Projeto prevê proteção aos animais em caso de desastre ambiental

O Projeto de Lei (PL) 2.950/2019, que prevê proteção aos animais em caso de desastre ambiental, está tramitando na Comissão de Meio Ambiente do Senado. A proposta altera Lei 9.605, de 1998, que dispõe sobre crimes ambientais, e a Política Nacional de Segurança de Barragens (Lei 12.334, de 2010).

Vaca atolada na lama após rompimento de barragem em Brumadinho (Foto: Mauro Pimentel/AFP)animal

De autoria do senador Wellington Fagundes (PL-MT), o projeto obriga donos de empreendimentos ou de atividades que possam causar degradação ambiental a adotar medidas preventivas, além de realizar treinamento de funcionários para busca, salvamento e cuidados imediatados a animais afetados pelo desastre ambiental. As informações são da Agência Senado.

O texto determina também que seja elaborado e divulgado internamente um material informativo sobre o tema, que seja feito um plano de ação de emergência e restrição a áreas que ofereçam risco.

A proposta prevê, como medida reparadora, fornecimento de máquinas, veículos e equipamentos para busca e salvamento de animais, disponibilização de água, alimentos, medicamentos e atendimento veterinário, além da construção ou locação de abrigos para manter os animais e tratar animis silvestres e domésticos.

Fagundes afirma que a comoção pelas perdas humanas nos crimes ambientais da Samarco, em Mariana (MG), em 2015, e da Vale, em Brumadinho (MG), em 2019, torna-se ainda maior quando a destruição do meio ambiente e a morte dos animais são levadas em consideração. Ele lembrou que o rompimento das barragens afetou muitos animais, que ficaram soterrados.

“Em meio à ruína nos meios urbano e rural, foram vistos cães e gatos cobertos de lama, animais silvestres perdidos e galinhas, bois e vacas, atolados na luta pela vida. Eles também são uma realidade jurídica e, como tal, são passíveis de melhorias no seu nível de proteção e de direitos reconhecidos”, explicou o senador, na justificativa da proposta. Fagundes lembrou ainda que, mesmo após os dois crimes ambientais ocorridos recentemente no país, não foi criada legislação que proteja os animais nessas circunstâncias.

Segundo o projeto, o descumprimento das medidas configura crime, sem prejuízo das demais sanções possíveis de serem aplicadas.

Após ser analisada pela Comissão de Meio Ambiente, o projeto será analisado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), em decisão terminativa.

Campanha do agasalho para animais é lançada em Campinas (SP)

Uma pet shop vai lançar, nesta quinta-feira (30), uma campanha do agasalho para animais em Campinas (SP). Os itens arrecadados serão entregues para três ONGs de proteção animal da cidade.

Com a chegada do frio, casos de animais que morrem de hipotermia são cada vez mais comuns. Nas ruas de Campinas, estima-se que pelo menos 15 mil deles estejam em situação de abandono, sofrendo com o descaso humano. No país, são cerca de 30 milhões. As informações são do jornal Americanense.

Foto: Pixabay

O objetivo da campanha é arrecadar cobertores, roupinhas e caminhas em bom estado de conservação. As entidades que receberão as doações são: Abrigo Adorável Vira-Lata, Proteção e Amor; Amor de Bicho Não Tem Preço e Gatos da Lagoa Taquaral.

Fundado pela protetora independente Marynes Silva, o Abrigo Adorável Vira-lata resgata animais do abandono e dos maus-tratos. Marynes, que milita pela causa animal há 16 anos, já salvou pelo menos 800 animais.

“O frio é o igual pra todos, humanos e animais. E se pudermos amenizar isso, porque não o fazer? Ser solidário muda o mundo”, afirma Marynes.

Com 15 anos de existência, a ONG Amor de Bicho Não Tem Preço foi fundada e é presidida pela protetora Claudia Carli. Atualmente, o abrigo mantém 65 gatos e 170 cachorros

No caso da entidade Gatos da Lagoa Taquaral, voluntários fornecem água e alimento para mais de 300 gatos que foram abandonados no Parque Portugal e permanecem vivendo no local.

Intitulada “Aquecendo com Carinho e Cobertor”, a campanha é uma iniciativa da Plus Pet. “Esta será a primeira de muitas campanhas que lançaremos ao longo do ano para auxiliar essas entidades, e outras que surjam. Afinal, não é apenas no inverno que os cães e gatos precisam da ajuda”, afirma Thiago Crepaldi, da Plus Pet.

