Ação civil pública tenta impedir realização de rodeios na Guarafest 2019

Foto: Curta Mais | Ilustração

O Fórum de Defesa dos Direitos dos Animais de Curitiba e Região (FDDA Curitiba e Região), representado pela organização SOS Bicho e pela Associação de Proteção aos Animais Arca de Noé, impetrou a abertura de uma ação civil pública com pedido de liminar para impedir a exploração de animais em rodeios que serão realizados no evento Guarafest 2019, na cidade de Guaratuba, no litoral do Paraná.

O evento está sendo organizado pela empresa Sólida Rodeios Promoção de Eventos e Fogos e contará com provas de montaria e espetáculos de rodeios country. A Guarafest 2019 será realizada entre os dias 10 e 20 de janeiro e contará ainda com um show do cantor Luan Santana.

Intrinsecamente cruel e abusiva, a prática de rodeios é proibida na cidade de Guaratuba desde 2017, após aprovação da lei municipal 1.719 que cria o Código de Defesa, Controle de Natalidade e Proteção dos Animais e proíbe a exploração de animais em espetáculos circenses, carreatas ou qualquer outra atividade que os exponha a situação de maus-tratos.

Reprodução | Facebook

Em um ofício enviado à Promotoria de Justiça de Guaratuba, a FDDA Curitiba e Região reforça que o abuso e maus-tratos em espetáculos como rodeios são inconstitucionais e que a indiferença do Estado compactua com a tortura de animais. “É inaceitável que o Estado do Paraná, às vésperas do terceiro milênio, reste em silêncio ante a tortura e maus-tratos impostos a um animal indefeso. Assim, imprescindível a aplicação da lei para combater os fortes interesses econômicos individuais em prol de uma sociedade justa, sensível e que impeça o tratamento desumano e brutal conferido aos animais. A prática do rodeio tem sido cada vez mais condenada no Brasil, seja por causar danos físicos e psíquicos nos animais, seja por não compactuar com as normas constitucionais e infraconstitucionais de proteção animal. Várias são as notícias veiculadas na mídia sobre a proibição pelo Judiciário de atividades de rodeio ao longo do país”, diz trecho do documento.

O ofício, que pode ser visto na íntegra aqui, reúne ainda estudos de casos, provas de maus-tratos e tratamento cruel de animais explorados em rodeios, além de um levantamento de testemunhos de peritos e veterinários sobre os maus-tratos intrínsecos à atividade.

Projeto ajuda pessoas em situação de rua a cuidar de animais adotados por elas

Um grupo de moradores de Osasco-SP, dedicado a fazer o bem para animais abandonados, reconheceu a importância que pessoas em situação de rua têm na causa animal. Eles são voluntários do projeto Somos AUmor, que desde junho do ano passado vem auxiliando essas pessoas a cuidarem de cães e gatos adotados por eles. A iniciativa vem sendo chamada provisoriamente de “Moradores de Rua e seus Animais”.

(Foto: Reprodução / Portal Notícia Animal)

Por meio desse trabalho os animais passam por consulta e são vacinados contra a raiva (em parceria com a Prefeitura). Eles também ganham ração, cobertores e roupinhas. Já os tutores recebem orientação sobre cuidados básicos com os animais, kit higiene, toucas, luvas, cobertores e alimentos – durante as ações também são feitas parcerias com outras ONGs. Tudo o que é distribuído é conseguido através de campanhas de arrecadação. O projeto também arrecada dinheiro com vendas de rifas.

Já foram realizadas três ações em pontos críticos, sendo uma em julho (por causa do inverno), outra em outubro, e a última no dia 23 de dezembro. Cerca de 60 animais e centenas de pessoas em situação de rua já foram atendidos durante esse tempo. A média de voluntários participante é de 15 pessoas. “Depois, após as ações, eu costumo acompanhar o que foi feito. Então estou sempre indo lá ver como estão os animais. Se percebo que surgiu outra necessidade eu acabo ajudando”, disse Denise Cristina Frauzola, responsável pelo projeto.

Denise se emociona quando fala sobre as pessoas em situação de rua. “O amor que eles têm pelos animais é impressionante. É de comover mesmo. Eles não têm nada, passam por muitas dificuldades, mas adotam”.

