Comissão aprova projeto que permite entrada de animais no transporte público no RJ

A Comissão de Justiça e Redação da Câmara Municipal do Rio de Janeiro deu parecer favorável ao Projeto de Lei nº 1.235/2019, que autoriza a entrada de animai domésticos de pequeno e médio porte no transporte coletivo municipal, como ônibus e Veículo Leve sob Trilho (VLT).

De autoria do vereador Dr. Marcos Paulo (PSOL), o projeto permite o transporte de animais com até 49 cm de altura entre o chão e a cernelha ou peso corporal de até 25 kg.

(Foto: Pixabay)

“Muitos tutores de animais não possuem veículo próprio e o ‘Taxi Dog’ não é um serviço acessível à população de baixa renda, o que impossibilita o transporte do animal, inclusive a clínicas veterinárias”, disse Dr. Marcos Paulo ao Diário do Rio.

O parlamentar lembrou que as condições de higiene, saúde e segurança previstas no projeto garantem inexistência de risco aos passageiros e funcionários.

Para transportar um animal, o tutor deverá apresentar carteira de vacinação atualizada, na qual conste ao menos as vacinas antirrábica e polivalente. Não poderá ser cobrado acréscimo na passagem e nem passagem adicional para que o animal seja transportado.

O animal terá que ser levado em um dispositivo adequado, isento de dejetos, água e alimentos, e que garanta a segurança, a higiene e o conforto do animal e dos passageiros. Caso, durante a viagem, haja necessidade de higienização da caixa de transporte, o tutor terá que descer na próxima parada para fazer a limpeza.

Poderão ser transportados, no máximo, quatro animais por ônibus ou vagão a cada viagem. As empresas concessionárias do serviço de transporte que não cumprirem a medida serão multadas em valores que variam de R$ 5 mil a R$ 100 mil e punidas com suspensão temporária da licença para exploração da linha, com possibilidade de cassação definitiva da licença. As penalidades poderão ser aplicadas de maneira cumulativa.

Após receber parecer pela constitucionalidade da Comissão de Justiça e Redação, a proposta segue para análise das Comissões de Administração e Assuntos Ligados ao Servidor Público; Transportes e Trânsito; Direitos dos Animais; Higiene, Saúde Pública e Bem-Estar Social; Direitos da Pessoa com Deficiência; e Finanças, Orçamento e Fiscalização Financeira.


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Governo faz churrasco na Esplanada dos Ministérios com mais de 4 mil peixes mortos

O governo promove nesta quarta-feira (7) um churrasco na Esplanada dos Ministérios. Mais de 4 mil peixes foram mortos para o evento.

Tambaquis mortos para consumo humano (Foto: Suelen Gonçalves/G1 AM/Imagem Ilustrativa)

Da espécie tambaqui, os animais marinhos foram doados ao governo por uma associação de criadores de Rondônia que os explora para consumo humano.

O evento tem o apoio do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que é conhecido por apoiar práticas que exploram, maltratam e matam animais – como a caça, o rodeio e a vaquejada. De acordo com informações oficiais do governo, a presença do presidente no churrasco foi confirmada.

Os peixes serão cortados, assados e distribuídos à população, o que incentivará o consumo de peixe, condenando-os ainda mais a uma vida de muito sofrimento.


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Vacas e bois são amarrados e içados por guindaste nas ruas do Paquistão

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

Imagens fortes divulgadas recentemente mostram vacas e bois sendo içados de grandes alturas até o chão, numa operação arriscada e improvisada. Os animais estão sendo levados pelos agricultores paquistaneses, que mantêm seu rebanho no telhado, para o mercado da região de Karachi.

Nas fotos pode-se ver homens sobre os animais enquanto eles são movimentados por um guindaste, presos a cordas e mal acomodados, eles pousam no chão muitas vezes de forma abrupta e mal planejada, causando sofrimento aos animais.

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

Embora aparentemente incomuns, essas visões são comuns em Karachi, a maior cidade do país, onde a falta de terrenos agrícolas e uma população volumosa significam que os agricultores optam por manter seus animais em cima dos telhados.

Fazendo uso de um guindaste, os fazendeiros desceram seus animais enquanto uma aglomeração de pessoas assiste à operação arriscada, as vacas e bois são transportados de uma altura correspondente a de um prédio de quatro andares.