Para fazer doações, basta levar os itens na pet shop, localizada na Rua Manuel da Ressurreição, 1.367 – no Guanabara. O horário de funcionamento, de segunda a sábado, é das 8h30 às 21h. A campanha será realizada até o dia 30 de junho.

Cinco projetos visam favorecer a caça no Brasil

Por David Arioch

Estamos diante de uma realidade política que favorece a aprovação de projetos que beneficiam os caçadores no Brasil (Foto: Shutterstock)

Nos últimos dez anos, vários parlamentares vêm se empenhando em favorecer a caça no Brasil. Que tal saber quais são esses projetos e quem são seus autores?

O primeiro, Projeto de Lei (PL) 7136/2010, é de autoria do ex-deputado federal e atual chefe-ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que visa transferir aos municípios o poder de autorizar a caça de animais. Vale lembrar que essa prerrogativa é do governo federal, de acordo com a Lei de Proteção à Fauna (5.197/67).

O segundo, Projeto de Lei Complementar (PLP) 436/2014, de autoria do deputado Rogério Peninha Mendonça (MDB-SC), prevê alteração da Lei nº 6.939, de 31 de agosto de 1981, para tornar a caça e o “manejo de fauna” ações administrativas dos governos estaduais.

O terceiro, Projeto de Lei (PL) 986/2015, também de autoria do deputado Rogério Peninha, cria o Estatuto do Colecionismo, Tiro Desportivo e Caça, estabelecendo normas que regulam e protegem colecionadores, atiradores e caçadores no que diz respeito à aquisição, propriedade, posse, trânsito e uso de armas de fogo.

O quarto, Projeto de Lei (PL) 6268/2016, de autoria do ex-deputado federal Valdir Colatto (MDB-SC), e atual chefe do Serviço Florestal Brasileiro, é provavelmente o mais conhecido, e prevê a liberação da caça em todo o país e ainda altera o Código de Caça brasileiro, editado em 1967.

O quinto, Projeto de Lei (PL) 1019/2019, cria o Estatuto dos CACs que, segundo o próprio autor, o deputado Alexandre Leite (DEM-SP), que este ano desarquivou o projeto de Valdir Colatto, de liberação da caça, tem a finalidade de regular o exercício das atividades de colecionamento, tiro desportivo e caça, “a fim de apaziguar as diferentes interpretações legais sobre o assunto e prevenir que caçadores, atiradores e colecionadores sejam presos indevidamente”.

Considerando o atual cenário e o Decreto nº 9.785, publicado este mês no Diário Oficial da União, mudando as regras sobre uso de armas por colecionadores, atiradores e caçadores, não é difícil concluir que estamos diante de uma realidade política que favorece a aprovação dos projetos citados, inclusive daqueles que já foram arquivados, mas tendenciosamente desarquivados.

Lei que proíbe mutilar animais para fins estéticos é sancionada em Itapevi (SP)

Uma lei que proíbe que animais domésticos e silvestres sejam mutilados para fins estéticos foi sancionada pelo prefeito de Itapevi (SP), Igor Soares. Com a nova legislação, fica proibido procedimentos como corte da orelha, da cauda, retirada das cordas vocais, de unhas e dentes por razões estéticas.

Foto: Pixabay

Esses métodos só poderão ser feitos para fins terapêuticos ou de recuperação de animais, em caso que o quadro de saúde leve à necessidade da realização dos procedimentos. As informações são do portal Webdiário.

O autor da medida, o vereador Professor Rafael (Podemos), afirmou que se baseou na resolução nº 48 do Meio Ambiente de São Paulo para elaborar o projeto. A resolução considera infrações contra a fauna matar, perseguir, caçar, apanhar, coletar ou utilizar espécimes silvestres, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida.

A lei estabelece como punição para quem desobedecer à nova norma uma multa de R$ 3 mil, que deve ser aplicada por funcionários da Secretaria de Meio Ambiente e Defesa Animal.

“Diante das dores e sofrimentos dos animais em práticas estéticas ou arbitrárias sem uso de curativos e na ausência de normas para sua proteção, compreendi que seria de muita importância que tivéssemos em nosso município uma legislação que contemplasse este problema”, disse Rafael.

O parlamentar lembrou que o objetivo principal da legislação é proteger os animais, resguardando a integridade física e psicológica deles com a proibição do uso de motivos torpes como justificativa para procedimentos de mutilação.