FUTURO

A iniciativa, agora em 2019, entra em nova fase. A ideia é mapear todos os locais no município onde vivem as pessoas em situação de rua e seus animais, e formar um banco de dados cadastrando todos eles. “Assim vamos batalhar por castração para eles. Vamos preparar também identificação para todos, o que será fundamental para o trabalho, uma vez que sempre acontecem casos em que o tutor é preso por cometer algum delito e o animal acaba ficando abandonado novamente”.

(Foto: Reprodução / Portal Notícia Animal)

O projeto, assim como a maioria em todo o país, vive problemas de falta de apoio maciço do poder público e tem dívidas com clinicas veterinárias. Mas Denise também sabe que precisa legalizar o projeto como ONG pra que possa pleitear mais recursos, tanto do governo quanto de empresas. Também estão previstas parcerias com laboratórios e clinicas para atendimento a animais em situação de rua. “A grande dificuldade em crescer é o pouco tempo disponível e a adesão de mais pessoas. Existem muitas comovidas com a causa animal, mas poucas que se dispõem a por a mão na massa”.

A próxima ação deve acontecer entre março e abril.

PARA AJUDAR

Para quem quiser ajudar com doações ou mesmo participar como voluntário na próxima ação, basta entrar em contato pelo telefone: 11 9 8285-6585 (Denise).

Fonte: Notícia Animal

Denúncias de violência contra animais crescem em Minas Gerais e no Brasil

Ela chegou no início de uma tarde de sol, recebida com alegria, muito carinho e abraços. Na cabeça, os curativos deram lugar a uma pequena coroa. E o abandono foi substituído por um novo lar, cheio de amor, cuidados e novos amigos, e longe da violência que atinge inúmeros animais em Minas Gerais e no restante do país, a exemplo de casos recentes que foram divulgados. Com a adoção, a cadela Serena, resgatada baleada em uma estrada que liga Caeté a Barão de Cocais, na Região Central de Minas, ganha um final feliz e é símbolo de uma mudança de comportamento na sociedade. As denúncias de maus-tratos contra os animais vêm aumentando e, no mesmo ritmo, a sociedade cobra punições mais rigorosas aos responsáveis.

(foto: Arquivo pessoal)

Números do Disque-Denúncia mostram um grande salto de 2014 até agora. Naquele ano, em Belo Horizonte, foram 134 denúncias de crimes contra os animais pelo telefone 181. Em 2015, o número subiu para 732 e em 2016 já eram 1.453, aumento de 98% em um único ano. Em 2017, houve pequena redução, com 1.347 denúncias em BH. Já em 2018, de janeiro a agosto foram 944 denúncias, segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). O aumento também é observado em outros municípios mineiros. A pasta informa que os maus-tratos aos animais figuram entre as 10 denúncias mais frequentes no serviço telefônico.

Os registros de maus-tratos aos animais, ou seja, casos que geraram boletins de ocorrência, também aumentaram. Durante todo o ano de 2017, foram 1.487 registros em Minas Gerais. Desses, 1.232 foram feitos de janeiro a outubro. Em 2018, no mesmo período, foram 1.462, aumento de 18% em relação ao ano anterior. Na capital mineira, foram 164 registros de maus-tratos em 2016, sendo 140 de janeiro a outubro. Neste ano, de janeiro a outubro, foram 150 em BH.

Na Grande BH, a história da cadela atingida por um tiro na cabeça em julho comoveu a população e gerou grande mobilização tanto para o custeio do tratamento veterinário quanto para encontrar o responsável pelo crime. O inquérito foi encerrado em setembro e a Polícia Civil indiciou o dono de um sítio por maus-tratos e posse ilegal de arma de fogo. A corporação concluiu que ele deu a ordem para que a cadela fosse baleada. Em depoimento, o homem afirmou que havia um “acordo” entre vizinhos para atirar em animais que entrassem nas propriedades. Duas armas foram apreendidas na casa. Uma testemunha citada no inquérito disse à polícia que o tiro partiu do sítio do indiciado e que ele viu a cadela sangrando e “apavorada”.

SEQUELAS O tempo em que viveu nas ruas e a agressão não deixaram apenas sequelas físicas em Serena, que perdeu dentes e 40% da língua, mas também gerou traumas emocionais. “Ela não ficou com medo deles (cães). Ela tem medo de gente só”, conta a fotógrafa Solange Castilho sobre as primeiras horas com a cadelinha, que foi entregue a ela no condomínio onde mora em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ela cuida de alguns cães e de uma gata no imóvel, mas a maioria deles – quase 50 – vive na fazenda que ela mantém com o marido em Boa Esperança, no Sul de Minas Gerais. Lá, cada animal tem uma casinha para dormir e comida à vontade.

