos nesse momento. “Pouco antes de sair coloque a ração do cão em um Kong e não se despeça. O animal estará entretido com a brincadeira e só perceberá a ausência do tutor após 10, 15 minutos. Isso impede que ele sofra com o momento da saída.”

Não impor regras ao animal

Um comportamento comum dos donos que mimam muito o animal é a falta de imposição de regras. Muitos acham lindo tudo que o cão faz e não colocam um limite para nada. Porém, exercitar o raciocínio do cão é muito importante porque a ansiedade também “é causada por uma mente vazia”. Assim, “quanto mais atividade mental, menor é a chance de o cachorro desenvolver o problema”.

Como resolver o problema?

Os tutores devem se preocupar em suprir necessidades, como a convivência com outros animais e o gasto de energia com atividades físicas e mentais. Isso vai ajudar na redução da ansiedade do animal.

Para aqueles que não têm muito tempo, duas opções disponíveis no mercado podem ajudar. A primeira delas é o serviço de dog walker, uma pessoa que vai passear com o cachorro todos os dias. “Além de garantir o gasto de energia, o cão vai se acostumar a conviver com outras pessoas que não o tutor e a passear ao lado de outros animais. O ideal são dois ou três passeios por dia com uma média de 30 minutos para cachorros de pequeno porte e uma hora para os de grande por passeio”, afirma Cleber.

A segunda opção disponível para melhorar a ansiedade de separação é a creche, onde o animal pode passar o período do dia que ficaria sozinho em casa. “O ambiente é mais descontraído e permite a convivência com outras pessoas e animais, o que ensina ao cão a saber dividir um brinquedo, por exemplo. O indicado são duas vezes por semana para cães de pequeno porte e de três a quatro vezes para os de grande porte.”

Fonte: Canal do Pet


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Startup arrecada 16 milhões de dólares para desenvolver comida de cachorro livre de animais

Foto: VegNews/Reprodução

Foto: VegNews/Reprodução

A startup de biotecnologia Wild Earth, com sede na Califórnia, arrecadou 16 milhões de dólares em financiamento para desenvolver alimentos para cães livres de crueldade animal, feitos a partir de fungos ecologicamente corretos e renováveis – uma proteína completa contendo todos os 10 aminoácidos essenciais.

A rodada de investimentos incluiu um investimento no valor de 11 milhões de dólares da VegInvest, uma empresa de capital de risco que apoia empresas que estão em estágio inicial e que se esforçam para substituir o uso de animais no sistema alimentar e em outras indústrias.

Os investimentos atuais da VegInvest também incluem empresas veganas como a JUST e a Veggie Grill. “A Wild Earth e a VegInvest compartilham uma base de valores e apostas em inovação nesse esforço conjunto para alcançar um sistema alimentar que funcione melhor para as pessoas, para o planeta e para os animais”, disse o CEO da Wild Earth, Ryan Bethencourt.

“A experiência deles em ajudar as empresas que representam o “futuro alimentar” a chegar ao mercado vai aumentar nossa linha de tempo para a disponibilidade comercial de nossa ração com proteína fúngica”.

Semelhante às empresas de alimentos inovadores criando carne cultivada em laboratório para consumo humano, a Wild Earth está desenvolvendo alimentos ricos em proteínas. para animais domésticos que sejam mais saudáveis, melhores para o ambiente e mais humanos do que os produtos convencionais.

Ano passado, a startup recebeu 450 mil dólares em financiamento do empresário bilionário Peter Thiel – co-fundador da PayPal e um dos primeiros investidores do Facebook – valor que foi usado para expandir a distribuição de seus atuais produtos.

A Wild Earth espera e trabalha para que sua nova fórmula de ração seca para cães seca esteja disponível ainda este ano.

Homem segue cachorra que carregava tigela de comida e tem uma surpresa

Foto: Yusuf Kılıçsarı

Foto: Yusuf Kılıçsarı

Muitas vezes, as visões que guardamos de cães em situação de rua são apenas olhares rápidos e fugazes – retratos mentais instantâneos tristes da dificuldade, da luta e da miséria da vida nas ruas. As pessoas evitam olhar para a situação desses animais, dessa forma evitam confrontar sua própria responsabilidade na questão.

Mantendo o olhar por um pouco mais de tempo, porém, o protetor de animais Yusuf Kılıçsarı encontrou o amor em um ato canino. Amor puro e simples.

No final do mês passado, Kılıçsarı, que mora na Turquia, postou um vídeo de um encontro que ele teve com um desses cães abandonados andando pela rua. Quando Kılıçsarı se aproximou do animal em seu carro, pôde-se ver que era uma cachorrinha e ela estava carregando uma tigela cheia de comida na boca.

Esta cachorra estava claramente em uma missão pois caminhava determinada e parecia saber onde ia, e Kılıçsarı então decidiu segui-la.

Nos próximos minutos, o vídeo mostra Kılıçsarı sendo conduzido por ruas, passando por uma zona de construção e por um ferro-velho – onde o objetivo adorável de sua missão foi revelado.

Aqui está esse clipe na sua totalidade:

Sob os cuidados da cachorra em situação de rua estavam quatro filhotes – todos parecendo saudáveis e gordinhos, sem dúvida graças a ações como a que Kılıçsarı tinha acabado de testemunhar.

Kılıçsarı assistiu com admiração quando a mãe se deitou de lado, inevitavelmente exausta depois de sua longa excursão pela cidade. Ela fez muito esforço para que seus filhotes famintos se alimentassem, mas o tempo todo manteve um olho protetor e cauteloso em Kılıçsarı. Ele não queria machucá-los; ele estava simplesmente registrando o episódio em vídeo como um testemunho de até onde uma mãe vai pelo amor de seus filhotes.

O protetor de animais compartilhou seu vídeo imediatamente e tocou o coração das pessoas. “Ela andou de tão longe que não posso acreditar, carregou a tigela e não comeu sozinha, eu só espero que TODOS tenham sido salvos”, escreveu uma pessoa e um comentário, claramente comovida.

“Isso é a maternidade”, escreveu Kılıçsarı em seu post.

O Dodo não conseguiu chegar a Kılıçsarı para comentar ou descobrir o que aconteceu em seguida.

É possível, talvez, que Kılıçsarı tenha entregado a tigela à própria cachorra, a fim de encontrar e obter ajuda para ela e sua família. Vamos atualizar esta postagem assim que soubermos mais.

Foto: Yusuf Kılıçsarı

Foto: Yusuf Kılıçsarı

Essa cena, no entanto, é esperançosa – um verdadeiro testemunho do amor de uma mãe, mesmo nas mais sombrias circunstâncias.

Flagrantes como este só evidenciam de forma mais clara a capacidade dos animais de amar, sofrer, sentir e compreender o mundo ao seu redor. Essa capacidade foi comprovada cientificamente e atestada sob o nome de senciência animal em 2012 pela Declaração de Cambridge.

Animais merecem ter seus direitos respeitados e toda omissão com relação ao seu sofrimento, seja pelo abandono, maus-tratos, crueldade ou morte, é uma marca indelével carregada pela humanidade.