A prática de alguns desses procedimentos para fins estéticos, como o corte da cauda e da orelha de animais, ainda é bastante comum.

Especialistas lembram que procedimentos cirúrgicos devem ser feitos apenas quando há necessidade, como é o caso da castração, que reduz o abandono ao diminuir o número de ninhadas, e protege a saúde dos animais castrados, diminuindo a possibilidade de desenvolverem doenças como o câncer, que, no caso dos cachorros, é a principal causa de mortalidade.

‘As pessoas não pensam que animais de fazenda têm sentimentos’, diz fundadora de santuário

Animais que vivem em fazendas, como bois, cabras, porcos e galinhas, são seres sencientes. Isso é, têm emoções e sentimentos. O que eles sentem vai além da dor física. São capazes, também, de sentir amor, afeto, medo, tristeza, de sofrer e de amar. E para protegê-los e conscientizar a sociedade sobre a senciência deles, Patrícia Fittipaldi fundou, há 11 anos, o Santuário das Fadas. Em entrevista exclusiva à ANDA, ela falou sobre os desafios para manter o local, que precisa de doações constantes, e revelou a bela missão que exerce diariamente cuidando de seres negligenciados e maltratados pela sociedade.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: O santuário foi fundado quando e quantos animais atualmente vivem nele?

Patricia Fittipaldi: Foi fundado em 2008, temos aproximadamente 200 animais.

ANDA: Animais de que espécies vivem no santuário?

Patricia Fittipaldi: cães, gatos, aves, equinos, caprinos, suínos, bovinos, roedores e jabutis.

ANDA: O que te motivou a criar o santuário?

Patricia Fittipaldi: Desde criança sempre fui protetora de animais. Enquanto morava na cidade do Rio de Janeiro, eu resgatava muitos cães e gatos, mas com o tempo fui resgatando também animais como bodes e galinhas, e com isso foi ficando bem complicado morar na cidade e continuar resgatando esse tipo de animal. Então, me mudei para a Região Serrana, inicialmente fui para Itaipava. E eu quis montar um santuário principalmente de animais de fazenda porque são animais que não têm muitos abrigos e nem santuários para eles. O que têm mais são abrigos de cães e gatos. São poucas pessoas que fazem esse trabalho aqui no Rio de Janeiro, a gente praticamente faz um trabalho pioneiro.

E foi o amor a todas as espécies que me motivou. E com essa demanda de animais precisando de ajuda, principalmente animais de fazenda, que são animais que não costumam ser vistos com bons olhos, porque as pessoas gostam muito de cão e gato, não pensam que animais de fazenda sofrem, têm sentimentos, então foi isso que me motivou. Aí mudei para a Região Serrana, fiquei 10 anos em Itaipava e há quase dois anos a gente se mudou para Teresópolis, que é interior do Rio de Janeiro também.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: Você diz que as pessoas não pensam que os animais de fazenda sofrem e têm sentimentos. Você poderia contar uma história ou momento presenciado por você que demonstre o sofrimento e/ou o amor e a gratidão que estes animais sentem?

Patricia Fittipaldi: A maioria dos animais chegam aqui com desconfiança do ser humano, porque viveu muitas situações de maus-tratos. Os nossos equinos foram todos retirados de carroceiros, apanhavam muito, viviam trabalhando até a exaustão. Então, é muito legal observar a mudança deles e nem demora tanto, uma ou duas semanas aqui já no santuário, pela energia, pelo cuidado e pelo amor que a gente tem com esses animais, eles já demonstram muita gratidão.

Têm animais que chegam aqui muito agressivos, algumas vacas, alguns bois que participaram até de vaquejada, e com uma, duas semanas, nos casos mais graves um mês, esses animais mudam o comportamento completamente. Eles sentem, não só pela energia da gente com eles, mas também pelo cuidado e pelo amor que a gente passa para eles. Então, todos os animais que chegaram aqui chegaram dessa forma. Suínos que iriam ser mortos, eram criados em lugares imundos, em situação precária, não recebiam carinho. A gente não podia chegar perto deles que eles já gritavam com medo de apanhar. E com uma semana você percebe que eles já chegam perto da gente para pedir carinho, vão se aproximando devagarinho, até acontecer aquela entrega total de confiança.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: O que você acredita que falta para que as pessoas percebam, que no que se refere a sentimentos, medo, dor, sofrimento, que os animais de fazenda são iguais aos cães e gatos?