Solange soube do caso por meio das redes sociais da clínica veterinária onde Serena estava internada após passar pela cirurgia de reconstrução da face, no Bairro Serra, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O trabalho fez com que as cicatrizes externas praticamente desaparecessem. “Quase morro de tristeza ao ver um bichinho maltratado. Só não pego mais porque não tenho espaço. São todos adotados. Normalmente são cachorros deixados na porta da fazenda, ou encontrados na beira da estrada”, conta a fotógrafa.

(foto: Marlon Mendes/Divulgação – Arquivo pessoal)

“Há alguns dias, levei um que foi atropelado, quebrou a perninha. Estou sempre fazendo alguma coisa. Toda hora tem uma pessoa me chamando e pedindo ajuda.” A cadela foi entregue a ela pela equipe da clínica em 31 de outubro. Refletindo sobre o caso de Serena e o abandono de animais, Solange foi enfática: “Acho que o ser humano é muito cruel. Ele faz as piores atrocidades”.

PENA MAIS DURA No primeiro fim de semana de dezembro, a morte da cadela Manchinha gerou uma onda de protestos nas ruas e nas redes sociais. Imagens de câmeras de segurança em uma unidade do Carrefour de Osasco, na Grande São Paulo, mostraram um segurança terceirizado da loja atacando o animal com uma barra de alumínio. Ela acabou morrendo em decorrência dos ferimentos.

Um abaixo-assinado pedindo a prisão do responsável pela morte do animal chegou a mais de 1 milhão de assinaturas. Também foi proposto o boicote à rede de lojas, alvo de manifestações. Manchinha ficava solta no local do crime e recebia alimentos de clientes e funcionários. Informações dão conta de que um superior pediu que o funcionário “sumisse” com a cadela de lá, pois o local passaria por uma vistoria. A Polícia Civil de São Paulo investiga o caso. O Ministério Público do estado também instaurou um inquérito civil para apurar a morte da cadela.

Diante da comoção e da pressão da sociedade civil, em 11 de dezembro, a Câmara dos Deputados e o Senado aprovaram projetos semelhantes para endurecer a pena para maus-tratos aos animais domésticos, domesticados, nativos ou exóticos no Brasil. O texto aprovado pela Câmara aumenta a pena dos atuais três meses a um ano de prisão, além de multa, para entre um e quatro anos. A multa será mantida. Também há agravante se houver zoofilia.

A proposta será analisada pelos senadores, que, por sua vez, enviaram aos deputados o Projeto de Lei do Senado (PLS) 470, de 2018. Semelhante ao da Câmara, contempla aumento de pena para até quatro anos de detenção, com possibilidade de multa mantida, mas também estende a autuação aos estabelecimentos comerciais ligados ao crime, mesmo que por omissão ou negligência. A multa pode variar de um a mil salários mínimos. O projeto tramitou em caráter de urgência após ser apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede) motivado pelo caso de Manchinha. Mas é importante destacar que, segundo o Código Penal Brasileiro, para começar a cumprir a pena em regime fechado o criminoso deve ter sido condenado a pena superior a oito anos de reclusão.

População está mais atuante

Relatos de agressão ou negligência chegam constantemente às redes sociais do Movimento Mineiro pelos Direitos Animais (MMDA). A coordenadora, Adriana Araújo, destaca que a entidade, prestes a completar 15 anos, provoca os órgãos públicos para a criação de leis de proteção e também exige seu cumprimento. Um exemplo é a Lei Estadual 22.231, de 20 de julho de 2016, que define multa de até R$ 3 mil para quem maltratar algum animal em Minas. Adriana observa que as pessoas estão mais atuantes na proteção dos animais, mas, para ela, faltam ações mais contundentes do poder público. “A população está cada vez mais exercitando sua cidadania. Os crimes continuam e a gente percebe que o poder constituído só está agindo quando provocado. Não percebemos uma ação proativa, eles precisam ser acionados. Isso a gente não considera bom. Precisamos que eles cumpram o que é da sua competência.”