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

Os animais estavam sendo enviados para o mercado antes da festa muçulmana do Eid al-Adha, que começa no próximo domingo.

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

Considerado um dos dias mais sagrados do calendário, o festival marca a disposição do profeta Ibrahim de sacrificar seu filho por Allah, mas seu filho foi então substituído por um cordeiro.

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

Em comemoração à data, um animal é sacrificado e dividido em três partes.

Uma parte é dada aos pobres e necessitados, outra é reservada para casa e uma terceira é dada à família.

O festival dura quatro dias, mas alguns países muçulmanos observam um feriado mais longo.

Foto: Anadolu Agency via Getty Images

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Câmara aprova projeto que proíbe comércio de animais em Santos (SP)

A Câmara Municipal de Santos (SP) aprovou o Projeto de Lei Complementar nº 14/2019 que proíbe o comércio de animais no município. A proposta, de autoria do vereador Benedito Furtado (PSB), coloca fim à concessão e à renovação de alvará de licença, localização e funcionamento aos canis, gatis e estabelecimentos comerciais que vendam animais. O projeto segue agora para análise do prefeito Paulo Alexandre Barbosa, que deve decidir pelo veto ou pela sanção.

Foto: Pixabay

De acordo com Furtado, é nítido o processo social rumo à “descoisificar” os animais, passando a tratá-los como seres vivos dotados de sensibilidade.

“Animais não são coisas, não são mercadorias. Ninguém compra um bebê, assim, ninguém deveria pagar para ter um animal”, afirma o parlamentar. As informações são do portal Diário do Litoral.

Países como a Inglaterra e a Austrália já possuem leis que proíbem o comércio de animais. No México, os animais passaram a ter status jurídico de seres sencientes que devem receber tratamento digno, com seus direitos à vida e à integridade física resguardados. No país, os animais passaram a ser sujeitos de consideração moral.

No Brasil, após 1,7 mil cães vítimas de severos maus-tratos serem resgatados de um canil que os explorava para venda, a rede Petz, que era cliente do estabelecimento, anunciou o fim do comércio de cachorros e gatos em suas lojas.

O problema do comércio de animais, no entanto, vai além dos casos de maus-tratos. Isso porque a dificuldade para se reduzir o número de cachorros e gatos abandonados está diretamente ligada à venda deles, já que quem opta por comprar deixa de dar um lar a um animal necessitado que vive na rua ou no abrigo de uma ONG.

Em Santos, entidades de proteção animal e a Coordenadoria de Defesa da Vida Animal (Codevida) têm dezenas de animais para adoção.


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‘Não é fácil ver seus cachorros morrerem em suas mãos’, diz tutora de cães envenenados

Pelo menos 10 cachorros foram mortos nas últimas duas semanas entre os bairros Cidade Jardim e Portal do Ipiranga, em Pouso Alegre (RS). Cinco deles morreram no último domingo (4).

Dois dos cães mortos eram tutelados por Rafaella Camargo Costa, de 20 anos, moradora do bairro Portal do Ipiranga. Amarelinho e Lobinho, como eram chamados, haviam sido adotados recentemente.

Foto: Rafaella Camargo Costa

“O Amarelinho apareceu assustado aqui no bairro. Soltam muitos animais aqui e na rodovia. Ele se deu muito bem com o Lobinho, e acabei ficando com dó e adotando também”, disse Rafaella ao portal Pouso Alegre.Net.

Segundo ela, ao acordar encontrou os cães agonizando. Sem carro para socorrê-los, ela ligou para um veterinário e recebeu a orientação de oferecer carvão ativado aos animais. Na chuva, ela saiu correndo, a pé, para comprar o carvão, mas quando voltou encontrou os cachorros mortos.

“Hoje o dia amanheceu escuro para mim. Não é fácil se deparar com seus cachorros morrendo em suas mãos e não poder fazer nada. Meus cachorros foram envenenados nesta madrugada porque simplesmente estavam latindo demais. Como um ser humano tem coragem de fazer isso?”, desabafou Rafaella. “Infelizmente não faço ideia de quem fez isso. Aqui não tem câmeras”, completou.