Patricia Fittipaldi: Eu acredito que para as pessoas, principalmente para as que vivem na cidade, como não têm contato com esses animais e os enxergam como alimento, falta conviver com esses seres. Por isso em breve a gente quer fazer um programa de visitação monitorada no santuário, que dá a oportunidade das pessoas conhecerem e terem um momento de perto com esses animais. A gente em breve vai realizar isso para que as pessoas possam, cada vez mais, ter mais consciência sobre o fato de que esses animais também sentem, têm sentimentos, ficam felizes e tristes. Então, para mim, o que falta mesmo para as pessoas perceberem, no que se refere a sentimento, medo, dor sofrimento, é a vivencia com esses animais. Para as pessoas da cidade é muito difícil.

Nós que temos santuários, acho importante fazermos esse planejamento das visitações monitoradas, que não podem também ser diárias ou com muita frequência para não estressar os animais. Porque eles têm contato com a gente que está na lida com eles todo dia, mas muitos deles ainda têm receio quando se deparam com seres humanos diferentes, outros até gostam, então é uma coisa que a gente vai em breve fazer, mas também para não estressar os animais vai ser um projeto quinzenal ou mensal. Mas quando as pessoas têm contato com esses animais, elas começam a perceber que eles pedem carinho, que eles têm emoções.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: Você disse que fundou o santuário em 2008. De lá pra cá, nestes onze anos com o santuário, e também considerando o período no qual você já estava envolvida na causa animal, mesmo antes da criação do santuário, você notou alguma evolução na sociedade em relação aos animais? Os cães e gatos e, principalmente, os animais de fazenda, têm sido vistos de melhor forma pelos humanos, embora grande parte da população ainda seja omissa e até cruel com eles?

Patricia Fittipaldi: Eu notei muita mudança. Porque mesmo na época que eu não tinha o santuário, que eu só era envolvida com ativismo, era uma coisa muito difícil as pessoas se comoverem com animais de grande porte, animais de fazenda. E hoje em dia, mesmo as pessoas que se alimentam de carne têm aquela hipocrisia, comem a carne mas ficam com pena de ver as situações, e isso já é um despertar. E muitas delas, até por causa desse despertar, viram vegetarianas e veganas.

E entre os animais de fazenda, acho que as pessoas se sensibilizam mais com os equinos. Porque elas encontram muitos equinos na própria cidade, puxando carroça, animais desmaiando de cansaço, então são animais de fazenda, mas que também são encontrados na cidade. Portanto, eu vejo uma grande evolução em relação ao despertar das pessoas com os animais de fazenda, mas ainda tem muita coisa para evoluir.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: E como você faz para sustentar todos estes animais do santuário? 

Patricia Fittipaldi: Infelizmente, a gente vive literalmente de doação e são doações eventuais, o que é uma coisa incerta. Todo mês é uma loucura, a gente implorando ajuda na internet, nas mídias sociais. Não temos patrocínio fixo de empresa ou pessoa e o gasto é altíssimo, com ração, medicamentos, funcionários, com os recintos, que têm que ampliar, modificar, melhorar, criar mais recintos. É muito difícil. A gente gostaria muito de ter um patrocínio pelo menos para rações, um patrocínio mensal. Mas, infelizmente, a gente até hoje não conseguiu, então vivemos literalmente de doação.

* Por Mariana Dandara


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Artista constrói memorial em homenagem aos animais mortos para consumo

Por David Arioch

“É tanto um memorial quanto uma declaração da necessidade de maior atenção ao tratamento que dispensamos a esses indivíduos” (Fotos: Divulgação/Linda Brant)

Quem for ao Cemitério de Animais de Hartsdale, em Hartsdale, Nova York, pode visitar um memorial dedicado a animais criados e mortos para consumo – como bovinos, suínos, galináceos, etc. Ou seja, animais que não são sepultados nem lembrados.

O “Monumento aos Animais que Não Lamentamos” foi inaugurado em março, e é uma forma de chamar a atenção para a nossa relação com espécies animais classificadas como produtos e objetos.

“É tanto um memorial quanto uma declaração da necessidade de maior atenção ao tratamento que dispensamos a esses indivíduos”, informa a artista Linda Brant, que quis criar uma obra simples, mas ao mesmo tempo desafiadora.

O monumento, que assume a forma de uma lápide gigante, tem cerca de 1,40m de altura, praticamente a mesma altura de um novilho no momento do abate.