Entre as denúncias que chegam ao MMDA estão abandono de cães e gatos, animais de grande portes soltos nas ruas, rinhas (galos, cães e até canários), comércio de animais em más condições, tráfico de animais silvestres, caça, rodeios e vaquejadas e zoofilia. O caso envolvendo Serena foi um dos acompanhados de perto pela entidade. Adriana orienta que testemunhas de violência ou abandono de animais devem denunciar na Polícia Militar, Polícia Militar Ambiental, Polícia Militar Rodoviária (PMRv), se nas MGs, ou Polícia Rodoviária Federal (PRF), se nas BRs, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Ministério Público de Minas Gerais ou também pelo telefone 181, Disque-Denúncia, de forma anônima. Vídeos e fotos também contribuem para a denúncia.

Para a coordenadora da entidade, além de leis mais rigorosas, é preciso investir na educação da sociedade para coibir os maus-tratos aos animais. “Os próprios servidores públicos não conhecem a legislação. A gente aborda os órgãos públicos de proteção dos animais e eles não conhecem a Lei 22.231, de 2016. Tem que criar leis, aumentar o rigor, dar ampla publicidade e capacitar os órgãos públicos.”

Criada em 2013 em Belo Horizonte, a Delegacia Especializada em Investigação de Crimes Contra a Fauna trata principalmente dos crimes de maus-tratos e também posse de animais silvestres em desacordo com a legislação vigente, segundo o delegado Vladimir Alessandro Soares, que responde pela delegacia e é chefe da Divisão de Meio Ambiente da Polícia Civil.

Para o delegado, não falta engajamento da população, mas muitas denúncias que chegam à delegacia acabam não sendo de maus-tratos, como cães que latem muito e chamam a atenção de vizinhos. Mesmo assim, a equipe sempre vai aos locais para verificar a situação. “Teve uma denúncia de que alguns animais estavam subnutridos em determinado local. A equipe foi e constatou que a raça era de porte esguio. Era uma característica do animal, que tem compleição mais magra, pernas compridas”, exemplificou. Ele aproveitou para orientar os cidadãos sobre situações que podem configurar o crime. “Maus-tratos podem ser desde agressão física, mutilação do animal, ao abandono. A má alimentação (deixar sem água, sem comida em determinado local), deixar em local insalubre e a falta de higienização do local onde os animais ficam também configuram maus-tratos. O que ajuda muito nosso trabalho é a excelente qualificação da equipe de investigadores. Entre eles temos uma veterinária e três biólogos. Dá uma tranquilidade saber que eles vão ao local e entendem da matéria que está sendo tratada”, ressaltou.

Casos que ganharam repercussão

Mortos pelo tutor

Em 12 de novembro, um homem de 43 anos foi preso pela morte de três cães em Sabará, na Região Metropolitana em Belo Horizonte. Segundo a Polícia Militar (PM), os animais estavam sob os cuidados dele e foram encontrados mortos dentro de uma lixeira após a denúncia anônima de uma testemunha da agressão. Inicialmente, o homem negou a denúncia e disse que não havia animais na casa. No entanto, os policiais viram sangue e fezes no quintal do homem, que acabou confessando. Conforme a PM, ele disse ter matado os cães porque eles latiam muito e choravam à noite. De acordo com a Polícia Civil, ele foi autuado por maus-tratos no artigo 32 da Lei 9.605, a chamada Lei de Crimes Ambientais. Após ser ouvido por um delegado, teve a fiança arbitrada em R$ 2 mil. Como não pagou naquele momento, o agressor foi encaminhado ao sistema prisional. A Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap) informou que ele recebeu alvará de soltura de liberdade provisória após o pagamento da fiança.

Manchinha

(foto: Reprodução da internet/Facebook)

Cadela que ficava em uma unidade do Carrefour foi morta após ser atingida por uma barra de alumínio por um segurança em Osasco, na Grande São Paulo. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu ao ferimento. O segurança foi afastado e disse que não tinha intenção de atingir o animal. O local foi alvo de protestos que mobilizaram a sociedade civil e famosos como a atriz e apresentadora Tatá Werneck e a também apresentadora e ativista da causa animal Luisa Mell. A Delegacia do Meio Ambiente de Osasco apontou o segurança como responsável pela agressão e ele deve responder em liberdade pelo crime de abuso e maus-tratos a animais. Após o episódio, a rede de supermercados anunciou iniciativas internas e externas para adoção de animais abandonados, castração, além de sensibilização e treinamento dos funcionários.

Filhote amarrado em lixeira

Um filhote de cachorro foi resgatado por policiais militares que patrulhavam o Bairro Guarani, Região Norte de Belo Horizonte, na madrugada de 12 de dezembro. Um dos militares se comoveu e adotou o animal, que estava chorando e muito assustado. O filhote estava amarrado em uma lixeira e quase se enforcando, segundo os policiais do 13º Batalhão da PM.