Outros três cachorros, que viviam em situação de rua, também foram encontrados mortos no domingo, segundo a moradora do bairro Cidade Jardim e protetora de animais Irani Moura, de 30 anos.

“Ela acha que é porque estava latindo, mas não é, porque senão não davam pro restante”, argumentou Irani ao se referir à alegação de Rafaella sobre o que teria motivado o envenenamento de seus cães.

Irani conta que nos últimos 15 dias pelo menos dez cães foram mortos. Outros também foram envenenados, mas receberam cuidados a tempo e conseguiram sobreviver. No entanto, como a maior parte dos cachorros vive em situação de rua, é possível que o número de mortes seja maior.

Foto: Rafaella Camargo Costa

A moradora do Cidade Jardim afirmou que denúncias foram feitas em um grupo de protetores indicando que uma mulher seria a responsável pelos crimes. Ela estaria andando pelos bairros envenenando os animais.

“Ela sai do carro, chama os animais, faz um agrado neles, e daí dá o veneno”, contou. “Infelizmente ainda não temos a placa. Ela faz isso aonde não tem câmera. Tem uma moradora aqui que até instalou câmera para tentar pegar. Eu também coloquei”, acrescentou.

Os casos não foram denunciados à polícia ainda. “A gente queria descobrir primeiro quem é essa pessoa. Ter alguma prova. Mas daí começou a aparecer demais. Precisamos fazer algo para impedir isso”, concluiu.


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Cães amam seus tutores e os veem como membros da família, diz estudo

Um estudo feito pela Emory University, localizada nos Estados Unidos, concluiu que os cachorros amam seus tutores e os consideram membros da família.

Foto: Pixabay

“Esse é um amor indiscutível, mas a grande curiosidade das pessoas é saber como os seus animais percebem essa relação”, conta o veterinário da Nutrire – indústria de alimentos de alta performance para animais -, Dr. Cleiton Rupolo, em entrevista ao Metro Jornal.

Exames de ressonância magnética feitos no cérebro de alguns cachorros concluíram que a reciprocidade no afeto entre esses animais e os humanos é identificada pelo olfato na atividade cerebral dos cães. De acordo com o estudo, os cachorros diferenciam odores e reconhecem seus tutores por meio deles.

“Ou seja, quando o odor característico do tutor se aproxima, o cérebro do animal é acionado e a sensação de felicidade e recompensa é ativada”, explica Rupolo.

O sentimento de recompensa é ativado apenas pelo cheiro do tutor do animal. O estímulo não acontece com outros odores. “Muitos pensam que os cães amam seus tutores pela comida ou pelos agrados que recebem, mas essa relação vai muito além disso. Os animais sentem amor por seus tutores pelo simples fato de ficarem próximos, juntos, unidos”, diz.

Esse amor explica, por exemplo, a felicidade que os cães demonstram no momento em que o tutor volta para casa após o trabalho, um passeio ou uma viagem.

“As atividades cerebrais pesquisadas durante esses momentos são muito semelhantes às que nós sentimos quando reencontramos alguém que amamos”, explica o veterinário.

A interação dos cães com os tutores é, inclusive, bastante semelhante a de bebês humanos com seus pais. “Isso explica porque o cachorrinho corre para o colo do tutor quando se assusta ou quando está com medo”, completa o especialista.

A relação de amor entre tutor e animal é criada nos primeiros meses de vida do cachorro ou logo após a chegada dele ao novo lar. Além disso, os primeiros seis meses de vida do cão é bastante importante para seu desenvolvimento, já que o cérebro do filhote é receptivo o bastante para que as ações ocorridas nesse período influenciem as próximas fases de sua vida. Por isso que, por exemplo, filhotes criados por homens tendem a se sentir mais confortáveis na presença masculina e vice-versa.

“Para toda regra sempre há exceções, claro, mas estamos falando do que geralmente acontece com a maioria dos cães. Por isso, é tão importante que os tutores interajam com seus animais, passeando, brincando e se divertindo com eles”, aconselha.


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Mais de 10 animais são encontrados mortos em lixo de mercado em João Pessoa (PB)

Pelo menos 12 animais, entre cachorros e gatos, foram encontrados mortos no último sábado (3) dentro de um lixo no Mercado da Torre, em João Pessoa (PB). Dentre eles está uma cadela que amamentava oito filhotes, que agora ficaram abandonados, sem a mãe para cuidar deles. A suspeita é que as mortes tenham sido causadas por envenenamento.