Toda semana, visitantes deixam uma pequena pedra ou cristal perto da base do monumento em apoio à mensagem de que “vidas não são descartáveis”, ainda que sejam de animais vistos pela sociedade como produtos e meios para um fim.

Linda pretende utilizar as pedras deixadas no local para criar outro monumento para animais que têm o valor de suas vidas ignorado pela sociedade.

Prefeitura de São João do Sabugi (RN) suspende ação de captura de animais em situação de rua

Foi um susto! Protetores de São João do Sabugi (RN) ficaram apavorados com uma nota da prefeitura avisando que a partir de hoje, 28 de maio, a “carrocinha” do município passaria pelas ruas capturando os animais. No entanto, depois de uma intervenção da Associação Caicoense de Proteção aos Animais e Meio Ambiente – ACAPAM que cuida de cerca de 600 animais na região, a prefeitura decidiu suspender a ação de captura e conversar com os protetores para se chegar a uma solução sobre o abandono de animais no município.

Foto: Divulgação

Quem já teve o desprazer de conviver com “carrocinhas” sabe o quanto era traumatizante a captura e pior ainda o destino dado aos animais. Felizmente, as carrocinhas estão extintas de 20 estados brasileiros, inclusive, no Rio Grande do Norte onde a lei 10.326, em vigor desde o ano passado, também proíbe a matança de animais saudáveis. A eutanásia é permitida apenas em casos extremos quando fica constatada doença contagiosa com risco fatal para outros animais e população humana.

Vale lembrar que a própria OMS – Organização Mundial da Saúde recomenda o controle populacional de cães e gatos por meio do método de CED – Captura, Esterilização e Devolução ao local de origem. Isso porque ficou comprovado, em diversos países, que recolher e eliminar animais não resolve o problema. Outros animais rapidamente tomam o mesmo lugar dos antigos. Matar animais é uma ação ineficiente e cara, além de antiética. Mas quando os animais são castrados, vacinados e monitorados por voluntários isso beneficia também a população humana porque animais saudáveis correm menos risco de contrair doenças.

“A ação foi suspensa graças ao empenho da ACAPAM trabalhando em conjunto com todos os protetores e também com o deputado estadual Sandro Pimentel – PSOL/RN e sua equipe. A prefeitura municipal admitiu que na nota publicada no Portal da Transparência de São João do Sabugi faltou clareza ao não explicar porque os animais seriam capturados e para onde seriam levados. Agora estamos pleiteando uma audiência pública para discutir a ação de recolhimento de animais”, comenta o advogado da Acapam Wanderlyn Wharton.

“Precisamos ficar vigilantes. A lei estadual nº 10.326 deve ser cumprida e discutida não somente no âmbito jurisdicional, mas implementada na sociedade como medida preventiva e esclarecedora, para que assim, a sociedade possa cobrar mais competência aos seus representantes legais”, conclui. De fato a lei 10.326 reúne uma série de pontos de defesa animal alinhados com as tendências mundiais – um avanço! Se essa lei ficar conhecida pela população e for cumprida em seus vários aspectos, que abrangem também animais silvestres e de consumo, Rio Grande do Norte pode ficar à frente da causa animal.

Fátima ChuEcco é jornalista ambientalista e atuante na causa animal

Dois projetos em benefício dos animais serão votados hoje em Santa Catarina

Por David Arioch

Hoje serão votados em Florianópolis projetos que preveem maior punição a praticantes da farra do boi e a obrigatoriedade da castração de cães e gatos (Fotos: Reprodução)

Às 10h, será votado na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) um projeto de lei (PL) que prevê maior punição a quem pratica e organiza a farra do boi, bem como o fim do abate dos bovinos resgatados da farra.

Às 17h, será votado o projeto de lei que estabelece a obrigatoriedade de castração de cães e gatos em Florianópolis. Ativistas que atuam em defesa dos animais estão se articulando para realizarem uma grande movimentação nesses dois locais hoje.

Empreendedores veganos correm maratona para arrecadar fundos para ajudar os animais

Foto: Plant Based News/Reprodução

Foto: Plant Based News/Reprodução

Dois empresários veganos estão correndo uma maratona em uma tentativa de arrecadar dinheiro para os animais.

Mike e Joe Hill são pais e filho co-fundadores da empresa de pizza congelada One Planet Pizza. Neste fim de semana, eles estão trocando a cozinha pela estrada, enquanto vão correr a Maratona Rock ‘n’ Roll de Liverpool no dia 26 de maio.