Abandonados no Santa Lúcia

(foto: Marcos Vieira/EM/DA Press – 12/12/2018)

Reportagem do Estado de Minas publicada em 14 de dezembro mostra que cerca de 30 cães e 20 gatos, entre filhotes e adultos, foram deixados para trás na Avenida Nossa Senhora do Carmo, na saída para a BR-356, depois da desapropriação de imóveis para as obras da Via do Bicão, no Aglomerado Santa Lúcia, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. As famílias foram transferidas para apartamentos. Atualmente, eles são alimentados por uma moradora do Morro do Papagaio que precisa de apoio para tratar dos animais.

Agredida a chineladas

Em 25 de dezembro, uma jovem publicou no Facebook um vídeo que mostra a vizinha agredindo uma cadela chamada Cindy, no Bairro Providência, Região Norte de Belo Horizonte. Ao notar que estava sendo filmada dando chineladas no animal, a mulher ainda jogou água na direção da moça. Dois dias depois, de posse de um mandado de busca e apreensão, a Polícia Civil resgatou a cadela, que foi entregue a uma mulher que terá a guarda temporária dela até definição da Justiça. A agressora será intimada a prestar depoimento e o resultado da investigação será encaminhado ao Ministério Público.

(foto: Reprodução da internet/Facebook)

Alguns canais de denúncia

Disque-Denúncia: 181

Ibama: 0800 61 8080

Polícia Militar: 190

Companhia de Polícia Militar de Meio Ambiente em BH: (31) 2123-1600/1605/1615

Delegacia Especializada em Investigação de Crimes Contra a Fauna: Rua Benardo Guimarães, 1.571, 2º andar, Bairro Funcionários. Belo Horizonte. Funciona das 8h30 às 18h30. Telefone: (31) 3212-1356

Coordenadoria Estadual de Defesa da Fauna (do Ministério Público de Minas Gerais): (31) 3330-9911. E-mail cedef@mpmg.mp.br

Movimento Mineiro pelos Direitos Animais: https://www.facebook.com/movimentomineiroDA

Fonte: Estado de Minas

Câmeras com inteligência artificial livram animais selvagens de caçadores

A organização sem fins lucrativos “Resolve”, que atua na conservação da vida selvagem, usa a tecnologia como aliada no combate à caça de animais ameaçados de extinção. Atualmente, o grupo usa câmeras com inteligência artificial para identificar e prender os criminosos.

(Getty Images/Getty Images)

Até agora, o uso de câmeras inteligentes na selva se limitava a identificar os caçadores quando eles já estavam no campo de tiro, muitas vezes não sendo suficiente para impedir a morte dos animais. Porém, com um processador de visão computacional elaborado pela Intel, a Resolve poderá detectar animais, humanos e veículos em tempo real, fornecendo às equipes de segurança informações mais precisas para que interceptem os caçadores e evitem as mortes.

A capacidade da câmera, chamada TrailGuard, de diferenciar os tipos de “objetos” em movimento é seu grande trunfo. Enquanto as câmeras anteriores enviavam vários falsos positivos ao identificar qualquer sinal de movimento como suspeito, a TrailGuard alerta os guardas ambientais apenas quando há sinais de movimentação humana nas áreas monitoradas. Outro diferencial da TrailGuard é que, enquanto não detecta algum movimento, o dispositivo permanece em modo ocioso, gerando alta economia de bateria.

A tecnologia será utilizada em pouco tempo. Segundo o site Engadget, uma parceria entre a Resolve, a National Geographic Society e a Fundação Leonardo DiCaprio trabalha para lançar a câmera em 100 reservas africanas ao longo de 2019, começando com os parques nacionais da Tanzânia e da República Democrática do Congo. Se der certo, a TrailGuard pode ser levada ao sudeste da Ásia e trazida para a América do Sul.

Fonte: Exame

o macaco dentro da jaula

Família prende um macaco numa jaula minúscula durante 6 anos na Tailândia

A equipe da Wildlife Friends Foundation Tailândia (WFFT) recebeu um telefonema de uma família local que mantinha Me Boon, um macaco de cauda longa, como um animal doméstico.

o macaco dentro da jaula

Foto: WFFT

Enquanto a família supostamente cuidava de Me Boon, alimentando-o com leite e frutas todos os dias, eles o colocaram em uma jaula pequena e suja ao ar livre que seria essencialmente sua prisão pelos próximos seis anos – e Me Boon sofreu muito. Ele exibiu padrões de comportamento como inquietude e batia a cabeça nas paredes da jaula, que são sinais de estresse extremo em animais enjaulados.