Local onde o lixo é descartado e no qual os animais foram encontrados mortos (Foto: Reprodução / Redes sociais / Portal Correio)

O presidente da Comissão de Direito e Bem-estar Animal da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Francisco Garcia, usou as redes sociais para denunciar o caso.

Garcia criticou também o descarte irregular de lixo no mercado. “É um crime ambiental duplo. Além da morte dos animais, a forma como o lixo é acondicionado aqui”, disse Garcia ao Portal Correio.

Comovidos com a situação, moradores da região, ambulantes e comerciantes se uniram para ajudar os filhotes órfãos.

Filhotes ficaram órfãos em João Pessoa (Foto: Reprodução / Redes sociais / Portal Correio)

A Polícia Militar Ambiental afirmou que a competência para investigar o caso é da Delegacia de Crimes Ambientais, que não atendeu ao contato da reportagem para falar sobre o caso. A Autarquia Municipal Especial de Limpeza Urbana (Emlur), em João Pessoa, também não se pronunciou até o fechamento da matéria.

A perícia criminal esteve no mercado para executar os trabalhos necessários.

Mulher usa seringa para dar leite a filhote de cachorro após a mãe dele ser encontrada morta (Foto: Reprodução / Redes sociais / Portal Correio)


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Treinadora de golfinhos é acusada de maus-tratos após sentar em cima dos animais

Foto: Instagram/Cetacean.inspiration

Foto: Instagram/Cetacean.inspiration

Uma “treinadora de golfinhos” do Dubai Dolphinarium está sendo investigada por abusos de animais após um vídeo ter sido divulgado nas redes sociais mostrando a instrutora sentada nas costas de um dos animais.

As imagens, filmadas nos Emirados Árabes Unidos na semana passada, mostram a treinadora sentada nas costas de um golfinho por cerca de seis segundos antes de mergulhar em uma piscina.

Especialistas dizem que o golpe poderia facilmente ter danificado os órgãos do golfinho pois os mamíferos não suportam o próprio peso do corpo fora da água, portanto, acrescentar o peso de um ser humano a esse risco pode causar sérios danos aos mamíferos marinhos.

Ativistas identificaram duas treinadores que foram acusadas de serem as responsáveis pelo vídeo, as quais, desde então, excluíram suas contas na rede social.

Um porta-voz do Dolphinarium, inaugurado em 2008, confirmou que uma investigação estava em andamento, mas se recusou a discutir mais.

“A gerência está investigando o vídeo. Não podemos falar sobre as imagens enquanto a investigação estiver em andamento “, disse a atração em um comunicado.

Elsayed Mohammad, diretor regional do Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal, disse ao Gulf News: “É bem sabido que o corpo dos golfinhos é muito sensível”.

“O corpo do golfinho não é adaptável a qualquer pressão fora da água. Pressionar o abdômen do golfinho no chão pode facilmente prejudicar seus órgãos internos”.

“Se você der um soco no abdômen de uma pessoa, pode imaginar como é doloroso”.

“Independentemente de saber se são alguns segundos ou não, está errado. É crueldade contra animais”.

Foto: Instagram/Cetacean.inspiration

Foto: Instagram/Cetacean.inspiration

O Dubai Dolphinarium é uma pretensa atração turística que explora os animais vendendo ao público “a chance de assistir a golfinhos e focas realizarem truques em estilo de circo em shows diários”. O que a maioria das pessoas ignora é que esses animais realizam os truques em troca de comida, vivem famintos, infelizes, presos e sob tortura, privados da imensidão do oceano e da companhia de seus iguais.

Esses animais muitas vezes desenvolvem doenças compulsivas de fundo mental como a zoocose. O sofrimento desses seres é tamanho que eles batem suas cabeças nos portões ou mesmo nas grades de seu cativeiro, auto mutilando-se. A repetição de movimentos compulsivos sem finalidade, como nadar a deriva nos taques também esta entre os sintomas da doença.

As apresentações de 45 minutos incluem os animais dançando, cantando, fazendo malabarismo, jogando bola e pulando através de aros.