Eles estão arrecadando fundos para a instituição de caridade vegana Viva!, que atualmente está realizando sua campanha #MooFreeMay este mês, que incentiva o público britânico a abandonar laticínios e experimentar deliciosas alternativas livres dos produtos lácteos tradicionais.

Problemas de treinamento

O evento tem previsão de ser difícil depois das circunstâncias que afetaram o treinamento dos Hills. Mike sofreu uma lesão no pescoço logo no início do treinamento, o que o impediu de treinar por três meses. Como resultado, o par treinou apenas adequadamente por algumas semanas.

Ele atribui o que descreve como sua “incrível recuperação” à sua dieta baseada em vegetais.

Corredores veganos

“Eu fiz algumas maratonas antes, mas nunca com apenas seis semanas de treinamento, e esta é a primeira de Joe, então será um verdadeiro desafio, mas correr por uma causa tão importante vai nos manter em movimento”, disse Mike. disse em um comunicado enviado ao Plant Based News.

“Mike já correu maratonas no passado, mas está ficando mais velho agora e está apenas se recuperando de uma lesão”, acrescentou Joe. Mas eu nunca imaginei correr tão longe antes e especialmente com tão pouco tempo para treinar. Isso não será uma tarefa fácil, mas eu acho que a juventude pode vencer a experiência. Vamos descobrir.”

Os Hills querem arrecadar 500 libras (cerca de 600 dólares) para a ONG Viva! Você pode encontrar sua página de angariação de fundos aqui.

Um quarto dos britânicos será vegano em 2025 e metade será flexitariano

Foto: ISTOCK

Foto: ISTOCK

A gigante britânica de supermercados Sainsbury lançou um estudo sobre o futuro dos alimentos para comemorar seu aniversário de 150 anos. O relatório de 34 páginas faz previsões sobre os próximos 150 anos de alimentos, incluindo leite com leite de algas e carne de celular como um “concorrente genuíno de mercado para a carne de criação”.

O “Relatório sobre o Futuro da Alimentação” discute quais hábitos de consumo, “impulsionados por uma consciência sem precedentes sobre bem-estar animal, preocupações com a saúde e eco-ansiedade”, serão adotados em 150 anos, oferecendo cenários nos anos 2025, 2050 e 2069, com base em análises de tendências de compras e estatísticas e oferecendo uma visão de vários especialistas em alimentos.

“Espera-se que um quarto de todos os britânicos sejam vegetarianos em 2025 (de um em cada oito britânicos hoje) e metade da populção se identifique como flexitarianos (acima do quinto de hoje). Só a Sainsbury já notou um aumento de 24% nos clientes que pesquisam produtos veganos on-line e um aumento de 65% nas vendas anuais de produtos vegetais, já que os consumidores consideram cada vez mais um estilo de vida vegano, vegetariano ou flexitário”.

Proteína à base de vegetais em ascensão

Com relação as proteínas alternativas, o relatório diz que entre “2016 a 2019, dezenas de empresas foram lançadas, com muitas delas atraindo investimentos de alto perfil.” Segundo esses resultados, o “mercado de proteínas não tradicionais ou alternativas (4,2 bilhões de dólares em 2016) espera-se que cresça mais de 25% até 2025”.

O Sainsbury’s cita a jaca como um exemplo de uma proteína baseada em vegetais que tem obtido enorme sucesso nos últimos três anos e discute suas próximas inovações neste campo, incluindo flor de banana, leite de alga e vários produtos derivados de cogumelos.

Carne cultivada em laboratório (agricultura celular)

Em termos de carne cultivada, a Sainsburys antecipa o ano de 2050 e prevê que esses produtos sejam uma parte normal da vida do consumidor, e apresenta ao leitor leigo o conceito de “proteínas celulares”, tecido carnudo “cultivado independentemente de animais usando células-tronco”, afirmando que “em 2050, não há dúvida de que este será um genuíno concorrente de mercado para a carne proveniente de animais de criação”.

Foto: ISTOCK

Foto: ISTOCK

“Em vez de obter um corte de carne no supermercado, os consumidores podem obter seus próprios ingredientes para carne, peixe, ovos, leite ou gelatina cultivados em casa, por uma fração do custo que existe hoje. A proteína celular pode ser uma ferramenta para nos ajudar a atender às necessidades de proteína, de uma população global que cresce continuamente, no futuro”.