“Imagine isso acontecendo com você ou eu,” disse Tom Taylor, diretor-assistente da WFFT. “Trancado numa jaula por seis anos, sozinho sem outro humano à vista.”

a jaula enferrujada onde o macaco era aprisionado

Foto: WFFT

Quando a WFFT foi para resgatar Me Boon, a equipe teve problemas para tirá-lo da jaula. “Ele ficou preso por tanto tempo que a gaiola grudou com a ferrugem”, escreveu Taylor em um post no Facebook. “Demoramos algum tempo para abrir a porta.”

Eles finalmente abriram a porta, tiraram Me Boon de lá e o levaram para o centro de resgate e reabilitação da WFFT. “Me Boon foi bem alimentado, mas não tinha como fazer exercício, então está muito acima do peso”, escreveu Taylor no Facebook. “A falta de espaço na jaula também pode ter entortado um de seus pés para dentro. Ele não será o melhor escalador ou saltador.”

o macaco Me Boon no centro de reabilitação

Foto: WFFT

Apesar de tudo o que ele passou, Me Boon já está se sentindo melhor no centro de resgate da WFFT.

“Ele tem espaço para se alongar, brincar, relaxar e aprender a ser um macaco”, escreveu Taylor no Facebook. “Ele gosta especialmente de se sentar em um canto alto de seu novo recinto, com vista para um campo de macacos separado, cheio de amigos em potencial. Ele é muito curioso sobre eles e os observa o dia inteiro.”

“É provável que ele nunca tenha visto ou interagido com outros macacos antes em sua vida, pois foi cuidado por seres humanos desde a infância”, acrescentou Taylor. “Depois de um período de aclimatação, esperamos emparelhá-lo com uma família de seus [macacos]”.

o macaco Me Boon no centro de reabilitação

Foto: WFFT

Enquanto Me Boon está recebendo uma segunda chance, muitos outros macacos não têm tanta sorte. Em todo o Sudeste Asiático, os macacos são frequentemente capturados na natureza para serem mantidos como animais domésticos ou explorados na indústria de entretenimento como “macacos dançantes”. Quando se tornam difíceis de lidar, são acorrentados ou enfiados em gaiolas, onde às vezes passam suas vidas inteiras.

Infelizmente, os macacos selvagens também são caçados por causa da culinária e da medicina tradicional, e até vendidos para instalações de pesquisa científica em todo o mundo para serem explorados em experimentos. Mas a vida de Me Boon está indo para um caminho diferente. Embora ele não seja elegível para ser solto na vida selvagem, ele viverá uma vida feliz no centro de resgate da WFFT.

um cachorro usando um suéter de lã vermelho e azul

Deixar um animal fora de casa pode dar cadeia em Denver, nos EUA

Com o clima congelante característico da virada de ano nos Estados Unidos, é importante o cuidado com os animais domésticos. A lei municipal da cidade de Denver, no estado norte-americano do Colorado, tem punições severas para os tutores que abandonam seus animais domésticos sem a proteção adequada contra o frio.

um cachorro usando um suéter de lã vermelho e azul

Foto: Getty Images

De acordo com a KDVR, os cidadãos de Denver que colocam seus gatos ou cachorros do lado de fora durante o frio sem lhes oferecer uma casa de animais com isolante térmico, ou abrigo semelhante para protegê-los do frio, podem ser acusados de crueldade ou negligência animal. Essas pessoas podem ser punidas com uma multa de 1 mil dólares e um ano de prisão.

Deixar um animal doméstico do lado de fora no inverno, por longos períodos sem proteção, pode levar à hipotermia. Os tutores que não possuem um abrigo externo para os animais devem limitar o tempo que os animais passam no exterior.

Aqueles que cuidam de cães também devem pensar em investir em casacos e suéteres para os cachorros e botinhas para longas caminhadas em baixas temperaturas.

United Airlines anuncia mudanças em políticas sobre animais de apoio emocional

A United Airlines anunciou recentemente mudanças em suas políticas sobre animais de apoio emocional que entrarão em vigor em 7 de janeiro.