Os hóspedes também podem pagar mais por uma experiência de “nadar com golfinhos”, que envolve ser transportado segurando nas barbatanas da barriga do animal ou na barbatana dorsal.

Os clientes também são informados de que conseguirão abraçar, beijar e dançar com os animais.

Nascidos livres no oceano, esses animais jamais serão felizes em cativeiro. Acostumados a nadar quilômetros em altas velocidades, ao ficarem confinados a tanques artificiais eles perdem a vontade de viver e muitos morrem porque param de comer ou mesmo de respirar.

Foto: Gulf News

Foto: Gulf News

Animais extremamente inteligentes e capazes de vínculos sociais sólidos e profundos, seu sofrimento só se torna ainda maior em função de suas habilidade cognitivas e da compreensão do mundo ao seu redor.

Grupos de defesa dos direitos animais pedem o fim de todos os shows de animais em cativeiro, denunciando a crueldade e o abuso por trás desses espetáculos.

No mês passado, a Virgin Holidays anunciou que deixaria de oferecer viagens de férias organizadas para cinco resorts que incluem experiências com baleias e golfinhos em cativeiro.

Enquanto isso, a Seaworld anunciou em 2016 que estava cancelando os espetáculos com orcas e acabando com seu programa de reprodução em cativeiro após a reação em massa do público pedindo o fim das atividades.

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Estudantes de agropecuária enviam animais para santuário em vez de matadouro

Por David Arioch

Bruce, um dos animais encaminhados ao Farm Sanctuary em Acton, na Califórnia (Foto: Hans Gutknecht/Los Angeles Daily News)

Cinco estudantes de um curso de agropecuária integrado ao equivalente ao ensino médio em Fullerton, na Califórnia (EUA), decidiram enviar animais para um santuário em vez do matadouro, segundo o jornal OC Register.

Os jovens participam do programa Future Famers of America (FFA), em que aprendem sobre o funcionamento da agropecuária e nesse processo suas famílias precisam investir dinheiro na compra de animais, comida e equipamentos necessários para criá-los.

Ao final, eles deveriam participar de um leilão júnior de gado realizado no mês passado, em que os animais seriam vendidos para o matadouro com a finalidade de “recuperar o investimento”.

No entanto, cinco estudantes optaram por entrar em contato com o Farm Sanctuary em Acton, na Califórnia, para encaminhar cinco animais – os bodes Bruce e Kevin e a cabra Pam, além dos cordeiros Shawn e Phry, visando garantir que eles vivam até os seus últimos dias em paz e longe da exploração.

“Não vou julgar outras pessoas, mas eu não quero fazer isso [enviá-los para o abate]”, disse Rilea Reed, de 15 anos, ao OC Register. O administrador do Farm Sanctuary, Gene Baur, declarou que os estudantes do programa Future Farmers of America não são encorajados a buscarem outra opção que não seja abater os animais.

“Sua consciência e empatia muitas vezes é cortada para que eles sigam nesse caminho”, avaliou. Sabrina Ifantis, outra estudante de 15 anos, responsável pela criação do bode Kevin, desistiu do programa depois de enviá-lo para um santuário. “Não achei que isso me atingiria tanto”, argumentou em referência à consideração de que aqueles animais com quem ela conviveu ainda que brevemente seriam mortos e reduzidos a pedaços de carne.


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Polícia Militar Ambiental resgata 46 animais de rinha em Biguaçu (SC)

Por David Arioch

Havia também um ringue cercado por cadeiras e um quadro com informações sobre os pesos dos galos (Fotos: PMA/SC)

No sábado (3), a Polícia Militar Ambiental de Florianópolis resgatou 46 animais de uma rinha de galo no bairro Fazendinha, em Biguaçu (SC).

O espaço onde os galos eram colocados para lutar foi localizado após denúncia. No local, animais foram encontrados com esporões e biqueiras de ferro.

Havia também um ringue cercado por cadeiras e um quadro com informações sobre os pesos dos galos. O espaço era alugado para a realização de rinhas de galo e oferecia inclusive bar com bebidas e alimentos.

Embora a PMA não tenha conseguido conter todos os participantes, já que alguns fugiram enquanto os policiais tentavam arrombar um portão de ferro, pelo menos 28 foram detidos e autuados por crime de envolvimento em maus-tratos contra animais.


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