De acordo com a CNBC.com, a United deixará de permitir gatos de apoio emocional e filhotes com menos de quatro meses de idade em qualquer um de seus aviões e todos os animais de apoio emocional serão banidos em vôos com duração superior a oito horas.

(photo courtesy iStock Editorial / Getty Images Plus martince2)

Embora a companhia aérea tenha dito que honraria as reservas feitas até 3 de janeiro com as regras antigas, as novas regras só permitirão cães, gatos e cavalos em miniatura como animais de serviço. A decisão chega quando a United continua a minimizar os incidentes e cabanas sujas.

“Temos visto aumentos nos incidentes a bordo em vôos mais longos envolvendo esses animais, muitos dos quais não estão acostumados a gastar uma quantidade prolongada de tempo na cabine de uma aeronave”, disse o United em um comunicado.

A companhia aérea sediada em Chicago está seguindo a liderança da Delta Air Lines, que proibiu animais de apoio emocional mais novos em dezembro e não permite mais que nenhum animal em voos programados para durar mais de oito horas.

As mudanças também foram influenciadas pela política de vacinação de animais dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças e os princípios delineados na Lei de Acesso Aéreo ao Transporte Aéreo do Departamento de Transportes dos Estados Unidos.

Fonte: Travel Pulse

Diminui o número de animais em áreas de turismo no Quênia

O turismo dominado por jogos no Quênia enfrenta um futuro sombrio, já que a população de animais selvagens que atraem visitantes para o país continua a declinar rapidamente.

Cerca de 40.400 animais que estavam em registros até o final de 2016 não estavam disponíveis em 2017, indicam os dados mais recentes, destacando uma tendência que também deve preocupar os conservacionistas.

FILE PHOTO | AFP

Em 2017, cerca de 2,3 milhões de visitantes entraram nos vários parques nacionais e reservas de caça com o mini-orfanato de Nairóbi recebendo o maior número de 367.671 de 390.385 em 2016.

O último resumo estatístico divulgado pelo Escritório Nacional de Estatísticas do Quênia mostra que populações de elefantes, búfalos, girafas e avestruzes diminuíram rapidamente nos últimos meses.

A redução de 2.000 no número de elefantes registrada no ano reverte a tendência de crescimento observada após 2015, quando sua população subiu 6.200 para atingir os 22.000 em 2016.

Também registrou uma queda acentuada a gazela do Grant, cuja população caiu para 106.500 de 112.100 em 2016. Eles vêm experimentando um aumento gradual desde 2013, quando o número 111.700, segundo dados oficiais.

DECLÍNIO PREOCUPANTE

As zebras também tiveram seu declínio com 5.500 mortes de zebra de Burchell e outras 300 mortes da Gravy’s Zebra registradas no ano capturado.

Cerca de 3.000 impalas morreram, enquanto a população de gazelas de Thomson caiu para 2.100.

Gnus, que fazem a famosa migração no Maasai Maara todos os anos, tiveram sua população reduzida em 12.000 para 228.000 em 2016. Eles foram 276.000 em 2013, causando a maior queda de população em meia década.

Havia 1.500 menos avestruz nos animais amostrados.

Em agosto de 2018, um cientista queniano baseado na Alemanha soou o alarme sobre o declínio das populações de animais selvagens no Quênia, atribuído principalmente aos conflitos entre humanos e animais selvagens e as mudanças climáticas.

O dr. Joseph Ogutu, um estatístico sênior da unidade de Bioinformática da Universidade de Hohenheim, na Alemanha, disse que a gazela, o javali e o orixx da Thomson, entre outros, estão sob grave ameaça e diminuíram em mais de 70%.

Fonte: Daily Nation

Bombeiros instalam comedouro e bebedouro para alimentar animais

O 1º Batalhão do Corpo de Bombeiros da Base do Coxipó (MT), instalou na manhã de quinta-feira (3), um comedouro e um bebedouro para alimentar os animais em situação de rua que transitam pela região. A iniciativa foi de um grupo de cinco militares que decidiram fazer uma “vaquinha” para comprar os materiais para a fabricação e instalação do comedouro, além de arcar com as despesas com ração.

(Foto: Reprodução / Olhar Direto)

O soldado do Corpo de Bombeiros Jefferson Alves contou ao Olhar Direto que ele e os outros militares sempre se sensibilizaram com a situação de vulnerabilidade desses animais e que, a princípio, eles alimentavam os animais com a comida que sobrava do almoço. “A gente dava a comida para eles porque eles ficam na rua passando fome, correndo risco, mesmo sabendo que o ideal é dar ração nós ajudávamos como podíamos”, lembra.

O grupo então teve a ideia de construir o comedouro e instalar na frente do batalhão. “Fizemos uma vaquinha, compramos os canos PVC e um pouco de ração e instalamos. As vezes nós estávamos em alguma ocorrência e não tinha ninguém aqui para alimentá-los, com o comedouro eles não precisam que alguém venha dar comida para eles”, ressaltou.

Sobre levar a iniciativa para outros batalhões, o soldado afirma que “é possível sim, mas precisamos de parceiros para isso, pois trabalhamos nessa unidade e aqui conseguimos cuidar e dar a manutenção devida, teria que ter pessoas com o mesmo intuito nos outros batalhões”.

As despesas com a compra de ração tendem a aumentar conforme os animais forem se alimentando no local, por isso, o soldado pede para que as pessoas que quiserem e puderem doar, entrem em contato com o batalhão porque eles precisam de ajuda para continuar alimentando os animais.

(Foto: Reprodução / Olhar Direto)

“Se as pessoas puderem ajudar seria ótimo porque a gente vai juntando dinheiro como pode, mas alguns recebem o salário e já tem os seus compromissos, então não é sempre que conseguimos juntar de todo mundo”, explica.

O oficial contou ainda que cerca de 14 cães e quatro gatos vão ao batalhão todos os dias em busca de alimento e que um dos gatos acabou sendo adotado por eles. “Adotamos um gato que estava sempre por aqui, demos a ele o nome de Bravo 8. Uma vez ele ficou doente e precisou ser levado ao veterinário, os homens da corporação fizeram uma vaquinha e conseguimos pagar as despesas do tratamento dele”, lembra.

O oficial conta ainda que algumas pessoas acabam se interessando em adotar os animais. “Outro dia um dos oficiais postou uma foto com um dos cães que se alimentam aqui e uma conhecida dele pediu para segurar ele que ela viria busca-lo, não temos como publicar fotos, até porque os animais não ficam alojados aqui, eles comem e vão embora, mas havendo interesse em adotar a gente dá um jeito de ajudar”.

Para ajudar no projeto basta entrar em contato pelo número (65) 99259-8505 e falar com o soldado Jefferson ou pelo (65) 3637-4523.

Fonte: Olhar Direto

um cachorro com a cabeça para fora de uma parede verde

Casos de estupro animal são ignorados pela polícia de Deli, na Índia

Para proteger os animais, a Lei de Proteção da Vida Selvagem é levada muito a sério em todo o país, no entanto, há um aumento nos casos de estupro de animais. No ano passado, no estado de Deli, dois casos de animais violados foram registrados. Um dos casos mostrou um suspeito de Ghaziabad, onde uma cadela foi recuperada de uma estrada depois que o suspeito amarrou o animal à sua bicicleta e dirigiu o veículo.

um cachorro com a cabeça para fora de uma parede verde

Foto: Getty Images

Sourabh Gupta, oficial de queixas da People for Animals (PFA) da Índia, notou que aquilo era uma tentativa de estuprar a cadela alegando que havia contusões perto da área genital do animal.

A PFA é a maior organização de bem-estar animal do país, fundada por Maneka Gandhi em 1992, que também é o presidente da organização.

A respeito do suposto caso de estupro, o oficial do Círculo de Sahibabad, Rakesh Mishra, disse: “Estamos investigando o caso e o ‘ângulo do estupro’ não pode ser descartado. Ficará claro depois que recebermos o relatório da autópsia que ainda está pendente”. Em julho de 2018, a NCR permaneceu chocada depois que uma cabra grávida morreu após ser estuprada por oito homens no distrito de Mewat, em Haryana.

O guardião da cabra registrou uma queixa policial em 26 de julho, depois que ele descobriu que a cabra estava desaparecida e, ao procurar, chegou ao local do incidente. Em agosto de 2018, Naresh, um motorista de táxi local, teria supostamente estuprado e matado uma cadelinha. O caso ainda está sendo julgado em tribunal.

Recentemente, a Deli Police também registrou cerca de 25 a 30 casos de contrabando de animais.

Membro de uma ONG de vida selvagem, Gaurav Gupta, alegou que a Polícia de Nova Deli tem ignorado tais incidentes e não registrou muitos desses casos. De acordo com a decisão do Supremo Tribunal de Deli, os casos de crueldade contra animais devem ser registrados.